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Felipe Machado

De tempos em tempos, surge uma nova tendência sexual que invade os meios de comunicação. O velho e bom heterossexual ainda é o tipo mais comum, talvez porque seja o único jeito do ser humano se reproduzir – pelo menos por enquanto.

Homens e mulheres homossexuais também já têm seu espaço garantido, seja nas ruas de São Francisco ou nos bares dos Jardins. Outro dia, aqui neste espaço, cheguei a declarar a morte dos metrossexuais, mas tenho certeza de que ainda resistem por aí uma meia dúzia de fãs do David Beckham. Outras tendências mais bizarras, que não podem ser citadas nesta seção-família, provavelmente também vão continuar existindo… mas a moda agora é outra.

A moda agora é ser ecossexual.

Tudo começou com uma paquera em um restaurante macrobiótico e terminou com uma camisinha verde (e olha que o cara nem era palmeirense). Daí vieram os vegetarianos sexy e os viciados na palavra ‘orgânico’. Quando menos se esperava, bum: o verde passou de cor a opção sexual.

O ecossexual é o homem ou mulher tão politicamente correto que dá vergonha de passar em frente a uma churrascaria mesmo quando não há nenhum deles por perto. Com os ‘ecos’ não tem aquela história de dar uns amassos no banco de trás do carro: o ecossexual só anda de bicicleta. Ou de metrô. Pelo menos enquanto o carro híbrido não ficar popular.

O ecossexual também não vai a barzinho: combina o encontro romântico num protesto do Greenpeace. São vegetarianos, claro, e ficam bravos quando a gente quer saber se são radicais. “Ué, mas você não come nem peixe?” Não, eles não comem peixe. Nem ovos, antes que você pergunte. O ecossexual não tem como ídolo o George Clooney ou o Brad Pitt. Ele ama tanto a natureza que quer olhar no espelho e ver sua pele verde. Como o Hulk.

Como os homossexuais, no entanto, os ecossexuais também têm grande dificuldade para se reproduzir. O problema acontece quando o casal começa a se beijar, parte para as próximas fases… e aí a coisa esquenta. O ecossexuais, muito conscientes, acabam interrompendo o ato ali mesmo: eles têm medo de contribuir para o aquecimento global.

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Blocparty

Sou fã do Bloc Party desde a primeira vez em que ouvi ‘Silent Alarm’, em 2005. Achei o som da banda impressionante, não apenas por ser uma mistura super bacana de rock convencional e eletrônico, mas porque é um tipo de som que não dá para definir – originalidade é sempre bom e cada vez mais difícil de encontrar no mundo musical.

Não foi à toa, portanto, que a bíblia pop NME escolheu o disco de estréia dos ingleses como Melhor Disco de 2005.

Quando fiquei sabendo que ‘Weekend in the City’ tinha saído lá fora, em fevereiro de 2007, fiquei louco para baixá-lo na internet. Não fiz isso porque não gosto de baixar músicas (tenho trauma de vírus e sou um cara honesto). Como não consegui encomendar no exterior ($$$), esperei sair no Brasil. E só agora saiu… finalmente.

O segundo disco (ai, a maldição do segundo disco…) é excelente, com destaque para a faixa de abertura, ‘Disappear Here’. Genial. O Bloc Party é uma das poucas bandas que conseguem ser relevantes para fãs de qualquer país do planeta falando apenas do seu mundinho (no caso, Londres). Algo como Guimarães Rosa (Minas Gerais/Goiás) ou James Joyce (Dublin, Irlanda) fizeram tão bem na literatura (nossa, viajei um pouco longe, deixa eu voltar para a Terra). ‘Toque rock global, componha letras sobre a cultura local’ não soa tão bem quanto ‘Think global, act local’, mas é por aí.

Bom, enfim, é um grande disco. Quem gostar de rock (meio) pesado e modernoso, cheio de elementos eletrônicos, pode comprar sem erro. Ou baixar… mas aí a responsabilidade é sua. Eu sou contra.

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sunshine

Perdi a oportunidade de ver ‘Little Miss Sunshine’ no cinema, mas agora que está saindo em DVD é uma boa hora para dizer: alugue esse filme hoje à noite. Quem já viu sabe do que eu estou falando: uma história simples, um ‘road movie’ semelhante a muita coisa que já foi feita no cinema e, no entanto, uma obra-prima cinematográfica que transborda de sensibilidade. Não foi à toa que ganhou dois Oscars (ator coadjuvante, Alan Arkin, e roteiro original, de Michael Arndt).

NOTA: (sei que ‘Oscar’ não tem plural, mas não concordo com a razão e por isso escrevo ‘Oscars’ mesmo)

O filme conta a história de uma família cheia de problemas (inclusive entre eles – todos se odeiam) que se vê obrigada a compartilhar um carro e cair na estrada. Depois de vários percalços, essas pessoas malucas e tão diferentes entre si tornam-se uma entidade forte e unida frente a um desafio comum. Este post não é para ser engraçado – mas o filme tem cenas de morrer de rir. Mostra que ninguém é normal… é só ter uma família para entender o que isso quer dizer.

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Quer cena mais comum do que um bêbado contando a história de sua vida num bar para um estranho? Pois esta é a premissa de ‘Naufrágio’, livro de Louis Begley que acabei de ler no fim de semana.

Begley, ‘for the record’, é um autor bastante elogiado pela crítica, mas bem mais conhecido do público pela adaptação para o cinema do seu livro ‘Sobre Schmidt’, estrelado nas telas por Jack Nicholson. Como Begley escreve muito bem, no entanto, o clichê literário do ‘bêbado contando a história no bar’ torna-se um livro interessante que não dá para largar.

O autor, nascido na Polônia mas nova-iorquino convicto, é um mestre na arte de contar histórias de homens normais, como o tal Schimdt. Toda pessoa normal, teoriza ele, também é único em sua normalidade. Aqui, o personagem em questão é o milionário John North.

North é um escritor famoso, premiado e adaptado para o cinema. (Coincidência? É melhor para a mulher dele que não seja) North é um mulherengo que passa o livro inteiro contando o seu caso de amor com Léa Morini, uma jornalista francesa que torna-se sua amante após entrevistá-lo. Eu imaginei a Léa com a cara da atriz Natalie Portman; já o John North imaginei com o rosto do Begley mesmo, já que tem a foto dele na orelha do livro. O caso de North e Léa vai crescendo em dedicação e em obsessão, até chegar… bom, aí você vai ter que ler o livro. Detalhe importante: o post está na seção ‘Eu Queria Ser Esse Cara’ por causa do Begley, não do John North.

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Fico pensando como deve ser chata a vida de mulher de político. Se por um lado elas têm acesso a coisas boas (mordomias e outros benefícios que podem me dar um problema danado se eu citar aqui), por outro as coitadas têm que ter muita paciência. Imagine se o marido resolve trazer o estilo de vida profissional para dentro de casa…

“Bonito, hein? Onde o senhor estava até agora? São cinco da manhã”, grita a mulher, ao ver o marido entrando em casa na ponta dos pés.

“Quem, eu? Pois saiba que eu tenho uma liminar do Supremo que me permite ficar em silêncio diante de perguntas cujas respostas podem acarretar minha auto-incriminação”, responde.

“Que papo é esse, seu cachorro? Isso aqui não é Brasília, não! Acabaram de me ligar dizendo que você estava no motel com uma mulher.”

“Isso só pode ser calúnia da oposição, vossa excelência… quer dizer, benzinho! Eu nego peremptoriamente.”

“Perep… o quê? Se eu me levantar daqui para ver o que essa palavra significa, o Aurélio vai parar na sua cabeça”

“Que absurdo! Vou ter que entrar com um mandado…”

“Ah, é? Pois foi a Carminha quem ligou! Ela viu você saindo do motel no seu carro, beijando uma desconhecida.”

“O quê, nossa filha garante que me viu? Bom, se é assim… eu exijo uma investigação completa sobre esse assunto!”

“Não entendi… Como assim?”

“É isso mesmo! Essa investigação agora virou uma questão de honra para mim! Vou exigir que o Valdir descubra exatamente o que aconteceu!”

“Peraí… o Valdir não é aquele seu assessor?”

“Valdir? Quem falou em Valdir? Não tenho a menor ligação com esse Valdir. Nem sei quem é!”

“Agora eu não estou entendendo nada… você é quem falou que vai chamar o tal do Valdir!”

“Eu? Tá vendo? Tudo que acontece aqui é culpa minha! Todo mundo põe a culpa de tudo nos políticos!”

“Queridinho, vamos voltar ao que importa? Conta logo, com quem você estava até agora, seu bandido?”

“Olha, vamos ver isso amanhã cedo? A gente faz uma reunião e marca um almoço para conversar sobre esse assunto e resolver tudo num belo jantar. Semana que vem está bom para você?”

“Semana que vem? Você está tentando me enrolar?”

“Eu? Eu? Claro que não! Por acaso você acha que político enrola alguém?”

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Keane

Fui ao show do Keane ontem com uma turma de amigos e, em meio a uma música e outra, ouvi uma frase que me chamou a atenção: “essa banda é legal, mas não tem muita atitude”, disse meu amigo Edu Collaço.

A palavra ‘atitude’ me remeteu à minha adolescência, quando eu achava que tudo na vida era ‘atitude’, ou que ‘atitude’ era mais importante até do que a própria música.

Não é, como aprendi com o tempo, a não ser que você esteja falando de uma banda de rock. Roqueiros têm que ter atitude, músicos de outros estilos, não. Os caras do Keane são muito bonzinhos? São. São bonzinhos até demais? São, novamente. E daí? Ninguém espera atitude de músicos de jazz ou eruditos, então por que teria que ser assim com um grupo pop que não tem nenhuma pretensão de ser chamado de rock?

Enfim, a banda é muito boa e o vocalista Tom Chaplin é incrível: o cara canta muito e sua voz é uma das melhores da nova geração. Quem vê aquela cara de bom moço no palco nem imagina que o vocalista acaba de sair de uma clínica de reabilitação de drogas (olha a ironia, tem gente que acha que ser doidão é sinal de atitude). Chaplin tem um característica física meio engraçada: a cabeça dele parece que não pertence ao seu corpo, é engraçado. Ele tem rosto de criança e um corpo de adulto; tem o rosto de um cara gordo, mas é magérrimo. Bom, eu não entendo nada mesmo sobre o assunto, já que a mulherada da platéia não se cansou de gritar cada vez que ele levantava os braços.

Além de Tom Chaplin nos vocais, o Keane é formado pelo baterista Richard Hughes e pelo pianista Tim Rice-Oxley. Alguém aí vai gritar: mas a banda não tem guitarra nem baixo? Não. No disco, isso até que não faz falta. Mas ao vivo achei que faz, sim, principalmente o baixo. A guitarra dá para compensar, porque o piano de Rice-Oxley simula um som pesado muitas vezes, mas o baixo fica faltando, com certeza. O som grave está lá (gravado), mas falta um baixista, um pulsar mais… orgânico.

O show em si foi muito bom, com as melhores músicas dos dois discos da banda: ‘Hopes and Fears’ e ‘Under The Iron Sea’, ambos excelentes. O som é um pouco Coldplay, só que ainda mais light, com umas pitadas de Radiohead (em trechos experimentais) e muito U2 – eles são fãs confessos e o show teve até aquele palquinho com rampinha onde os músicos tocam um mini-acústico no meio da platéia, exatamente como a turma de Bono fez na turnê do disco ‘Pop’.

É bom ver no Brasil uma bandas em ascensão no cenário mundial. A seguir, o set list de ontem:

The Iron Sea
Put It Behind You
Everybody’s Changing
Nothing In My Way (minha preferida)
We Might As Well Be Strangers
Bend and Break
Try Again
Your Eyes Open
Hamburg Song
Fly To Me
Leaving So Soon? (minha preferida 2)
This Is The Last Time
A Bad Dream
Somewhere Only We Know
Is It Any Wonder?
__________________
Atlantic
Crystal Ball
Bedshaped

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Uma mulher parada em frente a um guarda-roupa aberto: está aí uma cena do comportamento humano que homem algum jamais vai compreender. O que se passa na cabeça delas nesse momento mágico?

A maneira como uma mulher escolhe a roupa é um dos mistérios do universo. Outro fato que nunca será explicado é o costume da mulher de sempre escolher primeiro a roupa que não vai usar. É por isso que ela nunca sai de casa com a primeira roupa que experimenta. Minha mulher, por exemplo, é 10: veste 10 roupas todos os dias antes de sair de casa.

Há mulheres que se vestem para os homens e mulheres que se vestem para as outras mulheres. Depende de como elas acordam, claro, mas também do tipo de impressão que querem passar durante o dia. Eu arriscaria até a dizer que o humor de uma mulher está diretamente relacionado à altura do salto que ela está usando… ou à profundidade do seu decote.

O figurino é uma arma na mão de uma mulher inteligente. Quem se veste bem atinge homens e mulheres ao mesmo tempo, com resultados diferentes.
Veja as mulheres que abusam dos tailleurs. Que tipo de imagem elas passam? Às mulheres, mostram que são as fêmeas-alfa, as líderes. Coitadas das garotas de jeans e camiseta; não têm a menor chance contra as mulheres de tailleur. Aos homens, as poderosas mostram que é bom eles ficarem espertos, ou perderão seus empregos. Cuidado com a nossa competência, querem dizer. O tailleur é o terno da mulher.

A mulher que abre o guarda-roupa e tira de lá uma minissaia e uma blusa decotada também sabe bem o que quer dizer. Aos homens, que é uma deusa do sexo. Babem à vontade, idiotas. Às mulheres, a imagem também é cristalina: tenho pena de vocês, que não tem esse corpinho que Deus me deu e o personal trainer melhorou. Mais pele exposta, mais mulheres feias com inveja. A culpa é do calor? Não sejam ingênuos.

Homem não tem essas coisas. É por isso que neste momento, em algum lugar do planeta, um cara de camiseta regata, chinelo e bermuda assiste à TV. Elas podem sair vestidas para matar, mas sempre voltam para nós, deitadões aqui no sofá.

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Sei que estou meio atrasado, mas só para compartilhar uma rápida opinião sobre o show do Aerosmith e Velvet Revolver, quinta-feira passada no Morumbi.

Como banda top americana, o Aerosmith fez um show inteiro de hits. Nada daquelas baboseiras de investir em material inédito, ou brindar os fãs com ‘futuros sucessos’. Tocaram duas horas de hits, um atrás do outro. E olha que ainda faltou ‘Pink’, ‘Crazy’ e muitas outras clássicas (hoje em dia uma música clássica é aquela cujo vídeo-clipe fica nas paradas mais de um mês).

O Velvet Revolver, por sua vez, banda de abertura cinco estrelas que ‘todo mundo queria ver’ (é incrível o número de pessoas que diz que vai num show só para ver a banda de abertura, como se ir em um show de uma banda consagrada não fosse ‘cool’ o suficiente), fez um show fraquíssimo. Só agitou um pouco em ‘It’s So Easy’ e ‘Mr. Brownstone’, ambas do Guns ‘N’ Roses. Nem o guitarrista Slash brlhou: o som de sua Les Paul estava mal equalizado e o volume, muito baixo. Joe Perry, do Aerosmith, engoliu Slash com um gole de champagne.

Scott Weiland, ex-Stone Temple Pilots, banda muito boa, também esteve apagado. Alguém precisa contar pra ele que o carisma não vem junto com o consumo de drogas. A grande diferença entre as duas bandas, enfim: o Aerosmith é uma banda formada por músicos que tiveram problemas com drogas; o Velvet Revolver é uma banda de pessoas com problemas com drogas que decidem tocar juntos. Pode parecer, mas não é a mesma coisa.

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Mais uma vez: sei que aqui é um espaço para assuntos leves e divertidos. Mas o que eu posso fazer? Abro o jornal e vejo que os deputados decidiram não trabalhar mais às segundas-feiras porque ‘têm que ficar mais próximos das suas bases’. Eu também quero ficar perto das minhas bases. Quero visitar minha mãe às segundas-feiras, levar minha filha no médico, ir ao cinema com minha mulher e sair com meu cachorro. Essas são as minhas bases. Mas isso dificilmente vai acontecer. Resta, então, torcer para um deputado ter um ataque cardíaco numa segunda-feira e, ao chegar no hospital, ouvir de um médico: “desculpe, só trabalho de terça a quinta”.

Como se isso não bastasse, eles também decidiram que seus salários estavam muito baixos e resolveram se auto-conceder um aumento de R$ 12,8 mil para R$ 16,2 mil por mês. Fora as verbas extras: a Comissão de Finanças e Tributação aprovou a proposta que permite o uso das verbas de gabinete SEM NOTA FISCAL de R$ 5 mil para R$ 15 mil. Ou seja, a comissão legalizou “a graninha por fora”. O recém-eleito presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, sucumbiu às pressões e aceitou tudo caladinho. Como diria Carlos Drummond de Andrade… o nome dele dá uma ótima rima, não uma solução. Para completar, Chinaglia sugere um aumento de 82,8% ao presidente Lula de R$ 8.885,48 para R$ 16.250,42.

Qual foi mesmo o último projeto importante que você se lembra de ter visto o congresso discutir? E a Câmara Municipal de São Paulo, que aprovou a volta do famoso ‘trem da alegria’? Acertou. Nenhum, a não ser projetos em benefício deles mesmos. Sabe de quem é a culpa? Nossa, do povo brasileiro. Foi pior do que colocar o PCC para tomar conta do Banco Central: colocamos lobos para cuidar das ovelhinhas. Onde já se viu ganhar mais para trabalhar menos?

Na próxima segunda-feira, faça uma boa ação: mande um deputado plantar batatas. Na base dele, claro.

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otto

Esse aí em cima é o Otto. Ele é marido da Alessandra Negrini.

Tem gente que acha que vida de estrela de novela é moleza: fica famosa, ganha rios de dinheiro e beija todos os galãs. Mas no caso de Alessandra Negrini, a atriz principal de ‘Paraíso Tropical’, temos uma prova de que a vida real é muito mais dura do que parece.

Pense bem: ao atuar em dois papéis, como Taís e Paula, ela tem a oportunidade de beijar o Marcelo Antony (como Taís) e o Fábio Assunção (como Paula).

Daí ela chega em casa e beija o Otto.

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