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Felipe Machado

Mesmo para quem adora o que faz, como é o meu caso, tirar férias é uma das melhores coisas da vida. Viajar para um destino incrível, então, não tem preço.

Quer dizer, tem sim… e é bem caro, segundo as agências de viagem que consultei. Acabei viajando para um lugar maravilhoso, sim, mas hoje aprendi que o mais importante nunca é o lugar ‘para onde’ você viaja. O importante é ‘com quem’ você viaja.

Não vamos radicalizar, claro. Passar uns dias no Ritz-Carlton de Paris é sempre mais agradável do que se espremer no quarto dos fundos da casa da sua tia em Piraporinha do Norte, mesmo se sua companheira de viagem for a Juliana Paes. Mas não é disso que estou falando. Quero dizer que, no fundo, o lugar onde você está é apenas… o lugar onde você está. Se você fechar os olhos e beijar sua mulher, todos os lugares do mundo serão iguais.

Quem você é e com quem você está são os fatores que determinarão se sua viagem será boa ou ruim. Discutir com a mulher em Paris ou em Piraporinha será sempre um programa idiota.

Às vezes não é preciso nem viajar para curtir as férias. Há coisas maravilhosas que dá para fazer por aqui mesmo: ir ao cinema ou passar uma tarde em casa com a família pode ser uma delícia até num dia chuvoso em São Paulo. Quer fazer outra viagem que não custa nada? Fique um dia sem relógio.

Outra coisa que adoro fazer nas férias é me desligar do mundo. Não sou irresponsável, claro, até porque quem viaja sem os filhos não consegue passar um dia sem checar as mensagens do celular. E eu, como todo jornalista, gosto de saber que meu quarto de hotel tem CNN, mesmo que eu nem ligue a TV. Mas não acho que para viajar basta entrar num avião e desembarcar em outro país. Não adianta deslocar o seu corpo centenas de quilômetros de distância se sua cabeça não for junto.

Por isso não há nada melhor do que viajar com uma boa companhia, alguém com quem você tenha intimidade suficiente para criar um universo paralelo ao do cotidiano. Viajar é uma forma de escrever uma história. E o final feliz só depende de você.

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30.março.2008 10:30:03

Mulher-Melancia especial

melancia

Mulheres, antes de tudo me desculpem pela sequência exagerada de Borracharias; prometo publicar a foto de algum cara bem galã por aqui na semana que vem. Para compensar. Sugestões?

A Playboy vai lançar no dia 4 de abril a edição especial ‘Paixão Nacional’ com a dançarina funk mais famosa da atualidade: Mulher Melancia. Peraí, quem? O nome verdadeiro da moça é Andressa Soares, um nome tão bonito… não sei por que ela aceita ser chamada por um apelido idiota desses. E também não sei quem disse que ela é famosa: eu, pelo menos, nunca tinha ouvido falar. Será que é aquela do Créu?

As fotos são de Jorge Bispo, que clicou a garota numa favela no Rio de Janeiro e num galpão em São Paulo, cercada por 1.500 melancias. (Sério? E depois fizeram o que com as frutas?)

De qualquer maneira, aqui está uma das 64 fotos que estarão na revista. Recebi uma outra foto de divulgação da Playboy, mas infelizmente não posso publicá-la aqui. Como já disse, esse é um blog família. Mas que a foto era boa, ah, isso era.

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29.março.2008 11:07:59

Mulher no volante

danica

Para quem gosta de automobilismo, começa hoje a Fórmula Indy. Seis brasileiros vão disputar o campeonato, mas certamente eu terei olhos apenas para um carro: o da ‘pilota’ Danica Patrick. Não sei bem se ela sabe dirigir, mas não importa: a americana de 26 anos é uma máquina.

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Extra! Extra!

Seal vai fazer dois shows extras em São Paulo, dias 7 e 8 de abril.

Os shows serão novamente no HSBC Brasil (R. Bragança Paulista, 1281 – Chácara Santo Antonio). Os ingressos estão à venda nas bilheterias do HSBC Brasil, pela internet  www.ingressorapido.com.br) ou pelo telefone (11) 4003-1212, de R$ 200 a R$ 400.

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Dois vídeos divertidos que estão fazendo sucesso no YouTube:

Eu diria que eles mostram bem a diferença entre sonho e realidade.

Para pensar (e dar risada) no fim de semana! Bjs, F.

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27.março.2008 16:28:14

Heidi Klum über alles

heidi klum

heidi

heidi2

Conforme prometido, Borracharia especial com Heidi Klum.

Presto atenção na Heidi (olha a intimidade) desde que a vi num desfile da Victoria Secret, mas depois que ela começou a apresentar programas de TV (Project Runaway, Next Top Model) descobri que ela é ainda mais interessante.

Interessante, não. Perfeita. Parece ser inteligente, divertida, bem-humorada e, claro, linda. Com um corpinho desses aos 35, (ela faz aniversário dia 1º de junho), Heidi deixa para trás a maioria das garotinhas de 18.

Informações sobre ela na Wikipedia: seu primeiro marido foi o estilista Ric Pipino (casou-se em 1997 e separou em 2002). Pelo jeito ela não tem um gosto muito definido (o que abre possibilidades até para jornalistas brasileiros, quem sabe): namorou o vocalista do Red Hot Chili Peppers, Anthony Kiedis, e o chefão da Fórmula 1, Flavio Briatore. Com o Briatore ela teve uma filha (Helene), mas no dia que anunciou a gravidez na imprensa, os paparazzi flagraram o idiota beijando a designer de jóias Fiona Swarovski. Conclusão: Briatore levou um pé na bunda, merecido.

Em 2004, Heidi conheceu o Seal e se apaixonou. Detalhe para os nomes dos dois filhos que ela tem com o cantor britânico: Henry Günther Ademola Dashtu Samuel e Johan Riley Fyodor Taiwo Samuel. (Acho que o Seal se vingou por ter um nome muito curto nos filhos.)

Acima, três momentos (falei que era uma Borracharia especial) de Heidi:

1. Como uma das Angels da Victoria Secret, no desfile de 2007. Se um anjo desses aparece na minha frente, vou achar que morri.
(Mario Anzuoni/Reuters)

2. Como garota-propaganda da marca inglesa Acessorize (Vou comprar para ver se minha mulher fica assim)

3. Na festa do Elton John após a cerimônia de entrega do Oscar, em fevereiro deste ano. Imagina chegar numa festa acompanhado por uma mulher dessas…
(Danny Moloshok/Reuters)

Heidi Klum über alles!

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seal e heidi

Não é difícil entender por que qualquer cara gostaria de ser o Seal: ele tem uma voz maravilhosa, é milionário, bem sucedido e… casado com a supermodelo alemã Heidi Klum, uma das mulheres mais bonitas do planeta.

Recentemente, descobri mais um motivo para querer ser Seal: ‘System’, seu novo disco. Por quê? Porque é simplesmente um disco incrível, muito bom mesmo. Seal atingiu uma maturidade como artista (‘maturidade como artista’ é um ótimo e descarado clichê) que permite que ele faça música pop sem que isso soe pejorativo. Produzido por Stuart Price, que deu um som mais moderninho ao Seal, ‘System’ tem pelo menos umas cinco ou seis grandes músicas – o que para mim, ainda mais hoje em dia, já significa que o disco é quase uma obra-prima. Gosto de ‘Amazing’, ‘Just Like Before’, ‘Loaded’, mas a minha preferida é ‘Wedding Day’.

Em ‘Wedding Day’, Seal canta em parceria com Heidi Klum e, embora ela não tenha uma grande voz (nem precisa, claro), achei legal ver os dois cantando juntos. Aqui está o vídeo do casal se apresentando no desfile da Victoria Secret. É bem brega, uma espécie de Jane & Herondy do primeiro mundo… mas eu gostei. Dá para ver que eles são apaixonados, achei isso legal.

(Aos marmanjos eu já antecipo logo: Heidi Klum na Borracharia amanhã!)

Seal canta hoje e amanhã em São Paulo e eu não perco por nada. Não é nenhum Iron Maiden… mas quem disse que precisa ser? Música é bom por isso: você não precisa escolher um único estilo e ouvi-lo até morrer.

Quem quiser ver a matéria sobre o Seal na TV Estadão, por favor clique aqui.

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25.março.2008 14:50:14

Os top 10 das minhas férias

tahiti

Não sei se alguém notou, mas eu estava de férias. Talvez você não tenha percebido porque eu tentei aparecer por aqui de vez em quando, em tempo real ou virtualmente. Mas a verdade é que tirei férias do meu emprego diário, oficial, e passei 20 dias descansando e viajando para paraísos distantes. Acima, uma foto do meu bangalô no Tahiti. Mais perto do Paraíso, só se eu tivesse morrido.

Claro que gosto de viajar para lugares maravilhosos e conhecer novas culturas. Mas, para mim, a melhor coisa de se tirar férias é mudar a rotina e se desligar do mundo… Virar a ampulheta do tempo e começar tudo de novo, zerado. As dez melhores coisas (não proibidas para menores) para se fazer num dia perfeito de férias:

1. Acordar cedo e tomar um café da manhã bem demorado
2. Entrar no mar e ficar horas só com o rosto fora d’água
3. Brincar de ‘cadê?…achou!’ com sua filha
4. Deitar numa rede e ler até adormecer
5. Entrar na piscina e ficar horas só com o rosto fora d’água
6. Não usar relógio, não ver TV, não entrar na internet… e depois ficar surpreso quando os amigos contam as novidades do mundo
7. Conversar besteiras assistindo ao pôr-do-sol
8. Cama de hotel: dormir com 40 graus do lado de fora e o ar condicionado no máximo
9. Ouvir música no volume 10 às três da tarde
10. Almoçar na casa da mãe e depois tirar uma soneca no sofá

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shoes
Foto: Marcelo Barabani/AE

A maioria dos homens não admite, mas acredite: todos nós reparamos em sapato de mulher. Talvez não conscientemente, é verdade. Mas qualquer ser humano do sexo masculino sabe a diferença entre uma havaiana e um salto 15. Quer dizer, sabemos a diferença nos efeitos que eles produzem.

Sandálias Havaianas, por exemplo, sugerem uma garota descolada. Ou uma faxineira. Depende da atitude de quem usa: pode ser, inclusive, que ela seja uma faxineira descolada.

Para mulheres que gostam de usar salto plataforma, uma dica: eles são horríveis. É melhor assumir que você é baixinha, tipo ‘mignon’, do que passar a idéia de que você tem problemas ortopédicos. Há outra opção: decore a sua plataforma com caveiras e torça para encontrar um fã do Kiss que ache sexy.

Outro dia vi uma pesquisa que comprovou o que eu já sabia: homens têm medo de mulheres de salto alto. Mas é um medo, digamos, bom (para as mulheres, claro).

A pesquisa mostrava um grupo de homens conversando animadamente com mulheres de sapatos baixos; o mesmo grupo apenas ouvia quando elas usavam saltos altos. Conclusão: salto alto intimida. Salto alto é uma arma – use isso a seu favor.

Uma amiga minha me confidenciou por que as mulheres gostam tanto de sapatos: não importa quanto elas engordem, o sapato continuará servindo. (É a mesma coisa com as bolsas.) Acho isso meio cruel, mas como foi dito por uma mulher…

Mulher de tênis? Eu gosto, mas perco o interesse assim que saio da academia. Mulher de tênis à noite? Só se for num show de rock. Ou num jogo de futebol – contanto que ela não esteja jogando.

Sei que aquele tipo de sandália que as mulheres chamam de ‘rasteirinha’ está na moda, mas não entendo por quê. Eu acho horrível – e aposto que os outros homens também. Daí vocês vão dizer ‘ah, mas é confortável’. Eu também acho calças de moletom superconfortáveis e nem por isso pretendo usar uma para sair na balada. A rasteirinha é a calça de moletom para os pés.

Quer ficar confortável? Fique descalça. Sem sapato ou de salto alto, o importante é que o homem fique sempre aos seus pés.

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19.março.2008 10:10:46

Amor supremo

John Coltrane

Quando eu gosto de uma coisa, viro um obcecado por aquilo. Isso não vale apenas para os filmes de Stanley Kubrick, por discos dos Beatles, livros de Philip Roth ou seriados como Seinfeld e Simpsons. Minha obsessão vai e vem. A última delas é uma forma de sentimento muito nobre: o amor supremo.

‘Love Supreme’, para ser mais exato. Sim, é o disco clássico lançado pelo saxofonista John Coltrane em fevereiro de 1965. Gosto desse disco há um bom tempo, mas recentemente passei a ouvi-lo não apenas o dia inteiro, mas também durante uma boa parte da noite. Eu explico.

Acaba de sair no Brasil o livro ‘A Love Supreme – A Criação do Álbum Clássico de John Coltrane’, de Ashley Kahn. O autor já havia lançado ‘Kind of Blue’, sobre a história do disco mitológico de Miles Davis (que, aliás, foi gravado com Coltrane num dos saxofones), que também é maravilhoso (já escrevi sobre ele muitos posts atrás).

No livro, Kahn conta todos os bastidores da criação do disco, com entrevistas com os músicos, histórias incríveis e muitos, mas muitos detalhes técnicos que agradam apenas a músicos. Mas como eu sou um… não posso reclamar. Jazz é um estilo musical tão complexo que mesmo entendendo de música é difícil compreender de onde os músicos lendários tiram sua inspiração. De Deus, talvez.

Digo que passei as noites ouvindo o disco porque, como já disse antes, ele virou uma obsessão para mim. Então não bastava ouvi-lo: eu tinha que ler o livro e ouvir o disco ao mesmo tempo (como eu já havia feito com ‘Kind of Blue’, diga-se de passagem). Conclusão: na hora de dormir, acendia o abajur, pegava o livro na mesa de cabeceira e… ligava o iPod, claro.

O livro é um pouco longo, por isso admito que passei algumas noites sonhando com Coltrane tocando os riffs de ‘Acknowledgement’, ‘Resolution’, ‘Pursuance’ e ‘Psalm’ vestido com um manto branco, no alto de uma montanha, encobrindo o sol que expulsava a noite e brilhava cada vez mais forte. Se já existiu um artista que prova a existência de Deus, ele é John Coltrane. Se era amor supremo o que Coltrane sentia por Deus… é amor supremo o que todos os músicos do mundo sentem por ele. Eternamente.

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