ir para o conteúdo
 • 

Felipe Machado

Eu não sei se é falta de criatividade ou preguiça, mas todo ano eu prometo sempre a mesma coisa: vou voltar a jogar futebol, nadar, correr, enfim, praticar esportes.

Faço essa promessa sempre na noite de 31 de dezembro e, como a data é invariavelmente regada a muito champagne, na manhã seguinte já esqueci tudo o que havia prometido. Às vezes, a comemoração é tão boa que esqueço até qual é o ano que está começando.

Fora o exagero, estou para conhecer alguém que consegue cumprir as promessas de réveillon. Se você consegue, parabéns. Seu ano novo será realmente… novo. O meu será apenas uma bela continuação da minha vida atual. E é assim que eu gosto.

2007 foi excelente para alguns e trágico para outros. “Mais ou menos”, dirá instintivamente a maioria das pessoas. Tivemos tragédias como o acidente da TAM e perdemos artistas importantes como Paulo Autran e Luciano Pavarotti. Por outro lado, pudemos rir com uma nova versão dos trapalhões, sem o Didi: Renan Calheiros (Dedé), Hugo Chávez (Mussum) e Evo Morales (Zacarias). Aplaudimos o talento dos atores Wagner Moura, de ‘Tropa de Elite’ e ‘Paraíso Tropical’, e babamos por Camila Pitanga, nossa inesquecível Bebel.

Eu acho que, no fundo, no fundo, essas coisas não importam tanto assim para você. Você deve estar pensando na sua família, no seu emprego, enfim, na sua vida. Então é hora de desligar a TV, fechar a revista e fazer a sua própria retrospectiva. Você aproveitou bem seus momentos em família? Se divertiu nas baladas com os amigos? Manteve o emprego ou, melhor, ganhou uma promoção? E aquela viagem que você queria tanto fazer? Aposto que foi ótima. O quê? Você não conseguiu realizá-la? Torço então para que ela aconteça em 2008. Você merece.

Espero que a sua retrospectiva deste ano seja melhor do que a do ano passado – e pior do que a do ano que vem. Tenho um amigo que todo ano brinda e faz o mesmo pedido: ‘saúde e dinheiro, que o resto a gente compra’.

Tudo bem, eu sei que não é bem assim. Além de saúde, há muitas coisas boas que não se compra com nenhum dinheiro do mundo. Tomara então, que em 2008, todas elas venham de graça para você. Feliz ano novo.

comentários (21) | comente

  • A + A -

oscar

Fiquei muito triste com a morte de Oscar Peterson, um dos grandes nomes da história do jazz e um dos meus pianistas favoritos. Tive a oportunidade de vê-lo ao vivo em 2004, tocando no Festival Internacional de Jazz de Montreal, evento para o qual fui convidado a cobrir.

Foi um prazer ver Oscar Peterson de pertinho, os dedos longos e finos correndo de um lado para o outro com uma agilidade inacreditável para um homem, então, com 80 anos. O que mais me impressionou em sua técnica foi a velocidade das escalas, não apenas uma rapidez desesperada, desnecessária, mas uma sequência incrivelmente rápida de frases interessantes e complexas. Como o bom jazz deve ser. Em um trecho da apresentação, Peterson recebeu no palco Oliver Jones, pianista canadense e seu amigo de infância. Foi emocionante vê-los emocionados.

Oscar Peterson costumava fazer uma coisa que não acreditei quando vi pessoalmente: ele tocava arpeggios simultâneos com as duas mãos, cada uma tocando uma escala diferente. Quem é músico sabe como é difícil fazer isso. Quem não é, dá para ter uma vaga idéia imaginar alguém escrevendo com as mãos esquerda e direita, ao mesmo tempo, dois textos diferentes. Grosseiramente, é mais ou menos isso.

Como uma última e humilde homenagem, reproduzo aqui trechos da minha matéria que saiu no Jornal da Tarde com a crítica do show de Peterson.

Que os deuses do jazz o tenham.

Oscar Peterson, a estrela de Montreal
12/7/2004

Miles Davis era um gênio do trumpete, mas nunca foi muito bom com palavras. Seu maior erro, talvez, tenha sido afirmar em 1975 que o jazz estava morto. Os dois milhões de apreciadores do estilo, que lotaram as ruas durante a 25ª edição do Festival Internacional de Jazz de Montreal, encerrado ontem, são a maior prova disso.

O Festival de Montreal começou há duas semanas, com uma festa de gala regada a voz inconfundível de Diana Krall. Na seqüência, um casting que fala – e toca – por si só: Oscar Peterson, George Benson, John Pizzarelli, Ibrahim Ferrer, Dianne Reeves, Tony Bennett e outros.

O último fim de semana, no entanto, promoveu um encontro que certamente vai ficar na memória das três mil pessoas que tiveram a sorte de conseguir um ingresso para a concorrida sala Wilfrid-Pelletier, no palco mais elegante da cidade, o Place des Artes.

No último sábado, os pianistas canadenses Oscar Peterson e Oliver Jones dividiram o palco pela primeira vez na história, tornando assim realidade o que Duke Ellington havia previsto tanto tempo antes: o jazz é, antes de tudo, sonho.

“Foi graças a Oscar que comecei a tocar piano”, afirmou Jones à reportagem. “Todos viviam me dizendo ‘você viu o que Oscar fez’, ‘você viu o que Oscar conseguiu?’, e isso me fez querer aquela vida também.” Peterson e Jones cresceram juntos na mesma rua e foram à mesma Montreal High School. Mas como Peterson era nove anos mais velho, Jones era visto apenas como um garoto.

Ambos virtuosos do piano, mas seguindo cada um seu o seu próprio caminho, Peterson e Jones acabaram separados pelo destino. Oliver Jones, inclusive, estava aposentado há cinco anos, mas não teve como recusar o convite para a jam session de luxo, justamente na cidade onde ele e o amigo de infância cresceram. “Ensaiei um pouco e escolhi músicas que nunca saíram da minha cabeça.”

Hoje, Peterson tem 80 e Jones, 71. Mas voltaram a se sentir como crianças no show transmitido ao vivo pela TV canadense. Acompanhado por um baixo e bateria, Oliver Jones entrou primeiro e desfilou clássicos como ‘Over The Rainbow’, ‘Falling in Love With Love’ e ‘Again Diana’, dedicada a Diana Krall. Muito bem-humorado e visivelmente emocionado, contou à platéia que tem estado “muito ocupado” para tocar. “Passei os últimos cinco anos jogando golfe”, brincou. Como um time que entra em campo sabendo que vai vencer, terminou com um medley de George Gershwin que começou com ‘Rhapsody in Blue’.

Aplaudido de pé pelo público, Oscar Peterson entrou caminhando com ddificuldade. Espécie de herói local para os amantes da música, o pianista de dedos ágeis e rosto sério se apresentou com baixo, bateria e guitarra. Tocou ‘Night Times’, ‘When the Summer Comes’ e vários outros clássicos. Ao final, enquanto agradecia, entra em palco um outro piano Yamaha, esperando o amigo de infância.

Juntos, tocaram o hino gospel de Peterson, ‘Hymn to Freedom’. Cantando juntos melodias de liberdade e amizade, os dois pianos foram ovacionados por uma platéia quente até para os padrões canadenses. Os dois heróis da música saíram abraçados, felizes por terem realizado o sonho que o colega Duke Ellington sabia ser a essência do jazz. Mas com uma vantagem: o público que estava ali não estava sonhando.

comentários (24) | comente

  • A + A -
23.dezembro.2007 18:54:47

O maior presente

Mais um fim de ano, mais um Natal. Uma legião de pequenas lâmpadas chinesas parece brotar dos buracos no asfalto e se enroscar nos postes, árvores e prédios. Nas calçadas, também já é Natal: outro dia vi um morador de rua usando um gorro de Papai Noel.

Quantas vezes você ouviu ‘puxa, já é Natal, esse ano voou…’? Eu ouvi várias, principalmente ao perguntar a data para alguém antes de preencher um cheque. Isso acontece todo ano – ou será que 2007, realmente, passou mais rápido do que os outros?

Uma amiga minha que mora no Interior veio passar uns dias em São Paulo. Ela tem dois filhos, um de 5 anos e outro de 3. Eles adoraram as decorações, principalmente aquelas nas regiões da Paulista e da Faria Lima. Talvez o Natal sirva apenas para isso mesmo, acender os sonhos nas mentes das crianças. Talvez as lâmpadas chinesas tenham, enfim, um propósito: refletir o brilho desses jovens olhos.

Isso é o que vemos nas ruas, mas o verdadeiro Natal acontece dentro das casas, em família. Algumas têm árvores altas, cheias de presentes e coisinhas compradas em Nova York. Outras têm de se contentar com um pinheirinho de plástico. Em algumas mesas haverá cardápios de chefs. Em outras, uma refeiçãozinha simples, apenas um pouco melhor do que no resto do ano.

Nada disso, porém, vai fazer um Natal ser melhor do que o outro. Os mais ricos vão ganhar mais presentes e comer melhor, mas isso não garante a felicidade, confie em mim. O Natal é o momento de lembrar que só o amor pode nos fazer realmente felizes.

Abraçar seu irmão é de graça. Beijar sua mãe e seu pai e agradecer por tudo, também. Um sorriso carinhoso para a sua avó será mais importante para ela do que todo o dinheiro que você ganhou este ano. Dar um minuto de atenção para aquele tio que passa o ano inteiro sozinho vai fazer a vida dele um pouco melhor. E isso também não lhe custará nenhum centavo.

Nem todos que você ama estarão com você no Natal. Alguns moram longe, outros não estão mais entre nós. Mas tenho certeza de que seu amor por eles ainda é o mesmo. E esse é o maior presente.

Um feliz Natal para você e para todo mundo que você ama.

comentários (18) | comente

  • A + A -
22.dezembro.2007 22:45:21

Eles eram estrelas

Metal dos anos 80 contra a fome na África? Sim, isso existiu. Liderados pelo vocalista Ronnie James Dio, nomes como Rob Halford (Judas Priest), Adrian Smith & Dave Murray (Iron Maiden), Geoff Tate (Queensryche) e outros se reuniram para gravar um single. Eles devem ter adorado passar a tarde inteira cantando ‘we’re stars…’.

(Esse vídeo é APENAS para quem gostou de heavy metal nos anos 80.)

comentários (7) | comente

  • A + A -

bush

Segundo meu amigo Marcelo, o título da foto é ‘Bush limpando o salão oval’. A imagem, maravilhosa, é de Larry Downing, da Reuters, clicada durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, dia 20 de dezembro. Por que ela está aqui? Ué, esse blog se chama ‘Palavra de Homem’ e Bush é um homem. Ponto. (E eu gostei da foto)

1 Comentário | comente

  • A + A -
21.dezembro.2007 10:07:54

Daniella Cicarelli fora da MTV

Cica

Depois de muita especulação, a MTV anunciou: Cicarelli está fora da emissora. A partir de 2008, a apresentadora-modelo não fará mais parte do elenco da MTV Brasil. O contrato termina no dia 31 e a emissora já encerrou as negociações. Isso reforça a teste de que Cica pode ir para a Band, já que ela foi vista (e fotografada) ontem saindo de um restaurante no Itaim após se encontrar com a direção da emissora. E com um pacotinho na mão, possivelmente um contrato.

A seguir, a nota oficial da MTV Brasil:

“A Diretoria da MTV Brasil comunica que o processo de renovação do contrato de Daniella Cicarelli chegou ao final. A apresentadora pretendia fazer uma atração que não coincide com os planos da MTV Brasil para 2008. Sendo assim, o contrato de Daniella Cicarelli, que se encerra em 31 de dezembro de 2007, não será renovado. Tudo termina na melhor e mais perfeita harmonia entre as partes envolvidas; não poderia ser diferente, já que a apresentadora esteve à frente de vários programas de sucesso na MTV por mais de 5 anos.”

Então tá, adeus Cica. Uma notícia boa e outra ruim: não veremos mais suas pernas perfeitas desfilando pelo palco da premiação do VMB Brasil; por outro lado, não aguentaremos mais as besteiras e a falta de preparo de Cicarelli para apresentar qualquer tipo de evento. Ou será que no ano que vem teremos o Video Music Band, com Cica ao lado do Datena? Socorro.

comentários (45) | comente

  • A + A -

freddie

Já que falamos bastante de rock nos últimos tempos, aqui vai uma listinha sobre o assunto. A sugestão de fazer essa lista veio do Nando Machado, meu irmão e um grande expert em rock (quase tanto quanto o irmão dele, :-)

Como quem canta rock é vocalista (não cantor), aqui vai a lista dos top 10 melhores vocalistas da história. Foi difícil, mas vamos lá.

1. Freddie Mercury (Queen)
2. Robert Plant (Led Zeppelin)
3. Mick Jagger (The Rolling Stones)
4. Bono (U2)
5. Ian Gillan (Deep Purple)
7. Bruce Dickinson (Iron Maiden)
8. David Bowie
9. Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave)
10. Morrissey

comentários (456) | comente

  • A + A -

giovanna

Sabe aqueles caras que choram até em comerciais de TV? Pois é, eu sou um deles. Vou além: choro até quando acabo um livro que me emociona, como ‘O Amor nos Tempos do Cólera’, de Gabriel García Márquez.

A adaptação para o cinema me dividiu: por um lado, fiquei feliz em poder visualizar as imagens que tanto sonhei; por outro, odiei o filme… justamente por ter me feito visualizar as imagens que tanto sonhei. Nunca imaginei, por exemplo, que Fermina Daza teria os olhos da atriz Giovanna Mezzogiorno (foto de Mario Anzuoni/Reuters). Por que, aliás, escolheram uma italiana para fazer o papel de uma colombiana? Com tantas atrizes latinas à disposição hoje…

Contraditório? Com certeza. Quem não leu o livro, certamente gostará da sensível história mostrada na tela. Quem leu, vai se sentir da mesma forma que todo mundo se sente quando vê uma adaptação de um livro que leu e gostou: o sentimento de “nossa, simplificaram demais a trama!” é inevitável.

Esquecendo isso, o filme é lindo. É lindo porque a história é linda: os jovens Florentino Ariza e Fermina Daza (sempre adorei esses nomes, não sei por que) se apaixonam, mas o pai dela não permite o relacionamento porque Florentino é um pobre poeta. O médico Juvenal Urbino entra em cena, conquista o coração da bela Fermina e a leva para a Europa. Florentino, desiludido, passa cinqüenta anos esperando pela mulher de sua vida. Um dia, Juvenal Urbino morre. O resto eu não posso contar.

Nem todo mundo possui um admirador paciente como Florentino Ariza, mas, em maior ou menor escala, todo mundo tem uma Fermina Daza guardada em algum canto do coração. É aquela pessoa do passado que você amou ou pensou que amou – o que, no fundo, é a mesma coisa. A ilusão faz parte do amor. A desilusão também.

Uma vez ou outra na vida vem à mente o rosto daquela paixão da juventude, não importa se foi correspondida ou não. Ela será sempre mais perfeita do que era na vida real. Lembrar de alguma ‘Fermina Daza’ não é sua culpa, nem é motivo para a sua paixão atual ficar com ciúme. O passado pode ser um fantasma ou uma saudade, não importa. O importante é que essas memórias são suas, só suas. E de mais ninguém.

Antes que você pergunte, sim, eu chorei no final da sessão de ‘O Amor nos Tempos do Cólera’. Lágrima por lágrima, no entanto, eu chorei mais na última página do livro. A diferença é que não tinha ninguém lá para me ver. É sempre melhor chorar sozinho.

comentários (26) | comente

  • A + A -

cornell

Há muito tempo que eu não ia a um show que mexia comigo. Não digo ‘mexer’ daquele jeito morno, ‘legal, esse show foi bom’, mas sim ‘NOSSA, QUE SHOW MARAVILHOOOOSO’. Também fazia tempo que eu não ficava pulando e gritando até ficar rouco. Acho que o bom rock and roll tem dessas coisas: ontem à noite, no show do Chris Cornell, eu voltei a ter 22 anos.

A primeira vez que vi Cornell cantando ao vivo foi em 1992, numa turnê de peso: Soundgarden, Faith no More e Guns ‘N’ Roses tocaram num estádio de futebol em Budapeste, na Hungria. Soundgarden sempre foi minha banda preferida de Seattle, mais até do que Nirvana. Acho que o Nirvana tinha os melhores ‘singles’, mas o Soundgarden lançou os melhores discos do grunge – o Pearl Jam e o Alice in Chains corriam por fora, na minha opinião.

Ao contrário do que muita gente diz, o grunge foi, sim, um grande estilo de rock. Não foi tão importante culturalmente quanto o punk, mas foi mil vezes mais importante em termos de música – até porque o punk era musicalmente um lixo. As bandas grunge tinham bons músicos, atitude e um visual que inspirou muita gente nos anos 90 (inclusive eu).

Voltando ao show: Chris Cornell cantou os maiores sucessos do Soundgarden, do Audioslave e de sua carreira solo (veja abaixo o setlist). O cara é muito legal e desencanado (entrou de casaco, depois tirou e ficou só de jeans e camiseta preta, largadão – foto acima de Tiago Queiroz/AE). E o mais importante: o cara canta muito. Não só pelas 2h30 de agudos perfeitos, mas porque seu timbre de voz é excelente; Cornell ainda é um compositor incrível e toca violão super bem. Quer mais?

Então toma: Cornell também é o queridinho da mulherada, e estrelou a campanha de 2006 da supergrife americana John Varvatos. Como se não bastasse, ele mora em Paris, onde tem um restaurante, ‘Black Calavados’ (BC). É casado com Vicky Karayiannis, com quem tem dois filhos (Toni e Christopher), e tem também uma filha do primeiro casamento, Lillie Jean.

Por falar em ‘Jean’, só um cara com a personalidade do Cornell poderia gravar uma versão de ‘Billie Jean’, do Michael Jackson, e não soar ridículo.

Lembrei de uma coisa: olha que trecho legal da letra de ‘Preaching the End of the World’ (Pregando o fim do mundo), do primeiro solo dele, ‘Euphoria Morning’:

“Está tudo bem, você pode me ligar agora
É apenas o fim do mundo
Você precisa de um amigo no mundo
Porque não dá para se esconder
Então me ligue e eu atenderei
Se as suas intenções são puras
Eu preciso de um amigo para estar comigo
Quando o mundo acabar”

Legal, né? Ele tocou esse trecho no violão, ficou muito bom.

A banda de ontem foi a seguinte: Peter Thorn (guitarra), Yogi Lonich (guitarra), Corey Mc Cormick (baixo) e Jason Sutter (bateria) – uma banda bem afiada, por sinal. O setlist abaixo é o do Rio de Janeiro; aqui ele mudou bastante a ordem, acrescentou várias músicas e covers como ‘Billie Jean’ e ‘Whole Lotta Love’, do Lez Zeppelin. Matador!

set

comentários (40) | comente

  • A + A -
11.dezembro.2007 20:20:48

A volta do Led Zeppelin

led

Desculpe a demora em publicar algo sobre uma das maiores bandas de rock da história (e uma das minhas favoritas, quero deixar bem claro). É que eu estava ocupado vendo os vídeos que os fãs do Led Zeppelin colocaram no youtube com trechos do show de ontem. Dia 10 de dezembro de 2007, o dia em que o rock renasceu.

Já fui muito, mas muito fã do Led Zeppelin quando tinha uns 16, 17 anos. Só para se ter uma idéia, eu fazia ‘pasta’ da banda. Funcionava assim: era tão difícil encontrar matérias sobre as grandes bandas de rock que eu e meus amigos (isso era comum, tá, gente?) íamos até a Woodstock Discos ou Galeria do Rock e comprávamos fotos, matérias importadas e guardávamos em pastas de plástico. Era muito legal.

Para quem não sabe, o Led Zeppelin acabou em 1980, com a morte do baterista John Bonham. Em nome da amizade, eles acabaram a banda e nunca mais tocaram juntos (com exceção de uma apresentação medíocre no Live Aid, em 1985), e uma canja no Rock and Roll Hall of Fame, em 1995. Mas ontem foi a volta definitiva: o vocalista Robert Plant (nossa, como eu queria ser esse cara), o guitarrista Jimmy Page (nossa, como eu TAMBÉM queria ser esse cara), o baixista John Paul Jones e, no lugar de John Bonham… o filho dele, o ótimo baterista Jason Bonham.

(Um parênteses:

“A volta do Led Zeppelin foi a má notícia do ano. Ninguém precisa ou merece.” – Álvaro Pereira Jr.

Nossa, fico impressionado como tem gente que não entende nada de música dando palpite…)

Não preciso nem dizer que fiquei super emocionado vendo esses vídeos do show de ontem no youtube. Os caras estão velhos? Claro que sim. Mas isso não interessa. Interessa é que eles são ELES, quer dizer, eles eram e sempre serão o Led Zeppelin. A foto acima é da minha amiga Adriana Del Ré. Veja a galeria de fotos da Rolling Stone.

Também fiquei emocionado ao ver Jason Bonham tocando no lugar do pai, morto. Já imaginou a emoção? John Bonham era considerado um dos melhores bateristas da história do rock (com o Led Zeppelin é assim, tudo é no superlativo) e Jason aprendeu criança, ouvindo o pai tocar. No filme ‘The Song Remains the Same’ (que por aqui ganhou o ‘genial’ nome de ‘Rock é Rock Mesmo’), Jason aparece garoto, brincando com uma bateria de criança. Quem diria que ele estaria na bateria de verdade tantos anos depois… Eu já entrevistei Jason e posso dizer: está aí um cara muito legal. Como é possível ser humilde sendo filho do John Bonham? Ele é.

Eu não fui na volta do The Police, mas dá pena comparar as duas bandas. Claro que Sting & cia. eram de outro estilo, pop, e faziam isso com competência e muito talento. Mas eu vi o show na TV e bocejei a partir da quarta música. Sting é ótimo, mas como frontman num estádio fica a desejar; Andy Summers é um guitarrista maravilhoso, mas difícil encontrar alguém mais ‘estátua’ no palco; o baterista Stewart Copeland é genial, mas fica parado atrás da bateria. Show de trio em estádio não funciona, sejam eles o The Police ou o Rush.

De volta ao Led Zeppelin: não vou colocar os links para os vídeos do youtube porque são vários. Dê um ‘search’ Led Zeppelin e escolha o seu. Não importa: mesmo quando a imagem e o áudio são ruins, os vídeos são todos maravilhosos.

comentários (30) | comente

  • A + A -

Arquivos

Blogs do Estadão