Jornalisticamente, o termo superbactéria tem sido utilizado para indicar que circula nos nossos hospitais uma cepa resistente a maioria dos antibióticos conhecidos, inclusive os da classe dos carbapenemos.
O nome verdadeiro do bicho é KPC, sigla para Klebisiella pneumoniae (o C quer dizer resistente aos antibióticos carbapenêmicos). Trata-se de uma bactéria que geralmente se aloja no trato gastrointestinal e que só causa estrago em quem já está hospitalizado e debilitado, explicam especialistas.
O infectologista Claudio Gonsalez, que atua no Hospital das Clínicas da USP, no Hospital Vila Lobos e no Hospital Emílio Ribas, todos em São Paulo, destaca: não há risco nem para os funcionários que circulam nas unidades hospitalares. Para ele, o termo superbactéria é inadequado porque dá a entender que estamos falando de uma bactéria que se comporta de maneira diferente da suas parentes menos preparadas, um novo bicho que causa mais danos. Na verdade, porém, a KPC causa os mesmos tipos de problemas nos pacientes, a diferença é que resistem às armas mais utilizadas para combatê-las.
Dentro de 60 dias, contados a partir de hoje, todas as unidades de saúde, hospitais, consultórios, clínicas, terão de ter dispensadores de álcool em gel para seus funcionários, preferencialmente perto dos leitos do paciente, para que os profissionais de saúde lavem as mãos, medida comprovadamente simples e barata para evitar infecções hospitalares como as geradas pela KPC.
Uma bactéria que está matando pessoas por aí e a única coisa que ouvimos é que vão ter dispensadores de álcool em gel nos hospitais. Só isso é o suficiente.
E se estamos debilitados em casa, tb não corremos o risco de pegá-la? Ela só circula em hospitáis?
Em geral, quem está debilitado, mas ainda está em casa, está melhor do que alguém que teve de ser levado ao hospital. Em tese, teria menos risco, até porque não há provas de que a KPC esteja circulando na comunidade.
responder este comentário denunciar abusoPara os doentes que procuram nas farmácias antibióticos, foram tomadas medidas preventivas, a de não fornecimento do medicamento sem receita médica, e quais as medidas tomadas pelo Ministério da Saúde nos hospitais? Todas as notícias relacionadas mencionam a existência da KPC nos ambientes hospitalares.
A vigilância dos hospitais é descentralizada, cabe aos municípios e Estados. Abraço.
responder este comentário denunciar abusoEu faço tratamento ja 2 anos, e percebo que se manuseia remedio sem luvas abrem medicações para voce tomar deixando o medicamento aberto dentro do copo quem deve abrir os remedios são os proprios pacientes, quem garante que as maos estão limpas, o controle de tv apos alta fica com a recepção e o paciente manuseia e não é esterelizado sera que limpam as janelas pegadores de aberturas
e muita falta de cuidado…
Anfisa deveria ser mais rigorasa e fiscalizar um hospital por semana e verificar quando
Celia, não tenha medo de ser uma paciente chata. QUestione sobre a higienização das mãos, com jeitinho. É seu direito.
responder este comentário denunciar abusoOla, Fabiane Leite
Primeiro cumprimentar voce e esta equipe competente que faz parte deste ferramenta da democracia que é o Jornal Estadão. É lamentavel o aparecimento de novas doenças, sempre um desafio a inteligencia humana, pena que os que são responsaveis por esta area muitas das vezes não encontram o apoio necessario para execultarem com eficiencia e qualidade seus trabalhos. Mais e mais estamos precisando ja vigilancia da imprensa que são os olhos e a boca do nosso povo. Peço a voce que nos informe tudo sobre esta bacteria para que possamos ter a nossa cidadania respeitada, pois caso contrario ficaremos indefesos nas mãos dos irresponsaveis e inconsequentes que se dizem autoridades publicas. Aqui não é um comentario é um pedido para que os profissionais da imprensa não abandonem o povo brasileiro.
Parabens Fabiane e equipe, contamos com voces.
LUS FERNANDO – VOLTA REDONDA RJ
Luis Fernando, fiquei emocionada com seu incentivo! Uma honra ter um leitor como você! Isso só me dá mais ânimo para continuar fazendo o que eu adoro: reportagem. Abs.
responder este comentário denunciar abusoBom dia a todos. Concordo plemanente com o Dr° Claudio Gonsalez pelo fato de “JORNALISTICAMENTE” utilizar o nome de “SUPERBACTÉRIA”. Antes de mais nada essas notícias devem ser publicadas cientificamente! Devemos saber exatamente a origem da bactéria que vem agindo em pessoas dentros dos hospitais para que depois notícias exatas possam ser publicadas. Com toda a certeza a imprensa precisa ser muito, muito, mas muito cuidadosa com as notícias.
Independentemente do uso do termo, considero que as notícias foram adequadas Jefferson, trazendo ao público um fato até então desconhecido e sem sensacionalismo.
responder este comentário denunciar abuso[...] bactéria que vem causando infecção hospitalar no Brasil não é um “bicho novo”. Ótimo! Mas mata do mesmo jeito…. marcos palacios Fonte Gjol >>> Acompanhe o VU via RSS [...]
Oi, bom dia.
Dúvida de leigo: água e sabão resolveria como método de prevenção?
Obrigado.
Sim, diz a Anvisa!
responder este comentário denunciar abusomais e se tenta medicamento de outra pais ??
Não me informei adequadamente sobre quais os tipos de remédios usados, vou verificar. Obrigada pela sugestão CLaudio.
responder este comentário denunciar abusoSe essa bactéria é resistente, pelo visto, já conhecida há muito tempo, deveriam ter uma forma de neutralizá-la, porém não entendo como isso já não aconteceu.
Faltam verbas para pesquisas?
Na verdade, o que falta é interesse em pesquisar novos antibióticos. A indústria prefere pesquisar drogas para doenças crônicas.
responder este comentário denunciar abusoOutro dia eu ouvi alguém, que disse, que alguém famoso da área da medicina disse que o alcool em gel não tem grande eficácia contra as bactérias e pior, como todos colocam a mão no mesmo lugar para se descontaminar acabavam fazendo justamente o contrário, espalhando ainda mais a bactéria.
Fabiane, você saberia me dizer ou de repente até confirmar essa história ?
Porque na verdade o alcool em gel é bem fraquinho.
Obrigado.
Desconheço trabalhos científicos sobre isso, mas vou perguntar por aí. Obrigada pela sugestão Ademir.
responder este comentário denunciar abusoPerfeito. Superbacteria: puro sensasionalismo. O que seria da midia sem o panico?
Veja, discordo. Apesar do uso jornalístico questionável, todas as matérias, especialmente as do Estado, preocuparam-se em destacar que se tratava de problema dentro dos hospitais. Abraço Daniel.
responder este comentário denunciar abusoA chamada super-bactéria KPC, é simplesmente uma cepa que se tornou mais adaptada a resistir em ambiente com antibiótico de geração mais nova. É produto da seleção natural, já prevista por Charles Darwin. Se novos antibióticos efetivos contra a KPC forem sintetizados, certamente surgirão novas bactérias resistentes a estes novos antibióticos. Felizmente, o sistema imunológico das pessoas saudáveis são muito eficientes, ao contrário dos que já estão doentes e que correm mais riscos.
Obrigada Ildemar. Suas explicações técnicas ficaram muito melhores do que a minha “tradução” do que o Dr. Cláudio disse. Obrigada!
responder este comentário denunciar abusoComo a maioria dos problemas da medicina,passa por medidas básicas como higiene das mãos!!! Novidade!!
Pena que só 40% higienizem as mãos no Brasil! Afe!
responder este comentário denunciar abusoSerá que o fato de os profissionais da saúde estarem um pouco “relaxados” com seus jalecos por exemplo, que eles usam dentro do hospital, saem as ruas e depois retornoam aos hospitais não tem nenhuma ligação?????
Hum, por enquanto a KPC não está na comunidade. Assim, o maior risco não é o que os médicos levam para o hospital, mas o que trazem nos seus jalecos para os restaurantes por quilo, por exemplo. Se você já frequentou um self-service próximo de um hospital sabe do que eu estou falando. Abaixo ao jaleco nos passeios, rss! Mas, saliento, até agora a KPC só apareceu dentro dos hospitais.
responder este comentário denunciar abusoEssa atitude deveria existir há muito tempo.
Sei que deve ser usado álcool 70 para desinfecção.Será que os administradores dos hospitais sabem?
Jeane, desculpe a demora para responder. Eu mesma já estive em locais com dispensadores de álcool … sem álcool. Eles sabem. Abraço
responder este comentário denunciar abusoMinha filha de apenas 8 anos esta com uma gripe muito forte e com febre,ja estamos fazendo o tratamento.Mas o que me preocupa é que ela tem uma endoscopia no hospital:pode haver o risco de pegar esta bactèria?
Elisangela, não há até o momento qualquer evidência de que as infecções por essa bactéria KPC estejam associadas à endoscopias. Até porque ela não está circulando fora dos hospitais (e as endoscopias são feitas, em geral, fora dos hospitais). Sobre fazer o procedimento com gripe: por favor consulte o médico que pediu o exame. Abraço.
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2009
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