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Eurocopa

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Jogadores desfilaram em carro aberto em meio à multidão nas ruas de Madri. (Andres Kudacki/AP)

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No retorno à Espanha, a seleção campeã da Eurocopa foi recebida por milhares de torcedores, que lotaram as ruas de Madri nesta segunda-feira. Os jogadores da equipe espanhola desfilaram em carro aberto, com a taça nas mãos, e foram ovacionados pelos fãs.

Após o desembarque no país pela manhã, a delegação foi recebida no Palácio Real, em Madri, pelo Rei Juan Carlos, que não poupou elogios à seleção. “Os espanhóis estão muito orgulhosos de vocês. Não porque vocês são grandes jogadores, mas porque como time vocês são excelentes”, disse.

 

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Espanhois lotam as ruas de Madri. (AP)

Depois disso, os jogadores seguiram para o encontro com a torcida, em ônibus com o teto aberto. A delegação seguiu até a Praça Cibeles, tradicional ponto de comemoração de títulos do Real Madrid na capital e foi recepcionada com o grito de “campeões, campeões”.

“O país está mais unido e as pessoas podem esquecer os problemas (financeiros da Espanha) por enquanto”, disse a torcedora Jessica Pino, de 27 anos. “Isso nos alegra um pouco”, afirmou Gabriel Rodriguez, de 26 anos, seguindo a mesma linha.

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(AP)

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O maestro do meio de campo da seleção espanhola (Foto: AFP)

Por ESPN.com.br

Muitos dizem que, se não fosse pela presença de Lionel Messi no Barcelona, o espanhol Andrés Iniesta teria sido escolhido o melhor do mundo por mais de uma vez. Na Eurocopa 2012, sem o argentino, o meia deu mais um argumento aos amantes de seu futebol e conquistou mais um título individual para o currículo: o de melhor jogador da competição. Na seleção dos 23 melhores, a Espanha conseguiu emplacar dez nomes.

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Apesar de não ter balançado a rede nenhuma vez na Euro, o bom desempenho de Iniesta e de toda a Fúria na final deste domingo, contra a Itália, vencida por 4 a 0, fez a diferença. Assim como em 2008 e na Copa do Mundo de 2010 (quando marcou o gol do título sobre a Holanda), Iniesta foi decisivo com passes e assistências.

“Estou satisfeito com meu desempenho. O gol não é o principal no futebol. Não jogo para ganhar a Bola de Ouro. Quero ser feliz com meu futebol. Se as pessoas valorizam o que faço, fico feliz”, disse.

Além de dez espanhóis (que não incluem Fernando Torres, artilheiro da competição), quatro italianos fazem parte da lista. O atacante Cristiano Ronaldo, de Portugal, foi um dos escolhidos. Veja a lista com os 23 eleitos pela Uefa à seleção da Eurocopa 2012:

Goleiros: Gianluigi Buffon (Itália), Iker Casillas (Espanha) e Manuel Neuer (Alemanha).

Defensores: Gerard Piqué (Espanha), Fábio Coentrão (Portugal), Philipp Lahm (Alemanha),Pepe (Portugal), Sergio Ramos (Espanha) e Jordi Alba (Espanha).

Meio-campistas: Daniele de Rossi (Itália), Steven Gerrard (Inglaterra), Xavi Hernández (Espanha), Andrés Iniesta (Espanha), Sami Khedira (Alemanha), Sergio Busquets (Espanha), Mesut Özil (Alemanha), Andrea Pirlo (Itália), Xabi Alonso (Espanha) e David Silva (Espanha).

Atacantes: Mario Balotelli (Itália), Cesc Fàbregas (Espanha), Cristiano Ronaldo (Portugal) e Zlatan Ibrahimovic (Suécia).

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Espanha levanta a taça da Euro 2012. (AP)

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Por Tiago Leme, de Kiev (UCR)

Quatro anos de domínio absoluto no futebol europeu e mundial. Está ficando chato é para os adversários. A Espanha calou os críticos, atropelou, mostrou sua força mais uma vez e venceu a Itália com facilidade, por 4 a 0, neste domingo, no estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia, sagrando-se campeã da Eurocopa pela terceira vez na história. David Silva, Jordi Alba, Fernando Torres e Juan Mata fizeram os gols na Fúria, que repetiu as conquistas de 1964 e 2008.

A geração atual espanhola ainda entrou para a história ao conseguir uma marca inédita. Nunca nenhuma seleção tinha vencido três grandes torneio seguidos, e a Espanha faturou a Euro de 2008, a Copa do Mundo de 2010 e agora a Euro de 2012.

Apesar do equilíbrio na posse de bola (52% a 48% para a Espanha) e nas finalizações (14 a 11 para a Espanha) durante o duelo deste domingo, a Espanha foi bem superior à Itália em campo, demonstrou quaidade novamente. Mais objetiva, mais entrosada e mais efetiva, a Fúria deu poucas chances aos guerreiros italianos, que cresceram durante a competição até chegarem à decisão, mas não puderam enfrentar os espanhóis de igual para igual. De quebra, os campeões ainda deram a reposta a quem críticou dizendo que o time apresentava um futebol chato.

David Silva e Jordi Alba balançaram as redes no primeiro tempo, e Fernando Torres e Juan Mata, que saíram do banco de reservas, completaram a goleada na segunda etapa, quando o jogo já estava praticamente decidido. Apesar de a base da equipe ser formada por jogadores de Barcelona e Real Madrid, foram quatro gols marcados por atletas de outras equipes: Silva (Manchester City), Alba (Valencia, contratado pel Barça para a próxima temporada), Torres e Mata (ambos do Chelsea).

E Espanha termina a Euro-2012 com quatro vitórias e dois empates, com 12 gols marcados e apenas um sofrido. O time não toma um gol em fase de mata-mata das principais competições desde a Copa do Mundo de 2006.

O jogo

Pela terceira vez nesta Eurocopa, o técnico Vicente Del Bosque armou a Espanha sem um centroavante de ofício, com o meia Fábregas atuando mais avançado e fazendo a função de “falso” número nove. Na Itália, Cesare Prandelli não fez surpresas e repetiu a escalação que eliminou a Alemanha na semifinal.

Em um duelo bastante equilibrado, a seleção italiana conseguiu igualar o tempo de posse de bola do adversário. As duas equipes também tiveram praticamente o mesmo número de finalizações, mas a Fúria foi mais eficiente. Desta vez demonstrando objetividade e indo para cima, o toque de bola rápido no meio-campo espanhol envolveu os italianos. Na primeira oportunidade, Fábregas errou o alvo no chute.

Na segunda chance, Iniesta enfiou a bola na área para Fábregas, que ganhou a jogada de Chiellini e cruzou para trás. David Silva apareceu e cabeceou para as redes, abrindo o placar para a Espanha, aos 14 minutos do primeiro tempo, para a festa da maioria de torcedores espanhóis presentes no estádio.

Logo depois, Chiellini voltou a sentir um problema muscular na coxa e foi substituído por Balzaretti. A Itália não se intimidou com o gol sofrido e levou perigo no ataque. Cassano obrigou Casillas a fazer grande defesa, e depois o goleiro espanhol conseguiu sair do gol e evitar que a bola chegasse na cabeça de Balotelli.

Então, aos 41 minutos, a eficiência ofensiva da Espanha deixou a equipe bem próxima da taça ainda antes do intervalo. Xavi fez lançamento perfeito para o lateral Jordi Alba, que tocou com traquilidade na saída de Buffon: 2 a 0.

Casillas ainda fez uma outra boa defesa em finalização de Montolivo, mas a Azzurra foi para os vestiários com uma missão dificílima.

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Jordi Alba marcou o 2º gol do jogo. (AP) 

Na segunda etapa, Prandelli mexeu no ataque, trocou Cassano por Di Natale, e o panorama do jogo continuou parecido. À frente do placar, a Espanha soube tocar a bola, agredir quando preciso e mais uma vez mostrou uma defesa sólida. Os espanhóis ainda pediram um pênalti após uma cabeçada de Piqué, em um lance que a bola bateu na mão de Bonucci dentro da área, mas a arbitragem nada apitou. A Itália respondeu com um chute de Di Natale, mas Casillas novamente fez a sua parte.

À medidade que o tempo passava, os gritos de “Ucrânia”, “Polônia” e “Rússia”, em uma festa globalizada no estádio Olímpico de Kiev, deram lugar aos cantos dos torcedores espanhóis. Do outro lado, o pequeno número de italianos parecia não ter mais força para acreditar em uma reação da equipe.

Thiago Motta ainda entrou no lugar de Montolivo, mas ficou menos de três minutos no gramado após sentir uma lesão muscular na coxa, deixando a Itália com dez homens em campo, já que as três substituições tinha sido feitas. Na seleção espanhola, Pedro Rodrígues, Fernando Torres e Juan Mata entraram nos lugares de David Silva, Fábregas e Iniesta.

Daí em diante, a Espanha ficou mais tempo no campo de ataque, mas criou pouco. Nem precisava, a Fúria esperou o relógio. Antes do apito final, ainda houve espaço para mais dois gols. Aos 39 minutos, Torres deixou o dele após receber lançamento de Xavi. Aos 44, foi a vez de Mata aproveitar passe de Torres e decretar a goleada: 4 a 0.

Festa da massa vermelha em Kiev, que cantou nas arquibanacadas o nomes dos ídolos da equipe. Mais um título para esta geração espanhola, e história feita: Espanha tricampeã da Eurocopa.

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Rádio Estadão ESPN transmite a decisão neste domigo, às 15h45

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Goleiro da Espanha, Casillas. (AP)

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Por Tiago Leme, de Kiev (UCR), para o ESPN.com.br

Apesar de os italianos terem jogado o favoritismo para o lado da Espanha na final da Eurocopa, o goleiro Iker Casillas recusou o rótulo. O capitão da Fúria fez elogios ao adversário deste domingo e disse esperar uma partida equilibrada no estádio Olímpico de Kiev.

“Agradeço as palavras da Itália, mas isso é recíproco. Eles têm uma equipe muito boa. Na houve nenhuma surpresa deles contra a Alemanha. A Itália mostrou as suas características e conseguiram a vaga na final de maneira muito boa. Em nenhum momento pensamos que somos favoritos”, afirmou o goleiro espanhol.

Casillas também comparou o sentimento de estar na final da Eurocopa deste ano com o que sentiu em 2008, quando a Espanha foi campeã do torneio e deu início a um período de domínio no futebol europeu e mundial.

“Esta final de agora é diferente. Há quatro anos, chegamos depois de muito tempo sem conseguir nada. No Mundial também teve muito nervosismo, mas conseguimos. Agora é a continuidade destes anos. Há quatro anos era impensável estar nessa final. A história já está feita, queremos defender um título que conseguimos”, disse Casillas.

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(Atacante foi o grande destaque da Azurra na vitória sobre a Alemanha. Foto: AFP)

Por ESPN.com.br com AFP

Os gols anotados por Mario Balotelli na vitória da Itália sobre a Alemanha por 2 a 1, na última quinta-feira, assombraram a todos que acompanham a Eurocopa. A classificação italiana para a final do torneio diante da Espanha tem a marca do polêmico atacante do Manchester City, e a seleção da Espanha, rival da Azzurra na grande final, também se preocupa com ele. Mas não só.

Segundo o meia Fábregas, a Itália tem muitas outras armas para a decisão. “Balotelli é um ótimo jogador. Ele mostrou isso ontem por marcar dois gols soberbos na semifinal contra um time muito forte como a Alemanha. Ele será uma ameaça, assim como Cassano e os outros atacantes”, falou em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

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O jogador do Barcelona analisou os adversários do próximo domingo em Kiev e garante: a final da Euro terá as duas seleções mais consistentes. “Eles têm um time muito competitivo, muito experiente da defesa até o ataque e com jogadores que tiveram excelentes temporadas por equipes como Milan, Inter de Milão e Juventus. Os defensores da Itália são muito experientes e sabem quando atacar e defender”.

“No topo disso eles têm um goleiro que é naturalmente um líder, mas a Espanha tem um grande goleiro também com Iker Casillas. Eles também têm muitas variedades na frente, jogadores fortes como Balotelli, manhosos como Cassano, e no meio-campo têm atletas especiais como Marchisio e Pirlo, que faz um grande torneio. Será um jogo duro, e os ganhadores vão merecer o título. Eu penso que nós somos os dois times mais consistentes do torneio”, afirmou Fábregas.

A Espanha, por sinal, está prestes a fazer história: campeã da Euro-2008 e da Copa do Mundo de 2010, a Fúria pode ser a primeira seleção a conquistar na sequência esses três títulos. Um alento para um país que sofre com a crise econômica continental, como lembrou Fábregas.

“Os jogadores têm sorte de ter um país atrás deles que ama futebol. É um grande prazer para nós transmitir alegria para os torcedores que nos apoiam. Os fãs têm saído às ruas a Espanha depois de nossos jogos, e existem torcedores que viajaram para a Ucrânia apesar de toda a dificuldade logística com o transporte. É fantástico ter todo o país nos apoitando. Nós temos grande fé nos torcedores e esperamos que eles tenham fé em nós. O objetivo dos jogadores aqui é continuar a escrever história”, falou.

 

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Foto:AFP

Por Tiago Leme, de Donetsk (UCR), para o ESPN.com.br

Rivais históricos, Espanha e Portugal fazem a primeira semifinal da Eurocopa-2012 nesta quarta-feira, na Donbass Arena, em Donetsk, na Ucrânia, às 15h45 (horário de Brasília), com transmissão da Rádio Estadão ESPN e cobertura em tempo real do ESPN.com.br. O clássico ibérico colocará frente a frente duas equipes que prometem atacar na partida, cada uma valorizando o seu estilo de jogo. De um lado, o conjunto espanhol com domínio da posse de bola e passes rápidos. Do outro, uma seleção portuguesa que garante não se intimidar com o adversário e tendo como grande estrela Cristiano Ronaldo.

O vencedor deste duelo vai enfrentar na final Alemanha ou Itália, que jogam quinta-feira. A decisão do campeonato será no domingo, em Kiev.

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Depois de empatar com a Itália na estreia, a Espanha vem de três vitórias seguidas, sobre Irlanda, Croácia e França. Apesar dos resultados positivos e de ser pouco ameaçada pelos oponentes, a atual campeã da Euro sofreu críticas por algumas atuações, já que a equipe criou poucas oportunidades de gol. Na véspera da semifinal, o volante Iniesta rebateu os críticos

“Nós temos o nosso próprio estilo, que nos trouxe sucesso e nos deu dois troféus. Mas as opiniões são válidas e eu as respeito. A verdade é que quando você possui um time que só ataca e outro que só se defende o jogo não fica tão atrativo quanto jogam duas equipes que pretendem ganhar a partida. Nossa maneira de jogar está dando êxito e é com ela que mudamos a história da Espanha para o bem. Acho que isso é suficiente”, disse o jogador espanhol.

O técnico Vicente Del Bosque mais uma vez não confirmou a escalação da Fúria, mas a tendência é que o time entre em campo com a mesma formação do último jogo, com Cesc Fábregas entre os titulares, e Fernando Torres na reserva.
Portugal também está embalado com uma sequência de três vitórias, diante de Dinamarca, Holanda e República Tcheca, depois de ter perdido para a Alemanha na partida inicial. Os portugueses estão animados com o bom desempenho do time, e principalmente com a boa fase de Cristiano Ronaldo, que fez três gols nos últimos dois jogos. O atacante dominou as atenções nas entrevistas coletivas pré-jogo, tanto do lado português quanto do lado espanhol.

E para o confronto com a badalada Espanha, o técnico português Paulo Bento garantiu que a seleção de Portugal vai manter o seu estilo de jogo, buscando também o ataque, sem se fechar na defesa, sem se intimidar com o adversário.

“O jogo vai ter momentos em que iremos conseguir dominar. Não tenho dúvidas em relação a isso. Queremos ter a bola, mas sabemos que do outro lado vai estar uma equipe que tem superado todas as equipes nesse item. Nós vamos ter a coragem de os atacar e a paciência de não desestabilizar quando não tivermos bola”, afirmou o treinador português, que já confirmou a entrada do atacante Hugo Almeida na vaga no lesionado Helder Postiga.

Espanha e Portugal se enfrentaram duas vezes recentemente, com uma vitória para cada lado, mas com os espanhóis tendo triunfado no encontro mais importante. Nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, a Fúria ganhou por 1 a 0, gol de David Villa, e depois acabou conquistando o título. Cinco meses mais tarde, em um amistoso em Lisboa, os portugueses golearam por 4 a 0, com dois gols de Postiga, um de Carlos Martins e um de Hugo Almeida. Em Eurocopas, as duas equipes já se enfrentaram duas vezes, com empate por 1 a 1, em 1984, e vitória de Portugal, por 1 a 0, em 2004.

Países rivais historicamente desde o século XV, da época das navegações e da colonização da América, Espanha e Portugal mais uma vez medem forças dentro de campo em um duelo decisivo. Para o lateral espanhol Arbeloa, no entanto, o duelo no futebol será bem mais amigável. É esperar para ver.

“A relação é fantástica entre os dois. Melhor do que com a França (risos). Isso é só futebol. A relação entre os dois países é boa, e penso que continuará sendo boa depois da partida”, disse Arbeloa.

FICHA TÉCNICA:

ESPANHA X PORTUGAL

Local: Donbass Arena, em Donetsk (Ucrânia)
Data: 27 de junho de 2012 (quarta-feira)
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)

ESPANHA: Iker Casillas; Álvaro Arbeloa, Gerard Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Andrés Iniesta; David Silva e Cesc Fàbregas (Fernando Torres)
Técnico: Vicente Del Bosque

PORTUGAL: Rui Patrício; João Pereira, Pepe, Bruno Alves e Fabio Coentrão; Miguel Veloso, Raul Meireles e João Moutinho; Nani, Cristiano Ronaldo e Hugo Almeida.
Técnico: Paulo Bento

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Casillas (à esq.) e Pepe Reina (meio) são estrelas do Real na Eurocopa. (Vasily Fedosenko/Reuters)

O título espanhol e o bom momento dos jogadores do Real Madrid tiveram influência direta na Eurocopa 2012. Dez jogadores do clube merengue devem ser vistos em campo nos duelos desta quarta e quinta-feira, entre as quatro seleções classificadas para a semifinal na competição continental (Portugal, Espanha, Alemanha e Itália) – sendo que nove deles podem ser considerados titulares na equipe espanhola.

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Apesar de a maioria dos jogadores do Real atuarem pela seleção espanhola, o principal destaque tem sido Cristiano Ronaldo – responsável por levar a seleção portuguesa até à véspera da final. Além dele, Xabi Alonso, Iker Casillas, Sergio Ramos, Álvaro Arbeloa, Raúl Albiol, Pepe, Fabio Coentrao, Sami Khedira e Mesut Ozil seguem na competição continental. Dentre os titulares, somente Di María (argentino) e o francês Benzema (eliminado nas quartas) não estão na disputa.

Segundo Ozil, um dos destaques da seleção alemã até aqui, os companheiros de equipe estão orgulhosos e já conversaram sobre o assunto. “Nós estamos trocando mensagens de parabéns durante a Eurocopa”, disse o meia, nesta segunda-feira.

O rival Barcelona, com sete convocados (sendo a base da seleção espanhola), também aparece entre os clubes que mais cederam jogadores às seleções classificadas na Euro. A Juventus, campeã italiana neste ano, também forma a espinha dorsal da seleção da Itália com sete atletas na competição.

Ainda assim, o segundo clube com maior representação em campo nas semifinais é o Bayern de Munique, vice-campeão da Champions League: são oito jogadores convocados e entre os favoritos a ficarem com o título da Eurocopa (Neuer, Badstuber, Boateng, Lahm, Kroos, Thomas Muller, Schweinsteiger e Mario Gomez).

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Por Tiago Leme, de Donetsk (UCR), para o ESPN.com.br

Em um duelo com pouca emoção, a Espanha conseguiu um gol no primeiro tempo, impôs o seu estilo de jogo e venceu a França, por 2 a 0, neste sábado, na Donbass Arena, em Donetsk, na Ucrânia. Em sua centésima partida pela seleção, Xabi Alonso marcou duas vezes, no início e no final, colocando os atuais campeões na semifinal da Eurocopa-2012.

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O adversário na próxima fase será Portugal, que eliminou a República Tcheca, em partida que será realizada na próxima quarta-feira, também em Donetsk.

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Xabi Alonso, herói da partida, bate pênalti e marca o 2ª da Espanha. (Kerim Okten/Efe)

Com a vitória, a Espanha quebrou um tabu histórico. Foi a primeira vitória dos espanhóis sobre os franceses em jogos oficiais em sete partidas. Antes disso, a França havia vencido cinco vezes, além de um empate.

O confronto teve poucas chances de gol, nove finalizações espanholas (cinco certas) e quatro francesas (uma certa), o que irritou torcedores ucranianos em determinados momentos. Mas a Fúria mais uma vez teve o domínio da posse de bola e jogou da forma que gosta após o gol de Xabi Alonso no primeiro tempo, sendo pouco ameaçada pela França. O volante do Real Madrid, de pênalti, fez mais um no final da partida e definiu o placar final. Xabi Alonso, que completava a sua centésima atuação pela seleção espanhola, foi eleito o melhor em campo.

O jogo

O técnico espanhol Vicente Del Bosque mudou a escalação em relação aos últimos dois jogos e repetiu o que fez na estreia diante da Itália, montando o time sem um centroavante de ofício. Com isso, Fernando Torres ficou na reserva, e Cesc Fábregas foi titular. Do lado francês, o treinador Laurent Blanc cumpriu o prometido e armou a equipe com maior poder de marcação no meio campo, tirando Nasri e colocando Malouda desde o início.

Como já é costume, os espanhóis dominaram amplamente a posse de bola desde o início, enquanto o adversário tinha dificuldades de chegar ao campo de ataque. Quando a França pegava na bola, geralmente eram em jogadas pelos cantos do campo. A partida não apresentava chances de gol para nenhum dos dois lados, e a maioria de torcedores locais no estádio parecia impacinete, gritando “Ucrânia, Ucrânia” e “Rússia, Rússia” nas arquibancadas.

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Ribery tenta driblar marcação espanhola. (Damien Meyer/AFP)

Foi então que, no primeiro lance de perigo do jogo, a Espanha conseguiu abrir o placar, aos 19 minutos. Iniesta enfiou boa bola na esquerda para Jordi Alba, que se livrou da marcação de Debuchy e cruzou conscienete na área. O volante Xabi Alonso cabeceou e balançou as redes: 1 a 0.

Em vantagem no marcado, a Fúria pôde fazer aquilo que mais gosta. A atual campeã da Eurocopa tocou a bola com paciência, sem pressa, condicionando o jogo a seu estilo. Antes do intervalo, Cabaye ainda exigiu uma grande defesa do goleiro Casillas, em uma cobrança de falta, no melhor momento francês.

O panorama do duelo pouco mudou na segunda etapa. A Espanha tinha o controle da bola, mas não assutava, e a França não conseguia ameaçar. Os torcedores ucranianos demosntraram sinais de irritação em diversos momentos da partida, vaiando algumas vezes e gritando o nome do próprio país.

Precisando do gol, Blanc trocou Debuchy e Malouda por Menez e Nasri, deixando a França um pouco mais ofensiva. Del Bosque respondeu colocando Pedro Rodríguez e Torres nos lugares de David Silva e Fábregas.

Na melhor oportunidade francesa, Ribery, que pouco produziu, invadiu a área pela esquerda e cruzou para Menez, mas Casillas defendeu. A seleção espanhola quase fez o segundo com Torres, mas Lloris saiu bem do gol em lance que a arbitragem já apitava impedimento.

Ainda houve tempo para a Fúria fazer o segundo gol. Reveillere derrubou Pedro Rodríguez na área, e o juiz marcou pênalti. Aos 46 minutos, Xabi Alonso cobrou, fez o seu segundo gol no jogo e definiu a vitória.

No final, classificação da Espanha para alegria dos cerca de 3 mil torcedores da Fúria na Donbass Arena, que receberam o apoio dos ucranianos nas arquibancadas.

FICHA TÉCNICA:
ESPANHA 2 X 0 FRANÇA

Local: Donbass Arena, em Donetsk (Ucrânia)
Data: 23 de junho de 2012 (Sábado)
Horário: 15h45(de Brasília)
Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália)
Cartões amarelos: Sérgio Ramos (Espanha). Cabaye e Menez (França)
GOLS: ESPANHA: Xabi Alonso, aos 18 minutos do primeiro tempo e aos 44 minutos do segundo tempo

ESPANHA: Iker Casillas, Álvaro Arbeloa, Gerard Piqué, Sergio Ramos e Jordi Alba; Sergio Busquets, Xabi Alonso, Xavi e Andrés Iniesta (Cazorla); Fábregas (Fernando Torres) e David Silva (Pedro)
Técnico: Vicente Del Bosque

FRANÇA: Lloris, Reveillere, Rami, Koscielny e Clichy; M’Vila (Giroud), Cabaye, Debuchy (Menez), Malouda (Nasri) e Ribéry; Benzema

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