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Felipe Machado

Pequim

“Você vai pra China.”

Minha viagem começou em maio, quando meu chefe decidiu me enviar para fazer uma cobertura multimídia de Pequim para os portais do Estadão, com vídeos, textos, áudios… e um blog.

Calma! Não vou abandonar vocês, queridas amigas e amigos do Palavra de Homem. Prometo continuar contando minhas histórias por aqui durante o mês de agosto, período em que estarei viajando. Mas a novidade é que terei outro blog, voltado apenas para os assuntos do meu cotidiano na China.

Ele se chama ‘Ping Pong’ e quem quiser ler sobre essas aventuras do outro lado do mundo, pode clicar aqui.

Se você quiser indicar o blog para alguém (o que eu espero sinceramente que você faça :-) , o endereço é:
 http://blog.estadao.com.br/blog/pingpong…

Wô déi zôu le. Gánbéi! Zàijiàn!

(Preciso ir agora. Saúde e até mais!… Só para entrar no clima)

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Luciana Vendramini

Luciana Vendramini: A minha musa nos anos 80 continua linda até hoje… Puxa, fiquei com saudades. Vou ligar para a Lu

Nada como amigos de infância para nos lembrar de quem realmente somos. Outro dia encontrei uns caras do colégio na casa de um deles. Antes de sair para jantar, numa sessão estilo ‘naftalina’, exibiram um vídeo gravado há muito, muito tempo.

Já disse aqui que toco numa banda de rock, mas não mencionei que faço isso desde 1985. Éramos tão pirralhos que os roqueiros velhões nos apelidaram carinhosamente de ‘Menudos do Heavy Metal’. E esse vídeo mostrava justamente isso: cinco garotos fazendo barulho num programa independente exibido numa terça-feira às três da manhã. A audiência deve ter sido enorme.

Além das músicas, havia uma entrevista. Uma coisa é uma foto da época; outra, bem diferente, é um vídeo. É muito mais real, acredite.

Fiquei chocado ao ver um dos garotos. Parecia comigo, mas… quem era aquele cara? Um garoto simpático, sem dúvida. Bem articulado, até. Mas o cabelo era ridículo. A roupa? Pior ainda. Havia, porém, algo que me incomodou ainda mais: uma ansiedade, um jeitinho meio dono da verdade, arrogantezinho. Perguntei aos meus amigos se eu era mesmo daquele jeito. “Era. E ainda é.”

Aí caiu a ficha. Descobri quem era o garoto de quinze anos tocando guitarra e achando que sabia todos os segredos do universo. Era eu.
Nunca imaginei que eu fosse assim na adolescência, muito menos agora. Mas aceitei humildemente o fato. Eu nunca pensaria no assunto se não fosse por um simples videocassete, aparelho cada vez mais abandonado em nossas estantes. Naquela noite ele foi o herói: conseguiu reunir uma máquina do tempo e um divã de analista na mesma geringonça.

Olhei em volta. Meus amigos também eram os mesmos caras do colégio, disfarçados apenas com rugas e roupas de adulto. Quer dizer, então, que somos e seremos sempre as mesmas pessoas? Mas e a evolução humana? E a experiência de vida? Não sei. Me considero muito diferente do que eu era na época, mas talvez seja só impressão minha. A memória tenta inventar uma imagem nossa que nunca tivemos, mas ainda existem videocassetes que não nos deixam mentir.

Foto: J. Sainte-Rose/Playboy

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Johnny Marr

Lembra de uma lista que eu fiz dos 10 maiores guitarristas de todos os tempos? Pois é, muita gente boa ficou de fora. Alguns mais virtuosos, como Joe Satriani e Steve Vai, outros mais melódicos, como Johnny Marr. Para quem não se lembra, o baixinho magricela de Manchester ficou famoso como guitarrista do The Smiths, e depois tocou com um monte de gente.

Johnny Marr gravou com o Talking Heads e participou como guitarrista e gaitista do melhor álbum do The The, ‘Dusk’ (qualquer hora eu falo mais sobre esse disco, que é genial); tocou com a Chrissie Hynde nos Pretenders (inclusive em um show no Brasil, no Hollywood Rock, em 1988); montou um ‘superduo’ bem legal com Bernard Summer, do New Order, o Electronic; liderou uma superbanda ao lado de Zak Stark (filho de Ringo Starr) e Alonza Bevan (ex-baixista do Kula Shaker), The Healers, onde também cantava. E, agora, está tocando com o Modest Mouse, banda alternativa de Seatlle, mas que não tem nada a ver com grunge. Eles lançaram em 2007 o disco ‘We Were Dead Before The Ship Even Sunk’ (Nós Estávamos Mortos Antes Mesmo do Navio Afundar), um disco muito bom, aliás.

Tudo isso para dizer que sou um grande fã de Johnny Marr. Acho que ele é um dos guitarristas mais criativos da história do pop/rock. E um dos mais subestimados também. Johnny é um mestre das texturas sonoras, das harmonias bem amarradas, dos acordes com afinações belas e diferentes. Se você prestar atenção apenas na sua guitarra, não importa a canção em que ele esteja tocando, vai ouvir uma belíssima melodia construída com inteligência e emoção ao fundo. Ele é um mágico que tira da guitarra um som único, incrível, maravilhoso.

Pode ter certeza de que a maioria das bandas pop de hoje em dia tem alguma influência dele. Para mim, Johnny Marr e The Edge estão lado a lado na galeria dos grandes guitarristas melódicos do pop/rock.

Aqui está uma pequena amostra de seu talento: a música ‘Dashboard’, do Modest Mouse, ao vivo, no programa de David Letterman.

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24.julho.2008 13:16:51

Um blog para um amigo

Não sei se alguém se lembra de um post que publiquei aqui em maio. Era sobre um ano da morte do jornalista e publicitário Murilo Felisberto.

(Quem não leu, pode ler aqui.)

Murilo foi o mestre de muita gente. Para homenageá-lo, o ilustrador Daniel Kondo, que foi meu colega na DPZ e trabalhou durante um bom tempo com o Murilo, criou um blog com espaço para boas histórias e lembranças sobre o amigo querido.

Para conhecer o ‘Blog dos Amigos do Murilo’, clique aqui.

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Pedro Cardoso é Agostinho, um taxista com estilo

Antes mesmo da Lei Seca eu já gostava de sair à noite de táxi. Fico mais tranqüilo, não apenas porque não terei que dirigir para casa depois de beber, mas também porque não precisarei me preocupar com estacionamentos extorsivos e manobristas metidos a Schumacher.

Há outra razão mais, digamos, psicológica. Acho que os taxistas são belos representantes da sociedade. Não acho que formem um grupo homogêneo, apesar de terem características em comum, como o amor pelo Maluf e a incrível capacidade de incluir um comentário sobre o clima no meio de praticamente qualquer assunto.

Também não sei se é só comigo (não, não é), mas os ‘meus’ taxistas são sempre interessantíssimos, mesmo quando não abrem a boca. Como o cara que me levou outro dia: ele me ‘perguntou’ o endereço com uma levantada de cabeça, e agradeceu a gorjeta sorrindo sem mostrar os dentes. No dia seguinte foi o oposto: o taxista falava tanto que quase não me deixou dizer o endereço para onde eu queria ir. O pior é que ele tinha a língua mais presa que a do Cazuza. Talvez a língua dele tenha ficado presa… no trânsito.

Mas a experiência que mais me marcou foi uma perigosa viagem até o Itaim. O táxi tinha um cheiro azedo que não distingui se era de suor ou de algum saco de mexericas podres no banco de trás. Aí o taxista abriu a boca: ele estava bêbado. Fiz essa brilhante descoberta não só pelo hálito de álcool, mas porque sua voz estava arrastada e lenta como naqueles áudios que o Fantástico usa para disfarçar a voz de alguém que não quer ser identificado. “Ooondeee o seeenhooor vaaaiii?”, perguntou, numa frase que demorou cerca de 45 segundos. Perguntei sua opinião sobre a Lei Seca. Ele era a favor, porque era um absurdo alguém beber e sair por aí dirigindo um táxi, ou melhor, um carro. E garantiu que só havia bebido em duas ocasiões na vida.

Antes de perguntar se eu havia sido premiado com a ocasião número três, cheguei ao meu destino. Não sou religioso, mas fiz o sinal da cruz oito vezes. Talvez um manobrista metido a Schumacher não seja tão ruim assim.

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Os Backyardigans são demais

“Meus amiguinhos, os Backyardigans…”

A maioria das pessoas da minha geração deve assistir aos desenhos infantis de hoje e pensar “puxa, na minha época os desenhos eram muito mais legais”. Concordo em parte; adoro ver alguns dos clássicos até hoje, como Fantomas e Pica-Pau. Mas as crianças de hoje tem o privilégio de curtir uma turma que até eu sou apaixonado: os Backyardigans.

Claro que comecei a assistir a eles graças a minha filha, que ama MUITO os Backyardigans. E eu comecei a amar também. E não apenas porque adoro vê-la feliz.

Essa turminha foi criada pela canadense Janice Burgess em 2004 para o canal Nick Jr., e hoje passa aqui na TV a cabo no canal Discovery Kids (se bem que para mim não faz diferença onde passa, pois fui obrigado a comprar vários DVDs para não depender do horário da programação). O que eu mais gosto nos ‘Backs’, além do visual 3D muito bem feito e criado pelo ilustrador infantil Dan Yaccarino, são as músicas. Cada episódio é praticamente um musical infantil completo, com coreografias superbonitinhas e canções de altíssima qualidade escritas por Douglas Wiselman e pelo pianista Evan Lurie, um dos criadores do grupo de jazz vanguardista The Lounge Lizards. Só para se ter uma idéia, The Lounge Lizards foi formado em 1978 e era produzido por Teo Macero, que trabalhou com Miles Davis.

Apesar de gostar de ouvir as versões em inglês, também procuro alternar com as versões da animação em português, e confesso que elas não deixam nada a dever às originais, tanto em relação às vozes brasileiras quanto às letras e traduções dos textos. Parabéns a toda essa equipe.

Os Backyardigans são cinco amiguinhos que moram no mesmo bairro e brincam no ‘backyard’ (quintal). A sacada genial de Janice foi transformá-los em personagens diferentes a cada episódio, exatamente como as crianças fazem. Um dia, são astronautas; no dia seguinte são vilões e super-heróis; uma semana depois preferem ser vikings e sereias. Ou seja: o quintal pode ser um universo inteiro, infinito, onde eles assumem papéis de acordo com a brincadeira do dia. E todos os episódios acabam da mesma maneira: com a turma indo comer um lanche da tarde na casa de um deles.

Minha turminha favorita é composta por meninos e meninas: Pablo, o pinguim azul, Tyrone, o alce laranja, e Austin, um canguru roxo; e as garotas Uniqua, uma criatura rosa criada por Janice Burgess (segundo a criadora, Uniqua é ‘a criança que ela queria ter sido’); e Tasha, uma hipopótama amarela. Correndo talvez o risco de parecer meio bobo, preciso dizer que eles não são fofinhos… são ultra-fofinhos!

(Desculpem, me empolguei)

:-)

A partir de hoje, esses bichinhos canadenses também poderão ser vistos ao vivo em São Paulo. Começa no Credicard Hall a mini-temporada ‘Backyardigans – Ao Vivo’, evento que depois vai a outras cidades ( mais informações na Ticketmaster ou pelos telefones 6846-6000 ou 0300 789 6846, das 9h às 21h, segunda a sábado).

O endereço do Credicard Hall é: Av. Nações Unidas, 17.955, Santo Amaro. A temporada acontece nos dias 18, 19, 20, 25, 26 e 27 de julho. Horários: às sexta-feiras, às 18h; aos sábados e domingos, às 11h, 15h e 18h. O espetáculo dura 60 minutos com intervalo de 10 minutos. Crianças com menos de 12 anos só podem entrar se estiverem acompanhadas pelos pais ou responsáveis legais.

Só para terminar: por que será que esse post está na seção ‘Eu Queria Ser Esses Caras’? Se você visse o rosto da minha filha quando os Backyardigans aparecem na TV, você não precisaria perguntar.

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capital

Aos 37 anos, confesso que tenho dificuldades em ouvir bandas de rock brasileiras. As bandas novas parecem fazer música apenas para adolescentes, com letras cheias de clichês e melodias grudentas e enjoativas. Já as bandas que fizeram parte da minha, digamos, ‘geração’, ou acabaram ou viraram simulacros de si mesmos. Ver uma turnê com Paralamas e Titãs dividindo o palco é interessante, mas seria mais legal vê-los lançando material inédito – e da mesma qualidade dos discos antigos.

Nada contra ganhar dinheiro com música, pelo contário. Fazer música é uma atividade profissional, ou pelo menos deveria ser. Essa bandas têm não apenas o direito de estar na estrada, mas a obrigação, principalmente em respeito aos seus fãs. Mas é que o verdadeiro artista não tem apenas que sair para a estrada: pressupõe-se que ele tenha a necessidade de criar. E é isso que essas bandas poderiam estar fazendo. Aliás, tenho certeza de que farão em um futuro muito breve porque têm qualidade, tradição para isso, e não vão mais aguentar tocar apenas músicas do passado.

Há, no entanto, uma exceção entre as bandas que costumamos chamar de ‘dinossauros’. E essa banda é o Capital Inicial. Não estou dizendo isso apenas porque sou amigo dos músicos (e sou, assim como do Titãs e Paralamas), mas porque tenho prestado atenção na carreira da banda, principalmente em comparação a seus colegas geracionais.

Sim, o Capital renasceu das cinzas graças a um disco acústico da MTV, que marcou principalmente a volta de Dinho Ouro Preto ao vocal depois de um período afastado – Dinho montou uma banda mais pesada, Vertigo, que não foi a lugar nenhum. E o Capital sem Dinho, substituído por outro amigo meu, Murilo Lima, também não deu certo. E isso não teve nada a ver com o talento ou capacidade artística de nenhum dos envolvidos: o Vertigo era uma banda legal e Murilo Lima é um excelente vocalista. Mas a mágica do Capital era, justamente, Dinho e os irmãos Flávio e Fê Lemos JUNTOS, apresentando o repertório do Capital. ‘Dinho’ sozinho não era tão interessante quanto o ‘Dinho do Capital’; o ‘Capital’ sozinho não era tão interessante quanto o ‘Capital com Dinho’. E a banda hoje está ainda mais coesa, desde que o guitarrista Loro Jones (um cara muito legal, mas musicalmente fraco) foi substituído por Yves Passarell, meu ex-colega de Viper.

Bom, análises ‘cabeça’ à parte, é bom lembrar que antes do ‘Acústico MTV’, o Capital havia tomado a corretíssima decisão de lançar um disco de inéditas, ‘Atrás dos Olhos’. E, apesar do ‘Acústico’ privilegiar o repertório antigo, claro, a banda apostou suas fichas nas novas canções desse disco. E esse foi um gol de placa: não apagar o passado, mas não (sobre)viver apenas dele. Foi exatamente o erro de outros dinossauros do rock brasileiro: não souberam (ou não quiseram) investir em novo repertório, novas composições, novos públicos. Eles entraram em campo com o jogo vencido, sem lembrar que poderia haver uma prorrogação ou uma disputa de pênaltis (Metaforicamente, claro, ninguém aqui está falando do RockGol :-)

Com isso, o Capital ganhou um público jovem, teen. Claro que a personalidade de Dinho ajudou nisso, já que ele incorpora o papel de rockstar com naturalidade impressionante – e por uma simples razão: ele é um rockstar. Mas mais importante que isso, na minha opinião, foi a empatia entre as canções da banda (escritas principalmente pelo compositor carioca Alvin L., o próprio Dinho e, algumas delas, pelo meu colega Pit Passarell) e esse novo público. ‘Natasha’, ‘À Sua Maneira’ e ‘O Mundo’ foram incorporadas ao repertório dos shows e ganharam o mesmo destaque que ‘Música Urbana’ e ‘Fátima’, possibilitando uma transição do tradicional (e envelhecido) ‘Rock Brasil’ dos anos 80 para um rock mais moderno, leve, assumidamente pop… e legal.

Isso nos traz aos dias de hoje: acabo de assistir ao show do Capital no Multishow e, apesar da amizade com eles, fiquei impressionado. Para mim, foi a coroação dessa estratégia. Se alguém tiver a chance de ver, vai constatar que foi o maior show da história do rock brasileiro, mais impressionante até do que aqueles shows caóticos (e inesquecíveis) do Legião Urbana nos anos 80. O show foi em Brasília, em uma noite maravilhosa; o palco, o cenário e as luzes foram impressionantes e não deixaram nada a desejar a nenhum show internacional de rock. O público foi um caso à parte, cantando e acompanhando os comandos de Dinho sem pensar duas vezes. Parecia um comício pós-moderno das ‘Diretas Já’, com todas as óbvias diferenças conceituais.

Para não perder o hábito, o Capital apresentou duas músicas novas no show de Brasília. Para que tocar músicas inéditas num show para quase um milhão de pessoas, onde está sendo gravado um disco ao vivo? Não sei. E nem perguntei. Mas suspeito que seja a vontade de mostrar que a vida segue em frente, de entrar em campo sabendo que a partida não está ganha. Principalmente quando se joga para uma multidão.

(Foto: Marcelo Rossi)

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brad

A produtora de Brad Pitt se chama ‘Plano B’. Está vendo como é importante ter um plano B? Até o Brad tem

Há muitas maneiras de se dar bem na vida. Você pode ser uma pessoa muito inteligente. Também pode ser extremamente talentosa, ou esperta e super bem relacionada. Tudo isso ajudará você a chegar lá, mas a verdade é que nenhuma dessas características é garantia de nada. O que vai levar ao seu sucesso pessoal, independente de outras pessoas, é uma coisa muito simples: um plano B.

O plano B não é apenas uma espécie de fuga quando tudo o mais dá errado. E também não é uma desculpa esfarrapada para o fracasso profissional. O plano B é uma opção de vida. Ele é a certeza de, mesmo quando tudo e todos estão contra você, ainda assim é possível ser feliz. Basta escolher um plano B sincero, que esteja bem perto do seu coração.

Dá para imaginar planos B para praticamente tudo o que você faz na vida, o que significa que um bom plano B é, antes de tudo, um sinônimo de liberdade contra tudo o que você não gosta de fazer. Existe o plano B profissional, o mais comum. Mas também há o plano B da vida pessoal.

Não estou aconselhando você a manter uma amante se for casado, nem para arrumar planos X, Y e Z, namorando várias pessoas ao mesmo tempo. O plano B, na maioria das vezes, nem precisa ser colocado em prática. Ele só precisa existir na sua cabeça e dar segurança para seguir o caminho que você acha que é o melhor. É como aquela pequena e singela bóia no convés do transatlântico. Ela está ali apenas para deixá-lo tranqüilo – a não ser que você esteja no Titanic. E quase nunca é o caso, acredite.

Plano B é, claro, uma expressão simplificada daquela velha idéia de que ‘devemos estar preparados para tudo, inclusive para o pior’. O plano B, porém, nem sempre é ruim. Um amigo meu acaba de abandonar uma carreira bem-sucedida na publicidade para tocar outros projetos. E nunca esteve tão feliz. O plano B dele, uma longínqua e minúscula possibilidade utópica há alguns anos, virou plano A.

Não sei se você se lembra disso a toda hora, mas vamos lá: a vida é uma só. Sonhos acontecem geralmente à noite, enquanto você está dormindo. Mas às vezes eles podem continuar durante o dia, depois que o sol nasce.

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11.julho.2008 18:36:59

Roqueiros do bem

Amigas e amigos,

um evento legal que pode ajudar bastante gente: pelo quinto ano seguido, o ‘Rock no Sangue’ promove doações de sangue de roqueiros no Hospital das Clínicas, justamente no Dia Internacional do Rock.

(Por favor, sem piadinhas do tipo: ‘Roqueiros que comem cabeças de morcegos, como o Ozzy Osbourne, não poderão doar’, etc)

Para quem não lembra, o 13 de julho é considerado o Dia do Rock porque foi o dia em que aconteceu o Live Aid (1985), megashow organizado por Bob Geldof em vários países que teve a renda revertida para a luta contra a fome na África.

Com participação de artistas, fãs, gravadoras, lojistas e jornalistas, o ‘Rock no Sangue’ tem parceria com a Pró-Sangue e é organizado pelo jornalista Charley Gima.

Quem quiser aparecer por lá:
Rock no Sangue – Campanha de Doação de Sangue
Data e local: 13 de julho no Hospital das Clínicas – SP
Informações sobre doação de sangue: Pró-Sangue: 0800 – 55-0300

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A música não é nada de mais; a banda também não. Mas achei tão legalzinho o vídeo de ‘Check Yes Juliet’, do We The Kings, que resolvi colocar aqui.

Por que eu gostei? Porque me lembraram de quando eu era um adolescente, cujo ponto máximo da existência era convidar uma garota bonita da escola para assistir ao ensaio da minha banda numa garagem. E ela comparecer, claro.

O We The Kings é uma banda de pop rock formada numa cidadezinha da Flórida por amigos de infância. Eles têm apenas um disco, ‘We The Kings’, lançado no ano passado, e que tem um somzinho despretensioso e divertido. Acho que outra coisa me lembrou da minha adolescência: o visual do vocal/guitarrista Travis Clark, que é a cara do Danny Partridge. Para quem não se lembra, o Danny era o ruivinho baixista da família Dó-Ré-Mi (The Partridge Family, foto abaixo), seriado que passava nos anos 70 e mostrava o cotidiano de uma família de músicos que viajava num ônibus em turnê pelos Estados Unidos. Quer dizer, calma aí, também não sou tão velho assim: só vi a série quando ela começou a ser reprisada, em alguma sessão da tarde dos anos 80. Juro.

doremi

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