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Estadinho

18.novembro.2011 16:21:36

Circuito Estadinho!

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Fábio Freire, em uma de suas apresentações no Circuito Estadinho

 Tem muita música esperando você amanhã (dia 19) no Circuito Estadinho. É que Fábio Freire vai ensinar a transformar objetos em instrumentos musicais! E também a batucar no próprio corpo.

No final, as crianças vão montar sua própria orquestra, com instrumentos convencionais e inventados, e tocar novos arranjos para músicas conhecidas.
Para fazer parte desse show é só aparecer na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos às 15 horas.

Shopping Villa- Lobos – Av. Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros. Grátis.

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06.novembro.2011 11:25:54

Barulhinho bom

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Beto e Juliana não paravam de cantar

O Brasil inteiro foi ao Circuito Estadinho de ontem, dia 5, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon. Calma, não é que tinha gente do País inteiro. É que o pessoal do Conto em Cantos contou histórias vindas de vários estados. Tudo com muita música.

Juliana Offenbecker e Beto Belinatti levaram três caixas coloridas cheias de instrumentos e brincadeiras para fazer a maior festa. Até para falar o nome, tinha música. Juliana se apresentou assim:

“Juliana, ana, catimbirimbana,
Serra matutela de firimfinfana”

E para apresentar o Beto, era:

“Beto, beto, catimbirimbeto,
Serra matutela de firinfinfeto”

E a brincadeira serve para qualquer nome. Olha só. Com Gabriel, que estava na plateia, ficou:

“Gabriel, él, catimbirimbel,
Serra matutela de firinfinfel”

…e assim por diante.

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Juliana e Beto contaram três histórias. Uma de cada lugar do Brasil. Do Nordeste, veio uma sobre o menino que encontrou uma abóbora no mato. Então, ele levou a abóbora para casa para dar de presente para a avó. Mal sabia ele o quanto essa abóbora iria render…

Depois, contaram uma história vinda do Sul, sobre uma moça chamada Orgulina. O Estadinho conta para você (só não vai ser tão legal porque não tem música…):

Orgulina vivia numa casinha bem simples, bem pobre. Um dia, ela foi à fonte para buscar água. Levou um copinho bem miudinho.

Chegando lá, conheceu um velhinho que vivia por ali. Ele disse “Olá, Orgulina, como é que você tá?”

E Orgulina respondeu: “Eu vou indo muito bem, mas… Sabe o que é, a minha casa é muito pobrezinha e eu estou precisando de uns móveis.”

O velho respondeu: “Tudo há de se arranjar.”

Orgulina voltou para casa. No dia seguinte, quando ela acordou, tinha todos os móveis que ela podia imaginar, tudo muito bonito dentro de casa.

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A moça gostou da ideia. Pegou um copo maiorzinho e foi à fonte. “Olá, Orgulina, como é que você tá?”, disse o velho. “Eu vou indo muito bem, mas… Sabe o que é? Eu queria ter uma vaquinha para tirar leite, e uma galinha para me dar ovos.”

“Tudo há de se arranjar!”, disse o velho.

E tudo realmente se arranjou. Orgulina, no dia seguinte, acordou com o som do sininho da vaca e com o cacarejo da galinha.

Depois de um delicioso café da manhã, com leite quentinho e ovos mexidos, Orgulina pegou um copo bem maior e foi à fonte buscar água.

Encontrou o velho. “Olá, Orgulina, como é que você tá?”, “Eu vou indo muito bem, mas… Sabe o que é? Eu preciso de algumas roupas bem bonitas e alguns sapatos.”

“Tudo há de se arranjar!”

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Dito e feito. Quando Orgulina acordou na manhã seguinte, havia roupas e mais roupas em seu guarda-roupas. Então, deu a hora de buscar água. Ela pegou uma jarra bem bonita.

Chegando lá, encontrou o velho. “Olá, Orgulina, como é que você tá?”

“Eu vou indo muito bem, mas… Sabe o que é? Eu ando tão sozinha… Queria muito arranjar um marido.”

“Tudo há de se arranjar!”, respondeu o velho.

Na manhã seguinte, Orgulina acordou com alguém batendo em sua porta. Ela foi ver quem era. Era um homem lindo, feito um príncipe encantado, com um buquê de flores nas mãos. O rapaz se ajoelhou e pediu Orgulina em casamento. Ela aceitou na hora e passou um dia de princesa, bem feliz.

E deu a hora de buscar água. Ela, então, levou um cântaro dos mais elegantes. O velho disse: “Olá, Orgulina, como é que você tá?”

E ela, toda altiva: “Orgulina, não! DONA Orgulina!”

O velho ficou pasmo com a mudança de comportamento da moça. E disse: “Ah, é? Tudo há de virar pó!”

E assim foi. No dia seguinte, não tinha mais móveis bonitos, nem vaca, nem galinha, nem roupas e muito menos marido. E Orgulina teve que engolir o seu orgulho.

***

A última história foi sobre um fazendeiro que plantou um rabanete mágico na horta. Acontece que o rabanete cresceu tanto que ninguém conseguia puxá-lo da terra. Foi preciso um monte de gente (e bichos) para ajudar.

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A Marina tem uma flauta, mas está quebrada!

No final, todo mundo se divertiu de montão. Uma dessas pessoas foi a Marina de Carvalho, de 5 anos. Ela contou que também gosta de instrumentos musicais, principalmente a flauta. “Eu tinha uma, mas está quebrada!”, explica.

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Manuela não gosta tanto de rabanete, assim

Outra que não perdeu um detalhe foi a Manuela de Medeiros, de 4 anos. A história preferida dela foi a do rabanete (se bem que ela não come muito rabanete em casa, não). E o intrumento que ela gosta mais é o violão.

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Se fosse para pedir, Gabriela ia querer uma irmãzinha e um cachorrinho

Já a Gabriela Haefeli Como, de 8 anos, é leitora do Estadinho. Ela até já mandou um desenho para a gente. Ela gostou da história da Orgulina. Gabriela disse que, se conhecesse o velhinho da fonte, ela pediria uma irmãzinha e um cachorrinho. Só que ela já tem irmã, mas são irmãzonas, uma de 12 e outra de 26 anos. “Se fosse uma menininha, eu ia cuidar dela e colocar uma fivelinha no cabelo”, conta.

Juliana, que contou as histórias, comentou sobre a Orgulina: “Eu nunca ganhei nada fácil”, começa. “Acho que é por isso que ela ficou metida.” Mas também gosta da história do rabanete: “Tem coisa que a gente precisa fazer em grupo.”

Sabe uma coisa que é bem legal de fazer em grupo? Ir ao Circuito Estadinho. Tem todo sábado, em uma das unidades da Livraria Cultura. Aqui no blog do Estadinho, você pode ver os dias e endereços. Não perca!

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23.outubro.2011 23:26:55

Adivinhas do baú

“O que é, o que é: um teatro com cadeiras branquinhas e uma bailarina rosada no meio?”  “É a boca”.
A adivinha saiu do baú da contadora de histórias Andi Rubenstein, sábado (dia 22), no Circuito Estadinho. A brincadeira foi na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos e contou com a presença do músico Denis Duarte, além de uma turminha muito animada. Olha só o que eles aprontaram: 

 

                                                                                          Fotos: Fernanda Araujo/AE  68f.jpg

 Andi levou um baú com várias brincadeiras de adivinhação.
Enquanto Denis tocava, ela passava uma borboletinha nas mãos das crianças. Quando a música terminava, a criança que estivesse com a borboletinha pegava uma adivinha dentro do baú.

 

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Todos ficaram de olhinhos atentos. E a borboleta?

 

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Logo veio a delicada borboleta, segura por um pedacinho de arame.

 

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As amigas Teresa Navarro Sanches e Tayna Liberato Velho, ambas de 6 anos,
se encontraram no shopping e foram direto para a livraria.  Muito empolgadas, elas contaram que são veteranas no Circuito Estadinho.

 

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Luiza Conte
, de 8 anos, também foi com um amigo, Gustavo Marques Yamamoto, de 8 anos.
“Hoje teve Expoarte na minha escola e eu chamei o Gustavo para ir comigo”, disse Luiza. E Gustavo curtiu o programa: ”Já vi a Andi contar várias histórias aqui. Ela é divertida”.

 

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A Luiza tirou do baú uma adivinha sobre galo. Mas não foi o único galo da tarde.
Entre uma brincadeira e outra, Andi contou a história de Marieta, uma mocinha que só conseguiu se casar com o príncipe com a ajuda de um galo muito misterioso. 

  

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Felipe Silva Coutinho
, de 4 anos, não perdeu nenhum detalhe.

 

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 Já a irmã do Felipe…. Julia Silva Coutinho, de 1 ano, ficou só passeando.
Parou apenas para fazer uns desenhos nas pernocas.

  

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Enquanto isso, Pedro Henrique Valassi Laguna, de 1 ano, também dava sua contribuição, convocando todos a sentarem: “Senta, senta, história”.
 

 

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Denis ensinou uma música com percussão corporal.
Batendo no peito, nas pernas, nas bochechas e nas mãos.

 

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E do lado direito do tapete teve até gente grande tentando acompanhar a coreografia do Denis.

  

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Mariana Carneiro
, de 7 anos, assistiu a tudo lá do fundo, no colo do pai.

 

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Mas a irmã, Isabel Carneiro, de 3 anos, retocou o batom e foi se sentar lá na frente.

  

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Ana Cecilia levou as filhas Helena Benain, de 4 anos, e Marina Benain, de 8 anos,
além das sobrinhas Giovanna Lucchese e Polyana Lucchese, ambas de 10 anos.

 

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Ao lado da mamãe Rúbia e das bonecas, as gêmeas Maitê Pissinatti Arcanjo da Luz

e Aimê Pissinatti Arcanjo da Luz, de 2 anos,  também adoraram a atividade.
Principalmente a história do anel.

  

E semana que vem tem mais um Circuito Estadinho. Vai ser dia 29 de outubro, às 15 h, na Livraria Cultura do Shopping Market Place, com a Cia. Conto em Cantos. Esperamos vocês!

 

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Já pensou em fabricar o seu próprio instrumento musical? O Professor Sassá ensinar a fazer um pau de chuva (uma espécie de chocalho) usando coisas que em toda casa tem: rolo de papel toalha, pedrinhas ou grãos de arroz e feijão.

Clique aqui para ver.

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Vidro quebrado, guarda que apita, despertador tocando, latido do cão, buzina de caminhão. Galo que canta, água da cachoeira, todos os barulhos do mundo, quantos são?

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Fotos: Thais Caramico/AE

E o que faz o violão, a viola, o teclado, o pandeiro, o tambor, a flauta, o seu corpo? O quê? Isso mesmo! Seu corpo faz um bocado de sons. Ou você nunca assobiou, bateu palmas e pés, estalou os dedos, brincou de puxar sua bochecha por dentro da boca ou dobrar a língua e fazer de conta que é um cavalo galopando?

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No Circuito Estadinho do último sábado (dia 21), o músico Fábio Freire aproveitou cada barulho para transformar o encontro, que aconteceu às 15 h, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, em um show musical.

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As crianças (e os pais) se divertiram muito ao descobrir todos os sons do corpo e da maleta de instrumentos que Fábio levou. Sobre alguns, ninguém nunca tinha ouvido falar. Depois, Fábio contou que inventou boa parte deles. Como esta flauta aí embaixo, feita com caninhos de PVC.

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Yasmin Nachbar, essa loirinha no canto direito da foto, tem 9 anos, faz aula de flauta e aprovou esse encontro! “Vou poder falar para os meus amigos que eu vim aqui e foi muito legal.” Agora, dê uma olhada nesse chocalho, criado a partir de garrafas PET. “Basta cortá-las, fazer tiras como se fossem franjas e raspar um no outro para tirar o som”, ensinou Fábio.

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No repertório, tinha música de tudo quanto é jeito. Até O Pato, do Toquinho, ganhou uma nova versão. No ritmo do rock, o pessoal levantou do chão e dançou fazendo movimentos de air guitar. A letra, linda, continuou a mesma. E, como muito provavelmente você deve conhecer, vamos relembrar pelo menos o som que ele faz? É assim… “Lá vem o pato, pato aqui , pato acolá (quack, quack). Lá vem o pato, para ver o que é que há (quack, quack).

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Mas o que todo mundo amou de verdade foi poder tocar tudo o que havia pela frente. Era como o ensaio de uma orquestra maluca e divertida. Lívia Tatibana, de 4 anos, é superfã da música Borboletinha. “Venho todo fim de semana no Circuito Estadinho, eu adoro música”, disse um pouco envergonhada, mas com esse sorrisão no rosto.

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Mariana Kie Sasahara Shimada, de 3 anos, manteve os olhos atentos e mandou superbem no chocalhinho. “Ela é louca por música. Presta atenção até mesmo nas sinfônicas que passam na televisão”, disse a vovó.

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Chlöe Marie Dubois, de 10 anos, até já conhecia o músico e adorou participar. “Eu tive aula com ele na Casa do Teatro. E hoje foi legal porque, além de ser muito interativo, ele dá os instrumentos para as crianças mostrarem que som sai deles”, disse.

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E os irmãos Helena, de 6 anos, e Antonio Morais, de 8, que vieram de Jundiaí só para o “show”? “Foi muito legal poder tocar em tantos instrumentos”, disse a garotinha.

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“Eu achei legal conhecer todos de percussão. E confundi o violão de sete cordas com a viola caipira. Agora já sei como ela é”, disse Antonio.

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No final, Fábio colocou tudo de volta na mala e foi divertido ver como todas as crianças deixaram o local animadas, ainda explorando o próprio corpo para ver que ritmo saía de cada lugar.

Na semana que vem, o Professor Sassá vai ensinar a fazer a um sapo que pula. Com copos plásticos e alguns recortes, você vai criar um brinquedo simples para levar para a casa. Quem sabe você não treina bastante o som que ele faz e sai do evento com um brinquedo completo, que pula e fala? Aliás, como é mesmo o barulho do sapo?

O Circuito Estadinho vai ser às 15 h, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, e você já está convidado! Apareça!

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Crianças brincam com instrumentos durante a apresentação da contadora de histórias Fernanda Ribeiro, no Circuito Estadinho do dia 19 de fevereiro. Crédito: Fernanda Araújo/AE

O Circuito Estadinho de amanhã (dia 21) está cheio de ritmo. Com o músico Fábio Freire, ex-Barbatuques, a área infantil da Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos vai se transformar em sala de música. É só chegar às 15 h e participar do “show”, no qual  os instrumentos serão nada mais que o seu próprio corpo.
Fábio deve levar material de apoio, como  flauta feita de cano de PVC, tamborim, chocalho, triângulo, reco-reco e agogô. Porém, a ideia é sentir a vibração de diferentes sons para, então, encontrar cada um deles nos movimentos da boca, das mãos e dos pés. Batuca o corpo daqui, batuca o corpo de lá, vamos ver no que vai dar?

É amanhã: Circuito Estadinho na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4.777). Grátis, às 15 horas.

E prepare-se: No dia 28/5, o Professor Sassá irá ensinar a fazer um sapo que pula. Vai ser na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, às 15 h.

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A reportagem de capa desta semana traz dicas de como se preparar para o carnaval. Assim, você tem até o próximo sábado, dia 5 de março, para fazer sua fantasia, criar instrumentos para a sua bandinha e até pensar em compor uma marchinha. Até o Professor Sassá entrou na bagunça com sua máscara de pratinho de papel.

Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Mas antes, entre no clima do zum-zum-zum com a marchinha do Estadinho, criada pelo Furunfunfum.

Página 1
Página 2
Página 3 (Clique aqui para ver o molde das fantasias)
Página 4

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Música de sucata

Gostou dos instrumentos criativos da página 2? Eles foram feitos pelos irmãos Érico (5 anos), Lior (8) e Caubi Karman (10), alunos do Grão do Centro da Terra, uma escola de artes integradas que tem um curso anual muito bacana. Eles chamam de artes integradas porque reúne música, teatro, dança e artes plásticas. Ali, tudo vira brincaderia e expressão. Um cano se transforma em corneta, um rolo faz papel de espada e por aí vai. A ideia é que a criança possa soltar a imaginação, vivenciar e enxergar a arte do jeito dela. Dê só uma olhada nos garotos para ver como estão felizes! (Foto: Filipe Araújo/AE)

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Chocalho para vestir

E por falar em arte, você já ouviu falar de um artista chamado Hélio Oiticica? Para ele, a arte também estava nos olhos de quem a via. E foi pensando nisso que visitamos o Colégio São Domingos para ver o que o Oiticia tem a ver com o carnaval, outra forma de arte. “A ideia foi pesquisar os sons do corpo e criar instrumentos a partir do que a gente tinha aqui na escola”, conta a professor de música Mônica Huambo. (Fotos: Thais Caramico/AE)

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Assim nasceu o “carnangolé”, este chocalho (da foto) para vestir, inspirado no Parangolé, uma obra de arte do Oiticica, feita de capas, estandartes e bandeiras para vestir.
Assim como a obra do artista, os sons do chocalhos são revelados conforme as crianças se movimentam. “Se a criança roda, faz um som. Se pula, é outro. O legal é vivenciar, sentir como a ação faz diferença a expressão do corpo, quanto maior,  influencia no som final” conta a professora.
Durante um mês, a turma do 2º anos desenvolveu seus chocalhos para vestir assim: os alunos trouxeram um pote de iogurte vazio, encheram com coquinhos e sementes de árvores do pátio da escola, perceberam que aunto menos coquinho, o som é mais agudo e quanto mais coquinho, o som fica grave. Depois, fecharam e decoraram o objeto com tecidos. Amarraram um elástico nesses panos para, então, prendê-lo ao corpo de várias formas.

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Mônica ajudou João Pedro a vestir o instrumento

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Olha ele aí fazendo um som!

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Tiago achou o brinquedo legal porque faz muito barulho. E disse: “Quando você corre, ele vem atrás como se fosse o rabo de um cachorro”

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Daniel preferiu colocar no pescoço e girar a cabeça

Enquanto isso, o 4º anos compôs uma marchinha bem legal, inspirada na música Renascer das Cinzas, do sambista Martinho da Vila. E tudo para apresentar no festival do colégio, que acontece hoje. “Foi pensando na tragédia da chuva que tomou conta da região serrana, no Rio de Janeiro, que começamos a discutir uma letra de música a partir das coisas que seriam importantes para a gente, como se fosse mesmo uma mensagem que tivesse a ver com esperança”, conta Mônica. A música levou o nome de Amigo Rima Contigo. E a letra ficou assim:

“Vamos fazer novos amigos
Fazer de tudo pra ser possível
Rever as histórias da vida
Voltar no tempo
Fazer uma nova ida”

Ao som de uma marcha, que não é a mesma batida do samba, a música ganhou melodia e ficou bem legal! Se quiser conhecer outras marchinhas, pesquise por nomes como Chiquinha Gonzaga e Braguinha, dois grandes artistas reponsáveis por, até hoje, levar mais alegria e ritmo carnaval. E para ouvir a música do Martinho da Vila, clique aqui.

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Lila mandando ver no pandeiro

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E teve mais batuque!

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No final, Jonas pegou o microfone e fez um beatbox (aquela percussão vocal do hip-hop)

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Festa do Papangu

Para continuar a leitura pelo mundo divertido das festas de carnaval, vamos falar dos papangus. Se nunca ouviu falar, ao menos agora já conhece a cara dele. E não precisa se assustar! Na capa do livro abaixo há sete papangus.

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Mas quem são esse seres fantasiados que costumam aparecer nos dias de carnaval, que não dão sossego nem na Quarta-Feira de Cinzas?

“Nos tempos de antigamente,
no dia da procissão
da Quarta-Feira de Cinzas,
sempre tinha confusão.
Ali, no meio do povo,
bagunçava a molecada,
desrespeitando o cortejo
com as suas gargalhadas.
Era tanta gritaria
arruaça, perturbação
que o jeito foi inventar
um certo bicho-papão.
O seu nome é papangu:
protetor da procissão”

Assim começa o livro Quem Tem Medo de Papangu?, escrito por Goimar Dantas e ilustrado por Claudia Cascarelli. A autora é neta de papangu e, portanto, entende um bocado do assunto. Foi ainda criança, na pequena cidade de Japi, no Rio Grande do Norte, que descobriu que seu avô se vestia como tal. No livro, ela conta um pouco de suas memórias de infância. E narra, em versos, a história desse personagem tão divertido e misterioso do Nordeste, que é o papangu.
Hoje, às 11h, haverá lançamento do livro (R$ 23), com contação de história e oficina de máscaras, na loja da Cortez Editora: R. Monte Alegre, 1.074, Perdizes, São Paulo. O evento é gratuito.

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E atenção: o carnaval continua por aqui. Fantasia é o tema do Circuito Estadinho de março, que acontece todo sábado, às 15h, em alguma loja da Livraria Cultura. Dê uma olhada na programação:

  • 5/3: o artista plástico Lollo fará soldados e Cleópatras de papel ondulado na Cultura do Bourbon Shopping.
  • 12/3: contação de histórias e oficina “O que é um monstro?”, com Veronica Gentilin na Cultura do Market Place.
  • 19/3: o Professor Sassá vai fazer uma oficina de máscaras na Livraria Cultura do Market Place.
  • 26/3: na Cultura do Shopping Villa-Lobos, contação da história “Uma tarde inventada”, com Andi Rubinstein e Renata Mattar.

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18.outubro.2010 16:57:52

Foi de fazer barulho

Ontem foi um dia dedicado à música, em São Paulo. E o Estadinho foi lá conferir de perto que bagunça era aquela que estava reunindo as quatro bandas infantis mais legais em um único festival. (Fotos: Thais Caramico/AE)

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O Natura Nós começou com o show do Pequeno Cidadão. Já na primeira música, que leva o nome da banda, uma grande empolgação tomou conta do lugar. Coreografias feitas pelo grupo eram repetidas pelo público. E não teve uma pessoa que não mexeu o esqueleto na hora em que Estelinha, filha do músico Edgard Scandurra, subiu ao palco e sambou sem parar enquanto cantava O Uirapuru (representado por este pássaro branco e gigante da foto).

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Clara Almeida Baptistão, 8 anos e chapéu colorido aí embaixo, também achou que a primeira música foi a mais legal. E depois topou o desafio de repetir três vezes a frase Larga a Lagartixa, um trava-língua que também é nome de uma música deles. Quer brincar? Então repita agora, três vezes e bem rápido:

Larga a Lagartixa
Larga a Lagartixa
Larga a Lagartixa

Deu certo? Se você começou a rir bem no meio, é sinal de que está indo bem…

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Entre um show e outro, malabaristas, artistas circenses e capoeiristas demonstravam suas artes no gramado da Chácara do Jockey. Pequeno Cidadão deixou o palco para dar lugar ao grupo Palavra Cantada. Com poucos minutos de intervalo, a turma aproveitava esses segundinhos para fazer um lanchinho até o próximo show começar.

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As amigas Miranda (6 anos), Olívia (8 anos), Carolina (3 anos) e Ananda (10 anos) estavam achando o máximo ter um festival só com música infantil. E olha que elas ainda nem tinham ouvido o álbum novo do Pato Fu, feito com instrumentos de brinquedo… “Mas o Pequeno Cidadão toca sempre no meu carro”, disse Miranda.

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E se você, por acaso, não quisesse prestar atenção nas músicas, podia aproveitar para se divertir nas oficinas de arte. Ana Gabriela da Mata Marion dos Santos, de 4 anos, fez uma máscara para o rosto e ainda personalizou as cores, usando azul nas abas. Seu irmão gêmeo, Eros Junior, preferiu fazer uma máscara verde, mas avisou: “Não sou palmeirense. Eu torço para o Corinthians”. O irmão mais velho, Guilherme, gostou mesmo da máscara de tubarão. “E dos shows, claro.”

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O sol ajudou a fazer com que toda a galera estendesse uma toalha no chão e curtisse em família. Principalmente as músicas do Palavra Cantada, que todos os pais e filhos sabem de cor. Quer adivinhar qual foi a letra mais cantada? É sobre um tipo de comida que todo nenê conhece bem… Sopa!!!

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Depois do Palavra Cantada, o Pato Fu entrou para surpreender a todos com seus instrumentos pequeninos, mas que faziam um som muito legal! E foi a vez de os pais se divertirem ainda mais que as crianças. É que no repertório da banda tem músicas de Rita Lee, Roberto Carlos, Paul McCartney, Tim Maia e até Elvis Presley. Além dos brinquedos sonoros, dois bonecos do grupo de teatro Giramundo participam do show.

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Para fechar o dia, Adriana Partimpim subiu no palco, que estava recheado de cor e alegria (uma lembrança boa que todos puderam levar para casa).

Quer saber mais sobre essas bandas? Clique aqui e veja a reportagem feita pelo Estadinho há duas semanas. E depois, confira uma lista de música para vários momentos do dia, como a hora da escola, de dormir e de brincar.

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Preparamos uma lista de músicas para ouvir em alguns momentos da vida. Algumas são para a hora de brincar, outras são para a hora da escola e tem até para a hora de dormir. Clique nas imagens para descobrir as músicas para…

Pequeno Cidadão

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…ouvir antes de dormir: Meu Anjinho

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…jogar bola na escola: Futezinho na Escola

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…quem não é mais bebezinho: Tchau Chupeta

Palavra Cantada

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…crescer fortinho: Sopa

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…quem não quer dormir à noite: Trilhares

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…esperar a hora do almoço: Fome Come

Pato Fu

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…apreciar a natureza: Primavera (Vai Chuva)

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…acabar com as guerras: Todos Estão Surdos

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…chacoalhar a cabeça: Live and Let Die

Adriana Partimpim

trenzinho_500.jpg
…viajar: Trenzinho Caipira

o_homem_deu_nome_500.jpg
…aprender o nome dos bichos: O Homem Deu Nome a Todos Animais

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Uma turma de criança joga bola na quadra, ao lado da horta, enquanto um grupo de meninas estica as pernas na parede. No outro canto, o professor ensina box e fareja que, da cozinha, logo vai sair coisa boa.

casa8

 Na Casa Movimento todo dia é assim. Inaugurado há dois meses, o espaço reúne esportes, aulas de culinária, ioga, música, ginástica postural e artes.

=casa9

A partir de hoje (dia 5), e durante todo o período de férias, há atividades específicas para crianças de 4 a 7 anos e para crianças de 8 a 12.
 

Casa Movimento. R. José Maria Lisboa, 1.342, Jd. Paulista, (011) 3081-6513, São Paulo. Segunda a sexta , das 9 h às 12h15 ou das 14 h  às 17h30. R$ 135, por meio dia (manhã ou tarde). Até 30/7.

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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