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Felipe Machado

21.janeiro.2007 00:04:56

Elis era uma mulher de verdade

Elis

Cresci ouvindo Elis Regina em casa, graças ao bom gosto musical dos meus pais, ambos jornalistas de cultura. Em ocasião dos 25 anos da morte da Elis, na última sexta-feira, comentei com minha mãe que gostaria de ler um texto dela sobre a cantora, que também era sua amiga e ‘ídola’. Achei tão bonito que pedi a autorização para postar aqui no blog. Aqui está, portanto, o texto da jornalista Helô Machado.

“19 de janeiro de 1982. A empregada entrou correndo no meu quarto e disse: A Elis morreu! O susto foi tão grande que comecei a chorar, antes mesmo de saber se a notícia era verdadeira. E chorei o dia inteiro. Elis sempre foi a minha cantora, a artista que eu queria ser se fosse artista. Era a voz, o balanço, a divisão da música, era tudo. Eu até imitava Elis, de tanto que gostava. Todo mundo sabia disso. Ela também. E ria daquele jeito escancarado, de gengiva imensa e dentes pequenininhos.

No dia em que Elis morreu, fui para a Folha chorando, almocei chorando, trabalhei chorando, fiz uma entrevista na TV chorando, peguei o carro chorando e fui me despedir dela à noite, no Teatro Bandeirantes, chorando.

Mas não era só eu que chorava. Lá fora, a multidão não parava de chorar. Uma multidão que fechou a Brigadeiro até o dia seguinte.

Walter Silva, o Pica Pau – disc-jockey e grande amigo de Elis – me consolou na chegada. Entrei na fila para vê-la no palco, o mesmo palco onde a aplaudi tanto e onde ela viveu tanto sucesso em tantos meses com seu show ‘Falso Brilhante’.

Diante do caixão, relembrei meus momentos únicos com Elis: ela, aflita na porta da minha casa, pedindo que eu amamentasse seu filho João Marcello – ele era alérgico a todo tipo de leite e a ama-de-leite que ela havia contratado não conseguira pegar a ponte aérea.

Eu tinha acabado de ter meu primeiro filho Felipe e, felicíssima, pude atender ao pedido da ‘minha ídola’, que se hospedava sempre (para minha alegria) na casa de meu vizinho, o ator Alberto Ruschel.

Lembrei também dos nossos cabelos vermelhos e curtinhos à moda de Elis, ‘raspados’ no (barbeiro) Ringo, do Shopping Iguatemi, e das nossas gargalhadas quando Elis cantava ‘Amante à Moda Antiga’, em seu último espetáculo ‘Trem Azul’, de Fernando Faro.

No camarim, antes do show, ela substituía o ‘T’ pelo ‘P’ no verso “…apesar do velho Tênis e da calça desbotada…” e a gente morria de rir.

E lá estava eu, olhando Elis morta, tão pequenininha, meio que sorrindo, com a garganta cortada pela autópsia e a camiseta proibida da bandeira do Brasil, com ‘Elis Regina’ no lugar de ‘Ordem e Progresso’.

Alguém do meu lado me abraçou, tentando me confortar. Era Belchior. Saí, chorando ainda mais: me lembrei que Belchior terminou de compor ‘Como Nossos Pais’ num jantar que demos em casa… Elis amou tanto a música que não via a hora de gravá-la.

Tudo isso faz tanto tempo… outro tempão que não encontro Belchior. Quanta coisa aconteceu, surgiu, desapareceu, mudou. Como o tempo passou depressa. Faz tanto tempo e parece que foi ontem. Parece que Elis se foi para sempre e que não partiu nunca. Choro até hoje quando vejo Elis na TV, mas mesmo assim gosto de vê-la. Ouvir Elis é sempre uma grande felicidade. Dependendo da música, canto com ela. Ou, para falar a verdade… dou uma choradinha.”

comentários (29) | comente

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29 Comentários Comente também
  • 21/01/2007 - 10:08
    Enviado por: Sérgio Almeida

    Admito que chorei quando Elis se foi. Admito também que chorei quando Deus permitiu que a Maria Rita abraçasse a música. Impossível, em alguns momentos, não perceber que ela não desapareceu por completo.

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  • 21/01/2007 - 11:27
    Enviado por: Nei Duclós

    Helô Machado, minha editora favorita, é maravilhosa. Tudo o que ela diz, escreve e fala, vem do coração. Tive o privilégio de trabalhar com Helô na Ilustrada, quando, com sua aprovação e força, publiquei várias matérias de cultura sobre assuntos e personalidades importantes. Naquela época, fui destacado para cobrir o grande show de Elis em São Bernardo. Momentos inesquecíveis, do jornalismo e da cultura, que trago comigo como um presente do destino. Neste seu belo texto, redescubro o quanto sua generosidade e emoção se estenderam ao que tivemos e fizemos de melhor.

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  • 21/01/2007 - 14:42
    Enviado por: Luiz Antonio

    Elis era, em verdade, uma chata. Chatíssima. Como cantora, maravilhosa, irreparável. Mas como pessoa era insuportável. Queria posar de intelectual nas entrevistas que dava. E, nos bastidores, cheirava. Era uma infeliz. Senti a sua morte. Da cantora.

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  • 21/01/2007 - 14:52
    Enviado por: Francisco Lucien Gomes.

    Belo texto.
    Não conheci a Elis pessoa. Mas, como cantora era o máximo, cantava com a alma. Poucas no nosso planeta, cantava como ela.

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  • 21/01/2007 - 16:13
    Enviado por: Eliane

    Felipe,
    um pouco de exagero em tudo isso mas…..feliz a sua mãe, hem!

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  • 22/01/2007 - 04:20
    Enviado por: Alex Almeida

    Elis foi mesmo a maior entre todas as cantoras brasileiras e o texto de sua mãe, Felipe, me comoveu bastante. Quanta saudade de Elis… Foi ótimo encontrar Helô Machado neste post. Eu não sabia que ela era sua mãe. Foi uma grande surpresa. Onde ela anda? Parabéns pelo blog tão variado e por ter pedido à Helô este comentário tão emocionante.

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  • 22/01/2007 - 09:09
    Enviado por: Sally

    amo Elis
    * boa música
    (alias o que o brasil tem de melhor…)
    *bom sexo…

    de foto uma mulher a frente do seu tempo!

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  • 22/01/2007 - 13:16
    Enviado por: Halpo

    Não posso dizer que a música de Elis Regina esteve tão presente assim em minha infância. Mas historicamente está comprovada a influência positiva que sua carreira incutiu no cenário musical brasileiro. O que deu base a diversos outros artistas mais contemporâneos.

    Contudo, ao ver Maria Rita cantar observo que, apesar de ótima intérprete, a mesmice norteia seu trabalho. Até os trejeitos com braços e mãos são parecidos com os da mãe.

    Será isso genético ou é só oportunismo mesmo?

    Pimentinha aprovaria?

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  • 22/01/2007 - 13:45
    Enviado por: tatilinda

    halpo,
    concordo.
    não sou fã de elis por opção,
    gosto de rock’n'roll..
    mas de alguma maneira ela marcou uma época e isso nao se discute…
    a postura no palco, as letras, tudo ótimo porém ela que me desculpe mas sou de outra tribo hehehhe…
    assim como elvis presley que tinha uma gde voz, certeza que se a voz nao fosse aliada a uma postura ‘atrevida’ para época, talvez ele nao tivesse deixado saudade e nao fosse lembrado como o Rei.

    voz (interpretação)+ musica e postura no palco… este conjunto faz a diferença.

    não quer ousar ou ter um algo mais…o cara morre de fome… e no final é só mais um no cenário…
    que bom que ainda existem vários artistas que não imitam ou vão na onda de outros pra aparecer…os que usam disso, aparecem…mas graças a deus desaparecem na mesma velocidade hahahahhaha…

    viva o rock’n'roll!!!

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  • 22/01/2007 - 14:53
    Enviado por: MARCELO

    como a maioria, também não sou fã dela, afinal, nem sei se ja escutei ela cantar, acho que sim, mas nem sabia que era ela, me desculpem os fãs, mas ela morreu há 25 anos..mas recebe toda minha admiração, ela deve ter marcado a vida e corações de muitas pessoas…isso é o importante..
    mas cá entre nós, pelo que vi, ela era uma coroa e tanto hein !!!

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  • 22/01/2007 - 16:00
    Enviado por: Francisco

    Desde pequeno me identifico com o som do “rock”, mas, também gosto dos bons artistas dos outros gêneros, desde que a música seja boa.
    Para mim, a Elis tinha uma semelhança, na forma de cantar, com a grande roqueira Janis Joplin. As duas cantavam sentindo a música, se entregavam de corpo e alma à música.

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  • 23/01/2007 - 11:09
    Enviado por: Fernanda

    Deuses, que texto!
    Por mais que goste da musica de Elis ouvindo através do rádio dos outros, não posso deixar de cumprimentar a Helô pelo maravilhoso texto.

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  • 23/01/2007 - 11:56
    Enviado por: Juliana

    Tatilinda,
    ousadia sem talento é nada! Elis foi e é importante porque, simplesmente, era genial! Como Elvis, Duke Ellington, Sinatra, Carmem Miranda, Charles Aznavour e… dezenas de cantores, que marcaram a história da música popular, sem falar nos compositores eruditos.
    Marcelo, please, não conte pra ninguém que você não ouviu a Elis! Beethoven não é do meu tempo, mas, felizmente, sempre procurei conhecer “os grandes” em qualquer área. Do rock ao clássico, do cinema às artes plásticas, da literatura à arquitetura. E, por aí vai… Isso faz parte da cultura geral de qualquer pessoa bem informada. Procure saber mais. O que é maravilhoso em qualquer campo deve ser conhecido, mesmo não sendo do tempo da gente, tá?

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  • 23/01/2007 - 13:35
    Enviado por: Sérgio Almeida

    Juliana, seja você quem for, meus aplausos. De pé. Você é culta e escreve com precisão.

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  • 23/01/2007 - 18:39
    Enviado por: Juliana

    Sérgio Almeida,
    seremos parentes? O sobrenome da minha mãe é Almeida, embora eu assine apenas o do meu pai. Obrigada pelos elogios. Sou quase como a Helô Machado: adoro a Elis, mas não tive o privilégio de conhecê-la. Quando ela morreu, eu tinha 13 anos. Gostaria de ser culta, mas não sou. Apenas procuro me informar sobre tudo. Daí, me apaixono pelas pessoas bacanas, que já se foram ou estão por aí… Acho que é isso que vale a pena. Um abraço.

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  • 23/01/2007 - 21:34
    Enviado por: Sérgio Almeida

    Juliana, não creio que sejamos parentes. Almeida é um sobrenome relativamente comum. Bem, eu “vivi” Elis (o primeiro dos comentários desta lista foi o meu), como “vivi” Beatles, Carly Simon e tantos outros dos anos 60 / 70 e depois disto também. A lista é enorme. Também sou uma pessoa que costuma se informar sobre tudo, mas obviamente tenho minhas preferências. Por fim, acredito que estamos aqui para apreciar, na medida do possível, com poesia o que nos rodeia, embora não sejamos apenas contemplativos.
    Um abraço.

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  • 09/02/2007 - 10:08
    Enviado por: Cleusa

    Helô

    Parabéns, pelo texto impecável como sempre.
    Você como ninguém tem muito que ensinar a muita gente sobre o que é a vida.

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  • 24/07/2007 - 22:24
    Enviado por: Inês Borba Pereira

    Elis não era só a artista desvinculada da mulher.Para quem acompanhou ( contemporâneo ou não ) o pensamento e os posicionamentos dela, reconhece a onipotência absoluta da interprete e o fascínio que ela tinha sobre todos através de uma personalidade marcante , de uma força incomum que jorrava, energia vital , sexual ,anímica e muito mais.Cantando Elis ultrapassava a vida , o mundo possível, fechava os olhos e alcançava o etéreo , o celestial, era demais. . . Ninguém mais é assim.

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  • 08/08/2007 - 11:12
    Enviado por: Fausto Luis Lopes

    ELIS MARAVILHOSA:
    NÃO EXISTE UMA VOZ COMO A DE ELIS REGINA.
    INFELISMENTE NO DIA 19 DE JANEIRO IA TRABALHAR
    QUANDO MEU COLEGA ME DISSE:
    VOCÊ VIU QUEM MORREU?A ELIS REGINA.
    NOSSA MEU DIA FOI PÉSSIMO, EU TENHO UM LP
    DELA O FALSO BRILHANTE, E O DA NOVELA BRILHANTE A PRIMEIRA FAIXA ME DEIXAS LOUCA.
    NOSSA EU OUVI DIAS E DIAS,ACOMPANHEI TODAS AS NOTICIAS, E HOJE SOU COLECIONADOR ASSÍDUO
    DE SEUS CDS.
    EU AMO ELIS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  • 02/04/2008 - 12:12
    Enviado por: zeca corrêa leite

    Mais de um ano depois das lindas linhas de Helô Machado terem sido publicadas, aqui eu chego. Texto amoroso, sincero, comovente sobre uma cantora extraordinária, uma mulher que, imagino, era por demais complexa, porém profundamente humana. A ponto de sair do Brasil, sozinha, para tentar localizar um músico que a ditadura militar da Argentina matou e escondeu. Um pianista que, durante uma turnê, deixou o hotel para comprar cigarros e desapareceu. E no Brasil também vivíamos sob as botas militares… Essa a Elis, de grandezas tão superiores quanto a sua voz… Amo Elis, com imenso orgulho por nutrir esse amor.

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  • 18/11/2008 - 13:53
    Enviado por: marilene

    Tive a alegria de curtir minha juventude ouvindo e vendo a maior e melhor cantora do mundo… ELIS! uma pessoa com tantos problemas, tao amada e odiada, mas sem duvida, uma mulher marcante, uma pessoa com tanta vontade de amar, ser amada, si dar…
    Estava em Pelotas qdo. ouvi a noticia que me deixou o dia inteiro angustiada, “que haviam encontrado em seu apto…. nao preciso dizer a notica, me faz mal atè hj. lembrar. E foi um dia sem sol, sem alegria, sem ar, parecia que o dia tb. estava morrendo. Elis, adoro tudo que vc. deixou!
    E me emociono vendo e sabendo noticias de seus tres filhos. Missao cumprida, minha irma!!!!

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  • 10/03/2009 - 02:42
    Enviado por: Helô Machado

    ZECA CORRÊA LEITE
    E MARILENE,
    quanto tempo!!!
    Assim como vocês escreveram aqui muito tempo após ‘esta publicação’, eu também voltei aqui hoje, mais de dois anos depois…
    Sei lá, me deu uma saudade maluca da Elis, sem motivo… e eu quis reler o que havia escrito em 21/1/2007, pelos 25 anos da morte da estrela.
    E, para dizer a verdade, dei uma ‘choradinha’!
    Que bom que vocês vieram e prestaram a sua homenagem a Elis com os seus comentários preciosos.
    E já que eu estou aqui hoje, quero lembrar que o grande disc-jockey e produtor musical Walter Silva, o Pica-Pau, um dos primeiros divulgadores da Bossa Nova, amigo de Elis e meu amigo, que me confortou (está no texto) no velório da cantora, já se encontrou com ela.
    Há poucos dias, doente há muitos anos, ele partiu para sempre. Registo aqui o meu pesar e o meu carinho por este grande profissional.
    E, como a vida continua, quem sabe vocês não retornam aqui qualquer hora para ler este meu recado?
    Vou torcer… Abraços carinhosos.

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  • 25/03/2009 - 01:17
    Enviado por: zeca corrêa leite

    Helô Machado, quanta honra e quanto carinho por essa mensagem acima. Começo da madrugada de 25 de março – eu aqui relendo e me emocionando com essas linhas e a surpresa por encontrar seu recado. Não sabia que Walter Silva tinha falecido! A filha dele, Celina, mora aqui em Curitiba, mas nessas correrias todas poucas vezes a gente se vê. Tentarei localizá-la. Em um dia de 1972 Walter Silva escreveu (acho que na Folha de São Paulo) que São Paulo deveria silenciar nessa noite porque Elis Regina iria cantar. Declaração de amor tão linda, agora ele pede silêncios siderais para que Elis cante no céu.
    Um beijo, Helô.
    Zeca.

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  • 02/04/2009 - 02:29
    Enviado por: Helô Machado

    Zeca do Céu,
    que loucura!
    Nada acontece por acaso.
    Olha só: uma amiga me retornou hoje, comentando um texto que escrevi sobre a Liza Minelli, também a pedido do Felipe neste blog.
    Como acho que ela também deve adorar a Elis, anexei este texto e abri, por abrir, nem sei porque.
    Eis que deparo com o seu retorno.
    Que legal! Obrigada de novo.
    Por favor, caso encontre a Celina, mande aqui mesmo para o Felipe o e-mail dela. Ele me passa.
    Soube da morte do Walter através de um texto na Folha, mas não soube nada da missa, não pude me manifestar, ou seja, não tinha como encontrar a Déa, a mulher dele ou a Celina…
    Veja se consegue fazer essa ponte!
    Nossa, como o poetinha estava certo: “A vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida!”
    A propósito: este texto do Pica Pau a que você se refere foi feito para mim – eu era editora da Folha Ilustrada.
    A vida é bela!
    Um grande abraço.
    Vou voltar aqui.
    Espero que você também…

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  • 13/02/2011 - 13:17
    Enviado por: iracema

    bem, a elis regina não é da minha época , mas sempre ouvi suas músicas.realmenteela era muito original,espontanea,voz maravilhosa e entrava dentro da música , vivia oque estava cantando.nossa, era muito incrível a elis , um estilo só dela , depois dela acho que não tivemos ninguém com todas as qualidades reunidas,é muita emoção,as vezes muito engraçada também.

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  • 12/06/2011 - 23:36
    Enviado por: francis

    Elis transformou, em parte, minha vida: escrita, conhecimentos, amizades. Convido a todos visitares meu blog: eliscantante2.blogspot.com

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    • 20/01/2012 - 02:01
      Enviado por: Helô Machado

      Francis, tanto tempo depois… que bom ler você.
      Vou ver seu blog.
      Um abraço.
      Ontem, 30 anos em Elis. Uma pena…

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  • 20/01/2012 - 02:02
    Enviado por: Helô Machado

    Ontem, 19 de janeiro de 2012, 30 anos sem Elis.
    Uma grande pena…

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