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Estadinho

15.maio.2012 07:13:52

Contos do além

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O Menino Maluquinho está assombrado! Ziraldo resolveu colocar o doidinho em 13 contos de terror e assombração. Tem Mula Sem Cabeça, Loira do Banheiro, Perna Cabeluda, vampiro, Lobisomem, casa mal-assombrada, fantasma, Bicho-papão, bruxa, gato preto e uma série de gritos nessas histórias em quadrinhos. Se tiver coragem, abra a primeira página de Maluquinho Assombrado (no fim, você vai ver que é mais para dar risada do que para sentir medo).

Maluquinho Assombrado. Autor: Ziraldo. Editora Globo Livros, R$ 32.

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11.maio.2012 07:00:44

Quem será?

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(Por Aryane Cararo)

O livro Quem É Ela?, de Eliane Pimenta, e lindamente ilustrado por Ionit Zilberman, propõe uma espécie de adivinha. Quer tentar identificar? Vamos dar aqui algumas pistas:

- tem pernas de guepardo para correr rápido;
- braços de polvo para segurar as coisas;
- ouvidos de elefante;
- barriga de ursa;
- e boca de maritaca.

Faça suas apostas. A resposta a gente não pode contar. Mas garantimos que você conhece uma!

Quem É Ela? Texto: Eliane Pimenta. Ilustrações: Ionit Zilberman. Editora Brinque-Book, R$ 28.

 

 

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08.maio.2012 07:00:03

Esconde-esconde

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(Por Aryane Cararo)

Natália gosta de brincar de esconde-esconde. Mas como  se esconde um camaleão se ele já nasceu para se esconder? Bom, você já deve ter ouvido falar que os camaleões (aqueles répteis que se parecem com lagartos) têm a capacidade de mudar a coloração da sua pele de acordo com o ambiente. Isso se chama camuflagem. E quando eles fazem isso fica difícil para valer achar o lugar onde estão.

Mas Natália propõe a brincadeira justamente para outra camuflada: sua avó Anália. A vovó já conhece alguns segredos dos camaleões. Procura, procura, procura e, no fim, encontra a neta justo no momento em que Amália, mãe de Natália e filha de Anália, começa a procurar idosa. Então as duas, sapecas, ficam ali escondidas, a mais velha brincando de ser criança e a mais nova de ser experiente. Puxa, quanta palavra e papel trocado! Mas posso falar? Vale a pena ler essa doce confusão no livro Anália, Natália, Amália.

Anália, Natália, Amália. Texto: Lorenz Pauli. Ilustrações: Kathrin Schärer. Ed. Brinque-Book, R$ 29,90.

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03.maio.2012 07:00:06

A cor da água

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(Por Aryane Cararo)

Que cor a água tem? Se você procurar em um livro de ciências, vai descobrir que a água não tem cor, nem cheiro, nem sabor. Mas se, por acaso, abrir o livro Aquarela, da Janaina Tokitaka, vai descobrir que água tem cor sim, como um dia você já deve ter suspeitado.

Afinal, diga você, o mar não parece ser bem colorido? Às vezes, está verdinho, outras, azul claro. Mas, se estiver bravo, pode virar até marrom! Um lago, muitas vezes, pode ser verde ou em tons de marrom, mas, se for fim de tarde, toda a água pode ficar maravilhada com o adeus ao sol e ficar vermelha, amarela e laranja. E se for água de cachoeira, até espuma branca pode aparecer! Vá dizer agora que água não tem cor! Pelo menos no mundo da poesia ela tem, e muitas… Neste livro gostoso de ler e de fantasiar, com as delicadas ilustrações da Janaina, você descobre algumas cores (e depois inventa outras).

Aquarela. Autora: Janaina Tokitaka. Editora Brinque-Book, R$ 28,70.

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01.maio.2012 07:00:49

Bichinho ruim

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Provavelmente você já deve ter ouvido falar que a inveja mata. Mas você sabe o que é a inveja? É um sentimento ruim que pode tomar conta da gente quando desejamos possuir a qualquer custo o que outra pessoa tem ou quando sentimos ódio ou desgosto pela felicidade de alguém. É como se fosse um bichinho que nos corroesse por dentro ao ver o sucesso ou bem-estar de outra pessoa. Coisa ruim, não é?

Pois foi exatamente o que Mariinha, a personagem do livro Inveja, sentiu. Ela era filha de empregados na fazenda de Seu Romeu. Ele tinha uma filha, a Roberta, que ficava na fazenda nos tempos de férias. Quando estavam só as duas, brincavam bastante. Mariinha não gostava quando outras amigas de Roberta vinham junto. Mariinha também não gostava de ver como os meninos olhavam para Roberta, tão bonita… Mariinha foi não gostando de um monte de coisas até que, um dia, a inveja a picou e ela caiu doente.

Além de uma história gostosa de ler, o livro tem um formato que vai revelando aos poucos que bicho era essa tal de inveja que a picou. Só vamos dar uma pista: o livro é em forma de sanfona e vai mostrando partes de um animal bem comprido…

 

Inveja. Texto: Renata Farhat Borges. Ilustrações: Silvia Amstalden. Editora Peirópolis, R$ 26.

 

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28.abril.2012 06:55:08

Siga esta entrevista!

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(Por Aryane Cararo)

A portuguesa Isabel Minhós Martins é uma autora que volta e meia aparece aqui nas indicações de livros do Estadinho. Isso porque ela escreve livros muito legais. Tão legais que o que ela publica lá em Portugal, pela editora Planeta Tangerina, acaba interessando às editoras daqui do Brasil. E conquista fácil, fácil muitos leitores. Ela já escreveu Meu Vizinho é um Cão, A Manta, Pê de Pai e vários outros muito bons. E agora fez o incrível Siga a Seta! (Cia. das Letrinhas, R$ 33). Por que é incrível? Porque tem uma ideia muito boa, daquelas que fazem a gente pensar na vida, e desenhos bacanas do Andrés Sandoval. Falamos dele no Estadinho de papel, vocês viram? Se não, clique no link abaixo. E quem ficou com gostinho de quero mais, pode ler a entrevista completa que a Isabel deu. Vale a pena!

Clique aqui para abrir a página

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Estadinho:  Como surgiu a ideia de Siga a Seta?
Isabel: A ideia para o Siga a Seta surgiu num daqueles dias, entre 2.ª e 6.ª feira, em que temos os minutos contados para tudo e corremos para todo lado… Nesses dias, está tudo tão programado que há pouquíssimo espaço para o imprevisto e para o devaneio, e a sensação que tenho é a de que quase nem somos pessoas. Mais parecemos robôs a cumprir um horário e uma série de tarefas predestinadas. E a sensação não é muito boa. Sobretudo quando esta rotina claustrofóbica se repete dias após dia, acho que corremos grande perigo. Deixamos de viver com os olhos abertos, deixamos de procurar coisas novas, não deixamos que a surpresa entre nas nossas vidas, deixamos de ter tempo para olhar e ouvir os outros e também para deixar fluir os pensamentos. Tudo isso mata a imaginação e, acho eu, uma série de outras coisas importantes: a liberdade, o sentido crítico, a capacidade de pensarmos pela nossa cabeça.

Portanto, estas setas iniciais que deram origem ao livro são setas do quotidiano, muitas vezes colocadas por nós próprios e não por outros. Depois, à medida que fui desenhando a história, as setas ganharam uma dimensão diferente e podem ser setas mais universais, que podem significar, por exemplo, a tendência a seguirmos um rebanho, uma moda, uma mania, uma ideia imposta de fora que não questionamos… Ou até falta de liberdade imposta por terceiros, repressão mesmo.

Que setas você encontrou em sua vida?
Aquelas setas que toda gente encontra: as do “tens que fazer porque os outros fazem”… Ou as mais relacionadas com horários muito rígidos.

Qual foi o pior lugar que uma seta a levou?
Talvez ir parar a um centro comercial (shopping) numa véspera de Natal…

E os melhores?
Por exemplo, aquela ideia que aparece no livro: ir à praia nos dias de inverno. Não gosto dos lugares onde há grandes multidões e prefiro praias desertas, aquelas que não vêm nos mapas. Também gosto muito quando decido viajar por uma estrada mais rural, pouco movimentada. E gosto de ignorar a seta que diz: “Agora tens de comprar isto porque toda a gente já tem!”. “Reduz as necessidades se queres passar bem”, diz um cantor de que eu gosto muito…

Quando devemos fugir das setas?
Quando as setas nos levam para lugares perigosos. Fuja dessas setas, rápido!
Quando as setas nos dizem para fazermos uma coisa com a qual não concordamos ou que não nos faz sentir bem.
Quando as setas não nos deixam pensar pela nossa cabeça, ter a nossa opinião.
Quando as setas nos levam sempre aos mesmos lugares e nos impedem de ter ideias novas, de ser criativos!
Quando as setas nos roubam o espaço para respirar, preguiçar… Filosofar.
Quando as setas correspondem a regras tontas, impostas por uma sociedade preconceituosa.

E quando devemos segui-las?
Esta pergunta é importante! Quando escrevi este livro, não foi com a intenção de que os leitores começassem de repente a desrespeitar as regras. As regras são importantes, até a rotina é muito importante. Por exemplo, para as crianças  é algo estruturante e fundamental: deve haver uma hora para dormir, acordar, comer, brincar e aprender. E, para vivermos todos juntos em sociedade, seria um caos se não existissem regras: imaginem se não existissem setas no trânsito, por exemplo!
Claro que este livro é uma caricatura, no sentido em que exagera a ideia para se perceber melhor a mensagem. Por isso digo: as setas do trânsito são para seguir, as regras relacionadas com o respeito por nós próprios e pelos outros também. Mas é importante pensar na razão das regras e não fazer as coisas só “porque sim”. “Questionar as coisas”, ora, aí está uma frase boa para vir escrita numa seta!

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26.abril.2012 07:00:56

Como são as suas asas?

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(Por Aryane Cararo)

Lia queria ter asas para voar como os passarinhos. Pediu para sua mãe, que era ilustradora, desenhá-la. Mas nenhuma asa parecia ser a sua asa. Elas não eram como as das aves. Também não eram leves como as nuvens. Nem pesadas como o chumbo. Sua mãe a desenhou com todo o tipo de asas que podia imaginar: de queijo, de bolhas de sabão, de papel, de borboleta, de morcego… e nada! Nem mesmo Lia sabia de que tipo eram suas asas e para onde queria voar. Mas foi só dormir para um sonho revelar como ela podia voar.

O livro Asas, de Maya Hanoch, com lindas ilustrações de Ofra Amit, ambas moradoras de Israel, tem uma ideia desafiadora: se pudesse voar, que tipo de asa seria a sua? Acho que eu gostaria de uma que soltasse tinta e pudesse colorir os lugares feios e os sentimentos ruins. Uma que lançasse estrelinhas a cada batida também não seria má ideia. E você, que asa teria?

Asas. Texto: Maya Hanoch. Ilustrações: Ofra Amit. Editora Peirópolis, R$ 42.

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24.abril.2012 07:05:41

Papel sensível ao toque

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(Por Aryane Cararo)

O livro Aperte Aqui, do francês Hervé Tullet, até parece um tablet. Sabe aqueles livros digitais que pedem que você vire o iPad para os objetos ficarem todos bagunçados na tela? Hervé utiliza esse mesmo princípio da brincadeira. Mas, em vez de usar uma tela sensível ao toque, quem é “sensível”, neste caso, é o próprio papel.

Tudo começa com uma bolinha amarela e um aviso: “Aperte a bola amarela e vire a página”. É preciso seguir as instruções direitinho. Então, você vira a página e estão lá duas bolinhas amarelas. Aos poucos, descobre que dá para assoprar o papel para afastar a cor preta, sacudir o livro para bagunçar as bolinhas, clicar para acender a luz…

Não tem nada de pop-up, nada salta do papel. É só a imaginação mesmo que tem de ser usada para essa brincadeira inocente de Hervé funcionar. Pode ser que, depois de brincar uma vez, você até ache que o livro serve só para seu irmão menor. Mas você vai concordar com uma coisa: a ideia é genial! E superdivertida de brincar.

Aperte Aqui. Autor: Hervé Tullet. Editora Ática, R$ 28,50.

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(Por Aryane Cararo)

Pirata é sujo, malvado e perigoso, não é? Pois era o que todo mundo de Mar-Nublado, uma cidade com 2.222 habitantes, pensava. “Eles usam roupas velhas e chapéus surrados. E me contaram que os seus navios estão de ratos infestados!”, dizia uma vizinha. “Os dentes deles são pretos e as unhas também!”, falou outra. Todos estavam de acordo: não era bom ter piratas numa cidade tão arrumadinha e certinha.

Quer dizer, quase todo mundo. Porque Matilda, uma menina que sentia falta de mais crianças para ser amiga, achou que eles eram bem legais, especialmente o Jim Júnior, um menino pirata. Ela foi a única amiga da família Bandeira-Pirata enquanto eles estiveram em terra firme (é que lugar de pirata, você sabe, é no mar e eles só ficaram numa casa enquanto o navio deles era consertado). Sim, eles foram embora. Mas, antes, deixaram uma surpresa para os vizinhos, para provar que eles não eram tão maus assim.

Será que eles mudam a opinião sobre a família dos mares? Isso você lê no livro Os Vizinhos Piratas, de Jonny Duddle, que tem ilustrações superlegais e um final irônico. Não sabe o que é irônico? Bom, se puder, leia o livro primeiro antes de perguntar a seu pai o significado (vai ficar mais fácil entender).

Os Vizinhos Piratas. Autor: Jonny Duddle. Editora Brinque-Book, R$ 39.

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19.abril.2012 07:00:57

O sumiço da bolsa

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(Por Aryane Cararo)

Pru tinha uma bolsa cheia de maquiagens e não queria compartilhar com seus amigos. Mas, num descuido, sua bolsa sumiu e seus colegas (o elefante Tumpt, o porco Hector, o coelho Tipitu e o jacaré Duda)  começaram a aparecer enfeitados e maquiados.  Como será que isso aconteceu?

Pru Pimpona faz parte da coleção Tilly e seus Amigos, da escritora e ilustradora inglesa Polly Dunbar. Neste livro simples, de fácil leitura e ilustrações fofas, você aprende que dividir é sempre mais divertido do que não compartilhar.

Pru Pimpona. Autora: Polly Dunbar. Editora Salamandra, R$ 24,90.

 

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Comentários recentes

  • kauane: parabens muito esclarecedor e interesante
  • kauane: tambem gostei muito vou comentar com meus colegas de casse
  • quico: tb n entendi.
  • Julieta Miho Yamate: Angela Lago: seus livros pulsam a vivacidade e a perspicácia de uma criança. Seus desenhos e...
  • Marlene Mendes: muito legal. vou fazer para os meus alunos. ADOREI !!!!!!!!

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