
Balotelli balança as redes alemãs e classifica a Itália. (Oliver Weiken/EFE)
Por Tiago Leme, de Varsóvia (POL), para o ESPN.com.br
“Why always me?”. Balotelli, sempre ele, aprontou novamente, mas desta vez aprontou coisa boa. O polêmico atacante italiano fez dois gols e foi decisivo na vitória da Azzurra sobre a Alemanha, por 2 a 1, nesta quinta-feira, no estádio Nacional de Varsóvia, na Polônia. Ozil, de pênalti, ainda descontou nos acréscimos, mas a Itália se classificou para a grande final da Eurocopa-2012, diante da Espanha.
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A decisão entre italianos e espanhóis acontecerá no domingo, às 15h45 (horário de Brasília), no estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia.
A Itália disputará a sua terceira final de Euro e vai em busca do bicampeonato, tentando repetir o feito de 1964 e impedir que a Fúria conquiste o segundo título consecutivo. O resultado desta quinta tambem manteve um tabu. A seleção italiana nunca perdeu para a Alemanha em partidas de Eurocopa ou Copa do Mundo. Agora são cinco vitórias e três empates.
O jogo
O técnico Joachim Low surpreendeu na escalação da Alemanha e voltou a escalar Kross, Gomez e Podolski entre os titulares, para as saídas de Reus, Klose e Müller. Na Itália, o zagueiro Chiellini recuperado de lesão, voltou ao time, que não teve nenhum desfalque.
Apoiada pela maioria dos torcedores presentes no estádio, a seleção alemã tentou ir para cima desde o início, animada pela campanha com 100% de aproveitamento na Euro até então. No entanto, a Itália demonstrou força e não ficou presa no campo de defesa. Pelo contrário, a Azzurra encarou o adversário de igual para igual e teve praticamente o mesmo tempo de posse de bola em um duelo bastante equilibrado. Cassano e Kross exigiram defesas dos goleios Neuer e Buffon, respectivamente, em uma chance para cada lado.

Balotelli disputa lance com Hummels durante semifinal. (Frank Augstein/AP)
Mas os italianos foram mais eficientes quando precisaram finalizar. Aos 20 minutos, a estrela do polêmico Mario Balotelli começou a brilhar. Após boa jogada de Cassano na esquerda e cruzamento para a área, o jovem atacante de 21 anos aproveitou vacilo do zagueiro Badstuber, subiu mais alto e cabeceou para abrir o placar.
A Alemanha ainda conseguiu outra chance de gol em um chute de Ozil, defendido por Buffon. Mas aos 36 minutos Balotelli balançou as redes novamente e deu certa tranquilidade para a Itália. O camisa nove recebeu ótimo lançamento de Montolivo, ganhou na corrida de Lahm, que deu condição legal ao italiano, e acertou um belo chite forte do ângulo: 2 a 0.
No intervalo, a Alemanha voltou com Klose e Reus nos lugares de Gomez e Podolski. Precisando ir para cima, os alemães ficaram mais tempo no campo de ataque, mas o lance mais perigoso aconteceu em um cobrança de falta de Reus, que Buffon espalmou para escanteio.
Com cartão amarelo por ter tirado a camisa na comoração do segundo gol e cansado, Balotteli foi substituído aos 25 minutos, dando vaga para Di Natale. A Azzura já tinha se fechado mais para segurar o resultado, com a troca de Montolivo pelo brasileiro Thiago Motta.
Nos contragolpes, a seleção italiana quase ampliou o marcador, mas Marchisio e Di Natale errara o alvo e perderam a chance de fazer o terceiro. Balzaretti até chegou a colocar a bola no gol, mas a arbitragem apitou impedimento.
Nos acréscimos, aos 47 minutos, os alemães ainda descontaram com um gol de pênalti de Ozil, após Balzaretti colocar a mão na bola dentro da área.
No final, festa da pequena torcida italiana, que compareceu em número bem menor que o adversário no estádio Nacional de Varsóvia. E festa também dos poloneses, que independentemente do vencedor, cantaram celebrando o último jogo no país nesta Eurocopa.

Foto:AFP
Por Tiago Leme, de Varsóvia (POL), para o ESPN.com.br
Finalistas da Eurocopa de 2008, Espanha e Alemanha chegaram à atual edição do torneio como grandes favoritas a conquistar o título. Com os espanhóis já garantidos na decisão, restam aos alemães corresponderem às expectativas e confirmarem a esperada final. Para isso, os comandados de Joachim Löw, que venceram os seus últimos 15 jogos oficiais, um recorde entre as seleções do continente, terão que acabar com um incômodo tabu.
No duelo válido pela segunda semifinal da competição, que ocorrerá nesta quinta-feira, às 15h45 (de Brasília, em Varsóvia, na Polônia, com transmissão da Rádio Estadão ESPN e acompanhamento em tempo real do ESPN.com.br, os germânicos terão pela frente a Itália, adversária que nunca venceram em partidas pela Copa do Mundo ou Eurocopa. Em sete jogos, os italianos venceram quatro e os outros três terminaram empatados. No duelo oficial mais recente entre ambos, os tetracampeões do mundo triunfaram na prorrogação por 2 a 0, na semifinal da Copa do Mundo de 2006 realizada justamente na casa do adversário.
Com isso, o volante Andrea Pirlo, um dos destaques da competição, declarou que os alemães têm medo dos italianos. Pelo outro lado, Bastian Schweinsteiger respondeu e disse que não há medo e sim respeito pelo adversário.
Com medo ou não, a seleção tricampeã mundial tem no presente a grande aposta para acabar com o tabu diante da Azzurra. Sem perder um jogo oficial desde o revés diante da Espanha pela semifinal do Mundial de 2010, a Alemanha é a única seleção com 100% de aproveitamento nesta Eurocopa.
Para o técnico Joachim Löw, a equipe está mais pronta para ser campeã do que em 2006, quando perdeu para a Itália, e mostrou confiança para o duelo desta quinta-feira. “Devemos impor nosso ritmo na partida e creio que seremos capazes de fazê-lo. Tínhamos uma equipe muito jovem há seis anos e acho que aquela equipe não era madura o suficiente. Mas ganhamos de grandes equipes nos últimos anos. Podemos ganhar qualquer equipe do mundo. Estamos com uma boa sensação para amanhã. Estamos bem preparados e somos absolutamente capazes de derrotar a Itália”, disse.
Do outro lado, a ideia é jogar o favoritismo para os alemães devido ao bom momento do adversário. E, para conseguir “surpreender”, o técnico Cesare Prandelli planeja manter a forma mais ofensiva que a equipe tem jogado, abandonando o tradicional jogo excessicamente defensivo do país. “É a única maneira de sua equipe ter sucesso. Somos muito calmos e temos muita vontade de colocar em prática o que treinamos. Não podemos ficar à espera na nossa zona defensiva, estamos a trabalhar nisto há dois anos. Acho que seria muito imaturo mudarmos isso agora”, afirmou.
Para o confronto, a Alemanha não sofre com desfalques e contará força máxima. Após Löw ter feito três mudanças por opção própria diante da Grécia, novas alterações não estão descartadas na equipe, principalmente na escolha do centroavante – Mario Gomez ou Miroslav Klose -, mas a tendência é que a formação seja a mesma da que foi usada durante a fase de grupos.
Já a Itália enfrenta alguns problemas para montar a equipe titular. Maggio, com dois cartões amarelos, cumprirá suspensão. Além disso, outros três jogadores são dúvidas para o confronto. De Rossi foi substituído no fim do segundo tempo da partida contra a Inglaterra por causa de um problema no nervo ciático da perna esquerda. Chiellini está com dores musculares na coxa e Abate se recupera de uma lesão na perna esquerda.
A partida ainda marcará a definição do sétimo entre os oito representantes da Copa das Confederações. Como a Espanha, já está garantida por ser a atual campeã mundial, o vice-campeão da Eurocopa se garantirá na competição que será realizada em 2013. Além dos espanhóis, Brasil, México, Japão, Uruguai e Taiti já estão confirmados no torneio. Ainda resta conhecer o representante africano.
FICHA TÉCNICA
ALEMANHA X ITÁLIA
Local: Estádio Nacional, em Varsóvia (Polônia)
Data: 28 de junho de 2012 (Quinta-feira)
Horário: 15h45(de Brasília)
Árbitro: Stéphane Lannoy (França)
ALEMANHA: Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Mats Hummels, Holger Badstuber e Philipp Lahm; Sami Khedira, Bastian Schweinsteiger, Thomas Muller e Mesut Özil; Lukas Podolski e Mario Gomez (Miroslav Klose)
Técnico: Joachim Löw
ITÁLIA: Gianluigi Buffon, Antonio Abate, Leonardo Bonucci, Giorgio Chielini e Federico Balzaretti; Daniele De Rossi (Thiago Motta), Andrea Pirlo, Claudio Marchisio e Riccardo Montolivo; Mario Balotelli e Antonio Cassano
Técnico: Cesare Prandelli
Rádio Estadão ESPN transmite Alemanha x Itália nesta quinta, a partir das 15h45

Bastian Schweinsteiger durante treino da eleção alemã
Por ESPN.com.br com Agência AFP
Buscando se classificar a mais uma final de Eurocopa, a Alemanha terá que superar um tabu. Afinal, a equipe nunca venceu a Itália em competições oficiais, foram três derrotas e quatro empates em partidas da Copa do Mundo e da Eurocopa. Com isso, o volante Andrea Pirlo afirmou na terça-feira que os alemães tinham “medo”. O também volante Bastian Schweinsteioger discordou.
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“Há um grande respeito, mas não medo. Eu pessoalmente não tenho medo, há muito respeito e se você não tem qualquer respeito pela Itália, você é um burro”, afirmou o jogador do Bayern de Munique. “Eu penso que a Itália é uma grande seleção, eles ganharam muito no passado e têm dado um grande passo à frente nos últimos dois anos”.
Schweinsteiger também fez elogios à sua seleção, que venceu os últimos 15 jogos oficiais que fez, um recorde entre os times nacionais do Velho Continente. “Eu penso que nós temos muita qualidade agora, nós somos taticamente e fisicamente fortes e temos bons talentos individuais. O mais importante é que trabalhamos juntos como um time, esse é o motivo para eu estar positivo. Eu estou realmente ansioso para o jogo. Eu joguei muitas partidas, mas este é o melhor momento de uma longa temporada”, afirmou.
“A questão é que nós poderemos bater o próximo grande oponente. Nós vencemos Argentina, Brasil, Inglaterra e Holanda, então o próximo grande será a Itália, eu espero”, concluiu o volante.

Goleiro Neuer, da Alemanha, em pênalti batido pela Grécia nas quartas de final da Euro. (Reuters)
Por ESPN.com.br
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Diante da semifinal da Eurocopa contra a Itália, o treinador de goleiros da Alemanha, Andreas Kopke, disse que a equipe não irá treinar muitas cobranças de pênalti em preparação para uma possível disputa “na marca da cal” no jogo de quinta-feira, que dá vaga na final de domingo contra Espanha ou Portugal.
“É quase impossível praticar cobranças de pênalti nos treinamentos. Isso não muda muito em termos de resultados, porque você não pode simular a pressão psicológico de jogadores e goleiros”, comentou.
Depois da cobrança de Pirlo na disputa contra a Inglaterra nas quartas de final, quando o italiano converteu com uma bela “cavadinha”, Kokpe também se rendeu à classe do meia rival.
“Cobrar o pênalti daquele jeito foi muito atrevimento, especialmente com a Itália perdendo e, caso ele não fizesse, praticamente eliminada. Como goleiro, você não imagina algo como aquilo. Pirlo fez uma partida muito boa, controlou o jogo, ainda mais quando a Inglaterra mostrou estar cansada. O nosso time é jovem, mas tem também experiência, e espero que o jogo não precise ir para os pênaltis”, completou.

Klose mantém bom relacionametne com o técnico Löw na Alemanha. (Gero Breloer/AP)
Por ESPN.com.br
O veterano atacante Miroslav Klose acredita que a disputa com Mario Gomez pela titularidade no ataque alemão é um “presente”, e não uma dor de cabeça ao técnico Joquim Löw para a partida desta terça-feira, contra a Itália, pela semifinal da Eurocopa. O jogador de 34 anos começou todas as partidas da seleção na fase de grupos no banco, mas começou no time na vitória sobre a Grécia, por 4 a 2, nas quartas.
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Gomez tem três gols até aqui na Eurocopa, enquanto Klose marcou seu 64º gol pela seleção na sexta-feira – quatro abaixo do recorde de Gerd Muller pela seleção. Agora, o jogador da Lazio garante que os dois “rivais” estão treinando duro para enfrentar a Azurra. “O técnico pode escolher entre dois atacantes ‘top’. Isso é um presente para ele e para o resto do time”, disse Klose, à revista Kicker.
Recuperado da lesão que o tirou de ação no fim da temporada no futebol italiano, o atacante está totalmente recuperado e pronto para o jogo. “O treinamento diário aqui me fez bem. Estou 100% em forma e pronto, posso sentir. O resto quem decide é o técnico”, disse. “Eu tenho algumas conversas com o técnico, trocamos nossos pontos de vista. Eu não coloco meu ego à frente da equipe, nunca farei isso”.
Tendo atuado como parceiros de ataque no Bayern e na Alemanha antes de Löw mudar a formação do 4-4-2 para o atual 4-2-3-1, nenhum dos dois sente-se confortável com a condição de reserva. “Não sou homem para o time reserva. Sou saudável, me sinto em forma e eu acompanho o ritmo do restante da equipe. Minha meta é manter meu lugar no time”, afirmou Klose.

Seleção italiana treina nesta segunda (25) para pegar a Alemanha na semi. (Alik Keplicz/AP)
Por ESPN.com.br com Agência Estado
Um dia depois da vitória nos pênaltis sobre a Inglaterra, após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação, a seleção italiana já vive o clima das semifinais da Eurocopa, na qual enfrentará a Alemanha, nesta quinta-feira, em Varsóvia. E o técnico Cesare Prandelli tem problemas para escalar a equipe.
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O volante Daniele De Rossi e o lateral Ignazio Abate deixaram a partida diante dos ingleses com problemas musculares e se tornaram dúvida para esta quinta. Para piorar, Christian Maggio, que entrou no lugar de Abate, recebeu o segundo cartão amarelo e será desfalque certo diante dos alemães.
Estes, no entanto, não são os únicos problemas da Itália. O zagueiro Giorgio Chiellini sofreu uma lesão na coxa na última partida da fase de grupos, diante da Irlanda, e não atuou no domingo. Ele participou normalmente do treino desta segunda-feira e segue como dúvida. O volante brasileiro naturalizado Thiago Motta também sofreu uma leve contusão, não saiu do banco diante dos ingleses e não se sabe quais são suas condições.
Com tantos possíveis desfalques, Prandelli pode ter que promover a estreia de Angelo Ogbonna, de 24 anos, que ainda não atuou nesta Eurocopa. Mesmo sendo canhoto, o zagueiro do Torino pode ganhar uma vaga na equipe, o que faria com que Balzaretti atuasse pelo lado direito.

Alemães esperam a definição de seu adversário que sairá do duelo entre Inglaterra e Itália. (AP)
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Por ESPN.com.br
A Alemanha até levou um susto, mas goleou a Grécia por 4 a 2, nesta sexta-feira, no Arena Gdansk, na Polônia, e se classificou para a semifinal da Eurocopa. Agora, os alemães, que seguem tendo 100% de aproveitamento na competição, esperam a definição de seu adversário que sairá do duelo entre Inglaterra e Itália. Na semifinal ocorrerá na quinta-feira, às 15h45 (de Brasília), em Varsóvia, na Polônia.
Contando com uma equipe rápida e ofensiva, os alemães, que entraram em campo com três mudanças no time titular, dominaram desde o começo da partida e foram assustados pelos adversários raras vezes. Após desperdiçar diversas chances durante boa parte do primeiro tempo, a Alemanha abriu o marcador com o capitão Philip Lahm já aos 38 minutos.
Na etapa final, os gregos voltaram com maior força ofensiva e, em um contra-ataque, empataram com um gol de Samaras. A comemoração da Grécia durou pouco e logo Khedira, com um bonito gol, colocou os alemães em vantagem novamente.
O resultado ainda marca o 15º triunfo consecutivo da Alemanha em jogos oficiais. A sequência começou a ser construída ainda na Copa do Mundo de 2010, quando bateu o Uruguai por 3 a 2, na disputa de terceiro lugar.
Pelo lado grego, o ponto positivo foi o fato de a seleção ter conseguido marcar dois gols pela primeira vez no ano. A última vez que havia balançado a rede adversária mais de uma vez em uma mesma partida foi no dia 11 de outubro de 2011, quando venceu a Geórgia por 2 a 1, fora de casa, pelas eliminatórias da Eurocopa.
O jogo
Para tentar superar a já esperada retranca grega, o técnico Joachim Löw surpreendeu na escalação da Alemanha e promoveu alterações na equipe. Saíram Lukas Podolski, Thomas Müller e Mario Gomez, artilheiro da competição, para as entradas de Andre Schürrle, Marco Reus e Miroslav Klose.
Com um time mais veloz, os alemães iniciaram o duelo pressionado o adversário, que não pôde contar com seu capitão Giorgios Karagounis, suspenso. Logo aos três minutos, os tricampeões mundiais balançaram a rede adversária. Khedira chutou de fora da área, Sifakis rebateu e Klose, disputando com o goleiro, mandou para o fundo da meta. Porém, o atacante estava em posição irregular e o gol não foi validado. Dois minutos depois, Khedira arrematou por cima do alvo. Aos 10, Reus aproveitou boa jogada coletiva e finalizou à direita do gol adversário.
Fechada em seu campo de defesa, a Grécia não levava perigo a Neuer e via os alemães controlarem a posse de bola. Aos 23, Özil recebeu passe de Reus na área após belo trabalho coletivo e chutou para boa defesa de Sifakis, perdendo grande oportunidade. Na sequência, Reus teve duas chances e mandou do lado de fora do alvo.

(AP)
Depois de os alemães desperdiçarem diversas tentativas de abrir o marcador, os gregos levaram perigo em chute cruzado da direita de Ninis, defendido por Neuer defendeu. Na sequência, os germânicos responderam em conclusão de Schürrle, que saiu ao lado da meta. Aos 36, Özil fez jogada individual, rolou para Khedira, o volante arrematou e Sifakis espalmou.
Aos 38, enfim sairia o gol alemão. Lahm recebeu passe de Özil na intermediária, avançou com liberdade e concluiu com força no canto esquerdo do goleiro Sifakis. Mesmo com a vantagem, a Alemanha seguia pressionando e quase ampliou o marcador aos 47, quando Schürrle finalizou na rede pelo lado de fora. No entanto, os comandados de Löw não conseguiram ampliar o marcador até o intervalo.
Com a Grécia precisando mostrar maior poder ofensivo, o treinador Fernando Santos promoveu duas alterações na equipe para a etapa final. Gekas e Fotakis entraram nas vagas de Ninis e Tzavellas. Mesmo que os alemães seguissem controlando o jogo, as mudanças deram maior força no contra-ataque grego. Nesse panorama, os campeões da Eurocopa de 2004 empataram o confronto aos nove minutos. Salpingidis disparou pela direita, cruzou na área, Samaras se antecipou a Boateng e finalizou para as redes. Neuer chegou a defender, mas não conseguiu evitar o gol.
Porém, a festa da torcida grega presente na Arena Gdansk durou pouco. Seis minutos mais tarde, os alemães voltaram a ficar à frente no marcador e em grande estilo. Após boa troca de passes no setor ofensivo, Boateng recebeu na direita, fez o levantamento e Khedira arrematou de primeira para marcar um belo gol.
Os comandados de Löw aproveitaram o momento e marcaram o terceiro aos 21. Em cobrança de falta de Özil, Klose aproveitou saída do gol ruim de Sifakis e cabeceou para o fundo das redes. Com a Grécia abalada, a Alemanha tratou de transformar o triunfo em goleada. Aos 28, Klose finalizou para a defesa de Sifakis e, no rebote, Reus chutou forte, a bola bateu no travessão e entrou.
Mesmo com a vantagem construída, os alemães ainda tiveram mais chances de marcar mais gols, porém quem balançou as redes no fim foram os gregos. Aos 43, Torissidis chutou da esquerda, Boateng desviou com o braço e o árbitro assinalou o pênalti, convertido por Salpingidis.
FICHA TÉCNICA
ALEMANHA 4 X 2 GRÉCIA
Local: Arena Gdansk, em Gdansk (Polônia)
Data: 22 de junho de 2012 (Sexta-feira)
Horário: 15h45(de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Cartões amarelos: Sokratis e Samaras (Grécia)
GOLS: ALEMANHA: Lahm, aos 39 minutos do primeiro tempo, Khedira, aos 15 minutos do segundo tempo, Klose, aos 21 minutos do segundo tempo e Reus, aos 28 minutos do segundo tempo
GRÉCIA: Samaras, aos nove minutos do segundo tempo, e Salpingidis, aos 43 minutos do segundo tempo
ALEMANHA: Neuer; Boateng, Hummels, Badstuber e Lahm; Khedira, Schweinsteiger, Ozil, Schürrle (Müller) e Reus (Götze); Klose (Gomez)
Técnico: Joachim Löw
GRÉCIA: Sifakis; Torosidis, Papadopoulos, Sokratis e Tzavellas (Fotakis); Makos (Liberopoulos), Maniatis e Katsouranis; Ninis (Gekas), Salpingidis e Samaras
Técnico: Fernando Santos
Rádio Estadão ESPN transmite Alemanha x Grécia nesta sexta, às 15h45

Técnicos Joachim Loew (Alemanha) e Fernando Santos (Grécia) (AFP)
É o jogo mais desequilibrado das quartas: de um lado, teoricamente, a melhor seleção do torneio. Do outro, a pior entre os oito classificados. Como se não bastasse, após suspensão cumprida por Boateng, a Alemanha, único time com 100% de aproveitamento na competição mesmo tendo jogado na chave mais difícil da primeira fase, chega completa para o confronto. Já a Grécia, que surpreendeu o mundo ao conseguir sua vaga vencendo o bom time da Rússia na última rodada, terá o desfalque de seu capitão e melhor jogador: Karagounis está suspenso por ter recebido um contestável cartão amarelo por simulação durante o jogo (em que marcou o gol da vitória!) diante dos russos.
2012