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Felipe Machado

Bacana Bacana - Coisas legais da Copa da África (além do futebol, claro)

Bacana Bacana – Coisas legais da Copa da África (além do futebol, claro)

Amigas e amigos,

estou embarcando hoje para a África do Sul, onde vou participar da cobertura da Copa do Mundo para o Grupo Estado. Como fiz na China, durante a Olimpíada de Pequim, vou produzir vídeos para a TV Estadão e manter um blog contando todas as novidades sobre o país, a cultura, comportamento… E a Copa do Mundo, claro.

Por isso, sempre que você entrar aqui e achar que eu abandonei o blog, pense duas vezes. O Palavra de Homem vai descansar enquanto entra em cena… ‘BACANA BACANA’!

A Seleção da África do Sul é conhecida como ‘Bafana Bafana’ (Boys & Boys, garotos e garotos) por causa de seu jeito ‘moleque’ com a bola. Pois adaptei o apelido um pouquinho e pretendo mostrar as ‘Coisas Legais na Copa da África (além do futebol, claro)’. Se você achou o trocadilho infame, imagine o blog.

(Parênteses: Antes que você pergunte: sim, o blog vai virar livro quando eu voltar da África do Sul. Isso só não acontecerá se eu for comido por um leão ou pisado por um elefante.)

Outra coisa: quem quiser ouvir as aventuras em tempo real pode sintonizar na Rádio Eldorado FM entre 17h e 19h (aqui no Brasil), pois estarei entrando ao vivo com comentários sobre… bem, sobre qualquer coisa.

Se alguém quiser falar comigo, enviar sugestões ou comentários, meu Twitter é @felipemachado.

Como é que se diz ‘vejo você na África’ em zulu?

Bjs,

Felipe Machado
 http://blogs.estadao.com.br/bacana-bacan…

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Chris Garneau: Trilha sonora perfeita para o Dia dos Namorados

Os comerciais com labradores correndo pela praia e casais sorrindo enquanto colocam torradas com margarina um na boca do outro já começam a invadir o horário nobre. (Nunca entendi por que esses casais sorriem tanto nessas cenas, será que café da manhã é uma coisa tão engraçada assim?)

Os donos de floriculturas já contrataram mão de obra extra. Os gerentes de motel estão usando amaciante importado nas roupas de cama. Em alguns dias teremos brigas por vagas nos estacionamentos dos shoppings e restaurantes com filas até para ler a capa do cardápio.

Por quê? Porque 12 de junho é o Dia dos Namorados.

As namoradas sempre querem fazer algo especial nessa data. Você pode achar que elas desejam isso para se sentirem amadas e valorizadas. Nada disso. A razão verdadeira é bem menos nobre: elas querem subsídios para contar vantagem para as amigas. O que seria então, do ponto de vista feminino, um Dia dos Namorados perfeito? Vou tentar adivinhar.

Em primeiro lugar, tem que cair no sábado – o que acontecerá este ano. Ou seja: mesmo sem querer, você já começou bem.

Toda mulher gosta de ser acordada com café na cama, mas vamos supor que você não more com sua namorada. O mínimo que você pode fazer é mandar para a casa dela uma cesta de café da manhã acompanhada, claro, de uma dúzia de rosas e um cartão cheio de elogios. Lembre-se que, como diz o publicitário Washington Olivetto, o cartão é sempre mais importante que as flores. Portanto, esqueça ‘Feliz Dia dos Namorados’ e capriche em uma frase que a remeta a algum momento marcante do namoro; uma música, um filme que vocês viram juntos. Além de ser menos manjado, ela vai achar você criativo.

Sua namorada vai ligar para agradecer, e daí você já engata o convite para o almoço. Escolha um lugar cheio de gente, animado (hypado, como se diz em português), para ela ver que você é um cara para cima, que sabe viver a vida. E, pelo menos hoje, esqueça o escorpião que mora no seu bolso e pague a conta sozinho (você não imagina como isso vai ganhar pontos com as amigas dela).

Após o almoço vá ao cinema, programinha leve e romântico (por favor não leve a garota para ver ‘Guerra ao Terror’). Na sequência, um café, um sorvete ou uma caminhada são maneiras simpáticas de esperar pelo prato principal: o jantar à luz de velas. Se for na sua casa, melhor, para evitar restaurantes lotados. Não sirva nada com alho ou cebola. Nem churrasco, por mais que pareça uma boa ideia. Tem que ser algo leve. E é claro que já tinha deixado champanhe e morangos na geladeira. O resto é com você. Saúde.

Feliz Dia dos Namorados.

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No último sábado, fiz um programa bem familiar: fui assistir ao espetáculo Disney on Ice – Heróis e Princesas. Se você não sabe direito o que é isso, imagine a Branca de Neve, a Bela Adormecida e todas as outras princesas patinando no gelo de mãos dadas com seus respectivos príncipes.

Antes que você comece a questionar a minha sexualidade (ou minha idade mental), já adianto que levei minha filha de 3 anos e meio.

Não preciso nem dizer que ela adorou. E eu fiquei emocionado ao ver seus olhinhos brilhando quando as princesas surgiam de seu castelo cenográfico deslizando pelo gelo, lindas, mágicas. Para minha filha, elas eram realmente princesas de verdade.

A primeira coisa que me veio à cabeça, depois de passada toda a emoção, foi uma cena engraçada. Fiquei imaginando uma das atrizes-patinadoras desembarcando em São Paulo, sem seu vestido de princesa, e indo direto para o hotel. Lá, pediriam que ela preenchesse o cadastro na recepção. No campo profissão, ela escreveria: Branca de Neve.

Depois de pensar nisso, voltei à realidade. Ao final do show, ela chorou porque queria ver tudo de novo. Acho que pensou que era um DVD, sei lá. Expliquei que era um show, mas as coisas só melhoraram quando comprei um livro ilustrado e uma boneca da Cinderela mais ou menos do tamanho dela.

Ao conversar com uma amiga sobre o show, ouvi um comentário inesperado. Delicada como um touro numa loja de cristais, ela me criticou por ter levado minha filha para ver um show de princesas. Ela alegou, usando o mínimo de eufemismo possível, que elas representavam uma figura feminina ultrapassada e distorcida. Segundo minha amiga, alimentar o mito do ‘príncipe encantado’ era errado da minha parte e isso só causaria sofrimento e decepção no futuro.

Talvez meia dúzia de feministas concorde com isso. Talvez até alguma psicóloga diga que é verdade. Não importa. Eu achei essa opinião absurda, e vou continuar estimulando o mito da princesa enquanto minha filha for uma criança. Não acho negativo crescer imaginando que é possível encontrar um príncipe ou uma princesa, metaforicamente falando, é claro.

A humanidade deseja isso pelo menos desde 27 a.C., quando o termo foi usado pela primeira vez pelo imperador Otávio Augusto: principis significava em latim o primeiro cidadão do governo.

Quando minha filha crescer, certamente vai saber distinguir entre realidade e fantasia. Obrigá-la a fazer isso agora é privá-la do sonho que nos torna quem somos e, provavelmente, quem seremos. Além disso, minha filha é uma princesa. E disso eu não tenho a menor dúvida.

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