
Seleção campeã levou nota 9 (Foto: Reuters)
Por Leonardo Bertozzi, comentarista da Rádio Estadão ESPN e dos canais ESPN
Terminada a Euro 2012, como ficam os boletins das 16 seleções participantes? O blog experimentou dar notas a cada uma. Veja quem passa de ano e quem fica em recuperação.
ESPANHA – 9
Só não fica com a nota máxima por não ter exibido ao longo da competição o futebol empolgante da final contra a Itália. A geração de Xavi, Iniesta, Casillas e seus companheiros fez história com o terceiro título consecutivo em uma grande competição, com um fato em comum entre elas: nunca levou gol nos jogos de mata-mata. Apesar de ausências importantes, como Puyol e Villa, e de sofrer em determinados momentos do torneio, o time de Vicente del Bosque solidificou seu lugar entre os grandes da história.
Passa de ano: Iniesta, genial com a bola nos pés e eleito o melhor jogador da competição.
Fica em recuperação: Negredo, que teve a chance de ser titular na semifinal e desapontou.
ITÁLIA – 8,5
Nota alta para a Itália após recuperar o prestígio abalado pelo fiasco na África do Sul em 2010. Em dois anos, Cesare Prandelli montou um time que contraria os velhos clichês sobre a vocação defensiva do futebol italiano, não por não saber defender, mas por gostar de ter a bola nos pés e agredir o adversário. As boas atuações ao longo do torneio, culminando na vitória sobre a Alemanha nas semifinais, fizeram com que o torcedor aplaudisse o time na volta para casa mesmo com a goleada sofrida na final. Deixa boa base para a Copa do Mundo de 2014.
Passa de ano: Pirlo, maestro da campanha com a precisão de seus passes e lançamentos.
Fica em recuperação: Marchisio, apagado e tímido se comparado à temporada que fez pela Juventus.
PORTUGAL – 8
Depois de um início preocupante nas eliminatórias, Portugal mexeu no comando e cresceu com a chegada de Paulo Bento, que organizou o time e conquistou a classificação na repescagem. Sorteada no “grupo da morte” do torneio, a equipe das Quinas selou a classificação com vitórias sobre Dinamarca e Holanda, após a derrota para os alemães na estreia. Cristiano Ronaldo, que falhou contra os dinamarqueses, se recuperou com atuações brilhantes contra a Holanda e a República Tcheca, já nas quartas-de-final. Na semifinal contra a Espanha, Portugal fez um grande jogo e foi melhor durante a maior parte do tempo, mas sucumbiu nos pênaltis. Saldo positivo para quem tem quatro semifinais nos últimos sete torneios disputados.
Passa de ano: João Moutinho. Destaque do meio-campo português, aliou poder de marcação e chegada ao ataque, mostrando que o time não precisa depender só de Ronaldo.
Fica em recuperação: Hélder Postiga. Tudo bem, não é culpa dele ser a melhor opção de centroavante para Portugal. Mas…
ALEMANHA – 7
Ter uma geração brilhante de jogadores e mostrar um futebol envolvente, mas cair na hora de brigar pelo título. Tempos atrás, parecia impossível aplicar este roteiro à Alemanha. Agora, virou rotina. O que não é novidade é a eliminação contra a Itália, sua algoz histórica, depois de ser a única seleção a vencer os quatro primeiros jogos nesta edição do torneio. Joachim Löw usou com inteligência seu bom elenco durante a maior parte da campanha, mas sua decisão de escalar um time mais preocupado em marcar Pirlo não funcionou diante dos italianos, minando sua força ofensiva.
Passa de ano: Khedira, que fez grande torneio no meio-campo, ofuscando até o mais badalado Schwensteinger.
Fica em recuperação: Podolski, normalmente rotulado “jogador de seleção”, desta vez não foi capaz de fazer a diferença.
FRANÇA – 5
A França chegou à Eurocopa ameaçando se colocar no rol das favoritas, com uma longa invencibilidade e atuações convincentes nos amistosos. Quando o torneio começou, porém, os comandados de Laurent Blanc ficaram longe de mostrar suas credenciais dentro de campo. A derrota para uma eliminada Suécia mandou a equipe para cima da Espanha nas quartas-de-final. No jogo contra os campeões, impressionou a inércia demonstrada diante da desvantagem no placar. Para piorar, o time voltou a sofrer com um vestiário rachado e Blanc não renovou seu contrato que expirou no fim da competição.
Passa de ano: Cabaye, volante que repetiu o futebol da ótima temporada pelo Newcastle.
Fica em recuperação: Nasri, que após marcar contra a Inglaterra se preocupou mais em bater boca com jornalistas do que jogar.
INGLATERRA – 6
Os ingleses passam de ano porque as expectativas para a Eurocopa eram as piores possíveis. Com um técnico que assumiu um mês antes do torneio e vários desfalques por contusão (além de não ter Rooney nos dois primeiros jogos por suspensão), o English Team era cotado para cair na primeira fase. Jogando de forma compacta na defesa em um ortodoxo 4-4-2, à moda de Roy Hodgson, a equipe conseguiu passar com a liderança do grupo e levar o difícil jogo com a Itália para os pênaltis. Então, prevaleceu o péssimo histórico do país neste tipo de decisão.
Passa de ano: Hart, goleiro que chegou para acabar com a tradição inglesa de calamidades no setor.
Fica em recuperação: Young, decepcionante do começo ao fim, constantemente o pior dos titulares.
REPÚBLICA TCHECA – 6
Mesmo com uma seleção sem os talentos de outrora, a República Tcheca conseguiu avançar em primeiro lugar no grupo, recuperando-se da goleada de 4 a 1 sofrida para a Rússia na estreia graças às vitórias sobre Grécia e Polônia. Talvez tenha sido a seleção mais fraca a superar a fase de grupos em todas as Eurocopas – o que, de certa forma, aumenta o mérito da classificação, arrancada mesmo com o desfalque de Rosicky no jogo contra os poloneses.
Passa de ano: Gebre Selassie, lateral cujas atuações lhe valeram uma transferência para o Werder Bremen.
Fica em recuperação: Baros, oito anos após ser artilheiro da Euro 2004, parecia um ex-jogador em atividade.
GRÉCIA – 6,5
Uma seleção com a mesma filosofia defensiva do título de 2004, mas sem a mesma competência, usou de muita garra para arrancar uma inesperada classificação contra a Rússia na última rodada. A fibra grega ainda permitiu um breve susto à Alemanha no início do segundo tempo, buscando o empate por 1 a 1 antes de acabar perdendo por 4 a 2. Futebol que não se notabiliza pela qualidade com a bola, mas impressiona pelo coração.
Passa de ano: Karagounis, remanescente da histórica conquista, fez o gol mais importante da campanha.
Fica em recuperação: Holebas, que perdeu o lugar no time após deixar uma avenida pela lateral-esquerda nos dois primeiros jogos.
RÚSSIA – 4,5
Favorita para avançar em um grupo fraco e responsável por uma bela atuação nos 4 a 1 sobre a República Tcheca na estreia, a Rússia conseguiu a proeza de ser eliminada. Qualidade técnica não era problema no elenco de Dick Advocaat, mas só isso não basta para formar um time vitorioso. Precisando apenas de um empate contra a Grécia para avançar, acabou derrotada com uma incrível exibição de apatia. Problema para o próximo técnico resolver, já que Advocaat estava de malas prontas para o PSV desde antes do torneio.
Passa de ano: Dzagoev, que há tempos luta para se livrar do rótulo de promessa e acabou entre os artilheiros do torneio.
Fica em recuperação: Kerzhakov, que perdeu gols de todas as maneiras possíveis e imagináveis.
POLÔNIA – 5
O fator campo, um grupo longe de ser complicado e a presença do trio de campeões alemães pelo Borussia Dortmund (Piszczek, Kuba e Lewandowski) eram razões para a Polônia acreditar na classificação. O time começava bem as partidas, mas normalmente perdia rendimento após a primeira meia hora. Deixou de vencer a Grécia quando tinha um jogador a mais, e acabou eliminada por uma República Tcheca que não assustava ninguém.
Passa de ano: Piszczek, lateral-direito que confirmou as boas impressões deixadas na temporada alemã.
Fica em recuperação: Szczesny, que foi expulso na estreia, viu Tyton defender um pênalti e acabar como titular no gol.
HOLANDA – 3,5
Vice-campeã mundial e eliminada com três derrotas. A Oranje foi uma bomba-relógio durante a Eurocopa, com um ambiente de dar inveja à tumultuada seleção de 1996. Van der Vaart e Huntelaar reclamaram abertamente da condição de reservas e levaram uma dura, também publicamente, de Sneijder. Robben e Van Persie foram decepções e o técnico Bert van Marwijk, que escalou uma formação kamikaze contra Portugal na última rodada, pagou o pato. Ele deixou o cargo após a participação no torneio.
Passa de ano: Sneijder, que veio de temporada fraca na Inter, cansou de criar chances para os colegas desperdiçarem.
Fica em recuperação: Van Persie, o goleador da Premier League, se esqueceu de calibrar o pé e abusou de errar finalizações.
DINAMARCA – 5,5
A eliminação na primeira fase não pode ser considerada um fracasso, em virtude do grupo. A inesperada vitória sobre a Holanda na estreia chegou até a alimentar as esperanças, mas a derrota para Portugal, num jogo em que chegou a igualar uma desvantagem de dois gols, minou as possibilidades do time de Morten Olsen.
Passa de ano: Krohn-Dehli, que criou e fez gols, mostrou estar pronto para o salto do Brondby para uma liga maior.
Fica em recuperação: Eriksen, meia do Ajax, nunca esteve à altura da fama criada.
CROÁCIA – 6
Os croatas passam de ano mesmo sem chegar às quartas-de-final. Além de mostrar versatilidade tática sob o comando de Slaven Bilic, a equipe só ficou atrás das duas finalistas do torneio no grupo. Com um pouco mais de sorte, poderia até se classificar no último jogo da chave, contra a Espanha, quando Rakitic parou em uma defesaça de Casillas com o placar ainda em 0 a 0. A saída de Bilic para dirigir o Lokomotiv Moscou é um problema.
Passa de ano: Mandzukic, três gols em três jogos e novo reforço do Bayern de Munique.
Fica em recuperação: Eduardo da Silva, com a boa fase do titular, praticamente não viu a bola no torneio.
IRLANDA – 4
Para uma equipe que se notabilizou pela retranca bem montada ao longo das eliminatórias, o desempenho na Eurocopa foi decepcionante. Croácia e Espanha furaram o bloqueio logo nos primeiros minutos das partidas, vencendo com facilidade e eliminando o time de Giovanni Trapattoni por antecipação.
Passa de ano: A torcida, que deu espetáculo em todos os jogos.
Fica em recuperação: Given, goleiro experiente, que podia ter feito melhor nos gols sofridos.
UCRÂNIA – 5,5
A Ucrânia era a seleção mais fraca do grupo, e mesmo jogando em casa era difícil projetar uma vitória. Ela veio logo na estreia, em uma noite especial para Shevchenko, autor dos dois gols da virada sobre a Suécia em seu canto do cisne pela seleção. Depois de perder para a França, o time teve até um início promissor contra a Inglaterra, mas acabou derrotado e fora das quartas-de-final. Nada diferente do esperado.
Passa de ano: Shevchenko, referência de uma geração e responsável pela única vitória.
Fica em recuperação: Milevsky, eterna promessa.
SUÉCIA – 4,5
Quando venceu a França, já não adiantava mais nada. Perder para uma seleção inferior na estreia e cair de virada para a Inglaterra foram acontecimentos que renegaram a tradição sueca de fazer jogo duro nas grandes competições. O técnico Erik Hamrén foi confuso nas escalações, e o time pagou caro em campo.
Passa de ano: Ibrahimovic não conseguiu carregar o time nas costas, mas jogou bem e fez o gol mais bonito da Euro.
Fica em recuperação: Toivonen, atacante do PSV, foi figura perdida em campo e parecia em outra dimensão.

Jogadores desfilaram em carro aberto em meio à multidão nas ruas de Madri. (Andres Kudacki/AP)
ÁUDIO: Ouça tudo sobre a Eurocopa
GALERIA: Veja imagens da final da Euro
No retorno à Espanha, a seleção campeã da Eurocopa foi recebida por milhares de torcedores, que lotaram as ruas de Madri nesta segunda-feira. Os jogadores da equipe espanhola desfilaram em carro aberto, com a taça nas mãos, e foram ovacionados pelos fãs.
Após o desembarque no país pela manhã, a delegação foi recebida no Palácio Real, em Madri, pelo Rei Juan Carlos, que não poupou elogios à seleção. “Os espanhóis estão muito orgulhosos de vocês. Não porque vocês são grandes jogadores, mas porque como time vocês são excelentes”, disse.

Espanhois lotam as ruas de Madri. (AP)
Depois disso, os jogadores seguiram para o encontro com a torcida, em ônibus com o teto aberto. A delegação seguiu até a Praça Cibeles, tradicional ponto de comemoração de títulos do Real Madrid na capital e foi recepcionada com o grito de “campeões, campeões”.
“O país está mais unido e as pessoas podem esquecer os problemas (financeiros da Espanha) por enquanto”, disse a torcedora Jessica Pino, de 27 anos. “Isso nos alegra um pouco”, afirmou Gabriel Rodriguez, de 26 anos, seguindo a mesma linha.

(AP)

O maestro do meio de campo da seleção espanhola (Foto: AFP)
Por ESPN.com.br
Muitos dizem que, se não fosse pela presença de Lionel Messi no Barcelona, o espanhol Andrés Iniesta teria sido escolhido o melhor do mundo por mais de uma vez. Na Eurocopa 2012, sem o argentino, o meia deu mais um argumento aos amantes de seu futebol e conquistou mais um título individual para o currículo: o de melhor jogador da competição. Na seleção dos 23 melhores, a Espanha conseguiu emplacar dez nomes.
ÁUDIO: Ouça tudo sobre a Eurocopa
GALERIA: Veja imagens da final da Euro
Apesar de não ter balançado a rede nenhuma vez na Euro, o bom desempenho de Iniesta e de toda a Fúria na final deste domingo, contra a Itália, vencida por 4 a 0, fez a diferença. Assim como em 2008 e na Copa do Mundo de 2010 (quando marcou o gol do título sobre a Holanda), Iniesta foi decisivo com passes e assistências.
“Estou satisfeito com meu desempenho. O gol não é o principal no futebol. Não jogo para ganhar a Bola de Ouro. Quero ser feliz com meu futebol. Se as pessoas valorizam o que faço, fico feliz”, disse.
Além de dez espanhóis (que não incluem Fernando Torres, artilheiro da competição), quatro italianos fazem parte da lista. O atacante Cristiano Ronaldo, de Portugal, foi um dos escolhidos. Veja a lista com os 23 eleitos pela Uefa à seleção da Eurocopa 2012:
Goleiros: Gianluigi Buffon (Itália), Iker Casillas (Espanha) e Manuel Neuer (Alemanha).
Defensores: Gerard Piqué (Espanha), Fábio Coentrão (Portugal), Philipp Lahm (Alemanha),Pepe (Portugal), Sergio Ramos (Espanha) e Jordi Alba (Espanha).
Meio-campistas: Daniele de Rossi (Itália), Steven Gerrard (Inglaterra), Xavi Hernández (Espanha), Andrés Iniesta (Espanha), Sami Khedira (Alemanha), Sergio Busquets (Espanha), Mesut Özil (Alemanha), Andrea Pirlo (Itália), Xabi Alonso (Espanha) e David Silva (Espanha).
Atacantes: Mario Balotelli (Itália), Cesc Fàbregas (Espanha), Cristiano Ronaldo (Portugal) e Zlatan Ibrahimovic (Suécia).
Rádio Estadão ESPN transmite a decisão neste domigo, às 15h45

Goleiro da Espanha, Casillas. (AP)
ÁUDIO: Ouça tudo sobre a Eurocopa
Por Tiago Leme, de Kiev (UCR), para o ESPN.com.br
Apesar de os italianos terem jogado o favoritismo para o lado da Espanha na final da Eurocopa, o goleiro Iker Casillas recusou o rótulo. O capitão da Fúria fez elogios ao adversário deste domingo e disse esperar uma partida equilibrada no estádio Olímpico de Kiev.
“Agradeço as palavras da Itália, mas isso é recíproco. Eles têm uma equipe muito boa. Na houve nenhuma surpresa deles contra a Alemanha. A Itália mostrou as suas características e conseguiram a vaga na final de maneira muito boa. Em nenhum momento pensamos que somos favoritos”, afirmou o goleiro espanhol.
Casillas também comparou o sentimento de estar na final da Eurocopa deste ano com o que sentiu em 2008, quando a Espanha foi campeã do torneio e deu início a um período de domínio no futebol europeu e mundial.
“Esta final de agora é diferente. Há quatro anos, chegamos depois de muito tempo sem conseguir nada. No Mundial também teve muito nervosismo, mas conseguimos. Agora é a continuidade destes anos. Há quatro anos era impensável estar nessa final. A história já está feita, queremos defender um título que conseguimos”, disse Casillas.

(Atacante foi o grande destaque da Azurra na vitória sobre a Alemanha. Foto: AFP)
Por ESPN.com.br com AFP
Os gols anotados por Mario Balotelli na vitória da Itália sobre a Alemanha por 2 a 1, na última quinta-feira, assombraram a todos que acompanham a Eurocopa. A classificação italiana para a final do torneio diante da Espanha tem a marca do polêmico atacante do Manchester City, e a seleção da Espanha, rival da Azzurra na grande final, também se preocupa com ele. Mas não só.
Segundo o meia Fábregas, a Itália tem muitas outras armas para a decisão. “Balotelli é um ótimo jogador. Ele mostrou isso ontem por marcar dois gols soberbos na semifinal contra um time muito forte como a Alemanha. Ele será uma ameaça, assim como Cassano e os outros atacantes”, falou em entrevista coletiva nesta sexta-feira.
ÁUDIO: Ouça tudo sobre a Eurocopa
O jogador do Barcelona analisou os adversários do próximo domingo em Kiev e garante: a final da Euro terá as duas seleções mais consistentes. “Eles têm um time muito competitivo, muito experiente da defesa até o ataque e com jogadores que tiveram excelentes temporadas por equipes como Milan, Inter de Milão e Juventus. Os defensores da Itália são muito experientes e sabem quando atacar e defender”.
“No topo disso eles têm um goleiro que é naturalmente um líder, mas a Espanha tem um grande goleiro também com Iker Casillas. Eles também têm muitas variedades na frente, jogadores fortes como Balotelli, manhosos como Cassano, e no meio-campo têm atletas especiais como Marchisio e Pirlo, que faz um grande torneio. Será um jogo duro, e os ganhadores vão merecer o título. Eu penso que nós somos os dois times mais consistentes do torneio”, afirmou Fábregas.
A Espanha, por sinal, está prestes a fazer história: campeã da Euro-2008 e da Copa do Mundo de 2010, a Fúria pode ser a primeira seleção a conquistar na sequência esses três títulos. Um alento para um país que sofre com a crise econômica continental, como lembrou Fábregas.
“Os jogadores têm sorte de ter um país atrás deles que ama futebol. É um grande prazer para nós transmitir alegria para os torcedores que nos apoiam. Os fãs têm saído às ruas a Espanha depois de nossos jogos, e existem torcedores que viajaram para a Ucrânia apesar de toda a dificuldade logística com o transporte. É fantástico ter todo o país nos apoitando. Nós temos grande fé nos torcedores e esperamos que eles tenham fé em nós. O objetivo dos jogadores aqui é continuar a escrever história”, falou.

Balotelli balança as redes alemãs e classifica a Itália. (Oliver Weiken/EFE)
Por Tiago Leme, de Varsóvia (POL), para o ESPN.com.br
“Why always me?”. Balotelli, sempre ele, aprontou novamente, mas desta vez aprontou coisa boa. O polêmico atacante italiano fez dois gols e foi decisivo na vitória da Azzurra sobre a Alemanha, por 2 a 1, nesta quinta-feira, no estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia. Ozil, de pênalti, ainda descontou nos acréscimos, mas a Itália se classificou para a grande final da Eurocopa-2012, diante da Espanha.
Veja também:
IMAGENS: Confira galeria de fotos
ÁUDIO: Ouça o comentário de Gustavo Hofman
A decisão entre italianos e espanhóis acontecerá no domingo, às 15h45 (horário de Brasília), no estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia.
A Itália disputará a sua terceira final de Euro e vai em busca do bicampeonato, tentando repetir o feito de 1964 e impedir que a Fúria conquiste o segundo título consecutivo. O resultado desta quinta tambem manteve um tabu. A seleção italiana nunca perdeu para a Alemanha em partidas de Eurocopa ou Copa do Mundo. Agora são cinco vitórias e três empates.
O jogo
O técnico Joachim Low surpreendeu na escalação da Alemanha e voltou a escalar Kross, Gomez e Podolski entre os titulares, para as saídas de Reus, Klose e Müller. Na Itália, o zagueiro Chiellini recuperado de lesão, voltou ao time, que não teve nenhum desfalque.
Apoiada pela maioria dos torcedores presentes no estádio, a seleção alemã tentou ir para cima desde o início, animada pela campanha com 100% de aproveitamento na Euro até então. No entanto, a Itália demonstrou força e não ficou presa no campo de defesa. Pelo contrário, a Azzurra encarou o adversário de igual para igual e teve praticamente o mesmo tempo de posse de bola em um duelo bastante equilibrado. Cassano e Kross exigiram defesas dos goleios Neuer e Buffon, respectivamente, em uma chance para cada lado.

Balotelli disputa lance com Hummels durante semifinal. (Frank Augstein/AP)
Mas os italianos foram mais eficientes quando precisaram finalizar. Aos 20 minutos, a estrela do polêmico Mario Balotelli começou a brilhar. Após boa jogada de Cassano na esquerda e cruzamento para a área, o jovem atacante de 21 anos aproveitou vacilo do zagueiro Badstuber, subiu mais alto e cabeceou para abrir o placar.
A Alemanha ainda conseguiu outra chance de gol em um chute de Ozil, defendido por Buffon. Mas aos 36 minutos Balotelli balançou as redes novamente e deu certa tranquilidade para a Itália. O camisa nove recebeu ótimo lançamento de Montolivo, ganhou na corrida de Lahm, que deu condição legal ao italiano, e acertou um belo chite forte do ângulo: 2 a 0.
No intervalo, a Alemanha voltou com Klose e Reus nos lugares de Gomez e Podolski. Precisando ir para cima, os alemães ficaram mais tempo no campo de ataque, mas o lance mais perigoso aconteceu em um cobrança de falta de Reus, que Buffon espalmou para escanteio.
Com cartão amarelo por ter tirado a camisa na comoração do segundo gol e cansado, Balotteli foi substituído aos 25 minutos, dando vaga para Di Natale. A Azzura já tinha se fechado mais para segurar o resultado, com a troca de Montolivo pelo brasileiro Thiago Motta.
Nos contragolpes, a seleção italiana quase ampliou o marcador, mas Marchisio e Di Natale errara o alvo e perderam a chance de fazer o terceiro. Balzaretti até chegou a colocar a bola no gol, mas a arbitragem apitou impedimento.
Nos acréscimos, aos 47 minutos, os alemães ainda descontaram com um gol de pênalti de Ozil, após Balzaretti colocar a mão na bola dentro da área.
No final, festa da pequena torcida italiana, que compareceu em número bem menor que o adversário no estádio Nacional de Varsóvia. E festa também dos poloneses, que independentemente do vencedor, cantaram celebrando o último jogo no país nesta Eurocopa.
Rádio Estadão ESPN transmite Alemanha x Itália nesta quinta, a partir das 15h45

Bastian Schweinsteiger durante treino da eleção alemã
Por ESPN.com.br com Agência AFP
Buscando se classificar a mais uma final de Eurocopa, a Alemanha terá que superar um tabu. Afinal, a equipe nunca venceu a Itália em competições oficiais, foram três derrotas e quatro empates em partidas da Copa do Mundo e da Eurocopa. Com isso, o volante Andrea Pirlo afirmou na terça-feira que os alemães tinham “medo”. O também volante Bastian Schweinsteioger discordou.
Veja também:
Ouça tudo sobre a Eurocopa
“Há um grande respeito, mas não medo. Eu pessoalmente não tenho medo, há muito respeito e se você não tem qualquer respeito pela Itália, você é um burro”, afirmou o jogador do Bayern de Munique. “Eu penso que a Itália é uma grande seleção, eles ganharam muito no passado e têm dado um grande passo à frente nos últimos dois anos”.
Schweinsteiger também fez elogios à sua seleção, que venceu os últimos 15 jogos oficiais que fez, um recorde entre os times nacionais do Velho Continente. “Eu penso que nós temos muita qualidade agora, nós somos taticamente e fisicamente fortes e temos bons talentos individuais. O mais importante é que trabalhamos juntos como um time, esse é o motivo para eu estar positivo. Eu estou realmente ansioso para o jogo. Eu joguei muitas partidas, mas este é o melhor momento de uma longa temporada”, afirmou.
“A questão é que nós poderemos bater o próximo grande oponente. Nós vencemos Argentina, Brasil, Inglaterra e Holanda, então o próximo grande será a Itália, eu espero”, concluiu o volante.
Por Tiago Leme, de Donetsk (UCR), para o ESPN.com.br
Foi uma verdadeira batalha pela bola, uma luta para balançar as redes e uma disputa até o último minuto para ver quem chegaria à final. Depois de empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a Espanha venceu Portugal, por 4 a 2, nos pênaltis, na Donbass Arena, em Donetsk, na Ucrânia, e chegou à segunda decisão de Eurocopa seguida. A equipe tentará o tricampeonato, buscando repetir os títulos de 1964 e 2008.
Veja também:
ÁUDIO: Ouça o comentário de Hofman e Bertozzi
ÁUDIO: Ouça último pênalti que deu a classificação
No jogo pela taça, a Fúria vai enfrentar o ganhador de Alemanha e Itália, que se enfrentam nesta quinta-feira, em Varsóvia. A final será disputada no domingo, em Kiev.

Espanhóis comemoram classificação à final após último pênalti marcado. (AP)
Nos pênaltis, Xabi Alonso perdeu a primeira cobrança, defendida pelo goleiro Rui Patrício, mas João Moutinho também parou nas mãos de Casillas logo em seguida. Iniesta, Piqué, Sergio Ramos e Fábregas (este converteu o chute final) acertaram para a Espanha, enquanto Pepe e Nani fizeram para os portugueses, mas Bruno Alves carimbou o travessão. Cristiano Ronaldo, que cobraria o último pênalti, acabou não precisando bater.
A equipe espanhola vai agora em busca de um feito inédito. Nunca nenhuma seleção foi campeã de três grandes torneios de forma consecutiva. A Espanha conquistou a Eurocopa de 2008, a Copa do Mundo de 2010 e tentará também a Euro-2012.
Em um duelo bastante equilibrado, Portugal conseguiu evitar que a Espanha tivesse a posse de bola bem superior ao adversário como de costume. Os portugueses foram melhores, mais objetivos, no tempo normal. Mas os espanhóis dominaram a prorrogação. No final do jogo, a Fúria teve mais posse de bola (57% a 43%) e acabou tendo uma leve vantagem nas finalizações também (11 a 10).
O jogo
O técnico Vicente Del Bosque surpreendeu e armou a Espanha sem Fábregas e sem Torres. O centroavante Negredo foi escalado como titular pela primeira vez nesta Eurocopa. Já Portugal foi a campo com a formação prevista, com o atacante Hugo Almeida na vaga do lesionado Helder Postiga.
Assim como o técnico Paulo Bento havia prometido na véspera, a seleção portuguesa não se intimidou com a atual campeã europeia e desde o início também buscou jogo, sem ficar encolhida na defesa. Com João Moutinho comandando o meio-campo, Portugal ficou mais tempo no campo de ataque. Os espanhóis tocavam a bola, mas demonstravam pouca objetividade, o que acabou irritando os torcedores ucranianos, que vaiaram a equipe em determinados momentos.

Após sufoco, Cristiano Ronaldo lamenta eliminação. (AFP)
O primeiro tempo terminou com a Espanha tendo uma leve vantagem na posse de bola, 55% a 45%, mas foi Portugal quem finalizou mais, 4 a 3. Na melhor das oportunidades, Cristiano Ronaldo chutou rasteiro, e a bola passou perto da trava do goleiro Casillas, arrancando aplausos das arquibancadas. A Espanha chegou a assustar com chutes de Arbeloa e Iniesta, mas não acertou o alvo nenhuma vez antes do intervalo.
Logo nos primeiros minutos da segunda etapa, Del Bosque fez duas substituições tentando fazer a Fúria chegar mais na área do adversário. Entraram Fábregas e Jesús Navas nos lugares dos apagados Negredo e David Silva. A seleção espanhola conseguiu melhorar um pouco, e Xavi acertou o primeiro chute da equipe no gol exigindo defesa de Rui Patrício. Mas a melhora não foi suficiente para criar mais oportunidades.
Do outro lado, Cristiano Ronaldo respondeu com três cobranças de falta, duas por cima do gol e uma na barreira (bateu na mão de Arbeloa e o juiz marcou falta). Mas Portugal também não conseguiu oferecer maiores perigos para Casillas. Paulo Bento ainda trocou o limitado Hugo Almeida por Nelson Oliveira, mas pouco adiantou.
Na Espanha, Xavi ainda saiu para a entrada de Pedro Rodríguez, deixando o time mais ofensivo. No final do tempo regulamentar, em um contragolpe, Raul Meireles tocou para Ronaldo, mas o atacante acabou errando o alvo. Com o 0 a 0 no placar, o duelo foi para a prorrogação.
Na primeira parte do tempo extra, a pressão foi espanhola. Com o apoio da torcida em maior número, a Fúria quase marcou o gol com Iniesta, após cruzamento de Pedro Rodríguez, mas Rui Patrício fez ótima defesa e espalmou para escanteio. Pouco depois, Sergio Ramos cobrou falta, e a bola passou perto da trave.
Na segunda parte, duas mudanças em Portugal. Entraram Custódio e Varela para as saídas de Miguel Veloso e Raul Meireles. Os espanhois seguiram com o controle das ações ofensivas, e Pedro disparou em velocidade em sentido a área em um lance, mas Pepe conseguiu fazer o corte. Com a igualdades nos 120 minutos, a decisão foi mesmo para os pênaltis.
Nas cobranças, com o erro de Bruno Alves e o acerto final de Fábregas, festa espanholas nas arquibancadas da Donbass Arena.
2012