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15 de Abril de 2010

 

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Ethevaldo Siqueira

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Superfaturamento na Telebrás

19 de abril de 2011 | 18h36

Ethevaldo Siqueira

Em uma de suas primeiras licitações depois de reativada pelo governo Lula, a Telebrás já corre o risco de sofrer um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões por superfaturamento, se forem mantidos os preços do Pregão 02/2010, para aquisição de gabinetes e contêineres, e a realização de obras de infraestrutura básica do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Mesmo depois de ter feito em seu site o desmentido categórico das denúncias publicadas pela imprensa em dezembro do ano passado, a empresa terá agora de reconhecer as irregularidades e ilegalidades apontadas em representação analisada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A comprovação técnica dessas irregularidades está no documento divulgado na segunda-feira pela Terceira Secretaria de Obras do Tribunal de Contas da União, no qual aponta a existência de sobrepreço (ou superfaturamento), além de erros grosseiros, pressa injustificada e diversas outras irregularidades na condução do pregão.

Caberá agora ao plenário do TCU decidir sobre o mérito da representação proposta pela empresa Seteh Engenharia Ltda., com base na lei de licitações públicas 8.666, diante dos resultados o pregão eletrônico para registro de preços 02/2010-TB.

Diante das evidências de irregularidades, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu em dezembro de 2010, mediante sentença cautelar do ministro José Jorge, a extensão da contratação de duas empresas para a execução de infraestrutura básica de estações de radiobase (ERB’s) por suspeita de: 1) direcionamento e favorecimento às contratadas (ausência de publicidade); 2) ausência de projeto básico, com sua elaboração confiada aos próprios executores (aberração jurídica); 3) sobrepreços ou superfaturamento escandaloso.

A licitação contestada tem por objeto a contratação de infraestrutura básica, com fornecimento de contêineres, gabinetes e materiais, necessários para o funcionamento e proteção dos equipamentos ópticos, rádio e transmissão com protocolo IP, a serem utilizados na rede nacional de telecomunicações. O projeto contratado inclui garantia e assistência técnica, instalação, treinamento e operação inicial, visando a implantação do PNBL, em diversos Estados brasileiros.

Irregularidades. Em suas conclusões, o documento da Terceira Secretaria de Obras do TUC aponta, entre outras, as seguintes irregularidades:

1) Falhas no projeto básico (especificação técnica do edital) que comprometeram a apresentação regular e adequada das propostas por parte dos licitantes.

2) Os preços registrados dos Anéis Nordeste e Sudeste, para os serviços de infraestrutura básica autônoma 10mx10m, transformadores e gabinetes para estação terminal de rádio com ar condicionado não se encontram consentâneos com os preços de mercado. Foi apurado sobrepreço de R$ 53 milhões para esses itens.

3) Há indícios de sobrepreço de R$ 34 milhões nos demais itens de infraestrutura dos Anéis Nordeste e Sudeste;

4) Foi identificado sobrepreço mínimo de R$ 14 milhões (10%) em itens do Anel Sul e da Rede Norte.

5) Há indícios de que a licitação foi conduzida às pressas, “sem a diligência que os recursos envolvidos e a complexidade do objeto exigiam dos gestores (ampla pesquisa de mercado, revisão do texto do edital, maior prazo de publicidade do edital)”.

Procurada, a Telebrás informou que vai analisar o documento da Secretaria do TCU para posterior pronunciamento.

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24 Comentários Comente também
  1. Enviado por: éissoaí

    Cadê aqueles 86% que achavam aquele analfabeto bom, ótimo ou excelente?
    O resultado da corrupção aos poucos vai aparecendo.

    • Enviado por: Milton Guedes Guimaraes

      Ezequiel depois de 9 anos de governo voce chama corrupção de incompetência.. Todos os projetos do ex presidente lula, foram denunciados por corrupção,, superfaturamento, desvio de recursos etc.Que fique na lembrança dos Jogos Pan Americanos. As despesas oram orçadas em 800 milhões e se “gastaram ” 4 bilhões. O TCU denunciou dezenas de vezes o roubo , nada foi feito. Agora a atual presidente fez uma Lei diminuindo os poderes do TCU; Avalie a Copa e as Olimpíadas quanto vão ganhar…….

  2. Enviado por: Ezequiel-SP

    Esse governo põe a mão, já lembra corrupção.

    Depois se verifica e comprova-se que realmente houve.

    Fora a incompetência.

  3. Enviado por: GUILHERME

    SR. ETHEVALDO…

    A TELEBRÁS JÁ APRESENTOU SUA DEFESA…O SENHOR TEM OBRIGAÇÃO LEGAL DE PUBLICÁ-LA…ESTÁ COMETENDO UM JORNALISMO IMPARCIAL…

    A TELEBRÁS CONTESTA AS SUSPEITAS DE DIRECIONAMENTO E SUPERFATURAMENTO DA MATÉRIA VEICULADA PELO JORNAL
    “O ESTADO DE SÃO PAULO EM 23/12/2010

    No que concerne à matéria “TELEBRÁS CONTRATA PREÇO ACIMA DO MERCADO”, veiculada no Jornal o Estado de São Paulo, onde noticia indícios de superfaturamento no pregão 02/2010 promovido pela TELEBRÁS, apontando as seguintes suspeitas: 1) direcionamento e favorecimento às contratadas (ausência de publicidade); 2) ausência de projeto básico, com elaboração confiada aos próprios executores (aberração jurídica); 3) sobrepreços ou superfaturamento escandaloso, temos a expor o que segue:

    1) DA SOLUÇÃO ADOTADA

    Inicialmente importa consignar que a TELEBRÁS contratou uma solução de infraestrutura básica, composta do fornecimento de contêineres, gabinetes e materiais, necessária para o funcionamento e proteção dos equipamentos ópticos, rádio e IP, a serem utilizados na rede nacional de telecomunicações, incluindo garantia, assistência técnica, instalação, treinamento e operação inicial.

    Considerando as dimensões continentais do Brasil, especialmente objetivando ampliar a competição, a licitação foi dividida em 04 grupos: I) anel sudeste; II) anel nordeste; III) anel sul; e IV) rede norte. Esta divisão objetivou também assegurar a interoperabilidade entre os equipamentos e serviços, notadamente em um determinado grupo.

    1.1 Quantitativo de Anéis, PoPs e Municípios

    Este modelo – divisão do objeto – foi adotado após análise criteriosa da equipe técnica da TELEBRÁS. Esta equipe formou juízo de conveniência e oportunidade para a Administração e considerou o fato de que se a licitação fosse realizada em apenas um único grupo, abrangendo todo o território nacional, a despeito de se minimizar os riscos de falta de interoperabilidade, poderia restringir demasiamente o certame, inviabilizando a participação de interessados. Outrossim, caso parcelasse ainda mais o objeto formando cada grupo por estado ou cidade, potencializaria os riscos de falta de interoperabilidade e elevaria os custos de operação, além de encarecer sobremaneira a licitação. Se assim procedesse estaria elevando o risco de atraso no cronograma pelo simples fato de que o parcelamento exigiria uma logística muito maior por parte da TELEBRÁS e das contratadas, elevando o custo total da solução.

    Do exposto, o que se conclui é que não houve direcionamento ou favorecimento e sim, a opção técnica da TELEBRÁS pela melhor alternativa para a contratação desta solução de infraestrutura.

    2) DA EXECUÇÃO DO PROJETO BÁSICO

    É falsa a informação de que a contratada elaborará o projeto básico, na verdade o que o contratada fará é executar o projeto com base nas definições da TELEBRÁS e de acordo com as especificações perfeitamente detalhadas no edital e conforme o termo de referência e seus anexos. Especificamente a contratada observará as determinações do edital para elaboração dos desenhos, plantas e croquis e estará incumbida da construção das bases, do lançamento de dutos e cabos, instalação dos equipamentos dentre outros serviços de engenharia previstos detalhadamente no instrumento convocatório. Ademais, vale ressaltar que a instrumento gerador da demanda em licitações na modalidade PREGÃO ELETRÔNICO, é o termo de referência e não projeto básico.

    3) DA AUSÊNCIA DE DIRECIONAMENTO E FAVORECIMENTO

    Para estabelecer o preço estimado, foram consultadas 04 (quatro) grandes empresas atuantes no mercado, para as quais foram detalhados todos os itens de cada grupo que compunha a solução. Eis que após avaliado o cenário, observamos que a consulta ao mercado era a melhor alternativa, haja vista que a opção por consultar as operadoras de telefonia não se apresentava recomendável diante da forte resistência delas ao Programa Nacional de Banda Larga-PNBL, como é de conhecimento público.

    Cabe salientar que a TELEBRÁS foi extremamente criteriosa para estabelecer o preço estimado, conquanto em diversos itens desprezasse os valores que considerou excessivo, os quais não foram considerados para a apuração do preço médio, que se consistiu no parâmetro do Pregão.

    4) DA PUBLICIDADE

    O edital foi publicado no Diário Oficial da União e no Jornal Correio Braziliense, no dia 06/10/2010 prevendo a data de abertura dia 20/10/2010, no entanto, foi republicado aviso no dia 12/10/2010 em face do adiamento do certame para 25/10/2010. Portanto, o interstício compreendido da primeira publicação até abertura foi de 12 (doze) dias úteis, prazo este que é superior ao mínimo determinado pela Lei 10.520/2002, que é de 08 (oito) dias úteis. Portanto, não há que se falar em ausência de publicidade. De fato quanto à publicidade, o TCU não considerou o procedimento irregular.

    5) DA AUSÊNCIA DE SUPERFATURAMENTO OU SOBREPREÇO

    Após a realização do pregão 02/2010 duas empresas se insurgiram contra as decisões proferidas pela TELEBRÁS no julgamento do certame: a SETEH ENGENHARIA e a TELEMONT ENGENHARIA, as quais protocolaram Representações no TCU e ajuizaram ações judiciais. Dessas, apenas a TELEMONT participou como licitante, tendo ficado em segundo lugar no Grupo II, Anel Sudeste. O que é interessante é que os argumentos da TELEMONT são no sentido de que a proposta da empresa CLEMAR, vencedora daquele grupo, seria inexequível. À propósito, a TELEBRÁS obteve a reconsideração de decisão liminar que havia determinado a suspensão do contrato celebrado com a CLEMAR, estando, portanto, o contrato apto ao regular curso.

    Quanto à SETEH ENGENHARIA, os argumentos são de que existe sobrepreço, posição oposta aquela apresentada pela TELEMONT e indicando assim possível falta de embasamento técnico nos dados levantados por estas empresas.

    É importante destacar que a SETEH ENGENHARIA se insurgiu também contra o Pregão 08/2010 – rádios e torres – quando argumentou que as estimativas estavam superestimadas. Embora a empresa não tenha participado do certame na condição de licitante, encaminhou à TELEBRÁS, antes da licitação, proposta para alguns itens do Grupo VII – Anel Nordeste – cuja análise revelou que esta empresa, ao contrário do que afirma, cobra preços maiores do que os obtidos na licitação em comento:

    Estes fatos demonstram que a empresa SETEH ENGENHARIA insurge-se sistematicamente contra os pregões do PNBL.

    A TELEBRÁS fará diligências necessárias para apuração dos fatos alegados pela denuciante e já solicitou cópia integral do processo junto ao TCU, para ter acesso às alegações da responsável pela Representação, SETEH ENGENHARIA, especialmente às supostas comprovações juntadas pela empresa para promover as diligências cabíveis e formação do juízo adequado ao caso. No entanto, importa dizer que as empresas CLEMAR e ZOPONE manifestaram-se afirmando possuirem comprovações para rebater tais acusações.

    6) CONCLUSÕES

    A Reportagem publicada pelo Estado de São Paulo em 23 de Dezembro não representa a realidade dos fatos conforme demonstrado neste documento.

    O que está em jogo é a concretização do INTERESSE PÚBLICO de democratização do acesso à informação no Brasil, estabelecido pelo Decreto nº. 7.175, de 12 de maio de 2010, incumbência da TELEBRÁS.

    A TELEBRÁS é uma sociedade de economia mista incumbida de realizar políticas públicas fundamentais para o desenvolvimento nacional através do Programa Nacional de Banda Larga e para atingir este objetivo, é uma fiel cumpridora da lei e do interesse publico.

    O Pregão Eletrônico para Registro de Preços nº 02/2010 foi realizado com a observância criteriosa da lei, garantindo a todos plena competitividade.

    Diante do exposto, concluímos que:

    a) não houve qualquer direcionamento ou favorecimento

    b) foi dada ampla publicidade à licitação, nos termos da legislação;

    c) o edital detalhou todas as condições e especificações necessárias, no que se refere à execução do projeto básico;

    d) diante das informações que dispomos, concluímos que os preços obtidos na licitação estão compatíveis com o mercado, não havendo qualquer sobrepreço. No entanto, estamos aprofundando as apurações com vistas a fornecer todos subsídios ao TCU visando esclarecer mais rapidamente a questão.

    RESPOSTA DE ETHEVALDO — Sr. Guilherme: a sua “acusação” é verdadeira: meu jornalismo é “imparcial”. Parcial é só quem publica uma “parte”. Imparcial quer dizer isento, independente, equilibrado.

    A resposta que consta do site da Telebrás (transcrita pelo senhor) é de dezembro. A decisão da Terceira Secretaria de Obras do TCU é do dia 15 de abril de 2011 e publicada no dia 18-04-2011. O senhor está mal informado.

    As suas explicações (se pertence à Telebrás) devem ser dadas ao Tribunal de Contas da União (TCU).
    O senhor pegou o bonde errado.

    • Enviado por: arnold

      E aí Guilherme, vc tinha tambem alguma boquinha nisso aí? É muito estranho essa sua defesa cega da estata. Estamos de olho!!!!

    • Enviado por: Otto

      O Guilherme apresentou um arrazoado interessante.

      Mas respondem com falácia “ad hominem”…rsrsrs.

      O PNBL virá preencher uma lacuna no Brasil.

      Estou observando que todas as iniciativas do Governo são vilipendiadas, até o trem bala. Observem a “oposição” criticando sem base, como se fossem apenas representantes de interesses estranhos ao povão.

      COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Sr. Otto: o arrazoado interessante do Guilherme foi a simples transcrição do texto que a Telebrás postou em seu site em dezembro, tentando desmentir matéria do jornal O Estado de S. Paulo (que eu escrevi, com base em representação que obteve liminar do TCU).

      Logo, no seu caso, acho que deve queixar-se do TCU — como muita gente do governo o faz, hoje, a ponto de querer reduzir os poderes desse tribunal. Não se trata, portanto, de nenhuma ação política da oposição — até porque o Brasil de hoje não tem oposição (infelizmente).

      Acho que todas as formas de corrupção devem ser tratadas, sim, como “iniciativas vilipendiadas”.
      Mas, diferentemente do que o senhor afirma, a continuar desse jeito, o PNBL, não vai preencher nenhuma lacuna, mas, sim, encher os bolsos de meia dúzia de “cumpanheros”.

      Não queira tapar o sol com a peneira. Não use de desculpas tão esfarrapadas, meu amigo.
      Temos que aguardar o julgamento do TCU — que é um órgão essencial ao País. Só, então, vamos saber se houve ou não superfaturamento e a quem beneficiou.

    • Enviado por: Otto

      Ethevaldo:

      Eu estava me referindo ao ataque ad hominem, em se declinar uma suposta vantagem do autor do comentário.

      Quanto ao texto que o Sr. publicou acho estranho, depois de afirmar existirem vários indícios de sobrepreço, opinar por aguardar a decisão final do TCU.

      O Sr. inclusive já condenou antes mesmo do resultado, pois afirma que “(…)a continuar desse jeito, o PNBL, não vai preencher nenhuma lacuna, mas, sim, encher os bolsos de meia dúzia de “cumpanheros”.(…)”.

      Se isso não é uma referência explícita ao PT então não sei o que é ser imparcial.

      O PNBL est´incomodando muita gente, isso é um fato.

      COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Começo por afirmar: sou imparcial. Já expliquei que o verdadeiro sentido de IMPARCIAL é “aquele que não toma partido, que não defende apenas uma parte e que ignora os argumentos da outra parte; é o mesmo que isento, independente, equilibrado.

      Não me cabe condenar, Otto. Veja que as acusações contra a Telébrás partem de um um órgão do governo, com base em indícios veementes (que são os preços do pregão contestado). É claro que os cumpanheros estão montados no projeto Telebrás. Só os cegos não veem. Foram eles que ressuscitaram a velha estatal. Responda-me, com sinceridade: o senhor não vê em tudo isso nenhum indício de corrupção? Não percebe a brutal incongruência? Ou devemos fechar os olhos à corrupção — por razões ideológicas?

      Lembre-se que ex-presidente Collor, de triste memória, foi absolvido pelo STF “por falta de provas”. Creio, no entanto, que não há um único cidadão imparcial e honesto que possa acreditar que aquele governo fosse sério, com PC Farias comandando a roubalheira. Ou você acredita, Otto?

      Eu não condeno a Telebrás no caso atual: tenho, sim, indícios para desconfiar que, por erro ou má-fé, nossos cofres públicos poderão ser assaltados em R$ 100 milhões. Espanta-me, Otto, que você não se preocupe com o dinheiro público, que é fruto da arrecadação de impostos de 194 milhões de brasileiros, a maioria deles muito pobres.

      Não é o PNBL que me incomoda, mas o “modus faciendi” adotado pelo governo.

  4. Enviado por: Otto

    “(…)haja vista que a opção por consultar as operadoras de telefonia não se apresentava recomendável diante da forte resistência delas ao Programa Nacional de Banda Larga-PNBL, como é de conhecimento público.(…)”

    O que existe é uma verdadeira “guerra” contra o PNBL; e por que? Imaginem TODOS poderem receber, a preços baixos, uma conexão TCP/IP sem passar pelas operadoras existentes. Rádio, internet, TV, tudo à sua porta sem aqueles problemas que todos conhecemos, além de várias cobranças fajutas.

    • Enviado por: joao felipe

      Ninguém é contra o PNBL. Todos são contra é a forma como a TELEBRÁS conduziu esta licitação. Tudo a favor do PNBL, mas todos contra a corrupção. Os fins não podem justificar os meios, meu caro. Seria muito dinheiro jogado no ralo. Viva o TCU, que mostra a cada dia sua importancia institucional.

    • Enviado por: petboy

      A telebras nao consultou as teles porque o preço delas era muito menor e nao dava para distribuir. O preço de mercado nao interessava à estatal, que preferiu jogar o preço nas alturas para dividir depois o filé.

    • Enviado por: Rodrigo

      Nota de repúdio aos ataques do presidente da
      Telebrás ao TCU
      Extraído de: Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União – 3 horas atrás
      Sindilegis e entidades parceiras repudiam as declarações ofensivas do Presidente da Telebrás aos Auditores do TCU
      O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), com o apoio da Confederação dos Servidores do Poder Legislativo e Tribunais de Contas do Brasil (Confelegis) e das Federações Nacionais das Entidades dos Servidores dos Poderes Legislativos e Tribunais de Contas do Brasil (Fenalegis e Fenastc), vem a público manifestar seu repúdio ao ataque do Presidente da Telebrás S/A contra os Auditores Federais de Controle Externo e o Tribunal de Contas da União (TCU), durante a entrevista concedida à Rádio CBN e em nota publicada na página eletrônica da referida empresa federal no último dia 20, sobre o parecer técnico do TCU relativo à licitação para contratação das obras de infraestrutura do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
      Com ações preventivas reconhecidamente eficientes , no plano interno e internacional, o TCU começou a ser alvo de ataques, a colecionar opositores, alguns de segmentos poderosos e influentes, que vez por outra fazem acusações infundadas, e que agora estão a atacar mais uma atuação do TCU, de fundamental importância para a sociedade e para o Estado Democrático de Direito.
      Nos últimos tempos, os gestores sequer disfarçam suas manifestas intenções de emascular a imagem das instituições de controle federais, certamente para que não incomodem os desmandos que causam desânimo à sociedade brasileira, farta de tanto dissabor com a destinação dos recursos do povo.
      O Sindilegis entende que os ataques do Presidente da Telebrás direcionados ao TCU visam, meramente, tumultuar o curso do processo e desviar o foco dos controles público e social que devem ser redobrados nos casos de investimentos em infraestrutura os quais, via de regra, consomem parte considerável de recursos públicos do orçamento federal.
      O Sindicato da Democracia permanecerá de prontidão de forma a proteger a atuação dos Auditores Federais de Controle Externo do TCU em defesa da probidade administrativa e da eficiência da gestão pública, imperativos constitucionais que obrigam toda administração pública, inclusive as empresas públicas e sociedades de economia mista.

  5. Enviado por: Alexandre Uhoton

    Infeliz idéia esta de “ressuscitarem” a TELEBRÁS… Ninguém merece… O dinheiro dos nossos impostos continua indo para o ralo.. ACORDA BRASIL!

    • Enviado por: Arnold

      O PNBL foi manchado pela irresponsabilidade destes funcionarios que conduziram esta licitação da Telebrás. É um absurdo!

  6. Enviado por: Carlos

    Veja no site da Telebras a nota de esclarecimento.
    http://www.telebras.com.br/

    Quem está mal intencionada é a SECOB3 (Secretaria de Obras 3) do TCU, órgão este de muito respeito mas que está tendo sua moral manchada por membros desta secretaria que pelos dados levantados parecem estar bem próximos desta empresa Seteh, diga-se de passagem empresinha de fundo de quintal, e provavelmente alguma grande operadora por trás com o intuito de “melar” o PNBL.

    Este é um comentário de quem é do mercado de Telecom por mais de 20 anos e conhece bem as pessoas que estão na Telebras, nas operadoras e as empresas envolvidas neste processo, Seteh Engenharia, Clemar, Zopone, etc …..

    • Enviado por: Big11

      Ficou sem uma comissãozinha, meu amigo??? Uma empresa que tem 20 anos de mercado, com patrimonio sólido, com serviços prestados para todas as multinacionais e operadoras, com quase 300 funcionários, nao parece que seja uma empresinha de fundo de quintal. Vc, Carlos, que parece ser um funcionariozinho da Telebrás (desses aí indicados politicamente e sem qualquer qualificação), parece estar com despeito e/ou uma sensação de que perdeu muito ($$$) com a decisão do TCU.

  7. Enviado por: Marcos Pedroza - Natal(RN)

    Em quem acreditar Ethevaldo ?
    Em você que usa o jornal o Estadão para defender e proteger estas malditas teles do mau serviço e preços abusivos, no TCU que julga que todas as obras e licitações são frauduletas e viciadas ou no pessoal da Telebras ? É dificil para nós brasileiros.
    Por que acreditar no pessoal do TCU ? Será que merecem confiança, tem capacidade e conhecimento para julgar 1000 coisas diferentes ?
    A conta para pagar é alta, seja com as teles ou com empresas do governo, de um jeito ou de outro cai nas costas do contruinte e consumidor.
    Só tem um jeito, pedir proteção a Deus.
    Ninguem vai para a cadeira, ninguem é fuzilado como na China, aí a bandalheira corre froxo segundo se ler na imprensa todos os dias.
    Ethevaldo, Seja educado na resposta, não precisa responder com grosserias e desaforos.
    Seu estilo é muito agressivo, arrogante e prepotente para um jornal do padrão e historia do O Estado de São Paulo.

    RESPOSTA DE ETHEVALDO — Marcos Pedroza, seu texto não é um modelo de polidez nem de educação. Não uso o jornal para defender as teles. Diante da falta de argumentos, você faz uma acusação sem fundamento. Os brasileiros precisam aprender a ver os dois lados de todos os problemas. Não podem julgar com base em preconceitos ou em ideologia.

    Não digo desaforos. Respondo às grosserias com verdades duras. Com o senhor, serei ainda mais respeitoso, para não ferir sua fina sensibilidade. O senhor não acredita no TCU. E pergunta se esse tribunal tem capacidade e conhecimento para julgar mil coisas diferentes. No caso da Telebrás, quem está dando sua opinião é um órgão técnico do tribunal, que conta com a participação de engenheiros especializados. Mas isso não lhe agrada.

    Criticar o TCU nesses casos de corrupção me lembra o doente febril que protesta: “Maldito termômetro!” A culpa, então, é do TCU. O senhor acha que não existe corrupção. Não penso como o senhor — quanto a fuzilamento ou cadeira elétrica. Reconheço que há impunidade. Os corruptos e ladrões sabem que não serão punidos ou vão ficar pouco tempo na prisão. Eu gostaria muito que todos os envolvidos e comprovadamente culpados no escândalo do mensalão do PT e do DEM (ou de qualquer outro partido) estivessem na cadeia.

    Meu caro Marcos Pedroza: eu não protejo ninguém — nem PT, nem tucanos, nem DEM, nem teles. Sou muito mais crítico do que o senhor. Não basta dizer que as teles são malditas. Eu digo o que elas fazem, concretamente, de certo e de errado. Elas são licenciadas pelo governo, com contrato e regras de comportamento. Se não cumprem as regras e não prestam melhores serviços, a culpa é dos governos omissos — de FHC, de Lula e de Dilma — da Anatel e do Ministério das Comunicações. Se um empregado ou filho seu, Pedroza, se comporta mal e você nada faz, de quem é a culpa? Estamos outra vez diante da impunidade.

    Por que o senhor não cobra do governo — de todos os governos — que não sejam frouxos nem omissos diante das concessionários? Mas, aqui entre nós, que moral tem o governo que presta serviços tão ruins de saúde, educação, segurança, previdência, estradas, aeroportos e outros? Sou crítico em relação a todos os maus serviços, Pedroza. Tenho 44 anos de jornalismo — sempre neste mesmo Estadão, cuja imagem é, sim, dou-lhe razão, um jornal de padrão internacional e de grande história. Um dos melhores do mundo. Eu viajo pelo mundo há mais de 40 anos e sou respeitado, inclusive, por representar esse grande jornal. Obrigado pela referência e por seus comenteários. Volte sempre.

    • Enviado por: Marcos Pedroza

      Ethevaldo
      Ainda continuas agressivo
      Sua resposta ao meu comentario foi brilhante e inteligente.
      Realmente a grande culpa tem sido dos governos e nossa tambem que elegemos essa gente.
      Quando ao TCU eu não acredito que o este orgão tenha equipe tecnica multidisciplinar que consiga entender de tudo. Esta gente do TCU é supervalorizada, eu acredito mais em consultorias privadas, que quando o seu pessoal erra é demitido.
      Os meus conterraneos agradecem e continuam a ler o Estadão regularmente em papel e em bits.

    • Enviado por: Big11

      Hei Pedroza. Os preços estão fora do mercado e, principalmente, fora do SINAPI, que é o índice oficial que deve ser observado em qq licitação pública!! Tenha a Santa paciência, isto é rolo (e grande)!

  8. Enviado por: José Bispo dos Santos

    Tem um “monte” de gente que não gosta mas,… há muitos anos qualquer coisa relacionada as “Teles” no Brasil, FEDE! Se um dia (oxalá!) aparecesse um Governo forte e Honesto (difícil, não impossível) e mexesse, bem a fundo nesta “latrina” e confiscasse tudo quanto foi ROUBADO, SUPERFATURADO ou PROPINADO sería criado uma nova “casta” de pobres ex ricos aquí em nosso 171 País.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO –Você acha que está fazendo grandes revelações, Bispo. Não seja tão genérico. Mostre fatos, exiba provas e me chame para um grande processo judicial. Ao mesmo tempo, tenho ouvido denúncias de que 30% do PIB brasileiro se esvai em corrupção — ou seja, um terço de quase US$ 2 trilhões. Não adianta ficarmos em generalidades. Pesquise, apure, vá fundo nas suas denúncias. Se não, o papo se torna gratuito.

  9. Enviado por: José Bispo dos Santos

    Os Militares de 64 a 83 foram os verdadeiros “ghostbusters” dos ladrões do dinheiro Público. Mesmo tendo sido superado todos os óbices, naquela época, a imprensa “moscowitada” bateu e bateu tanto que até hoje os militares sentem um pouco de vergonha da “revolução” a qual deveríam orgulhar-se, vêz que foi Conclamada pelo povo Brasileiro com o “panelaço” das Donas de Casa do Brasil. Dito isto, espero estar denunciando os fatos ocorridos áquela época ou seja, todos os corruptos da “politicalha” foram CASSADOS e tiveram “seus”(nossos) bens colocados a disposição da Justiça Brasileira. Isto não é acusação genérica, apenas dirigida áqueles cuja cabeça tem o exato tamanho da carapuça(absolutamente NÃO creio seja o caso do ilustre mestre). Todas as “emprêsas” as quais o povo NÃO podería optar a qual usar, passaram para o Estado (ato de esquerda) por quem era acusado de “extrema direita”. Chefes políticos, que na época foram a favor da “revolução”, contra os “pelegos sindicais”, porém eram comprovadamente Corruptos foram igualmente cassados e os bens colocados em disponibilidade. SEMPRE FUI E SEREI A FAVOR DE MEU PAÍS, O BRASIL E CONTRA A MEIA DUZIA DE ESPERTALHÕES QUE ENRIQUECEM AS CUSTAS DE UM POVO IMPAR NO MUNDO.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Você continua genérico e superficial, Bispo. O que faz é apenas um desabafo. Isso não é pecado. Mas é gratuito. Quando denunciamos um escândalo, a gente cita fatos, documentos, nomes de autoridades e de envolvidos — como eu fiz no caso, por exemplo, o escândalo ocorrido na gestão do ex-ministro Hélio Costa, das Comunicações, em que uma empresa pertendente a um amigo do ministro, recebeu uma indenização multimilionária, com prejuízos superiores a R$ 150 milhões aos cofres públicos. (Se não leu, consulte pelo link: http://ethevaldo.com.br/coluna/retrato-da-nova-telebrs/

    O caso foi reaberto pelo Ministério Público e pelo TCU. Espero que os culpados sejam punidos e o dinheiro devolvido. No caso atual, Bispo, a nova Telebrás está sendo acusada por um órgão oficial, do governo, cuja missão é zelar pela integridade da coisa pública.

    Desabafar não é pecado. Mas perde muita força com tantas aspas como você usa. E sua última declaração — tudo em letras maiúsculas — é muito menos legível do que se fosse escrita normalmente, em maiúsculas e minúsculas. E seu sentido é tão amplo e genérico, que eu também assinaria embaixo — mesmo não tendo a menor afinidade ideológica por seu pensamento político. Milhões de cidadãos, patriotas e sérios, assinariam também, mesmo discordando radicalmente de você.

  10. Enviado por: aloysio marcondes

    O Tribunal de Contas da União, órgão auxiliar do Legislativo, tem a obrigação conforme está prevista na Constituição, de fiscalizar a parte operacional, financeira, orçamentária e contábil das entidades da administração direta e indireta da União. Atualmente o Governo Dilma através de ações dentro do Congresso, vem tentando alterar as regras de atuação do TCU, ou seja, diminuir o poder de fiscalização. O que o Governo da Dilma quer que o relatório de irregularidade de uma obra passe por um crivo de um ministro ou plenário do TCU para verificar a necessidade de enviar ou não ao Congresso. Hoje funciona da seguinte forma: a criação deste relatório de uma obra suspeita não precisa de autorização de um ministro do tribunal. Com alteração das regras, o Governo Dilma vai conseguir acelerar liberação de grandes obras, mesmo com suspeitas de irregularidades. Detalhe, o TCU é composto por 9 ministros sendo um terço escolhido pelo Presidente da República e os outros dois terços pelo Congresso Nacional. Imaginem a obra da Usina de Belo Monte que nem Deus ousa orçar, sem o poder de fogo de fiscalização do TCU! Várias obras do PAC do Governo Lula foram denunciadas pelo TCU, o caso da Telebrás é mais uma?

    • Enviado por: Big11

      O magnífico trabalho do TCU deve ser enaltecido, porque é fundamental para a sociedade brasileira! Precisamos moralizar o nosso querido Brasil.

  11. Enviado por: Ricardo

    A telebrás foi reativada para encher o bolso do PT, meu amigo trabalha lá e viu uma nota de viagem de um diretor no valor de 40 mil reais! Quem paga? Nós, pobres consumidores. Aquela empresa está abarrotada de cargos em comissão, com salários de mais de15 mil reais e o Pnbl que é bom, nada! Vamos cobrar resultados, pois dinheiro público lá tem muito

  12. Enviado por: joao

    eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

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