O corpo dói, trabalhar está cada vez mais difícil. Na hora de comer, uma incomodação. Não dormir é o pior. É em momentos como esses que milhares de brasileiros usuários de planos de saúde abrem seus livrinhos para buscar alguém capacitado a ajudar. E quem será essa pessoa que assumirá tarefa tão importante? O usuário sabe onde ela estudou? Onde trabalha, além do consultório? Tem alguma informação sobre a experiência do profissional? Sabe se ele vai a congressos?
Na hora em que precisam, os milhares de clientes dos planos de saúde no Brasil são obrigados a abrir livrinhos que, regra geral, trazem como única informação sobre o médico o nome e o endereço. Opa, claro, antes de tudo, o bairro do consultório. E assim, sem nem perceber, buscamos quem pode nos ajudar com algo tão importante da mesma maneira como buscamos o endereço do supermercado mais próximo.
Apesar de promoverem uma série de ações de marketing _um plano chegou a ofertar recentemente check up de graça para jornalistas _, as operadoras de convênios médicos não investem em um aperfeiçoamento mínimo do relacionamento com os clientes.
Antes de escolher, mostre a lista do livrinho para um médico de confiança e veja se tem informações sobre algum dos profissionais. Vá a Internet e procure achar o currículo do doutor. Busque as associações médicas de cada categoria. E deixe o quesito “bairro” por último.
Fabiane Leite é repórter da área de saúde desde 1999, dedicada principalmente à cobertura de temas de interesse da saúde pública e dos planos privados de saúde. Trabalhou no Jornal da Tarde, Folha Online, Folha de São Paulo e atualmente é repórter da seção Vida do jornal O Estado de São Paulo. Acredita que a saúde é o princípio básico para a felicidade.
Comentário totalmente pertinente. Como médico, procuro orientar a todos os meus pacientes que irão procurar outro médico através do plano de saúde que me mostrem a relação dos credenciados para que eu possa indicar alguém conhecido e qualificado. Outra dica aos usuários é procurar o curriculum do profissional na plataforma Lattes de pesquisadores, especialmente quando se procura um médico especialista em algo muito específico Parabéns pela coluna.
Sou médico e te digo, é muito dificil escolher um médico.
Sem dúvida, escolher pelo livrinho é como jogar um dardo num alvo, mas mesmo os pontos que voce levanta sao pouco uteis. Apenas como exemplo, já tive oportunidade de trabalhar com excelentes profissionais de escolas pouco conhecidas e grandes trambiqueiros que se formaram nas mais prestigiadas e tem excelente nome na praca. Nao necessariamente o que o público considera um grande médico é o que outros médicos consideram grandes médicos e vice versa. Quem é do ramo sabe que sucesso de público nao quer dizer excelencia profissional.
Escolher o médico é como escolher um carro. É uma mistura entre o funcional e a quimica. Ele deve corresponder à sua necessidade mas tambem deve ser a pessoa certa para voce. Para pessoas objetivas, um médico racional e direto (ou nao). Para pessoas pouco objetiva, um paciente que te acomode.
Por isso, a unica maneira de escolher o médico é experimentá-lo, o problema é que diferente do carro, nao da para testar 15 médicos antes de decidir, a companhia de seguros nao deixa entao:
a) ou voce escolhe um e faz funcionar com este aceitando seus defeitos.
b) pergunte a amigos que se parecam com voce se eles gostam de seus médicos e por que. Eleja uns 2 ou 3 e passe neles. Seja franco, explique por que esta lá e veja se voce gosta do servico, e nao se esqueca, é um servico, ou seja ele deve servir para voce senao…….. este nao é o seu médico.
Cabe lembrar que um dos principais pontos é que voce tem de ter confianca no seu médico. Voce nao pode exigir infalibilidade, mas tem todo o direito de exigir interesse e diligencia por seu caso e nao é preciso ser um genio para medir isto. Como diz o povo: quem tem um médico, tem um médico. Quem tem dois, tem meio. E quem tem tres, nao tem nenhum.
Outra dica. A maior parte dos problemas sao simples e facilmente resolvidos de forma barata e indolor por um bom clinico geral. Levar estes problemas diretamente ao especialista faz com que sua resolucao seja mais cara e doída uma vez que todo especialista sempre pedirá exames mais complexos e muitas vezes, invasivos. Assim sendo, economize-se uma dor de cabeca, deixe que seu clínico faca a referencia para o especialista se ele julgar necessário.
Se depois da consulta falar de você para outros é porque não vale nada.
Se te usar para comercial de tv é porque não presta
Médico é setor da doença e não da saúde. As pessoas de certa renda são bobas de irem na conversa dos médicos. Antes de procurar um, procure comer frutas e mastigar direito o que come, usar mais a escadaria em vez da escada rolante, etc. Isso os médicos não ensinam porque, como me disse um professor-doutor da Esc de Medicina da USP, “Olha, Caio, na EMUSP não temos a disciplina de prevenção de doenças, simplesmente porque vivemos dela.” E os bobos dos populares ficam fazendo fila nos ambulatórios a qualquer dorzinha que aparece. Gaste um pouco mais e melhor no mercado e economize o tríplo na farmácia, no consultório e tenha melhor disposição! Faça auto-seguro enão seguro-saúde!
Prezada Fabiana,
Achei excelente essa tua recomendação aos usuários. Eu já faço isso há muito tempo, e sempre recomendo aos meus amigos que o façam. Em determinada ocasião, um médico que eu consultei achou esquisito quando disse que o escolhi baseada em seu curriculo Lattes que estava disponível no site do CNPq. O Lattes do CNPq é uma boa fonte para pesquisar curriculos de médicos, inclusive, se eles apresentarem esse currículo, pode indicar que eles continuam seus aperfeiçoamentos, frequentam congressos, se mantém atualizados e estão envolvidos em programas de pós-graduação de universidades, ensinam se mantém atualizados.
Paula, vamos espalhar essa informação por aí para ajudar mais gente!
responder este comentário denunciar abusoDica muito interessante.
Já venho fazendo isso nos últimos cinco anos. A internet realmente é uma maravilha nesse quesito. Não me arrependo.
Eu também Cìcero! E achei que deveria compartilhar algo tão simples …
responder este comentário denunciar abusoÉTICA PROFISSINAL
Profissionais que deixam a desejar existem em todas as áreas, mas, a área de saúde por lidar com a vida humana torna-se de extrema importância. Lembre-se a diferença entre montadora de veículos e hospital e que na montadora dá tempo de fazer o recall. Por isso pense muito na forma que está sendo atendido e analise a postura do profissional.
Eu conheço médicos que mesmo em viajem de descanso ligam para os clientes em situação mais delicada para dar um suporte e são estes profissionais que fazem ser valorizada a categoria e a eles nossos parabéns.
É verdade. Há muitos profissionais assim. Acredito que a maioria. ELes merecem nosso muito obrigada. O dia do médico é hoje, para quem não sabe!
responder este comentário denunciar abusoFabiane,
Parabéns pela matéria, a valorização do bom profissional tem que ser uma constante na nossa sociedade. Não só os médicos, mas todos aqueles que fazem do seu exercicio profissional um ato de amor ao próximo.
Obrigado pela sua dedicação a área da saúde, tão maltratada na nossa sociedade.
Andre, obrigada pelo comentário tão gentil. Gosto muito do que faço!
responder este comentário denunciar abusoVoce não acha que num país onde a saúde é tão sucateada é quase impossível arrumar um médico, agora olhar seu currículo, é brincadeira……….
Mas a gente pode fazer barulho, não pode Marisilda?
responder este comentário denunciar abusoCem por cento correto!
No passado o embuste ou charlatanismo dos”doutores” passava fácil em qualquer comunidade, hoje, com as facilidades da internet pode se conhecer o perfil do profissional, se apenas obteve um diploma e se acomodou ou se evoluiu dentro da área escolhida… Seguramente a pesquisa envolvendo o profissional evitaria ouvir como diagnóstico a famosa virose.
O paciente informado pela Internet vai do céu à terra em minutos. As respostas que a rede traz aliviam e causam fios brancos de preocupação. Não desista da busca pelo bom médico NÃO VIRTUAL!
responder este comentário denunciar abusoNos Estados Unidos, por exemplo, o órgão similar aos nossos CRM (Conselho Regional de Medicina) mantém informação sobre a formação acadêmica e sobre a pratica médica de cada professional. Esses folhetos podem ser perfeitamente acessados também via internet, no site dos “conselhores regionais” Será que aqui, no Brasil, não pode ser feita a mesma coisa?
COncordo Emanuel. Deveria estar lá no cadastro do CRM. Mas os profissionais aqui têm medo de fraude, sequestro, roubo, tudo, por isso negam-se a colocar muitas informações . Mas os livrinhos que têm clientela fechada fariam um grande serviço se trouxessem os dados!
responder este comentário denunciar abusoOlá Fabiane. Esse seu comentário é pertinente e inclusive endossado pelos médicos. A classe médica não apoia esse “shopping doctor”, alusão às vitrines dos grandes centros comerciais, sendo que nesses casos o médico está no local da vitrine. Esse tipo de comportamento é extremamente prejudicial à saúde, resultando em múltiplos médicos, múltiplas condutas, múltiplas consultas, múltiplos exames sem necessidade. A multiplicação de exames, não que não devam ser feitos, oferece uma falsa sensação de segurança. O “shopping doctor” é um fenômeno inerente ao desenvolvimento econômico do país, já observado nos EUA e alvo de inúmeras ações para tentar corrigí-lo. Abraço.
Fábio, desconhecia o termo, que é perfeito, e agora fico tentada a mudar o título do post, rss
responder este comentário denunciar abusoO triste e ficar na mão desses comerciantes que se dissem MEDICOS.
Estamos perdidos. Reze para nao precisar dessa raça. É melhor morrer primeiro á se socorrer com esses individuos.
Sim GIba, mas quando o médico é ruim a gente também nunca esquece … e deve avisar os amigos que têm o mesmo plano!
responder este comentário denunciar abusoA medicina esta tao ruim que se voce for em dez medicos para consulta, os dez te dao diagnostico diferente…pro mesmo problema. A populacao “mimou” muito esta classe, que hoje eles se sentem “deuses”. A saude no Brasil vai mal, mas os medicos ganham muito bem. Mas eles falam que ganham mal. E o “mimo”. No SUS, por exemplo, eles entram pra trabalhar e nao cumprem horario, mas justificam que ganham mal e precisam trabalhar em outros lugares. Enquanto isso a fila cresce. Ta pra nascer alguem pra botar ordem nesta classe corporativista e mafiosa. Ate pra se formar, a selecao e corporativista, pois so entra quem tem dinheiro. Pra se fazer uma faculdade particular, tem que ter muito dinheiro pois e caro…Pra se fazer uma faculdade publica tem que fazer muito cursinho, pois e caro tambem…Ainda tem a questao do ATO MEDICO, que foi aprovado no Congresso e agora aguada pra ser aprovado no Senado pra virar lei…Lei que vai fazer que outros profissionais da saude fiquem sujeitos a trabalhar com encaminhamentos dos medicos… E isso…quem acha o contrario que prove o contrario..
Rinaldo, muito do que você disse tem fundamento … mas a gente nunca esquece o médico que nos ajudou. Fiquei curiosa: alguma vez você precisou de ajuda médica? Abraço.
responder este comentário denunciar abusoAcredito que seja aconselhável um exame de proficiência para os médicos ao final do curso também, nos moldes do Exame de Ordem (OAB). Somente assim seria comprovada as qualidades mínimas necessárias para o desempenho da função.
Essa é também João a defesa que fazem as entidades médicas. No exame de participação VOLUNTÁRIA do Cremesp, o conselho de São Paulo, a maioria não passou!
responder este comentário denunciar abusoEu pessoalmente e boa parte dos médicos concorda com isto.
Nao devemos ter medo de um exame de proficiencia. Devemos ter medo de médicos que querem evita-lo.
Saber o currículo do médico é bom. A matéria está bem escrita e com isenção. Já o comentário do Sr Tetsuo generaliza o que não é genérico. Em muitas situações o diagnóstico na fase inicial é impossível. Principalmente em viroses e diarréias agudas. Esse preconceito com o diagnóstico de virose é porque as pessoas querem exatidão em uma profissão que lida com o inexato, o desconhecido. Virose é sim um dos mais prováveis diagnósticos iniciais em pronto-socorro. Isso não desqualifica em nada o médico que está atendendo. A segunda parte é o que importa. E se piorar ? O que fazer ? Quais os sinais de alerta ? Quando retornar ? Em qual especialista ir ? Isso são outras coisas a serem acertadas na consulta. Deus proteja sua saúde Sr. Tetsuo para que nunca precise da ajuda dos “doutores”. Nessa hora. Talvez lembre que antes de médico é um ser humano que te atende.
Não vou me extender .Tive sérios problemas com médicos oncologistas que se dizem renomados aqui em Campinas.Estão em todos os congressos mundiais ,mas presceveram de forma erronea a combinação Tykerb+xeloda.Eu tive que os corrigir.
Minha esposa faleceu após 2 anos e dois meses de tratamento.Sequer tiveram a dignidade de assinar o atestado de óbito.
Até hoje espero uma resposta .
O protecionismo desta classe é assustador!
Honorio, vc já buscou o conselho de medicina e a polícia?
responder este comentário denunciar abusoCara Fabiane:
Tenha certeza de que essa era a minha intenção.O desgaste emocional a que fui submetido nestes pouco mais de dois anos me fizeram mudar de idéia.
Tenho,em aberto,uma reclamação junto a diretoria do Centro Médico De Campinas.
Pacientemente estou aguardando uma resposta.
Também já escrevi para o proprietário da clínica onde minha esposa submeteu-se ao tratamento.Só que a médica “relapsa”,é sócia dele.
Por estarem em guerra contra a Unimed Campinas, criaram um blog….”fiquei sem oncologista”.Talvez eu tivesse o direito de ser o integrante número1.
Minha história é muito grande(acho que interessante também).Caso seja do seu interesse,procure-me.Eu gostaria muito de poder ouvir a opinião de uma pessoa tão qualificada como você.
Sds.
Eu acho que o fato do médico se manter atualizado através de congressos e eventos científicos apenas permite que os grandes laboratórios farmacêuticos reciclem o adestramento que os médicos hoje se submetem para prescrever drogas e exames que atuam apenas nos sintomas e não nas causas. A reincidência de problemas que a população em geral sofre não é apenas devido a falta de capacidade clínica dos médicos e sim a manutenção de um segmento extremamente lucrativo que a indústria farmacêutica desenvolveu que é o “controle” das doenças. Os pacientes melhoram mas não saram os sintomas são controlados tornando-os reféns de remédios e serviços de saúde. A sua matéria sobre “reabilitação” do leite contribui enormemente para isto. Você concluiu a matéria dizendo que o consumo de leite no brasil ainda é pequeno se comparado ao consumo americano e deveria aumentar, como se o povo americano fosse o mais saudável do mundo. Faz afirmações duvidosas e anônimas sobre os benefícios do consumo do leite sem dar a devida atenção aos inúmeros estudos que relacionam ao consumo exagerado do leite à causa de tantos problemas. Qualquer profissional de saúde, bem intencionado e estudioso dos aspectos nutricionais do organismo, sabe que o consumo exagerado de leite é prejudicial para qualquer organismo. Lamento que matérias como esta só contribuam para confundir ainda mais a população e beneficiar segmentos que, assim como a atual medicina preferem “controlar” do que prevenir e resolver causas.
Prezada Nadir, concordo que há esse viés nos congressos, mas a situação melhorou com regras claras da Anvisa sobre declaração de conflito de interesses antes das palestras. Realmente a indústria investe pouco em pesquisas de remédios que possam nos curar, como novos anitióticos, muito interessante o ponto que levantou. Quanto a sua crítica sobre a matéria do leite, a reportagem foi baseada em coleta de evidências realizadas por duas cientistas, da Unicamp e do Ital, independentes e que reverteram a renda do trabalho para uma ONG. Os supostos malefícios do leite não têm comprovação científica e não há problema algum em consumir três porções diárias, desde que a pessoa não tenha intolerância e alergias comprovadas, disse o estudo. Abraço.
responder este comentário denunciar abusoMinha cara Fabiane Leite
É compreensível que muitas vezes vocês sejam obrigados a aceitar certas pautas que contrariam as regras do bom jornalismo. Porém, quando matérias como a sua, induzem a hábitos alimentares que comprometem a saúde da população, fica sempre a dúvida se houve leviandade ou má fé na intenção da matéria.
Vou exemplificar: Por que ignorar toda literatura científica que existe demonstrando os malefícios do consumo do leite de vaca, e reiteradamente negar que estes existam e afirmar que o consumo de 3 porções de leite ao dia oferece benefícios a saúde.
Talvez porque uma das suas fontes está ligada, em primeiro grau, com a diretoria de uma das maiores empresas alimentícias do pais. E que esta mesma empresa patrocina atividades até mesmo do Conselho Regional de Nutrição.
Estou enviando abaixo cerca de 70 estudos científicos, dos milhares existentes, que você nega existir.
Minha cara Fabiane a área de saúde deveria receber uma atenção especial das editorias de grandes veículos de comunicação pela responsabilidade que elas exercem na indução de hábitos alimentares errados.
Muito Obrigada pela oportunidade.
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FESKANICH, D.; WILLETT, W.C.; COLDITZ, G.A. Calcium, vitamin D, milk consumption, and hip fractures: a prospective study among postmenopausal women. Am J Clin Nutr; 77(2):504-11, 2003.
HOLICK, M.F.; DAWSON-HUGHES, B. Nutrition and Bone Health. Towa: Human Press Inc., 2004.
Prezada Nadir, você tem o direito de discordar. Mas os estudos científicos _e provavelmente alguns desses muitos que você listou _ainda não convenceram órgãos oficiais de saúde do mundo inteiro. Ninguém está dizendo para as pessoas tomarem leite em todas as refeições e por outro lado ninguém caracteriza esse alimento como um veneno. Mas obrigada pela contribuição! Vou acessar os principais estudos sobre leite que você enviou !
Reafirmo meu compromisso com o bom jornalismo, em resposta a sua avaliação. Dedico-me há mais de dez anos a uma cobertura crítica do setor de saúde, procure ler. Eu, mesmo sem conhecê-la, acredito por outro lado que você faz boa ciência e boa militância em prol dos seus objetivos.
Abraço.
Nadir, por favor informe sobre conflitos de interesse que desconhecemos. Meu e-mail é fabiane.leite@grupoestado.com.br
responder este comentário denunciar abusoMinha cara Fabiane
Fiquei impressionada com a sua pronta avaliação do material que eu enviei e você insistia em dizer que não existia. Felizmente a ciência é alimentada por questionamentos, são as dúvidas que nos fazem estudar cada vez mais sempre respeitando aquilo que já foi feito. Os estudos não reconhecidos por você felizmente foram aprovados por conselhos editoriais dos maiores periódicos científicos, por isso foram publicados. Você me trouxe a certeza que esta matéria foi totalmente polarizada “reabilitando” um alimento que nunca foi inabilitado. Nunca vi um estudo científico que afirmasse não existir evidências científicas contrárias. A ciência é mais generosa, isenta e menos absolutista, ela aceita e respeita todas as opiniões. Agradeço muito pelas respostas. Quanto ao conflito de interesses que você cita. Sugiro que, como boa jornalista, você exercite o fundamento da investigação.
Gostaria de cumprimentar a Nadir pela excelente colocação que ela fez a respeito do consumo do leite e da responsabilidade dos jornalistas quanto a publicação de matérias sobre saúde, principalmente quando estas são publicadas por jornais de respeito, esperamos sempre matérias isentas e bem feitas.
A participação da ciência nas politicas publicas de saúde há muito tempo estão em segundo plano, o loby das industrias e laboratório são determinantes. Pelo que a jornalista fala deveriamos continuar acreditando que o homem descende de Adão e Eva. A homeopatia não existiria etc. Os novos conhecimentos demoram em média 10 anos para serem totalmente reconhecidos. Infelizmente hoje iniciativas que contrariam os interesses de segmentos comerciais recebem sempre a ajuda da imprensa para defender suas receeitas. interesses.
Ácho muito relativa a questão.
Um médico pode der bom para mim e não para outro.
Felizmente, nunca fui vítima de erro médico.
É verdade Jeane. Muitas vezes a escolha tem de ser na base da tentativa e erro. Abraço.
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2010
2009
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