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Felipe Machado

kindofblue

Como costumo dizer por aqui, ‘cada um cada um’. Com música e sexo é a mesma coisa: cada um tem as suas preferências. Aqui vão as minhas, que começa com o lendário disco de Miles Davis, ‘Kind of Blue’. (Quem for fã deste disco como eu não pode perder o livro ‘Kind of Blue – A História da Obra-Prima de Miles Davis’, do jornalista americano Ashley Kahn).

Os top 10 discos para ouvir naqueles momentos de intimidade (ai, que eufemismo…):

1. Kind of Blue
Miles Davis

2. Let´s Get it On
Marvin Gaye

3. Curtis
Curtis Mayfield

4. Love Supreme
John Coltrane

5. Come Away With Me
Norah Jones

6. Simple Things
Zero 7

7. Maxwell
MTV Unplugged

8. The Best of Nina Simone
Nina Simone

9. Let Love Rule
Lenny Kravitz

10. Angelo Badalamenti
Trilha sonora de ‘Twin Peaks’

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Peço desculpas pela inutilidade deste post. Ele não acrescenta nada (como se os outros acrescentassem) e não tem graça nenhuma, a não ser para mim. Mas como dizem que blog ‘é, tipo assim, um diário’, aqui vai.

Ontem liguei meu celular pela manhã e vi que havia recebido uma mensagem de texto. Fui checar o que era e me surpreendi com o que vi:

‘Eu te amo.’

E só. Como não reconheci o número de quem enviou, fiquei meio cabreiro. “Será que alguma fã descobriu meu celular?”, pensei, mas daí lembrei que não tenho nenhuma fã. Depois imaginei que poderia ser uma piadinha de mau gosto de algum amigo meu, só para me complicar com minha mulher. Para tirar a dúvida, esperei um pouco e liguei para o celular que havia enviado a mensagem.

Atendeu um cara. “Quem fala?”, perguntei. “Ronaldo”, o cara respondeu. Não conheço nenhum Ronaldo. “Você me ligou, por acaso? Meu nome é Felipe.” “Não conheço nenhum Felipe”, ele respondeu, meio grosseiro. “É que eu liguei meu celular essa manhã e vi que tinha uma mensagem de texto enviado por esse telefone”, expliquei. “Não sei de nada”, ele retrucou. “Obrigado, tchau.” Obrigado por nada, eu devia ter dito.

Deve ter sido um erro da operadora, pensei. E se minha mulher tivesse lido a mensagem? Por um lado seria bom: eu levaria um divórcio litigioso na cabeça, mas ficaria milionário com a indenização da operadora. Porque se tem algo que vale um processo, é um erro desses. Já estava até pensando nos valores quando tocou o meu celular.

“Oi, aqui é o Ronaldo.”
“Ronaldo? Ah… oi, Ronaldo.”
“Queria te pedir desculpas.”
“Desculpas? Por que, exatamente?”
“Porque eu mandei a mensagem ‘eu te amo’ para o seu celular.”

Aí é que não entendi nada. Será que o Ronaldo é um gay que gosta de passar trotes românticos para desconhecidos?

“O número do celular da minha mulher é parecido com o seu, e ela me disse que não recebeu nenhuma mensagem esta manhã.”

Estava explicado. Quase que o Ronaldo acaba com o meu casamento, mas pelo menos fiquei sabendo que ainda existem maridos apaixonados nesse mundo. Como eu.

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camila

Prezado Gilberto,

antes de qualquer coisa, posso te chamar de Giba? Sei lá, acho um apelido mais ‘Copacabana’, sabe? E minha mulher ainda vai pensar que eu te conheço – o que dará o maior ibope… lá em casa.

Pois é, Giba, estou escrevendo para elogiar ‘Paraíso Tropical’. Não sou o cara mais noveleiro do mundo, mas admito que não perco uma novela sua. Andam dizendo que o ibope está baixo, mas fica tranqüilo, daqui a pouco a novela embala. Tem emissora por aí apelando para a violência, mas sou contra. Se eu quiser ver seqüestro e bandidagem, prefiro ver o jornal.

O elenco de ‘Paraíso’ é muito bom. Vera Holtz decadente, Chico Dias cafajeste. E o Wagner Moura de vilão, hein? Está ótimo. Como em toda novela, estou torcendo para a turma do mal. Eu me identifico mais. Adoro ver os mocinhos se ferrando a novela inteira. Adorei ver o Daniel Bastos preso. Não dá para prender a Paula também? Em outra cela, claro, para eles sofrerem mais. Por falar nisso, eu preferia o Fábio Assunção como Renato Mendes, mas sei que você precisa de um mocinho sofredor para redimir no último capítulo. Posso só pedir uma coisa? Dá para o figurino ser mais cinza? Os heróis de branco e os vilões de preto fica um negócio muito maniqueísta… muito ‘preto no branco’, com o perdão do trocadilho.

E a Camila Pitanga? Está de tirar o fôlego. Pitanga nos olhos dos outros (e nos meus) é refresco. Só não gostei do nome dela, Bebel (foto). A gente passa a vida pensando o nome para uma filha, e daí aparece a prostituta da novela com o mesmo nome. Dá para mudar? Sei lá, inventa que ela morreu e apareceu uma irmã gêmea no lugar.

Quando o remake de ‘Mulheres de Areia’ passou, nos anos 90, eu era fã de Glória Pires. Meu sonho erótico era fugir para uma ilha deserta com as gêmeas Ruth e a Raquel. Hoje eu sei que não agüentaria a Ruth… ela era como a Alessandra Negrini boazinha: chata pra burro. Ninguém agüenta uma mulher tão boazinha assim.

Uma última curiosidade: atriz que faz papel duplo ganha dois cachês? E quando um papel é meia-boca… o ator ganha meio salário? Manda um abraço para o Olavo e um beijão para a Taís.

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Depois ainda me perguntam por que tenho vergonha de ser brasileiro. Antigamente diziam que a saída para o país ficava no aeroporto… hoje não temos nem mais essa opção. Enquanto isso, em Brasília, os deputados discutem aumentos de salários para eles mesmos (claro, como sempre) e para o presidente Lula. E o novo ministro da Justiça é Tarso Genro, ex-presidente do PT. Precisa dizer mais?

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winona

Essa é para quem gosta de uma fofoca picante: os paparazzo juntaram num site vários flagrantes de celebridades em situações picantes. Tem desde o rápido vídeo em que o decote da Scarlett Johansson prega uma ‘peça’ na atriz até fotos ‘aéreas’ de Winona Ryder, como esta acima. É como uma ‘Caras’ na internet, mas feita com cenas que estariam melhores na ‘Playboy’.

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santoro

Alguém aí ainda se lembra que o Rodrigo Santoro foi ironizado por não ter diálogos em ‘As Panteras 2? Hoje ele deve rir disso. O cara está no Brasil para divulgar ’300′, superprodução baseada na graphic novel de Frank Miller que estréia dia 30 de março por aqui. Santoro é o imperador Xerxes, o gigante que lidera o exército persa. Resumindo: ele é o vilão (careca e cheio de piercings) do filme número 1 das bilheterias americanas no último fim de semana. Imagine o sucesso quando ele aparecer mais normalzinho, sem um monte de bugigangas.

Santoro ainda está na TV em todo o mundo como o Paulo de ‘Lost’, que terá um capítulo especial amanhã (só nos Estados Unidos, por enquanto). Sem contar que, nas horas vagas, o ator namora a modelo Ellen Jabour. A vida deve andar muito ruim para ele.

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Tenho uma amiga que vai se casar em outubro, mas para ela é como se o casamento fosse amanhã. É claro que não posso mencionar seu nome, sob risco de ser desconvidado para a festa ou, pior, assassinado com um bem-casado envenenado. O tema desta coluna, na verdade, nem é motivo para ela ficar brava comigo: todas as mulheres ficam tão nervosas com os detalhes do evento que acabam contraindo o que batizei de TPM: tensão pré-matrimônio.

O ideal é pagar algum profissional para se preocupar por você, mas tem noiva que acha que dá conta de tudo. Boa sorte… para ela e para o noivo, que vai ter que agüentar a pilha de nervos até a hora do ‘aceito’. Pensando bem, a cerimônia em si é só o começo: ainda tem a lua-de-mel, o álbum do casamento, o vídeo… e as visitas daquela tia solteirona-especialista-em-casamento que vai perguntar 454 vezes se já não é hora de vocês terem um filho.

Foi no fim do ano passado que diagnostiquei minha amiga com tensão pré-matrimônio aguda. Ela começou a insistir para que eu confirmasse a presença no casamento com uma certa, digamos, antecedência: 14 meses antes, se fosse possível. Eu não sei nem se estarei vivo daqui a uma semana, mas mesmo assim confirmei na hora. Não é bom discutir com uma mulher de TPM.

Apesar de todas as atenções ficarem voltadas para a noiva, os homens também ficam nervosos. Por isso, recomendo às mulheres que liberem seus futuros maridos para a tradicional despedida de solteiro. Ou mais de uma, se for possível. Assim ele poderá relaxar e chegar mais tranqüilo à cerimônia. Acredite: não tem nada pior do que homem de TPM.

Há uma outra maneira meio radical de reduzir o tempo de duração da tensão pré-matrimônio: marcar o casamento para o dia seguinte. É um pouco em cima da hora? É. Mas pelo menos você não vai ter que se preocupar com padre, vestido, véu, cabelo, sapato, bolo, lista de convidados e tudo o mais que acompanha a organização de uma festa de casamento.

Seguindo essa estratégia, você vai poder se concentrar na única coisa que realmente importa: saber se o futuro marido vai comparecer ao altar. O resto se arruma.

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16.março.2007 11:44:46

Uma noite de jazz

terence

Esta é para quem gosta de jazz: o trumpetista Terence Blanchard destruiu o Bourbon Street ontem à noite. Eu sabia que ele já havia tocado no lendário grupo Jazz Messengers (liderado pelo baterista Art Blakey) e que é o ‘trilheiro’ preferido do cineasta Spike Lee, então cheguei ao Bourbon, em Moema, com altas expectativas. Sempre fui um cara do rock, mas de uns tempos para cá comecei a ouvir muito jazz, a ponto de ficar obcecado pelo assunto. Acho que é a idade.

Ao chegar no Bourbon, prestei atenção (como sempre faço) no povo que frequenta shows de jazz. O público se divide em vários perfis: o velho careca de rabo-de-cavalo que fuma cigarrilhas cubanas e cita Rimbaud; a mulher superproduzida que acha que show de jazz é um bom lugar para arranjar marido; o jovem intelectual que devora os álbuns de Dizzy Gillespie e Charlie Parker e arrota arrogância na sala de aula da faculdade; e há, finalmente, os tipos (quase) normais que gostam de jazz e estavam lá para ver um supershow. Não vou nem dizer a qual categoria eu pertencia.

Você vê o grande jazzista pelo nível da banda que ele monta. Terence só convidou feras: o saxofonista Brice Winston (o sax tenor jogou um pouco para a platéia com riffs mais palatáveis e escalas um pouco previsíveis, mas detonou na balada inédita que vai estar no próximo disco do grupo), o baixista Derrick Hodge (brilhou nos momentos em que usava o instrumento de maneira mais percussiva, mas no resto da apresentação ficou um pouco apagado), o baterista Kendrick Scott (gênio, gênio!!!, o melhor em campo, ops, em palco) e o pianista Fábian Almazán (o cubano de mãos pequenas mostrou muito talento, apesar de o piano estar um pouco prejudicado pela house mix, ou seja, com o volume um pouco abaixo do resto da banda).

Terence Blanchard é um músico à parte. Ele sabe que é virtuoso, mas não abusa da velocidade o show inteiro. Detona apenas em alguns trechos, apenas para mostrar quem manda por ali. O bonito de ver um trumpetista genial é que ele expira a música de dentro do corpo, da alma, como alguém que se atira ladeira abaixo e breca no último minuto. Terence é de New Orleans, mas tocou intensamente como se fosse de Nova York. Seu fraseado é original e vibrante, até lembrando ecos dos grandes Miles Davis e Wynton Marsalis. Em alguns trechos, a música atingia níveis tão complexos e loucos que eu me lembrei do caos sonoro de ‘Bitche´s Brew’, obra-prima de Miles do início dos anos 70.

Saí de lá de queixo caído. E a noite ainda continuou numa divertida festa de aniversário no Loveland, cabaré pós-moderno na Vila Olímpia onde os vestidos can-can foram substituídos por jeans Diesel. No pequeno palco, uma banda de jazz com uma cantora interessante (visual pin-up, cheio de tatoos) e uma banda meio desanimada formada por velhos músicos. Eu devia ter ligado para o Terence Blanchard e convidado a fera para dar uma canja.

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beatles

Como sempre, não quero criar polêmica, mas aí vai uma listinha das 10 melhores bandas de rock de todos os tempos para abrir a discussão e ver se todo mundo concorda (ô, ilusão…). Dependendo do comentário, posso mudá-la ao longo do dia, ok?

(Obs: essa lista não está de acordo com meu gosto, mas com o bom senso)

1. The Beatles
2. Queen
3. U2
4. The Rolling Stones
5. Led Zeppelin
6. Pink Floyd
7. Black Sabbath
8. Nirvana
9. The Who
10. Ramones

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13.março.2007 11:52:20

Pensamento mágico

magical

Terminei agora ‘Magical Thinking’, novo livro do escritor norte-americano Augusten Burroughs. Ex-publicitário típico de Nova York, Burroughs deve tornar-se mais famoso no Brasil quando estrear ‘Running With Scissors’, filme baseado em seu livro homônimo. Autobiográfico como tudo o que ele escreve, ‘Running’ conta a história do garoto Augusten, filho de um pai alcoólatra (Alex Baldwin) e uma mãe desequilibrada (Annete Bening). Como resultado disso, o filho vai parar em um psiquiatra mau caráter e é abusado sexualmente. Vira, a partir daí, gay. O livro sai em breve no Brasil, acredito que pela Ediouro.

Voltando ao ‘Magical Thinking’, o livro é uma coleção deliciosa e muito engraçada de crônicas desse gay neurótico nova-iorquino. Os trechos em que ele conta detalhes sobre seus relacionamentos com outros homens podem ser um pouco enfadonhas para heteros como eu, mas o humor debochado de Burroughs compensa com textos de morrer de rir e muito bem escritos: não é à toa que ele é o novo queridinho de Nova York. (Quem se interessar, acho que a Cultura deve trazer)

O livro tem várias pérolas, como a crônica em que ele conta que começou a sair com um cara e depois descobriu que o cara era… um coveiro. Ou quando ele narra seu desespero ao se ver totalmente dependente de uma empregada doméstica autoritária e maligna. É de chorar de rir.

Mas o melhor conto é mesmo ‘Magical Thinking’, onde o autor descreve tudo aquilo que a gente pensa, mas tem receio de falar. É, no fundo, sobre o poder da mente. Burroughs conta como desejou com toda sua força que uma ex-chefe tivesse um ataque cardíaco, o que veio a acontecer uma semana depois que ele foi demitido. Ou como é comum a gente ‘jurar’ para si mesmo que não vai pisar nas rachaduras da calçada, por exemplo, sob pena de ter que fazer algo assim ou assado. Quem nunca brincou de ‘juro que vou encostar naquele poste ali na frente, ou nunca mais poderei tomar sorvete de creme’ e por aí vai. Como eu disse, hiper-neurótico. Mas de chorar de rir.

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