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Estadinho

23.julho.2011 07:00:19

Literatura indígena

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Todas as histórias levam a gente para um lugar mágico, nos fazem sonhar. Mas quando se trata de animais misteriosos da natureza, lendas, mitos das florestas contados e recontados por velhos sábios e ensinamentos sobre o universo que somente os povos indígenas, dentro de suas aldeias, sabem passar, parece que é tudo mais interessante. É que, de fato, essas florestas existem e, muitas vezes, os super-heróis dali são reais!
Livros escritos e ilustrados por índios são cada vez mais comuns. Há grupos de autores envolvidos em levar para todas as sociedades a rica cultura indígena. E, apesar de as histórias serem centenárias, há agora um interesse maior nesse gênero da literatura. É só reparar na biblioteca do seu colégio ou nas prateleiras das livrarias!
Na reportagem de hoje, o Estadinho mostra uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku e outra com a artista Vãngri Kaingáng. E ainda conta a lenda da criação de um povo indígena, além de dar dicas de livros.
Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Feito isso, conheça melhor a história das obras selecionadas e visite um portal indígena, criado especialmente para crianças.

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Há muitos livros com histórias indígenas (feitos por índios ou não). Recomendamos alguns aqui.

1) Pindorama – Terra das Palmeiras
Muito antes de os portugueses desembarcarem no Brasil, os índios já estavam aqui. Naquela época, o 19 de abril nem era comemorado como Dia do Índio, porque todos os dias eram deles. Afinal, não havia outra sociedade, não é mesmo? No livro Pindorama, a escritora e ilustradora Marilda Castanha conta como tudo funcionava. Ela ainda revela como é que o povo indígena se comunicava com os espíritos, como era a vida na aldeia e como a relação com a natureza era tão importante, a ponto de ditar as regras do lugar. O bebê, por exemplo, não levava nove meses para nascer e sim dez luas. Técnica de pesca, confecção de instrumentos, pinturas corporais, artesanato e rituais também estão no livro. É uma obra muito rica, com textos e ilustrações para lá de interessantes, que toda criança, assim qualquer adulto, deveria ler. Para se ter uma ideia, o indígena e escritor Daniel Munduruku, na orelha do livro, diz: “Fiz uma longa viagem para dentro de mim como se quisesse fazer um retorno ao começo de tudo, para não esquecer de onde vim e de onde veio o nosso Brasil, solo sagrado que a todos acolheu e que, agora, pede nossa acolhida para não ser tragado pela ganância e ambição que o vão destruindo.”

Autora: Marilda Castanha
Editora: Cosac Naify, R$ 29

2) Histórias de Índios
Por falar em Daniel Munduruku, este é o primeiro livro dele. Mais do que isso: é o primeiro livro sobre a cultura dos índios escrito por um indígena. Após contar suas histórias como educador, uma criança perguntou onde seria possível ler sobvre o que ele dizia. Foi quando caiu a ficha e Daniel pensou: “Vou escrever um livro”. Ele reuniu alguns textos que mostraram a vida de um Munduruku (nome de sua etnia e, portanto, sobrenome de toda pessoa que nela nasce). Enviou o material para algumas editoras e a Cia. das Letrinhas publicou. O livro completa agora 15 anos, e está em sua 15ª edição. Nele, Daniel apresenta Kaxi e o seu povo. Além de mostrar a rotina na aldeia, na segunda parte do livro ele relata suas experiências no mundo dos brancos, com humor e sabedoria.

Texto: Daniel Munduruku / Ilustração: Laurabeatriz
Editora Cia. das Letrinhas, R$ 36

3) O Livro das Cobras
A cobra é uma animal sagrado na cultura indígena, considerada um símbolo da sabedoria. Nesse livro, Stela Barbieri e Fernando Vilela apresentam três contos de cobra: um indiano, outro africano e, por último, um indígena. O nome dele é Como surgiu a noite. Está com medo? Não fique! A história é muito interessante e começa assim:
“No princípio do mundo, só havia o dia. As pessoas não tinham a noite para descansar e, por isso, trabalhavam o tempo todo, ficando exaustas.
Quando estavam muito cansados, homens, mulheres e crianças deitavam na rede para cochilar, mas não conseguiam, pois o calor era infernal e a claridade muito intensa, de modo que era impossível ficar deitado mais do que algusn instantes.
Como dormiam pouco, brigava à toa e não tinham disposição para nada.
No meio da floresta, havia uma aldeia onde vivia um rapaz que era muito corajoso. Um dia, chegou da mata decidido a encontrar a noite. Então, foi falar com a mãe dele, que era muma mulher sábia, conhecedora de todas as ervas e mistérios da floresta”.
Então, como você acha que essa história continua?

Texto: Stela Barbieri/ Ilustração: Fernando Vilela
Editora DCL, R$ 28

4) Histórias que Li e Gosto de Contar
Mais um livro de Munduruku, nesse ele compartilha histórias que leu e ouviu em diferentes momentos de sua vida, com o povo Munduruku e outras etnias. O escritor sempre gostou muito de ler e, portanto, de ouvir histórias. E desde criança, vem acumulando sabedoria através desses relatos. No livro, cinco contos retratam os valores dos primeiros povos que habitaram as terras brasileiras. Logo de cara, em E Deus viu que tudo estava bom…, ele reconta a criação do mundo segundo a visão dos povos hebreus. E é muito interessante poder imaginar que “no princípio de tudo, nada havia. A Terra não tinha forma alguma.”

Texto: Daniel Munduruku / Ilustração: Rosinha
Editora Callis, R$ 26,90

5) Uma História Guarani
Para os guaranis, o animal mais sagrado é a aranha. É ela quem protege os recém-nascidos e cura feridas com sua teia. Mas não é nada fácil conseguir um pouquinho desses fios preciosos, que se desmancham até mesmo com os ventos mais frágeis. Nesse universo fantástico, um jovem índio guarani deve se tornar um homem bravo, admirado pela aldeia a ponto de merecer e conquistar o coração de uma jovem que sempre o esperou.
Entre as lendas guaranis mais famosas, esse rito de passagem da cultura indígena sul-americana é mostrado com poesia e ilustrações simples e muito sensíveis pela uruguaia Alicia Baladan.

Autora: Alicia Baldan
Edições SM, R$ 28

6) Mondagará
Roni, o escritor, reconta aqui uma história que seu avô costumava contar. Imagine que, neste conto, havia um velho narrador que queria mostrar para toda a comunidade o surgimento e a diversidade das cobras no mundo da floresta. Na verdade, o povo sabe que as cobras (e outros répteis) são seres muito importantes que, no passado, viveram junto ao Criador e, portanto, sabem tudo sobre o mundo. O mistério desse bicho envolve a história toda, que fala ainda sobre sentimentos e memórias ancestrais. No final do livro, um glossário de 16 palavras explica ainda mais sobre esse povo.
Roni Wasiry Guará, o escritor, é um indígena que nasceu em Boa Vista do Ramos, Amazonas, e pertence ao povo Maraguá (que habita o Maraguapi, uma reserva do rio Marimari, também no Estado do Amazonas).

Texto: Roni Wasiry / Ilustração: Janaina Tokitaka
Editora Formato, R$ 29,70

 

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Gostou dos livros? Conheça agora o site que está na foto acima! Ele se chama Povos Indígenas no Brasil e é feito para crianças. Além de vídeos e jogos, ele explica como os portugueses chegaram ao Brasil (e o que encontraram), quantos povos indígenas existem no País, onde eles vivem e mais um monte de coisas interessantes.
Recentemente, o site levou o terceiro lugar na categoria Digital e Interativa do Festival Prix Jeunesse Iberoamericano. Quer saber mais sobre esse assunto? Visite, então, o ComKids, que promove e produz conteúdo audiovisual dos bons para o público infantil e juvenil.

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Em fevereiro, o Estadinho fez uma reportagem para falar dos livros e aplicativos legais que já estavam disponíveis para os tablets. A gente sabia que a oferta ainda não era muito grande, mas apostamos e acertamos: neste ano, você vai ouvir falar muito sobre o assunto. Primeiro porque muitas escolas já estão adotando a ferramenta como material em sala de aula. E em segundo porque as editoras de livros infantis estão se mexendo para apresentar opções e mais opções para as crianças.

A novidade de hoje, fresquinha, é que a Manati acaba de colocar Os Três Porquinhos e Chapeuzinho Vermelho na loja da Apple. Cada livro custa US$ 2,99 (dólares, hein?). Uma vez baixado, ele entra para o tablet e é seu para sempre!
As histórias clássicas ganharam versões lúdicas e interativas nas mãos da ilustradora Mariana Massarani e da escritora Bia Hetzel. E apresentam, além de narrativas divertidas, joguinhos como quebra-cabeça e páginas para desenhar (com direito a enviar sua arte por e-mail, comos e fosse um cartão-postal digital).

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A nova versão é supercolorida e está cheia de surpresas. Até os Porquinhos ganharam novos nomes: Didi, Dodô e Dudu. Não dá para ler as histórias, só ouvir. Mas é muito engraçado reparar no sotaque dos narradores. Você pode escolher ouvir o conto na voz da mãe dos Porquinhos, que no tablet soa como uma mineirinha, ou então na voz do Lobo Mau, com fala de carioca!
Aliás, se você quiser inventar sua maneira de contar a aventura dos irmãos, vá em frente! Basta imaginar e colocar para gravar (o aplicativo dá a opção de armazenar suas falas).
Uma opção legal é o jogo da memória. Se você acerta, há uma salva de palmas bem bacana para você! E outra opção é dirigir o Lobomóvel e descobrir os segredos do Lobo: vale buzinar e fuçar no porta-luvas.

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Não se intimide e dê um toque em cima de todos os personagens e objetos: o telefone toca, Chapeuzinho dá oi, a barriga do Lobo ronca, a máquina de costura faz um barulhão… tem até som de beijo que vem da boca da mãe de Chapeuzinho, quando ela se despede rumo à floresta!
Mas o que você deve mesmo gostar é de poder fazer carinho no Lobo e ouvir um “cuti-cuti”! E, claro, de trocar as roupas da Chapeuzinho e do Lobo Mau, como se você fosse a estilista de moda desses dois. Há uma tela para cada, onde você pode escolher os figurinos. Dá até para vestir a Chapeuzinho de Lobo, imaginou a confusão?
Assim como os porquinhos, também dá para gravar sua versão e colorir as páginas. Mas legal mesmo é desenhar na barriga do Lobo aquilo que você quiser!

Para mais informações: Chapeuzinho e Os Três Porquinhos.

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12.fevereiro.2011 08:05:34

Haicai, três linhas de poesia

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A capa do Estadinho desta semana é sobre haicais, os poemas japoneses escritos em três linhas, três versos. Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Depois, siga a leitura com a entrevista do escritor Rodolfo Guttilla, conheça um concurso de haicais e veja que legal é o haiga, técnica simples de poesia feita com fotografias.

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O pesquisador e escritor de haicais, Rodolfo Guttilla, acaba de lançar um livro com 12 poemas japoneses. Em Uno ano inteiro passa ligeiro, são três haicais para cada estação do ano: primavera, verão, outono e inverno. Rodolfo já escreveu vários livros, mas só este especialemte para crianças. Apesar de que, para ele, o haicai não tem idade. Vamos saber que história é essa e um pouco mais? Leia a entrevista abaixo.

Rodolfo, todo haicai pode ser lido por crianças e adultos?
Sim. Na maioria das vezes, o haicai é um poema que toca tanto crianças quanto adultos. O segredo dele é a simplicidade, o fato de procurar falar com todas as pessoas de um único jeito. E ser curto e muitas vezes ter rimas faz com que seja um caminho fácil para quem quer entrar no universo da poesia. Mas pode ter palavras difíceis também. E daí, a criança tem de pesquisar o significado daquilo.

Quando você se interessou por haicai?
Eu tinha 12 anos quando comecei a ler haicais. Meu pai adorava as obras do Guilherme de Almeida, mas eram poesias enormes e eu achava aquilo um pouco chato. No entanto, um dia eu encontrei a obra completa e vi ali no meio alguns haicais que ele tinha feito. Me identifiquei na hora por aquele jeito de fazer poesia. E as rimas eram muito sonoras. Passou um tempão até que, quando eu estava com 19 anos, encontrei mais haicais na obra do Paulo Leminski e da Alice Ruiz. E aí, em em 1986, comecei a fazer haicais por conta própria.

Você se lembra do primeiro haicai que escreveu?
Claro. É assim:
“Aplauso de morte
O pernilongo
Estava sem sorte”

Que livros você já escreveu?
Participei de uma antologia com 100 hacaísta brasileiros. Depois, escrevei Uns & Outros Poemas e o Boa Companhia (que reúne traduções de vários poemas, tem até haicai do Monteiro Lobato e do Érico Veríssimo). E agora fiz o Um Ano Inteiro Passa Ligeiro.

E por que um livro de haicais só para crianças?
Pensei em registrar a memória da criança que eu fui um dia e de todas as crianças que desafiam a linguagem e até a própria desconstrução da palavra. Como diria o Manoel de Barros, a criança é sempre muito palavrosa. E, na realidade, o livro pode ser lido por adultos também.

E qual foi o último haicai que você fez?
É um bem recente, foi durante um café da manhã. É assim:
“A mesa posta
Uma borboleta
- Está servida?”

Que dicas você dá para a criança que gostou deste tema e quer começar a escrever haicais?
Olhar a natureza com humor, tentar enxergar a beleza na imperfeição e ler muito.

O que você quer dizer quando fala de enxergar beleza na imperfeição?
Honrar a simplicidade, uma coisa muito comum na cultura oriental e que, para nós, funciona de um outro jeito. Por exemplo: quando começa a juntar musgo em volta da piscina, a primeira coisa que fazemos é removê-lo dali. Assim como quando o deck vai ficando velho, pintamos logo um verniz por cima, que é para ficar impermeável à sujeira, à água, à velhice. Os japonses fazem ao contrário. Eles aceitam o passar do tempo e as imperfeições, e respeitam muito mais aquilo justamente por ter uma história, um passado, um outro valor. Como dica, digo para olhar e ouvir a voz da natureza, reconhecer que somos parte dessa natureza e não algo que está além dela. Isso ajudo muito na vida como um todo e, principalmente, na hora de criar poesia.

***

CONCURSO DE HAICAIS
Gostou dessa história de haicai? Clique aqui e saiba, então, como funciona concurso infanto-juvenil de poema japonês. O tema do ano é prato típico, as inscrições vão até 8 de julho de 2011, e pode participar quem tem até 15 anos.

HAIGAS
E para ver mais haigas do Rogério Viana, como esse da foto abaixo, é só entrar aqui.

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17.janeiro.2011 11:02:31

Gaspar e Lisa

Gaspar e Lisa são melhores amigos e quase não se desgrudam. Onde um cachorrinho vai, o outro vai atrás. E eles brincam e se divertem, mas também arrumam confusões. O bom é que são inteligentes demais e acabam conseguindo resolver tudo com muita criatividade. Nesta coleção, As Catástrofes de Gaspar e Lisa, de oito livrinhos, a escritora francesa Anne Gutman leva Gaspar e Lisa para o cinema, para a escola e até para o avião. E com as pinceladas do alemão Georg Hallensleben, os bichinhos ganham vida.

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Curioso e viajante, Gaspar embarca com a família para Veneza, na Itália. Lá ele conhece museus, passeia de caiaque pelos canais da cidade até se meter numa confusão levando todo mundo para a água.

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Gaspar e Lisa estavam bastante contentes com a novidade: era dia de excursão no colégio e eles iriam conhecer o museu de história natural, onde há muitos dinossauros empalhados. Não pensaram duas vezes e dicidiram fingir que também eram bichos antigos, que faziam parte da coleção do museu. Assim, ficariam ali feito estátuas até que as portas se fecharam e eles não conseguiram mais sair. Ou será que conseguiram?

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Você gosta de filme de terror? Lisa assistiu a um e ficou assustadíssima. Tanto que, logo depois, repetia sem parar: “Lobos gigantes não existem”. Mas não teve jeito… Mesmo com a ajuda de Gaspar, ela sonhava com lobos todas as noites. Um dia, no zoológico, viu um lobo de verdade. E viu que ela parecia mais manso que o Jean-Claude, o cachorro da professora, Dona Baladi. Foi assim, de pertinho e de verdade, que ela conseguiu espanatar o medo.

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Coitadinho do Gaspar! Ele engoliu um carrinho e foi parar no hospital. E mais: teve de fazer uma operação. Mas olha, não doeu nada! Enquanto estava deitado, prontinho para o médido começar a trabalhar, Gaspar fechou os olhos e teve um sonho animadíssimo. Quando percebeu, tudo já tinha passado e ele estava pronto para brincar de novo.

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Lisa estava com ciúmes. É que ela sempre foi a caçula, a filha mais nova. Até que chegou Vitória, uma garotinha linda (e muito parecida com Lisa). Ela não queria saber de conhecer a irmã. Em vez disso, tocava flauta no corredor, aprontava para lá e para cá e convenceu até o Gaspar de nunca, nunquinha, falar com a Vitória. Mas nada disso funcionou…

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Você já presenteou sua professora no Natal? Gaspar e Lisa tiveram essa ideia. E quiseram fazer o presente com as próprias mãos, muito mais legal do que comprar um prontinho. Foi assim que nasceu a capa de chuva mais doida do mundo. O que eles não imaginavam é que não podiam jogar a capa na máquina de lavar para tentar tingir o tecido.

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É a primeira vez que Lisa vai viajar de avião sozinha! Que aventura sair do País para passar as férias na casa dos tios! Ela estava animada e, assim… Catástrofe!!! Imagina o que aconteceu com a cachorrinha que em vez de ficar sentada quietinha, quis conhecer cada canto do avião. Bem, ela derrubou todo o suco de laranja pelo corpo e teve de tomar banho ali mesmo.

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Sorvete derretido combina com sala escura? Pois Lisa e Gaspar foram ao cinema e, em vez de assistirem ao filme, fizeram uma meleca só e ainda sujaram todo o gorro do pai de Lisa, quem os levou ao cinema. No final, como sempre, deu tudo certo para os cachorrinhos cursiosos que, vira e mexe, aprontam por aí.

As Catástrofes de Gaspar e Lisa
Autor: Anne Gutman
Ilustração: Gerorg Hallensleben
Tradução: Flavia Varella
Editora Cosac Naify
R$ 37 (cada livro)

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18.dezembro.2010 09:10:51

Os livros mais legais de 2010

O Estadinho de hoje (dia 18) é especial! Ele traz uma seleção dos melhores livros infantis lançados durante 2010. Para isso, a gente convidou nove jurados (nós fomos o décimo). Cada um tinha de escolher os cinco título mais legais que foram para as livrarias neste ano. Na edição de papel, mostramos os 20 primeiros colocados e também criamos 20 brincadeiras incríveis. Aqui no blog, você vê todos os 50 títulos selecionados. Boa leitura!

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Clique aqui para ver.

 

 

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27.novembro.2010 08:10:30

Você é curioso?

Se a resposta é sim, você certamente vai gostar da reportagem de capa de hoje (dia 27) do Estadinho (de papel) e dessas duas dicas de livros logo aí embaixo.

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O primeiro, Brevíssima História de Quase Tudo, reúne capítulos completamente malucos de tão interessantes para falar sobre as coisas do mundo. Concha alpinista, evolução da vida no planeta e sal assassino são apenas alguns dos assuntos que ele aborda. E tudo isso, feito a partir de pesquisas, foi ideia do jornalista e escritor americano Bill Bryson, que quis reunir num só livro as coisas relacionadas à Ciência que ele mesmo vivia se perguntando. “Alguma vez você fechou os olhos e tentou imaginar o tamanho do infinito? Ou o que existia antes de surgir o universo? Ou como seria viajar na velocidade da luz ou espiar o interior de um buraco negro?” Viaje no livro e tente descobrir com o autor.

Brevíssima História de Quase Tudo
Autor: Bill Bryson
Editora: Cia. das Letrinhas
Preço: R$ 48

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Com duas mil curiosidades, o superguia Saiba Tudo! traz textinhos curtos com fatos que você nem imagina. Ou será que imagina? De tão curioso, ele é dividido em temas e tem sempre uma seção nomeada como “Você não vai acreditar, mas…”. Isso aparece em todas as páginas, de todos os assuntos. Então, por exemplo: “Você não vai acreditar, mas… Em 1900, havia cerca de 8 mil carros nos Estados Unidos. Cem anos depois, já havia 600 milhões de carros no mundo. Outra coisa inacreditável é que embora muitos astronautas tenham tocado instrumentos musicais enquanto estavam no espaço, fora da espaçonave tais instrumentos não emitiram som algum porque não há atmosfera na qual o som possa se propagar”. E só para terminar, “você não vai acreditar, mas… Pode -se levar uma década para fazer um único game, mas em média demora entre um e três anos, e o processo de desenvolvimento pode custar dezenas de milhões de dólares. O jogo mais caro já feito foi Shenmue, que teria custado 70 milhões de dólares”.

Saiba tudo!
Editora: V&R
Preço: R$ 68,90

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Assim como a matéria deste sábado (no Estadinho de papel), o livro Ah, Se a Gente Não Precisasse Dormir também traz comentários de crianças sobre as obras do artista Keith Haring. O mais legal é que com ele você pode pirar e ver, em cada desenho, o que vier na cabeça. A arte possibilita imaginar tudo como quisermos. Então o céu pode ser vermelho e um sapo pode, sim, ter asas. Quer fazer um boneco sem nariz? Quem disse que não pode?

Ah, se a gente não precisasse dormir – Ed. Cosac Naify, R$ 45.

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Este livro aí de cima é mais uma dica legal, um jeito divertido de passar o tempo. Nina tem um caderno só para guardar recordações. Todas muito importantes. Algumas, secretas. Tem espaço para o papel de bala que ganhou da melhor amiga no recreio. Tem um canto só para o trevo de quatro folhas. E outro para fitinhas e adesivos. E uma coleção de flocos de neve, que ela jura que são de verdade.

O Livro da Nina para Guardar Pequenas Coisas já foi falado no nosso blog. Clique aqui e saiba tudo sobre ele.

 

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17.julho.2010 09:14:43

Livros sobre dinos

Já que o Estadinho de papel desta semana é sobre dinossauros, escolhemos dois livros para você conhecer mais sobre esses bichos gigantes que ocuparam a Terra, inclusive o Brasil, milhões de anos atrás.

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Com Dinossauros, um livro de história que ensina a desenhar, fica fácil seguir os passos da ilustradora Diana Fisher e criar 11 espécies de dinos. Junto das indicações, há uma historinha que segue nas páginas para contar a vida de Nino, um compsógnato que participa das Olimpíadas de Dinossauros e faz de tudo para levar a medalha de ouro. Será que ele ganha de um pterodáctilo voador e de um apavorante dinossauro?
Editora Zastras, R$ 19,90.

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Em Histórias de Dinossauros, a escritora Nathalie Dargent inverte a ordem das coisas de maneira divertida para contar cinco histórias sobre dinossauros. Uma delas, a mais incrível, é sobre um dino que  descobre um fóssil humano. Outra fala sobre um dinossauro que é achado na rua por um homem que odeia bichos de estimação. Que horror! E tem ainda a terrível galinhossaura, bicho de bico cheio de dentes, crista no cocuruto e corpo coberto de penas. Já imaginou?
Cia. das Letrinhas, R$ 34,90.

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Olá, pessoal!
Quer saber mais sobre cordel? O Estadinho conversou com o escritor César Obeid, que tem vários livros publicados e costuma contar suas histórias por aí. Além de falar um pouco sobre esse gênero da literatura, ele também ensina a fazer rimas.

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César, conta para a gente como você define o cordel.
A literatura de cordel brasileira, nascida e desenvolvida no interior de alguns estados nordestinos, é uma forma de contar histórias ou poesias sempre com rimas.

É possível trabalhar qualquer tema nesse gênero?
Eu acredito que sim. Mas é fundamental que o poeta goste e conheça bastante o assunto tratado.

Por que as histórias regionais são as mais conhecidas?
Porque o cordel nasceu no sertão nordestino e os poetas, como representantes do povo, contam fatos relevantes a eles. Não podemos esquecer das histórias não-regionais que também são super conhecidas, como Pavão Misterioso, Princesa do Reino da Pedra Fina, entre outras.

Quando criança, você já gostava de escrever em versos?
Não. Fui descobrir o cordel depois que saí da escola, aos 17 anos.

Quando você começou a escrever livros de cordel?
Comecei a escrever folhetos e peças de teatro de cordel há mais de 13 anos. O meu primeiro livro só foi publicado foi em 2005.

Quais as maiores dificuldades em escrever cordéis?
Acho que é a metrificação, que é o tamanho de cada verso, pois no cordel precisamos obedecer a contagem silábica, ou seja, o verso não pode ter sílabas sobrando ou faltando.

Que dicas você dá a quem quer escrever um cordel?
Primeiramente, o jovem poeta aspirante precisa ler bons folhetos e livros, assim vai dominar o “jeitão” de contar histórias dos poetas populares. Se puder ouvir CD’s de repentistas de viola também será de grande valia. Depois, é só seguir o esquema do “XAXAXA”. É simples.

Agora, clique aqui e veja como criar os versos.
E também anote na agenda: no sábado, dia 15 de maio, às 16h, César vai estar no Sesc Santana para contar as estripulias do Saci Pererê.

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20.março.2010 04:50:42

Histórias na tevê

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Você reconhece esta bruxinha? Ela não é má e também não pertence a nenhum reino das trevas. Mas é capaz de fazer feitiços com as palavras. A bruxonilda aí de cima é a escritora Tatiana Belinky, que acabou de completar 91 anos. E esse traje é apenas um desejo de criança praticamente realizado. Se pudesse, ela se transformaria em uma bruxa de verdade. Ou em uma boneca Emília, que além de divertida fala tudo o que dá na telha.
Tatiana era amiga de Monteiro Lobato. E contava histórias na tevê nos anos 1950, quando os seus avós ainda eram crianças (ou nem tinham nascido). Agora, em sua homenagem, virou tema do programa A Menina Trança Rimas, que você pode assisitir amanhã na televisão. Nele, o contador de histórias Giba Pedroza se veste de marcador de livro e começa a soltar palavras pela boca, sem parar.

O Estadinho conversou com o Giba para saber que história é essa. E também bateu um papo com a atriz Vitória Zimmermann, de sete anos, que faz o papel de Tatiana quando criança.

Teatro Rá Tim Bum_02_12_09_Especial Tatina Belink_Foto Cleones Ribeiro (3)

Giba, então você é uma marcador de livros que fala?
Isso! Eu entro em cena vestido de terno, mas logo me transformo em marcador para falar da vida e dos poemas da Tatiana.

E qual é a primeira frase que você fala?
Era uma vez uma menina que nasceu poesia da cabeca aos pés. É que Tatiana, desde cedo, fez da palavra o seu lar e brinquedo.

Você conta toda a sua história?Puxa, são 91 anos!
Não. A gente apresenta a Tatiana até os 12 anos de idade. Então mostramos como ela já gostava dos livros desde muito pequena e contamos como foi sair da Lituânia, aos 10 anos, e vir para o Brasil, ter de aprender uma nova língua, fazer amigos…

Como é o cenário do programa?
Todo colorido e com alguns livros gigantes espalhados pela sala. É como se a gente estivesse na casa dela.

E entre as histórias tem música, dança e poesia?
Isso mesmo! Intercalamos fatos de sua vida com histórias que têm a ver com cada fase. E apresentamos isso de um jeito divertido. Ela achava, por exemplo, que bananas nasciam em palmeiras, cada uma em um galho diferente.  E quando eu conto isso no programa, na sequência eu coloco um poema dela que fala sobre comida.

Trança Rimas é uma frase que o pai dela falava quando ela era pequena, não é?
Ela sempre dizia que queria ser poeta. E então seu pai repetia: “Poesia é muito sério, vá brincar com as palavras. Vá ser uma trança rimas.”

E você, Vitória? O que achou do programa?
Bem, eu amo a Tatiana, sabe? Eu gosto de ler seus livros para depois sair contando histórias por aí. E foi desse jeito que comecei a trabalhar na televisão. Eu tinha apenas três anos e estava em uma festa. De repente comecei a contar várias histórias para os convidados, até que minha mãe percebeu que eu tinha talento para isso. Tem uma história que me marcou muito, que é a Vendedora de Caixa de Fósforos. É triste, mas é linda e emocionante. Ah, fazer a Tatiana foi fácil. Mas eu não queria ser bruxa como ela. Se eu pudesse seria a Cinderela. Ou melhor, seria a melhor amiga da Cinderela para viver tudo ao lado de uma princesa.

Teatro Rá Tim Bum_02_11_09_Especial Tatiana Belink_Foto Cleones Ribeiro (10)

A Menina Trança Rimas, que será exibido amanhã (dia 21), à 11h30, na TV Cultura, mostra o livro como um grande amigo e  brinquedo. É um programa de tevê que dá vontade de ler. Já imaginou? Não é à toa que Tatiana sempre diz: “Eu gosto de brincar com as palavras, mas prefiro quando as palavras brincam comigo.”

Quer ler os livros da Tatiana? São muitos. Mas uma boa dica é começar pelo Caldeirão de Poemas, volumes 1 e 2, da Cia. das Letrinhas.

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Comentários recentes

  • kauane: parabens muito esclarecedor e interesante
  • kauane: tambem gostei muito vou comentar com meus colegas de casse
  • quico: tb n entendi.
  • Julieta Miho Yamate: Angela Lago: seus livros pulsam a vivacidade e a perspicácia de uma criança. Seus desenhos e...
  • Marlene Mendes: muito legal. vou fazer para os meus alunos. ADOREI !!!!!!!!

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