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Felipe Machado

clooney

(Aos amigos homens, sorry: fui praticamente obrigado a publicar um Borracharia feminino. Qualquer hora eu conto a história.)

A mulherada que tirou um sarro de mim porque falei que a Leona Cavalli estava solteira pode comemorar: quem também está solteiro é ele mesmo, o cara, o favorito de vocês, o maior galã do mundo: George Clooney.

Foi divulgado ontem no site da revista People que o ator de 47 anos (ele é dez anos mais velho que eu, só para deixar registrado) e a namorada Sarah Larson, 29, terminaram após um ano de namoro.

Clooney conheceu Sarah há quatro anos, quando ela trabalhava como garçonete. Ou seja: qualquer uma de vocês tem chance.

Boa noite e boa sorte. ;-)

Foto: Stan Honda/AFP Photo

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Meus amigos costumam dizer que eu uso muito a palavra ‘gênio’, às vezes para falar de pessoas que, vamos lá, também não são tão geniais assim. Pode até ser. Mas ando ouvindo ultimamente um guitarrista que é tão incrível, mas tão incrível, que é difícil classificá-lo de outra maneira. Esse cara é um gênio, sim.

Quem nunca ouviu Stanley Jordan pode fazer um belo exercício após clicar no vídeo abaixo: feche os olhos e tente adivinhar quantos guitarristas estão no palco. Dois? Três? Oito? Ao abrir os olhos, é difícil acreditar que todo aquele som está saindo de apenas um instrumento. Achei no YouTube uma versão bastante diferente de ‘Eleanor Rigby’, dos Beatles. A melodia, na verdade, começa apenas após um minuto de música, mas aconselho esperar para ver o resultado.

Seu estilo se chama ‘tapping’, técnica em que o guitarrista usa as duas mãos sobre o braço do instrumento, como um piano. Em 2006, Stanley esteve no Brasil pela milésima vez e batemos um papo pelo telefone. “Estou cada vez mais brasileiro. Há muita coisa para se fazer por aqui”, ele me disse. Fã declarado de MPB, Stanley gosta tanto de vir ao Brasil que já tocou até em cidades mais afastadas, distantes dos grandes centros. Como em 2004, quando tocou no Festival de Inverno de Paranapiacaba, no interior do Estado. “Adoro tocar em cidades que estão fora do roteiro típico de shows. O público tem sempre um sentimento mais puro em relação à música”, elogiou. “Parece que eles estão com os ouvidos mais
frescos.”

Stanley Jordan nasceu em 31 de julho de 1959 e passou a infância em Chicago, nos Estados Unidos. Formado na sofisticada Universidade de Princeton, ele chegou a tocar na rua. O disco ‘Magic Touch’, de 1985, foi o primeiro de uma produção bem generosa: em 2003, lançou dois CDs (‘Relaxing Music For a Difficult Situation I’ e ‘Ragas’), e em 2004, saiu ‘Dreams of Peace’. Ele acaba de lançar ‘State of Nature’ com um show no Iridium, em Nova York. Infelizmente, eu não estava lá. Quem sabe na próxima vez… ou em Paranapiacaba.

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leona

Bom, a pedidos, vamos deixar os gays um pouco de lado e… Borracharia já!
Para as garotas, prometo a foto do George Clooney em breve, ok?

(Esse post é para ser lido ao som daquela música do Caetano Veloso, ‘gosto muito de você, Leoninha’…)

Não acompanho a novela das oito (só gosto das novelas escritas por Gilberto Braga – aliás, Gilberto, cadê você?), mas me disseram que a atriz Leona Cavalli faz um papel bastante polêmico em ‘Duas Caras’. Parece que ela mora com dois homens, algo assim, e eles vivem numa espécie de triângulo-amoroso-bizarro. Ué, então a novela não devia se chamar ‘Dois Caras’?

Enfim, o que importa não é isso. O que importa é que recebi essas fotos de divulgação do site Paparazzo (by Edurado Rezende) e um release bastante interessante. Fala sobre a carreira dela, “atriz gaúcha de 38 anos, que já atuou em vários filmes, peças de teatro”, etc.

Mas o que me chamou a atenção foi a seguinte frase: “Leona Cavalli, que está solteira…” Por que será que o release traz essa informação? Vou ligar pra Leona para descobrir.

leoninha

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Como sou fã de rock pesado, meus amigos sempre acham estranho eu gostar de um cantor como Morrissey. “Nossa, ele é muito gay”, costumam atacar. Não ligo: nunca imaginei que música tivesse sexo. E não estou nem aí com a vida pessoal de alguém que conheço apenas por revistas ou capas de CD.

Preconceito sexual é uma burrice em qualquer área, mas fica pior ainda quando aplicado a artistas, seres humanos cujo trabalho é tornar a vida dos outros mais agradável. Não estou fazendo tipo de moderninho, não: eu realmente não estou nem aí para quem é ou não é gay.

Até porque não conheço ninguém que coloque a mão no fogo em relação à sexualidade de quem quer que seja. Olha a ingenuidade: quando eu era adolescente, pensava que Rob Halford, vocalista do pesadíssimo Judas Priest, usava roupas de couro e visual de motoqueiro porque era o cara mais machão do mundo. Mal sabia eu que ele sairia do armário na primeira oportunidade e viraria militante da causa gay.

O rock sempre foi andrógino e ninguém nunca ligou para isso. A mulher de David Bowie pegou o marido na cama com Mick Jagger; as festas de Freddie Mercury, do Queen, deixavam as orgias romanas no chinelo; até punks barulhentos como Jello Biafra e Henry Rollins não saem das listas dos ‘será que eles são…?’. Também não sei se eles são e não tenho a menor vontade de saber. Para quê?

É engraçado como música é um tema que suscita paixões: ninguém deixa de gostar de um quadro do Andy Warhol ou do David Hockney porque descobre que eles eram gays, nem acha um livro de Marcel Proust ou Oscar Wilde menos genial porque a biografia deles inclui namorados do mesmo sexo.

O perigo é que homofobia mata, como dizia o slogan da Parada Gay. Os mais desesperados costumam dizer que os gays estão dominando o mundo. Acho meio exagero, afinal gays não se reproduzem, pelo menos até onde eu sei. Mas, por via das dúvidas, no ano que vem prometo voltar àquela idéia de organizar uma Parada Hetero, cheia de barrigudos com pochetes e mulheres com bobs no cabelo. A trilha sonora? Morrissey, claro.

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Há alguns anos, escrevi um texto sobre a Parada Gay para o JT. O evento ainda não era tão mega quanto a de ontem, mas acho que o espírito vale até hoje – ou, talvez, até mais. Fiz apenas algumas adaptações para mantê-lo atual, vamos lá:

Depois de ver o incrível sucesso que foi a parada gay ontem, decidi sair do armário: sou heterossexual. É isso aí. Falei. Tirei esse peso do meus ombros.

Desculpe ser tão sincero, mas acho que vocês têm o direito de saber. Não tenho nada contra a galera do arco-íris, muito pelo contrário. Tenho amigas e amigos gays, acho a coisa mais normal do mundo. Só não agüento quando alguém vem me dizer que ‘o mundo é gay’. Não é. Pelo menos por enquanto. Eles estão cada vez em maior número, o que pela lógica significa que somos cada vez menos.

Por isso, venho a público convocar todos os heterossexuais para uma parada no ano que vem. Vamos sair às ruas e defender nossos direitos. Não sei se vamos conseguir convocar um milhão de heterossexuais, porque a maioria ficará em casa, cuidando dos filhos, ou enterrado em algum sofá na frente da televisão.

É por isso, talvez, que os gays estão dominando o mundo. Nós ficamos quietinhos em casa, nos parques, nos rodízios e botecos. Enquanto isso, eles tomam conta dos restaurantes da moda, os bares mais descolados, as melhores baladas.

É hora de reagir! Vamos deixar as crianças com as babás e dominar a Paulista vestidos com nossos uniformes do dia-a-dia: bermuda, chinelo e camiseta regata branca! Vamos nos armar com pochetes e celulares nos cintos! Vamos deixar a timidez de lado e levar a nossa coleção de Playboys para passear! Vamos usar aqueles bonés com canudinhos que permitem beber cerveja e desfilar ao mesmo tempo!

As mulheres também são bem-vindas. Podem deixar a comida pronta ali mesmo, ao lado do microondas, e compartilhar a exuberância do nosso modo de vida. Podem participar do evento vestidas com qualquer figurino, desde que pelo menos 80% da pele fique à mostra, claro.

A sua presença será fundamental. Não dá para deixar que esse domínio cor-de-rosa continue. Até sinto simpatia pela causa gay, já que não tenho nenhum tipo de preconceito contra raça, sexo ou time de futebol. Só queria que a coisa fosse um pouco mais equilibrada. Nós ficamos com as loirinhas que gostam de meninas, vocês ficam com os sósias de Freddie Mercury.

Feito?

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viperglobo
Eu, Marcelo Mello (guitarra), Pit Passarell (baixo), Ricardo Bocci (vocal) e Renato Graccia (bateria)

Se você estiver em São Paulo no feriado e gostar de rock and roll, tenho uma humilde sugestão para o seu programa de sábado à noite, dia 24 de maio: você está superconvidado para o show do VIPER, que acontecerá na Clash Club (R. Barrafunda, 969, perto do Metrô Marechal Deodoro, tel. 3661-1500, R$ 20) às 9 da noite em ponto.

(Parece meio cedo? Pois é, mas o horário é para ser levado a sério: depois do show do VIPER a casa fecha e reabre à meia-noite com DJs e música eletrônica)

Esse show vai ser bem legal porque marca ‘a volta’ do VIPER ao Japão, um lugar que foi muito importante para a carreira da banda. Fizemos bastante sucesso por lá nos anos 90 com discos como ‘Theatre of Fate’ e ‘Evolution’, mas desde ‘Maniacs in Japan – Live in Tokyo’ (1994) não lançávamos nenhum disco no exterior. O show do próximo sábado é para comemorar justamente o lançamento de ‘All My Life’ no Japão e em outros países da Ásia, como Tailândia e Vietnã. Se você tiver curiosidade e quiser acessar o site da gravadora, cheque o link ‘new releases’. Para o site oficial do VIPER, clique aqui.

Além do Brasil (pela gravadora Eldorado), o disco ‘All My Life’ também já saiu na Argentina e Chile, então dá para dizer que estamos de volta ao mercado internacional. Se você quiser comemorar essa novidade com a gente, como eu já disse, está superconvidado. Abs, F.

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meirelles

Sem dúvida alguma, eu queria ter sido o diretor Fernando Meirelles no último sábado, dia 17 de maio.

Sei que o blog do Luiz Carlos Merten, fera do cinema aqui do Estadão, já deu a notícia. Mas sou tão fã das duas figuras envolvidas que reproduzo a história aqui para que você, se não teve a chance, também possa ler a respeito.

Foi o seguinte: sábado à noite, Meirelles e o escritor José Saramago reuniram-se em Lisboa para uma sessão exclusiva do filme ‘Ensaio sobre a Cegueira’, adaptação feita pelo brasileiro para a obra-prima do gênio português. Era a primeira vez que Saramago veria um filme feito a partir de um livro seu.

Abaixo, reproduzo o texto enviado pela assessoria com o relato de Fernando Meirelles sobre o que aconteceu no escurinho do cinema em Portugal (ai, quanto eu não pagaria para estar lá):

“Saramago assistiu ao filme mudo e sem reação alguma. Ao final da sessão, quando os créditos começaram a subir, a esposa de Saramago, Pilar, se debruçou sobre mim e me agradeceu, emocionada. Antes de terminar os créditos principais, as luzes do cinema foram acesas e eu ousei olhar para ele, que fitava a tela sem reação. Toquei seu braço e disse que ele não precisava falar nada naquele momento, mas ele virou-se para mim, os olhos brilhantes e com uma voz embargada me disse: “Fernando, depois de acabar de ver esse filme eu me sinto tão feliz como quando acabei de escrever ‘O Ensaio Sobre a Cegueira’.”

Desculpe, mas não consigo escrever nada depois disso.

Parabéns, Fernando.

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O que? Você não achou graça no clipe dos políticos? Então aqui vai um infalível: uma garota tocando ‘Umbrella (ella, ella, hey, hey…)’, da Rihanna, em versão ‘sonata ao piano’.

Sinto uma coisa engraçada em relação a essa música, algo que estou para escrever aqui desde o ano passado, quando ela tocava a cada cinco minutos em simplesmente qualquer estação rádio que você deixasse sintonizada. É que ao mesmo tempo que eu odeio MUITO essa música, ela exerce um fascínio sobre mim que não me permite, por exemplo, trocar de estação quando ela começa a tocar. É como se eu entrasse em transe ou fosse hipnotizado pelo mantra ‘ella, ella, hey, hey…’. Ou talvez seja apenas a lembrança da boca gigante da Rihanna cantando esse refrão no videoclipe, não sei. Mas a verdade é que, se começo a ouvir essa música sem querer, tenho que ouvi-la até o final… mesmo quando é uma versão ‘sonata ao piano’. Sim, eu prometo procurar um psiquiatra.

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Lembra da música nova do Coldplay? Pois é, a banda acaba de divulgar no YouTube um clipe bem divertido: ‘Violet Hill’ (Dancing Politics)’. Quem quiser dar risada com as micagens de George W. Bush e Tony Blair, aqui está o vídeo.

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britneyspears

Britney Spears: O que fazer quando surgem problemas com a mídia? Raspar a cabeça e agredir fotógrafos, claro

No réveillon de 1990 para 1991 eu presenciei uma cena, digamos, ridícula. Eu passava a última noite do ano com uma turma superanimada em Santos, no apartamento de uma amiga, quando a cena aconteceu minutos antes da meia-noite: a namorada do meu melhor amigo terminou com ele.

Você pode imaginar o transtorno que isso causou. As meninas entravam e saíam do quarto dela, divulgando supostas razões para a briga; os homens, já bêbados, discutiam na varanda se o ‘show devia continuar’, ou seja, se deveríamos cancelar ou não a festa em respeito ao cara. Resumindo: uma sonsa estragou o réveillon de um monte de gente legal.

Ela agiu como uma típica garota sem-noção. Não lembro mais dos detalhes do rompimento, mas não era nada que não pudesse esperar o dia seguinte. E por que não esperar? Porque gente sem-noção é assim: sem-noção. Para completar, ela ainda foi a outra festa de réveillon e eu tive que agüentar meu amigo resmungando a noite inteira. Sugeri jogar as malas dela pela janela e trancá-la fora de casa, mas ele não concordou. Na minha opinião, ele foi ‘com-noção’ demais. Mas essa já é outra história.

É duro descobrir o sem-noção antes da primeira mancada. Mas a partir dela, é impossível ficar indiferente. É uma pena que as pessoas não tenham aulas de bom senso na escola: evitariam várias situações indesejáveis.

Enquanto isso não ocorre, temos que conviver com as várias espécies de sem-noção: a ‘sem-noção-sem-vergonha’, que sai com todo mundo e depois faz cara de paisagem; a ‘sem-noção-de-grana’, que acha que cartão de crédito não é dinheiro; a ‘sem-noção-fechadura’, esperta como uma porta… E por aí vai.

É claro que também existe o homem sem-noção. Mas é fácil reconhecê-lo: é o cara que promete te levar ao cinema no sábado à noite, mas só sai de casa três minutos antes de começar a sessão. Ou seja: ele perdeu a noção, mas quem perde o filme é você.

Você pode até gostar de alguém sem-noção, mas deve ter em mente que vai se meter em alguma roubada mais cedo ou mais tarde. Ou mais cedo E mais tarde, o que é bem mais provável.

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