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Felipe Machado

28.fevereiro.2007 15:08:13

Lágrimas pelo Coldplay

Coldplay

Antes do Coldplay subir ao palco para seu segundo show em São Paulo, fiquei pensando que, enquanto Chris Martin voava para o Brasil, sua mulher Gwyneth Paltrow apresentava o Oscar no Teatro Kodak, em Los Angeles. Apple e Moses (Maçã e Moisés), filhos do casal, devem ter um exército de babás… :-)

Como na noite anterior, ‘Tomorrow Never Knows’, hino psicodélico que fecha o ‘Revolver’, dos Beatles, anunciou o início do show. As luzes se apagaram e o Coldplay entrou no palco. Coldplay? Ninguém está nem aí para eles, todo mundo só quer ver o vocalista/pianista Chris Martin (foto Ernesto Rodrigues/AE). Aí Chris Martin finalmente entrou gritando ‘OK!’ e o Via Funchal vem abaixo.

A verdade é que Chris Martin é o Coldplay. O baterista Will Champion, o baixista Guy Berryman e o guitarrista Jon Buckland são competentes, mas não tem o menor carisma. Como diz meu amigo Marco Bezzi, é por isso que eles não são o novo U2 – na banda irlandesa, todos têm carisma de sobra.

O Coldplay começou o show com ‘Square One’, do disco ‘X&Y’, que tem um refrão cuja letra/melodia (para mim) é um dos mais bonitos da história do rock:

‘The first line on the first page
To the end of the last page
From the start in your own way
You just want somebody listening to what you say
It doesn’t matter who you are’

‘A primeira linha da primeira página
Até o fim da última página
Desde o começo, da sua própria maneira
Você só quer alguém que ouça o que você tem a dizer
Não interessa quem você é’

(Tem jornalista que confunde pop music com literatura. Aliás, fiquei com uma raiva ao ler críticas do Coldplay escritas por gente que não tem a menor noção do assunto…)

O show continuou com todos os hits: ‘God Put a Smile Upon Your Face’, ‘Yellow’, ‘Speed of Sound’, ‘The Scientist’ (uma das mais bonitas), ‘Fix You’, ‘In My Place’ e por aí foi. Chris Martin não tem apenas carisma, mas canta muito bem. Só acho que ele exagera um pouco no quesito ‘expressão corporal’, atirando os braços para lá e para cá de um jeito meio desengonçado Mas ele é um cara legal. Muito legal. Na entrada do show, um stand explicava como funciona a campanha ‘Comércio com Justiça’, que o Coldplay apóia. Com tanta celebridade vivendo só para si, pelo menos Chris (olha a intimidade) tenta ajudar os outros.

Ouvi gente criticando o Coldplay também porque eles são bons moços. O que isso tem a ver com a música? Uma banda é melhor que a outra porque seus integrantes bebem mais desde quanto? E daí que o Coldplay pediu liquidificador e frutas para fazer umas vitaminas antes de entrar no palco? Não é a atitude mais rock & roll do mundo, mas… cada um, cada um. Conheço bem esse mundo: quando você está numa turnê mundial com mais de 200 datas por ano, é difícil encher a cara todas as noites, por mais que isso seja considerado rock & roll pelos fãs. Mas o que importa deveria ser a música, seja ela feita por bons moços ou drogados tatuados alcoólatras.

O Coldplay fechou o show com ‘Shiver’, como na noite anterior, apenas com Chris Martin e o Buckland no violão. Foi um show perfeito. Pena que não pude ir à festa da banda no restaurante UMA, na Vila Madalena. Mas seria difícil aguentar o sambão que me contaram que rolou depois de ver um show do Coldplay. Fiquei sabendo também que rolou uma partida de futebol ontem… Chris Martin foi cedo para casa, e não ia valer a pena ficar acordado até tão tarde para conversar com os outros músicos.

Enfim, foi um show perfeito. Pena que não foi para mais gente, no Pacaembu, por exemplo. Mas ao contrário do que criticaram, as cadeiras foram uma boa idéia, pelo menos organiza um pouco a platéia. É claro que brasileiro não fica sentado, mas pelo menos uma pessoa que pagou R$ 150 para ver um show tem o direito de se sentar, se quiser. A organização do evento, aliás, foi perfeita: não tinha trânsito para chegar no Via Funchal, não tinha fila para pegar cerveja (era possível até comprar caipirinha e assistir ao show sentado – coisa tão civilizada que brasileiro tinha mesmo que criticar), não tinha fila nos banheiros, não teve confusão ou briga do público, os casais se beijavam ao som da melhor banda do mundo, o som e a luz estavam muito bons, meu carro não foi roubado, não fui assaltado no caminho, minha família dormia tranquilamente quando eu voltei e ninguém tentou sequestrá-los pelo telefone enquanto eu não estava em casa.

Eu não chorei de felicidade, mas deveria. Não pelo Coldplay, embora o show tenha sido emocionante. Aconteceu tudo tão certo que até parecia que eu morava num país de verdade.

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27.fevereiro.2007 11:08:02

Sexo à primeira vista

Antes de a minha filha nascer, eu nem precisaria pensar muito para responder à pergunta acima. Escreveria aqui que todas as mulheres deveriam dizer ‘sim’ em qualquer situação – e seria aclamado herói nacional por todos os homens do País.

Hoje, como dizem por aí, passei de consumidor a fornecedor, e isso me transformou em um homem muito mais responsável. Isso não quer dizer, porém, que eu esteja condenando o sexo no primeiro encontro. A não ser com a minha filha, claro. Se bem que nem vou precisar me preocupar muito com isso, já que no convento onde ela vai estudar na Suíça até os 32 anos não há esse risco.

Simplificando, acho que dá para dividir as mulheres que têm sexo no primeiro encontro em dois grupos: as apaixonadas e as apressadas. As apaixonadas estão tão fascinadas que não resistem e cedem ao charme do homem logo de cara, torcendo para que ele se apaixone também. Mas aqui vai um recado: sexo não prende homem. A não ser que seja muito bom.
Já as apressadas querem se divertir logo e preferem pular algumas etapas, mas não estou aqui para criticá-las. Afinal, para que saber o nome do sujeito? O mundo precisa dessas garotas para criar uma sociedade equilibrada – não se esqueça que existe mulher que morre virgem.

E os homens? Aposto que você acha que todo homem quer sexo no primeiro encontro, mas não é bem assim. Isso é uma injustiça… alguns não esperam nem isso.

Outros, porém, estão interessados na mulher inteira, e não apenas em duas ou três partes do seu corpo. Mas isso depende em grande parte do tipo de mulher que está com ele. Tem gente que acredita em amor à primeira vista – e emenda no sexo à primeira vista sem peso na consciência. Outros vêem o sexo como um ritual de longo prazo, que só pode ser concretizado depois de o casal ficar íntimo em todas as outras áreas. Como dizem os ‘manos’… cada um, cada um. A mulher dá o tom: o homem vai atrás. Espero que vocês não tomem essa frase de maneira literal.

Acho que um beijo no primeiro encontro é importante – se isso não acontecer é porque não rolou química. Já sexo pode esperar um pouco mais… Que horas são?

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Martin

A Academia me fez pagar a língua. Apostei tudo o que tenho (mentira) que o Martin Scorsese não ia levar o prêmio de Melhor Diretor, e ele não só levou este como ainda ganhou o de Melhor Filme. Depois de sete indicações, finalmente a Academia fez justiça ao Martin.

Minhas justificativas são boas, mas não podem ir contra a realidade. Adorei ‘Os Infiltrados’, acho que é um filme que tem um roteiro super bem amarrado, atuações excelentes e um elenco de tirar o fôlego. Mas eu subestimei o poder de compensação da Academia. O mesmo Scorsese, que não ganhou o Oscar por obras-primas como ‘Taxi Driver’, ‘Touro Indomável’ e ‘Bons Companheiros’, foi ganhar por ‘Os Infiltrados’.

Além disso, o que contava contra o filme (na minha humilde opinião) é que trata-se de um roteiro adaptado de uma produção de Hong Kong, ‘Internal Affairs’. A Academia gosta de premiar obras de seus pupilos, mas abriu exceção desta vez.

Quem deveria ganhar, então? ‘Babel’ era o mais forte candidato por ter ganhado diversos prêmios em todo o mundo, inclusive o Globo de Ouro. Mas acho que ‘Babel’ tem uma história muito parecida (na estrutura) com ‘Crash’, que ganhou no ano passado. Histórias que se interligam, destinos que se cruzam, etc. ‘Pequena Miss Sunshhine’ eu ainda não tive a oportunidade de ver, mas ouvi muitos e bons comentários. É uma história simples, a da menina feinha que quer disputar um concurso de beleza. Peraí, não tem um episódio do Simpsons que a Lisa faz exatamente isso?

‘Cartas de Iwo Jima’ é maravilhoso, tem uma direção impecável do Clint Eastwood. Que, por sua vez, é queridinho da América e da Academia. Mas o filme é inteiro em japonês, o que dificulta ganhar qualquer prêmio. Os integrantes do júri do Oscar não gostam de ler legendas.

Sobraram ‘A Rainha’ e ‘Os Infiltrados’. Deram o Oscar para Helen Mirren (que aliás estava uma gata em seus 61 anos, quero voltar a este tema em breve) como Melhor Atriz e o Oscar caiu no colo do Scorses. Pensando bem, faz todo o sentido. Eu é que não tinha feito a análise correta antes.

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Não gosto de me meter em temas polêmicos (até parece), mas acabei de terminar ‘Terrorist’, último livro de John Updike. Apesar de ser ficção, acho que poucos no mundo escreveram tão bem sobre o que se passa na cabeça de um jovem muçulmano que vive nos Estados Unidos.

A trama conta a história de um garoto de 18 anos, Ahmad Ashmawy Mulloy… Mulloy? É isso aí, porque ele é filho de um egípcio muçulmano com uma americana de origem irlandesa. O pai abandonou a família quando Ahmad era criança, e isso marcou muito a sua infância.

Na pequena cidade de New Prospect, em Nova Jersey, Ahmad cresce vendo a mãe entrar e sair de relacionamentos tortuosos, inclusive com um judeu que é o conselheiro de sua escola. Ahmad se revolta e cai nos braços(sentido figurado, apesar da tensão quase sexual que há entre eles) de um imã nascido no Iêmen, que incita ainda mais sua revolta. Para completar, ele se apaixona por Joryleen Grant, uma adolescente negra de sua escola que também faz bicos como prostituta – e ele descobre isso num dos momentos mais maravilhosamente escritos do livro. E olha que são vários.

Enfim, essa paixão e a decepção decorrente dela é um pequeno retrato do caldeirão cultural que vive um muçulmano nos Estados Unidos, com todos os seus rituais e pensamentos ultra-radicais convivendo com a vulgarização do sexo na ‘terra da liberdade’ e as conquistas feministas.

Descrevi o islamismo como radical porque não dá para dizer que é uma religião exatamente liberal, concordam? Os islâmicos mais tradicionalistas exigem que as mulheres usem véu preto sobre o rosto e não frequentem escolas… Não quero ser politicamente incorreto, mas não acho legal o jeito que os muçulmanos tratam suas mulheres. Respeito a tradição e os costumes de todas as religiões, mas acho que uma mulher deveria ter o direito de mostrar seu rosto.

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Galera,

só para completar o post (prometo passar para o próximo rapidamente), vejam essas fotos de Britney perdendo a cabeça (não consigo parar de fazer piadinhas com a careca dela, acho que vou ter que ver um psicólogo).

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Britneycar

Querida Britney,

sei que você está chateada com o fim do casamento com o Kevin Federline. A gente sabe que você deu a maior força para ele virar rapper e ninguém comprou a idéia. Mas não é culpa sua. Ele é muito ruim mesmo.

SÓ NÃO PRECISAVA ARRANCAR OS CABELOS POR CAUSA DISSO!

Tudo bem, você não arrancou, você raspou com uma maquininha. Mas o resultado é o mesmo, não é? Ou seja, você está careca.

(‘Britney Spears careca’. Nunca pensei que eu fosse escrever essas três palavras seguidas algum dia na vida, mas é exatamente isso que estou fazendo nesse momento.)

Brit, só resta uma coisa a fazer. Assim que você sair da clínica de reabilitação (você devia estar muito louca para fazer uma coisa dessas, né?), ligue para a Sinead O’Connor e proponha um dueto. Aproveitando o clima de Carnaval, vocês poderiam gravar ‘é das carecas que eles gostam mais’ ou ‘Olha a cabeleira da Bri-Bri’ (no chão)’, algo assim.

Nem acredito que o Justin Timberlake gostou do seu novo penteado.

Só mais uma coisa: por que você não ligou para a Paris Hilton e perguntou o que ela achava? Você está careca de saber que ela é um exemplo de louca que sabe muito bem o que está fazendo.

Britneyhair

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Não entendo como alguém pode gostar de Carnaval. Adoro a parte das mulheres seminuas, mas acho que um País que pára quatro dias (ou quatro semanas, em alguns Estados) para o povo dançar nas ruas não pode ser levado a sério.

Pôxa, mas o cara vai ser ranzinza em pleno domingo de Carnaval? Vou. Até porque essa semana os foliões de verdade não vão abrir o jornal nem para fazer chapéu de pirata – alguém ainda usa fantasia de pirata? Aliás, alguém ainda usa alguma fantasia? E, pior ainda: por acaso alguém vai ser louco de ligar o computador hoje?

Não quero ser do contra, mas tem coisa mais chata que samba-enredo? São todos intermináveis e exatamente iguais. O som dos tambores pode até ser exótico para um gringo que gosta de ópera, mas as letras são insuportáveis até para quem não fala português. São sempre os mesmos ‘orixás’ rimando com os mesmos ‘patuás’ e a ‘mãe-natureza’… é sempre aquela mesma ‘beleza’ (opa, estou pegando o jeito).

Para falar a verdade tem, sim, coisa mais chata que desfile de escola de samba: a cobertura da TV dos desfiles das escolas de samba. “Olha aí! A Portela entrou na avenida”, começa o locutor. “Opa! A Portela segue na avenida”, continua, meia hora depois. E a cobertura dos bailes gay? São su-per-a-ni-ma-das.

Minha única frustração é nunca ter passado o Carnaval em Salvador. O evento tem números impressionantes: você paga R$ 1.000 por uma camiseta para ficar espremido entre 2 milhões de pessoas e zero banheiro por perto. E o mais incrível é que você ainda bebe 259 cervejas e beija 454 garotas.

Daí vem aquele papo: ‘Carnaval movimenta a economia’. Ô. Movimenta as contas de muitos empresários… daquele ramo conhecido no exterior como ‘turismo sexual’. Aliás, não é irônico o filme ‘Turistas’ (que mostra a tortura de um grupo de americanos no Brasil) estrear bem na véspera do Carnaval?

Só gostei de Carnaval uma vez, quando desfilei pela Gaviões em 2001. O melhor foi o aquecimento: bebi cerveja com os corintianos e vi a mulherada aplicando um brilho aqui e outro ‘ali’. Mas bebi tanto que só me lembro de ter caminhado três minutos com os dedinhos para cima numa rua super iluminada.

Apesar de tudo, bom Carnaval. Pelo menos é feriado.

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16.fevereiro.2007 13:45:01

A bruxa de Portland

Parece piada.

Georgie Audean Buoy deveria ser presa por traumatizar uma criança.

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16.fevereiro.2007 13:07:43

Reality freak shows

Newyork

Como ainda não chegaram por aqui, queria falar um pouco sobre alguns programas da TV americana que tive a chance (e a coragem) de assistir enquanto estava por lá.

Para começo de conversa, a TV americana está tomada pelos reality shows. Esqueça os Big Brothers: lá o negócio é muito mais bizarro. Meus preferidos:

‘I Love New York’: Uma mulher de uns 20 e poucos (foto acima), meia boca e extremamente mala, quer ‘se apaixonar’. Doze manés se candidatam e passam a viver numa casa para realizar diversas tarefas e competir pelo amor dela. Detalhe: as ‘juradas’ são a própria New York (todos usam apelidos) e… a mãe dela. Segundo um dos próprios participantes, a velha é um monstro (fora que ela é a cara do Darth Vader… sério). As provas valem a pena porque são muito engraçadas. Em uma delas, os participantes têm que dizer como pensam em ‘sustentá-la’. É isso mesmo: eles vão para um pequeno palco e apresentam planos e gráficos mostrando quanto pretendem ganhar em X anos, etc. É muito constrangedor. Quem ganha uma das provas tem direito de levar New York para jantar (uma ‘date’). Só para se ter uma idéia, um dos caras disse que era milionário e, como boa americana/interesseira, foi escolhido para jantar. Então a mãe-carrasca checou a conta do banco dele e viu que o cara era um ‘looser’ e estava quebrado. Aí a New York eliminou o participante. Outras provas: Campeonato de arremesso de basquete (para saber se são saudáveis). Massagem nos pés da New York (para saber se srão sexies). Acompanhar a mãe da New York (uma maluca) à missa (para saber se são religiosos). Brincar com crianças (para saber se serão bons pais). E por aí vai.

Outro reality favorito deste blog é o ‘Armed and Famous’. Esse é inacreditável. Um grupo de artistas decadentes (entre eles Erick Estrada, o Pontirello, do ‘Chips’, e a Latoya Jackson, irmã do Michael) entra para a polícia (sério) de uma pequena cidade da Califórnia e sai junto com ‘cops’ de verdade para fazer umas blitze e prender umas pessoas. Capítulos seguintes: Latoya se fantasia de prostituta e prende uns caras que se masturbam dentro do carro. Pontirello fica bravo quando um bêbado xinga a mãe dele e bate no cara (e ainda leva uma bronca humilhante do chefe de polícia). Não sei como a polícia deixou esse show acontecer. Surreal e constrangedor, porque os artistas decadentes acham que este reality é sobre a fama deles.

Outro programa bem legal é o reality show que mostra a vida de Hulk Hogan, um famoso lutador de Wrestling (aqueles palhaços americanos que chegaram a ser imitados aqui pelos toscos ‘Gigantes do Ringue’). O cara é um milionário e vive numa mansão em Miami, mas é um semi-analfabeto com um filho que quer ser piloto de fórmula Nascar (e não consegue), uma filha ultra-vulgar que quer ser cantora (e, aparetentemente, consegue) e uma mulher que parece ex-ex-miss da Festa do Caqui. Fora os amigos, todos uns brutamontes sem cérebro e que passam o dia tomando cerveja e dando socos uns nos braços dos outros. É muito engraçado porque Hulk Hogan e os amigos não percebem que é um programa humorístico não-intencional. A ver.

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15.fevereiro.2007 14:32:31

Anna Nicole Smith Machado?

AnnaNicole

Peço desculpas pela demora para publicar um novo post. Estive fora uns dias, viajei ao exterior para resolver uns problemas de família. Como é um assunto pessoal, pensei muito antes de contar a vocês. Mas agora que está prestes a se tornar um assunto público mundial, não tenho alternativa.

Fui para os Estados Unidos fazer um teste de DNA para determinar se sou ou não pai de Dannielynn, minha possível filha com a ex-coelhinha Anna Nicole Smith. Para minha surpresa, não sou o único candidato.

Fiquei muito chateado com a morte da Anna Nicole, (Anninha, para nós, íntimos), no último dia 8. Nós não estávamos juntos na noite em que ela morreu, mas fontes íntimas me disseram que foi overdose de morfina (y otras cositas más). Mas não é porque ela é milionária que vou assumir minhas responsabilidades. Sou, sim, um dos candidatos a pai da Dannielynn (Dannielinha, para os íntimos – aliás, eu sempre falei para a Anninha que era contra esse nome).

Vocês devem se lembrar da história da Anninha. Aos 17, a jovem garota do Texas casou-se (grávida) com o namorado Billy Smith, de 16. No ano seguinte, o filho Daniel nasceu e ela separou-se. Depois de posar para a Playboy, em 1992, Anninha casou-se com o trilionário magnata do petróleo J. Howard Marshall II, de 89. Na época, a Anninha tinha 26. Como conheci ela muito bem, tenho certeza de que foi por amor. Muitos Viagras depois, o velho Howard morreu no ano seguinte e deixou uma fortuna para a ex-coelhinha. A família do trilionário até tentou anular a herança, mas não rolou. Anninha ganhou US$ 400 milhões.

Em 2006, ela anunciou que estava grávida. Dannielinha nasceu dia 7 de setembro, mas olha só a tragédia: o filho de Anninha, Daniel, 20 anos, morreu exatamente no mesmo quarto em que ela deu à luz três dias depois (de overdose).

Como conheci Anninha (pela TV) um pouco antes, imaginei que a Dannielinha poderia ser minha. Mas percebi que não era o único. Com a morte da Anninha, apareceram vários candidatos a pai.

(Engraçado: será que apareceria tanta gente se ela fosse pobrinha?)

Eles são: o advogado dela, Howard K. Stern; o jornalista (ela me disse que gostava de jornalistas) Larry Birkhead; o príncipe (talvez fajuto) Frederic Von Anhalt, marido da atriz Zsa Zsa Gabor; o próprio J. Howard Marshall II (talvez graças a esperma congelado); o segurança Alex Denk. Há suspeitas de que toda a torcida do Corinthians (eu, portanto), também esteja no páreo.

Coitada da Dannielinha.

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