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Estadinho

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(Por Aryane Cararo)
Os olhinhos puxados de Janaina Tokitaka explicam muita coisa. Sua ligação com a cultura oriental é forte em seu trabalho como escritora e ilustradora e, volta e meia, ela conta mais um pouquinho de uma lenda, de uma crença, de uma história inspirada nos costumes do outro lado do mundo que ela ouviu. É assim em Asas de Dragão, seu novo livro pelas Edições SM, fresquinho, fresquinho. E colorido de dar gosto de ver. São duas histórias que viram uma só justamente no meio do livro. Um dragão macho e um dragão fêmea que viviam muito sozinhos até resolverem se arriscar e voar pelo mundo desconhecido. Um sai da montanha, o outro da caverna.
E fico aqui pensando quantas vezes ficamos inatingíveis na montanha ou escondidos na caverna, sem nos arriscar a enxergar o mundo de outra forma, sair da nossa zona de conforto para descobrir coisas novas. As descobertas podem ser muito boas, como mostra Janaina. E quantas vezes olhamos para nosso mundo sem encontrar os mistérios e encantamentos que existem nele, todos os dias, ao nosso redor. Isso é um pouco sobre o que se trata o segundo livro que Janaina está lançando, chamado Novos Moradores, pela Escrita Fina (R$ 35).
Um dia, dentro do sapato do pai, aparece uma aranha. No outro dia, uma planta cresce no calçado. Só a menina vê aquilo tudo acontecendo. Ela tenta alertar os pais, mas eles estão sempre muito ocupados, não conseguem enxergar. Então, os absurdos começam: focas na geladeira, felinos na sala, bichos-preguiça na cadeira, baleias na banheira. Como os pais reagem? Eles apenas tentam se acostumar. Mas a menina, essa sim, sabe aproveitar.
Para falar desses livros e um pouquinho do seu trabalho, batemos um papo com a Janaina. Vamos voar com ela?
Asas de Dragão é um livro para ler em duas frentes que se encontram no meio. Ele foi projetado assim desde o começo?
 Janaina Tokitaka: Sim, foi sim! A ideia era brincar com a leitura oriental, inversa à que estamos acostumados, já que o livro japonês sempre me influenciou muito. Logo, pensei que seria divertido que o livro terminasse no meio. Achei que poderia funcionar como uma surpresa interessante para o leitor.
De onde veio a ideia para escrever e ilustrar essa história? 
Eu adoro dragões. Há alguns anos que tenho vontade de escrever e ilustrar uma história sobre eles. São criaturas fascinantes e acredito que grande parte da atração que eles exercem vem de serem sempre retratados como raridades, animais misteriosos. Mas, ao mesmo tempo, ser raro e diferente pode ser muito solitário. Desta conclusão nasceu a ideia das duas histórias do livro.
Sei que não há um lado certo para começar, mas qual é  seu preferido?
Impossível responder! Gosto muito do cenário de cidade do lado do dragão verde e da caverna do dragão vermelho.
Nos dois casos, os dragões vivem solitários até decidirem mudar suas realidades e se aventurarem por jornadas de reconhecimento do mundo. Essa é uma mensagem que funciona para a vida? 
Claro. Dá trabalho colocar as asas para funcionar, voar cansa e dá muito medo. Mas compensa, viu?

Em seus livros, dá para perceber que você tem uma ligação muito forte com a cultura oriental. Explica um pouco essa ligação?
Sou descendente de japoneses, então, sempre estive em contato com cultura oriental. Lembro de ver revistas e quadrinhos japoneses quando era criança e adorar as ilustrações coloridas e as proporções esquisitas. Os mangás e animes ainda não eram tão comuns e lembro muito bem de pensar: “Nossa, então quer dizer que posso desenhar assim, também?”. O livro Asas de Dragão, aliás, usa uma forma não muito conhecida de narrativa oriental chamada Haibun, que mistura prosa, poesia e relato de viagem.

Já em Novos Moradores, há uma situação nonsense de animais que começam a aparecer em lugares improváveis da casa. De onde veio essa ideia? 
Nos meus livros, costumo misturar situações cotidianas com absurdas. As cotidianas geralmente são inspiradas em memórias de infância, uma conversa que ouvi em um restaurante, algum objeto fora de contexto, coisas do gênero. Neste caso, a inspiração veio de uma aranha pequena que descobri dentro de um sapato marrom.
O absurdo faz parte da vida humana? Por que só as crianças não se assustam com ele?
Sim! É algo com que nós, escritores e artistas, aprendemos. Acho que lidamos muito mal com o absurdo, tentando explicar e racionalizar absolutamente tudo na vida. Infelizmente (ou felizmente!), acho que grande parte da vida é caótica e misteriosa, mesmo. Aceitar o inexplicável faz bem, é só perguntar às crianças.
O que acontece quando o mundo da imaginação invade o mundo real?
Meu mundo “real” é invadido o tempo todo pelo mundo da imaginação. Acho que todos os apaixonados pela narrativa, sob qualquer forma, enxergam o mundo assim, filtrado pela tela do cinema, pelas páginas de um livro… Ao mesmo tempo, gosto de ter uma rotina bem disciplinada para manter os pés no chão. Acordo cedo, almoço sempre no mesmo horário, tento tratar meu trabalho como trataria qualquer outro.
Aliás, você costuma fazer muitos livros sobre monstros, por quê?
Porque acho que monstros representam um lado de nós mesmos que não estamos acostumados a olhar e estranhamento é sempre bom material para literatura, tanto para os pequenos quanto para adultos.
Você acredita em monstros, dragões e bichos que surgem, por exemplo, dentro da geladeira?
Acredito, viu? Meus monstros sempre saem de lugares esquisitos. Moro em São Paulo, então, meus monstros acabam surgindo da paisagem daqui, que, justamente por não ser das mais inspiradoras, acaba fazendo com que a gente exercite mais a imaginação. Monstros podem habitar um quintalzinho, um terreno baldio, estacionamentos, geladeiras…
Em quais projetos está trabalhando agora?
Depois de passar tanto tempo escrevendo a trilogia A Árvore, só com texto, fiquei com vontade de fazer um livro só de imagem e é nele que estou trabalhando agora. Chama Nanquim e é sobre um monge e uma garça.

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10.julho.2013 07:04:14

Revolução alimentar

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(Por Aryane Cararo)

Houve um tempo em que as minhocas comiam amendoins. Verdade. A ilustradora e escritora francesa Élisa Géhin lembra bem. O resto era mais ou menos como você conhece hoje: os passarinhos comiam as minhocas e os gatos comiam os passarinhos. E ninguém comia os gatos. Naquele tempo, eu preferia ter nascido gato, porque nascer minhoca significava ser comida pelo passarinho e, depois, ir morar no estômago do gato. Isso irritava as minhocas. Eu ficaria irritada também.

Aquela era a ordem. Mas a minhoca decidiu quebrar: foi lá e comeu o gato. Ela acabou comida pelo passarinho que, a essa altura, também tinha um gato na barriga. Mas outro gato foi lá e comeu o passarinho. Assim, o gato também tinha comido um gato. Isso não podia. Sempre dá confusão. E todo mundo sabe o que acontece em casos como esse: explosão.

E, naquela confusão, não tinha mais ordem na cadeia alimentar. Todo mundo virou almoço do outro. Foi tanta bagunça que, no fim, ninguém mais queria comer ninguém. Isso foi quando entrou o amendoim de novo na história. Gato e passarinho começaram a se alimentar de amendoim e não sobrou nadinha para as minhocas. Foi a partir daí que elas tiveram de mudar seus hábitos alimentares. Pensa que elas gostaram da mudança? Nem um pouquinho. Um dia, quando você vir um passarinho comendo um gato ou um felino explodindo por aí, já sabe o que aconteceu, não é?

Essa não é uma história engraçada e incrível? As ilustrações deixam tudo ainda mais divertido. Mas, se a gente deixar o riso de lado, vai ver como se faz um levante bicho-popular. Aqueles que sempre se dão mal, acabam subvertendo a ordem. O problema é que a minhoca não se deu bem no final. Só que essa é só a história que a Élisa escreveu. E quem disse que as histórias da vida real precisam acabar sempre assim? Cada um pode construir a sua.

Minhocas Comem Amendoins. Autora: Élisa Géhin. Ed. Pequena Zahar, R$ 39,90

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27.junho.2013 16:00:51

Vovô mãos de tesoura

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(Por Aryane Cararo)

O escritor americano Lane Smith tem um livro de que gosto muito, chama-se É um livro. De tão bom, foi eleito para integrar a Seleção Estadinho – Melhores Livros 2010. É por isso que, quando Vovô Verde chegou até minhas mãos, fiquei curiosa para saber o que as páginas revelariam, se Lane conseguiria me surpreender de novo. E ele não me decepcionou! Seu novo livro é lindo. A começar pela ilustração da capa, com um vovô jardineiro criando com a tesoura um elefante de arbustos. É delicada e dá o tom do que se segue.

A história é contada pelo bisneto, que narra a vida do bisavô desde o nascimento, passando pela infância entre animais da fazenda, a catapora, a vontade de estudar horticultura, a ida para a guerra, o casamento. O legal é que, acompanhando a narrativa simples e sensível, há sempre ilustrações de criaturas que surgem da poda dos arbustos e brincam com o texto. Tem galo, coelho, os personagens de O Mágico de Oz, trenzinho, coração… E tem horas que você não sabe se o bisavô virou o próprio arbusto, de tanto que viveu a cortá-los, dando vida para a imaginação. Afinal, as histórias de sua vida estão todas contadas nas plantas. É só saber ler imagens. Demais!

 Vovô Verde. Autor: Lane Smith. Companhia das Letrinhas, R$ 29.

 

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(Por Aryane Cararo)

A escritora mineira Angela Lago está sempre metendo seu dedinho onde existe tecnologia associada à leitura. Sozinha, ela testa linguagens de programação, cria brincadeiras, faz historinhas interativas e, agora, inventou o que batizou de animações interativas. O que é isso? Nada mais do que estamos chamando de livro digital, ou seja, aquele feito para os tablets. Mas não é nem o fato de ter feito sozinha um aplicativo que tem tirado tantos sorrisos da autora. Angela anda feliz porque acredita que sua invenção vai revolucionar a forma de aprender as línguas. A criança de 2, 3 anos, diz ela, vai poder se alfabetizar sozinha. E a de 4, 5 já conseguirá ler textos. Tudo isso graças às possibilidades interativas que o tablet oferece.

Em duas semanas, ela espera já colocar uma versão da primeira frase animada e interativa no seu site. A versão para download gratuito virá em seguida, tão logo ela consiga transferir todo seu site para a plataforma dos tablets. A frase é bem simples: “Era uma vez uma dona”. Separadamente ou combinando as letras, a criança ouve os sons produzidos. Se casar as letras corretas, verá beijinhos ou carinhos entre as letras. Basta correr o dedinho pela tela, como tantas vezes ela faz até no caderno de papel. Sim, tudo é muito simples. Mas, deslizando o dedo pelo tablet, juntando letras e formando palavras, a criança se torna dona do próprio processo de aprendizado. É aí que está a revolução que Angela quer fazer, começando por essa frase e evoluindo para outras até chegar a histórias mais complexas (feitas por ela ou por quem quiser seguir o modelo).

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Leia mais sobre o bate-papo com a escritora durante o 4o Congresso Internacional CBL do Livro Digital, que foi realizado na quinta e sexta-feira em São Paulo e discutiu o futuro do livro. Ela fala sobre seu aplicativo e o livro além do papel.

 

Que experimentos você está fazendo com o livro digital?
Ando muito atenta à criança que está começando a aprender a ler. Acho que, na nossa cultura, talvez seja o ritual de passagem que marca mais e venho desenvolvendo o que chamo de animação interativa. Eu sequer chamo de livro, não sei o que vai ser o livro. Algumas são histórias e algumas não, têm um caráter de jogo mesmo, sobretudo de jogo didático para ensinar a ler. E acabei de descobrir uma pequena coisinha que acho que pode revolucionar a leitura. Embora seja muito simples, pode revolucionar a possibilidade de ler e de ler não só no seu idioma, como em outros também.

 

Por que vai revolucionar?
Atualmente, a criança não gerencia a sua leitura na internet. Por quê? Acende uma luz sobre a palavra que está sendo falada, mas não é ela que acende a luz para escutar essa palavra. O ritmo de leitura é dado de antemão pela pessoa que construiu o app. O que estou sugerindo é a mudança desse gerenciamento. É a própria criança gerenciar essa leitura. Uma criança que tem dificuldade de centrar sua visão nessa palavrinha acesa, na medida em que ela está gerenciando, não há mais essa dificuldade. Em vez de fazer com que a criança leia a palavra ou a frase, vou sugerir que ela comece a ler letra por letra e aprenda a formar a palavra. Na medida que ela segue, forma, mesmo que errado, a palavra. Se a criança aprender a seguir com o dedinho a leitura, vai ler sozinha. Mesmo que ela ainda não tenha começado a aprender a ler.

 

Para crianças de que idade?
Imagino que a partir de dois, três anos elas já vão brincar com isso e estar se alfabetizando com quatro ou cinco. Já vamos dar histórias para a criança ler a partir de 4 anos.

 

Isso anteciparia a alfabetização da criança, não?

Clique para continuar a leitura

 

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(Por Aryane Cararo)

Nina está apaixonada por Sacha. Mas isso está dando muita dor de cabeça, porque ela ainda não entende direito o que é a paixão e o amor. Vai ser preciso muita pergunta para diferenciar o amor por um amigo do amor entre um homem e uma mulher, e de todas as outras formas de amar (até mesmo quando dizemos que amamos um certo tipo de comida). Em Nina e o Amor, da coleção Filosofia para Crianças, você descobre com Nina o que é o desejo, a paixão, o amor, o ciúme, a  responsabilidade que vem junto com o sentimento, além de ler alguns mitos como o do surgimento do homem e da mulher, a história de Narciso e a do Rei Salomão. Um livro bom de ler para quem já sente o coração batendo mais forte por alguém.

Nina e o Amor. Texto: Oscar Brenifier. Ilustrações: Delphine Perret. Globinho, R$ 32.

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24.maio.2013 06:56:20

Sapo a passo

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(Por Aryane Cararo)

Não, a gente não errou o título. Sapo a Passo é o nome do livro de Laurent Cardon que brinca, exatamente, com o passo a passo da vida de um sapo. Você já deve saber que os sapos nascem girinos, depois crescem e podem sair da água para dar uma voltinha pela terra. Neste livro divertido, sem palavras, Laurent mostra o quanto o girino da história queria crescer. Ele adoraria acompanhar seu pai, mas não podia sair da água. O processo demorou até ele perder a cauda e virar sapo. E, quando isso aconteceu, o sapinho ficou tão entusiasmado que fez caras e caretas sem perceber que a saparada toda estava de olho nele. Que vergonha!

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Sapo a Passo. Autor: Laurent Cardon. Biruta, R$ 40.

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(Por Aryane Cararo)

Ultimamente, o Lobo Mau anda se dando muito mal. Tem livro que faz ele passar vergonha vestido de vovozinha, como O Mais Malandro, do qual já falamos. Em Quando o Lobo Tem Fome, o lobo também não se dá muito bem. Mas acaba surpreendido no final. É que ele não consegue fazer nada daquilo que queria: jantar um coelho urbano.

A cada tentativa de ataque ao coelho, o lobo acabava sem sua arma. Numa hora, perdeu a faca. Na outra, emprestou a corda para o gambá. Em outra ocasião, teve de dar a motosserra para o urso. No fim, ficou sem nada. E, quando decidiu atacar usando só as próprias mãos, foi surpreendido pelos bichos, todos vizinhos do coelho, fazendo um churrasco com todas as suas coisas. No fim, de lobo solitário no meio do bosque, ele vira um lobo vegetariano (e acompanhado) no prédio da cidade.

Quando o Lobo Tem Fome. Texto: Christine Naumann-Villemin. Ilustrações: Kris Di Giacomo. Berlendis & Vertecchia Editores, R$ 37.

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17.maio.2013 07:00:29

Relógio biológico

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Você sabia que um ácaro vive apenas 6 dias?
Que uma mosca doméstica sobrevive entre 14 e 30 dias?
E que as borboletas duram até 21 dias?
Sabia que um rato doméstico vive de 12 a 18 meses, que é quase o mesmo tanto que vive um camaleão-de-labord (12 a 14 meses)?
Já disseram a você que uma joaninha pode viver mais do que um coelho selvagem?
E que um guaxinim pode viver menos do que um besouro-de-esterco?

Informações como essas estão no livro O Relógio da Vida, da editora Girassol. Dividido por quantidade de minutos, dias, meses e anos, a obra apresenta várias espécies de animais, descritas com outras curiosidades. É interessante conseguir comparar de maneira bem fácil e clara o quanto vive cada um dos bichos que povoam a Terra.

E tem também informações como a que todos os peixes-palhaço nascem machos, mas quando a fêmea do grupo morre, ele troca de sexo e se transforma em fêmea.

Ou que o dromedário pode beber mais de 200 litros de água de uma só vez!

E até que os ursos-polares são os maiores carnívoros da Terra e que eles têm a pele negra. Acredite!

De fato, o livro é um arsenal de dados curiosos! Para sair contando para os amigos e a família por pelo menos um mês inteiro!

O Relógio da Vida. Autor: Grahan L. Banes. Editora Girassol, R$ 49,90

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15.maio.2013 07:00:28

Lobo atrapalhado

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(Por Aryane Cararo)

O lobo se acha realmente muito esperto. Só porque disse meia dúzia de elogios para a Chapeuzinho Vermelho, acredita que vai se dar bem se vestindo de vovó e devorando a menina sem que ela perceba a fraude. Todo malandrão, vestiu a camisola e só ia apagar as pistas de suas pegadas quando foi pego de surpresa pelo vento, que fechou a porta de repente. Resultado: o lobo estava ridiculamente vestido de camisola rosa no meio da floresta! Claro que todo mundo começou a rir e chamá-lo de vovó: os três porquinhos, os ursinhos, o caçador, os sete anões e até o príncipe da bela adormecida. Que vergonha! O malandro se deu mal.

Você consegue imaginar como ele saiu dessa (se é que vai sair dessa trapalhada toda!). E consegue pensar em como o mesmo lobo pode se dar mal na história dos três porquinhos? No livro O Mais Malandro, o autor Mario Ramos deu a sua versão para o lobo, fazendo-o passar bastante vergonha, num texto divertido, com uma ideia engraçada. E você, o que fará com ele?

O Mais Malandro. Autor: Mario Ramos. Berlendis & Vertecchia Editores, R$ 39.

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13.maio.2013 07:00:33

A maior pergunta

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(Por Aryane Cararo)

Quem é você? Veja bem, eu não quero saber de nomes e sobrenomes. Quem você é, e não como você se chama. Loiro, ruivo, moreno, alto, baixo, gordo, magro. Isso ajuda, mas não define quem é você. Está ficando difícil, não é? Como, então, dizer quem é você?

Pois foi o tormento de Nina no dia em que essa perguntinha grudou em seus ouvidos. Ela não conseguiu dormir. Foi perguntar para o lobo, a chuva, o faroleiro, o vento, Marcelo… E voltou para casa sem resposta. Mas, num relance, ela se olhou no espelho, se encarou e descobriu ali quem era ela. “O que você vive e o que você ama… Tudo isso junto.”

E agora que você já sabe o segredo, eu pergunto de novo: Quem é você?

Nina. Autor: David Ausloos. Edições SM, R$ 32,30

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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