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Estadinho

Se não foram os Grimm nem o francês Perrault que inventaram os contos de fadas, quem, afinal, criou?

Ninguém! Ou melhor: um monte de gente. É assim: os contos são como as lendas e os mitos. Ninguém sabe bem como eles nasceram, mas sabemos que foram transmitidos por meio da fala. Uma pessoa contava para outra, que contava para outra… E, a cada vez que contavam, a história podia mudar um pouquinho, porque cada um se lembrava de um jeito e usava sua imaginação.

E por que começamos a contar histórias? Ora, porque precisamos! O ser humano conta histórias desde quando fazia pinturas nas cavernas. Aquela era a forma de se comunicar. Hoje, contamos nossas experiências a todo tempo: da conversa na hora do recreio até quando chegamos em casa e falamos o que aconteceu na escola. E ouvir ou ler histórias também é muito gostoso: os gibis estão aí para provar!

Por isso as histórias têm tantas versões. “Uma das coisas mais fascinantes que descobri em minha pesquisa sobre contos de fadas foi a variedade com que uma mesma história pode aparecer e reaparecer em diferentes lugares e momentos da humanidade”, diz a escritora e pesquisadora Katia Canton, autora do livro Era Uma Vez Irmãos Grimm. Leia a entrevista que ela deu ao Estadinho:

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 Paulo Giandalia/AE

O que são contos de fadas?
Katia Canton: Os contos de fadas não são feitos só de princesas e castelos. Contar histórias é uma qualidade que nós temos desde que os homens da pré-história começaram a se comunicar e contar seus próprios mitos com pinturas nas paredes das cavernas. Naquele tempo, não se via diferença entre texto e imagem. Tudo começa nas experiências reais do povo e na busca por coisas mágicas e fantásticas que ajudem as pessoas a enfrentar seus problemas no dia a dia.

A histórias sempre foram do jeito que são hoje?
Não. As histórias foram mudando com o passar do tempo. Antes, o ser humano não era civilizado e isso se refletia nos contos: era fácil encontrar algumas cenas bem violentas em histórias como Cinderela. Hoje, os textos estão adaptados às crianças.

Por que alguns contos de fadas não têm fada?
Quando dizemos “conto de fadas”, não quer dizer que tem uma fada no conto. Às vezes tem, mas não é uma regra. Dizemos “fada” para dizer “magia”. Os contos dos Irmãos Grimm são histórias populares de magia. Um exemplo disso é o Lobo Mau da Chapeuzinho Vermelho. Ele tem atitudes de um homem adulto. Como pode um homem ser um lobo? Magia!

Por que os Irmãos Grimm são tão importantes?
Eles foram dois escritores muito idealistas e buscaram histórias que pudessem mostrar os valores e a cultura do povo alemão. São contos para toda a família, que mostram a importância de agir com ética e fazer o bem para colher o bem, apesar de serem um pouco violentos. Os Grimm inspiraram várias outros livros, desenhos e filmes, como os de Walt Disney.

 

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(Por Bárbara Ferreira Santos/Especial para o Estado)

Se você gosta de procurar livros de contos de fadas, saiba que, em São Paulo, há uma biblioteca especializada neste assunto: a Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. A partir do dia 15 de outubro, o espaço homenageará os 200 anos da publicação do livro Contos Para as Crianças e Para a Família, dos Irmãos Grimm, durante o 8º Festival A Arte de Contar Histórias.

Na exposição Era uma vez Grimm: Para celebrar 200 anos de magia, o público entra em uma grande floresta encantada, feita com tecidos e folhas secas, e encontra objetos típicos dos contos de fadas dos Irmãos Grimm, como a trança gigante da Rapunzel, a cesta de alimentos da Chapeuzinho Vermelho e os sapatos da Cinderela.

Haverá, ainda, contações de histórias e palestras com Giba Pedroza, Nelly Novaes Coelho, Katia Canton e Lenice Gomes e Fabiano Moraes. Confira abaixo a programação completa:

 

Abertura da Exposição “Era uma vez Grimm: Para celebrar 200 anos de magia”, com curadoria de Katia Canton. De 15 a 31 de outubro. De 2ª a 6ª feira, das 10 h às 18 h. Sábados, das 10 h às 16 h. Grátis.

 Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. Av. Celso Garcia, 4.142,Tatuapé. Tel.: (11) 2295-3447. 

 

Vovó Nita conta Grimm: Narração de histórias com Ana Luisa Lacombe. Dia 15 de outubro, às 10h30

Show de lançamento do CD “Canções do faz e conta”: Ana Luisa Lacombe (voz e violão), Betinho Sodré (percussão e sonoplastia) e Milton Castelloi Veiga (violão e viola). Direção cênica de Paulo Rogério Lopes. Dia 15 de outubro, às 14h

Belazarte me contou: Narração de histórias com o Grupo Prosa de Janela. Dia 16 de outubro, às 10 h

Contos Africanos ou A casa das belezas: Narração de histórias com Lílian Marchetti. Dia 16 de outubro, às 14 h

Contos da Carochinha: Narração de histórias com Clara Haddad, fundadora e diretora da primeira Escola de Narração de Portugal. Dia 17 de outubro, às 10 h

A Princesa da Chuva: Narração de histórias com Letícia Liesenfeld. Dia 17 de outubro, às 10 h

Palestra: Contar Histórias – Colecionar Afetos: o encontro através da narrativa, com Clara Haddad. Dia 17 de outubro, às 14 h

Círculo de Giz, Roda de Gente, Mundo de histórias… Narração de histórias com a Cia. Fulô. Dia 18 de outubro, às 10 h.

A viagem de Ulisses. Narração de histórias baseado na narrativa grega, Odisséia. 6 a 14, com o Grupo Ruído Rosa. Dia 18 de outubro, às 14 h

Contos Encontados: Narração de histórias com Nosso Grupo de Teatro. Dia 19 de outubro, às 10 h

Histórias do que é e do que pode ser: Brinca com a possibilidade de dar novo significado ao objeto que já conhecemos, criando histórias, personagens e situações. Espetáculo que abre as atividades do Acampadentro. Com a Cia. Patética. Dia 19 de outubro, às 20 h

Palestra: “Contos de fadas e os Irmãos Grimm”. Mediação de Giba Pedroza. Com a Dra. Nelly Novaes Coelho, homenageada, e Katia Canton. Dia  20 de outubro, às 14 h

Bate-papo com Lenice Gomes e Fabiano Moraes. Bate papo com os organizadores do livro “Arte de encantar: o contador de histórias contemporâneo e seus olhares”, publicado pela Cortez Editora. Mediação de Alice Bandini. Dia  20 de outubro, às 16 h

Encerramento com narração promovida por ex–alunos do Curso Básico de Formação para Contadores de Histórias. Dia  20 de outubro, às 17 h

 

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15.setembro.2012 07:00:31

Formas de carinho

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(Por Míriam Castro)

Beijo, abraço, aperto de mãos. Estes gestos fazem parte do nosso dia a dia desde o começo da história da humanidade. No Estadinho desta semana, mostramos a história e as curiosidades por trás de cada uma dessas manifestações de afeto. E não precisa ter nojo, já que você vai ver que nem todos os povos se beijam da maneira que conhecemos.

Para saber como surgiram esses sinais de carinho, conversamos com um time que sabe tudo sobre isso: a professora Rosana Schartz, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e as escritoras Katia Canton, autora de Beijo de Artista, e Julie Enfield, que fez A História Íntima do Beijo (que não é um livro infantil).

A professora Rosana, por exemplo, contou que uma das versões para o surgimento do aperto de mãos diz que o gesto veio de épocas em que tribos guerreavam por territórios. “Nas batalhas, os adversários davam as mãos para mostrar que não escondiam nenhuma arma”, conta Rosana. Quer ver o que mais nós descobrimos?

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Veja algumas curiosidades sobre beijos:

Os romanos antigos beijavam os dedos e sopravam o beijo na direção das estátuas sagradas.

Na Grécia Antiga, o costume de colocar as pontas dos dedos nos lábios ainda é usado para se despedir de amigos queridos.

Algumas tribos africanas, como os thonga e os chewa, pensam que a boca é a fonte da vida no corpo. Por isso, consideram o beijo um ato impuro.

Entre os maoris da Nova Zelândia, a palavra “beijo” significa “cheirar”. Isto também acontece nas línguas usadas por algumas tribos de Bornéu.

Na Roma Antiga, existiam três nomes para o beijo. O “basium” era o beijo dado nos colegas, enquanto apenas amigos íntimos recebiam o “osculum”, que era mais afetuoso. Entre casais apaixonados, o beijo ganhou o nome “suavium”.

Também na Roma Antiga, um beijo selava o compromisso de noivado entre um casal. E com esse gesto, os convidados já podiam mandar os presentes para os noivos, mesmo antes do casamento.

Na Inglaterra do século16, todos os convidados de um casamento poderiam beijar a noiva na boca!

 

As formas de carinho na arte: 

No livro Beijo de Artista, de Katia Canton, há comentários sobre a maioria das obras abaixo e outras. Este livro faz parte da coleção Mundo de Artista (Cosac Naify), que conta a história da arte a partir de um tema. Já foram publicados Espelho de Artista, Mesa de Artista e Bicho de Artista.

 

 

Entrevista com Rosana Schwartz: Mais beijos e abraços

 

É possível saber como surgiu o ato de beijar e abraçar? 
Não é possível afirmar concretamente quando e como surgiu o primeiro beijo. Estudiosos afirmam que o beijo se caracteriza como uma extensão da amamentação. Alguns documentos, como desenhos, pinturas e esculturas da Antiguidade, retratam o ato de beijar  na região da Mesopotâmia (Oriente Médio). No mundo greco-romano, as representações de beijos destacam homens se  beijando na boca e no rosto. Vale ressaltar que as mulheres eram consideradas inferiores e destinadas à reprodução, assim são mais difíceis os registros sobre as ações delas nesses períodos. Os beijos se diferenciavam em: beijos nos pés, em sinal de humildade, o basium, trocado entre os colegas; o osculum, dado apenas em amigos íntimos; e o suavium, dos amantes. Durante a Idade Média, o beijo significava saudação.

Qual é a história do aperto de mãos?
Esta antiga tradição é relatada em documentos, contos imagéticos (que vem da imagem) e da arquitetura.  Remete à defesa das organizações familiares, clãs e tribos, inicialmente, e às batalhas que ocorriam em defesa dos seus territórios. Quando um indivíduo encontrava um estranho no grupo, reagia levando a mão a uma arma para defender sua família e seu espaço. Nas batalhas, os adversários davam as mãos para mostrar que não escondiam nenhuma arma.

 

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04.abril.2012 07:00:50

Uma aventura pela arte

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(Por Aryane Cararo)

A escritora Katia Canton já falou sobre a aventura que é a pintura, a escultura e a arquitetura em uma série de livros publicada pela editora DCL. Neste mês, ela acrescentou mais um livro à coleção: Gravura Aventura. Você sabe o que é uma gravura?

É exatamente com esta pergunta que ela abre o livro!

Gravura “é uma forma de arte que pode ser reproduzida, gerando uma ou várias cópias”, explica Katia. Essa é a só a introdução para uma obra que vai explicar a história das gravuras e quais são seus vários tipos (como a no estilo Rorschach, com carimbo, decalques, xilogravura, em metal, na pedra…).

Algumas delas você já viu no próprio Estadinho, na seção Fabriqueta de Ideias. O legal é que, além de apresentar o assunto, Katia ensina como fazer ou adaptar algumas técnicas para você se aventurar a fazer arte em casa!

Gravura Aventura. Autora: Katia Canton. Editora DCL, R$ 30.

 

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14.novembro.2011 17:29:22

Sua vez!

Na Fabriqueta de Ideias dessa semana a colunista do Estadinho Katia Canton falou de Amadeo Modigliani (1884-1920), um artista moderno que criava retratos de pessoas com linhas bem alongadas. E o Sua Vez sugeriu que cada um fizesse um retrato assim.

A Luisa Schuler Bicev, de 9 anos, topou a brincadeira e mandou um autorretrato muito legal pra gente.

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Se inspirou? Faça o seu e mande pra gente no estadinho@grupoestado.com.br.

 

 

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Você pode adorar ler e ouvir histórias. Mas folhear as páginas e observar cada desenho também é muito legal, não? Mesmo aqueles livros que só têm imagens, sem uma palavra sequer, já contam histórias. E elas são de todos os tipos: tem os contos de fadas, os pop-ups (cujas ilustrações parecem pular do papel), os grandes, os pequenos, os engraçados, os que emocionam a gente… Puxa, como é bom esse universo colorido dos livros!

Assim como a narrativa, as ilustrações são superimportantes. Dependendo do autor, às vezes os desenhos vêm antes que o próprio texto. E, em todos os casos, de nada adianta a história ser incrível se as imagens não forem bonitas, bem feitas e adequadas à obra.

Para entender melhor os livros ilustrados que vimos por aí, nas prateleiras do colégio, das livrarias e das bibliotecas, fomos ver Linhas de histórias, uma exposição em cartaz no Sesc Belezinho, em São Paulo, que faz um panorama do livro ilustrado no Brasil. (Fotos: Thais Caramico/AE)

 

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Sob curadoria de Katia Canton (que faz a Fabriqueta do Estadinho), Fernando Vilela, Alcimar Frazão e Odilon Moraes, a exposição tem livros dos anos 1970 até hoje. Os mais de 50 títulos foram divididos em corredores, onde é possível ver os os desenhos originais. A exposição acontece como se fosse um passeio. Você entra e sai dos corredores para ver os seis núcleos: Livro-imagem, Humor, Experimentais, Tradição do Artesanato, Cultura Brasileira e Clássicos e Contos de Fada.

 

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Uma parte muito legal, logo na entrada, é um trilho que faz alguns quadrinhos correrem de um lado para o outro. Há várias histórias feita apenas com imagens. A ideia é agrupar uma tela atrás da outra e, então, começar a puxar da primeira em diante para conseguir entender a narrativa. Se estiver muito alto para você, peça uma forcinha a algum adulto ou monitor por perto.

 

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Interativa e curiosa é a parte dos gaveteiros. Está vendo esse móvel branco na frente da ilustração do livro De Passagem, do Marcelo Cipis? E só puxar para ver as obras originais de alguns livros, os desenhos que os ilustradores fizeram para serem impressos. Quem também está “escondido” ali é o Telefone Sem Fio, do Ilan Brenman com o Renato Moriconi. As pinturas são lindas!

 

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João Felizardo, o Rei dos Negócios, da Angela Lago, está exposto sobre uma mesa de vidro, assim como tantos outros beeem interessantes. Tem o baralho do Luiz Zerbini, que montou uma obra linda para mostrar Alice no País das Maravilhas, Número de Circo, da Laura Teixeira, que inventa personalidades para os números, e o engraçadíssimo Zig Zag, da Eva Furnari, que brinca com as palavras, invertendo e desenhando seus significados.

 

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Na seção A Tradição do Artesanto, é possível ver como as técnicas se misturam com a pintura e só depois com os efeitos do computador. Essa rendinha na foto é de verdade, feita a mão, por moradoras de uma favela de São Paulo. Se você escaneá-la, vira uma bela ilustração. Lá, você pode “escaneá-la com as mãos” (sim, ali é permitido tocar).

Os bordados são importantes “ferramentas” para construir bonitos elementos visuais. Dá para ver isso, por exemplo, no livro A Menina, A Gaiola e a Bicicleta – Céu de Passarinhos, de Demóstenes Vargas e Família Dumont, com texto de Rubem Alves.

 

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No final da exposição, antes de você ir para a outra sala onde estão as instalações dos livros homenageados (Flicts, de Ziraldo; Ida e Volta, de Juarez Machado; O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França; A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari e O Cântico dos Cânticos, de Angela Lago), aproveite a biblioteca para ler tudo que você viu na mostra. Há uma prateleira bem grande com vários exemplares expostos. E essa espécie de pirâmide encarpetada para você deitar, sem pressa.

Vai lá: Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, Belém. 2076-9700. Visitação até 28 de agosto (terça a sexta, das 9 h às 22 h; sábado, das 9 h às 21 h; e domingo, das 9 h às 20 h). Grátis.

 

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04.junho.2011 07:30:00

Moda de papel

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Ilustrações: Carlinhos Müller

Nesta semana, o Estadinho que saber: o que é moda para você? Para nós, é sentir-se bem usando aquilo que se gosta. Não importa a marca nem de onde a roupa vem. E vale lembrar que moda também é uma arte, um jeito de se expressar. Já parou para pensar como o corpo também vira uma escultura? E nos movimentos culturais e sociais em que a moda está inserida? Por que será que alguns ídolos musicais têm o mesmo estilo?

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Para ler a matéria completa e conhecer melhor a história de algumas peças, é só clicar nas páginas abaixo. E conferir ainda o bate-papo que tivemos com a inventora Miki W., autora do livro Vestida para Espantar Gente na Rua, e ver que bacana que é um grupo de amigas que comanda o Brechó Pop Camelô. Ah, sobre elas, você pode continuar lendo mais para baixo.

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Mas não pare por aí. A ideia de falar de moda também virou brincadeira no Estadinho. Na edição de papel, todas ilustrações foram feitas para recortar e vestir os bonecos da capa, como você na imagem acima. As mesmas imagens estão disponíveis aqui para impressão (assim, se você ficar com dó de tirar um pedaço da sua edição impressa, tudo bem! Você pega do blog sem ter de “costurar” depois).

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Daniel Teixeira/AE

O que você faz com as roupas que não servem mais? Aos seis anos, quatro amigas de colégio decidiram vender peças usadas para levantar uma grana e viajar para a Disney. Elas começaram a juntar roupas que não serviam mais, garimpar os armários das mães, tias e avós e o projeto deu certo. Hoje, aos 10, Giovanna Pezzuto, Estela Barone Rocha Pinto, Joana Fusco Ximenes e Marcela Magalhães organizam com muito estilo (e sem frescura) o Brechó Pop Camelô.

Até agora, quatro edições já foram feitas com sucesso! “A gente foi juntando tudo e colocou pra vender bem baratinho”, diz Giovanna. “O segredo é ter peças baratas. Assim, as pessoas compram bastante e quando você vê, já ficou um montão”, explica Estela. Na última edição, o brechó foi organizado em uma loja da Vila Madalena. “Foi muito bom. Até a dona da loja agradeceu a gente por ter emprestado o espaço, pois acabamos levando um monte de gente pra lá”, lembra empolgada a Joana. Já Marcela, conta mais sobre o que é aceito e como os preços são definidos: “Ah, existe meio que uma tabela. Por exemplo, uma blusinha simples vai custar R$ 5 ou R$ 10. Se ela tem algum detalhe, alguma coisa bem bonitinha, aí a gente pensa. Mas, no geral, quase tudo é entre R$ 5 e R$ 25. E temos bijuterias, skate, livros… Colocamos pra vender o que a gente consegue juntar”, diz.

O legal das meninas é que apesar de conhecer alguns nomes da moda e ter peças de marca, elas não ligam apenas para isso. “O que mais vejo é uma garota com shorts e camisa xadrez, sempre igual”, conta Giovanna, que comanda o blog Love Teen.
Com isso, as meninas já até fizeram parcerias com ONGs. E o mais legal não é que elas estão guardando dinheiro para realizar um sonho. E sim que dá para sentir, só conversando com elas, que o rola mesmo é uma ação de amizade supersaudável. Elas respeitam cada estilo (todas são bem diferentes) e ajudam os amigos a se vestir melhor sendo bastante elegantes. “Ah, a gente não fica falando muito. Mas por exemplo, se tem alguém que pede opinião e a gente vê que a roupa não tá legal, a gente tenta mostrar que fica melhor de outro jeito. Então a gente incentiva outro visual sem ficar falando mal do anterior”, conta Joana.

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Para completar seu conhecimento de moda, há mais uma peça que não pode faltar no seu “armário”. Nesse livro Moda: Uma História para Crianças (Cosac Naify) de Katia Canton e Luciana Shiller, a moda é apresentada por períodos, fatos e curiosidades. Tem uma seção sobre o Egito, outra para falar de acessórios e uma bem legal que conta um pouco sobre estilistas famosos da alta-costura, como Chanel e Dior, por exemplo. E, no final, traz um texto bem interessante que diz: “A moda é feita não só pelos costureiros e artistas famosos, mas também por todos nós. A moda é criada nas ruas, no jeito como as pessoas se vestem. Seu próprio jeito de ser também faz parte da história da moda. Pense nisso”.

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Hoje, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantil. Sabe por quê? A data foi escolhida por causa do aniversário de um dos maiores escritores infantis da história: o dinamarquês Hans Christian Andersen. Se estivesse vivo, ele faria 206 anos.

O Estadinho, então, fez uma reportagem para que você conheça melhor esse homem, autor de O Patinho Feio, A Pequena Sereia e mais de 150 histórias e contos de fada. Clique nas páginas a seguir e leia a matéria completa. Na 3, você vai ver que a gente sugere uma brincadeira. Para se divertir, clique aqui e imprima as ilustrações do livro Os Mais Belos Contos de Andersen (Ed. Salamandra, R$ 47,90). Feito isso, cole-as sobre um palito de churrasco e crie suas versões, como se fosse um teatro de marionetes e fantoches (assim como fazia Andersen quando criança).

E se você estiver em São Paulo, continue lendo o post para saber onde ver mais coisas sobre o mundo encantado de Andersen.

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DIVERSÃO NA BIBLIOTECA

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(Obra de Georgia Vilela/Reprodução)

Hoje (dia 2), a partir do meio-dia, a Biblioteca Pública Hans Christian Andersen, no bairro paulistano do Tatuapé, abre uma exposição sobre o autor e apresenta uma programação cheia de histórias e atividades. É para se sentir na própria casa de Andersen. “A intenção é que o visitante saia de lá com a sensação de intimidade com esse universo de Andersen. É realmente para entrar dentro do espaço privado dele”, conta a curadora da exposição, Katia Canton.

Logo na entrada, você passa por um túnel azul e branco de tecido. É como se começasse a viagem pelo céu e pelas nuvens, no planeta dos sonhos. A porta da casa encantada está logo à frente.  Escolha sua história no quadro e leia. Ou entre de uma vez, para ver os contos em forma de arte. Ali dentro estão expostas oito histórias e muitas ilustrações. A primeira é do Valente Soldadinho de Chumbo – numa mesinha que lembra a casa da vovó estão o soldadinho perneta, a bailarina na caixinha de música e o coração (afinal, é uma história de paixão).

Ao lado há algumas roupas transparentes e uma coroa feita pelo artista Dácio Bicudo. Você pode experimentar as capas para se sentir como o rei, que foi enganado e ficou só de cueca na frente do povo, achando que estava vestindo uma roupa que só as pessoas inteligentes podiam ver. Mais alguns passos e uma pilha de colchonetes faz lembrar a história da princesa que conseguiu sentir uma ervilha escondida lá embaixo. Coladinho ali, várias caixas de feira recriam alguns episódios da vida de Polegarzinha. Do lado contrário, nadam tranquilos a mamãe pato, seus filhinhos bonitos e o patinho que nasceu feio.

Ande um pouco para chegar ao conto da vendedora de fósforos, que vê um anjo no final. Entrando em outra salinha, vários vidrinhos que parecem de um laboratório de química guardam trechos da história da Rainha de Neve (tem um frasco com um pé de tênis, um olho de vidro…). Fechando uma volta completa, há uma escultura em areia da Pequena Sereia. Mas o passeio não acaba aí. Olha só quanta coisa vai acontecer ainda:

Dia 2/4:
11 h – Show O Rei do Era Uma Vez, com Giba Pedroza, Zana de Oliveira e Ricardo Würker.
16 h – Teatro O Velho do Sono, com a Cia. Lúdicos.

Dia 4/4:
10 h e 14 h – Teatro Pedro Palerma, com o grupo Meninas do Conto.

Dia 5/4:
10 h e 14 h – Show O Soldadinho de Chumbo e Outros Brinquedos, com Giba Pedroza, Zana de Oliveira e Ricardo Würker. O espetáculo envolve contação de histórias e músicas.

Dia 6/4:
10 h e 14 h – Oficina de kirigami (20 vagas por turma, fazer inscrição na biblioteca)

Dia 7/4:
10 h e 14 h – Oficina de teatro de sombras, coordenada por Edilson Castanheira e Irani Cippiciani (20 vagas por turma)

Dia 8/4:
10 h e 14 – Narração e roda de histórias.

Dia 9/4:
10 h – Realejo na praça
11 h – Festivandersen: minifestival de narração de histórias com Regina Machado, Kelly Orasi, Zé Bocca, Paulo Federal e Giba Pedroza.

Exposição: até 22 de junho.
Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. Av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, (11) 2295-3447. De segunda a sexta, das 8 h às 17 h e sábado das 9 h às 16 h. Grátis.

E TEM MAIS ANDERSEN

A Livraria NoveSete vai fazer hoje uma maratona de histórias com o evento Uma Tarde com Andersen. Das 16 h às 18h30, os contadores Kiara Terra, Tom Will e Ana Lucia Brandão vão narrar seis histórias do escritor.

Livraria NoveSete. Rua França Pinto, 97, Vila Mariana, (11) 5573 -7889. Grátis.


(Por Aryane Cararo e Thais Caramico)

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Na Fabriqueta de Ideias de sábado (dia 27), a escritora Katia Canton falou sobre como o artista italiano Giuseppe Arcimboldo criou sua própria forma de fazer arte, compondo retratos com alimentos. Veja um exemplo aí abaixo, que leva o título Outono:

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No final, ela propos que cada um pegasse folhas, flores e frutas em casa e montasse uma obra. O João Bachiega Kolokathis, de 5 anos, que mora em Campinas (SP), aceitou o convite e fez um lindo retrato. “Minha obra representa o outono, porque o esquilo está juntando castanhas”, explicou ele. Nós adoramos!!! Veja que legal que ficou:

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Parabéns, João! Seu esquilo ficou muito bacana!

 

Achou interessante? Quer saber mais sobre quem foi esse tal de Arcimboldo? Veja o que a Katia contou:

Giuseppe Arcimboldo (1527- 1593) foi um artista italiano da Renascença. Ele começou a pintar com seu pai, na cidade de Milão. Logo seu talento foi reconhecido e ele virou aluno de Leonardo da Vinci. Arcimboldo também foi convidado a se tornar um artista da corte do rei Fernando I, em Praga, atual capital da República Tcheca.

Nas horas vagas do seu trabalho, que era o de fazer retratos das pessoas importantes da corte, Arcimboldo criou um estilo que o distinguiria de outros pintores para sempre: passou a retratar pessoas, mas não como elas são vistas, e sim com figuras de animais, vegetais e outros materiais naturais, como em uma colagem.

Uma de suas obras mais famosas é a série Quatro Estações (pinturas realizadas em 1573, que pertencem ao Museu do Louvre, em Paris). A tradição de pintar pessoas de acordo com as estações do verão, outono, inverno e primavera já existia desde o Império Romano. Mas nunca ninguém tinha usado os elementos da natureza para compor esses retratos!

 

 

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No Estadinho de papel do dia 30 de outubro, a escritora Katia Canton fez uma proposta bem legal na coluna Fabriqueta de Ideias. Ela perguntava para os leitores o que teria acontecido com os contos de fadas depois da frase “e foram felizes para sempre”. Será que foram mesmo? Na vida real, é difícil ser feliz 100% do tempo. O convite que ela fazia era justamente para imaginar como teria sido a vida dos personagens de seu conto de fadas preferido.

Os alunos da Escola Estadual Pastor João Nunes, de Guarulhos (SP), aceitaram o desafio e mandaram os finais que eles acham que realmente aconteceram. Muito bacana. Parabéns, pessoal! Veja abaixo:

Branca de Neve

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“Depois do ‘viveram felizes para sempre’, a história virou outra coisa. O príncipe descobriu que a Branca de Neve tinha um mau hálito danado e eles viviam brigando.”
(João Vitor Felix de Andrade, 10 anos)

A Bela e a Fera

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“A Bela descobriu que a Fera estava com saudades de quando era Fera e tinha muitas pulgas, que ele passou para as filhas e para a Bela. E toda noite ficava uivando para a lua e eles começaram a brigar a partir daí. E foi assim por muitos e muitos anos.”
(Ana Carolina Dantas de Araújo, 9 anos)

“Depois do ‘felizes para sempre’, a Bela e a Fera tiveram filhos trigêmeos. Antes de se casar, Bela não percebeu que a Fera uivava para a lua e que ele tinha pulgas. Mais tarde, Bela achou os filhos uivando para a lua e também com pulgas.
(Guilherme Domingos Salgado, 9 anos)

“Depois do ‘viveram felizes para sempre’, a Fera descobriu que Bela que era uma fera, não ele.”
(Elizabete Barbosa Reis)

“Depois do ‘felizes para sempre’, a Bela e a Fera brigavam demais, porque a Fera se coçava toda hora e soltava um pum em cada minuto. Eles brigavam sempre”
(Julyane Pereira Balbino, 9 anos)

A Bela Adormecida

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“Depois do ‘viveram felizes para sempre’, o príncipe da Bela Adormecida descobriu que ela dormia roncando e eles só brigavam o dia inteiro. O príncipe ficava nervoso, porque não conseguia dormir.”
(Rafaella Assis dos Santos, 10 anos)

Pinóquio

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“O Pinóquio continuou mentindo pelo resto de sua vida e seu pai continuou falando a mesma coisa.”
(Luís Fernando Rodrigues da Silva, 9 anos)

 

Rapunzel

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“Depois do ‘viveraem felizes para sempre’, o marido de Rapunzel descobriu que aquelas tranças não eram verdadeiras. Era aplique. E ele começou a reclamar:
- Sua falsa! Não vou querer nunca mais acreditar.
Só que ele também tem um defeito, que é o chulé e a porquice. Ela percebeu isso e reclamou. Só que ele sabe que todo mundo tem defeito e se deram certo cada um com seu defeito.”
(Bianca Lindsey da Silva Santos)

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  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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