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Felipe Machado

Iron Maiden

UP THE IRONS!

Os fãs do Iron Maiden já podem comemorar: como haviam prometido no início do ano, os headbangers da Donzela de Ferro farão novos shows no Brasil em 2009 dando sequência à turnê ‘Somewhere Back in Time’. Desta vez, também vão sair do eixo Rio-SP e tocar em outras capitais. A seguir, o roteiro:

Março

Manaus – Dia 12
Rio de Janeiro – Dia 14
São Paulo (Autódromo de Interlagos) – Dia 15
Recife – Dia 18
Brasília – Dia 20

Os ingressos para ao show em São Paulo estarão à venda a partir de 00h00 do dia 2 de dezembro pelo site http://www.livepass.com.br. Para as apresentações nas outras cidades, o anúncio do início das vendas será feito posteriormente. Os preços são: Pista Premium: R$ 350; Pista: R$ 140; Meia entrada restrita a 30% da lotação.

Ninguém duvida que Iron Maiden e o Brasil tem um caso de amor metálico. Veja o que disse o baixista Steve Harris, em texto enviado pela assessoria da banda:

“Não é segredo que amamos tocar no Brasil. Quando olhamos e vimos que havia a oportunidade de voltarmos nesta etapa final para tocar em lugares onde não tínhamos estado e reaver nossos mais entusiasmados fãs, não tivemos nenhuma dúvida. Queríamos muito tocar em lugares como Manaus, Brasília e Recife, além de poder estar novamente no Rio de Janeiro depois de mais de 5 anos. Também adoramos termos sido convidados para tocar em Interlagos. Tenho certeza de que será um show memorável. Como será um enorme concerto após termos estado em São Paulo no início deste ano, achamos que seria a ocasião especial para trazermos de avião o show completo, exatamente como nossos fãs na Europa e Estados Unidos viram. Será preciso um avião à parte para podermos colocar todo o equipamento, além de Eddie, hienas, gatos, muitos panos de fundo diferentes, além do próprio demônio e toneladas de pirotecnias!

Especialmente para esse show, iremos mudar a ordem e algumas músicas no set list, colocando outras músicas dos primeiros álbuns, já que não estivemos no Brasil no início de nossa carreira. Acho que os fãs gostarão de ouvir as músicas tão conhecidas ao vivo. Daremos tudo de nós para que esses encontros sejam inesquecíveis.”

O mais empolgado com a turnê, no entanto, parece ser o vocalista Bruce Dickinson, já que além de cantar ele também pilota o famoso avião da banda, o Ed Force One:

“Essa maneira singular de realizar uma turnê, reunindo toda a equipe e todo o equipamento em nosso próprio avião, ajudou a fazer de 2008 um dos mais bem sucedidos, excitantes e divertidos anos de toda a história da banda. Dirigir o Ed Force One através do planeta e tocar para os nossos fãs em tantos países diferentes foi uma experiência incrível para todos nós. Eu, pessoalmente, considero pilotar e me apresentar no palco as coisas mais desafiadoras e gratificantes que eu já fiz, a despeito de todo o rigor que isto exige e das dificuldades que sempre existem.

Na verdade foi bem mais divertido quando nós decidimos realizar esta última parte da turnê desta forma. E é uma honra para nós voltarmos a tocar no Brasil tão rapidamente e darmos aos nossos fãs uma noite tão especial quanto possível. Tudo isso será uma maneira fantástica de complementar este ano incrível para a banda, antes que nós possamos parar um pouco e depois gravar um novo álbum de estúdio.”

Headbangers brasileiros, nos vemos lá!

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EFE/Sebastião Moreira

Roger Taylor, Paul Rodgers e Brian May: You are the Champions

O que vou dizer aqui não é minha opinião pessoal, mas uma verdade absoluta: o Queen foi a segunda maior banda de todos os tempos. (Não preciso dizer qual foi a primeira, né?)

Que outra banda pode incluir ‘Bohemian Raphsody’ e ‘We Are The Champions’ no mesmo repertório? Se alguém disser Rolling Stones, vou ter que dar risada. Estou falando de canções complexas e belas que ficarão para a história da música, não de rockinhos com três acordes que são legais para agitar a galera. Tirando essa informação da frente, posso falar sobre o show de ontem do Queen + Paul Rodgers no Via Funchal. Foi sensacional.

(Veja matéria na TV Estadão)

Antes de tudo, precisamos deixar uma coisa bem clara: Paul Rodgers não é Freddie Mercury, nem nunca vai ser. Ele, inclusive, não tenta fazer isso porque é sensato e sabe que não conseguirá. Mas Rodgers é um bom vocalista e isso não reduz seu talento; Freddie Mercury é que era o maior entertainer da história do rock, além de um vocalista incrivelmente carismático. Rodgers (que também teve uma carreira de sucesso nos anos 60/70, com o Free e o Bad Company) é um coadjuvante de luxo do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor, só isso.

Não sei por que alguns fãs não entendem. O que eles queriam, que o Freddie levantasse do túmulo e saísse em turnê? O cara morreu, pô! Deixa ele em paz! Acho a maior sacanagem criticar o Brian May e o Roger Taylor por esta turnê. “É só pela grana”, dizem. Não é nada disso. Quer dizer, não sou ingênuo a ponto de achar que eles não vão ganhar rios de dinheiro, mas as pessoas esquecem que eles também estiveram junto com Freddie ao longo de toda a história da banda, e que o Queen nunca foi APENAS a banda do Freddie Mercury.

Longe disso: o Queen eram os quatro caras, sempre juntos, talvez seja por isso que sempre gosto de compará-los (com as óbvias restrições)aos Beatles. Eram todos excelentes instrumentistas, compositores, cantores. Aliás, é uma pena que o baixista John Deacon não tenha aceitado participar dessa turnê, mas tudo bem porque ele era um cara mais quietão, nunca participava muito, apesar de ser um excelente baixista e ter escrito ‘You’re My Best Friend’.

Quero lembrar, portanto, que o Queen sempre respeitou a memória do vocalista, participando de diversos tributos e escrevendo canções em sua homenagem. Mas chega uma hora em que eles devem ter pensando ‘puxa vida, mas e a gente? Nós também não somos o Queen?’.

Brian e Roger, é claro que sim. Hoje VOCÊS são o Queen. E nenhum crítico, jornalista ou fã radical pode tirar isso de vocês.

Enfim, foi emocionante ver Brian May e Roger Taylor ao vivo. Imagine ouvir Brian May tocando o violão de ‘Love of my Life’ sozinho no palco, com toda a platéia cantando com ele. Tentei não chorar, mas não consegui… A mesma coisa aconteceu quando Roger Taylor cantou ‘I’m in Love With My Car’, outra música que quase me fez furar o vinil do ‘A Night at the Opera’ de tanto ouvir… Outras canções também foram muito legais, como ‘I Want it All’, ‘Fat Bottomed Girls’, ’39′, ‘Another One Bites the Dust’, ih, a lista é longa.

As pessoas se esquecem que Brian e Roger são músicos antes de tudo e, por mais que tenham dinheiro, devem sentir falta da estrada. Afinal, o Queen foi uma das bandas que mais fez turnês na história do rock. Só porque os caras estão milionários eles têm que ficar em casa vendo TV? Por que os Rolling Stones são incríveis pela longevidade e qualquer outra banda que volte a tocar juntos (com exceção das óbvias armações) é acusada de só fazer isso por dinheiro? O público do rock é muito cruel com seus heróis. Mas com o Queen, não. Eles são os meus campeões.

PS. E como diz aquela velha canção, ‘Show Must Go On’.

Set List

Hammer to Fall

Tie Your Mother Down

Fat Bottomed Girls

Another One Bites the Dust

I Want It All

I Want to Break Free

C-Lebrity

Surf’s Up… School’s Out

Seagull

Love of My Life

39

I’m In Love With My Car

A Kind of Magic

Say It’s Not True

Bad Company

We Believe

Bijou

Last horizon

Under Pressure

Radio Ga Ga

Crazy Little Thing Called Love

The Show Must Go On

Bohemian Rhapsody

Bis

Cosmos Rockin

All Right Now

We Will Rock You

We Are the Champions

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27.novembro.2008 15:07:07

Finalmente

Se alguém quiser me convidar para fazer alguma coisa, qualquer coisa, por favor não marque para 22 de março de 2009. Eu passarei o dia me preparando para a noite.

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Foto: Sebastião Moreira/EFE

“Ah! Arranquei mais um sonho do meu não-pensar…”

Dizem que uma imagem vale por mil palavras. Isso é uma grande besteira, principalmente quando essas palavras são de José Saramago. Por isso, publico aqui uma imagem, mas as palavras eu deixo para quem realmente entende.

Obrigado, Saramago.

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Simon Le Bon, por JF DIORIO/AE

Na minha época (‘na minha época’ é bom, não?), o Duran Duran era uma banda de caras almofadinhas que tocavam ‘música eletrônica’ sem guitarras ou baterias. Essa impressão é apenas uma prova de que o tempo só melhora nosso gosto.

Fui ao show do Duran Duran na sexta-feira e saí de lá em êxtase. Foi um grande show de rock, com guitarras, bateria acústica e, claro, alguns samplers que sempre fizeram parte do estilo da banda. Mas o que eu achei mais legal é que a banda amadureceu muito bem, como um velho Bordeaux… britânico.

Além de serem excelentes compositores, os integrantes do Duran Duran estão ainda mais carismáticos do que nos anos 80. O baixista John Taylor, por exemplo, continua sendo um dos melhores baixistas do pop/rock, com frases precisas e melódicas; a bateria de Roger Taylor (homônimo do batera do Queen, que toca no mesmo Via Funchal na quarta e quinta) está mais orgânica e menos pausterizada; o teclado de Nick Rhodes está mais contido, elegante; o guitarrista Dom Brown é um músico contratado, mas manda muito bem e acrescentou peso ao som do Duran; e, last but not least (por último mas não menos importante), o grande frontman Simon Le Bon, um vocalista com tudo que um bom vocalista tem que ter: carisma: bom-humor; excelente voz; presença de palco; simpatia (ele cantou Rio com a camisa da Seleção Brasileira que, convenhamos, é a coisa mais clichê do mundo, mas todo mundo adora – inclusive eu) enfim, o cara mandou muito bem. Fora isso, que outro show de pop a gente tem a chance de cantar refrões como ‘Save a Prayer’ ou ‘Come Undone’, ‘Rio’, ‘A View to a Kill’, ‘Notorious’, ‘Wild Boys’ e muitas outras?

Ao contrário daquela moda (que, aliás, graças a Deus acabou) do ‘trash 80s’, o Duran Duran é uma das melhores coisas que a década dos yuppies nos deu. Um brinde ao britânicos dessa safra.

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21.novembro.2008 12:42:50

Eu já sabia

Karolina Kurkova, eleita a mulher mais sexy do mundo? Eu já sabia.

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EFE/Leszek Szymanski

Assim como todo Beatlemaníaco tem seu Beatle favorito, todo fã de jazz tem o seu Marsalis favorito. Os mais puristas preferem o trumpetista Wynton, líder da sensacional Lincoln Center Jazz Orchestra; Os saudosistas lembram com carinho do piano do patriarca Ellis, professor de música de craques como Terence Blanchard e Harry Connick Jr.; Os fanáticos por estúdios admiram o jovem Delfeayo, engenheiro de som super-requisitado e trombonista que já tocou com Art Blakey e Ray Charles. Já os fãs de um dos saxofonistas mais talentosos da história do jazz gostam mesmo é de Branford. Eu também.

Depois ainda me perguntam se é bom ser jornalista: graças a minha profissão, tive a oportunidade de encontrar um dos meus ídolos para uma entrevista ontem à tarde. Branford Marsalis está no Brasil para uma apresentação gratuita, no Parque da Independência (Museu do Ipiranga), em São Paulo, no domingo, a partir das 15h. Ele divide o palco do Telefônica Open Jazz com a diva do soul Chaka Khan. Depois ainda tem gente que reclama de São Paulo: Em que outra cidade do Brasil teríamos um show desse nível… e ainda de graça?

Confesso que não segurei meu lado fã e levei dois discos para Branford autografar, ‘Eternal’ e ‘Braggtown’. Antes da entrevista, pudemos conversar um pouco e ele revelou ser um cara extremamente gente fina. Mostrou fotos dos três filhos (no celular), reclamou que ainda estava sofrendo com o jet lag e ainda elogiou os três mojitos degustados na noite anterior ao som de música cubana na casa noturna Azucar, no Itaim.

Durante a entrevista, veio a boa notícia: Branford Marsalis faria uma apresentação especial para a Telefônica naquela mesma noite, na Sala São Paulo. Você acha que eu consegui um convite? É lógico que sim.

Branford Marsalis toca com o mesmo grupo há dez anos, período relativamente longo, digamos, para relacionamentos jazzísticos. Ao vê-los ao vivo eu entendi por que Branford não abre mão de seus colegas: seu quarteto é fantástico. As melodias do pianista Joey Calderazzo são contrapontos perfeitos para o sax de Branford; O baixo de Eric Revis é preciso e profundo; o baterista Jeff ‘Tain’ Watts é simplesmente o melhor baterista que já vi tocar na vida. Não foi à toa que Branford o apresentou no palco como ‘o rei dos bateristas’, assim mesmo, em português.

O repertório da apresentação foi super variado, já que eles nem combinam o setlist antes do show. É tudo na hora, no palco, à moda dos tradicionais grupos de jazz dos anos 50 e 60, fruto de inspiração para qualquer Marsalis. Tocaram Thelonious Monk, músicas próprias… mas a minha favorita foi ‘Hope’. Durante a entrevista, disse a Branford que ‘Hope’ era uma das minhas músicas favoritas na vida. E ele começou a contar como ele nasceu: é uma composição do Joey (Calderazzo), foi inspirada na intensidade das baladas de John Coltrane, etc. E daí meu novo melhor amigo de infância me disse algo que me deixou super feliz: “Se você gosta tanto assim dessa música, a gente pode tocá-la hoje à noite”. Não acreditei, claro, porque achei que era apenas promessa para agradar um fã. Mas você acredita que ele tocou mesmo? Depois ainda me perguntam por que Branford é meu Marsalis favorito.

Aqui, o link para a matéria da TV Estadão.

A seguir, a entrevista:

Você já tocou com Sting, gravou o álbum de música clássica ‘Romances for Saxophone’, tem um grupo de jazz rap… você gosta mais da música de ontem, hoje ou amanhã?

Eu adoro tocar música clássica. E adoro tocar com minha banda. Também gosto dos outros projetos, mas é difícil achar tempo para tudo. Eu adoro tocar com o meu grupo de jazz rap Buckshot Le Fonque, temos um disco quase pronto e vamos tentar terminá-lo em breve.

Como surgiu a parceria e seu disco novo com o cantor Harry Connick Jr.?

Ele é um pouco mais jovem que eu e aprendeu piano com meu pai quando era criança, então conheço Harry desde que ele tinha 9 anos. Temos bastante contato porque ele lança seus discos pela minha gravadora. A idéia de fazer um disco juntos surgiu quando o baterista se machucou e ele não quis gravar nada novo sem a banda completa. Então Harry chegou para mim e disse: ‘e aí, vamos gravar um disco juntos?’ Eu disse OK.

Como nasceu o projeto ‘Musician’s Village’, que ajuda músicos em Nova Orleans?

A realidade é provavelmente parecida aqui no Brasil, porque vocês também têm muitos músicos. A natureza do nosso trabalho é difícil, por isso foi complicado para os músicos de Nova Orleans conseguir ajuda financeira para comprar casas depois que o furacão Katrina destruiu a cidade.

Como surgiu a idéia da turnê ‘Brasilianos’, em que você toca Villa-Lobos com a orquestra Philarmonia Brasileira?

Meu empresário chegou e disse ‘o que vc acha de tocar Villa-Lobos com músicos brasileiros?’ E eu disse: ótimo! Aprendi as músicas sozinho e só fui me encontrar com a orquestra Philarmonia Brasileira um dia antes do primeiro show. Ensaiamos durante sete horas e tocamos logo no dia seguinte. A turnê pelos Estados Unidos durou 6 semanas e foi uma temporada musical incrível. O maestro Gil Jardim disse ‘temos que fazer isso no Brasil’. Então é possível que a turnê venha para cá no ano que vem.

Quem são seus heróis no jazz?

Lester Young, Charlie Parker, Coleman Hawkins, John Coltrane, Stan Getz… A lista é longa.

A família Marsalis tem planos de tocar juntos novamente em breve?

Fizemos um disco em 2005 e uma turnê americana. Foi divertido, mas Wynton tem muitas obrigações como compositor e ainda tem que tomar conta da orquestra do Lincoln Center, eu tenho minha banda e minha gravadora, enfim, todo mundo está tocando outros projetos. Podemos nos reunir, mas agora não há nada planejado.

Qual será o estilo do seu próximo disco?

Eu nunca consigo definir o estilo dos meus álbuns. O próximo, que sai em março, deve ser o mais diferente que já fizemos porque ninguém sabe direito para onde a banda está indo. Batizei o disco de ‘Metamorphosen’, porque é um disco de transição. Quando ouvimos as músicas, percebemos que estamos numa fase de transição. Na verdade, não sabemos para onde ir porque estamos ouvindo muitas coisas diferentes.

Você foi corajoso ao regravar um clássico como ‘A Love Supreme’, de John Coltrane…

Não é bem assim… qual é a pior coisa que podia acontecer? Se você cometer um erro, alguém vai dizer que o disco é ruim, mas e daí? A vida continua. Não foi algo corajoso, mas fiquei surpreso com a reação de alguns músicos, que me disseram que regravar ‘A Love Supreme’ era corajoso porque era música sagrada. Eu pensei ‘corajoso?’ Música sagrada tem sido tocada há séculos e nunca ninguém disse nada. Será que essa música é tão sagrada que ninguém nunca mais vai poder tocá-la? Outros músicos já tocaram, mas não fizeram um bom trabalho. Acho que isso aumenta a pressão, quer dizer, a sensação de pressão, já que não existe uma pressão de verdade… por exemplo, se alguém diz ‘se você tocar errado você vai perder a sua casa’, isso é pressão. Eu não me importo com o que ‘eles’ dizem. Tocar a música bem e com o respeito que merece, essa foi a única pressão.

O que é o jazz para Branford Marsalis?

Art Blakey disse há muitos anos numa entrevista: se você tivesse que definir o jazz em uma palavra, qual seria? Ele disse: intensidade, intensidade, intensidade. Até nas baladas. Eu pensei: ‘até nas baladas?’ Depois de tocar ‘A Love Supreme’ eu entendi o que ele quis dizer. Agora, tocamos sempre com intensidade. Até nas baladas.

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17.novembro.2008 11:24:58

O que poderia ter sido

Melinda e Melinda, de Woody Allen

Em ‘Melinda e Melinda’, filme de Woody Allen de 2004, a personagem de Radha Mitchell vive duas tramas paralelas. Na versão trágica, Melinda troca o marido por um artista decadente e acaba internada em um hospício. Na versão cômica, ela se envolve com um cara simpático interpretado pelo sempre divertido Will Ferrell. O que Woody Allen quis dizer com isso? Na minha opinião, muito mais do que apenas brincar com duas versões da mesma história.

Vamos supor que o filme, em vez de duas horas de duração, tivesse… sei lá, duas mil. Quantas versões Woody Allen poderia ter contado dessa mesma história? Ou melhor, quantas histórias diferentes um mesmo personagem poderia viver?

Imaginamos ter controle total sobre as nossas vidas, mas isso é relativo, para dizer o mínimo. Temos, sim, controle sobre as nossas escolhas… mas e para saber como nossas escolhas vão interagir com as escolhas dos outros? Como prever as conseqüências dos nossos atos se não temos como antecipar quais atos serão praticados pelos outros?

Ah, o livre-arbítrio, quanta liberdade nos proporciona e quantos problemas nos causa… Mas é uma característica humana inevitável; imagine se fôssemos programados por alguma força superior para viver determinada vida…

Confesso que tento não pensar muito no assunto, já que não temos poder para mudar o passado, mas de vez em quando me pego pensando em uma coisa que poderia ter sido e não foi, ou em uma coisa que não poderia ter sido, e foi.

Tenho certeza de que se você buscar na memória encontrará alguma memória na vida da qual se arrepende até hoje. E tenho certeza de que você não fez alguma coisa de que se arrepende por não ter feito. E como seria sua vida se tivesse feito aquilo? E se não tivesse? Seria diferente, claro, mas como? Melhor? Pior? Igual?

A vida é assim mesmo, até porque esse determinismo do acaso nem sempre vem para o mal. Aposto que muitos fatos que aconteceram na sua vida sem você querer também foram positivos de alguma maneira. Aquela coincidência maravilhosa que deu uma mãozinha para atrair seu amor para perto; aquela pequena tragédia evitada na última hora graças a um piscar de olhos. Sim, muitas coisas boas também acontecem sem que a gente precise fazer nada.
Por isso, é legal sorrir, seguir em frente e viver da melhor maneira possível. E se algum dia a sua vida virar um filme, tomara que a história tenha apenas uma versão: a versão cômica.

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Keane

Fala a verdade: tem coisa mais chata que crítico musical que fica querendo impor a próxima grande banda do mundo? Por que será que as melhores bandas são sempre aquelas que ninguém conhece? Por que a banda mais sensacional da atualidade é formada por esquimós africanos que tocam berimbau elétrico? Que coisa mais chata. Deve ser por isso que essas ‘melhores bandas do mundo’ passam a carreira inteira em branco, apreciadas apenas por esses críticos.

Sei que já dei um título parecido há algum tempo para falar do próprio Keane, mas não consegui encontrar outro melhor: eles são o resumo da banda de pop perfeita. É o que comprova o novo disco, ‘Perfect Symmetry’. Sou suspeito para falar dessa banda porque sou muito fã do trio inglês. (Para ver minha matéria sobre o show deles no Brasil, em abril de 2007, clique aqui) Eles misturam Beatles, Queen, Coldplay, U2… O Keane é descaradamente pop, dos arranjos com teclados às vozes melódicas. Mas aqui o adjetivo ‘pop’ é positivo, feito com elegância e talento. Músicas assobiáveis não tem nada de mau, desde que feitas com honestidade. E isso sobra no Keane, como podemos ver no novo single, ‘Spiralling’ (vídeo). Ela resume bem o disco, que tem uma pegada meio anos 80/high tech (ops, isso não é contraditório? É.) Apesar de ‘Spiralling’ ser genial e uma perfeita canção pop, minha favorita do disco é ‘Black Burning Heart’. Mas o álbum inteiro é bom, a começar pelo título (Eu adoro a expressão ‘simetria perfeita’)

Quem gostar do vídeo abaixo, deve procurar os discos da banda. A discografia é ‘Hopes and Fears’ (2004), ‘Under the Iron Sea’ (2006) e o novo, ‘Perfect Symmetry’ (2008). Você não vai encontrar o Keane em muitos órgãos da imprensa: eles não são esquimós. Nem africanos. Mas que eles são a melhor banda da atualidade, aí você vai ter que confiar em mim. Você confia?

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12.novembro.2008 17:57:29

Preferência mundial

EFE/IAN LANGSDON

Brasi-si-sil!

A modelo gaúcha Melanie Fronckowiak acaba de ganhar o concurso internacional de ‘Miss Bumbum’, organizado pela marca de calcinhas Sloggi/Triumph. Melanie atropelou 45 finalistas de 26 países no evento realizado hoje em Paris. Antes, ela já havia sido escolhida entre 11.200 fotos, votadas no site do evento por impressionantes 31,8 milhões de internautas.

Além da beleza da brasileira, sabe o que me chamou a atenção no release sobre o evento? O corpo de jurados. Vamos lá:

Adriana Karembeu, supermodelo e atriz
Stan Murmur, artista conceitual
Lomig Guillo, editor-chefe da revista FHM
Michelle Rice, da Intimate Apparel and Swimwear
‘Mr. Sloggi’ Thomas Herreiner, diretor da marca
Kristina Dimitrova e Andrei Andrei, vencedores do concurso em 2007

e… Paolo Nespoli, astronauta

Peraí, astronauta? O que tem a ver um astronauta com bumbuns? Ah, já sei. Ele é um especialista em gravidade. Ou então ele passa tanto tempo no espaço sem ver um bumbum que conhece o assunto melhor do que ninguém.

PS. Quem ganhou a versão masculina do concurso foi o francês Saba Bombote. E daí?

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