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Estadinho

12.janeiro.2013 06:55:20

Três aplicativos bacanas

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Clique aqui para ler

Está procurando bons aplicativos para baixar no seu tablet? O Estadinho sugere três: dois livros (Os Dez Amigos, de Ziraldo, e Felpo Filva, de Eva Furnari) e outro que permite a você criar muitas histórias (Mistureba, de Mariana Massarani). Eles não são gratuitos, e Felpo Filva chega a ser caro até, mas vale a pena carregá-los dentro de seu tablet (ou no tablet do seu pai).

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20.outubro.2012 06:30:58

Parabéns, Ziraldo

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(Por Natália Mazzoni)

Na próxima quarta-feira, dia 24 de outubro, Ziraldo faz 80 anos. São muitas histórias para contar, as que colorem seus livros e outras tantas que viveu. O Estadinho conversou com o autor, se você ainda não viu a versão do papel (clique nas páginas abaixo), pode ler na íntegra a conversa aqui.

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Conversa com Ziraldo

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(Foto: Ana Paula Migliari/Divulgação)

Estadinho: Qual foi o primeiro livro que você leu?
Ziraldo: Li os Contos Infantis do Tesouros da Juventude, uma coleção fantástica de capa dura que as pessoas vendiam de porta em porta no Brasil inteiro. O sonho de minha mãe era arrumar dinheiro para conhecer todos os volumes. Tinha os contos infantis clássicos. Li Pinóquio, Patinho Feio… Depois, larguei tudo, comecei a fazer minhas próprias escolhas e passei para o gibi. Então, meus amigos de infância eram o Batman, o Capitão América… Isso estimulou muito a minha vocação. Eu passava o dia desenhando histórias com os meus heróis. Eu tinha 11, 12 anos.

Como foi sua infância?
Eu falo antes de mais nada: eu não sou daqueles caras que dizem “como eram bons aqueles tempos em que a gente era criança”. Não tem nada disso. O que os meninos têm hoje para brincar e alimentar a fantasia é fantástico. Naquela época, você tinha que inventar seus próprios brinquedos, e nenhum fascinava tanto como os jogos de hoje. O ser humano pode ser feliz em qualquer lugar, em qualquer época. E é sempre bom ser criança, sempre, sempre…

Por que escolheu os livros infantis?
Eu gosto de inventar e, no livro infantil, a invenção é mais gostosa de fazer do que a narrativa. A resposta do leitor infantil também é muito gratificante. Para a criança, o escritor é um ser quase mágico. Uma vez, cheguei num colégio, a criança me olhou e falou “Ziraldo, você não morreu?”. Eles acham que você fez o livro e desapareceu, é mágico. Muitos adultos já vieram falar comigo também, muito emocionados. Eu senti a mesma coisa quando conheci o Monteiro Lobato.

Seus livros falam muito sobre a busca por alguma coisa. O que você ainda busca?
Eu agora não busco mais nada não (risos). Velho de 80 anos é sinônimo de ancião. Eu sou velho, que coisa impressionante! É como ver o anúncio do Papai Noel e pensar: “Nossa, chegou o Natal!” Fazer 80 anos é assim: como a chegada do Natal, de repente. Fico me lembrando o tempo todo que tenho 80 anos, para eu não ficar ridículo. Outro dia, falei para a minha neta: “Que coisa feia ficar com esse bico na boca, você já é grande para isso!”. Ela olhou para mim e respondeu: “Vô, não seja ridículo”. E é isso mesmo, tem de tomar cuidado para não ser ridículo com 80 anos (risos).

Se você fosse o Menino Maluquinho no Livro das Mágicas, qual mágica inventaria?
Eu resolveria a vida de todo mundo que vive em torno de mim. Quando penso que ganhei na loteria, me imagino quebrando o galho de todo mundo, ninguém teria problema. Penso muito nisso, na vida das pessoas que estão ao meu redor, queria que todo mundo fosse feliz, tivesse uma vida tranquila. Então, a mágica seria assim: qualquer pessoa que tivesse problema, eu “tum”, resolveria.

Como faz para ser um Menino Maluquinho depois de crescer?
Se a criança foi feliz, é quase certo que vai ser um homem feliz. O futuro é feito de muitos “hojes”. Hoje é hoje, amanhã vai ser hoje, depois de amanhã vai ser hoje. Todo dia que nasce é hoje para você. Você tem de ser feliz hoje, para ser feliz a vida inteira. E criança não pode ser muito contrariada, passar ansiedade. Criança precisa ser feliz. Mas também é importante que ela saiba o que pedir, não pode ser canalha e se aproveitar. Criança sabe disso, criança sabe tudo, na verdade.

O que você gostaria de ter vivido de todas as histórias que já contou?
O que eu queria viver é a história dos meninos dos planetas. Viajo pelo sistema solar como quem viaja na cidade que mora.
Ser o menino mercuriano e falar: “Mamãe, hoje vou dormir na casa do meu amigo em Marte”. E ela diria: “Como você vai?” E eu: “Poderia ser num foguete, mas acho que hoje seria desintegrar aqui e integrar lá”. Passear por todos os planetas, convivendo com os amigos em todos eles. Em cada planeta, um temperamento diferente.

Você já disse que, quando criança, inventava jeitos de salvar o mundo. Você ainda pensa nisso?
Eu não quero salvar o mundo, mas quero ajudar a melhorar o Brasil. Eu tenho a solução para a questão da educação no Brasil. É simples: a criança tem de chegar na universidade lendo e escrevendo como quem respira. É só isso que a criança tem de aprender na infância: ler, escrever e contar. A única maneira é ela tendo uma professora só. Não pode a criança ter uma professora nova a cada ano. A criança fica traumatizada de ficar longe da mãe, a professora é aceita como uma segunda mãe, ela se encanta com a professora, volta pra casa, depois, no ano que vem, cadê? Não tem jeito! Nós temos que fazer essa escola.

Por que tantos livros sobre meninos?
Na verdade, eu não planejei isso, foi natural. É que de menino eu entendo, sabe? E eu quis fazer essa série dos meninos dos planetas para enganar a morte. Quando acabar, vou fazer os Doze Trabalhos de Hércules, assim eu vivo mais 12 anos!

Para ver

O Menino Maluquinho, livro mais famoso da obra de Ziraldo virou filme pela primeira vez  em 1994. Se você ainda não viu, vale a pena ver esta versão do menino mais travesso da literatura.

Você conhece a Professora Maluquinha? Ela faz questão que seus alunos brinquem e leiam gibis. Inventa mil coisas para ajudar os alunos a entenderem a lição e as coisas do mundo. Sua história está no livro Uma Professora Muito Maluquinha , que também virou filme em 2011.

Vamos comemorar!

GLOOB

Neste fim de semana o canal GLOOB comemora o aniversário do Ziraldo exibindo os filmes do Menino Maluquinho. Hoje, às 9h30 e às 19h30, o canal vai passar O Menino Maluquinho. Amanhã, nos mesmo horários, você assiste O Menino Maluquinho 2, a continuação da trama.

Sesc Santo André

O Sesc Santo André preparou uma programação especial em homenagem aos 80 anos de Ziraldo. A programação do que ainda vai rolar está abaixo.

Exposição: Ziraldo 80
Até o dia 28 de outubro, de terça a sexta, das 10 h às 21h30, sábados, domingos e feriados, das 10 h às 18h30. Grátis.

Filme: Uma Professora Muito Maluquinha
Hoje, às 11h. Retirada dos ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria. Grátis.

Documentário: Ele Era um Menino Feliz
Dia 27 de outubro, sábado, às 11 h.Retirada dos ingressos com uma hora de antecedência na bilheteria. Grátis.

Sesc Santo André: Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André, São Paulo. Informações pelo telefone 4469-1200.

Dia de Teatro

O projeto Domingo é Dia de Teatro (que promove apresentações teatrais gratuitas, todos os domingos, no auditório da Livraria Cultura do Shopping Market Place, às 15h e às 17h) também preparou sua homenagem.

Dia 28 de outubro, às 15 h: a contadora de histórias Jardineira de Livros faz a leitura do livro Menina Nina, de Ziraldo, com a Cia Laços de Abraços.

Auditório da Livraria Cultura no Shopping Market Place (Av. Dr. Chucri Zaidan, 902). Informações pelo telefone 3048-7000.

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15.maio.2012 07:13:52

Contos do além

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O Menino Maluquinho está assombrado! Ziraldo resolveu colocar o doidinho em 13 contos de terror e assombração. Tem Mula Sem Cabeça, Loira do Banheiro, Perna Cabeluda, vampiro, Lobisomem, casa mal-assombrada, fantasma, Bicho-papão, bruxa, gato preto e uma série de gritos nessas histórias em quadrinhos. Se tiver coragem, abra a primeira página de Maluquinho Assombrado (no fim, você vai ver que é mais para dar risada do que para sentir medo).

Maluquinho Assombrado. Autor: Ziraldo. Editora Globo Livros, R$ 32.

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01.outubro.2011 08:30:17

Menino danado

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(Por Aryane Cararo)

Ziraldo é mestre em criar personagens que são meninos danados, daqueles bem espertos e muito encapetados. Foi ele quem inventou o Menino Maluquinho, a professora muito maluquinha e agora, lança mais um livro para a série de meninos dos planetas: sobre o garoto de Mercúrio, que se chama Irmin, mas que é conhecido como o Capetinha do Espaço.

Ele tem o corpo vermelho e pernas extremamente velozes. Corre pelo espaço como se fosse um raio. É inteligente, criativo e sabe ser encantador, mas só quando quer. E adora se meter em confusão, provocar quem está quietinho e aprontar com os outros.

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Sua casa é em Mercúrio, um planeta tão quente no verão que ninguém consegue comer nada cru, tudo já vem assado, e o traje a rigor é o biquíni e o calção. Lá não existe guarda-chuva, só guarda-sol. Nenhum mercuriano nunca usou cachecol. E churrasco é assado no vento! Que loucura, não? Só não é mais doido do que as ilustrações que Ziraldo fez para os mercurianos. São incríveis! E muito diferentes. O rosto dos habitantes é todo anguloso, com formas geométricas e cores bem fora do padrão. Tem até gente com um olho em cima do outro. Sabe por que ele fez isso?

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Se você leu o Estadinho de hoje (dia 1), sabe que foi por inspiração nas obras do espanhol Pablo Picasso. Olha só a explicação que ele dá no fim do próprio livro: ” Os etês se diferenciam uns dos outros pela forma. Quem fez essa descoberta não fui eu; foi um famosos pintor espanhol que descobriu como eles eram e danou a pintá-los em seus quadros. Não me perguntem como foi que o Picasso descobriu que eles eram assim como desenhei. Vai ver, ele foi abduzido”.

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Essa explicação é muito boa, não é? Por isso, entrevistamos Ziraldo para saber o que mais ele conta para a gente. Veja só a entrevista inteirinha:

Ziraldo, qual foi o primeiro livro da série?
O menino da lua. Como é um menino de satélite, ele queria se enturmar com os meninos dos planetas. Então, conta a história do menino da lua procurando seus amigos. Quase sempre minhas histórias são livros de busca, alguém procurando alguma coisa, como o Flicts e o Menino Maluquinho, que queria crescer. Eu acho o Peter Pan o mais chato de todos os personagens infantis.

Por que você acha isso do Peter Pan?
Porque ele não quer crescer! É mentira! Não tem um menino no mundo que não queira crescer! Onde já se viu menino que não quer crescer?! Sabe o que é isso? É para adulto que inventa história encantada: “Ahhhh, minha infância… Se eu pudesse, eu não crescia.” Ah, sô, para com isso!

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E o que está por trás do segundo livro, O Namorado da Fada?
Descobri que a fada faz a felicidade de todo mundo, mas ninguém se preocupa com ela. Ninguém sabe se ela tem namorado, se ela beija, se ela sofre, tadinha! Então, ela se apaixona por um menino de Urano, porque os habitantes de Urano vivem no ar. Urano é um planeta gasoso, não tem solo, não tem rocha. Então, ele é meio etéreo. E os nascidos sob o signo de Urano se acreditam poderosíssimos. É um planeta todo azul. Então, ele é o mais indicado para namorar a fada.

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E o terceiro, O Menino da Terra?
Estou voltando da China e descobri que esse personagem, que está na capa, não existe na China.

Como assim: “ele não existe na China”?
Os chineses estão todos se vestindo de ocidentais. Você até vê muita gente com aquele chapéu, mas é agricultor, é gente da roça. Os meninos chineses estão gostando de Michael Jackson, só se vestem com roupas ocidentais. Esse livro está até para sair na China, mas vou ter que mudar. Vou botar esse chinezinho aí sem esse chapeuzinho na cabeça e sem essa roupinha de chinês clássico, essa golinha alta e esse sapatinho baixo. É quase uma ofensa! Ninguém vai ligar para esse menino aí, não. Vou ter que mudar tudo.

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Agora, você fez os mercurianos com jeitão de pintura do Picasso. Você gosta muito do trabalho dele?
Sou um apaixonado por Picasso. Sou capaz de desenhar o Guernica  (quadro do Picasso) todinho de cor.  Já transformei o Guernica duas vezes. Na primeira, transformei ele no inferno, que é uma charge que fez muito sucesso no mundo inteiro. Depois fiz um que é o caos urbano: é ônibus, trânsito, violência, assalto, tudo desenhado em cima da estrutura do Guernica.

É o Guernica Verde e Rosa, não?
Exatamente. É verde e rosa porque o Brasil é verde e rosa! Você vai para o interior do Brasil e o pessoal adora verde e rosa. Até as igrejinhas são verde e rosa. No Rio de Janeiro, no subúrbio, é tudo verde e rosa, a Mangueira é verde e rosa. Todos que fazem um bangalozinho, pintam a casa de verde e a varanda de rosa, ou vice-versa. Quando papai conseguiu fazer a casa dele, na hora de pintar, o arquiteto perguntou que cor ia ser: “Verde e rosa, naturalmente”. (risos) O Brasil é uma melancia, porque é verde e rosa.

No último livro, por que os  meninos são diferentes dos mercurianos, inspirados em Picasso?
Quando fui desenhar os meninos, coloquei humanos. Aí eu falei: “ Ihhhhh, meu deus do céu! Como é que eu vou explicar esses meninos? A mãe dele é assim, a tia dele também”. Você repara que o livro tem esse contraste. Mas aí eu expliquei no texto que cada planeta tem uma região em que os meninos são muito parecidos com os da Terra, um gambá cheira o outro, por isso eles viraram uma turma.

E quem vai ser o garoto do próximo livro? Como ele é?
Estou fazendo o de Saturno, porque foi o que pintou na minha cabeça. Não estou fazendo na ordem direta, porque depende da história que me ocorra. E esse menino é mais ou menos uma réplica do surfista do espaço.

Você acha que as crianças vão estranhar que os mercurianos sejam assim tão diferentes?
O livro tem que ser instigante. Não tem que explicar as coisas para as crianças. Olha, nenhuma criança se queixou até hoje, sabe? Nunca uma menina pediu para eu escrever a história da Menina Maluquinha. Nunca! Quem me pede é adulto. Porque a menina diz: “Eu também sou maluquinha, eu também boto uma panela na cabeça”. Ela sabe que o Menino Maluquinho é uma instituição. Ele não é um menino, ele é um estado de ser. Não tem nome. Vale para todo mundo. Não tem que se preocupar em explicar as coisas pras crianças. Elas sabem.

Você acha que isso anima as crianças a pesquisarem a respeito?
A internet está cheia de Picasso. É fantástico! Eu não faço livro para faixa etária nenhuma, eu faço livro para criança! Quem estimula a criança a ler meus livros é o pai, a mãe, a avó, a tia, é o núcleo familiar.

Até porque muitos pais já leram seus livros quando crianças, não?
Já tem avô! Se fosse avó ainda tinha graça, né? Porque a mulher vira avó mais cedo. Mas, na última Bienal, chegou um ser com as costeletas brancas assim, com um menino de mãos dadas, um cara bonitão: “Ó, eu trouxe um livro da minha infância para o senhor autografar aqui”. Eu falei: Para o seu filho? “Não, para o meu neto”. (risos).

 

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Você pode adorar ler e ouvir histórias. Mas folhear as páginas e observar cada desenho também é muito legal, não? Mesmo aqueles livros que só têm imagens, sem uma palavra sequer, já contam histórias. E elas são de todos os tipos: tem os contos de fadas, os pop-ups (cujas ilustrações parecem pular do papel), os grandes, os pequenos, os engraçados, os que emocionam a gente… Puxa, como é bom esse universo colorido dos livros!

Assim como a narrativa, as ilustrações são superimportantes. Dependendo do autor, às vezes os desenhos vêm antes que o próprio texto. E, em todos os casos, de nada adianta a história ser incrível se as imagens não forem bonitas, bem feitas e adequadas à obra.

Para entender melhor os livros ilustrados que vimos por aí, nas prateleiras do colégio, das livrarias e das bibliotecas, fomos ver Linhas de histórias, uma exposição em cartaz no Sesc Belezinho, em São Paulo, que faz um panorama do livro ilustrado no Brasil. (Fotos: Thais Caramico/AE)

 

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Sob curadoria de Katia Canton (que faz a Fabriqueta do Estadinho), Fernando Vilela, Alcimar Frazão e Odilon Moraes, a exposição tem livros dos anos 1970 até hoje. Os mais de 50 títulos foram divididos em corredores, onde é possível ver os os desenhos originais. A exposição acontece como se fosse um passeio. Você entra e sai dos corredores para ver os seis núcleos: Livro-imagem, Humor, Experimentais, Tradição do Artesanato, Cultura Brasileira e Clássicos e Contos de Fada.

 

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Uma parte muito legal, logo na entrada, é um trilho que faz alguns quadrinhos correrem de um lado para o outro. Há várias histórias feita apenas com imagens. A ideia é agrupar uma tela atrás da outra e, então, começar a puxar da primeira em diante para conseguir entender a narrativa. Se estiver muito alto para você, peça uma forcinha a algum adulto ou monitor por perto.

 

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Interativa e curiosa é a parte dos gaveteiros. Está vendo esse móvel branco na frente da ilustração do livro De Passagem, do Marcelo Cipis? E só puxar para ver as obras originais de alguns livros, os desenhos que os ilustradores fizeram para serem impressos. Quem também está “escondido” ali é o Telefone Sem Fio, do Ilan Brenman com o Renato Moriconi. As pinturas são lindas!

 

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João Felizardo, o Rei dos Negócios, da Angela Lago, está exposto sobre uma mesa de vidro, assim como tantos outros beeem interessantes. Tem o baralho do Luiz Zerbini, que montou uma obra linda para mostrar Alice no País das Maravilhas, Número de Circo, da Laura Teixeira, que inventa personalidades para os números, e o engraçadíssimo Zig Zag, da Eva Furnari, que brinca com as palavras, invertendo e desenhando seus significados.

 

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Na seção A Tradição do Artesanto, é possível ver como as técnicas se misturam com a pintura e só depois com os efeitos do computador. Essa rendinha na foto é de verdade, feita a mão, por moradoras de uma favela de São Paulo. Se você escaneá-la, vira uma bela ilustração. Lá, você pode “escaneá-la com as mãos” (sim, ali é permitido tocar).

Os bordados são importantes “ferramentas” para construir bonitos elementos visuais. Dá para ver isso, por exemplo, no livro A Menina, A Gaiola e a Bicicleta – Céu de Passarinhos, de Demóstenes Vargas e Família Dumont, com texto de Rubem Alves.

 

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No final da exposição, antes de você ir para a outra sala onde estão as instalações dos livros homenageados (Flicts, de Ziraldo; Ida e Volta, de Juarez Machado; O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França; A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari e O Cântico dos Cânticos, de Angela Lago), aproveite a biblioteca para ler tudo que você viu na mostra. Há uma prateleira bem grande com vários exemplares expostos. E essa espécie de pirâmide encarpetada para você deitar, sem pressa.

Vai lá: Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, Belém. 2076-9700. Visitação até 28 de agosto (terça a sexta, das 9 h às 22 h; sábado, das 9 h às 21 h; e domingo, das 9 h às 20 h). Grátis.

 

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  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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