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15 de Abril de 2010

 

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Ethevaldo Siqueira

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Lula precisa ler o documento do IPEA

30 de abril de 2010 | 22h50

Ethevaldo Siqueira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já confessou diversas vezes que não lê jornais, nem revistas, nem, muito menos, livros. Às vezes, assina, sem ler, decretos e mensagens ao Congresso. Mesmo assim, com pouquíssima esperança de ser atendido, gostaria de fazer-lhe um pedido público, na simples condição de cidadão brasileiro: “Presidente, faça um esforço extremo, abra uma exceção em sua vida e leia um texto de menos de 25 páginas, com gráficos e tabelas: o comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que pode ser baixado no site www.ipea.gov.br e tem o título geral de Análise e Recomendações para as Políticas Públicas de Massificação de Acesso à Internet em Banda Larga”.

Vale a pena lembrar que o IPEA não é nenhum órgão de oposição, mas um instituto de prestígio, de grande competência técnica e independente, vinculado à Secretaria de Estudos Estratégicos (SAE), da Presidência da República. Nada mais lógico e natural, portanto, que o presidente da República lhe dê atenção especial, lendo esse texto excepcional divulgado na semana passada.

Se vier a ler o estudo, o presidente Lula talvez reaja com sua tradicional sutileza, dê um murro na mesa e mude totalmente os rumos, até aqui quase secretos, da elaboração do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e mande dois funcionários de segundo escalão (seu assessor especial, Cesar Alvarez, e o secretário de Logística do Ministério do Planejamento, Rogerio Santanna) fecharem o bico e pararem de soltar balões de ensaio políticos e ideológicos sobre a banda larga.

Por seu tratamento técnico, objetivo e independente, o estudo do IPEA mostra, sem distorções ideológicas e com objetividade, o problema da banda larga. E focaliza tudo que os porta-vozes petistas insistem em esconder ou negar.

Diagnóstico perfeito

O documento do IPEA é, de longe, o melhor diagnóstico da situação da banda larga no Brasil já feito pelo governo, nos últimos sete anos. Logo no início do texto, mostra o desequilíbrio e a baixa concentração da banda larga em diversos Estados brasileiros, lembrando que banda larga está presente em apenas 2.583 dos 5.565 municípios. Isso significa 46,6% do número total de municípios brasileiros, embora neles se concentrem mais 80% da população do País.

É claro que o estudo poderia ter aprofundado um pouco mais quatro questões básicas:

1)  Por que a banda larga é escassa e mal distribuída no País?

2)  Por que ela se concentra apenas nas regiões mais ricas e mais populosas?

3)  Por que ela é tão cara?

4)  A quem caberia há muito mais tempo o dever e a responsabilidade de formular uma política nacional de banda larga?

 A primeira resposta, a rigor, está nas entrelinhas do estudo, ao sugerir que o País nunca teve uma política pública de massificação e universalização da banda larga, por omissão do próprio governo federal, ao qual caberia a elaboração dessas diretrizes. Por outras palavras, o PNBL, hoje em elaboração secreta, é a primeira política pública sobre banda larga a ser formulada no País. É claro que, há 8 ou 10 anos, no governo FHC, o Brasil ainda não tinha ideia clara sobre a importância da banda larga.

O documento reconhece que o Brasil precisa de uma nova legislação de Comunicações, pois a atual está, em sua maior parte, obsoleta. Mesmo a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), de 1997, já está desatualizada em muitos aspectos. Na verdade, o governo Lula praticamente ignorou todos os grandes problemas das Comunicações, de 2003 até 2009. Só descobriu este ano, por razões eleitorais.

Segunda resposta: a banda larga se concentra principalmente nas grandes cidades e regiões mais ricas porque as concessionárias e operadoras autorizadas não têm qualquer obrigação legal de levá-la a todo o País, como no caso da telefonia fixa, já que seus contratos de concessão não impõem essa universalização. Assim se comporta qualquer empresa privada no mundo: só atende às áreas mais rentáveis. Aliás, como fazia a Telebrás, até 1998, mesmo sendo estatal.

A terceira resposta está explícita no documento, embora sem aprofundar a análise das causas do encarecimento da banda larga, ao relacionar os “três os fatores que contribuem para o alto preço do serviço: baixo nível de competição, elevada carga tributária e baixa renda da população”.

Sobre o tema, o documento ainda observa que, embora o governo federal tenha diversos projetos de inclusão digital, “a alta carga tributária incidente sobre os serviços de telecomunicações tem sido uma fonte de receita para o Tesouro, o que vai contra a política de massificação”. E complementa: “Um exemplo são os leilões de freqüência, que sempre privilegiaram a arrecadação”. No entanto, lembra que, em vários países bem sucedidos na inclusão digital, “a busca de preços mais baixos ao consumidor foi uma alternativa bem sucedida – diferente da mera busca de receita orçamentária – que norteou leilões.”

Fúria arrecadatória

Embora o IPEA não analise o comportamento do governo diante do setor de telecomunicações, é bom lembrar que, desde o governo FHC já vigorava uma espécie de fúria arrecadatória, que se tornou ainda mais voraz no governo Lula, tanto da União quanto dos Estados.

Com o crescimento da rede telefônica, passando de 24,5 milhões de telefones (fixos e móveis) em 1998 para os 224 milhões atuais, o volume total de impostos arrecadados sobre serviços de telecomunicações passou de pouco menos de R$ 10 bilhões/ano para R$ 43 bilhões em 2009.

E o governo federal ainda confisca os recursos dos fundos setoriais. O Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) já acumulou cerca de R$ 10 bilhões de recursos recolhidos ao Tesouro Nacional desde sua criação no ano 2000 até hoje, sem aplicar nada na finalidade essencial para a qual foi criado (universalização das telecomunicações). O excesso de arrecadação do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) tem sido sistematicamente absorvido pelo Tesouro, pois de um total de R$ 3 bilhões este ano, apenas R$ 450 milhões serão destinados ao orçamento da Anatel. O resto é pura e simplesmente confiscado.

Depois de apropriar-se de mais de R$ 30 bilhões de recursos dos fundos setoriais, ao longo de sete anos, o governo Lula vai trombetear e festejar a destinação recentemente anunciada de R$ 6 bilhões para a banda larga no País, para o período 2010-2013.

Exemplo mundial

O estudo faz excelente análise das políticas públicas e estratégias de banda larga de diversos países, mostrando, por exemplo, que “políticas de livre acesso (open access), em particular a desagregação de redes (unbundling)”, facilitam enormemente a entrada de competidores, o que aumenta o investimento, melhora as velocidades, induz o progresso tecnológico, reduz preços ou propicia inovações de serviços.

O documento ressalta ainda que é muito importante fortalecer a agência setorial, visto que “um regulador comprometido em aplicar políticas de livre acesso é mais importante do que a adoção formal da política”. 

Sugestões

O estudo, então, sugere que a banda larga seja designada como serviço a ser prestado no regime público e, portanto, sujeito a metas de universalização compulsórias. Essa designação é outra omissão do governo Lula, que só veio a tomar a iniciativa neste oitavo ano de administração, por razões eleitorais.

E, por fim, a sugestão óbvia de se utilizar na banda larga “os vultosos recursos do Fundo Nacional de Universalização das Telecomunicações (FUST)” – que tem sido, até aqui, pura e simplesmente surrupiado, como fonte de superávit primário.

Quem lê e reflete sobre o conteúdo do documento do IPEA percebe de forma bem clara a diferença entre um trabalho feito por profissionais, especialistas, equilibrados e independentes, em contraposição à forma demagógica e antidemocrática com que um grupo encastelado no poder está conduzindo a elaboração do Plano Nacional de Banda Larga – tema da maior importância para o futuro do País.

Por que não partir para um grande debate nacional, com a sociedade, com os maiores especialistas, com o Congresso e com a mídia?

Volto ao apelo do início deste artigo: Presidente Lula, leia o estudo do IPEA e compare o estilo do documento, sua objetividade e profissionalismo, com o açodamento daqueles que tentam a qualquer custo acelerar o aparelhamento do Estado, a pretexto de ampliar a inclusão digital no Brasil.

Só não vê quem não quer.

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74 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Gabriel

    Tenho certeza da possibilidade nula de que o Molusco venha a ler o texto do IPEA. E caso leia(!), não vai entender bulhufas.

    • Enviado por: Jayme Portugal

      Sr Gabriel, como já observei abaixo, acho que comparar o sr. Presidente a um molusco é um enorme desrespeito… para os moluscos.

  2. Enviado por: Benjamin

    sinto muito, sera impossível pois o lula mal sabe ler, interpretar algum texto para ele será impossivel, ele só sabe ler de carreirinha

  3. Enviado por: daniel barcia

    O interesse particular do Lula está
    dando certo. Pra que ele iria se
    preocupar com a realidade? Ele não
    gosta do povo. Ele gosta do poder.
    O cidadão Brasileiro tem problema
    de discernimento economico, rouba e
    deixa roubar, o que ele rouba. Ler é
    privilégio de idiota.

    • Enviado por: Helvio Piva

      Concordo 100%.
      Lula despreza o conhecimento e o estudo… hoje ele ri de quem tem uma faculdade… ele menospreza isto.
      Como um malandro pode valorizar o estudo? Malandro valoriza malandragem!
      Sobre a banda larga: Nao consigo ver este governo tratando com isonomia e imparcialidade quaisquer questoes. Tudo que é feito, parece, que sempre tem uma finalidade eleitoral ou partidaria.
      é uma afronta, este governo iniciar projetos de longo prazo no fim de mandato… como este projeto de banda larga ou a usina de Belo Monte.
      Que o povo leia mais e se informe, mesmo com internet discada…..

  4. Enviado por: Airton

    Acho que o post deste senhor estaria 100% correto não fosse por uma coisa: Porquê os senhores do PSDB insistem em desqualificar o presidente, insinuando sempre que ele é analfabeto? É verdade, não tem o diploma que talvez o senhor tenha, mas, pelas suas palavras, o Lula me parece muito mais inteligente do que o senhor Ethevaldo. Isso é o que importa. Quando ele diz que “não lê” não é para ser levado ao pé da letra. Outra insinuação: o Lula assina sem lê. Talvez quem esteja administrando o país seja o Sr. Ethevaldo Siqueira. Parabéns

    COMENTÁRIO EDUCADO DE ETHEVALDO — Meu prezado Airton. O senhor já começa falseando o meu texto, atribuindo-me coisas que eu não disse. Não tenho nada a ver com “os senhores do PSDB” nem chamei ou insinuei que o presidente da República seja analfabeto. Ele sabe ler, mas confessa com todas as letras que não gosta de ler e não tem o hábito da leitura. Não tenho dúvida, Airton, de que Lula é mais inteligente do que eu. E, talvez, mais do que o senhor. E mais ainda: é mais esperto do que 190 milhões de brasileiros. Duvida?

    E mais: ele já confessou que assinou documentos sem ler. Não sou eu que inventei essa história. Nem sou eu que está “administrando” o País. Se estivesse, eu teria, pelo menos, o cuidado de ler o que tivesse de assinar.

    Pena que, em seu comentário, o senhor não dê a menor importância ao conteúdo do documento do IPEA — que sugiro ao presidente ler (ou pedir ao um assessor que leia em voz alta a seu lado) para, depois, discutir com especialistas. Airton: eu quero que o Presidente acerte em suas decisões. O IPEA fornece excelente material para a correção dos desvios ideológicos dos assessores que batem tambor todos os dias pela volta da Telebrás, e não abrem a discussão sobre o projeto do PNBL, de forma ampla, democrática, com todos os especialistas, com o Congresso, com a opinião pública.

    O mais curioso em seu texto, Airton, é que o senhor interpreta até o subconsciente do Presidente, ao afirmar que “quando ele diz que não lê, não é para ser levado ao pé da letra”. O que é, então? É para dizer que lê, mas não entende? É para dizer que não gosta, que não tem paciência? Só o senhor é capaz de responder, porque penetra no pensamento de Lula e descobre até a mais recôndita intenção do presidente. Parabéns.

    Nessa discussão, Airton, não me interessa muito a pessoa do Lula nem de qualquer outro líder político deste País, pois, para mim, o interesse público e o Brasil são muito maiores do que todos os políticos juntos. E, como já afirmei aqui, a Telebrás é apenas um detalhe da questão. O que seria importante para todos nós seria buscar caminhos de cooperação entre o Estado e a iniciativa privada para construir as bases de uma nova sociedade, com banda larga de qualidade, abundante, com a maior velocidade possível, disseminada por todas as regiões, a preços acessíveis.

    O resto é farofa.

    • Enviado por: Leonel Augusto Penna Franca

      Sr. Ethevaldo,

      Parabéns pela sua resposta educada, precisa e objetiva a sr. Airton.

      Leonel

    • Enviado por: jose felicio manocchio

      Excelente a sua resposta, Ethevaldo, já tinha ouvido seu comentário sobre o assunto na CBN e agora mais detalhado aqui no Estadão é possivel ter uma idéia do quanto este sr. que dirige o país, junto com seus aspones, nos faz ter saudades de FHC. FHC universalizou o acesso à educação e Lula teve 8 anos para melhorar a qualidade. O que fez ? Nada. O mesmo está ocorrendo com as telecomunicações, só tem arrecadado com taxas, impostos e usa os recursos para o superavit primário, etc. etc., ou seja só joga prá torcida, enfim ainda bem que está no fim esse pesadelo. Agora, Airton você como todos os petistas só enxergam críticas como se fossem vindas de peesedebistas, ou seja, tem uma visão maniqueista, do bem contra o mal, do certo ou errado, vamos melhorar o nível…

    • Enviado por: Alexandre Motta Câmara

      Concordo com Airton.Seu texto quer induzir o leitor a considerar o presidente um analfabeto sim,que toma decisões sem conhecimento e portanto,equivocadas,quando na verdade ocorre o contrário.Na verdade o senhor acusa o governo e seus defensores de ideológicos quando em verdade toda sua linha de raciocíneo é ideológica.A diferença é que é coservadora e ultrapassada.

    • Enviado por: Mensalão

      Farofa é o que você e o Luis 51 apreciam!

    • Enviado por: Douglas

      Não vi nenhum ideologismo no texto do Ethevaldo, mas o que mais vejo neste governo Lula são “ideologismos”. Coloco entre aspas porque não são verdadeiros ideologismos, mas desculpas ideológicas para ocultar interesses inconfessáveis tais como os da facilitação de maracutaias com o dinheiro público em nome de uma pseudoideologia de esquerda que transforma o estado em aparelho de políticos, sindicalistas e estudantes corruptos.

    • Enviado por: paulogastaldo

      Resposta inútil. Pelo tipo de comentário, totalmente alheio ao tema, o “seu” Airton também não sabe ler, e certamente há de interpretar de forma inversa a educada resposta. O que o comentarista disse, e é verdade, é que o nosso líder maior não gosta de ler. Não é chegado aos prazeres e às múltiplas interpretações da leitura. E isso será mais verdadeiro, ainda, em se tratando de temas técnicos. Pronto,”seu” Airton. É isso. E ele usou essa abordagem apenas como forma de abrir o seu texto, e não como objetivo principal. Questão de elegância linguística, entendeu ?

    • Enviado por: Jayme Portugal

      Prof. Ethevaldo, o artigo é bastante lúcido. Não perca tempo respondendo ao comentário do leitor que é absolutamente iníquo.

    • Enviado por: docontra

      tenho doutorado e nao voto no PSDB.

      o FHC deixou a ciencia e a engenharia nacional na penuria.

      que vergonha

  5. Enviado por: lucas

    É isto mesmo ele gosta mesmo é do poder até porque tem um monte de babacas que ainda o admiram.

  6. Enviado por: Marco Aurélio

    “Brasil, um país de tolos”. E viva o Bolsa Família, campeã de votos para o Molusco.

    • Enviado por: Jayme Portugal

      Marco Aurélio, comparar o presidente aos moluscos é uma ofensa aos moluscos.

  7. Enviado por: marcelo

    Toma Airton , estes ptistas de carteirinha que ficam de plantão pagos para blindar dilma e lula com nossos impostos são umas bestas mesmo.

  8. Enviado por: Robert

    [Vale a pena lembrar que o IPEA não é nenhum órgão de oposição, mas um instituto de prestígio, de grande competência técnica e independente, vinculado à Secretaria de Estudos Estratégicos (SAE), da Presidência da República.]

    Se é vinculado ao governo, não é independente. Por sua vez, a competência técnica do IPEA não é relatada a conhecimentos na área de “banda larga”.

    [lembrando que banda larga está presente em apenas 2.583 dos 5.565 municípios. Isso significa 46,6% do número total de municípios brasileiros, embora neles se concentrem mais 80% da população do País.]

    Significativo é que “mais de 80% da população do País” podem contar com serviço de banda larga, e uma porcentagem maior ainda tem acesso à Internet se considerarmos acesso discado. A porcentagem de municípios cobertos é irrelevante. De fato, existem problemas muito mais sérios e urgentes a serem resolvidos do que disponibilizar “Internet rápida”.

    [1) Por que a banda larga é escassa e mal distribuída no País?]

    Se 80% da população brasileira tem a possibilidade de utilizar banda larga, não é escassa nem mal distribuida.

    [2) Por que ela se concentra apenas nas regiões mais ricas e mais populosas?]

    Se 80% da população brasileira pode ser atendida, faz pouco sentido falar em concentração. Deve-se considerar que muitas localidades sequer possuem infraestrutura básica, como água encanada, esgoto, luz elétrica, escolas, hospitais. Por que banda larga seria uma prioridade?

    [3) Por que ela é tão cara?]

    O problema das altas tarifas de telecomunicação, assinaturas, impostos, etc, é muito mais grave, impactando um número imensamente maior de consumidores. “Banda larga” é um privilégio que custa relativamente barato comparado a outros serviços de telecomunicação. De fato, facilmente podem ser encontradas “lan houses” que cobram R$ 2,00 por uma hora de acesso à Internet. Compare com tarifas de chamadas interurbanas, celulares, etc.

    [É claro que, há 8 ou 10 anos, no governo FHC, o Brasil ainda não tinha ideia clara sobre a importância da banda larga.]

    Nem FHC, nem o Brasil, nem os Estados Unidos, nem o provedor americano AOL, nem milhares de empresas e especialistas do mundo todo. volte 10 anos no tempo e as pessoas estavam contentes com acesso discado, usado na maioria das vezes apenas para comunicação por e-mail.

    [“políticas de livre acesso (open access), em particular a desagregação de redes (unbundling)”, facilitam enormemente a entrada de competidores]

    O tempo do “unbundling” para resolver a questão do “last mile” já passou. Os requisitos agora são outros e novas tecnologias surgiram. No futuro próximo serão exigidas taxas de transmissão incompativeis com a infraestrutura existente. É tempo de pensar em fibra óptica, wireless, etc.

    • Enviado por: Douglas

      Sobre 80% da população ter acesso à Internet, isto não quer dizer que 80% da população efetivamente acessa a Internet, mas dispõe de infra estrutura ao seu alcance se puder pagar por ela.
      Discordo quando você diz que Internet rápida não é uma prioridade,porque o futuro da democracia passa pela universalização do acesso à Internet. Futuramente, a maior participação e fiscalização popular na política será viabilizada pelo acesso universal à Internet com baixo custo. Poderemos atuar em tempo real na fiscalização e punição dos nossos políticos via Internet. Leis para que isto se operacionalize só poderão ser aprovadas após a Internet ser de acesso a todos os cidadãos.

    • Enviado por: Robert

      No Estadão de hoje (02/05/2010):

      Saneamento lento demais

      [...]

      Atualmente, 40 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável. Mais de 100 milhões não dispõem de sistema de coleta de esgotos.

      Se os investimentos forem feitos no ritmo observado atualmente, a universalização do sistema de coleta de esgotos só será alcançada dentro de 66 anos. E a meta do milênio, fixada pela ONU, de atendimento de 70% da população em 2015, só será cumprida em 2050.

    • Enviado por: Robert

      Douglas,

      Claramente escrevi o seguinte:

      “Se 80% da população brasileira tem a possibilidade de utilizar banda larga.”

      “Se 80% da população brasileira pode ser atendida”

      Ou seja, existe infraestrutura. Supostamente o problema é preço, mas pode ser falta de interesse também. O que o governo não esclarece é como ele poderá cobrar menos se precisa incorrer em mais custos que as operadoras. Internet é “interconexão de redes”. Interconectar backbones não é grátis. De nada adianta o governo reativar o backbone da Eletronet (vendido por R$1 a um amigo do José Dirceu) se esse backbone não for conectado a outros, o que custa um montanha de dinheiro mensalmente, nem prover a chamada “ultima milha”, que custa outra montanha de dinheiro para implementar e manter.

  9. Enviado por: Jorge

    Não basta a leitura precisa interpretar o texto e aplicar na realidade.
    a) O PT defendia o ASTRAL argentino a paridade de um para um. Eu esqueci, mas o quê foi que aconteceu mesmo com o ASTRAL?
    b) Celular nos anos 90 era coisa de rico, uma linha telefônica custava US$ 4.000,00 dólares. Eu não sei contar, mas temos hoje quantas linhas ativas de celular e também quanta custa mesmo?
    c) Vamos encerrar por aqui, pois acabarei se tornando chato.

    Voltando a rede de banda larga, hoje eu tenho uma conexão de 6 MEGA (600 kbps) a um custo de R$ 100,00 Reais. A nova internet proposta é de 500 KBPS (200 kbps) á um custo de R$ 39,00 Reais. Por favor, faça as contas, eu acho que eu enlouqueci.
    Outro detalhe fibra ótica tem prazo de validade, acho que os técnicos esqueceram-se isso. Como está a vida útil desta rede? Cobrir o BRASIL com cabos é uma utopia, utilizarmos uma rede que mal sabemos sobre á vida útil. Será que o governo sabe o que é WI-FI, celular, conexão sem fio? Por isso que iremos investir milhões em conexão a cabo, em jatos franceses ultrapassados a falta de conhecimento leva á isto.

    Quando concentramos o mercado em uma única empresa apenas ressuscitamos o passado podre.

    Desculpa, mas democracia não existe, o que existe é apenas interesse. Um exemplo é a exigência do pagamento de provedor na banda larga, é uma lei absurda onde fere qualquer princípio, pois não existe a prestação de serviço. Um provedor autoriza o quê? Quem é responsável pela manutenção dos cabeamentos? Seria o mesmo que eu cobrar o acesso de um carro a uma via, e a concessionária em seguida cobrar o pedágio, internet é isto tráfego de acesso.

    • Enviado por: Robert

      Jorge, o acesso à Internet é composto por circuito de acesso e tráfego. As operadoras cobram pelo circuito de acesso, os “provedores” pelo tráfego. No passado, os provedores tinham que contratar circuitos de acesso das operadoras (ex: Telefonica, Telemar) e contratar tráfego dos provedores de backbone (ex: Embratel). O usuário discava para o provedor (pagando a chamada à operadora local). O provedor por sua vez estava conectado por uma linha dedicada (pagando a operadora local) ao provedor de backbone, que por sua vez cobrava o uso da Internet, que jamais foi barato no Brasil. Há uns 10 anos, uma porta de 2Mbps na Embratel custava coisa de R$ 20 mil por mês. Um circuito de acesso de 2Mbps custava pelo menos R$ 20 mil, o custo aumentando muito dependendo da distância. Iniciativas como o Teleporto no Rio objetivavam cortar o custo desses circuitos, colocando provedores de acesso e de backbone próximos. Isso não mudou até hoje. O que mudou é que as operadoras de telefonia passaram a operar seus próprios backbones Internet, permitindo na prática oferecerem circuito + acesso, mas obrigadas por lei a usarem intermediários para o acesso, gerando cobranças separadas (circuito:operadora,acesso:provedor) ainda que desempenhem de fato as duas operações.

  10. Enviado por: Plínio

    Muitos que admiram o atual presidente , são clientes da esmola dada pelo governo, que copiou o modo de gestão do seu antecessor, ou possuem cargo conseguido , graças a sua militância no p t , e não por méritos de passar em concurso público.

    • Enviado por: Carlos Eduardo

      Vc ta com inveja meu! Acho que nao! Talvez o que lhe incomoda é ver um analfabeto tendo tanto prestigio do que vc que defendeu a sua tese de elite sangue suga!

  11. Enviado por: JOSÉ AIRTON

    Caro colunista, o sR. Airton, que provavelmente, deve ser alguém da tropa de choque do meu partido, o Partido dos Trabalhadores, para questionar e desdenhar qualquer opinião que consideram contra a candidatura da Sra Lula. Não obstante essas considerações penso que os seus argumentos sobre a Banda Larga são pertinentíssimos, ainda mais para o governante, que supõe-se que deva estar inteirado sobre todos os meandros dessa questão. Mas tenho o sentimento que o presidente, quando está em atividade política, fica meio obsecado pela vitória, com isso perde um pouco do equilíbrio, relevando opiniões de terceiros. Isso está ocorrendo em MG, SP, e em muitos outros lugares. Ele pode ganhar a eleição, mas vai arrebentar com o nosso partido.Pena, pois muita coisa está em jogo.

    JOsé Airton Germano da Silva. (Ex-presidente, e membro do Partido dos Trabalhadores No interior do EStado do Paraná).

  12. Enviado por: José Maia

    É óbvia a missão eleitoral, em plena campanha, do texto, ao dar tanta ênfase e extrapolar uma declaração de Lula, do começo do governo, de que não lê jornais. É óbvio que se fosse para chamar atenção do presidente sobre o documento do IPEA não seria necessário esse viés preconceituoso que tenta caracterizar o presidente (de forma mentirosa, como tem feito em muitas ocasiões) como alguém que não valoriza a cultura, a leitura e o saber. O articulista sabe que o presidente conhece o documento. Essa forma mentirosa e preconceituosa de alterar o sentido do que disse Lula, que em determinado momento expressou publicamente seu orgulho de, mesmo sem ter o estudo dos doutores do PSDB, queridos da grande imprensa e do articulista, ao gerir um governo, fazer mais e melhor pelo povo e pelo país, é uma desonestidade intelectual sem precedentes na imprensa brasileira.
    Todos os que repetem isso, quase todos os dias na grande imprensa em campanha, praticam essa desonestidade intelectual para consigo e uma desonestidade profissional também sem precedentes para com os seus leitores. São profissionais experientes, sabem o que o presidente disse e sabem que não foi o que querem fazer crer.

    RESPOSTA DE ETHEVALDO — Sua defesa de Lula é refutada pelas próprias palavras e confissões do Presidente. O senhor é mais realista do que o rei.

    • Enviado por: José Maia

      O Sr. Ethevaldo continua achando que para chamar a atenção do presidente para um documento são necessárias frases como: “Presidente, faça um esforço extremo, abra uma exceção em sua vida e leia um texto de menos de 25 páginas”. O Sr. Ethevaldo não acha isso um deboche e uma campanha de desqualificação. Imagine que o Sr. Ethevaldo diz que vai fazer o pedido “na simples condição de cidadão brasileiro” ! Ora, não creio que o Sr. Ethevaldo pense que quem tem o espaço que ele tem num dos maiores jornais do país, lido em todo o Brasil, formador de opinião, é “um simples cidadão brasileiro”. Não é mesmo. É alguém em uma posição muito especial e que quando resolve debochar de forma jocosa do presidente não pode ser sem um propósito.
      Leio frequentemente o que o Sr. Ethevaldo escreve porque comungo com várias das suas opiniões, entre elas a de que a recriação não faz qualquer sentido. Mas esse artigo se auto-desqualificou pela desonestinade intelectual de construir uma versão para milhões de leitores, pela desonestidade profissional ao não informar. Sem falar da tentativa de encaixar num leitor desprevenido a idéia de que a voz de um jornal poderoso é a voz “de um simples cidadão brasileiro”.

    • Enviado por: eurico teodoro

      É óbvio que o nosso presidente é inteligentíssimo… Se não, como ele coseguiria alcançar tanto êxito e progresso no meio da elitista sociedade brasileira… Com certeza não foi com a ajuda da laureada esposa…
      Não fosse assim e ele não seria capaz de vender Opalas por preços tão altos e comprar imóveis tão abaixo de preço de mercado, de amigos que negociam (ou negociavam) com prefeituras administradas pelo partido…
      E não teria transmitido através do seu DNA, tanta inteligência pra seu filho, que o tormou capaz de progredir tanto e tão rapidamente em seus negócios patrocinados pela Telemar, que continua negociando com o governo ( sob outros nomes )… Só citando coisas antigas que já estão sendo esquecidas. Realmente, sem nenhuma demagogia e sem ironias, ele é muito inteligente.Até a revista Time reconheceu…

  13. Enviado por: Getulio

    Lula não lê, não sabe ler,não tem apreço pela cultura,só dá mau exemplo aos jovens ao transgredir as leis, além de ser alcoólatra inveterado.

  14. Enviado por: jorge

    O Lulla não le pois a biblioteca do palacio pegou fogo. Foram queimados todos os 2 livros dele, sendo que nem tinah terminado de colorir o segundo.

  15. Enviado por: Marcos Pedroza

    Ethevaldo
    Observei nos comentario que você polemiza com as pessoas que fazem comentarios na sua coluna, responte com longos textos.
    Você é o primeira e unica pessoa que escreve em jornal, revista, blog e portal de noticia e conteúdo a agir desta forma.
    Me desculpe a comparação, mas a deia que passa ao leitor é que você é um velho e decrepito senhor em busca da respeito e sucesso que nunca teve.
    Lhe falta autocontrole e fidalguia necessario a aqueles que se relaciona com o publico.
    Meus respeitos

    • Enviado por: JOSÉ AIRTON

      Caro Marcos Pedroza

      Que relevância têm um julgamento de postura, de elegância ou de fidalguia, para quem tripudia utilizando adjetivos como “..velho, decrétito senhor…”. Faça-me o favor, tenha o mínimo de educação. O colunista não tripudiou ninguém, apenas refutou argumentos, como se tivesse dialogando com o interlocutor.
      Fico pensando que criatura seria vossa excelência, parece alguém sem instrução, que não consegue avaliar o que está sendo debatido.

      José Airton

    • Enviado por: Jayme Portugal

      Faço minhas as palavras de Marcos Pedroza.

    • Enviado por: Jayme Portugal

      Corrigindo, onde se lê Marcos Pedrosa, leia-se José Airton. Desculpem.

  16. Enviado por: carlos

    É lamentável que uma pessoa, como o sr. Ethevaldo,que aborda um tema basicamente de caráter técnico tenha sempre um viés político e preconceituoso para criticar exclusivamente o governo federal.Também o que esperar de alguém que trabalha em órgãos como OESP e CBN?
    Que dor de cotovelo! Não leia ou acesse o site da revista TIME pois pode perder o sono.

  17. Enviado por: Psdbnuncamais

    acho que vc quer me enganar!!!!! posso indicar textos para você ler também??? censura também é só apresentar aquilo que interessa!!!!

  18. Enviado por: ARIOVALDO BATISTA

    Estimulante a discussão entre especialistas. A realidade é que há 40 anos atrás, sem celular, podia-se resolver qualquer problema nos Estados Unidos por telefone, que era praticamente gratuito por lá!! Há 80 anos atrás os EUA já tinham mais 15 milhões de carros, que estamos hoje comemorando no Brasil! Essa é a realidade!
    Afinal, se queremos ser uma nação desenvolvida e civilizada, por que não imitar (não é copiar) as nações que assim já o fizeram há décadas?
    Se um dia a sociedade humana quiser ser uma sociedade urbana e altamente civilizada não bastaria copiar como fazem as sociedades das abelhas, ou das formigas ou dos cupins, que estão milhões de anos tecnologicamente à nossa frente? Alguém já viu onde essas sociedades jogam seus lixos, hoje estão contaminando a natureza??
    Nossas elites principalmente culturais se concentram nas migalhas, e esquecem do próprio pão! E com um presidente que se gaba de “não ler”, seja lá analfabeto ou não, parabenizo o texto do caro Ethevaldo, ainda que esteja chovendo no molhado.
    arioba.

  19. Enviado por: Nicolau

    Em que pesem as convicções partidárias dos leitores , todos somos concordes que existem propinas enormes no país.A escolha do padrão japones para a TV digital, demonstrou bem isto, pois não está sendo usada pelo povo pois é muito cara! O Daniel Dantas, a Oi o canal 21 de SP , são outro exemplo. Parafraseando : ” Nunca na história dete país se viu tanta corrupção”, infelizmente esta é a verdade irrefutável!

  20. Enviado por: Pierre

    O brilhante estudo técnico, deveria ficar assim mesmo, sem a curiosidade do atual governo.

    Imagine-se se caso do interesse, em vista da forma de atuação, em `maquiar` as informações, esta se daria para retirar o seu brilho.

    Notamos que as criticas veêm da atual industria de telefonia, o que demonstra que o estudo vai no interesse dos consumidores.

    Vamos manter a vigília para seu sucesso. Boa sorte Brasil!

  21. Enviado por: Francisco Mineiro

    Seu artigo está muito, Ethevaldo.
    As pessoas esquecem que o acesso ao telefone era privilégio e que era preciso comprar linhas no mercado negro, por alto preço;

  22. Enviado por: J.Filho

    Infelizmente, o infeliz não gosta de ler nada!
    Além do mais, segundo dizem, o Zé espertinho (o Dirceu) já vendeu o modelo a ser implantado.
    …e haja Telebrás.

  23. Enviado por: Francisco Mineiro

    Seu artigo está muito, Ethevaldo.
    As pessoas esquecem que o acesso ao telefone era privilégio e que era preciso comprar linhas no mercado negro, por alto preço.

  24. Enviado por: Sérgio Euclides

    Prezado Ethevaldo,
    No penúltimo parágrafo, você escreveu: “Por que não partir para um grande debate nacional, com a sociedade, com os maiores especialistas, com o Congresso e com a mídia?”. A sugestão é ótima – uma pena que analistas como você não propuseram a mesma coisa quando do “Fla-Flu” que antecedeu a privatização da Telebrás há doze anos, conduzida de forma opaca e autoritária por tecnocratas umbilicalmente vinculados aos interesses dos candidatos ao negócio. O resultado está aí: a telefonia mais cara do mundo, péssimo serviço, operadoras de rapina, uma agência desde sempre capturada; e não esquecer das, na época, oportunidades sem igual para os amigos do então presidente…
    Infelizmente, tal memória termina por desqualificar sua(de outro modo justa) exortação.

    Cordialmente,

    RESPOSTA HISTÓRICA — Sérgio Euclides, sua memória está péssima, meu amigo. A privatização ocorreu em 1998, depois de o Congresso ter votado a Lei Geral de Telecomunicações em 1997, a Lei Mínima em 1996 e a quebra do monopólio da Telebras (emenda da Constituição, em 1995). Seria difícil para o Congresso Brasileiro — que é o maior fórum de debates de problemas dessa natureza — fazer tudo isso “de forma opaca e autoritária”, sem a participação da mídia, dos especialistas, sem debate público. Eu, pessoalmente, participei de mais de 20 seminários sobre o tema. E coordenei dois fóruns sobre o assunto, registrados pela revista que eu dirigia na época, a RNT (Revista Nacional de Telecomunicações).
    Veja como é fácil refutar o chute de quem não acompanhou a história do setor de telecom e usa a famosa linguagem de palanque.

    Para justificar a falta de debate sobre o PNBL, você inventa uma história maluca como a que está no seu texto, acima. Reflita um pouco: há milhares de pessoas que nos leem, Sérgio Euclides. Todas são testemunhas do que eu escrevo. Não minto por dever de ofício — porque seria desmoralizado. Ninguém escreve sobre um tema durante 43 anos se faltar com a verdade.

    Outra linguagem de palanque: “O resultado está aí: a telefonia mais cara do mundo, péssimo serviço, operadoras de rapina, uma agência desde sempre capturada; e não esquecer das, na época, oportunidades sem igual para os amigos do então presidente…”

    Eu escrevi que temos os mais elevados impostos do mundo em telefonia e banda larga. Você ignora esse fato pura e simplesmente. Se houvesse um péssimo serviço (com todos os problemas efetivos que existem), caberia à Anatel (que é governo) punir até com a perda da concessão. Dê números e fatos, meu caro. Não apenas adjetivos.

    Quem esvazia as agências reguladoras? Você sabia que o governo nomeou um líder sindical que combateu ferrenhamente a privatização da Telebrás, inimigo do novo modelo, para dirigir a Anatel? Quem se omite? Se a criminalidade aumenta, a culpa é apenas do bandido, ou da falta de uma política de segurança? Não esconda o sol com a peneira.

    É ridículo omitir o fato fundamental da universalização da telefonia, num país que tinha apenas 24,5 milhões de telefones e hoje tem mais de 220 milhões. Quase 10 vezes mais. Que tinha a média franciscana de 14 telefones por 100 habitantes e hoje tem 115. Um país em que 85% dos telefones existentes estavam concentrados nas classes A e B. É brincadeira, e de mau gosto. Está com saudade da Telebrás?

    Diante disso tudo, Sérgio Euclides, sem memória, sem um único fato verdadeiro, com linguagem de palanque, você fugiu da questão central que propus para o PNBL: “Por que não partir para um grande debate nacional, com a sociedade, com os maiores especialistas, com o Congresso e com a mídia?”.

    Cordialmente, Ethevaldo

    • Enviado por: Robert

      Não se pode esquecer também que antes da privatização, além de grande dificuldade para se conseguir o tom para discar, as ligações caiam, tinham ruidos e eram frequentes as linhas cruzadas, prejudicando a desejada estabilidade nas conexões à Internet via linha discada e a implantação da banda larga. Mesmo com modems mais velozes e com recursos de supressão ruidos, raramente se conseguia transferência máxima. Foi com a substituição gradativa das antigas centrais analógicas e do cabeamento, investimentos que superaram R$ 180 bilhões sem um tostão do governo, que o problema da qualidade das ligações foi sendo resolvido. Por sua vez, naquela época o estimulo para contratar banda larga era o alto custo das ligações telefônicas no Brasil, tarifadas por “pulsos”. Contratar banda larga era um caso principalmente de economia, pois não existiam sites que exigiam grande volume de transferência dado que a imensa maioria dos usuários — no mundo todo — se conectava via acesso discado. Evidentemente não se podiam projetar sites para uma grande audiência requerendo acesso rápido se a audiência predominante não dispunha desse tipo de acesso. (O mesmo pode ser observado em relação ao tamanho e formato da tela dos monitores).

    • Enviado por: Sérgio Euclides

      Prezado Ethevaldo,

      A fim de não correr risco de exceder número de caracteres, respondi à sua réplica em mensagem para seu e-mail privado. Se for de interesse para o debate neste blog, fique à vontade para publicar minha tréplica na íntegra.

      Um abraço,

    • Enviado por: sandro

      Não se trata de saudade da TELEBRAS, trata-se ,Sr. Ethevaldo, de que ela seria necessária para tomar conta(não sei se é a palavra certa.) das dominadoras oi, vivo, claro e por aí vai não aumentarem os preços e servirem qualidade. Espero não estar falando bobagem mas se for o caso me desculpem.

  25. Enviado por: roberto

    Alô José
    Brasileiro gosta de carregar e jogar pedras,mas se esquece que TAMBÉM PODE SER APEDREJADO.
    Vota e apóia um desarmamento sem analisar e depois ao menor sinal de perigo corre para debaixo das asas do govêrno/paisão.
    Quer bolsas e aposentadorias na palma da mão,em suma,tem tudo para ser vadio!,como o líder sempre foi.

    abraços

  26. Não peça isso… o anaufa não sabe ler.

    Ele e sua turma só pensam nas eleições etc. etc. etc.

    Hoje é dia de futebol e na quarta-feira dia 05, o time do anaufa joga e é mais importante que à população do Sul do Brasil que anda naufragada e sem ajuda e ou visita do falastrão, chorão de buteco e que gosta de ver seu povinho na m…., como sempre.

    Sorri periferia o povinho agradece e eles os gatões, mais ainda.

  27. Enviado por: Antonio Rodrigues

    Caro Jornalista; Leia o que diz a Revista TIME Sobre o LULA; que voce sabe quem é o CARA.
    a Imprensa e Elite não gosta do Lula;
    Procure outra ciosa para escrever.;;;

    Antonio

    • Enviado por: carlos queiroz

      Caro Ethevaldo,

      Não perca seu tempo com provocações baratas do tipo “deu na Times”, outrora apedrejada pela “turminha” boa do PT e agora uma senhora revista para os mesmos petralhas.
      Para essa turma, vigora a lei do pensamento único : “se não pensa como eu, está contra mim”.
      A história se encarregará de dizer quem foi na verdade o “presidente mais popular do mundo”, na opinião deles claro.
      Para o petralha Antonio Rodrigues, ele acredita realmente que Obama falou que “Lula é o cara” , quando tudo não passou de uma facilitação do tradutor na hora de verter o diálogo, coisa já devidamente esclarecida pela imprensa.
      Até Lula acredita nisso.
      Quanto ao Times, outrora tido como integrante da imprensa golpista imperialista (a maioria que fala nisso, nem o que isto significa de fato), sugiro que pesquisem premiações anteriores, onde constam “líderes influentes” da estirpe de um Omar al-Bashir (genocida sudanês), Raul Castro (garanto que este o Antonio Rodrigues conhece), Chavez, Evo Morales, Osama Bin Laden, só para ficar nestes.
      Lula realmente está em ótima companhia, aliás, como em toda a sua história.

  28. Não perca seu tempo suplicando o impossível, no caso em questão a leitura de Lula, mas tenho a solução, peça para alguém ler em voz alta e clara para ele, assim evitaremos este esforço para o nosso Presidente o “Cara”, o mais influente do mundo, ele merece! e nós merecemos também pois estamos pagando nosso pecado aqui mesmo na terra e especificamente no Brasil.

  29. Enviado por: ruizaltino

    quanto preconceito, heim? aliás, quantos preconceitos, heim? do linguístico ao racial, só no primeiro parágrafo há uma infinidade. Confesso que, também por preconceito e seguindo o velho conselho de Schopenhauer, parei por aí e não me aventurei nos parágrafos seguintes.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Meu caro, Ruizaltino, desde quando denunciar preguiça de ler é preconceito? Qual é a infinidade de preconceitos que existiria só no primeiro parágrafo se você não cita nenhum? Boa desculpa para não ler o restante. Por preguiça ou você também não é muito chegado à leitura?

  30. Enviado por: Elena Sofia Schmidt

    Você sugere que o Lula leia uma 25 páginas? !!!!!
    É tentativa de assassinato?
    Se o Lula ler 25 páginas de algo seguramente ele terá um Derrame Cerebral!

  31. Enviado por: Igor Máximo

    Ao invés de querer ressurgir das cinzas a Telebrás, os gestores públicos deveriam incentivar fortemente a educação tecnológica, modernizar a burocracia, promover o empreendedorismo na juventude, fazer uma reforma tributária mais moderna. Acho impressionante como no USA a cada década surge uma grande empresa de tecnologia. No final do século XIX e começo do século XX surgiu a General Electric, em 1916 surgiu a Boeing, nos anos 40 foi a Hewlett-Packard, no fim dos anos 70 foi a Oracle, nos anos 80 foi a Apple e Microsoft, nos anos 90 foi o Yahoo, nos anos 2000 foi o Google. Mais de 1 século de inovação. Quantas são estatais? Nenhuma. O brasileiro precisa urgentemente parar com essa cultura de estatismo, que o Estado precisa administrar tudo. Espero como muita vontade ver o Brasil seguir pelo século XXI com uma das nações mais empreendedoras, inovadoras, sólidas e diversificadas do mundo. Algo que a China, a Índia e a Coréia do Sul estão se esforçando para se consolidar. Quando será vez do Brasil? Por enquanto só vi discursos, palanques e o mesmo discurso do mais do mesmo. Uma grande nação do Século XXI é uma nação focada na educação, na ciência, na tecnologia, na inovação e não uma nação estatização.

    • Enviado por: JOSIAS

      caro igor concordo com voce, mas infelismente a maioria dos empresarios brasileiros são sonegadores e só pensam em ganhar $$$$$$$$

  32. Enviado por: Leonel Andrade

    Prezado Sr. Ethevaldo, boa noite!

    Parabéns pela clareza de vosso texto e não se preocupe em responder, pois só não entendeu a vossa mensagem aquele que não se esforçou para tal e ou não consegue enxergar além de sua ideologia barata. Infelizmente em nosso país ainda existe muita gente de visão obtusa e que não aceita a diversidade de pensamentos e de idéias – acham que quem pensa diferente deles é no mínimo burguês ou golpista.

  33. Enviado por: Tadeu Hyppolito

    Este é um ano eleitoral e creio que é a hora da imprensa levantar estes temas para obrigar aos candidatos , ao menos ler o estudo e ter um compromisso sério com a sociedade.

  34. Enviado por: Ivan

    Sr Ethevaldo, acredito que em outras palavras, não se pode falar em progresso, em contradizer os pensadores do governo e em tentar dialogar, pq em seguida vem a tropa de choque imunizar o Sr Presidente.
    Progresso de uma nação se consegue com seriedade e tecnologia, com parcerias sérias ecompetentes e não é assim que esse governo responde ao seu povo, ou é?????

  35. Enviado por: jose felicio manocchio

    Meu caro Ethevaldo é desgastante o que você faz, respondendo com toda a educação e argumentos sólidos, a todos aqueles que defendem Lula e o PT, aliás creio que são funcionários pagos pois a argumentação é sempre a mesma “preconceito, etc, etc,” mas não desista pois é com educação(faço isso há 32 anos, ufa …) e esclarecimento que iremos colocar as coisas nos devidos lugares, sobretudo a argumentação colocada por eles, sugerindo que o Brasil só existe após 2002!!!

  36. Enviado por: JOSIAS

    caro igor para isso temos que ter empresarios nao pilantras,infelismente è assim a maioria, que só quer $$$$

  37. Enviado por: mohamad el kadri

    olha srEthevaldo,como o senhor demonstrou tanta inteligencia e ao mesmo tempo tanta irresponsabilidade de
    dubia intençao ao inves de enviar ao presidente escreve
    em um jornal de maneira ofensiva e de muito mau gosto e
    com falta de respeito ao melhor presidente que este pais ja teve somente para gerar um debate e dar oportunidade para essa baixaria em ofensas a um dos lideres mais influente do mundo,sinceramente com tanta sebedoria de sua parte nao acredito mais no que o sr fala porque faz um trabalho sujo de denegrir a imagem do presidente

    ETHEVALDO RESPONDE – Mohamad: Não compreendo a sua ira. Onde foi que eu denegri a imagem do Presidente? Sugeri apenas que ele leia um documento do IPEA. Quem disse diversas que não lê nada foi ele. Veja que eu estou tentando ajudá-lo, com um trabalho de alto nível feito pelo instituto ligado à própria Presidência de República. Por que você não refuta o trabalho do IPEA? Eu apenas aplaudi a qualidade de um trabalho de uma entidade do governo Lula. Pena que ele não leia esse trabalho. Não distorça o que escrevi.

  38. Enviado por: mohamad el kadri

    alias o sr acha mesmo que o nosso presidente nao le??
    ele nao le essa imprensa a PIG(Partido da Imprensa Golpista)que escreve e faz campanha sistematica ao governo com ofensas morais e pessoais ao nosso grande lider nacional e mundial,e ai o sr vem com essa conversa
    mole de que “peço para que o sr leia como se o sr fosse o dono da razao e da verdade,e seu projeto o ideal para o brasil,assume a sua postura politica e para de fazer e ajudar a oposiçao a fazer o jogo sujo desta elite conservadora que nao aceita o nosso presidente

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Não desminta o presidente. Ele disse que não lê nada. Nem jornal, nem PIG, nem DOG, nem CAT, nem HORSE.

  39. Enviado por: Alvarez

    É normal que um analfabeto não goste de ler até porque se ler não entende é por isso que os abutres do PITI dizem a esse aNUlfabeto o que ele tem que fazer. Esse é o presidente que temos eleito por analfabetos comprados com comida barata satisfeitos com pontas de rua meladas de cimento de segunda e satisfeitos com os R$ 80,00 que servem para comprar a maconha ou o crack. Alem do mais satisfeitos com o sou lider de gang cercados de selebridades importantes como ” Hugo Chives, Arma BimBim najá FedendoDel Castrado. afinal com qual tipo de jente se associaria esse cocô.

  40. Enviado por: Samarkand

    A matéria era séria, mas os comentários da brigada de choque PTista são hilários!

    Ethevaldo, obrigado pela matéria – e pelas suas respostas!

  41. Enviado por: Orlando

    Realmente, o cara não sabe ler, é semi-analfateto, tem apenas 9 dedos nas mão, gosta de um Velho Barreiro, um churrasquinho e principalmente é Corinthiano. Mas o Cara mudou este país, o cara é bom para caramba, ainda bem que os seus predicados não são como os do que escreve este artigo, nem tão pouco os poucos que aqui comentam. Mordam seus cotovelos e depois de novembro se nao se sentirem bem, hoje esta facil comprar uma passagem e uma casa nos EUA.

  42. Enviado por: Mario Nobre

    Só para se dar uma idéia: estou aqui em Paris e vários competidores fazem ofertas semelhantes de Internet ilimitada de 100Mb + TV 132 canais livres + telefonia grautita para toda França e, no minimo, mais 52 países a… Eur 39,90 ou seja, menos que R$ 100,00… Agora vejam bem os curiosos aonde a Telefonica faz mais lucro, aonde a TIM tem seu maior lucro no mundo, aonde a Portugal Telecom faz mais dinheiro e por aí vai. Brazil, terra de milionários! Nunca teremos a enorme classe média que existe na Europa, no Brazil ou um é milionário ou é indigente. Elite estúpida, governo mais ainda.

    • Enviado por: Robert

      Em São Paulo, a Telefônica andou oferecendo uns pacotes bastante econômicos, incluindo ligações locais ilimitadas, TV por assinatura, conexões à Internet. Na questão preço, as operadoras não só precisam recuperar os investimentos bilionários que fizeram, como os governos estaduais são especialmente vorazes na área de telecomunicações, cujos consumidores são presas indefesas de impostos e taxas indecentes — o volume de tributos chega a 43% do valor expresso nas contas dos serviços de telecomunicações – especialmente devido ao apetite dos estados na fixação do ICMS.

      “O que mais impacta para nós é o ICMS. Em 2009, o setor respondeu por 12,1% de tudo o que foi arrecadado com esse imposto”, calcula o diretor-executivo do SindiTelebrasil – o sindicato patronal das empresas de telefonia –, Eduardo Levy.

      Será que na França também usam os serviços de telecomunicação para esfolar o contribuinte e a arrecadação de impostos do setor é tão significativa quanto a que ocorre aqui?

  43. Enviado por: Albert Chirac

    É claro do IPEA não eh infalível. Serve como orientador. Mas, seria salutar informar a todos os leitores, que como o FMI, pode errar. Exemplos não faltam. O FMI – Fundo Monetário Internacional, por várias vezes atrasou e ou afundou o Brasil com suas cartilhas neoliberais, adotando políticas radicas recessivas. A Argentina foi um exemplo de como o FMI foi maléfico para o país sul-americano. O Presidente Menem para agradar os EUA (que eh quem manda realmente no FMI) afundou a Argentina com a política de AMOR CARNAL aos EUA , adotando a cartilha neoliberal dos
    EUA . Outro país que se deu mal foi o México. O País México encontra-se numa situação muito ruim, tendo as suas empresas nacional sido compradas por empresas americanas no que foi chamado neoliberalismo. Nenhuma política economica mexicana pode ser feita sem o aval dos EUA . Assim , o Brasil rebelde é melhor. O governo Lula não aceitou as diretrizes neoliberais do FMI, não vendeu a Petrobrás, e venceu os pessimistas internacionais que botavam olho gordo no Brasil torcendo contra. Mesmo com taxas de crescimento de 5 a 6%, o FMI diz que o crescimento brasileiro pode se tornar uma “bolha”. Esquecem que a China cresce a níveis de 12% sistematicamente ha decadas e nem porisso se tornou “Bolha” especulativa. Quem um dia pode virar a ser uma “Bolha” pode até ser, enquanto não vem a ser , a China continua batendo recordes de crescimento, ignorando o FMI, e envolvendo o mundo com o seu crescimento, ajudando até mesmo os EUA e a Europa. Aliás, a Europa, também não adota a cartilha do FMI , usando mais de US$200 bilhões de euros para salvar a Grécia, e de tabela Espanha e Portugal. É preciso cautela, e minha avó já dizia caldo de galinha quanto ao FMI e ao IPEA não faz mal a ninguém.

    RESPOSTA DO ETHEVALDO — Imagine que volta ao mundo deu o Sr. Chirac para dizer que o IPEA não é infalível. Ninguém disse que esse instituto era infalível, embora conte com especialistas independentes, competentes e isentos. Para que serve um instituto ligado à Secretaria de Estudos Estratégicos e à Presidência da República, então? Sua contribuição ao debate está sendo puramente engavetada, embora tenha feito um trabalho mais técnico, menos politizado, menos ideológico, menos partidário, menos comprometido com interesses imediatistas da companheirada. Na falta de argumentos para refutar o IPEA, o sr. Chirac prefere desenterrar FMI, México, neoliberalismo e outros temas que não estão em causa e, no artigo publicado, nada têm a ver com banda larga e o Plano.

  44. Enviado por: Joseph Pulitzer

    Muito obrigado pelo seu texto preciso e abrangente. Está cumprindo muito bem a sua função de informar o que se passa na realidade institucional, política e operacional no setor das telecomunicações brasileiro.
    É ocioso discutir o desastre administrativo de um governo incapaz de formular políticas públicas consistentes e sustentáveis em todos os âmbitos da vida nacional.
    As agências reguladoras foram, sem exceção, técnica e institucionalmente esvaziadas pelo inchamento organizacional com pessoal sem o perfil necessário e sem sequer entender a sua crucialmente relevante missão institucional. A Anatel está aí incluída. Só sobrou a esculhambação operacional e o aparelhamento partidário irresponsável.
    Infelizmente, esperança sucumbiu ao medo, à ignorância e à usurpação do poder do povo. A atual ação governamental está inteiramente divorciada dos interesses da sociedade.
    Toda a esperança está posta na próxima administração.
    Devemos cobrar do governante um mínimo de compromisso com a nação. A começar pela recuperação do conceito de Estado democrático com base no direito. Recuperar a função precípua do Estado de definir políticas, estabelecer parâmetros de qualidade dos serviços públicos, que podem ser mais bem prestados por empresas privadas, e fazer a imprescindível fiscalização desses serviços.
    A questão da universalização do acesso à Internet em alta velocidade faz parte dessa discussão mais ampla e está bem contextualizada no seu post.
    Muito obrigado!

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