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Estadinho

23.julho.2011 07:00:19

Literatura indígena

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Todas as histórias levam a gente para um lugar mágico, nos fazem sonhar. Mas quando se trata de animais misteriosos da natureza, lendas, mitos das florestas contados e recontados por velhos sábios e ensinamentos sobre o universo que somente os povos indígenas, dentro de suas aldeias, sabem passar, parece que é tudo mais interessante. É que, de fato, essas florestas existem e, muitas vezes, os super-heróis dali são reais!
Livros escritos e ilustrados por índios são cada vez mais comuns. Há grupos de autores envolvidos em levar para todas as sociedades a rica cultura indígena. E, apesar de as histórias serem centenárias, há agora um interesse maior nesse gênero da literatura. É só reparar na biblioteca do seu colégio ou nas prateleiras das livrarias!
Na reportagem de hoje, o Estadinho mostra uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku e outra com a artista Vãngri Kaingáng. E ainda conta a lenda da criação de um povo indígena, além de dar dicas de livros.
Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Feito isso, conheça melhor a história das obras selecionadas e visite um portal indígena, criado especialmente para crianças.

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Há muitos livros com histórias indígenas (feitos por índios ou não). Recomendamos alguns aqui.

1) Pindorama – Terra das Palmeiras
Muito antes de os portugueses desembarcarem no Brasil, os índios já estavam aqui. Naquela época, o 19 de abril nem era comemorado como Dia do Índio, porque todos os dias eram deles. Afinal, não havia outra sociedade, não é mesmo? No livro Pindorama, a escritora e ilustradora Marilda Castanha conta como tudo funcionava. Ela ainda revela como é que o povo indígena se comunicava com os espíritos, como era a vida na aldeia e como a relação com a natureza era tão importante, a ponto de ditar as regras do lugar. O bebê, por exemplo, não levava nove meses para nascer e sim dez luas. Técnica de pesca, confecção de instrumentos, pinturas corporais, artesanato e rituais também estão no livro. É uma obra muito rica, com textos e ilustrações para lá de interessantes, que toda criança, assim qualquer adulto, deveria ler. Para se ter uma ideia, o indígena e escritor Daniel Munduruku, na orelha do livro, diz: “Fiz uma longa viagem para dentro de mim como se quisesse fazer um retorno ao começo de tudo, para não esquecer de onde vim e de onde veio o nosso Brasil, solo sagrado que a todos acolheu e que, agora, pede nossa acolhida para não ser tragado pela ganância e ambição que o vão destruindo.”

Autora: Marilda Castanha
Editora: Cosac Naify, R$ 29

2) Histórias de Índios
Por falar em Daniel Munduruku, este é o primeiro livro dele. Mais do que isso: é o primeiro livro sobre a cultura dos índios escrito por um indígena. Após contar suas histórias como educador, uma criança perguntou onde seria possível ler sobvre o que ele dizia. Foi quando caiu a ficha e Daniel pensou: “Vou escrever um livro”. Ele reuniu alguns textos que mostraram a vida de um Munduruku (nome de sua etnia e, portanto, sobrenome de toda pessoa que nela nasce). Enviou o material para algumas editoras e a Cia. das Letrinhas publicou. O livro completa agora 15 anos, e está em sua 15ª edição. Nele, Daniel apresenta Kaxi e o seu povo. Além de mostrar a rotina na aldeia, na segunda parte do livro ele relata suas experiências no mundo dos brancos, com humor e sabedoria.

Texto: Daniel Munduruku / Ilustração: Laurabeatriz
Editora Cia. das Letrinhas, R$ 36

3) O Livro das Cobras
A cobra é uma animal sagrado na cultura indígena, considerada um símbolo da sabedoria. Nesse livro, Stela Barbieri e Fernando Vilela apresentam três contos de cobra: um indiano, outro africano e, por último, um indígena. O nome dele é Como surgiu a noite. Está com medo? Não fique! A história é muito interessante e começa assim:
“No princípio do mundo, só havia o dia. As pessoas não tinham a noite para descansar e, por isso, trabalhavam o tempo todo, ficando exaustas.
Quando estavam muito cansados, homens, mulheres e crianças deitavam na rede para cochilar, mas não conseguiam, pois o calor era infernal e a claridade muito intensa, de modo que era impossível ficar deitado mais do que algusn instantes.
Como dormiam pouco, brigava à toa e não tinham disposição para nada.
No meio da floresta, havia uma aldeia onde vivia um rapaz que era muito corajoso. Um dia, chegou da mata decidido a encontrar a noite. Então, foi falar com a mãe dele, que era muma mulher sábia, conhecedora de todas as ervas e mistérios da floresta”.
Então, como você acha que essa história continua?

Texto: Stela Barbieri/ Ilustração: Fernando Vilela
Editora DCL, R$ 28

4) Histórias que Li e Gosto de Contar
Mais um livro de Munduruku, nesse ele compartilha histórias que leu e ouviu em diferentes momentos de sua vida, com o povo Munduruku e outras etnias. O escritor sempre gostou muito de ler e, portanto, de ouvir histórias. E desde criança, vem acumulando sabedoria através desses relatos. No livro, cinco contos retratam os valores dos primeiros povos que habitaram as terras brasileiras. Logo de cara, em E Deus viu que tudo estava bom…, ele reconta a criação do mundo segundo a visão dos povos hebreus. E é muito interessante poder imaginar que “no princípio de tudo, nada havia. A Terra não tinha forma alguma.”

Texto: Daniel Munduruku / Ilustração: Rosinha
Editora Callis, R$ 26,90

5) Uma História Guarani
Para os guaranis, o animal mais sagrado é a aranha. É ela quem protege os recém-nascidos e cura feridas com sua teia. Mas não é nada fácil conseguir um pouquinho desses fios preciosos, que se desmancham até mesmo com os ventos mais frágeis. Nesse universo fantástico, um jovem índio guarani deve se tornar um homem bravo, admirado pela aldeia a ponto de merecer e conquistar o coração de uma jovem que sempre o esperou.
Entre as lendas guaranis mais famosas, esse rito de passagem da cultura indígena sul-americana é mostrado com poesia e ilustrações simples e muito sensíveis pela uruguaia Alicia Baladan.

Autora: Alicia Baldan
Edições SM, R$ 28

6) Mondagará
Roni, o escritor, reconta aqui uma história que seu avô costumava contar. Imagine que, neste conto, havia um velho narrador que queria mostrar para toda a comunidade o surgimento e a diversidade das cobras no mundo da floresta. Na verdade, o povo sabe que as cobras (e outros répteis) são seres muito importantes que, no passado, viveram junto ao Criador e, portanto, sabem tudo sobre o mundo. O mistério desse bicho envolve a história toda, que fala ainda sobre sentimentos e memórias ancestrais. No final do livro, um glossário de 16 palavras explica ainda mais sobre esse povo.
Roni Wasiry Guará, o escritor, é um indígena que nasceu em Boa Vista do Ramos, Amazonas, e pertence ao povo Maraguá (que habita o Maraguapi, uma reserva do rio Marimari, também no Estado do Amazonas).

Texto: Roni Wasiry / Ilustração: Janaina Tokitaka
Editora Formato, R$ 29,70

 

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Gostou dos livros? Conheça agora o site que está na foto acima! Ele se chama Povos Indígenas no Brasil e é feito para crianças. Além de vídeos e jogos, ele explica como os portugueses chegaram ao Brasil (e o que encontraram), quantos povos indígenas existem no País, onde eles vivem e mais um monte de coisas interessantes.
Recentemente, o site levou o terceiro lugar na categoria Digital e Interativa do Festival Prix Jeunesse Iberoamericano. Quer saber mais sobre esse assunto? Visite, então, o ComKids, que promove e produz conteúdo audiovisual dos bons para o público infantil e juvenil.

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Você pode adorar ler e ouvir histórias. Mas folhear as páginas e observar cada desenho também é muito legal, não? Mesmo aqueles livros que só têm imagens, sem uma palavra sequer, já contam histórias. E elas são de todos os tipos: tem os contos de fadas, os pop-ups (cujas ilustrações parecem pular do papel), os grandes, os pequenos, os engraçados, os que emocionam a gente… Puxa, como é bom esse universo colorido dos livros!

Assim como a narrativa, as ilustrações são superimportantes. Dependendo do autor, às vezes os desenhos vêm antes que o próprio texto. E, em todos os casos, de nada adianta a história ser incrível se as imagens não forem bonitas, bem feitas e adequadas à obra.

Para entender melhor os livros ilustrados que vimos por aí, nas prateleiras do colégio, das livrarias e das bibliotecas, fomos ver Linhas de histórias, uma exposição em cartaz no Sesc Belezinho, em São Paulo, que faz um panorama do livro ilustrado no Brasil. (Fotos: Thais Caramico/AE)

 

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Sob curadoria de Katia Canton (que faz a Fabriqueta do Estadinho), Fernando Vilela, Alcimar Frazão e Odilon Moraes, a exposição tem livros dos anos 1970 até hoje. Os mais de 50 títulos foram divididos em corredores, onde é possível ver os os desenhos originais. A exposição acontece como se fosse um passeio. Você entra e sai dos corredores para ver os seis núcleos: Livro-imagem, Humor, Experimentais, Tradição do Artesanato, Cultura Brasileira e Clássicos e Contos de Fada.

 

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Uma parte muito legal, logo na entrada, é um trilho que faz alguns quadrinhos correrem de um lado para o outro. Há várias histórias feita apenas com imagens. A ideia é agrupar uma tela atrás da outra e, então, começar a puxar da primeira em diante para conseguir entender a narrativa. Se estiver muito alto para você, peça uma forcinha a algum adulto ou monitor por perto.

 

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Interativa e curiosa é a parte dos gaveteiros. Está vendo esse móvel branco na frente da ilustração do livro De Passagem, do Marcelo Cipis? E só puxar para ver as obras originais de alguns livros, os desenhos que os ilustradores fizeram para serem impressos. Quem também está “escondido” ali é o Telefone Sem Fio, do Ilan Brenman com o Renato Moriconi. As pinturas são lindas!

 

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João Felizardo, o Rei dos Negócios, da Angela Lago, está exposto sobre uma mesa de vidro, assim como tantos outros beeem interessantes. Tem o baralho do Luiz Zerbini, que montou uma obra linda para mostrar Alice no País das Maravilhas, Número de Circo, da Laura Teixeira, que inventa personalidades para os números, e o engraçadíssimo Zig Zag, da Eva Furnari, que brinca com as palavras, invertendo e desenhando seus significados.

 

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Na seção A Tradição do Artesanto, é possível ver como as técnicas se misturam com a pintura e só depois com os efeitos do computador. Essa rendinha na foto é de verdade, feita a mão, por moradoras de uma favela de São Paulo. Se você escaneá-la, vira uma bela ilustração. Lá, você pode “escaneá-la com as mãos” (sim, ali é permitido tocar).

Os bordados são importantes “ferramentas” para construir bonitos elementos visuais. Dá para ver isso, por exemplo, no livro A Menina, A Gaiola e a Bicicleta – Céu de Passarinhos, de Demóstenes Vargas e Família Dumont, com texto de Rubem Alves.

 

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No final da exposição, antes de você ir para a outra sala onde estão as instalações dos livros homenageados (Flicts, de Ziraldo; Ida e Volta, de Juarez Machado; O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França; A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari e O Cântico dos Cânticos, de Angela Lago), aproveite a biblioteca para ler tudo que você viu na mostra. Há uma prateleira bem grande com vários exemplares expostos. E essa espécie de pirâmide encarpetada para você deitar, sem pressa.

Vai lá: Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, Belém. 2076-9700. Visitação até 28 de agosto (terça a sexta, das 9 h às 22 h; sábado, das 9 h às 21 h; e domingo, das 9 h às 20 h). Grátis.

 

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25.junho.2011 09:00:13

Na pista

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A reportagem de hoje do Estadinho é sobre corrida. O filme Carros 2 estreou na última quinta-feira no cinema, mas o mundo do automobilismo é bem maior. Conversamos, portanto, com três crianças que levam o kart a sério. E também entrevistamos o bicampeão mundial Émerson Fittipaldi, para saber um pouco sobre a carreira dele nas pistas, e também como foi dublar um dos personagens do filme.
Clique nas páginas abaixo e leia a matéria completa. Depois, corra para ver o trailer na TV Estadão.

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18.junho.2011 07:00:19

Rabiscos criativos

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A reportagem do Estadinho de papel desta semana é sobre rascunhos: desenhos que você faz sem compromisso e que, justamente por isso, são livres e cheios de criatividade. Clique nas páginas abaixo para conhecer melhor essa história e ver o caderno de desenhos de cinco crianças que estudam no Colégio Santo Américo, em São Paulo.
Depois, continue navegando para conhecer um livro chamado Sketchbooks. Nele, 26 artistas mostram seus rascunhos em páginas repletas de imaginação e personalidade.

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O Estadinho conversou com os autores do Sketchbooks, As Páginas Desconhecidas do Processo Criativo, para saber melhor que história é essa de reunir caderninhos de desenhos que muitas vezes não saem da gaveta em um livro. É importante lembrar que o livro não é infantil. É, segundo Roger Bassetto e Cezar de Almeida, “para todas as idades”. Leia agora um trecho da entrevista.

Estadinho: Por que vocês pensaram em fazer um livro só com rascunhos? Vi que o Angeli e o Lollo estão ali.
Roger e Cezar: A gente acredita que o processo criativo é muito importante. Então, quisemos mostrar os cadernos dos artistas. A gente viu que vários tinham uma quantidade enorme de cadernos e que ninguém conhecia isso. E foi o que achamos interessante. Mostrar as ideias que os artistas têm antes de chegar a um resultado, a uma obra final.

E por que isso é legal?
Porque é através desse material que a gente pode conhecer como o artista cria, o que o inspira. No livro, há 26 artistas e 10 páginas para cada. Então você pode ler um pouco sobre o profissional e depois ver vários desenhos que ele fez. É muito legal para ver a diferença de estilos e, mais do que isso, o processo criativo de cada pessoa.

Qual a importância do rascunho na vida de uma criança?
Desenhar é muito importante. E esse traço livre, sem compromisso, é fundamental para o desenvolvimento. Desenhando assim a criança consegue se expressar, ficar mais feliz e até aprender melhor outras coisas.

Se o desenho é uma das primeiras linguagem que usamos para nos expressar, por que deixamos de fazer isso conforme crescemos?
A gente começa a comparar o que fazemos com os outros e então achamos que não sabemos mais desenhar, quando não conseguimos reproduzir fielmente o que vemos. Mas o legal é deixar claro que cada um tem um estilo. Que o traço certinho não é o único jeito de desenhar.E depois, o desenho é uma ferramenta de criação muito boa. O ato de desenhar é tão importante quanto o resultado, a obra em si.

Mas o que faz as pessoas pararem de desenhar?
Além da falta de incentivo, a crítica. É muito comum uma criança fazer um desenho e um adulto criticá-lo. O quê? Isso é um cachorro? Mas não parece um cachorro. E aí, a criança vai parando de desenhar…

Então, todo mundo pode desenhar?
Claro! E isso é fundamental. Mas só para você ter uma ideia de como a gente bloqueia isso, se você pedir para um adulto fazer um desenho, muito provavelmente ele vai ter os mesmos traços de quando era criança. Mas isso porque ele parou de desenhar. E a lembrança dele nessa arte é a que ficou de anos atrás. Já um adulto que nunca parou de desenhar vai mostrar um outro estilo, traços diferentes que foram desenvolvidos.

O que o desenho traz de bom para a gente?
Entramos num outro estado mental enquanto desenhamos. E isso é o mais importante: o tempo que você passa ali. Há estudos sobre o efeito do ato de desenhar em nosso cérebro. E isso mostra que nos tornamos muito mais habilidosos quando desenhamos muito, é algo estimulante para tudo na vida.

Para conhecer mais sobre o livro, clique aqui. E por último, veja o vídeo, com frases e desenhos de cada artista.

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Não há tantos shows infantis assim por aí, o que dirá um dia totalmente dedicado à música para crianças. Pois quando isso acontece, o Estadinho nem pensa em ficar de fora. Passamos o domingo de sol na Chácara do Jockey, em São Paulo, para ver (e contar) o que aconteceu ali, num espaço feito de sorvete, brincadeiras e espetáculos.
O Festival Natura Nós começou bonito como se previa com o sol batendo no rosto de quem assisitia à primeira e emocionante atração. Passava das duas quando no palco o coro dos Meninos de Araçuaí dividia o espaço com o grupo de teatro Ponto de Partida, parceria feira desde 1999.   

   

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 Olha só como o João, de 4 anos, está concentrado no show! Pena que não deu para registrar as dancinhas que ele fazia enquanto curtia o espetáculo (Fotos:Thais Caramico/AE)   

A cerca de 678 quilômetros de Belo Horizonte, Araçuaí é um pequeno município do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, que fica a 15 horas de Barbacena, onde é a sede do grupo. É também um lugar onde, apesar de muitas dificuldades, reinam a poesia, a dança, o teatro e outras manifestações de arte.
Em cena, eles falam do amor pela mãe Terra e apresentam uma história músical com cenário e figurino bem bonitos e um coro pra lá de afinado. É quase que hipnotizante o efeito dos grupos sobre quem os vê, tranformando dezenas de bambus em supostas flores, árvores e barcos.   

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Ponto de Partida e Meninos de Araçuaí foram os primeiros a se apresentar e animar a tarde de família  

Na vida real, a história é muito mais antiga e começou assim. “O coro vem de um trabalho educacional do Projeto Ser Criança da ONG Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, o CPCD. O que aconteceu é que há 11 anos nós fizemos um trabalho com eles e nunca mais conseguimos nos separar. Desde então, selecionamos crianças de Araçuaí e fazemos a direção artístisca dos seus espetáculos”, diz Regina Bertola, diretora da companhia Ponto de Partida. Mas a coisa foi além. Imagine que de tão caprichada, a música dessas crianças já foi parar até na França? Além de gravar com Milton Nascimento, elas arrecadaram dinheiro com a venda de seus CDs e DVDs e assim decidiram, em vez de dar esse “pagamento” para cada um do grupo, presentear a cidade com um cinema, coisa que jamais havia sido vista por lá.   

    

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 Depois de passar protetor solar, todo mundo se jogou no gramado 

Quando o espetáculo terminou, nós corremos para bater um papo com algumas dessas crianças para saber um pouco mais sobre elas. Mesmo com o tempo curto, pois tinham de correr para pegar o avião de volta para Belo Horizonte, deu para conhecê-las de perto. Clique aí embaixo para ver o vídeo.  

Até quem ainda nunca tinha ouvido o coral sentou para assistir. E olha que as meninas aí da foto gostam de um tipo de música bem diferente do que estava tocando. Flávia, 8 anos, e Victória, 11, curtem Justin Bieber e Mile Cyrus, mas estavam animadas para conhecer o novo som do coral 

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Mais tarde, foi a vez do Palavra Cantada entrar em cena. Não teve muita novidade, mas foi exatamente como as crianças, principalmente as menores, queriam: cantar os hits e dançar sem parar. E para ninguém se perder na empolgação, toda criança do evento estava com uma pulseirinha com o nome, a idade e telefone dos pais.

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Clara, 7 anos, Luisa, 4, Luanda, 5, e Gabriel, 3, também se divertiram bastante com os shows. Repara na galocha das meninas, que queriam estar bem bonitas para ver o Palavra Cantada.
 

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Mas quem enjoava das músicas corria para brincar nas tendas. Além de oficina de percussão, teve bola na água e um espaço da Lego.  

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Em um dos intervalos, Bruno, de 8 anos, resolveu esperar o show do Toquinho construindo um castelo. “Vou ficar mais um pouco aqui e pensar num nome para minha construção”, disse 

Mas antes de Toquinho fechar o dia foi a vez do Barbatuques, um grupo de percusssão corporal que produz música usando o corpo como instrumento. A combinação de ritmos e melodias ganham força com o uso da voz.  E tem ainda os movimentos, coreografias que empolgam a plateia, que repetia bem certinho o que o pessoal em cima do palco fazia.   

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No telão, duas garotas se divertem ao perceber o som que fazem em quatros mãos 

E mesmo de noite, a criançada continuou correndo de um lado para o outro. Foi realmente um dia especial, onde todo mundo pode se jogar no gramado e curtir todas as atrações.
No ano passado, o Estadinho também registrou o que rolou. Se quiser saber como foi, é só clicar aqui. Mas antes, veja o que os irmãos Nina, de 5 anos, e Luca, de 7, têm a dizer.   

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“Tudo está muito legal, cada música, cada brincadeira. A gente fez aula de batuque e ouviu as músicas do Toquinho, que é igual ao CD que temos em casa. Gostamos de tudo, que nem quando lemos o Estadinho”

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21.maio.2011 07:04:05

Ataque pirata

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O Estadinho de hoje (dia 21) é sobre piratas. Tudo porque Jack Sparrow está pela área desde ontem e a gente achou bom avisar para você ficar esperto e não perder nenhum detalhe de Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas no cinema. Afinal, com pirata não se brinca! Quer dizer, brinca sim! 

E foi exatamente isso que fizemos: criamos uma brincadeira de cartas com os dez piratas mais temidos e famosos da história. Eles realmente existiram e, por isso, não só tentamos estabelecer uma ordem do mais cruel, rico, famoso e poderoso, como demos algumas informações sobre a vida deles. O historiador e fã de piratas Dalton Maziero nos ajudou nessa missão (ele também nos ajudou com as curiosidades abaixo). Assim, você aprende mais sobre o assunto brincando. E se não quiser recortar seu Estadinho, imprima aqui as páginas para jogar! Ah, você pode incluir o Jack Sparrow na brincadeira também. E depois leia muito mais sobre piratas, no texto e nos links lá embaixo.

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Quem foram os piratas?

Os piratas existem desde que o homem começou a navegar. Eles são, em uma explicação bem simples, os ladrões que agem em alto-mar. São marujos fora da lei, que não defendem nenhuma pátria a não ser seus próprios lucros. Mas nem sempre eles foram vistos como bandidos: houve piratas aclamados como heróis, especialmente aqueles conhecidos como corsários, que tinham a permissão de reis e rainhas para atacar navios e povoados inimigos (e saquear o que estivesse dentro). Tudo depende de que lado se está: do lado que rouba ou do que é roubado.

“A maioria deles era pobre, mas existiam alguns aristocratas. Eles estavam sempre em número inferior de barcos e homens, por isso, contavam com a surpresa. E tinham tática de guerrilha: esperavam a névoa, a falta de vento…”, conta Dalton. Antes de agir, eles costumavam raptar alguém que conhecesse bem a região para passar informações geográficas e saber o melhor ponto para atacar. No começo, quando não havia canhão, eles chegavam muito próximos dos navios e usavam cordas para subir neles. Uma vez lá dentro, brigavam com facas, lanças e espadas curtas e longas. Dalton diz que todos eram violentos e agiam pela intimidação das vítimas. Na Idade Média, canhões e pistolas começaram a ser usados nas batalhas. “Dificilmente usavam espingardas, pois não era boa para manejar na briga. Eles preferiam armas de cano mais curto e leve e só erguiam uma pistola se fosse para disparar e matar.”

Por tudo isso, causavam admiração e medo e, por isso, há tantas histórias relacionadas a aventuras no mar. Em muitos casos, é bem difícil dizer o que é lenda e o que é verdade nisso tudo. Mas uma coisa é verdade: eles nunca deixaram de existir. Sabia disso? Se você prestar atenção nas notícias, vai ver que volta e meia são relatados ataques de piratas na Costa da Somália, por exemplo.

Piratas no Brasil

Os barcos preferidos pelos bandidos

A temida Jolly Roger

Você sabia que…

Código Pirata

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14.maio.2011 07:00:54

Depois das nuvens

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Ilustrações: Jairo Rodrigues/AE

O Estadinho de papel de hoje (dia 14) fala sobre o espaço. Entrevistamos o astronauta Marcos Pontes para saber curiosidades da viagem que fez, há 5 anos. Aproveitamos também para relembrar o embarque do piloto Yuri Gagarin, da Força Aérea soviética, o primeiro homem a colocar os pés no espaço, no dia 12 de abril de 1961.

Clique no link das páginas a seguir para ler a matéria completa.pdfcapa1.jpg

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Como a conversa com o astroanauta foi longa, nem todas as informações foram para as páginas impressas. Leia mais sobre essa experiência na entrevista abaixo.

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Estadinho: Marcos, você sempre quis ser astronauta?
Marcos Pontes: Na verdade, eu queria ser piloto. Esse era o meu primeiro sonho. Como eu não tinha dinheiro para fazer o curso, que exigia pagar muitas horas de voo, passei em um concurso da Aeronáutica e me formei piloto militar. Depois, virei instrutor de aviação de caça.

Quando você resolveu ser astronauta?
Foi bem depois. Fui estudar engenharia aeronáutica no ITA, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, e foi muito bom. Além de aprender muita coisa, virei uma espécie de 2 em 1: piloto e engenheiro. Então, toda vez que tinha um trabalho no exterior, a Força Aérea me mandava. Voei com a Força Aérea americana, com a Marinha americana e até com a Força Aérea russa, mas no Brasil. Comecei depois um mestrado em trajetórias orbitais, até que os Estados Unidos me convidaram para fazer um doutorado lá. Começou assim.

Como você foi parar no espaço?
Em 1998, a Nasa precisava selecionar um candidato para ser astronauta. Meu irmão viu um anúncio no jornal e me mostrou. Lá dizia que qualquer pessoa entre 25 e 45 anos poderia participar. Como eu já era da área, me interessei na hora. Na verdade, toda vez que voava à noite, uma das coisas que eu mais gostava era observar o céu e as estrelas. Comecei, então, a pensar nessa possibilidade. Prestei o concurso público e fui selecionado. Por dois anos, tive muitas aulas práticas e teóricas.

O que é preciso para ser astronauta?
Estudar muito, muito e muito. A carreira é civil, e não militar, como muitas pessoas pensam. Se você for militar, tudo bem, mas não é uma exigência. Além de todos os estudos, você tem de ter todas as partes do corpo perfeitas. E também não pode fumar, pois vai precisar muito do seu pulmão quando estiver no espaço.

O corpo sofre no espaço? Você usa mais os órgãos?
Sim, o corpo sofre muito. Além de não ter gravidade, o que prejudica os ossos, a exposição à radiação é bem maior. Quando você volta para o solo terrestre, é preciso ficar 10 dias no hospital fazendo exames para ver se está tudo bem.

O que acontece com uma pessoa que passa um ano inteiro no espaço?
Ela volta e é chamada de homem-geleia. Os ossos amolecem e é preciso ficar um tempo em observação. Mas ela nunca mais vai poder voltar para o espaço.

Como é o trabalho por lá?
Você tem de trabalhar muito. Há várias experiências e observações acontecendo ao mesmo tempo. No meu caso, que sou um piloto de missão, eu passo o dia consertando peças, programando aparelhos, arrumando tudo para que a Estação Espacial Internacional esteja sempre em ordem.

Como é ficar flutuando?
Muito legal! Você não sente peso sobre o corpo e pode brincar com as comidas e com as bebidas. Imagine que se você jogar um suco pra cima, ele se transforma em uma bolha de ar, que não estoura. Para beber o líquido, tem de puxar com um canudo.

E para tomar banho?
Só com lencinhos umedecidos. O bom é que não precisa tirar o xampu, não faz diferença.

Mas o cabelo cai muito?
Cai bastante. Mas não é culpa do xampu. É o efeito da vida no espaço mesmo.

O que é feito com o lixo, inclusive do banheiro?
Tudo fica vedado na nave, para não sair flutuando atrás da gente. A cada dois dias, uma outra nave, automática, encaixa na nossa para distribuir alimentos e kit de higiene. Aproveitamos o tempo que ela fica acoplada para colocar todo o lixo dentro dela. Ela passa cerca de dois meses no espaço fazendo essas funções de serviço, até que volta para a atmosfera. Porém, no caminho, por conta da temperatura, ela vai se autodestruindo até não sobrar nada.

Nossa! E todas essas coisas não dão medo?
Um pouco, mas a gente tem anos de treinamento e sabe lidar com tudo ali, inclusive emocionalmente. A tendência é ficar muito focado no trabalho. Até a hora do almoço e da janta são obrigatórias, pois é quando paramos o que estamos fazendo para conversar, socializar. Caso contrário, dá até para esquecer da vida e só trabalhar. É emocionante.

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A capa do Estadinho de hoje é sobre Rio, a nova animação em 3D, em cartaz nos cinemas. Clique nas páginas abaixo para ler a reportagem completa. E depois, saiba mais sobre outros tipos de araras-azuis na entrevista feita com a bióloga Neiva Guedes!

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Foto: Divulgação

Mas, afinal, que bicho é esse?

Esse aí de cima é a Arara-azul, que está no livro Aves do Brasil – Pantanal e Cerrado. Você sabia que existe mais de uma espécie de arara-azul? Conversamos com a bióloga Neiva Guedes, do Projeto Arara Azul para entender melhor essa história. Veja:

A arara-azul é um animal brasileiro? De que região?

Praticamente, pois sua maior área de ocorrência era o Brasil Central. Hoje, a população é conhecida em três locais diferentes:
No Pantanal, com maior parte da população, cerca de 5 mil indivíduos, abrangendo estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, além das áreas que fazem parte da Bolívia e do Paraguai. No Paraguai, elas foram praticamente extintas e hoje são vistas só para se alimentar, não tem registro de ninhos. Já na Bolívia, dois biólogos de lá estudaram a população e relataram que hoje tem mais ou menos 150 indivíduos. Então, por isso essa arara não é só brasileira. No Norte, no estado do Pará, Serra de Carajás, há cerca de 500 indivíduos. E na Região de Gerais, onde se encontram os estados de Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia e Goiás, há cerca de 1000 indivíduos. Totalizando 6500 aves, aproximadamente em ambiente natural.
Quando o Projeto começou, a estimativa era apenas 1500 aves para o Pantanal todo, e como pode perceber acima, agora já são 5000. Já podemos perceber que a população do pantanal não apenas aumentou de número, mas também tem expandido para outras áreas onde não era mais encontrada, como cidades mais ao sul do Pantanal e na Bolívia.

Quantos tipos ou espécies de arara-azul existem?
O gênero Anodorhynchus, do qual a arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus faz parte, inclui três espécies de araras: A A. glaucus que está atualmente extinta, pois não é vista há cerca de 100 anos; A A. leari ou Arara-azul-de-lear, que se encontra muito ameaçada na natureza; e a arara-azul do Pantanal. Mas a ararinha-azul Cyanopsitta spixii, que agora só existe em cativeiro, não pertence a este gênero. (Clique aqui se quiser saber mais).

O que elas comem?
Araras-azuis são aves especializadas na alimentação. Comem basicamente castanha de coco. Desde recém nascido, quando comem papinha de coco regurgitado pelos pais, até a fase adulta, quando quebram cocos extremamente duros para comer a castanha.

Quais são os hábitos dela?
Elas acordam 15 minutos antes do sol nascer. Depois, se espreguiçam por uma meia hora. Comem entre 7 horas e 9 horas e descansam, brincam, pousam e voam. Nos horários de sol mais quente, elas só repousam. E às 15 horas, fazem um novo período de alimentação. Voam para o dormitório ainda antes do sol se por.
Araras são aves bastante sociais e por isso, ao longo do dia fazem preening, uma espécie de carinho, que consiste na limpeza de penas desde a base até a ponta. Isso serve para tirar as peles que recobrem as penas em crescimento. Também fazem alopreening (essa limpeza de penas que fazem nelas mesmas). Ficam sempre juntas: família ou bandos. Quando estão reproduzindo dividem a tarefa de cuidado do filhote.

Como se reproduzem e de quanto em quanto tempo?
Elas se reproduzem de julho a dezembro. Esse é o pico, mas alguns casais podem antecipar a postura para junho e outros retardar até dezembro. Ai vão criar os filhotes até março/abril.
A maioria dos casais só se reproduzem a cada dois anos. Outros, se reproduzem todos os anos. Eu não fiz a proporção de cada um ainda.

Está ameaçado de extinção? Por quê?
O status atual da arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus é ameçada de extinção na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicada pelo MMA em 2003 e 2004; é citada como em perigo pela IUCN (União Mundial para Conservação da Natureza) em 2003 e está listada no apêndice I do CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas). As principais ameaças que a arara azul Anodorhynchus hyacinthinus enfrenta atualmente é o tráfico, a descaracterização ambiental (que resulta em perda de hábitat e escassez de cavidades) e a própria característica da espécie que tem baixa taxa reprodutiva.
Apenas para citar um exemplo sobre o tráfico, em Novembro 2004, um traficante foi preso com oito filhotes de arara azul em Corumbá-MS. Menos de 15 dias depois, o mesmo indivíduo foi preso novamente, numa rodovia do interior do estado, com mais dois filhotes. Além disso, através de informações de um pesquisador boliviano, constatamos que ele conseguiu embarcar mais de 10 filhotes de Arara Azul em Santa Cruz na Bolívia, com destino a Colômbia e pelo menos outros 5 foram parar no Uruguai. Assim, verificamos que o tráfico infelizmente continua intenso, exceto no Pantanal, onde se não acabou, pelo menos diminuiu muito. Falamos isso, baseado nas fiscalizações que tem sido mais atuante no estado de Mato Grosso do Sul; da população humana que está mais atenta, informada e por isso faz mais denúncias e pelos resultados das análises genéticas que tem mostrado que as aves apreendidas nos últimos anos tem mais probabilidade de serem do Norte/Nordeste do Brasil do que do Pantanal.

O que é uma ave extremamente social?
É que não vive sozinha na natureza. Vive nos primeiros anos de vida com pai e mãe (que são fies e só se separam com a morte de um dos indivíduos) e quando jovenzinhos vão para um bando de jovens, os teens. Aqui os teens do pantanal chegam a formar bando de até 80 indivíduos, sendo mais comum 14-20. São extremamente dependentes dos pais quando nascem para receber comida e calor. Precisam de cuidados como uma criança. Pais fazem limpeza de penas. Tem conversa específica entre pais e filhos. Eles se reconhecem no meio de um bando…


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Hoje, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantil. Sabe por quê? A data foi escolhida por causa do aniversário de um dos maiores escritores infantis da história: o dinamarquês Hans Christian Andersen. Se estivesse vivo, ele faria 206 anos.

O Estadinho, então, fez uma reportagem para que você conheça melhor esse homem, autor de O Patinho Feio, A Pequena Sereia e mais de 150 histórias e contos de fada. Clique nas páginas a seguir e leia a matéria completa. Na 3, você vai ver que a gente sugere uma brincadeira. Para se divertir, clique aqui e imprima as ilustrações do livro Os Mais Belos Contos de Andersen (Ed. Salamandra, R$ 47,90). Feito isso, cole-as sobre um palito de churrasco e crie suas versões, como se fosse um teatro de marionetes e fantoches (assim como fazia Andersen quando criança).

E se você estiver em São Paulo, continue lendo o post para saber onde ver mais coisas sobre o mundo encantado de Andersen.

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DIVERSÃO NA BIBLIOTECA

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(Obra de Georgia Vilela/Reprodução)

Hoje (dia 2), a partir do meio-dia, a Biblioteca Pública Hans Christian Andersen, no bairro paulistano do Tatuapé, abre uma exposição sobre o autor e apresenta uma programação cheia de histórias e atividades. É para se sentir na própria casa de Andersen. “A intenção é que o visitante saia de lá com a sensação de intimidade com esse universo de Andersen. É realmente para entrar dentro do espaço privado dele”, conta a curadora da exposição, Katia Canton.

Logo na entrada, você passa por um túnel azul e branco de tecido. É como se começasse a viagem pelo céu e pelas nuvens, no planeta dos sonhos. A porta da casa encantada está logo à frente.  Escolha sua história no quadro e leia. Ou entre de uma vez, para ver os contos em forma de arte. Ali dentro estão expostas oito histórias e muitas ilustrações. A primeira é do Valente Soldadinho de Chumbo – numa mesinha que lembra a casa da vovó estão o soldadinho perneta, a bailarina na caixinha de música e o coração (afinal, é uma história de paixão).

Ao lado há algumas roupas transparentes e uma coroa feita pelo artista Dácio Bicudo. Você pode experimentar as capas para se sentir como o rei, que foi enganado e ficou só de cueca na frente do povo, achando que estava vestindo uma roupa que só as pessoas inteligentes podiam ver. Mais alguns passos e uma pilha de colchonetes faz lembrar a história da princesa que conseguiu sentir uma ervilha escondida lá embaixo. Coladinho ali, várias caixas de feira recriam alguns episódios da vida de Polegarzinha. Do lado contrário, nadam tranquilos a mamãe pato, seus filhinhos bonitos e o patinho que nasceu feio.

Ande um pouco para chegar ao conto da vendedora de fósforos, que vê um anjo no final. Entrando em outra salinha, vários vidrinhos que parecem de um laboratório de química guardam trechos da história da Rainha de Neve (tem um frasco com um pé de tênis, um olho de vidro…). Fechando uma volta completa, há uma escultura em areia da Pequena Sereia. Mas o passeio não acaba aí. Olha só quanta coisa vai acontecer ainda:

Dia 2/4:
11 h – Show O Rei do Era Uma Vez, com Giba Pedroza, Zana de Oliveira e Ricardo Würker.
16 h – Teatro O Velho do Sono, com a Cia. Lúdicos.

Dia 4/4:
10 h e 14 h – Teatro Pedro Palerma, com o grupo Meninas do Conto.

Dia 5/4:
10 h e 14 h – Show O Soldadinho de Chumbo e Outros Brinquedos, com Giba Pedroza, Zana de Oliveira e Ricardo Würker. O espetáculo envolve contação de histórias e músicas.

Dia 6/4:
10 h e 14 h – Oficina de kirigami (20 vagas por turma, fazer inscrição na biblioteca)

Dia 7/4:
10 h e 14 h – Oficina de teatro de sombras, coordenada por Edilson Castanheira e Irani Cippiciani (20 vagas por turma)

Dia 8/4:
10 h e 14 – Narração e roda de histórias.

Dia 9/4:
10 h – Realejo na praça
11 h – Festivandersen: minifestival de narração de histórias com Regina Machado, Kelly Orasi, Zé Bocca, Paulo Federal e Giba Pedroza.

Exposição: até 22 de junho.
Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. Av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, (11) 2295-3447. De segunda a sexta, das 8 h às 17 h e sábado das 9 h às 16 h. Grátis.

E TEM MAIS ANDERSEN

A Livraria NoveSete vai fazer hoje uma maratona de histórias com o evento Uma Tarde com Andersen. Das 16 h às 18h30, os contadores Kiara Terra, Tom Will e Ana Lucia Brandão vão narrar seis histórias do escritor.

Livraria NoveSete. Rua França Pinto, 97, Vila Mariana, (11) 5573 -7889. Grátis.


(Por Aryane Cararo e Thais Caramico)

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19.março.2011 07:15:23

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Faz parte da sua rotina gastar bons minutos navegando na internet? Pois, hoje, peça aos seus pais para ficar um tempo a mais no computador. E avise que a culpa é nossa!
No meio de tantas opções, muitas vezes é difícil encontrar o que vale a pena (e deixar, assim, os adultos tranquilos). Selecionamos, então,  10 sites legais para você se divertir e aprender brincando. Há opções de leitura, contação de histórias, vídeos, desafios de matemática, experiências, criação de tirinhas, curiosidades e, claro, games. É só ver nos nossos links favoritos, copiar e colar no seu monitor!

Clique nas páginas abaixo para ver a matéria completa

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  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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