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	<title>Ethevaldo Siqueira</title>
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		<title>A internet das coisas vem aí</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Feb 2012 10:21:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Internet das coisas]]></category>
		<category><![CDATA[Internet of Things (IoT)]]></category>
		<category><![CDATA[Protocolo IPv6;]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a ampliação praticamente sem limites do número de endereços da web possibilitada pelo novo protocolo IPv6 e a evolução dos sensores, o mundo está ingressando na era da Internet das Coisas, em que cada objeto terá seu endereço e poderá ser localizado, controlado e contatado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você já ouviu falar do novo protocolo da internet, o IPv6  ou IP versão 6. Como todos sabem, o mundo está arquivando o protocolo IPv4, porque o número de endereços da internet que ele possibilitava está praticamente esgotado. Por isso, todos os endereços existentes vão sendo substituídos progressivamente pela versão mais moderna e poderosa, que é o protocolo Ou<strong> </strong>IPv6.</p>
<p>Embora muita gente possa supor que essa informação não interessa à maioria dos usuários da internet, desde os mais simples até os mais sofisticados, os especialistas acham que ela, realmente, interessa. O protocolo anterior IPv4 só permitia ao mundo dispor de pouco mais de 4 bilhões de endereços. Esse número já foi praticamente esgotado há quase um ano.</p>
<p>Mas qual, então, o número máximo de endereços da internet com o novo protocolo? Não é fácil dizer qual é esse número, porque ele é tão grande que a gente tem dificuldade em lhe dar um nome. Para melhor representá-lo, temos que usar a chamada notação científica, escrevendo-o abreviadamente assim: <strong>3,4</strong><strong> x 10<sup>38</sup></strong>. É claro que, com um pouco mais de paciência, será possível representá-lo de outra maneira, escrevendo o número 340 seguido de 36 zeros. De forma simplificada, a internet do futuro poderá ter um número de endereços 16 bilhões de vezes maior do que a população da Terra hoje.</p>
<p>Resumindo as vantagens dessa nova internet com o protocolo IPv6, podemos dizer que, em primeiro lugar, o novo protocolo resolverá definitivamente o problema do número de endereços da internet. Em segundo lugar, vai tornar muito mais difícil a tarefa dos fraudadores e dos hackers. Em terceiro, vai trazer mais segurança e qualidade dos serviços. E, em quarto e, talvez, o mais importante benefício, o IPv6 vai permitir o nascimento da internet das coisas, na qual cada objeto deste mundo poderá ter seu endereço próprio, exclusivo, na internet.</p>
<p><strong>Tudo terá endereço</strong></p>
<p>Com essa abundância ilimitada de números IP, nós poderemos dar a cada objeto ou coisa um endereço e localizá-los no mundo. Isso será muito útil para o controle de estoques e almoxarifados de indústrias, em que centenas de milhões de itens precisam ser controlados. Além do endereço, cada um deles terá um sensor, para ser localizado, contabilizado, classificado, vendido, comprado ou simplesmente eliminado de nossos registros pela internet das coisas.</p>
<p>E melhor do que tudo: nós poderemos usar essa internet das coisas em nossas casas. No refrigerador ou freezer, todos os produtos terão seus sensores e um endereço. A própria geladeira controlará a quantidade de cada produto – leite, manteiga, frutas, água mineral, cerveja – e pedirá automaticamente pela internet ao supermercado a reposição de cada um deles.</p>
<p>Quem tem uma biblioteca com milhares de livros poderá classificá-los e localizá-los pela internet das coisas. Cada livro terá um microchip ou sensor, com seu endereço dentro do novo universo de endereços do IPv6.</p>
<p>Na realidade, poderemos usar a internet das coisas em quase tudo. Em âmbito doméstico, ela será muito útil para controlar todos os nossos bens pessoais, como roupas, CDs, DVDs, fotos, vídeos, aplicativos, conteúdos digitais de qualquer natureza.</p>
<p>Nas empresas, tudo poderá ficar mais fácil e mais organizado. As cartas, encomendas e objetos enviados pelo correio poderão ser rastreadas pelo próprio remetente ou destinatário.</p>
<p><strong>Uma ideia do MIT</strong></p>
<p>A ideia da internet das coisas surgiu no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, e ganhou logo o nome de Internet das Coisas <strong>(Internet of Things</strong> ou<strong> IoT),</strong> partindo de um objetivo bem simples: criar um sistema global de registro de bens, utilizando um código de produto eletrônico, como sistema de numeração.</p>
<p>Em poucos anos, creiam, viveremos melhor com essa nova internet.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O sucessor do Hubble</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Feb 2012 18:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Telescópio Espacial James Webb; Hubble;]]></category>

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		<description><![CDATA[Previsto para ser lançado no final desta década,  telescópio espacial James Webb, que irá suceder ao Hubble, será radicalmente diferente de seu antecessor. Sua órbita ficará a uma distância de 1,5 milhão de quilômetros da Terra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O telescópio espacial Hubble revolucionou nosso conhecimento do universo, ao longo dos últimos 22 anos, desde o seu lançamento em órbita em 1990. A massa de novas informações que ele forneceu foi tão grande nesse período, que poderíamos dividir a cosmologia, em duas eras: uma antes e outra depois do Hubble, com duas siglas talvez assim: aH e dH.</p>
<p>Imagine agora, leitor, o que poderá significar para o futuro conhecimento astronômico da humanidade o novo telescópio especial James Webb, projetado para ser o sucessor do Hubble. Muito diferente de seu antecessor em sua concepção, o próximo observatório orbital terá o tamanho de uma quadra de tênis, e vai girar em torno da Terra a uma distância quase quatro vezes maior do que a da Lua, a 1,5 milhão de quilômetros.</p>
<p><strong>Diferença básica</strong></p>
<p>Quanto ao seu funcionamento, uma das grandes diferenças básicas entre o Hubble e o Webb será a predominância e do uso das radiações infravermelhas, que são, aliás, vitais para a compreensão do universo. Basta lembrar que os objetos mais distantes só podem ser bem observados em luz infravermelha. Outros corpos celestes mais frios – ou menos quentes – seriam invisíveis se não fossem observados nesse espectro. Nem a espessura das nuvens de poeira cósmica poderia ser avaliada com alguma precisão se não fossem as manchas infravermelhas que lhes definem o contorno.</p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/02/300px-James_Webb_Space_Telescope_2009_top1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-2445" src="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/02/300px-James_Webb_Space_Telescope_2009_top1.jpg" alt="" width="424" height="332" /></a></p>
<p style="text-align: center"><em>O Webb terá um espelho de mais de 6 metros de diâmetro, formado por módulos hexagonais de berilo. (Foto NASA)</em></p>
<p>Duas características fundamentais do Webb serão seu espelho de 6,5 metros de diâmetro e sua órbita distante, situada no ponto chamado L2, em que se equilibram as atrações gravitacionais da Terra, da Lua e do Sol. Ao girar nessa órbita situada a 1,5 milhão de  quilômetros de distância da Terra, o Webb detectará a radiação infravermelha com muito maior precisão do que qualquer outro telescópio no espaço, segundo prevê a Nasa (sigla em inglês da Administração Norte-Americana de Aeronáutica e Espaço).</p>
<p>Para o novo telescópio espacial será tão fácil enxergar o universo no comprimento de onda infravermelho quanto o Hubble enxerga no espectro de cores visíveis. A expectativa dos cientistas, portanto, é de que o novo telescópio espacial deverá permitir uma massa incrível de novas descobertas, abrindo uma porta para o conhecimento de um trecho do universo ao qual a humanidade tem tido pouco acesso em suas observações.</p>
<p>Mesmo com os cortes radicais impostos ao orçamento da Nasa, a equipe de cientistas e engenheiros responsável pelo projeto continua trabalhando no desenvolvimento do desenho e da montagem das peças que deverão constituir o Webb, incorporando em seu projeto o que existe de mais avançado em matéria de tecnologia. Aliás, o novo telescópio espacial foi concebido para resistir não apenas ao mais intenso dos frios como, também, para tirar o máximo de vantagens dessa situação.</p>
<p><strong>Abrindo as asas</strong></p>
<p>O telescópio especial Webb viajará dobrado dentro de um foguete para facilitar seu lançamento e abrirá suas asas como uma borboleta, assim que se aproximar de sua órbita definitiva.</p>
<p>Se novos cortes do orçamento da Nasa não forem feitos, é provável que o lançamento do Webb ao espaço venha a ocorrer até o final desta década ou, no máximo, em 2021, e ser posto numa órbita distante e isolada, para, então, dar início a um conjunto de pesquisas totalmente novas. Em sua lista prioritária de tarefas, o novo observatório deverá trazer milhares de informações sobre supernovas, buracos negros, galáxias jovens e planetas que possam potencialmente abrigar alguma forma de vida. O que os cientistas esperam, assim, é um conjunto de respostas sobre os maiores mistérios da astronomia. Para cumprir essa pauta de trabalho, o Webb contará com o apoio das tecnologias e dos recursos mais avançados da atualidade.</p>
<p><strong>Por que Webb?</strong></p>
<p>O nome do novo telescópio espacial é uma homenagem a James Webb, segundo diretor geral da Nasa, que foi responsável pelo Projeto Apollo, que levou diversos astronautas norte-americanos à Lua.</p>
<p>Os dirigentes da Nasa costumam recordar o compromisso dos Estados Unidos, feito pelo presidente John Kennedy em 1961, de que os norte-americanos levariam o primeiro homem à Lua e o trariam de volta com toda segurança antes do final daquela década. Na interpretação de James Webb, o projeto espacial norte-americano era muito mais do que um compromisso político, por sua grande sinergia sobre o trabalho das universidades e da indústria aeroespacial. Hoje, igualmente, o novo telescópio espacial representa muito mais do que um compromisso político. É, mais do que tudo, um desafio científico e tecnológico.</p>
<p>Como parte de uma história oral do novo telescópio espacial, a biblioteca LBJ, de Austin, no Texas, conseguiu recuperar o áudio das conversas mantidas entre James Webb e o ex-presidente John Kennedy e seu vice-presidente, Lyndon Johnson. Segundo a transcrição de um trecho, Kennedy teria dito a Webb aproximadamente o seguinte: ”Não estou iniciando um programa que se resume num único objetivo. Se você aceita ser o administrador, é para transformar o programa espacial num conjunto de benefícios para o país como um todo.”</p>
<p>Numa avaliação histórica da gestão de James Webb, os especialistas reconhecem hoje a importância de sua visão equilibrada de todo o programa espacial norte-americano</p>
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		<title>A privatização petista</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Feb 2012 23:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma Roussef]]></category>
		<category><![CDATA[privataria]]></category>
		<category><![CDATA[Privatização]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[Como fica o discurso ideológico do PT, depois da privatização dos três maiores aeroportos do País, com a participação de fundos de pensão e de apoio do BNDES ?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente Dilma Rousseff acaba de privatizar os três maiores aeroportos do País, inclusive com dinheiro dos fundos de pensão e financiamentos do BNDES. Não é a primeira vez que o PT, no governo, segue caminhos totalmente diversos de suas pregações históricas. Na campanha eleitoral de 2010, a candidata Dilma Rousseff condenava radicalmente todas as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso.</p>
<p>Dilma rendeu-se às evidências. Se não optasse pela privatização, o Brasil poderia ter sérios problemas no setor de transportes aéreos na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016. A pior solução seria manter os três maiores aeroportos nas mãos da Infraero quando o Estado brasileiro, semifalido, investe menos de 2% do PIB em infraestrutura.</p>
<p>A dúvida agora é diferenciar quais são as privatizações boas e quais as más. As do PT serão as boas? E as do PSDB, serão privatarias?  Ou, ainda por vingança tucana, os petistas serão acusados de promover uma espécie de “privataria petralha”?</p>
<p><strong>Negação do ideário</strong></p>
<p>Um amigo, filósofo e bem-humorado, costuma me dizer que o PT só acerta na mosca quando nega seu ideário, quando muda seu discurso radical e faz exatamente o oposto do que propunha em 2002: ”a ruptura total com o modelo econômico neoliberal vigente no País”. Em lugar desse modelo, Lula e Dilma consolidam um modelo que se poderia chamar de neoconservador. E, mais uma vez, ao chegar ao poder, o PT faz aquilo que condenou no passado. Não explica, entretanto, sua mudança de posição nem pede desculpas a quem acreditava em sua pregação anterior.</p>
<p>É bom lembrar que Antonio Palocci, quando prefeito de Ribeirão Preto, iniciou o processo de  privatização das Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp), concessionária municipal. A própria presidente Dilma Rousseff, quando pertencia ao PDT e assessorava os governadores gaúchos Alceu Colares e Olívio Dutra, na década de 1990, defendeu a privatização da antiga Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT), que foi vendida para a Telefónica em 1997.</p>
<p><strong>Discurso radical</strong></p>
<p>Seria bom relembrar que o PT sempre demonizou as privatizações, da mesma forma que votou contra o Plano Real em 1994, acusou duramente o Proer (projeto que ajudou a sanear os bancos brasileiros) e nem sequer apoiou a Lei de Responsabilidade Fiscal.</p>
<p>O que se prevê agora é o recrudescimento de uma polêmica interna no PT sobre o tema das privatizações. A ala mais radical é a dos sindicatos de empregados de estatais, para os quais não há maior palavrão do que privatização.</p>
<p>Um dos diretores do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella, publicou no dia 31 de janeiro no site da Aepet (Associação dos Engenheiros da Petrobrás), um dos artigos mais radicais contra as privatizações no Brasil (<a href="http://www.aepet.org.br/site/colunas/pagina/206/Servios-Privatizados-caos-instalado-e-preos-exorbitantes-">http://www.aepet.org.br/site/colunas/pagina/206/Servios-Privatizados-caos-instalado-e-preos-exorbitantes-</a>), no qual critica até a presidente Dilma Rousseff por sua disposição de privatizar os maiores aeroportos.</p>
<p>Cancella desafia seus leitores a dar um único exemplo em que &#8220;a iniciativa privada é eficiente, onde fez os investimentos necessários e mantém serviços de excelência, com preços ou tarifas razoáveis&#8221;. É provável que o engenheiro não conheça a Vale, a Embraer, nem as empresas de telecomunicações privatizadas em 1998 que investiram R$ 200 bilhões na infraestrutura setorial, elevaram o número de telefones do País de 24,5 milhões para mais de 270 milhões e implantaram mais de 80 milhões de acessos à internet, 50 milhões dos quais em banda larga.</p>
<h3><strong>Livro polêmico</strong></h3>
<p>O debate sobre as privatizações do governo FHC ganhou até um livro polêmico, com o título de <em>A Privataria Tucana, </em>do jornalista Amaury Ribeiro Jr. (Geração Editorial, São Paulo, 2011). Escrito numa linguagem panfletária, o livro anuncia muito mais do que realmente oferece, ao prometer &#8220;documentos secretos e a verdade sobre o maior assalto ao patrimônio público brasileiro&#8221; e &#8220;a história de como o PT sabotou o PT na campanha de Dilma Rousseff&#8221;.</p>
<p>Para quem estuda a fundo o problema, o livro é frustrante, acima de tudo pelo tom emocional, de palanque, sem a menor isenção, com uma montanha de inquéritos passados. Mesmo assim, penso que todas as denúncias de lavagem de dinheiro e de supostas fortunas tucanas em paraísos fiscais das Ilhas Virgens Britânicas deveriam ser examinadas com todo o rigor pela Justiça e apuradas, até mesmo para comprovar a consistência ou veracidade das acusações. Se eu fosse o autor e tivesse plena convicção da autenticidade das provas e da culpabilidade dos acusados, não hesitaria um minuto em ingressar na Justiça.</p>
<p>Seria oportuno, também, que o autor, tão experiente em jornalismo investigativo, apurasse com muito maior rigor e reunisse o máximo de provas relativas a crimes não esclarecidos e tão polêmicos como a morte do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e de outros prefeitos petistas. Ou o enriquecimento surpreendente de uma dezena de ex-ministros degolados por corrupção nos últimos 9 anos. E mais: que escrevesse tudo em linguagem mais serena e equilibrada.</p>
<p>O esclarecimento dessa pauta seria um grande serviço ao País.<strong> </strong></p>
<p align="center"> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma operadora virtual para jovens</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 01:36:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[MVNO]]></category>
		<category><![CDATA[Operadoras virtuais]]></category>
		<category><![CDATA[Virgin Mobile]]></category>

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		<description><![CDATA[O modelo das operadoras celulares virtuais começa a expandir-se no Brasil. Agora é a vez da Virgin Mobile, que chega ao País, em parceria com a Datora Telecom.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O modelo das operadoras virtuais começa a expandir-se no Brasil, com a associação da gigante internacional Virgin Mobile Latin América (VMLA), do grupo controlado pelo biolionário Richard Branson, com a operadora brasileira de telecomunicações Datora Telecom. Com essa união, está nascendo a Virgin Mobile do Brasil.</p>
<p>“O foco central da nova empresa será o público jovem, que tem gosto e preferências específicas, tanto no Brasil quando no mundo” – afirma Wilson Otero, executivo-chefe da Datora. A questão central não será, portanto, competir em preços, mas, sim, na oferta de conteúdos adequados ao gosto e ao comportamento dos jovens. Nesse caso, é preciso oferecer o que eles querem e falar a sua linguagem.</p>
<p>Ele justifica seu otimismo com os futuros resultados da parceria com a Virgin Mobile, pois essa empresa se expande com sucesso pela América Latina, e deverá aportar substanciais investimentos no Brasil, a partir dessa operadora virtual. “Isso não significa que seremos simples consultores da Virgin – diz o dirigente da Datora – porque temos vasta experiência na integração de operadoras móveis, tanto em plataformas virtuais quanto de outras operadoras.”</p>
<p>A Datora Telecom já é sócia da Porto Seguro na primeira operadora virtual organizada no País, em 2011. Wilson Otero lembra que sua empresa já tem longa experiência na integração de plataformas, em especial com base na tecnologia de voz sobre protocolo IP (VoIP), que oferece atualmente praticamente a mesma qualidade das tecnologias convencionais.</p>
<p>Otero recorda que no caso da operadora virtual formada com a Porto Seguro, a parceira celular é a TIM. Isso não significa que, no caso da Virgin, não possam ser feitas parcerias com outras operadoras celulares brasileiras. Atualmente, a Datora e a Virgin estão tomando as decisões sobre as características da rede móvel a ser utilizada.</p>
<p><strong>Que é uma MVNO?</strong></p>
<p>A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) regulamentou em 2011 o novo modelo de negócios das chamadas Operadoras de Redes Móveis Virtuais ou MVNOs (sigla em inglês de Mobile Virtual Network Operators. Pela regulamentação há dois tipos de operadoras virtuais. Um deles são as credenciadas, que revendem serviços como representantes outras empresas de celular. Outro tipo são as autorizadas, que podem operar redes de terceiros ou de outras empresas de celular.As operadoras virtuais autorizadas utilizam parte da infraestrutura de outras operadoras.</p>
<p>O modelo das operadoras virtuais deverá expandir-se muito mais nos próximos anos. Segundo a Effortel, empresa de pesquisa belga, nos próximos dois anos, o mercado brasileiro terá de 40 a 50 operadoras móveis virtuais.</p>
<p>A Virgin Mobile Latin America (VMLA) busca tornar-se a principal operadora virtual móvel latino-americana, nos próximos cinco anos. Nos próximos 30 dias, deverá lançar sua primeira operação no Chile e logo em seguida na Colômbia. No segundo semestre, deverá ter licenças aprovadas no México e no Peru.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>GVT lança supergames online</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 19:40:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Banda Ultralarga]]></category>
		<category><![CDATA[Blizzard Entertainment]]></category>
		<category><![CDATA[GVT]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos online]]></category>
		<category><![CDATA[Ultravelocidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pela primeira vez na internet brasileira, assinantes de banda larga de uma operadora de telecomunicações terão acesso a jogos online de sucesso mundial. A oferta está sendo lançada nesta quinta-feira, 2 de fevereiro. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estão chegando ao Brasil os primeiros jogos online para usuários de fibra óptica. A GVT – operadora de banda larga, telefonia fixa e TV por assinatura – está anunciando nesta quinta-feira a parceria com a desenvolvedora mundial de jogos Blizzard Entertainment. Com esse acordo, a GVT passa a oferecer os games de maior sucesso mundial aos clientes brasileiros de banda larga ou ultravelocidade.</p>
<p>Um desses produtos é a versão em português do <em>World of Warcraft,</em> o jogo mais popular e de maior sucesso mundial, que pode reunir grande número pessoas ao mesmo tempo, no chamado de MMORPG (de <em>Massive Multiplayer Online Role-Playing Game)</em>, inclusive sua primeira expansão, <em>The Burning Crusade.</em> O <em>World of Warcraft</em> conta hoje com mais de 10 milhões de assinantes em todo o planeta.</p>
<p>Com assinaturas a partir de R$ 12,90 por mês, os clientes de banda larga da GVT podem fazer o download grátis da versão em português do World of Warcraft e terão desconto nos planos de assinatura, para prazos maiores do que 30 dias.</p>
<p>Segundo o presidente da GVT, Amos Genish, a operadora conta hoje com 1,7 milhão de clientes com a banda larga de ultravelocidade, que proporciona experiência sem precedentes em jogos online: &#8220;Queremos aumentar ainda mais a percepção do valor de nossa banda larga por nossos clientes, ao unir o melhor em banda larga ao melhor em jogo online. Estamos empenhados em popular o conceito de casa conectada, de modo a possibilitar a conexão de todos os aparelhos de uma residência, em uma única rede, a velocidades de até 100 megabits por segundo (Mbps), oferta de serviços de TV via internet (IPTV) e jogos online.&#8221;<strong></strong></p>
<p>Para o presidente da operadora, “a parceria representa mais um serviço da GVT na oferta de conteúdo e entretenimento sobre a banda larga Power, a exemplo do que a empresa já tem com a Universal Music desde outubro de 2010, quando lançou o Power Music<strong> </strong>Club,  portal que oferece conteúdo com <em>streaming </em>ilimitado de músicas e clipes para clientes desse serviço.”</p>
<p>Atuando em 17 Estados brasileiros, a GVT tem hoje mais de 5 milhões de clientes e está presente nas seguintes cidades paulistas: Campinas, Santo André, Guarulhos, Jundiaí, Osasco, Mauá, Piracicaba, Sorocaba, São Bernardo do Campo e Votorantim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O desafio da TV pública</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 23:57:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[João Sayad]]></category>
		<category><![CDATA[TV Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[TV Pública]]></category>

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		<description><![CDATA[Vale a pena conhecer o que se passa na TV Cultura, com as mudanças introduzidas em sua administração e, principalmente, em sua programação. Até o site da Cultura se transforma em repositório de excelente conteúdo, inclusive edições históricas do programa Roda Viva, com Ayrton Senna e Orlando Villas-Boas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você, leitor, sente-se desencantado em alguns momentos com os rumos da televisão aberta, sugiro que busque novas opções na TV Cultura, mesmo que tenha, eventualmente, optado pela TV por assinatura – que, aliás, tem crescido a mais de 20% ao ano e já alcança 45 milhões de telespectadores no País.</p>
<p>Acho que você vai gostar da TV Cultura, leitor, com as diversas mudanças desta nova fase. Comece pelo Jornal da Cultura, às 9 da noite, com a âncora Maria Cristina Poli. Muito mais do que outros noticiários, esse telejornal consegue inovar em busca de um padrão de informação mais completo e democrático, apoiado muitas vezes em matérias didáticas bem produzidas e equilibradas. E conta ainda com a participação de debatedores de alto nível, que se revezam de segunda a sexta-feira. Eles têm coragem de dar opinião, embora quase sempre alfinetados por telespectadores, pelo twitter.</p>
<p><strong>A boa música</strong></p>
<p>Nos fins de semana, a música clássica ganha muito mais espaço na Cultura, com documentários e concertos de renomados solistas e orquestras internacionais ou da própria Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo).</p>
<p>A excelente cobertura do Festival de Campos do Jordão, em julho, foi concluída com o Concerto para Violino de Beethoven, interpretado e regido por Pinchas Zukerman. O novo programa, Pré-Estreia, promoveu seu primeiro concurso de música erudita e revelou candidatos de talento de todo o País.</p>
<p>O Roda Viva, programa de entrevistas de maior prestígio da TV brasileira, foi reformulado, com mais debatedores. O Metrópolis, sobre artes e espetáculos, com Cadão Volpato, está ainda melhor. O Café Filosófico é um modelo de TV cultural, com escritores e professores que focalizam temas de grande atualidade.</p>
<p>Confesso, leitor, que gosto muito da música brasileira autêntica de Inezita Barroso, no Viola Minha Viola, e de Rolando Boldrin, no Sr. Brasil. Não perco nenhum Ensaio, que nos permite reencontrar compositores e cantores populares da MPB.</p>
<p>Na área de esportes, o Cartão Verde, se tornou de longe o melhor programa do gênero da TV brasileira (que saudade do Magrão Sócrates).</p>
<p><strong>Quatro canais</strong></p>
<p>Com os recursos da TV digital, em especial os da multiprogramação, a Fundação Padre Anchieta opera desde 2009 três canais públicos culturais: Cultura (2.1), Univesp (2.2) e Multicultura (2.3).</p>
<p>Há ainda um quarto canal, a TV Rá Tim Bum, de programas infantis, que faz parte do cardápio das operadoras de TV paga. Tem 3,5 milhões de assinantes. Aliás, há muitos anos a programação infantil da TV Cultura vem conquistando diversos prêmios internacionais.</p>
<p>No canal 2.2 digital, concretiza-se o projeto de uma universidade aberta com programação fornecida pelas universidades paulistas da Univesp (Universidade Virtual de São Paulo). Além de aulas e palestras de grande atualidade e interesse cultural, esse canal apresenta entrevistas sobre temas científicos, conduzidas pela jornalista Mônica Teixeira. Exibe ainda excelentes documentários da BBC (British Broadcasting Corporation) e do PBS (Public Broadcasting Service) norte-americano.</p>
<p>O terceiro canal (2.3), Multicultura, oferece uma seleção variada dos melhores programas musicais, culturais e de entretenimento, inclusive coisas preciosas do acervo da emissora, como as entrevistas de Ayrton Senna, Dercy Gonçalves, de escritores e políticos ao Roda Viva.</p>
<p><strong>Um show na web</strong></p>
<p>Se você quer ter uma amostra do alcance das mudanças ocorridas na TV Cultura, visite o novo site da emissora (<a href="http://www.tvcultura.com.br/">www.tvcultura.com.br</a>) e explore tudo que existe ali sobre os quatro canais, a grade de programação de cada um e uma seleção dos melhores programas e produções próprias (as chamadas Pratas da Casa), os documentários jornalísticos (como Matéria de Capa) e o site C+ (<a href="http://cmais.com.br/">http://cmais.com.br</a>) sobre programações especiais. Reveja no site da Cultura os últimos programas Roda Viva ou edições históricas, como a entrevista de Orlando Villas-Boas.</p>
<p><strong>Balanço</strong></p>
<p>É claro que ainda há muita coisa a ser melhorada. Acho, no entanto, que a Cultura está no caminho certo e que poderá tornar-se a primeira grande TV pública do Brasil, pois já oferece informação independente e programas culturais e de entretenimento de qualidade. E mais: poderá ser a grande opção para milhões de crianças, jovens, estudantes e cidadãos autodidatas, interessados em aprender sempre.</p>
<p>Desde sua chegada em junho de 2010, como presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad levou para a entidade, acima de tudo, um novo projeto de gestão, que já elevou a produtividade, com a eliminação de mais de R$ 75 milhões anuais em gastos e contratações não essenciais de pessoal. E já resolveu a maior parte dos crônicos problemas trabalhistas da Fundação.</p>
<p><strong>E a TV aberta?</strong></p>
<p>É inegável que a TV aberta comercial brasileira caiu no gosto popular. E, na verdade, ela produz muita coisa de qualidade, como as novelas e minisséries de padrão mundial, os telejornais sempre mais críticos e excelentes coberturas esportivas.</p>
<p>Mas tem também coisas horríveis e degradantes, como os <em>reality shows</em>, os programas popularescos de auditório ou os shows de notícias policiais sensacionalistas. A busca pela audiência parece tornar-se tão obsessiva que não encontra limites éticos.</p>
<p>Nessa hora, refugio-me na TV Cultura.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lytro, a revolução na fotografia</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 23:22:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia; Ren Ng; Campo de luz;]]></category>
		<category><![CDATA[Lytro]]></category>

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		<description><![CDATA[A câmera Lytro, baseada na tecnologia de campo de luz, pode ser uma das grandes revoluções na fotografia. Você tira a foto e depois acerta o foco e corrige todos os problemas de luz. Ninguém perde mais fotos por falta de foco ou por perda de tempo na regulagem da câmera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em>De Las Vegas</em></p>
<p>Primeiro você tira a foto. Depois acerta o foco. Quem vê a caixa metálica tão simples não imagina que ela possa abrigar uma tecnologia revolucionária que, talvez, represente um salto equivalente àqueles representados pela da câmera Polaroid ou da foto digital. Assim é a câmera Lytro, que utiliza um conceito totalmente diferente de registrar a imagem, baseado no campo de luz (ou Light Field), em que os raios luminosos são capturados por um sistema de sensores totalmente novo. Seu nome pode não ser dos mais felizes, mas seus resultados vão agradar, com certeza, a todos que gostam de fotografias quase perfeitas.</p>
<p>Entre as incontáveis inovações apresentadas no Consumer Electronics Show (CES) de 2012, de Las Vegas, a câmera Lytro foi a vencedora do <em>Last Gadget Standing,</em> um dos prêmios para a maior inovação tecnológica da área da fotografia, votado e definido pelos visitantes como de maior impacto em suas vidas.</p>
<p>O grande diferencial da Lytro é permitir que o usuário aprimore o resultado final depois de capturar a cena, quando tudo já estaria definido e irreversível para as câmeras convencionais. Desse modo, a câmera Lytro evita a perda de fotos por falta de foco ou de nitidez, mesmo no caso de fotos feitas com pouquíssima luminosidade. Depois do clique, a câmera armazena as imagens com todas as cores e formas e, só então, o usuário começa a corrigir o foco e todos os detalhes.</p>
<p><strong>O criador da Lytro</strong></p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/01/camera_fotocolagem1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2414" src="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/01/camera_fotocolagem1-300x216.jpg" alt="" width="427" height="317" /></a></p>
<p style="text-align: center"><em>Ren Ng, de 35 anos, PhD de Stanford, é o criador da câmera revolucionária</em></p>
<p>A câmera revolucionária foi inventada por Ren Ng (pronuncia-se Ing), pós-graduado da Universidade de Stanford, nascido na Malásia, hoje com 35 anos. Ele desenvolveu sensores que captam milhões de raios de luz, num trabalho equivalente ao de supercomputadores.</p>
<p>Ren Ng acaba de fundar sua empresa, a Lytro Co., de Redwood, Califórnia, e transformar seu invento em produto comercial, ao lançar a câmera no CES de 2012. O preço de lançamento não parece nada absurdo: US$ 399.<strong> </strong>Quem quiser entender melhor os fundamentos científicos dessa câmera, pode visitar o site <a href="http://www.lytro.com/">www.lytro.com</a>, da empresa que está lançando a câmera revolucionária.</p>
<p>A ideia da fotografia de campo de luz não é nova. Outras empresas, inclusive a Adobe e a Pelican Imaging, de Mountain View, tentaram sem sucesso chegar aos mesmos resultados que Ren Ng.</p>
<p>Além de tirar fotos com uma rapidez incrível, a câmera pode usar a informação do campo de luz para criar imagens tridimensionais (3D) e com muito mais dados que podem ser reunidos, inclusive com um desempenho muito melhor em condições de baixa luminosidade.</p>
<p><strong>Como funciona</strong></p>
<p>Tudo isso soa como algo mágico, dizem os fotógrafos mais experientes. Mas, na realidade, como funciona? Quais são as compensações e como essas chamadas “fotografias vivas” interagem com o software que as tornam visíveis e compartilhadas? A premissa básica da câmera de campo de luz é coletar todos os dados sobre a luz visível no campo de visão da câmera de modo que esse software possa manipular a foto mais tarde.</p>
<p>Ren Ng explica que, enquanto o conceito era usado no passado para criar imagens como as dos efeitos especiais de “bala do tempo” no filme Matrix, era necessária uma sala cheia de câmeras e a potência computacional de um supercomputador. Utilizando um óptica especial e sensores, a câmera Lytro reproduz toda essa técnica em um dispositivo portátil e simples.</p>
<p>Na descrição do inventor, “as fotos tradicionais não nos contam a história completa; considere que a totalidade da luz que entra através da lente da câmera é muito mais do que a da foto”. E mais: “o campo de luz é toda informação adicional que é perdida numa foto comum, tradicional. Quando nós registramos toda essa informação, isso nos permite atuar com o software após o fato (a captura da imagem).”</p>
<p>O que acontece “após o fato” é o pulo do gato, a grande novidade ou<em> breakthrough</em>: uma vez capturados os dados do campo de luz, os algoritmos da Lytro podem fazer truques impressionantes. Primeiro e maior deles é ajustar o foco em qualquer ponto em que o observador desejar.</p>
<p>Ainda pela explicação de Ren Ng, “quando uma câmera comum focaliza fisicamente, o que ela está fazendo, na verdade, é ajustando as lentes em relação ao sensor para que este traga as diversas partes da cena para uma posição de foco. Desse modo, se nós temos agora todo o campo de luz, nós podemos fazer o que as lentes fazes normalmente, mas por meio de computação.”</p>
<p><strong>Para ver o efeito</strong></p>
<p>Se o leitor quiser ter uma ideia de como funciona na prática a nova fotografia baseada no campo de luz, pode usar o link específico e curioso (<a href="https://www.lytro.com/living-pictures#">https://www.lytro.com/living-pictures#</a>) e clicar duas vezes com a tecla esquerda do mouse. Cada trecho da foto ganha foco, mesmo o que estão no fundo. Há diversas fotos para essa demonstração.</p>
<p>A tecnologia<strong> </strong>de campo de luz também pode ser utilizada em fotos tridimensionais. Nesse caso, o processo funciona de forma semelhante, com as informações completas do campo de luz, que podem ser manipuladas por software, de modo como uma cena deve aparecer como se tivesse sido fotografada por duas câmeras. Aliás, é dessa forma que são feitas as fotos 3D, com informação para o olho esquerdo e para o olho direito. Os algoritmos separam a luz de cada olho, do lado esquerdo e do direito da câmera, para criar o efeito 3D. E melhor ainda: a câmera de campo de luz consegue aprimorar a qualidade das fotos tridimensionais.</p>
<p><strong>A evolução desde 1839</strong></p>
<p>A evolução da tecnologia de fotografia tinha até agora, em resumo, duas grandes etapas: a analógica e a digital. Agora, ganha, talvez, uma terceira: a foto baseada em campo de luz. As primeiras fotos baseadas em sais de prata – ou seja, em processo fotoquímico – foram feitas simultaneamente na França e na Inglaterra, em 1839. Do lado francês, Louis Daguerre descobriu o processo em 1835, mas só registrou em 1839, no mesmo ano em que o inglês William Henry Fox Talbot também requeria a patente da invenção da foto com negativo, em placas de vidro. Em 1884, George Eastman inventa o negativo flexível, com filmes de celuloide.</p>
<p>No século 20, nascem as fotos em cores pelos processos Agfacolor e Kodachrome, ambos nos anos 1930. Virão depois, o Kodacolor e o Ektachrome, logo após a Segunda Guerra Mundial. Em 1938, Edwin Land inventa o Poloroid, um processo de positivo direto, em preto e branco e, em 1962, o mesmo processo em cores.</p>
<p>A foto digital é fruto do desenvolvimento do computador e surge nos anos 1980, inicialmente com as primeiras câmeras Mavica, da Sony, ainda com baixa resolução, inferior a 0,5 megapixel. De lá para cá, a evolução tem sido extraordinária, a ponto de sepultar praticamente a foto analógica, baseada em processos fotoquímicos.</p>
<p>Agora, com a câmera Lytro, um novo salto da fotografia digital, na forma de captação da luz.</p>
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		<title>A revolução dos portáteis</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 20:34:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[CES 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Intel]]></category>
		<category><![CDATA[Macbook Air]]></category>
		<category><![CDATA[smartphones]]></category>
		<category><![CDATA[tablets]]></category>
		<category><![CDATA[Ultrabooks]]></category>

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		<description><![CDATA[Esqueça os notebooks, laptops e netbooks. Em seu lugar, teremos os ultrabooks, muito mais leves, finos, rápidos e com bateriais mais duráveis. Eles chegarão ao Brasil nos próximos meses. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left" align="center">Uma nova safra de equipamentos portáteis está chegando ao mercado. São novos ultrabooks, tablets e smartphones. Você vai se surpreender com os avanços desses dispositivos, a começar do ultrabook, um dos maiores sucessos do Consumer Electronics Show (CES 2012), realizado em Las Vegas, há duas semanas.</p>
<p>Tudo indica que 2012 será o ano do ultrabook. Para  reforçar essa previsão, é bom lembrar que serão lançados 70 modelos diferentes de ultrabooks nos próximos meses, em todo o mundo. Por isso, não duvido que esse computador se transforme até numa espécie de sonho de consumo de tecnologia pessoal. Uma <em>dream machine</em>.</p>
<p>Sua chegada ao mercado brasileiro deverá ocorrer daqui a três meses. Embora ainda seja um conceito recente de computador portátil, o ultrabook veio para ficar. Por isso, sugiro que você esqueça três nomes do passado: notebook, laptop e netbook. Pense daqui para frente em ultrabook. Como é fácil de concluir, ele se inspirou no conceito, na elegância e no sucesso do Macbook Air, da Apple, criado por Steve Jobs e lançado em 2008. Sua expansão mundial agora resulta de uma iniciativa da Intel, que lançou o Projeto Ultrabook há poucos meses e obteve a adesão de mais de uma dúzia de indústrias de todo o mundo.</p>
<p><strong>Oito exigências</strong></p>
<p>Para um computador ser ultrabook, não basta ser fininho. Ele deve ser  ultraleve, ultrafino e ultrarrápido. E mais: seus fabricantes prometem que ele terá vida útil ultralonga. Para dar maior uniformidade ao conceito, o Projeto Ultrabook da Intel sugere que essa máquina tenha, pelo menos, oito características básicas.</p>
<p>São elas: 1) espessura máxima de 19,3 milímetros ou 0,8 de polegada; 2) muito mais durável e mais compacto; 3) utilizar microprocessador avançado, multinúcleo, de baixo consumo de energia; 4) preço sugerido para o consumidor não superior US$ 1.000; 5) armazenamento de dados em memória flash, ou seja, com tecnologia de estado sólido (SSD-solid state drive); 6) inicialização rápida; 7) religação instantânea ao sair de hibernação; <img src='http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> garantia de, no mínimo, 5 horas de autonomia da bateria, sem necessidade de recarga.</p>
<p><strong>Muitas opções</strong></p>
<p>Muitas indústrias de renome em todo o mundo aderiram ao projeto e já estão fabricando seus próprios modelos de ultrabooks. Até 2013, serão cerca de 120 produtos dessa geração no mercado. Entre os primeiros, estão o Sony Vaio Z; o Asus Zenbook UX 21; o Acer Aspire S3; o Toshiba Portégé Z 830; o Dell XPS 14Z; Lenovo Ideapad U300S; Samsung Series 9; e HP Envy 14 Spectre.</p>
<p>O melhor desempenho dessas novas máquinas é assegurado, acima de tudo, pelos superchips mais recentes da Intel, da Qualcomm, da IBM, da Texas, da ARM, bem como microprocessadores já famosos, como o Fusion da AMD e o Tegra 3 da Nvidia. Vale lembrar que a AMD anunciou no CES 2012 de Las Vegas seus planos para a produção do Trinity, um chip de baixíssimo consumo de energia, destinado a ultrabooks superfinos, cujo preço deverá ser no máximo de US$ 500. Como exemplo de economia de energia, o ultrabook Sony Vaio Z promete, com bateria auxiliar acoplada à máquina, autonomia de 15 horas de trabalho sem necessidade de recarga.</p>
<p>Raras vezes a indústria tomou iniciativa tão louvável como essa, atendendo a tantas aspirações dos usuários quantas são contempladas por essa nova geração de portáteis. Embora o limite superior de preços sugerido seja de US$ 1.000, é mais provável que a maioria dos ultrabooks custe entre US$ 500 e 700. Alguns, mais sofisticados, como o HP Envy 14 Spectre, custarão por volta de US$ 1.400.</p>
<p><strong>Tablets vs. ultrabooks</strong></p>
<p>É pouco provável que o ultrabook seja um competidor direto de tablets de sucesso como o iPad ou o Galaxy II. Até porque a Apple e a Samsung estarão lançando periodicamente versões mais avançadas. Reciprocamente, esses tablets não deverão inviabilizar a aceitação do ultrabook pelo mercado. É muito mais provável que ambos os dispositivos sejam complementares e tenham seu espaço próprio.</p>
<p>Pessoalmente, para quem tem suas dúvidas, aconselho que optem pelo portátil que melhor atenda às suas necessidades: seja o ultrabook, para quem gosta dos recursos de funcionalidade e usabilidade tradicionais dos computadores; seja o tablet, para aqueles que preferem a leveza e a versatilidade desses dispositivos.</p>
<p><strong>O trio de gigantes</strong></p>
<p>Com o recente lançamento do novo sistema operacional do Windows Phone, o mundo dos smartphones ganha mais um forte competidor para enfrentar o iOs da Apple e o Android do Google, os dois sistemas operacionais dominantes, que detêm hoje a fatia de 74% do mercado. Segundo o presidente do Google, Eric Schmidt, a cada dia são ativados 700 mil smartphones com o sistema operacional Android.</p>
<p>Para tornar a concorrência no mercado muito mais acirrada, especialmente com modelos como o Lumia 900, da Nokia, e o HTC Titan II, da taiwanesa HTC, esses novos smartphones baseados no sistema operacional Windows Phone têm recursos realmente muito atraentes e úteis.</p>
<p>O que o usuário busca, em resumo, é facilidade de uso e abundância de aplicativos. E isso é o que podem oferecer o Android, o iOS Apple e o Windows, os três sistemas operacionais que disputarão o mercado com maior possibilidade de sucesso.</p>
<p>Teremos uma boa guerra.</p>
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		<title>Líderes antecipam nosso futuro digital</title>
		<link>http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/2012/01/19/lideres-antecipam-o-futuro-digital/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[CES 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Eletrônica de Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Feira de Las Vegas]]></category>

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		<description><![CDATA[Vale a pena conhecer um pouco da visão de líderes sobre o futuro da eletrônica de consumo e de entretenimento. Entre eles, apresentamos aqui: Steve Ballmer, da Microsoft. Gary Shapiro, da Consumer Electronics Association. Paul Otellini, da Intel. Paul Jacobs, da Qualcomm. Hans Vestberg, da Ericsson. Alan Mulally, da Ford. Dieter Zetsche, Daimler AG Mercedes-Benz Cars.  Robert Kyncll, do YouTube.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">LAS VEGAS – O melhor de um evento como o Consumer Electronics Show (CES) 2012 – realizado de 10 a 13 de janeiro em Las Vegas – não está na exposição de novos produtos ou nas centenas de lançamentos, mas no grande debate que se realiza em paineis, mesas-redondas, que nos permitem conhecer a visão, ouvir e debater as opiniões e as previsões de líderes tão experientes quanto Steve Ballmer, da Microsoft. Ou Gary Schapiro, presidente da Associação Americana de Eletrônica de Consumo (CEA-Consumer Electronics Association). Ou Paul Otellini, da Intel. Ou Paul Jacobs, da Qualcomm. Ou Hans Vestberg, da Ericsson. Ou Alan Mulally, da Ford. Ou Dieter Zetsche, da Daimler AG Mercedes-Benz Cars. Ou Robert Kyncll, do YouTube.</p>
<p>Sintetizo a seguir algumas dessas opiniões dos líderes que mostram a face mais interessante do CES 2012.</p>
<p><strong>Uma nova Microsoft?</strong></p>
<p>Steve Ballmer fez este ano a última de suas apresentações como primeiro keynote speaker, na pré-estreia do evento, ou seja, na véspera de abertura do CES, como fazia Bill Gates ao longo de mais de 11 anos. Com sua melhor apresentação, Ballmer fez sua despedida neste CES 2012, e transmitiu uma visão entusiástica e otimista sobre o futuro da Microsoft, do sistema operacional Windows 8, dos novos PCs, dos ultrabooks e smartphones. A repercussão foi tão positiva que a revista da Bloomberg-Businessweek, em matéria de capa, com foto de Ballmer, e a manchete bem-humorada, apostando do fim das trapalhadas da Microsoft e de seu presidente: “No more Mr. Monkey Boy”.</p>
<p><a href="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/01/Ballmer-e-Windows-Phone1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2386" src="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/01/Ballmer-e-Windows-Phone1-300x200.jpg" alt="" width="447" height="289" /></a></p>
<p style="text-align: center"><em>Steve Ballmer (à direita) apresentou o novo Windows Phone</em></p>
<p>Tantas vezes alvo de piadas nos últimos cinco anos, a Microsoft tem tudo para voltar ao primeiro nível das disputas no mundo da eletrônica profissional e de entretenimento e, para quem gosta de números, é bom lembrar que, sob a liderança de Ballmer, a empresa triplicou seus lucros.</p>
<p>Quem supunha que o sistema operacional Windows Phone seria mais um desapontamento ficou surpreso com os recursos do novo sistema operacional para smartphones. Diversos especialistas que testaram o Windows Phone acreditam que esse sistema operacional tem tudo para estar entre os três primeiros sistemas operacionais – ao lado do iOS da Apple e o Android do Google. Entre o público usuário que visitou o pavilhão da Microsoft, a maioria esmagadora dos que conheceram os recursos fundamentais e principais aplicativos do Windows Phone ficou realmente admirada seu desempenho.</p>
<p>Produtos de entretenimento da Microsoft, como o Xbox 360, na avaliação de Steve Ballmer, cobrem segmentos cada dia mais importantes da vida jovem, como vídeo, games, música, relacionamento social, notícias, internet e apresenta recursos tão inovadores como o Kinect – baseado no reconhecimento de gestos.</p>
<p><strong>Inovação e ambiente</strong></p>
<p>Gary Shapiro, além de dono da festa há mais de 10 anos e como líder do maior evento mundial de eletrônica de entretenimento, tem sido uma espécie de evangelista da inovação e da sustentabilidade. Em sua palestra, como keynote speaker deste 2012 International CES, Shapiro ressaltou esses dois pontos fundamentais de sua pregação: de um lado, o papel da inovação no mundo atual, não apenas como alavanca do progresso econômico, mas, em especial, da superação da crise que afeta a maioria dos países industrializados; de outro lado, a necessidade de uma nova atitude diante dos desafios da sustentabilidade, resumida na expressão “eletrônica verde”</p>
<p>Nesses dois aspectos, aliás, Shapiro tem sido uma espécie de evangelista. “A inovação – diz ele – é o combustível do crescimento econômico no mundo atual, seja pela adição de novos serviços, competência e eficiência. Não pensem apenas nos empregos que a inovação possa eliminar em algumas áreas – como da tipografia, agentes de viagens e trabalhadores postais – mas considerem o que os milhões de empregos que a inovação está criando em outras áreas, com o blogueiros, os engenheiros eletrônicos e os profissionais de tecnologia da informação (TI). Considerem as agências de marketing, a cadeia de varejistas de todas as áreas, os restaurantes e outros negócios que dão seu apoio às companhias inovadoras.”</p>
<p><strong>Sete bilhões de chipsets</strong></p>
<p>Outro líder a focalizar o papel da inovação foi Paul Jacobs, presidente da Qualcomm, enfatizando a contribuição de sua empresa na área de microeletrônica e software destinado ao mundo das comunicações sem fio. Ressaltando especificamente o desafio das redes de quarta geração do celular (4G), Jacobs relembra que há praticamente em cada sistema de telefonia móvel do mundo alguma contribuição importante da Qualcomm: “Para dar-lhes uma ideia mais clara da escala de nossa indústria, nós já entregamos 7 bilhões de chipsets para o mundo, tanto para os telefones mais simples como para os mais sofisticados. Desse total, 1,5 milhão se destinam à 4G. A Qualcomm, aliás, é o maior fornecedor de dispositivos digitais de silício destinados à comunicação sem fio (wireless).”</p>
<p>Jacobs recordou que a Qualcomm está investindo anualmente mais de US$ 3 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, para manter sua posição de destaque e entregar ao mercado 1 milhão de chips por dia. Lembrou que a demanda mundial é das maiores, pois a China, embora esteja atingindo a marca impressionante de 1 bilhão de celulares em serviços, ainda poderá instalar mais 1,4 bilhão nos próximos três anos.</p>
<p><strong>Ultrabook, sonho da Intel</strong></p>
<p>Paul Otellini, presidente da Intel, dedicou a maior parte de sua apresentação como palestrante de destaque ou keynote speaker ao projeto que mais apaixona sua empresa: o ultrabook. Não se trata apenas de um laptop mais leve e mais fino. Em sua visão, o ultrabook vai incorporar todos os avanços de hardware e software de que necessitam os usuários: tela de toque ultrassensível, mais segurança, maior velocidade de processamento e menor consumo de energia. Tudo isso tem muito a ver com o avanço da nova geração de chips.</p>
<p>Um dos exemplos de ultrabooks exibidos na palestra de Otellini neste CES 2012 foi o XPS 13 Ultrabook, da Dell, apresentado por Jeff Clarke, vice-presidente global de operações. A surpresa maior na apresentação de Otellini foi o anúncio de parceria com a Motorola e com a Lenovo na área de smartphones. No caso desta empresa chinesa, está previsto o lançamento do smartphone K800, no segundo trimestre. O produto rodará o sistema operacional Android, terá câmera de 8 megapixels, vídeo de alta definição de 1080p e a autonomia de 8 horas de conversação.</p>
<p><strong>A sociedade conectada</strong></p>
<p>Em sua apresentação no CES 2012, CEO e presidente mundial da Ericsson, Hans Vestberg, enfatizou os desafios e os benefícios extraordinários da chamada sociedade conectada (a Networked Society), na qual cada ser humano e cada objeto estarão praticamente conectados em tempo real. Tudo isso vai transformar a indústria e a sociedade.</p>
<p>Na visão de Vestberg, “no futuro, estaremos conectados com tudo que nos traz benefícios”. E citou o fato de que 85% da humanidade já estar coberta pela comunicação. “Em três anos, essa cobertura poderá chegar a 90% dos seres humano” – previu.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/01/hans-vestberg-ericsson1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-2393" src="http://blogs.estadao.com.br/ethevaldo-siqueira/files/2012/01/hans-vestberg-ericsson1-300x225.jpg" alt="" width="423" height="330" /></a> </p>
<p style="text-align: center"><em>Vestberg prevê uma nova sociedade interligada pelas comunicações em tempo real</em></p>
<p>Com o depoimento de outros especialistas, Vestberg mostrou ainda a transformação das corridas de Fórmula Um, com a contribuição das minúsculas câmeras e sensores, associados à comunicação sem fio. Em diversos países da África, milhares de refugiados políticos puderam ser localizados por suas famílias graças à disseminação global da telefonia celular.</p>
<p>“Quando uma pessoa conecta-se à rede, sua vida muda” – concluiu o presidente da Ericsson.</p>
<p><strong>Revolução no automóvel</strong></p>
<p>A eletrônica está revolucionando o automóvel do século 21. As palestras dos presidentes da Mercedes, da BMW e da Ford mostraram exatamente os denominadores comuns e as diferenças entre os caminhos seguidos por essas três grandes indústrias, na utilização de aplicativos, games, música, cinema e tudo o mais que um smartphone pode oferecer ao sistema de entretenimento do automóvel. É claro que o grande desafio é o potencial de dispersão da atenção do motorista, para que o interesse por qualquer tipo de entretenimento não provoque acidentes. Mas, considerando o lado positivo dessas tecnologias, é possível utilizá-las para prevenir acidentes, orientar motoristas, evitar que a cegueira causada pelo deslumbramento de um farol excessivamente luminoso impeça a leitura da sinalização de trânsito.</p>
<p>O grande desafio é reduzir o poder de dispersão da atenção causada pelos  equipamentos e dispositivos de entretenimento, a começar do celular. Para um dos especialistas da Ford, ninguém tem a ilusão de que possa impedir que as pessoas levem seus celulares para dentro dos carros: “O que temos que fazer é que as pessoas aprendam a fazer uso de seus celulares da forma mais segura possível” – diz Paul Mascareñas, diretor de tecnologia (CTO-Chief Technology Officer), da empresa.</p>
<p>Em sua apresentação no CES, o presidente da Daimler AG Mercedes-Benz, Dieter Zetsche, disse com senso de humor, que “se você está entalado num congestionamento ou dirigindo em linha reta por centenas de milhas numa estrada perdida entre Nebraska ou Montana, o melhor mesmo seria ler um livro. Mas isso não é o que a maioria das pessoas gostariam de fazer.”</p>
<p>É nessa hora que o celular pode ter um papel muito mais positivo porque permite o acesso a coisas tão importantes quanto a navegação via satélite, a música e a informação local. Nessa linha de raciocínio, o diretor de eletro-eletrônica da Ford, James Buczkowski, observa: “É mais barato tanto para o consumidor quanto para nós, da Ford. Nós não temos que construir esses sistemas de comunicação e entretenimento. Temos apenas que confiar em nossos parceiros.”</p>
<p>É claro que o automóvel já conta hoje com funções automáticas de segurança. Eles podem manter certa distância do carro da frene e fazer pequenas correções de direção para manter o veículo em sua faixa. Eles podem também ajustar automaticamente os faróis dianteiros. E muitas outras funções automáticas poderão ser acrescentados nos próximos anos.</p>
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		<title>CES 2012, o  show de Las Vegas</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 01:31:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ethevaldo Siqueira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[CES 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Eletrônica de Consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Feira de Las Vegas]]></category>

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		<description><![CDATA[O CES 2012 foi o maior evento de eletrônica de entretenimento já realizado em Las Vegas. Bateu todos os recordes e mostrou novidades incríveis nos segmentos de televisores, ultrabooks, tables e smatphones.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong> </strong>LAS VEGAS &#8211; Nunca uma edição do Consumer Electronics Show, o maior evento mundial de eletrônica de consumo, foi tão rica de inovações, de criatividade e avanços quanto a deste ano. Ela marca a estreia dos televisores de LED orgânico (ou OLED) de grandes dimensões, lançados pelas duas coreanas arquirrivais, LG e Samsung. O que esta feira nos mostra, também, é que  2012 poderá ser considerado o ano dos ultrabooks, os computadores portáteis ultraleves, ultrafinos e ultrarrápidos que concorrerão com o MacBook Air, da Apple.</p>
<p>A linha dos portáteis foi a grande estrela deste CES 2012 porque trouxe, além dos ultrabooks, centenas de opções de novos tablets e smartphones com recursos cada vez mais amigáveis e úteis. Tanto no caso dos PCs e tablets como no dos smartphones essa revolução é devida aos recursos das novas gerações de chips avançados, muito mais velozes e que apresentam baixíssimo consumo de energia, lançados pela Intel, da Nvidia, ARM, Qualcomm e AMD, entre outros fabricantes.</p>
<p>A maioria dos grandes fabricantes – Lenovo, HP, Dell, Asus, Toshiba e Sony – tem suas versões de ultrabooks, com recursos sempre mais sofisticados, velocidade muito maior de processamento, telas de toque mais sensíveis, imagens de alta qualidade e baixo consumo de energia. Com isso, poderemos usar nossos ultrabooks por mais de 12 horas, sem necessidade de recarregar a bateria.</p>
<p>Num mercado altamente competitivo como o de telefones celulares, a Lenovo e a Motorola anunciaram que produzirão smartphones com chips Intel – empresa que, assim, ingressa no mundo da mobilidade com seus microprocessadores, ainda dominado pela ARM Holdings. O grande desafio nessa área é o baixo consumo de energia.</p>
<p><strong>Super televisores</strong></p>
<p>O CES 2012 também marca o lançamento da Ultra Definition (UD), com quatro (4K) e oito vezes (8K) o número de pixels da alta definição atual, a HDTV. É incrível a perfeição de detalhes dessas imagens desses televisores 4K, ou seja, com 2160 por 3840 pixels. Com essa definição, as imagens podem ser ampliadas até o tamanho de 8 metros de diagonal, sem que apareçam os pontos luminosos dos pixels.</p>
<p>Com a chegada dos televisores com tela de OLED de grandes dimensões,<strong> </strong>o mundo passará a contar com equipamentos realmente sofisticados a partir deste CES 2012. Nessa linha, Panasonic, LG, Samsung e Toshiba foram os fabricantes que mais surpreenderam, em especial com o lançamento de televisores de 55 polegadas. O primeiro impacto é o da qualidade das imagens de alta definição, que parece não ter limites, num show de beleza e nitidez, com as novas imagens de ultra definição. O contraste com o negro é o mais realista possível. Seu consumo de energia é menor ainda que o das telas de LCD.<strong></strong></p>
<p>Esses avanços, em especial a nova qualidade da TV, deverão ser responsáveis por um novo impulso nos sistemas de home theater, criando um verdadeiro cinema em casa, além de aplicações educacionais ou de entretenimento, como alternativa ao cinema digital.</p>
<p><strong>Smart TV</strong></p>
<p>Numa evolução iniciada a partir da TV digital na última década, as novidades se multiplicam com uma rapidez na área de televisores. O melhor exemplo é da Smart TV, em particular no caso da TV conectada, que está cada dia mais completa e sofisticada. Estamos diante da fusão total da TV com a internet. Tudo aí depende da disponibilidade de internet de banda larga.</p>
<p>Mesmo sem abandonar a tecnologia Neo Plasma, a Panasonic lançou no CES 2012 seus primeiros televisores de LCD de grandes dimensões e óculos passivos para a TV tridimensional (3D) – adotando tecnologia semelhante à da LG (Cinema 3D).</p>
<p>Na sua série ET5, a Panasonic está lançando 15 televisores de LCD 1080p, sendo 13 deles com iluminação de fundo em LED e  sete deles com capacidade para imagens 3D. Para provar que ainda aposta na tecnologia de plasma, a empresa está lançando para o ano de 2012, mais 17 modelos, sendo 16 para imagens 3D.</p>
<p>A LG anunciou no CES 2012 dois televisores especiais. Um de 55 polegadas LCoS (sigla de Liquid Crystal over Silicon), com ultra definição (UD) e outro televisor ainda maior, com 85 polegadas, 240 Hz, LED, luz de fundo, com resoluções de 2K e 4K. Ambos os modelos só deverão estar no mercado no final deste ano.</p>
<p>Aquilo que se esperava da Apple, foi lançado primeiro em Las Vegas pela Samsung: um televisor com comando de voz, tecnologia OLED, de 55 polegadas. O ponto alto dessa interface de voz é o uso do microfone e câmera que permite até o reconhecimento facial.</p>
<p><strong>Recorde</strong></p>
<p>Mesmo com a crise econômica que afeta a maioria dos países desenvolvidos, esta feira de Las Vegas bateu todos os recordes e superou todas as demais, em área total, em inovações, em número de expositores e de visitantes, até porque este ano, pela primeira vez, incorporou a maior exposição de fotografia dos Estados Unidos, a PMA – sigla de Photo Marketing Association.</p>
<p>O que mais impressiona nos lançamentos na área de fotografia são as câmeras digitais compactas, já apelidadas de pequenas notáveis, porque oferecem recursos realmente avançados, como a filmagem em vídeo de alta definição e o foco automático até para as fotos e filmagens em alta velocidade em ambientes com pouca luminosidade ou na obscuridade total.</p>
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