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Ethevaldo Siqueira
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Ethevaldo Siqueira

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PNBL não existe. É uma ficção

25 de março de 2010 | 9h23

Ethevaldo Siqueira

Se alguém lhe perguntar, leitor, se você é contra ou a favor do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), duvido que você possa dar uma resposta coerente sobre esse projeto. Pela simples razão de que o PNBL não existe. Nem eu nem você poderemos encontrar um texto básico sequer, como anteprojeto, como ponto de partida para discussão, exceto, talvez, nas gavetas e na cabeça de um grupo restrito de assessores do governo federal. O que existe é uma enxurrada de palpites e balões de ensaio sobre esse tema.

A verdade é que nunca foi divulgado nenhum texto do PNBL. Fora de dois gabinetes, ninguém sabe, ninguém viu, como em Conceição, o velho samba de Jair Amorim e Dunga. E ainda há quem diga que o assunto está em debate, quando só temos conhecimento de minutas falsas de decretos e de opiniões isoladas e conflitantes dentro do próprio governo.

Banda larga, no entanto, é assunto muito importante para o futuro do País para ser decidido por um grupo restrito de interessados diretos na obtenção de vantagens pessoais, com a presença estatal nessa área e a polêmica idéia de reativação da Telebrás. E, curiosamente, eles posam de patriotas, quando defendem os próprios interesses.

Outros países, como os Estados Unidos, mostram um caminho diferente no tratamento do mesmo tema: enviam para o Congresso um plano feito por organismos altamente especializados, como a agência reguladora de comunicações (FCC), para que o documento seja discutido pelos parlamentares e pela opinião pública da forma mais democrática possível.

Aqui, o debate aberto não interessa ao PT. E, desse modo, o Brasil corre o risco de ter que engolir goela abaixo, como decisão final, o PNBL, que vai decidir sobre um dos temas mais importantes e estratégicos deste início de século. E pior: todos teremos que pagar a conta de mais uma solução estatal.

Outro ponto estranho e sem sentido na discussão fechada e restrita da questão da banda larga é a marginalização deliberada dos dois maiores órgãos públicos especializados e legalmente responsáveis pelas telecomunicações no Brasil: o Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Quem lhes tomou a bandeira da banda larga, por razões puramente eleitorais, foram dois ministérios: Casa Civil e Planejamento. 

Esse atropelo das atribuições legais do Ministério das Comunicações e da Anatel é algo tão incoerente e absurdo quanto a hipótese de o Ministério do Meio Ambiente ser incumbido da elaboração de um plano de combate à inflação, em lugar do Ministério da Fazenda, do Banco Central e de outros órgãos setoriais. No entanto, é isso que ocorre com a banda larga.

E quando o Ministério das Comunicações se manifesta contrário à reativação da Telebrás, ninguém no governo Lula lhe dá ouvido – embora seja essa sua incumbência legal. Pela lei que a criou, a velha holding estatal está  vinculada a esse ministério. Nem a opinião contrária do Tesouro Nacional merece qualquer atenção.

Banda larga tem sido, portanto, uma das muitas trapalhadas do governo Lula. Sem falar em aspectos bem mais graves, como as dívidas em aberto da Eletronet, a participação de José Dirceu como “consultor” de um investidor que compra as dívidas de um sócio daquela empresa por apenas R$ 1, a manipulação indecorosa da cotação das ações da moribunda Telebrás, empresa que não passa de casca de ovo, sem receita, cheia de dívidas, sem patrimônio líquido e sem quadro funcional mínimo.

Duvido que o próprio presidente Lula tenha lido e discutido em profundidade um texto a que se possa chamar de Plano Nacional de Banda Larga. Mas promete anunciá-lo em abril. Isso é Brasil.

         Mais banda larga, acesse o site: www.ethevaldo.com.br

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22 Comentários Comente também
  1. Enviado por: Plinio

    Existe sim. Estou te enviando por email, está disponível nos links:

    http://www.mc.gov.br/wp-content/uploads/2009/11/o-brasil-em-alta-velocidade1.pdf

    http://www.mc.gov.br/ <– procurar pelo sumário executivo

    Na verdade eu acho que seria uma boa, mas com a oposição manipulando alguns meios de comunicação… fica complicado.

    ETHEVALDO COMENTA: Obrigado, Plínio, mas esse documento não é o PNBL do governo Lula. Quem distribuiu esse documento foi o ministro Hélio Costa há dois meses. É um dos textos que o governo não assume oficialmente. É mais uma ficção. Elaborado pelo Ministério das Comunicações, não é sequer considerado pelos “líderes” que comandam o movimento na cúpula do governo Lula (Rogerio Santanna, Cesar Alvarez e outros) e não tem sido nem mencionado pelos líderes petistas da Casa Civil, do Planejamento e da Presidência da República. Aliás, esses líderes até ridicularizam o documento, porque ele não trata da volta da Telebrás. Mas nem a Casa Civil, nem o Planejamento ou a Presidência da República divulgaram texto básico oficial do PNB, para discussão.

    Como afirmei, o Ministério das Comunicações e a Anatel estão postos à margem das decisões, totalmente ignorados nas reuniões internas. O assunto precisa de debate aberto, público, sem medo de qualquer manipulação da oposição. Afinal, que democracia é esta?

  2. Enviado por: Aldemar F. Parola

    O primeiro problema do PNBL é que não há um padrão para definir o limite das taxas de transmissão para que uma rede possa ser considerada como de “banda larga”.

    Além do mais com a evolução da tecnologia, o limite inferior da taxa vem evoluindo.

    De um modo, geral assumia-se no passado que as taxas de transmissão para um serviço de banda larga fossem de pelo menos 256 kbps.
    Hoje em dia falar de banda larga significa dispor de um serviço com uma taxa mínima de 2 Mbps.

    A maioria dos países avançados já se encontra em outro estágio de evolução ainda mais avançado com relação à banda larga.

    Os Estados Unidos recentemente elaboraram um Plano de Banda Larga, que como você informou tem por “objetivo central elevar até 2020 a taxa atual de penetração da banda larga de 65% para 90% das residências americanas, e aumentar a velocidade hoje vigente de 3 ou 4 megabits por segundo (Mbps)”. No Brasil atualmente menos de 15 % das residências dispõem de banda larga (evidentemente com uma taxa média bem inferior aos 4 Mbps)

    No Reino Unido a British Telecom (BT) anunciou em janeiro de 2010 o serviço denominado BT Infinity Super-fast Broadband com taxas de até 40 Mbps (download) e 10 Mbps (upstream) para competir com os serviços oferecidos pela Virgin.

    Segundo a BT até o final de 2010 o serviço deverá estar disponível para 4 milhões de residências e negócios e até meados de 2012 deverá estar disponível em 40% do mercado (10 milhões de residências e negócios).

    Em outros países desenvolvidos, como por exemplo a Coréia e o Japão as taxas médias disponíveis para banda larga são respectivamente de 45 Mbps e de 60 Mbps (ver http://www.worldpoliticsreview.com/Images/commentarynews/broadbandspeedchart.jpg).

    Aqui no Brasil taxas ridículas, como abaixo mostrado, são consideradas de banda larga.

    Quando a ANATEL redigiu o novo PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização) objeto do Decreto nº 6.424, de 4 de abril de 2008, estabeleceu que as concessionárias do serviço implantassem uma infra-estrutura de rede de suporte do STFC (Serviço Telefônico Fixo Comutado) para conexão em banda larga. Essa obrigação foi uma troca pela obrigação prevista na versão anterior do PGMU que previa a implantação de Postos de Serviços de Telecomunicações (PSTs) nessas localidades.

    Essa infra-estrutura denominada de “backhaul” abrangia um total de 3.439 municípios devendo ser implantada até 31 de dezembro de 2010.

    O Decreto define “Backhaul” como sendo “a infra-estrutura de rede de suporte do STFC para conexão em banda larga, interligando as redes de acesso ao “backbone” da operadora.”

    A capacidade mínima de transmissão do “backhaul” nas respectivas sedes de município é proporcional ao número de habitantes do município:
    . até 20.000 habitantes, capacidade de 8 Mbps;
    . entre 20.001 e 40.000 habitantes, de 16 Mbps;
    . entre 40.001 e 60.000 habitantes,capacidade de 32 Mbps;
    . mais de 60.000 habitantes, capacidade de 64 Mbps.

    Chamar os meios de transmissão com tais taxas como banda larga é um eufemismo.

    Por exemplo no Estado do Rio de Janeiro, 28 dos 92 municípios tem menos de 20.000 habitantes (Aperibé, Areal, ….., Varre-Sai).

    A população total desses municípios segundo estimativa do IBGE é de 367.392 habitantes (julho de 2009) e a quantidade de telefones fixos instalados é de 33.343 (dezembro de 2009) o que significa uma densidade telefônica de 9,08 telefones para cada 100 habitantes.

    Como o IBGE estima que cada domicilio no Estado do Rio de Janeiro tem em média 3,0 habitantes (PNAD 2006), isto significa que somente 27,23% desses domicílios dispõem de telefone fixo.

    Por outro lado nessas 28 localidades a taxa minima total disponível é de 28*8 = 224 Mbps.

    Supondo que na hora de maior movimento, somente 10% dos domicílios com telefone (ou seja 2,7% dos domicílios) queiram ter acesso simultaneamente à banda larga isto significaria que em média cada usuário teria disponível 67 kbps para os três habitantes de cada domicílio, ou seja pouco mais do que a taxa disponível em uma conexão discada.

    Chamar isso de banda larga é realmente mais do que um eufemismo.

  3. Enviado por: Neimar

    É, mas com o ministro Hélio Costa trabalhando pra Globo, Telefônica, NET, não dá pra deixar a cargo dele né? O que temos de criticar é por que ter um ministro de “mentirinha”. O governo quer levar banda-larga para os mais distantes pontos do país. Por isso está atrás de uma infra-estrutura que aumente rapidamente a capacidade de multiplicação de pequenos provedores locais, sem depender das grandes teles. Se até os EUA, país mais capitalista do mundo, o governo tem de preparar plano de banda-larga, é sinal que sozinhas elas não vão resolver o problema. A questão é simples, as teles sempre vão terminar no limite do lucro. Só quem pode ultrapassá-lo é o governo (nós).

  4. Enviado por: Fioravante

    Petista é sempre petista. Quando não tem argumentos ele procura desqualificar o oponente, apelar para teorias conspiratória, etc. Eles são muito bom para debates, desde que o oponente concorde com eles. Quanto ao PPNBL, é nisso que dá eleger para Presidente “o cara”, anarfabeto, que nunca leu um livro, visto que lhe dá azia. E no entanto é quem decide os destinos desse pobre país. Fazer o quê?

  5. Enviado por: Lucas

    1) Fioravante, você é capaz de fazer melhor? Partir para a ignorância como você está fazendo somente torna desqualificado o seu argumento.

    2) Sou contra a ressurreição da Telebras. O BR não precisa de mais uma estatal.

    3) O governo federal deveria dar incentivos às empresas para que elas invistam mais, ou, até mesmo, dar incentivos para que novas companhias sejam criadas. Mercado há. O governo federal pode, também, trabalhar em regime de PPP para aumentar os investimentos em BL, talvez captalizando as empresas para que elas invistam em CF.

  6. Enviado por: Marcos Pedroza

    Ethevaldo Siqueira
    Você é contra o Brasil, é contra o progresso e desenvolvimento do nosso país.
    Se arvora como dono da verdade porque escreve nos prestigioso jornal O Estado de São Paulo para fazer politica em pro do mediocre e vaidoso FHC.
    Coloque na sua cabeça que o governo Lula esta acabando e esta turma do PT vai para casa. O que interessa é o Brasil, não é papangu A ou B.
    Lhe pergunto será que dezenas de tecnicos dos varios ministerios não tem condição de fazer um plano nacional de banda larga ? Será que sua palavras merecem credito por terem tanto venedo politico ?
    Se deixar nas mãos dos rapazes do Ministerio das Comunicações e da ANATEL como deseja você, teremos o plano nacional de banda larga da empresas de telefonia com lucros exorbitantes, servicos de baixa qualidade e pessimo e custoso para o pobre consumidor.
    A banda larga 3G das empresas telefonica são o grande exemplo para os consumidores da pessiama qualidade dos serviços, dos altos preços cobrados e da falta de fiscalização da ANATEL.
    Não sou eu que fala, mais os Procons, SDE, jornais, TV e os consumidores em geral.

    RESPOSTA DE ETHEVALDO SIQUEIRA: Pedroza, leia o meu novo post: O verdadeiro papel do Estado. Não estou aqui para ofender ninguém. Lembre-se que o Ministério das Comunicações e a Anatel são parte do governo Lula, que só esvaziou a agência reguladora e deixou no ministério um homem do PMDB que só tem ambições pessoais. Eu tenho sido muito mais crítico do que você a respeito do Ministério das Comunicações, de Hélio Costa e da Anatel. Quem define o papel desses órgãos, no entanto, é a lei. Não sou eu quem quer que eles participem da elaboração de um Plano Nacional de Banda Larga — é a lei que lhes atribui a função de cuidar das telecomunicações. Quem faz política de Meio Ambiente não é o Ministério da Fazenda. Quem cuida da política de juros não o Ministério do Turismo. Por que um Plano Nacional de Banda Larga tem que ser feito por um grupelho de outros ministérios, sem a participação do Congresso e da opinião público? A cada entidade, as funções que lhe cabem pela Constituição.

  7. Enviado por: Urbano Possidônio de C. Jr.

    Quando se fala em interesses é de estranhar o texto não mencionar quais os interesses privados sobre um assunto que é de extrema importância para o País.

    A banda larga não pode ser vista apenas sob a ótica de negócios. Ela é antes de tudo um veículo de atendimento a população, por isso não deve ser delegada em sua totalidade ao setor privado. Acerta o governo ao trazer para si a decisão de implantar o PNBL principalmente para o atendimento da população mais carente.

    RESPOSTA DE ETHEVALDO SIQUEIRA – Urbano, veja exatamente o que eu escrevi: Banda larga é assunto muito importante para o futuro do País para ser decidido por um grupo restrito de interessados diretos na obtenção de vantagens pessoais, com a presença estatal nessa área e a polêmica idéia de reativação da Telebrás. Digo mais: é um dos assuntos mais importantes para o futuro do País. Não se trata de interesses privados ou de grupos partidários. O PNBL interessa a 192 milhões de brasileiros. Não vejo o assunto apenas sob a ótica dos negócios — vejo como uma questão essencial e estratégica para o Brasil. Daí não defender as discussões fechadas, sem a participação do Congresso, da sociedade e do maior número possível de especialistas independentes. Leia o meu texto sobre O verdadeiro papel do Estado.

  8. Enviado por: Jorge

    Pessoal, vejo que precisamos nos unir através de sindicatos, associações de bairros e a mídia em geral, para elaboramos um documento com todas as nossas reinvidições e direitos. Estamos em ano político e, pelo jeito, essa conversa de PNBL, vai virar bandeira a ser desfralda na campanha do PT e de políticos sem o menor escrúpulo, sem a menor preocupação com a verdade e com pessoas que, como eu, que mora na região norte, onde tudo é difícil e humilhante, com rodovias intrafegáveis e sistema de telefonia caótica.
    Não creio em um PNBL no governo Lula, porque o que existe são opiniões isoladas de alguns setores do governo e da classe empresarial do ramo.

  9. Enviado por: Antonio Santos

    Quando você fala em “marginalização deliberada” do “Ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).” talvez a resposta esteja no seu post mais recente (O verdadeiro papel do Estado – 26 de março de 2010 | 11h11), quando você cobra desses mesmos órgãos a falta de fiscalização e controle das comunicações, que é obrigação e responsabilidade deles.

    Dizem as más línguas que ambos foram tomados de assalto pelos políticos e também pelos fiscalizados, as teles.

    Se isso é verdade então acho temerário entregar para as raposas a responsabilidade pelo projeto e pela administração do aumento da infra estrutura do galinheiro.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Sim, é temerário entregar para as raposas a responsabilidade pelo projeto, pelo galinheiro, mas um governo decente não permite seus galinheiros se rebelem, deixem de cumprir seus deveres, nem que sejam simplesmente marginalizados. O Ministério das Comunicações e Anatel deste governo representam o desprezo do governo Lula pelas telecomunicações. Não cumprem suas funções porque Lula nunca exigiu deles esse cumprimento. Se a Anatel e o Minicom não vão bem neste governo, de quem é a culpa?

  10. Enviado por: Eliezer

    Chega povo de depender apenas de Teles privadas, eu tenho dois telefones em duas cidades e nenhuma delas consegui internet banda larga. Já sou cliente da oi desde o mes 08 de 2007. Um dos telefone que tenho é comercial do ramo TI e a instalação é nova, mas vai fazer dois meses que segundo o péssimo atendimnto oi diz que vão mandar um tecnico até o local, mas nunca aparece. Imagina uma loja de informatica sem internet!! é o q eu estou passando. Se fosse só o meu caso que acontecesse isso eu não estaria perdendo o tempo de escrever, mas como é pra talvez acordar alguem que esteja em duvida nesta questão eu digo igual meu amigo escreveu acima. “Não podemos deixar somente pra empresas privadas distribuir a internet”, porque se não estaremos lascados, e minha empresa falida…t+ pessoal e pensem bem.

  11. Enviado por: Alexandre

    Eu estou assustado com as besteiras que estou lendo do Sr. Ethevaldo .Aqui em casa somos assinantes do Estadão e nunca vi tanta besteiro na seção de Tecnologia ,publicada pe Sr. Ethevaldo .
    Sou usuário de banda larga , que por sinal é de péssima qualidade e é cara além de lhe atenderem de uma forma horrível e tenho que a nova Telebrás apenas melhorará a competição e os serviços oferecidos além de proporcionar educação (pois hoje …a internet é uma escola ) aos menos favorecidos .
    Telebrás tem que vir sim .Como opção de banda larga e também para forçar os atuais a melhorarem e baixarem esses custos abusivos .

    RESPOSTA DE ETHEVALDO — Não se assuste, não, Alexandre. Respeito suas divergências. Mas fico feliz em saber que milhares de leitores vão comparar meus argumentos com os seus e tirar suas conclusões sobre quem está dizendo besteiras. Também sou usuário de banda larga, que não é satisfatória, que é cara. Tenho muitas queixas contra as operadoras privadas. Mas isso não justifica querer de volta a Telebrás. A não ser que o senhor não conheceu o Brasil daquela estatal — com apenas 14 telefones por 100 habitantes. Hoje o País tem 114. É claro que existem problemas. Cabe ao governo fiscalizar e punir todos os serviços públicos. Mas ele não o faz. Até porque nos presta serviços estatais tão ruins quanto os da saúde, da educação, da previdência, das estradas federais, da segurança. A Anatel é governo. O Ministério das Comunicações é governo. Cabe a eles exigirem um bom serviço, nos padrões dos contratos de concessão.

  12. Enviado por: Alexandre

    Me desculpe se fui muito enfático …
    Conheci sim a Telebrás naquela época e sei que Delfim Neto confiscava o lucro da Telebrás , que na época ,não me lembro mas já chegou a US$4 bi , para pagar a dívida externa …então lógico que a parte da Telefonia ficava prejudicada .Não sobrava para investir .

    Eu gosto muito dos seus comentários ,principalmente em outros assuntos ,admiro e leio com prazer , mas só não vejo motivo para encrencar tanto com uma coisa que pode ser boa para todos .
    Hoje empresas como Petrobrás ,Banco do Brasil ,Sabesp ,Eletrobrás … na minha opinião prestam excelentes serviços .

    A Telebrás pode nos ajudar a sair dessa prisão de 1 ou dois prestadores de banda larga na qual somos obrigados a engolir preços absurdos e como já li em suas matérias como por exemplo a banda larga da Coréia ,do Japão ,de países Escandinavos que possuem velocidades de até 100 megas ; e aqui a pessoa contrata 2 megas e recebe bem menos .Você como usuário sabes disso .Nosso serviço é uma tartaruga .

    Enfim lhe admiro muito apenas fico chateado com os comentários contrários com Telebrás , pois pode beneficiar nós usuários e ao Brasil além das pessoas mais desafortunadas também .

    P.S. Gostei da reportagem da TV 3D

    Abçs

  13. Enviado por: wilmjk

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  14. Enviado por: Cidadão da República

    Kkk ! Banda Larga de 250 mbps (mega bits por segundo) !

    Vocês estão falando sério neste pais ?

    Coitadinho dos municipes brasileiros, neste seculo XXI, nesta sociedade da informação, sem a necessária cultura, excluidos digitalmente, eles serão obrigados a viverem no submundo, hoje, os webmasters enchem as paginas dos sites com um monte de imagens dinamicas usando muito Flash e Java e video streaming…

    Os Brasileiros, se não trabalharem serio, vão ficar excluidos e perder o bonde da historia que esta passando e no lugar de viverem na era da informação, vão ter que se contentar com a idade da pedra mesmo, Bem vindo ao periodo PALEOLITICO !

    Seus Brucutus ! Pensem bem em quem vocês vão votar para senador, deputado e principalmente presidente dessa republica das bananas, porque dependendo de quem for, vocês vão ser suditos do brucutu chefe e ser servo na idade da pedra…

    INTERNET è poder !

  15. Enviado por: julio

    Bom a questão é a seguinte , pouco me importo se o governo vai ressucitar uma, duas ou dez estatais, o que quero é na verdade poder acessar da minha residencia , a internet e poder contar com no minimo uma conecção de 500kbts , o que não ococrre na maioria das regioes do pais , e digo isso com conhecimento de causa, moro na região metropolitana do rio e janeiro , e vejo ,a população do nordeste e noret reclamando de não ter acesso a banda larga , bom a verdade e mais terrivel do que isso resido a 30 km do centro da cidade do rio de janeiro e aqui , ao ligar para qualquer serviço dito de banda larga , seja ele radio cabo ou 3 g a resposta e sempre a mesma , não temos disponibilidaess para sua area, a vcs imaginam se aqui em pleno centro metrolpolitano da regiaão mais desenvolvida e 30km do segundo maior plo de desenvolvimento do pais , me é negado um serviço excencial que me conectaria ao mundo , o que pensar de regioes um pouco maia afastada do pais, quem reside na zona sul do rio de janeiro tem a seu dispor a fantastica velocidade de 14 mbts de conecção que é oferecido pela operadora oi ao preço modico de R$165,00 reais aproximadamente , se não acredita olha o site , porem em niteroi , região metropolitana do ria a cerca de 25 quilomertros do centro do rio , a mesma operadora só oferece pacotes a ate 2mbts é isso com preço superio a aos R$165,00 disponibilizados na zona sul do rio de janeiro; dai eu pergunto , não tiveram as teles tempo pra mudar isso , na verade tiveram amais de 10 anos para iso e fora que a tecnologia empregada aqui , dita de ponta , já esta defasada pelo menos a seis anos com relação ao resto do mundo que possui este s serviços, e aida assim tem gente que nas entrelinha apoia a participação dessas teles neste projeto governamental e ainda defendem que as mesmas gerencie e tomem as redeas desse projeto. cinceramente eu quero mais que as teles se explodam e morram de fome , iveram tempo pra muar e não fizeram nada e se participarem desse projeto com certeza nada mudara.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Só o espírito democrático deste blog poderia garantir espaço a um comentário com este nível de linguagem e esta ortografia. Parabéns, Júlio.

  16. Enviado por: Marcello Rodrigo

    Procurando mais detalhes sobre o projeto para a minha cidade no PNBL achei este blog e seus comentários.
    O título já é de quem não estava bem informado, queria informação não conseguiu e estava chateado.
    Pelo visto ficará ainda mais com a notícia hoje não do ante-projeto, mas da lista das 100 primeiras cidades beneficiadas.
    Com certeza isto trará uma concorrência ao monopólio das bandas e daqui a um ano, o povo da minha cidade já terá concorrente oferencendo a banda larga pela metade do preço que oferece hoje e com certeza, com muito mais qualidade.
    O pessoal fala desse governo mas não tem jeito, os caras estão tentando fazer o que pode.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — Marcello. quem não está bem informado é você. As 100 cidades do PNBL nada têm a ver com as 55 mil escolas do GESAC. Leia qual é a razão do atraso do GESAC: a falta de cumprimento das obrigações do governo. Você está equivocado. Estude mais e, como o governo, tente fazer o que pode.

  17. Enviado por: filipi

    o pnbl é um projeto solido não acredito na possibilidade de não funcionar

  18. Enviado por: MPacheco

    O que é pior, o PNBL ser elaborado pela cupula petista do governo Lula ou por paus mandados das grandes teles ????

    Resposta: As duas alternativas não são apenas ruins, são inaceitáveis. Ambos os lados não tem o real interesse dos usuários de banda larga brasileiros. Temos é um lado com interesse em manter as coisas do jeito que estão (as teles) e outro lado que só quer saber de favorecimentos pessoais e jogos populistas (o governo).

    Já existe hoje associações e cooperativas de pequenos provedores de internet. Já existe hoje pequenos provedores de internet atingindo praticamente todas as cidades com mais de 50000 habitantes do brasil alem de todas as cidades abaixo de 50000 onde há renda per capta pra contratação de internet.

    O governo lula nunca fez nada que não envolvesse desperdicios financeiros absurdos. Desde tornar a petrobras um cabide de empregos, a triplicar a quantidade de funcionários do palácio do planalto, Lula tem uma meta fundamental: PTificar ao máximo possível o governo federal ! Depois encher os bolsos do PT para futuras campanhas eleitorais.

    UM PNBL racional valorizaria os pequenos e médios provedores e teles. Para realizar tal tarefa nem seria necessário reativar a telebras. Não seria necessário criar um backbone IP da telebras. Basta fornecer de forma o mais democratica possível as fibras ópticas que a eletronet dispoe, alugando estas para cooperativas de provedores, que compartilhariam estas fibras entre milhares de provedores.

    Mais fica sempre claro que o governo federal nunca faz nada que não involva propina, superfaturamento, venda de favores, e seria impossível fazer um PNBL racional dentro do esquema normal do governo Lula.

    Podem ter certeza absoluta, que em troca por não tocar o PNBL adiante, que a campanha da Dilma recebeu muitos milhoes das grandes teles. E agora que ela se re-elegeu, este projeto vai ficar enrolado, assim como o mamute do trem bala rio-são paulo e outros projetos que afetam grandes interesses economicos no Brasil (um trem bala rio-são paulo afeta todas as grandes cias áereas e de onibus do Brasil) !

    Enquanto as discussões públicas continuarem a ignorar a sujeira que existe de fato na política nacional, estas continuaram sem nenhum poder de influencia no governo federal. Apenas atraves da divulgações do máximo possível de situações escandalosas que acontecem neste país desde os tempos de colônia que poderemos caminhar para um pais que seja realmente democrático.

  19. Enviado por: JAugusto

    Prezado, e hoje, dá para dizer que o plano existe? E que do jeito que o senhor desejaria ou não, vai funcionar? Boas festas.

    COMENTÁRIO DE ETHEVALDO — O que temos hoje é discurso, JAugusto. Como brasileiro, desejo que funcione. Mas gostaria que fosse coisa séria.

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