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Estadinho

07.maio.2011 07:00:03

Invasão na Terra

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Fotos: Ivan Dias/AE

Já faz alguns meses que a exposição Planeta Inseto invadiu o Museu do Instituto Biológico, em São Paulo. E o sucesso tem sido tão grande que ninguém quer sair de lá. A Barata de Madagasgar, por exemplo, é uma queridinha. Assim como o Bicho-Pau, disfarçado de galho de goiabeira.

Para ver isso de perto e escrever  a reportagem de capa desta semana, o Estadinho visitou o espaço e agora conta algumas curiosidades malucas sobre os seres mais populosos e pouco conhecidos do planeta. “A gente costuma associar inseto à sujeira, mas não é assim. Os insetos são superimportantes para várias áreas, inclusive na polinização de plantas e na reciclagem de nutrientes do solo. A ideia de montar a exposição foi para desmistificar essa história e ainda aproveitar toda a experiência que temos aqui”, diz Antonio Batista Filho, diretor geral do Instituto Biológico.

Clique nas páginas abaixo para ler a matéria completa:
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A visita foi surpreendente, pois o próprio local é encantador. O museu tem um jardim bem espaçoso e cheio de árvores. Dentro dele, os insetos convivem em pequenos viveiros, onde é possível observar e aprender sobre cada um. Tem barata, besouro, borboleta, mariposa, vespa, bicho-pau, bicho-da-seda e muito mais. E você não vai acreditar: as baratas apostam corrida! Isso mesmo, no baratódromo, cinco seres limpinhos correm enquanto você fica torcendo do lado de fora. É muito legal!

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Durante a visita, encontramos as duas turmas acima da Escola Alecrim, que estavam se divertindo e aprendendo muito. As crianças andavam de um lado para o outro e, mesmo quem tinha medo, no final teve coragem de fazer carinho nos insetos e acabou vendo que eles são apenas parte da natureza, não fazem mal. Que fique claro: é verdade que alguns bichos são sujos, como baratas que vivem em esgotos. Mas, ali, todos são de cativeiro, limpinhos.

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Quando a visita monitorada terminou, sentamos em roda para conversar com as crianças. E quase todo mundo gostou mais das baratas e do bicho-da-seda. A Lila, por exemplo, disse: “Ele é fofo”. Está vendo esta garotinha de braços levantados? Ela é a Ana, uma das mais corajosas que já conheci. Não tem medo de nada e adora o barulhinho que a barata faz: “Parece que ela tem couro”, disse. E ela ainda disse que costuma comer minhoca frita e pirulito de larva em São Roque. “Lá, a gente adora comer bicho, principalmente barata d’água. E, na sobremesa, é uma delícia frita com banana e caramelo.”

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Corajosos também são esses dois aí de cima: o Caio e a Anita. Olha só como eles brincam com a fêmea Bicho-Pau. Ela é bem maior que o macho porque carrega o aparelho reprodutor. Mas é bem boazinha e tem passos lentos e cheios de ginga. As crianças até cantaram para ela enquanto a seguravam. E não é que ela parecia estar dançando? Mas o que a Anita mais gostou (e olha que ela pegou todos os bichos, hein?) foi o bicho-da-seda. “Ele é bem macio, parece minha calça”, ela disse.

Caio, que viaja todas as férias para o Japão, ainda confessou que adora uma baratinha do mar bem frita, mergulhada no shoyu.

Eca? Eca, nada! Comer insetos é muito mais comum do que se imagina. Há cerca de 1.800 espécies utilizadas na alimentação, em 120 países. Na página 3 da reportagem, a gente explica isso direitinho. Mas, como o assunto é amplo, aqui embaixo você tem informações extras. Olha só!

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Foto: João Rural/Arquivo pessoal

Em toda a região do Vale do Paraíba, a farofa de formiga içá é uma iguaria. O culinarista caipira João Rural conta que a içá foi citada por vários viajantes já no século 17 como o prato predileto dos índios e, depois, dos bandeirantes e tropeiros. “Resistiu ao tempo, mas com um pouco de preconceito nas décadas de 70 e 80 do século passado. Agora, é pesquisa obrigatória da alta gastronomia, dos grandes chefs de cozinha e pesquisadores”, diz.

A içá faz sua revoada entre outubro e novembro, dependendo do clima. Elas acasalam com o sabitu (o macho) em pleno voo. Depois, ele morre e elas caem para fazer um novo formigueiro. Nesse momento de queda é que são capturadas.

E você sabe como é que se come içá? João Rural ensina. Mostre a receita para um adulto e, se houver interesse, vá até a região do Vale, pois muita gente congela a formiga para ter farofa o ano inteiro. Então,  aventure-se a provar algo diferente.

Receita
O mais difícil é caçá-las. Feito isso, saem as asinhas e a cabeça, pois somente as “bundinhas” (onde estão as ovas) serão preservadas. Lave bem e deixe secar. O próximo passo é colocar um pouco de banha em uma panela de ferro, uma pitadinha de sal com alho e, então, fritá-las. Cuidado, elas cozinham rápido e não podem queimar.  No final, adicione farinha de mandioca para fazer a farofa. “E, se quiser incrementar, coloque tomatinhos caipira e bacon”, diz o culinarista caipira.

Para visitar a exposição:
Museu do Instituto Biológico. R. Amâncio de Carvalho, 546, V. Mariana, (11) 2613-9500. Das 9 horas às 17 horas (fecha 2ª). Grátis.

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10.dezembro.2010 16:18:45

Sem repelente

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O Museu do Instituto Biológico reabriu esta semana com a exposição “Planeta Inseto”. E para avaliar o local, convocamos uma equipe muito valente. Na turma estava Isabela Mascarenhas Terçariol, uma corajosa repórter de 4 anos que fez até pose para mostrar o besouro, um inseto que tem uma espécie de estojo para guardar suas asas.   

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 As crianças também apuraram o conteúdo das bandejas: bichos-da-seda em vários estágios

 

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 Isadora Mascarenhas Terçariol, de 6 anos, adorou a barata de Madagáscar.
Só ficou chateada com os pernilongos que, revoltados por ficarem de fora da exposição, picaram suas pernas.

 

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Do lado de fora da casa, insetos gigantes, de mentirinha, tentam invadir o espaço.

 

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Em outro espaço, João Prado Rabello, de 8 anos, mostrou que sabe das coisas:
“Na caverna, além de morcegos, há insetos cavernículas”.

 Para ver o vídeo da turma, clique aqui

Museu do Instituto Biológico. R. Amâncio de Carvalho, 546, V. Mariana, 2613-9500. Das 9 horas às 17 horas (fecha 2ª). Grátis.

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  • kauane: parabens muito esclarecedor e interesante
  • kauane: tambem gostei muito vou comentar com meus colegas de casse
  • quico: tb n entendi.
  • Julieta Miho Yamate: Angela Lago: seus livros pulsam a vivacidade e a perspicácia de uma criança. Seus desenhos e...
  • Marlene Mendes: muito legal. vou fazer para os meus alunos. ADOREI !!!!!!!!

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