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Estadinho

18.junho.2011 07:00:19

Rabiscos criativos

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A reportagem do Estadinho de papel desta semana é sobre rascunhos: desenhos que você faz sem compromisso e que, justamente por isso, são livres e cheios de criatividade. Clique nas páginas abaixo para conhecer melhor essa história e ver o caderno de desenhos de cinco crianças que estudam no Colégio Santo Américo, em São Paulo.
Depois, continue navegando para conhecer um livro chamado Sketchbooks. Nele, 26 artistas mostram seus rascunhos em páginas repletas de imaginação e personalidade.

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O Estadinho conversou com os autores do Sketchbooks, As Páginas Desconhecidas do Processo Criativo, para saber melhor que história é essa de reunir caderninhos de desenhos que muitas vezes não saem da gaveta em um livro. É importante lembrar que o livro não é infantil. É, segundo Roger Bassetto e Cezar de Almeida, “para todas as idades”. Leia agora um trecho da entrevista.

Estadinho: Por que vocês pensaram em fazer um livro só com rascunhos? Vi que o Angeli e o Lollo estão ali.
Roger e Cezar: A gente acredita que o processo criativo é muito importante. Então, quisemos mostrar os cadernos dos artistas. A gente viu que vários tinham uma quantidade enorme de cadernos e que ninguém conhecia isso. E foi o que achamos interessante. Mostrar as ideias que os artistas têm antes de chegar a um resultado, a uma obra final.

E por que isso é legal?
Porque é através desse material que a gente pode conhecer como o artista cria, o que o inspira. No livro, há 26 artistas e 10 páginas para cada. Então você pode ler um pouco sobre o profissional e depois ver vários desenhos que ele fez. É muito legal para ver a diferença de estilos e, mais do que isso, o processo criativo de cada pessoa.

Qual a importância do rascunho na vida de uma criança?
Desenhar é muito importante. E esse traço livre, sem compromisso, é fundamental para o desenvolvimento. Desenhando assim a criança consegue se expressar, ficar mais feliz e até aprender melhor outras coisas.

Se o desenho é uma das primeiras linguagem que usamos para nos expressar, por que deixamos de fazer isso conforme crescemos?
A gente começa a comparar o que fazemos com os outros e então achamos que não sabemos mais desenhar, quando não conseguimos reproduzir fielmente o que vemos. Mas o legal é deixar claro que cada um tem um estilo. Que o traço certinho não é o único jeito de desenhar.E depois, o desenho é uma ferramenta de criação muito boa. O ato de desenhar é tão importante quanto o resultado, a obra em si.

Mas o que faz as pessoas pararem de desenhar?
Além da falta de incentivo, a crítica. É muito comum uma criança fazer um desenho e um adulto criticá-lo. O quê? Isso é um cachorro? Mas não parece um cachorro. E aí, a criança vai parando de desenhar…

Então, todo mundo pode desenhar?
Claro! E isso é fundamental. Mas só para você ter uma ideia de como a gente bloqueia isso, se você pedir para um adulto fazer um desenho, muito provavelmente ele vai ter os mesmos traços de quando era criança. Mas isso porque ele parou de desenhar. E a lembrança dele nessa arte é a que ficou de anos atrás. Já um adulto que nunca parou de desenhar vai mostrar um outro estilo, traços diferentes que foram desenvolvidos.

O que o desenho traz de bom para a gente?
Entramos num outro estado mental enquanto desenhamos. E isso é o mais importante: o tempo que você passa ali. Há estudos sobre o efeito do ato de desenhar em nosso cérebro. E isso mostra que nos tornamos muito mais habilidosos quando desenhamos muito, é algo estimulante para tudo na vida.

Para conhecer mais sobre o livro, clique aqui. E por último, veja o vídeo, com frases e desenhos de cada artista.

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04.junho.2011 07:30:00

Moda de papel

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Ilustrações: Carlinhos Müller

Nesta semana, o Estadinho que saber: o que é moda para você? Para nós, é sentir-se bem usando aquilo que se gosta. Não importa a marca nem de onde a roupa vem. E vale lembrar que moda também é uma arte, um jeito de se expressar. Já parou para pensar como o corpo também vira uma escultura? E nos movimentos culturais e sociais em que a moda está inserida? Por que será que alguns ídolos musicais têm o mesmo estilo?

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Para ler a matéria completa e conhecer melhor a história de algumas peças, é só clicar nas páginas abaixo. E conferir ainda o bate-papo que tivemos com a inventora Miki W., autora do livro Vestida para Espantar Gente na Rua, e ver que bacana que é um grupo de amigas que comanda o Brechó Pop Camelô. Ah, sobre elas, você pode continuar lendo mais para baixo.

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Mas não pare por aí. A ideia de falar de moda também virou brincadeira no Estadinho. Na edição de papel, todas ilustrações foram feitas para recortar e vestir os bonecos da capa, como você na imagem acima. As mesmas imagens estão disponíveis aqui para impressão (assim, se você ficar com dó de tirar um pedaço da sua edição impressa, tudo bem! Você pega do blog sem ter de “costurar” depois).

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Daniel Teixeira/AE

O que você faz com as roupas que não servem mais? Aos seis anos, quatro amigas de colégio decidiram vender peças usadas para levantar uma grana e viajar para a Disney. Elas começaram a juntar roupas que não serviam mais, garimpar os armários das mães, tias e avós e o projeto deu certo. Hoje, aos 10, Giovanna Pezzuto, Estela Barone Rocha Pinto, Joana Fusco Ximenes e Marcela Magalhães organizam com muito estilo (e sem frescura) o Brechó Pop Camelô.

Até agora, quatro edições já foram feitas com sucesso! “A gente foi juntando tudo e colocou pra vender bem baratinho”, diz Giovanna. “O segredo é ter peças baratas. Assim, as pessoas compram bastante e quando você vê, já ficou um montão”, explica Estela. Na última edição, o brechó foi organizado em uma loja da Vila Madalena. “Foi muito bom. Até a dona da loja agradeceu a gente por ter emprestado o espaço, pois acabamos levando um monte de gente pra lá”, lembra empolgada a Joana. Já Marcela, conta mais sobre o que é aceito e como os preços são definidos: “Ah, existe meio que uma tabela. Por exemplo, uma blusinha simples vai custar R$ 5 ou R$ 10. Se ela tem algum detalhe, alguma coisa bem bonitinha, aí a gente pensa. Mas, no geral, quase tudo é entre R$ 5 e R$ 25. E temos bijuterias, skate, livros… Colocamos pra vender o que a gente consegue juntar”, diz.

O legal das meninas é que apesar de conhecer alguns nomes da moda e ter peças de marca, elas não ligam apenas para isso. “O que mais vejo é uma garota com shorts e camisa xadrez, sempre igual”, conta Giovanna, que comanda o blog Love Teen.
Com isso, as meninas já até fizeram parcerias com ONGs. E o mais legal não é que elas estão guardando dinheiro para realizar um sonho. E sim que dá para sentir, só conversando com elas, que o rola mesmo é uma ação de amizade supersaudável. Elas respeitam cada estilo (todas são bem diferentes) e ajudam os amigos a se vestir melhor sendo bastante elegantes. “Ah, a gente não fica falando muito. Mas por exemplo, se tem alguém que pede opinião e a gente vê que a roupa não tá legal, a gente tenta mostrar que fica melhor de outro jeito. Então a gente incentiva outro visual sem ficar falando mal do anterior”, conta Joana.

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Para completar seu conhecimento de moda, há mais uma peça que não pode faltar no seu “armário”. Nesse livro Moda: Uma História para Crianças (Cosac Naify) de Katia Canton e Luciana Shiller, a moda é apresentada por períodos, fatos e curiosidades. Tem uma seção sobre o Egito, outra para falar de acessórios e uma bem legal que conta um pouco sobre estilistas famosos da alta-costura, como Chanel e Dior, por exemplo. E, no final, traz um texto bem interessante que diz: “A moda é feita não só pelos costureiros e artistas famosos, mas também por todos nós. A moda é criada nas ruas, no jeito como as pessoas se vestem. Seu próprio jeito de ser também faz parte da história da moda. Pense nisso”.

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A capa do Estadinho de hoje é sobre Rio, a nova animação em 3D, em cartaz nos cinemas. Clique nas páginas abaixo para ler a reportagem completa. E depois, saiba mais sobre outros tipos de araras-azuis na entrevista feita com a bióloga Neiva Guedes!

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Foto: Divulgação

Mas, afinal, que bicho é esse?

Esse aí de cima é a Arara-azul, que está no livro Aves do Brasil – Pantanal e Cerrado. Você sabia que existe mais de uma espécie de arara-azul? Conversamos com a bióloga Neiva Guedes, do Projeto Arara Azul para entender melhor essa história. Veja:

A arara-azul é um animal brasileiro? De que região?

Praticamente, pois sua maior área de ocorrência era o Brasil Central. Hoje, a população é conhecida em três locais diferentes:
No Pantanal, com maior parte da população, cerca de 5 mil indivíduos, abrangendo estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, além das áreas que fazem parte da Bolívia e do Paraguai. No Paraguai, elas foram praticamente extintas e hoje são vistas só para se alimentar, não tem registro de ninhos. Já na Bolívia, dois biólogos de lá estudaram a população e relataram que hoje tem mais ou menos 150 indivíduos. Então, por isso essa arara não é só brasileira. No Norte, no estado do Pará, Serra de Carajás, há cerca de 500 indivíduos. E na Região de Gerais, onde se encontram os estados de Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia e Goiás, há cerca de 1000 indivíduos. Totalizando 6500 aves, aproximadamente em ambiente natural.
Quando o Projeto começou, a estimativa era apenas 1500 aves para o Pantanal todo, e como pode perceber acima, agora já são 5000. Já podemos perceber que a população do pantanal não apenas aumentou de número, mas também tem expandido para outras áreas onde não era mais encontrada, como cidades mais ao sul do Pantanal e na Bolívia.

Quantos tipos ou espécies de arara-azul existem?
O gênero Anodorhynchus, do qual a arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus faz parte, inclui três espécies de araras: A A. glaucus que está atualmente extinta, pois não é vista há cerca de 100 anos; A A. leari ou Arara-azul-de-lear, que se encontra muito ameaçada na natureza; e a arara-azul do Pantanal. Mas a ararinha-azul Cyanopsitta spixii, que agora só existe em cativeiro, não pertence a este gênero. (Clique aqui se quiser saber mais).

O que elas comem?
Araras-azuis são aves especializadas na alimentação. Comem basicamente castanha de coco. Desde recém nascido, quando comem papinha de coco regurgitado pelos pais, até a fase adulta, quando quebram cocos extremamente duros para comer a castanha.

Quais são os hábitos dela?
Elas acordam 15 minutos antes do sol nascer. Depois, se espreguiçam por uma meia hora. Comem entre 7 horas e 9 horas e descansam, brincam, pousam e voam. Nos horários de sol mais quente, elas só repousam. E às 15 horas, fazem um novo período de alimentação. Voam para o dormitório ainda antes do sol se por.
Araras são aves bastante sociais e por isso, ao longo do dia fazem preening, uma espécie de carinho, que consiste na limpeza de penas desde a base até a ponta. Isso serve para tirar as peles que recobrem as penas em crescimento. Também fazem alopreening (essa limpeza de penas que fazem nelas mesmas). Ficam sempre juntas: família ou bandos. Quando estão reproduzindo dividem a tarefa de cuidado do filhote.

Como se reproduzem e de quanto em quanto tempo?
Elas se reproduzem de julho a dezembro. Esse é o pico, mas alguns casais podem antecipar a postura para junho e outros retardar até dezembro. Ai vão criar os filhotes até março/abril.
A maioria dos casais só se reproduzem a cada dois anos. Outros, se reproduzem todos os anos. Eu não fiz a proporção de cada um ainda.

Está ameaçado de extinção? Por quê?
O status atual da arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus é ameçada de extinção na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicada pelo MMA em 2003 e 2004; é citada como em perigo pela IUCN (União Mundial para Conservação da Natureza) em 2003 e está listada no apêndice I do CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas). As principais ameaças que a arara azul Anodorhynchus hyacinthinus enfrenta atualmente é o tráfico, a descaracterização ambiental (que resulta em perda de hábitat e escassez de cavidades) e a própria característica da espécie que tem baixa taxa reprodutiva.
Apenas para citar um exemplo sobre o tráfico, em Novembro 2004, um traficante foi preso com oito filhotes de arara azul em Corumbá-MS. Menos de 15 dias depois, o mesmo indivíduo foi preso novamente, numa rodovia do interior do estado, com mais dois filhotes. Além disso, através de informações de um pesquisador boliviano, constatamos que ele conseguiu embarcar mais de 10 filhotes de Arara Azul em Santa Cruz na Bolívia, com destino a Colômbia e pelo menos outros 5 foram parar no Uruguai. Assim, verificamos que o tráfico infelizmente continua intenso, exceto no Pantanal, onde se não acabou, pelo menos diminuiu muito. Falamos isso, baseado nas fiscalizações que tem sido mais atuante no estado de Mato Grosso do Sul; da população humana que está mais atenta, informada e por isso faz mais denúncias e pelos resultados das análises genéticas que tem mostrado que as aves apreendidas nos últimos anos tem mais probabilidade de serem do Norte/Nordeste do Brasil do que do Pantanal.

O que é uma ave extremamente social?
É que não vive sozinha na natureza. Vive nos primeiros anos de vida com pai e mãe (que são fies e só se separam com a morte de um dos indivíduos) e quando jovenzinhos vão para um bando de jovens, os teens. Aqui os teens do pantanal chegam a formar bando de até 80 indivíduos, sendo mais comum 14-20. São extremamente dependentes dos pais quando nascem para receber comida e calor. Precisam de cuidados como uma criança. Pais fazem limpeza de penas. Tem conversa específica entre pais e filhos. Eles se reconhecem no meio de um bando…


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Foto: Ivan Dias / AE

Quer aprender a fazer este bichinho para entrar nos seus livros e cadernos?

Clique aqui e veja o passo a passo que o Professor Sassá preparou. Ah, os moldes estão aqui.

Divirta-se e “boa leitura”!

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Na última edição do Estadinho de papel, o Professor Sassá ensinou a fazer um carrinho de corrida com jornal e tampinhas de garrafa PET. Vamos aprender? Clique aqui e veja todos os passos. Corra para a diversão e, se quiser, conte aqui para a gente como foi emocionante criar o próprio brinquedo. Zoom!

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12.fevereiro.2011 08:05:34

Haicai, três linhas de poesia

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A capa do Estadinho desta semana é sobre haicais, os poemas japoneses escritos em três linhas, três versos. Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Depois, siga a leitura com a entrevista do escritor Rodolfo Guttilla, conheça um concurso de haicais e veja que legal é o haiga, técnica simples de poesia feita com fotografias.

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O pesquisador e escritor de haicais, Rodolfo Guttilla, acaba de lançar um livro com 12 poemas japoneses. Em Uno ano inteiro passa ligeiro, são três haicais para cada estação do ano: primavera, verão, outono e inverno. Rodolfo já escreveu vários livros, mas só este especialemte para crianças. Apesar de que, para ele, o haicai não tem idade. Vamos saber que história é essa e um pouco mais? Leia a entrevista abaixo.

Rodolfo, todo haicai pode ser lido por crianças e adultos?
Sim. Na maioria das vezes, o haicai é um poema que toca tanto crianças quanto adultos. O segredo dele é a simplicidade, o fato de procurar falar com todas as pessoas de um único jeito. E ser curto e muitas vezes ter rimas faz com que seja um caminho fácil para quem quer entrar no universo da poesia. Mas pode ter palavras difíceis também. E daí, a criança tem de pesquisar o significado daquilo.

Quando você se interessou por haicai?
Eu tinha 12 anos quando comecei a ler haicais. Meu pai adorava as obras do Guilherme de Almeida, mas eram poesias enormes e eu achava aquilo um pouco chato. No entanto, um dia eu encontrei a obra completa e vi ali no meio alguns haicais que ele tinha feito. Me identifiquei na hora por aquele jeito de fazer poesia. E as rimas eram muito sonoras. Passou um tempão até que, quando eu estava com 19 anos, encontrei mais haicais na obra do Paulo Leminski e da Alice Ruiz. E aí, em em 1986, comecei a fazer haicais por conta própria.

Você se lembra do primeiro haicai que escreveu?
Claro. É assim:
“Aplauso de morte
O pernilongo
Estava sem sorte”

Que livros você já escreveu?
Participei de uma antologia com 100 hacaísta brasileiros. Depois, escrevei Uns & Outros Poemas e o Boa Companhia (que reúne traduções de vários poemas, tem até haicai do Monteiro Lobato e do Érico Veríssimo). E agora fiz o Um Ano Inteiro Passa Ligeiro.

E por que um livro de haicais só para crianças?
Pensei em registrar a memória da criança que eu fui um dia e de todas as crianças que desafiam a linguagem e até a própria desconstrução da palavra. Como diria o Manoel de Barros, a criança é sempre muito palavrosa. E, na realidade, o livro pode ser lido por adultos também.

E qual foi o último haicai que você fez?
É um bem recente, foi durante um café da manhã. É assim:
“A mesa posta
Uma borboleta
- Está servida?”

Que dicas você dá para a criança que gostou deste tema e quer começar a escrever haicais?
Olhar a natureza com humor, tentar enxergar a beleza na imperfeição e ler muito.

O que você quer dizer quando fala de enxergar beleza na imperfeição?
Honrar a simplicidade, uma coisa muito comum na cultura oriental e que, para nós, funciona de um outro jeito. Por exemplo: quando começa a juntar musgo em volta da piscina, a primeira coisa que fazemos é removê-lo dali. Assim como quando o deck vai ficando velho, pintamos logo um verniz por cima, que é para ficar impermeável à sujeira, à água, à velhice. Os japonses fazem ao contrário. Eles aceitam o passar do tempo e as imperfeições, e respeitam muito mais aquilo justamente por ter uma história, um passado, um outro valor. Como dica, digo para olhar e ouvir a voz da natureza, reconhecer que somos parte dessa natureza e não algo que está além dela. Isso ajudo muito na vida como um todo e, principalmente, na hora de criar poesia.

***

CONCURSO DE HAICAIS
Gostou dessa história de haicai? Clique aqui e saiba, então, como funciona concurso infanto-juvenil de poema japonês. O tema do ano é prato típico, as inscrições vão até 8 de julho de 2011, e pode participar quem tem até 15 anos.

HAIGAS
E para ver mais haigas do Rogério Viana, como esse da foto abaixo, é só entrar aqui.

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05.fevereiro.2011 07:10:49

Livros digitais

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A capa do Estadinho de hoje é sobre tablets, os aparelhos eletrônicos que proporcionam um novo jeito de ler.

Para ver a reportagem completa, é só clicar em:

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Além disso, convidamos o editor de Pesquisa e Desenvolvimento do Estadão.com.br, Guilherme Werneck, para contar aos seus pais como os tablets funcionam. Avise eles para ler o texto aqui.

Mas o assunto ainda não terminou. Na edição impressa, falamos que há muitos aplicativos e livros em inglês para o iPad. E é isso que você vê agora. Foram 10 horas de pesquisa na iTunes Store para, então, selecionar as coisas mais legais que encontramos. Divirta-se!

Para começar, fizemos uma busca em “App for Kids”. Recebemos 14 resultados, do qual o único gratuito, para baixar, foi o livrinho MeeGenius, uma coleção de livros clássicos ilustrados:

Continuamos a busca e encontramos Alice in The Wonderland, que, em português, é Alice no País das Maravilhas. O livro é mesmo incrível e custa US$ 8,99 (oito dólares e noventa e nove centavos). O relógio balança conforme você movimenta o tablet, o gato sorri de repente, cartas de baralho voam pela tela… Ah, melhor pararmos de falar e mostrarmos aqui, em vídeo, como é:

Continuando, encontramos um livro que adoramos: Como Treinar o Seu Dragão, por US$ 0,99. Infelizmente, ainda não há recursos de animação. O que você faz é virar as “páginas” para ler a história de Soluço, escolher se quer ou não a narração e rodar as imagens, como se estivessem num álbum digital, o que é bem legal. Veja no vídeo:

Outro que chamou a atenção foi Toy Story. Você pode escolher a narração do aplicativo ou gravar sua própria fala. E brincar com os joguinhos e telas de pintura. Custa US$ 3,99. Veja:

Agora, se você curte dinossauros, encontramos o aplicativo perfeito: a National Geographic Kids Ultimate Dinopedia, uma enciclopédia interativa com 700 dinossauros! Nela, há seus dinos favoritos com perfis atualizados e informações sobre alimentação, fatos engraçados e comparações de tamanhos. Também tem vários vídeos e uma animação em que você pode formar sua família de dinossauros ideal. Para explorar esse mundo, é preciso comprar o aplicativo, que custa US$ 5,99. Olha só:

Depois de ver muitos e muitos livros, e selecionar os que achamos mais bacanas, fizemos diferentes buscas. Usamos as palavras “pet”, “children”, “games”, “enterteinment”, “criança” e “infantil”. E mais um monte de coisas apareceu!

No Sketcher HD, você pode se divertir com um quadro negro digital. Quer brincar de jogo da velha sem usar papel e lápis? Conheça o Chalkboard Pro. Os dois são gratuitos, é só buscar pelos nomes. Lembra da Galinha Pintadinha? Os clipes no iPad custam US$ 0,99. E um jornal do seu cãozinho, já pensou em fazer? O Pet Journal é legal.

Se procurar pela palavra Disney, vai ver que estão lá O Sapo e a Princesa, o Ursinho Pooh e mais 36 resultados, que incluem guias de visitação nos parques americano e francês.

Para o seu irmãozinho ou irmãzinha, indicamos dois aplicativos: o Vila Sésamo, que você deve procurar como Sesame Street, e Thomas e seus amigos, que no iPad está como Thomas and Friends.

Bem, pessoal. Esperamos que todos possam se divertir ainda mais com esse novo jeito de ler. Mas lembramos que, apesar de interativo, ele não é melhor que o livro de papel. É apenas uma forma diferente de ver sua história favorita (e de brincar). Boa leitura!

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Parece até um primo distante do Angry Birds, o game que vai virar filme em março. Mas, na verdade, é a arte que o Professor Sassá ensinou a fazer na edição do Estadinho de hoje (dia 5). Para jogar a peteca, você vai precisar de:

- Lápis
- Tesoura de ponta redonda
- Saquinho plástico
- Arroz
- Caneta permanente
- Cola de E.V.A.
- Retalhos de E.V.A.
- Rolo de papel higiênico

E, então, é só seguir os seguintes passos.

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1 – Recorte um retângulo de 10 cm x 16 cm no E.V.A. e encape o rolo de papel higiênico. Use a cola para fixar.

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2 – Clique aqui para imprimir os moldes. Então, risque todas as partes no E.V.A. e recorte-as.

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3 – Agora, cole o rolinho na base do passarinho. Espere secar.

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4 – Coloque duas colheres de arroz no saco plástico e dê um nó. Depois, jogue o saquinho dentro do rolo e tampe-o totalmente com o círculo de E.V.A.

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5 – <Para o cabelo, recorte um retângulo de E.V.A. de 10 cm x 5 cm e faça franjas. Então, enrole-o e cole-o sobre o rolo.

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6 – Cole os olhos, o bico e as asas. Por fim, faça contornos e detalhes com a caneta permanente. Então, espere secar e chame os amigos para brincar. É só bater a peteca na palma da mão e lançar o passarinho num voo até a mão do outro jogador.

Fotos: Juca Vieira/Divulgação

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Quer acabar com os mostros de uma vez? O Professor Sassá ensina como fazer isso de um jeito divertido.

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Você vai precisar de:
- Fita adesiva
- Retalhos de fita adesiva
- Frascos de xampu
- Folhas de jornal

Antes de começar, clique aqui para imprimir os moldes. Depois, risque e recorte cada parte no verso do vinil adesivo.

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Pegue uma embalagem vazia de xampu e lave bem. Quando ela secar, comece a colar os elementos para formar seu monstro-boliche.

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Cole os olhos e o nariz. Deixe a boca por último, para acertar a altura na embalagem. Ah, não se esqueça de colar os dentinhos dentro.

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Em seguida, faça as bolas. Amasse bem o jornal até formar uma bolinha. Depois, encape-a toda com a fita adesiva colorida. Faça várias: se perder uma, tem mais. E pronto! Agora, é só posicionar os pinos a certa distância e jogar as bolinhas. Ganha quem conseguir derrubar mais peças. Viu como é fácil criar um brinquedo com o que você tem em casa?

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Fazer um baleiro com cara de duende é muito fácil. Você só vai precisar de alguns materiais e depois seguir os passos abaixo. Vamos fazer?

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Materiais:
- Tesoura de ponta redonda
- Olhos móveis
- Cola branca
- Tinta
- Feltro
- Canetas
- Pote vazio
- Bola de isopor
- Pincel

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Passo 1: Corte uma bolinha de isopor ao meio. Atenção: faça isso com a ajuda de um adulto. Depois, pinte-a com a cor de pele que quiser: bege, marrom, amarela, vermelha…

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Passo 2: Recorte no feltro um retângulo de 12 cm x 6 cm, além de dois triângulos para as orelhas e um círculo para o nariz do duende.

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Passo 3: Faça um montinho com a lã, que será o cabelo do seu boneco. Com a cola de isopor, fixe-o na bolinha.

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Passo 4: Agora é a vez do chapéu. Pegue o retânguloe cole-o bem no centro do isopor, cobrindo uma parte do cabelinho.

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Passo 5: Depois de colar o feltro no meio da bolinha, una as duas pontas do retângulo para formar um chapéu pontiagudo. Fixe uma na outra e, por baixo, cole o excesso de feltro. E pronto! Por fim, cole os olhos, o nariz e as orelhas. E faça a boca com a caneta permanente. Depois, é só colar o duende na tampa do pote e enchê-lo de guloseimas ou de clipes. O legal é pegar uma bola de isopor do tamanho da tampa.

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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