É possível que os idosos passem a ser alvo da gripe suína no futuro, aponta uma recente revisão sobre tudo que foi publicado a respeito da doença, veiculada online pela revista New England Journal of Medicine.
De acordo com os autores, ambos membros do comitê consultor da Organização Mundial da Saúde (OMS), tanto a experiência com pandemias anteriores (de gripe) e recentes modelos de evolução da doença apontam que o vírus poderá afetar pessoas mais velhas, o que causará impacto importante na saúde pública.
Ação do vírus no tecido pulmonar.

Na pandemia ocorrida em 2009, pessoas acima de 60 anos foram menos atingidas pela gripe suína porque já teriam imunidade, decorrente de contato anterior com parentes do vírus atual na epidemia, como o vírus da pandemia de 1918, por exemplo.
A infectologista Nancy Bellei, do comitê de influenza da Sociedade Brasileira de Infectologia, explica a hipótese dos cientistas do comitê: como o próprio vírus atual é resultado de rearranjos genéticos _leva material de vírus humano da gripe, suíno e aviário _não é impossível que ele sofra novas alterações e, aí sim, possa atacar os idosos.
“Uma mutação poderá fazer com que pessoas menos acometidas passem a ser as mais acometidas pela doença”, diz Nancy.
No entanto, destaca, é cedo para previsões. Ela destaca que a pandemia atual foi diferente das anteriores, principalmente pelo padrão semelhante da doença em todos os países.
“Mas é muito difícil que haja estabilidade (do vírus)”, diz Nancy.
Os autores, que declaram já ter recebido subsídios da indústria farmacêutica para estudos, destacam ainda que é necessário manter o monitoramento do A(H1N1) para o acompanhamento de mudanças do vírus e de resistência do micro organismo aos medicamentos existentes.
“Um teste barato, simples, rápido e preciso para detectar o vírus da gripe necessitar ser desenvolvido”, destacam ainda os cientistas, que falam também, da necessidade de mais estudos para entender melhor a transmissão da doença, os casos severos e formas de tratá-los.
Os pesquisadores defendem por fim o desenvolvimento de novos antivirais e combinações desses com outros tipos de terapias, além de melhoras na prevenção, detecção de infecções bacterianas associadas à gripe suína.
No Brasil, faltam apenas duas semanas para o fim da campanha de vacinação da gripe no Brasil. A partir de hoje pessoas de 30 a 39 anos devem ser vacinadas. Continua também a vacinação dos idosos contra a gripe comum e suína – esta última só para idosos com doença crônica.
Os outros grupos alvo da vacinação que ainda não compareceram aos postos (grávidas, crianças de 6 meses a 23 meses e 29 dias, doentes crônicos de até 59 anos e jovens de 20 a 29 anos) também podem se vacinar.
Fabiane Leite é repórter da área de saúde desde 1999, dedicada principalmente à cobertura de saúde pública e privada. Trabalhou no Jornal da Tarde, Folha Online, Folha de São Paulo e atualmente é repórter da seção Vida do jornal O Estado de São Paulo. Acredita que a saúde é o princípio básico para a felicidade.

Aquelas crianças de 6 meses a 23 meses e 29 dias que foram vacinadas contra a gripe suína há um mês devem voltar aos postos para uma segunda meia dose. A imunização só ocorrerá com esse reforço, alertou hoje o Ministério da Saúde.
Apesar de não serem o grupo com a maior letalidade, as crianças dessa faixa foram a parcela da população que mais se contaminou pela gripe na epidemia do ano passado.
A vacina não registrou eventos adversos graves no Brasil, segundo as secretarias e o Ministério da Saúde.
Quem quiser, pode acompanhar a adesão à vacina pelo “vacinômetro” do Ministério da Saúde. A faixa das crianças vai bem, cumpriu a meta na primeira rodada. Também trabalhadores de saúde e doentes crônicos vão bem. Já as pessoas de 20 a 29 anos e as grávidas _justamente as que registraram alta letalidade pela doença no ano passado _ainda estão bem aquém da meta de 80% de cobertura, com menos de 70%.
Fabiane Leite é repórter da área de saúde desde 1999, dedicada principalmente à cobertura de saúde pública e privada. Trabalhou no Jornal da Tarde, Folha Online, Folha de São Paulo e atualmente é repórter da seção Vida do jornal O Estado de São Paulo. Acredita que a saúde é o princípio básico para a felicidade.
Alguns grupos continuam no esforço de aterrorizar pessoas com informações erradas sobre a vacina contra a gripe suína, o que levou hoje o Ministério da Saúde a divulgar um rol de respostas contra a onda de boatos. Parece, pelo menos, que no mundo real, fora da rede, as mensagens amendrotadoras não tiveram efeito. O problema tem sido a falta do imunizante em alguns pontos do País.
Medo? Veja as principais respostas da pasta para os principais questionamentos que circulam na rede.
O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças.
Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de
0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no
caso de a vacina ser contaminada acidentalmente. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na tetravalente indicada
contra difteria, tétano, coqueluche, meningite.
O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica
Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios) quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com esses tipos de conservantes já são utilizadas desde 1930. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de revisão de segurança em Imunização e examinou a hipótese de que as vacinas contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo. Comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos. As vacinas que contêm essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.
A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema
imunológico do indivíduo.
Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose, garantindo proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.
A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira para favorecer os laboratórios farmacêuticos.
O monitoramento do vírus da gripe no País identificou em 2009 que, desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que
causavam síndrome gripal eram o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus já caracteriza a pandemia.
Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.
Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se
apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a febre amarela, gripe
comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação.
Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.
Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica.
A vacina contém traços de neomicina.
Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur.A neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo.
A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.
Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente
dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da
Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum
momento o País comprou ou recebeu doação de outro país.
Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.
A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e
indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na
vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro
de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi
ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e
Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência
de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.
2010
2009