ir para o conteúdo
 • 

Felipe Machado

Qual seria o som de uma banda mezzo Nirvana mezzo Led Zeppelin?

Quando a gente ouve falar de uma superbanda, geralmente fica com um pé atrás. A história nos conta que elas duram um tempo inversamente proporcional à expectativa gerada pela fama dos integrantes. O termo diz respeito a bandas formadas por ex-integrantes de outras bandas famosas – daí o termo ‘superbanda’.

Algumas dão certo durante um pouco mais de tempo, como foi o caso do Audioslave, uma banda da qual eu gostava bastante, mesmo tendo que aguentar os amigos dizendo ‘eu prefiro o Rage Against the Machine’ ou ‘eu prefiro o Soundgarden’ (para quem não se lembra, o Audioslave era uma banda formada pelo genial guitarrista Tom Morello e os ex-integrantes do Rage Against the Machine e o vocalista Chris Cornell, outro músico sensacional que cantava no Soundgarden e hoje virou ídolo pop).

Enfim, tudo isso para dizer que eu adorei o novo single do Them Crooked Vultures. A banda é formada pelo guitarrista/vocal Josh Homme, do Queens of the Stone Age, Dave Grohl na bateria (ele era baterista do Nirvana, mas depois formou sua própria banda, Foo Fighters, cantando e tocando guitarra) além de ninguém menos que John Paul Jones, o lendário baixista do Led Zeppelin.

(Parênteses: O Dave Grohl adora tocar com outros músicos, não? Ele tem vários projetos, incluindo um muito divertido de heavy metal chamado ProBot e que tem a participação de outras lendas como Lemmy Kilminster, do Motorhead, King Diamond e até Cronos, do Venom. (Alguém se lembra de ‘Black Metal’? Pois o Venom deve tocar no dia 12/12 no Victoria Hall, em São Caetano do Sul, SP). Outro parênteses rápido: como o Dave Grohl é cool, não? Esse post poderia facilmente estar na categoria ‘Eu queria ser esse cara’.)

O trio começou a falar sobre o assunto de brincandeira em 2005, mas só se juntaram mesmo este ano, para anunciar o lançamento do primeiro disco. Ao vivo, a banda conta ainda com Alain Johannes na guitarra e teclado. A primeira música que chegou ao público foi ‘Nobody Loves Me and Neither Do I’ (Ninguém me ama, nem eu), mas eu prefiro o rockão ‘New Fang’, que você curte acima. O vídeo mostra a banda tocando ao vivo no Roseland, em Nova York, há duas semanas. A qualidade é meio ruim, mas se você aguentar os primeiros 45 segundos ele melhora. E dá para ver o Dave Grohl em ação. E aí você vai entender por que eu queria ser esse cara. Bjs, bom fim de semana, F.

comentários (6) | comente

  • A + A -

Acabo de voltar de uma temporada (curta, infelizmente) em Nova York e fiquei superfeliz por ter sido convidado para gravar o Manhattan Connection, um dos meus programas favoritos. Se alguém se interessar, aqui vai um trechinho. Um grande abraço para Lucas Mendes, Caio Blinder, Angélica Vieira e todos na produção do programa em Nova York. Abs, F.

comentários (12) | comente

  • A + A -

Sandra Bullock
Sandra Bullock: Ela é a atriz principal de ‘A Proposta’, comédia sem graça que tem apenas uma cena muito boa

Ainda não estreou por aqui, mas em um festival de cinema em Nova York tive a oportunidade de assistir a um dos filmes mais violentos que já vi na vida. Bronson conta a história de Michael Peterson – um fortão que aos 19 anos, após ser preso pela primeira vez, adotou o pseudônimo ‘Charles Bronson’ e decidiu que ia ser o prisioneiro mais famoso da Inglaterra (clique aqui para ver o trailer).

Bronson está preso há 34 anos – 30 deles passados numa solitária. Toda vez que está para sair do isolamento, Bronson ataca os policiais com tanta violência que acaba sendo encarcerado com uma segurança ainda maior que a anterior.

A interpretação de Tom Hardy no papel principal e a direção de Nicolas Winding Refn são incríveis, mas é óbvio que estamos diante de um filme sobre a vida de um idiota com sérios problemas mentais. Por que, então, Bronson está fazendo tanto sucesso nos Estados Unidos? Só consigo ver uma razão: nós, homens, adoramos filmes violentos.

Tem sido assim desde sempre, basta ver a história do cinema. No início foram as grandes produções de Hollywood, com escravos torturados e multidões morrendo em batalhas sangrentas. Depois foram os clássicos militares, com conquistas (americanas) nas grandes guerras mundiais. Aí vieram as artes marciais, os massacres de índios nos faroestes e os duelos dramáticos entre mocinhos e bandidos. Os anos 70 foram divididos entre mafiosos e traficantes; impossível até hoje descobrir quem disparou mais balas e quem matou mais gente. Uma década depois, os cinéfilos formaram duas gangues: os que queriam que Sylvester ‘Rambo” Stallone fosse o presidente do universo e os que queriam ver Arnold ‘Terminator’ Schwarzenegger exterminando os criminosos do futuro.

Hoje ficamos grudados na poltrona para ver serial killers e os gângsteres pós-modernos de Tarantino. É possível não gostar dos malucos violentos e tagarelas de Cães de Aluguel e Pulp Fiction?

Mulheres, por sua vez, odeiam ver caras se matando no escurinho do cinema. Talvez seja hora de dar o braço a torcer (como em um golpe do Bruce Lee) e aceitar ver uma comédia romântica com ela. Eu sei, não tem nada mais chato. Outro dia vi A Proposta; o filme é tão açucarado que quase tive um ataque de diabetes. Só valeu pela cena em que Sandra Bullock aparece meio sem roupa.

Esse é um bom momento para ir ao cinema, já que a 33ª Mostra Internacional está em cartaz. Seria tão bom se a programação agradasse aos gostos de homens e mulheres… Será que tem algum filme com a Penélope Cruz de biquíni matando um monte de terroristas depois de se apaixonar à primeira vista? Isso sim seria cinema-arte.

comentários (32) | comente

  • A + A -
21.outubro.2009 19:52:21

Uma frase para os bons

‘Deus atura os maus, mas não para sempre’

Miguel de Cervantes (1547-1616)

comentários (5) | comente

  • A + A -

Eva Mendes

Eva Mendes: A beleza da atriz americana seria uma desculpa perfeita para converter solteirões convictos em casados

Você deve ter achado o título desta coluna meio estranho. Afinal, se um cara é solteiro, ele é solteiro, certo? E, se ele é casado, ele é casado. Não existe meio solteiro, assim como não existe mulher meio grávida.

Vamos com calma, como diria a tartaruga. Há, sim, dois tipos de solteiros, embora a diferença seja difícil de detectar para os olhos menos treinados. Talvez isso atrapalhe a escalação daqueles típicos times de futebol perna-de-pau, geralmente divididos em ‘solteiros de um lado, casados do outro’. Mas não importa: não vejo problema em que se crie um terceiro time (Casados, Solteiros 1 e Solteiros 2), disputa-se um campeonato… e que vença o melhor.

Peraí, solteiro 1 e 2? Quem são? Vamos por partes, como diria Jack, o Estripador.

No primeiro time, eu escalaria os solteiros convictos. Não é difícil reconhecê-los: são aqueles caras que saem com uma garota um dia, com outra no dia seguinte, e por aí vai. Eles estão na balada e não querem nem pensar em compromisso. Esse tipo de solteiro pode até ter um comportamento meio egoísta, mas ninguém pode obrigá-lo a contrariar a sua própria natureza. Como é possível obrigar o cara a se apaixonar por alguém? Ou, ainda pior, como é possível obrigá-lo a jogar no time dos casados? Talvez isso ainda aconteça em algumas cidadezinhas do interior, locais onde os pais das garotas têm um poder muito grande de, digamos, ‘persuasão’.

Mas, no mundo real, dificilmente alguém deixa de ser solteiro por influência externa. E esse tipo de solteiro é assim: ele está convicto de que não quer deixar de ser solteiro.

Há, no entanto, outro tipo de solteiro, que chamarei de solteiro circunstancial. Ele não é solteiro, ele está solteiro. Pode parecer apenas um pequeno detalhe semântico-verbal, mas garanto que há uma gigantesca diferença conceitual entre um e outro.

O solteiro circunstancial quer deixar de ser solteiro. Ele só não deixou de jogar no time dos solitários por uma simples razão: ainda não encontrou a pessoa ideal.

À primeira vista, ele pode confundir algumas garotas, já que também pode sair com uma delas em um dia e com outra no dia seguinte. É complicado. Mas esse tipo de solteiro tem algo que o diferencia: ele está à procura de alguém, ele quer encontrar alguém. Ele não quer ser solteiro. Só isso.

Como já foi dito, é possível confundi-los. Pelo lado de fora, eles são muitas vezes parecidíssimos. Mas eles são diferentes por dentro, e aí as garotas dependem da própria sensibilidade para reconhecê-los. É uma tarefa árdua, mas pode valer a pena. Descubra apenas o tipo de solteiro que você quer ao seu lado. E que vença a melhor.

comentários (14) | comente

  • A + A -

Hanif Kureishi

Filho de mãe inglesa e pai paquistanês, o autor Hanif Kureishi, de ‘Tenho Algo a te Dizer’, tem um texto muito interessnte. Seus personagens são engraçados e profundos, o que nos deixa em dúvida constantemente, sem saber se é hora de rir ou, simplesmente… pensar. Eu recomendo.

1 Comentário | comente

  • A + A -

Elisabetta Canalis

Elisabetta Canalis: A modelo e atriz italiana é a nova namorada de George Clooney. Quem será o introvertido do casal?

Já confessei várias vezes que esta coluna não tem a menor pretensão de apresentar textos baseados em estudos psicológicos formais. Tenho a intenção, sim, de conversar com você de maneira informal, de igual para igual. E só.

Como muita gente por aí, no entanto, sou fascinado pelo comportamento humano. E, até por influência de pessoas próximas, me interesso por ideias de pensadores como o suíço Carl Jung.

Amigo de Freud e considerado o pai da psicologia analítica, o cara criou inúmeros conceitos incríveis. Um deles sempre me chamou a atenção, por ser extremamente coerente, pragmático e fácil de entender.

É a teoria dos ‘Tipos Psicológicos’, que Jung criou em 1921. Segundo o psicanalista, de acordo com a vontade (libido) e energia, as pessoas podem ser classificadas em duas categorias: extrovertidas e introvertidas. Os termos são tão simples que hoje em dia podem ser compreendidos até por crianças – o que prova que a teoria de Jung estava certa. ‘Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda’, ele dizia.

As pessoas extrovertidas são aquelas que se projetam no mundo exterior, nas outras pessoas e objetos. As introvertidas, pelo contrário, são as que se voltam para dentro, para as ideias, para o innerself. Em que categoria você se encaixa?

Não importa. Eu também nunca havia reparado nisso. Mas quando ouvi a teoria, passei a prestar mais atenção nas pessoas em volta e vi que ela tem tudo a ver. Tem gente que não vive sem holofotes, que não consegue ficar sem participar de um evento em que duas ou mais pessoas estejam envolvidas. E há os que não estão nem aí para isso, que estabelecem uma atitude mais introspectiva em relação às coisas, uma experiência, digamos, mais íntima do que pública.

Os extrovertidos, então, só querem aparecer? E os introvertidos, são seres egoístas que só se preocupam com suas coisas? Nada disso.

O que existe, e Jung falava sobre isso, é que casais formados por um indivíduo de cada tipo têm mais chance de dar certo. E é fácil entender por que… eles se completam. Simples assim.
É bom ressaltar que não há pessoas 100% uma coisa ou outra. Todo mundo é formado por porcentagens desses dois tipos. Os casais tendem a ajustar suas frações para atingir um objetivo em comum: permanecer juntos.

Isso pode parecer muito teórico para uma segunda-feira-feriado de manhã, mas não deixa de render uma boa conversa. Os extrovertidos vão adorar discutir o tema durante o almoço; já os introvertidos vão passar a tarde pensando no assunto.

E você, vai fazer o quê?

comentários (17) | comente

  • A + A -

Amigas e amigos,

como já mencionei aqui, estou em Nova York para uma conferência sobre mídia latino-americana. Pois esse foi um dos temas do papo que tive com o pessoal do Manhattan Connection, programa do qual eu sou fã e acompanho sempre que posso. Ricardo Amorim e Diogo Mainardi gravam no Rio de Janeiro; Lucas Mendes e Caio Blinder estavam no estúdio. Um beijo para todos da produção e, em especial, para a produtora Angélica Vieira, simplesmente ‘the nicest person’ em Nova York.

Falamos sobre internet, jornalismo, Ping Pong… enfim, acho que foi uma conversa legal. Esse post, portanto, é só para avisar que o programa vai ao ar no canal GNT neste domingo, dia 11, às 23h. Horários alternativos: segunda-feira, às 4h30, 10h, 14h e 22h30.

Se quiser saber mais, clique aqui para ver outros temas do programa no site oficial do Manhattan Connection.

Abs, F.

comentários (24) | comente

  • A + A -

Amanda

A atriz americana Amanda Righetti, de 26 anos, adora atuar em filmes de terror, como fez nos remakes dos filmes ‘Sexta-Feira 13′ e ‘De Volta à Casa da Colina’. Vendo a foto acima, acho difícil alguém se assustar, ainda mais se ela aparecer de surpresa à meia-noite.

comentários (5) | comente

  • A + A -

Grace Kelly

Grace Kelly: A atriz mais bonita da história do cinema é o belo retrato de uma época em que os amores queriam ser eternos

No início de setembro, tive o prazer de comparecer a um evento bastante diferente das baladas a que estou acostumado. Não era exatamente uma festa super-radical, mas tudo bem: estou falando da celebração das Bodas de Ouro de um casal de tios muito queridos. Para quem não sabe, comemora-se a data por impressionantes 50 anos de casamento.

Cheguei atrasado (para variar) e só quando sentei na mesa de jantar é que me dei conta do que estava acontecendo ali: duas pessoas estavam dando uma festa para comemorar cinco décadas juntos. Você tem ideia do que é isso? Eu não tenho.

Passar cinquenta anos sozinho já deve ser difícil; imagine só passar todo esse tempo vivendo a dois. Acordando, dormindo, acordando, dormindo… e todas as infinitas atividades que acontecem entre esses dois verbos.

Para a geração dos meus tios, na faixa dos 70 e poucos anos, não é assim tão raro comemorar Bodas de Ouro. Mas hoje em dia é muito mais difícil; a existência se tornou mais efêmera, imediatista, on-line. Mesmo assim, por mais que Einstein estivesse certo ao dizer que o tempo é relativo, ele também passa para todo mundo, não importa em que ano você nasceu. Cinquenta anos juntos são cinquenta anos juntos. Ponto final.

Poder comemorar essa data com os filhos, netos e amigos deve ser uma emoção indescritível. Tão importante quanto a intensidade de um amor é sua longevidade. Sem querer misturar a utilidade de instrumentos criados pelo homem, eu diria que, quando se trata do amor, o relógio também pode funcionar como uma espécie de termômetro.

Passar 50 anos juntos exige um tipo de amor que não se encontra em grandes quantidades por aí. Nem ontem, nem hoje, nem nunca.

Nem preciso dizer que a festa foi linda. Houve uma cerimônia que poderia ser descrita como, sei lá, um recasamento. Como sempre acontece na minha família, o ‘noivo’ não perdeu a oportunidade de pegar o microfone e dizer algumas palavras. Foi lindo ver um homem pleno, emocionado, olhando para a mulher ao seu lado e confessando que ainda a amava.

Antes disso, porém, outro querido tio fez um discurso em homenagem ao casal com trechos de um texto atribuído ao Henfil:

‘Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente’.

O casal homenageado deixou frutos, belos como as flores, tranquilos como as folhas. E pela felicidade no rosto dos convidados, acho que essa era exatamente a intenção da semente.

Que venham as Bodas de Diamante.

comentários (21) | comente

  • A + A -

Arquivos

Blogs do Estadão