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Fabiane Leite

O médico que aterrorizou milhares de pais associando levianamente vacinas infantis e autismo, o que nunca foi provado cientificamente, foi finalmente banido do conselho de medicina britânico hoje.

cascata

Porém, há representantes do mal causado por ele em todos os países.

Na última sexta-feira meu amigo Herton Escobar adentrou a redação com exemplares de um jornal, patrocinado por uma escola de línguas, pregando contra as vacinas. Havia bolos do tal jornaleco à disposição na frente de uma padaria no bairro nobre de Moema, na zona sul de São Paulo, relatou ele. Aliás, detalhe: a tal escola se apresenta como escola de línguas e “terapia”.

Também no Brasil já há coberturas insuficientes de vacinas entre os mais abastados do Sudeste e, supostamente, mais (mal) informados.

Veja o estrago causado por Wakefield, segundo informações da Associated Press.

- O “estudo” do médico foi desacreditado em 1998, mas mesmo assim as coberturas de vacinação nunca mais foram as mesmas (caíram de 95% para 50% no início da década passada no Reino Unido, por exemplo). Além disso, há surtos de doenças como o sarampo nos EUA e Europa e o “médico” ainda tem apoio de celebridades como o ator Jim Carrey (ah, não, meu ator predileto …).“Este é o legado de Wakefield”. destacou Paul Offit, responsável pela área de doenças infecciosas da Universidade da Pensylvannia e um especialista na história das vacinas.

A expulsão de Wakefield foi baseada principalmente na descoberta de que ele baseou seus “achados” em amostras de sangue colhidas de criancinhas que participavam da festa de aniversário de seu filho e que ganharam US$ 6 dólares pela “participação”. As regras da pesquisa científica séria, ética, mandam que haja consentimento assinado do sujeito da pesquisa ou de seus pais. No Brasil, não pode haver remuneração de jeito nenhum.

Offit duvida que o banimento de Wakefield da medicina faça diferença.“Ele tornou-se quase Cristo, não importa que a ciência prove que ele estava errado. Ele é um heroi para pais que pensam que ninguém mais os ouve.”

Fabiane Leite é repórter da área de saúde desde 1999, dedicada principalmente à cobertura de saúde pública e privada. Trabalhou no Jornal da Tarde, Folha Online, Folha de São Paulo e atualmente é repórter da seção Vida do jornal O Estado de São Paulo. Acredita que a saúde é o princípio básico para a felicidade.

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Alguns grupos continuam no esforço de aterrorizar pessoas com informações erradas sobre a vacina contra a gripe suína, o que levou hoje o Ministério da Saúde a divulgar um rol de respostas contra a onda de boatos. Parece, pelo menos, que no mundo real, fora da rede, as mensagens amendrotadoras não tiveram efeito. O problema tem sido a falta do imunizante em alguns pontos do País.

Medo? Veja as principais respostas da pasta para os principais questionamentos que circulam na rede.

O mercúrio presente na vacina causa autismo em crianças.

Não. A concentração de mercúrio é de 25 microgramas por dose de
0,5ml e é usada para evitar crescimento de fungos ou bactérias, no
caso de a vacina ser contaminada acidentalmente. Esse mesmo conservante é utilizado rotineiramente em outras vacinas, como na tetravalente indicada
contra difteria, tétano, coqueluche, meningite.

O timerosal, conservante antiséptico presente na vacina, pode causar autismo em crianças com disfunção mitocondrial e em adultos com disfunção hematoencefálica

Estudos realizados em todo o mundo demonstram que o timerosal, desde 1930, tem sido amplamente utilizado como conservante em uma série de produtos biológicos, incluindo muitas vacinas. O uso nas vacinas tem por finalidade evitar o crescimento de bactérias ou fungos (micróbios) quando esta é contaminada acidentalmente, como no caso de punção repetida no frasco. A concentração do timerosal na qualidade de conservante é de 0.01%, contendo, aproximadamente, 25 microgramas de mercúrio por dose de 0,5 ml, condição que tem mostrado ser capaz de impedir o crescimento de micróbios. Vacinas com esses tipos de conservantes já são utilizadas desde 1930. Em 2004, o Instituto de Medicina dos Estados Unidos convocou um comitê de revisão de segurança em Imunização e examinou a hipótese de que as vacinas contendo timerosal estariam causalmente associadas ao autismo. Comprovou que as provas disponíveis rejeitam a existência de nexo de causalidade entre vacinas contendo timerosal e autismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu o conservante timerosal para o uso nas vacinas, baseando-se em estudos que concluíram não existir evidências de contaminação em crianças ou adultos expostos. As vacinas que contêm essa substância não aumentam a quantidade de mercúrio no organismo, pois este é expelido  rapidamente, não se acumulando em função de repetidas injeções.

A vacina contém esqualeno, substância que afeta o sistema
imunológico do indivíduo
.

Os adjuvantes são substâncias que estimulam a resposta imunitária, permitindo reduzir a quantidade de material viral utilizado em cada dose, garantindo proteção de longa duração. São produtos entre os quais se incluem certos sais de alumínio e emulsões (esqualeno e seus derivados) que são utilizados na composição de vacinas. E não causam danos ao ser humano.

A gripe pandêmica foi uma criação da indústria financeira para favorecer os laboratórios farmacêuticos.

O monitoramento do vírus da gripe no País identificou em 2009 que, desde o surgimento da pandemia, aproximadamente 70% dos vírus respiratórios que
causavam síndrome gripal eram o vírus influenza pandêmica (H1N1) 2009. Em alguns países este percentual chegou até 100%. O simples surgimento de casos de gripe em varios países causado por um novo vírus já caracteriza a pandemia.

Anafilaxia, reação alérgica potencialmente fatal, é uma reação adversa pós-vacinação.

Anafilaxia é um evento raro que pode ocorrer com o uso de várias substâncias ingeridas ou introduzidas por via parenteral (muscular ou endovenosa) no corpo humano, incluindo alimentos, remedios, vacinas, entre outros. Se caracteriza por uma reação alérgica sistémica, severa e rápida a uma determinada substância, se
apresentando com diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhada ou não de edema de glote. Pessoas que são altamente alérgicas a gema de ovo não podem tomar vacinas que são produzidas a partir de gemas de ovos embrionários, como a vacina contra a febre amarela, gripe
comum e influenza H1N1. Os profissionais de saúde são capacitados para identificar essas pessoas altamente alérgicas no momento em que procuram um posto de vacinação.
Há evidências da síndrome de Guillain-Barré em muitas pessoas que tomaram a vacina nos outros países do mundo.

Não existe esta evidência nos países que já realizaram ou estão vacinando contra a influenza pandêmica.

A vacina contém traços de neomicina.
Sim, a vacina produzida pelo Laboratório Sanofi Pasteur.A  neomicina é um antibiótico indicado para infecção bacteriana provocada por estafilococos ou outros microorganismos susceptíveis a este princípio ativo.

A vacina que venderam para o Brasil é vacina encalhada.


Todas vacinas adquiridas pelo Brasil foram compradas diretamente
dos laboratórios produtores e por meio do Fundo Rotatório da
Organização Pan-Americana da Saúde – Opas/OMS. Em nenhum
momento o País comprou ou recebeu doação de outro país.

Há evidências de má formação fetal em gestantes que tomaram a vacina.

A vacina contra o vírus influenza pandêmico (H1N1) 2009 é segura e
indicada para a gestante em qualquer idade gestacional. Na
vacinação realizada no hemisfério norte não houve nenhum registro
de má formação fetal relacionada a vacina. Esta indicação foi
ratificada pela Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e
Obstetrícia – Febrasgo. Até o momento, não há relato de ocorrência
de nenhum prejuízo sequer para a mãe e/ou para o feto.

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