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Estadinho

04.abril.2012 07:00:50

Uma aventura pela arte

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(Por Aryane Cararo)

A escritora Katia Canton já falou sobre a aventura que é a pintura, a escultura e a arquitetura em uma série de livros publicada pela editora DCL. Neste mês, ela acrescentou mais um livro à coleção: Gravura Aventura. Você sabe o que é uma gravura?

É exatamente com esta pergunta que ela abre o livro!

Gravura “é uma forma de arte que pode ser reproduzida, gerando uma ou várias cópias”, explica Katia. Essa é a só a introdução para uma obra que vai explicar a história das gravuras e quais são seus vários tipos (como a no estilo Rorschach, com carimbo, decalques, xilogravura, em metal, na pedra…).

Algumas delas você já viu no próprio Estadinho, na seção Fabriqueta de Ideias. O legal é que, além de apresentar o assunto, Katia ensina como fazer ou adaptar algumas técnicas para você se aventurar a fazer arte em casa!

Gravura Aventura. Autora: Katia Canton. Editora DCL, R$ 30.

 

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14.novembro.2011 17:29:22

Sua vez!

Na Fabriqueta de Ideias dessa semana a colunista do Estadinho Katia Canton falou de Amadeo Modigliani (1884-1920), um artista moderno que criava retratos de pessoas com linhas bem alongadas. E o Sua Vez sugeriu que cada um fizesse um retrato assim.

A Luisa Schuler Bicev, de 9 anos, topou a brincadeira e mandou um autorretrato muito legal pra gente.

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Se inspirou? Faça o seu e mande pra gente no estadinho@grupoestado.com.br.

 

 

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Você pode adorar ler e ouvir histórias. Mas folhear as páginas e observar cada desenho também é muito legal, não? Mesmo aqueles livros que só têm imagens, sem uma palavra sequer, já contam histórias. E elas são de todos os tipos: tem os contos de fadas, os pop-ups (cujas ilustrações parecem pular do papel), os grandes, os pequenos, os engraçados, os que emocionam a gente… Puxa, como é bom esse universo colorido dos livros!

Assim como a narrativa, as ilustrações são superimportantes. Dependendo do autor, às vezes os desenhos vêm antes que o próprio texto. E, em todos os casos, de nada adianta a história ser incrível se as imagens não forem bonitas, bem feitas e adequadas à obra.

Para entender melhor os livros ilustrados que vimos por aí, nas prateleiras do colégio, das livrarias e das bibliotecas, fomos ver Linhas de histórias, uma exposição em cartaz no Sesc Belezinho, em São Paulo, que faz um panorama do livro ilustrado no Brasil. (Fotos: Thais Caramico/AE)

 

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Sob curadoria de Katia Canton (que faz a Fabriqueta do Estadinho), Fernando Vilela, Alcimar Frazão e Odilon Moraes, a exposição tem livros dos anos 1970 até hoje. Os mais de 50 títulos foram divididos em corredores, onde é possível ver os os desenhos originais. A exposição acontece como se fosse um passeio. Você entra e sai dos corredores para ver os seis núcleos: Livro-imagem, Humor, Experimentais, Tradição do Artesanato, Cultura Brasileira e Clássicos e Contos de Fada.

 

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Uma parte muito legal, logo na entrada, é um trilho que faz alguns quadrinhos correrem de um lado para o outro. Há várias histórias feita apenas com imagens. A ideia é agrupar uma tela atrás da outra e, então, começar a puxar da primeira em diante para conseguir entender a narrativa. Se estiver muito alto para você, peça uma forcinha a algum adulto ou monitor por perto.

 

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Interativa e curiosa é a parte dos gaveteiros. Está vendo esse móvel branco na frente da ilustração do livro De Passagem, do Marcelo Cipis? E só puxar para ver as obras originais de alguns livros, os desenhos que os ilustradores fizeram para serem impressos. Quem também está “escondido” ali é o Telefone Sem Fio, do Ilan Brenman com o Renato Moriconi. As pinturas são lindas!

 

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João Felizardo, o Rei dos Negócios, da Angela Lago, está exposto sobre uma mesa de vidro, assim como tantos outros beeem interessantes. Tem o baralho do Luiz Zerbini, que montou uma obra linda para mostrar Alice no País das Maravilhas, Número de Circo, da Laura Teixeira, que inventa personalidades para os números, e o engraçadíssimo Zig Zag, da Eva Furnari, que brinca com as palavras, invertendo e desenhando seus significados.

 

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Na seção A Tradição do Artesanto, é possível ver como as técnicas se misturam com a pintura e só depois com os efeitos do computador. Essa rendinha na foto é de verdade, feita a mão, por moradoras de uma favela de São Paulo. Se você escaneá-la, vira uma bela ilustração. Lá, você pode “escaneá-la com as mãos” (sim, ali é permitido tocar).

Os bordados são importantes “ferramentas” para construir bonitos elementos visuais. Dá para ver isso, por exemplo, no livro A Menina, A Gaiola e a Bicicleta – Céu de Passarinhos, de Demóstenes Vargas e Família Dumont, com texto de Rubem Alves.

 

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No final da exposição, antes de você ir para a outra sala onde estão as instalações dos livros homenageados (Flicts, de Ziraldo; Ida e Volta, de Juarez Machado; O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França; A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari e O Cântico dos Cânticos, de Angela Lago), aproveite a biblioteca para ler tudo que você viu na mostra. Há uma prateleira bem grande com vários exemplares expostos. E essa espécie de pirâmide encarpetada para você deitar, sem pressa.

Vai lá: Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, Belém. 2076-9700. Visitação até 28 de agosto (terça a sexta, das 9 h às 22 h; sábado, das 9 h às 21 h; e domingo, das 9 h às 20 h). Grátis.

 

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04.junho.2011 07:30:00

Moda de papel

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Ilustrações: Carlinhos Müller

Nesta semana, o Estadinho que saber: o que é moda para você? Para nós, é sentir-se bem usando aquilo que se gosta. Não importa a marca nem de onde a roupa vem. E vale lembrar que moda também é uma arte, um jeito de se expressar. Já parou para pensar como o corpo também vira uma escultura? E nos movimentos culturais e sociais em que a moda está inserida? Por que será que alguns ídolos musicais têm o mesmo estilo?

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Para ler a matéria completa e conhecer melhor a história de algumas peças, é só clicar nas páginas abaixo. E conferir ainda o bate-papo que tivemos com a inventora Miki W., autora do livro Vestida para Espantar Gente na Rua, e ver que bacana que é um grupo de amigas que comanda o Brechó Pop Camelô. Ah, sobre elas, você pode continuar lendo mais para baixo.

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Mas não pare por aí. A ideia de falar de moda também virou brincadeira no Estadinho. Na edição de papel, todas ilustrações foram feitas para recortar e vestir os bonecos da capa, como você na imagem acima. As mesmas imagens estão disponíveis aqui para impressão (assim, se você ficar com dó de tirar um pedaço da sua edição impressa, tudo bem! Você pega do blog sem ter de “costurar” depois).

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Daniel Teixeira/AE

O que você faz com as roupas que não servem mais? Aos seis anos, quatro amigas de colégio decidiram vender peças usadas para levantar uma grana e viajar para a Disney. Elas começaram a juntar roupas que não serviam mais, garimpar os armários das mães, tias e avós e o projeto deu certo. Hoje, aos 10, Giovanna Pezzuto, Estela Barone Rocha Pinto, Joana Fusco Ximenes e Marcela Magalhães organizam com muito estilo (e sem frescura) o Brechó Pop Camelô.

Até agora, quatro edições já foram feitas com sucesso! “A gente foi juntando tudo e colocou pra vender bem baratinho”, diz Giovanna. “O segredo é ter peças baratas. Assim, as pessoas compram bastante e quando você vê, já ficou um montão”, explica Estela. Na última edição, o brechó foi organizado em uma loja da Vila Madalena. “Foi muito bom. Até a dona da loja agradeceu a gente por ter emprestado o espaço, pois acabamos levando um monte de gente pra lá”, lembra empolgada a Joana. Já Marcela, conta mais sobre o que é aceito e como os preços são definidos: “Ah, existe meio que uma tabela. Por exemplo, uma blusinha simples vai custar R$ 5 ou R$ 10. Se ela tem algum detalhe, alguma coisa bem bonitinha, aí a gente pensa. Mas, no geral, quase tudo é entre R$ 5 e R$ 25. E temos bijuterias, skate, livros… Colocamos pra vender o que a gente consegue juntar”, diz.

O legal das meninas é que apesar de conhecer alguns nomes da moda e ter peças de marca, elas não ligam apenas para isso. “O que mais vejo é uma garota com shorts e camisa xadrez, sempre igual”, conta Giovanna, que comanda o blog Love Teen.
Com isso, as meninas já até fizeram parcerias com ONGs. E o mais legal não é que elas estão guardando dinheiro para realizar um sonho. E sim que dá para sentir, só conversando com elas, que o rola mesmo é uma ação de amizade supersaudável. Elas respeitam cada estilo (todas são bem diferentes) e ajudam os amigos a se vestir melhor sendo bastante elegantes. “Ah, a gente não fica falando muito. Mas por exemplo, se tem alguém que pede opinião e a gente vê que a roupa não tá legal, a gente tenta mostrar que fica melhor de outro jeito. Então a gente incentiva outro visual sem ficar falando mal do anterior”, conta Joana.

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Para completar seu conhecimento de moda, há mais uma peça que não pode faltar no seu “armário”. Nesse livro Moda: Uma História para Crianças (Cosac Naify) de Katia Canton e Luciana Shiller, a moda é apresentada por períodos, fatos e curiosidades. Tem uma seção sobre o Egito, outra para falar de acessórios e uma bem legal que conta um pouco sobre estilistas famosos da alta-costura, como Chanel e Dior, por exemplo. E, no final, traz um texto bem interessante que diz: “A moda é feita não só pelos costureiros e artistas famosos, mas também por todos nós. A moda é criada nas ruas, no jeito como as pessoas se vestem. Seu próprio jeito de ser também faz parte da história da moda. Pense nisso”.

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Hoje, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infantil. Sabe por quê? A data foi escolhida por causa do aniversário de um dos maiores escritores infantis da história: o dinamarquês Hans Christian Andersen. Se estivesse vivo, ele faria 206 anos.

O Estadinho, então, fez uma reportagem para que você conheça melhor esse homem, autor de O Patinho Feio, A Pequena Sereia e mais de 150 histórias e contos de fada. Clique nas páginas a seguir e leia a matéria completa. Na 3, você vai ver que a gente sugere uma brincadeira. Para se divertir, clique aqui e imprima as ilustrações do livro Os Mais Belos Contos de Andersen (Ed. Salamandra, R$ 47,90). Feito isso, cole-as sobre um palito de churrasco e crie suas versões, como se fosse um teatro de marionetes e fantoches (assim como fazia Andersen quando criança).

E se você estiver em São Paulo, continue lendo o post para saber onde ver mais coisas sobre o mundo encantado de Andersen.

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DIVERSÃO NA BIBLIOTECA

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(Obra de Georgia Vilela/Reprodução)

Hoje (dia 2), a partir do meio-dia, a Biblioteca Pública Hans Christian Andersen, no bairro paulistano do Tatuapé, abre uma exposição sobre o autor e apresenta uma programação cheia de histórias e atividades. É para se sentir na própria casa de Andersen. “A intenção é que o visitante saia de lá com a sensação de intimidade com esse universo de Andersen. É realmente para entrar dentro do espaço privado dele”, conta a curadora da exposição, Katia Canton.

Logo na entrada, você passa por um túnel azul e branco de tecido. É como se começasse a viagem pelo céu e pelas nuvens, no planeta dos sonhos. A porta da casa encantada está logo à frente.  Escolha sua história no quadro e leia. Ou entre de uma vez, para ver os contos em forma de arte. Ali dentro estão expostas oito histórias e muitas ilustrações. A primeira é do Valente Soldadinho de Chumbo – numa mesinha que lembra a casa da vovó estão o soldadinho perneta, a bailarina na caixinha de música e o coração (afinal, é uma história de paixão).

Ao lado há algumas roupas transparentes e uma coroa feita pelo artista Dácio Bicudo. Você pode experimentar as capas para se sentir como o rei, que foi enganado e ficou só de cueca na frente do povo, achando que estava vestindo uma roupa que só as pessoas inteligentes podiam ver. Mais alguns passos e uma pilha de colchonetes faz lembrar a história da princesa que conseguiu sentir uma ervilha escondida lá embaixo. Coladinho ali, várias caixas de feira recriam alguns episódios da vida de Polegarzinha. Do lado contrário, nadam tranquilos a mamãe pato, seus filhinhos bonitos e o patinho que nasceu feio.

Ande um pouco para chegar ao conto da vendedora de fósforos, que vê um anjo no final. Entrando em outra salinha, vários vidrinhos que parecem de um laboratório de química guardam trechos da história da Rainha de Neve (tem um frasco com um pé de tênis, um olho de vidro…). Fechando uma volta completa, há uma escultura em areia da Pequena Sereia. Mas o passeio não acaba aí. Olha só quanta coisa vai acontecer ainda:

Dia 2/4:
11 h – Show O Rei do Era Uma Vez, com Giba Pedroza, Zana de Oliveira e Ricardo Würker.
16 h – Teatro O Velho do Sono, com a Cia. Lúdicos.

Dia 4/4:
10 h e 14 h – Teatro Pedro Palerma, com o grupo Meninas do Conto.

Dia 5/4:
10 h e 14 h – Show O Soldadinho de Chumbo e Outros Brinquedos, com Giba Pedroza, Zana de Oliveira e Ricardo Würker. O espetáculo envolve contação de histórias e músicas.

Dia 6/4:
10 h e 14 h – Oficina de kirigami (20 vagas por turma, fazer inscrição na biblioteca)

Dia 7/4:
10 h e 14 h – Oficina de teatro de sombras, coordenada por Edilson Castanheira e Irani Cippiciani (20 vagas por turma)

Dia 8/4:
10 h e 14 – Narração e roda de histórias.

Dia 9/4:
10 h – Realejo na praça
11 h – Festivandersen: minifestival de narração de histórias com Regina Machado, Kelly Orasi, Zé Bocca, Paulo Federal e Giba Pedroza.

Exposição: até 22 de junho.
Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. Av. Celso Garcia, 4.142, Tatuapé, (11) 2295-3447. De segunda a sexta, das 8 h às 17 h e sábado das 9 h às 16 h. Grátis.

E TEM MAIS ANDERSEN

A Livraria NoveSete vai fazer hoje uma maratona de histórias com o evento Uma Tarde com Andersen. Das 16 h às 18h30, os contadores Kiara Terra, Tom Will e Ana Lucia Brandão vão narrar seis histórias do escritor.

Livraria NoveSete. Rua França Pinto, 97, Vila Mariana, (11) 5573 -7889. Grátis.


(Por Aryane Cararo e Thais Caramico)

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Na Fabriqueta de Ideias de sábado (dia 27), a escritora Katia Canton falou sobre como o artista italiano Giuseppe Arcimboldo criou sua própria forma de fazer arte, compondo retratos com alimentos. Veja um exemplo aí abaixo, que leva o título Outono:

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No final, ela propos que cada um pegasse folhas, flores e frutas em casa e montasse uma obra. O João Bachiega Kolokathis, de 5 anos, que mora em Campinas (SP), aceitou o convite e fez um lindo retrato. “Minha obra representa o outono, porque o esquilo está juntando castanhas”, explicou ele. Nós adoramos!!! Veja que legal que ficou:

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Parabéns, João! Seu esquilo ficou muito bacana!

 

Achou interessante? Quer saber mais sobre quem foi esse tal de Arcimboldo? Veja o que a Katia contou:

Giuseppe Arcimboldo (1527- 1593) foi um artista italiano da Renascença. Ele começou a pintar com seu pai, na cidade de Milão. Logo seu talento foi reconhecido e ele virou aluno de Leonardo da Vinci. Arcimboldo também foi convidado a se tornar um artista da corte do rei Fernando I, em Praga, atual capital da República Tcheca.

Nas horas vagas do seu trabalho, que era o de fazer retratos das pessoas importantes da corte, Arcimboldo criou um estilo que o distinguiria de outros pintores para sempre: passou a retratar pessoas, mas não como elas são vistas, e sim com figuras de animais, vegetais e outros materiais naturais, como em uma colagem.

Uma de suas obras mais famosas é a série Quatro Estações (pinturas realizadas em 1573, que pertencem ao Museu do Louvre, em Paris). A tradição de pintar pessoas de acordo com as estações do verão, outono, inverno e primavera já existia desde o Império Romano. Mas nunca ninguém tinha usado os elementos da natureza para compor esses retratos!

 

 

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No Estadinho de papel do dia 30 de outubro, a escritora Katia Canton fez uma proposta bem legal na coluna Fabriqueta de Ideias. Ela perguntava para os leitores o que teria acontecido com os contos de fadas depois da frase “e foram felizes para sempre”. Será que foram mesmo? Na vida real, é difícil ser feliz 100% do tempo. O convite que ela fazia era justamente para imaginar como teria sido a vida dos personagens de seu conto de fadas preferido.

Os alunos da Escola Estadual Pastor João Nunes, de Guarulhos (SP), aceitaram o desafio e mandaram os finais que eles acham que realmente aconteceram. Muito bacana. Parabéns, pessoal! Veja abaixo:

Branca de Neve

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“Depois do ‘viveram felizes para sempre’, a história virou outra coisa. O príncipe descobriu que a Branca de Neve tinha um mau hálito danado e eles viviam brigando.”
(João Vitor Felix de Andrade, 10 anos)

A Bela e a Fera

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“A Bela descobriu que a Fera estava com saudades de quando era Fera e tinha muitas pulgas, que ele passou para as filhas e para a Bela. E toda noite ficava uivando para a lua e eles começaram a brigar a partir daí. E foi assim por muitos e muitos anos.”
(Ana Carolina Dantas de Araújo, 9 anos)

“Depois do ‘felizes para sempre’, a Bela e a Fera tiveram filhos trigêmeos. Antes de se casar, Bela não percebeu que a Fera uivava para a lua e que ele tinha pulgas. Mais tarde, Bela achou os filhos uivando para a lua e também com pulgas.
(Guilherme Domingos Salgado, 9 anos)

“Depois do ‘viveram felizes para sempre’, a Fera descobriu que Bela que era uma fera, não ele.”
(Elizabete Barbosa Reis)

“Depois do ‘felizes para sempre’, a Bela e a Fera brigavam demais, porque a Fera se coçava toda hora e soltava um pum em cada minuto. Eles brigavam sempre”
(Julyane Pereira Balbino, 9 anos)

A Bela Adormecida

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“Depois do ‘viveram felizes para sempre’, o príncipe da Bela Adormecida descobriu que ela dormia roncando e eles só brigavam o dia inteiro. O príncipe ficava nervoso, porque não conseguia dormir.”
(Rafaella Assis dos Santos, 10 anos)

Pinóquio

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“O Pinóquio continuou mentindo pelo resto de sua vida e seu pai continuou falando a mesma coisa.”
(Luís Fernando Rodrigues da Silva, 9 anos)

 

Rapunzel

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“Depois do ‘viveraem felizes para sempre’, o marido de Rapunzel descobriu que aquelas tranças não eram verdadeiras. Era aplique. E ele começou a reclamar:
- Sua falsa! Não vou querer nunca mais acreditar.
Só que ele também tem um defeito, que é o chulé e a porquice. Ela percebeu isso e reclamou. Só que ele sabe que todo mundo tem defeito e se deram certo cada um com seu defeito.”
(Bianca Lindsey da Silva Santos)

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(Por Renata Reps)

O feriadão prolongado deixou todo mundo meio preocupado: será que as crianças apareceriam para o Circuito Estadinho do sábado passado? Afinal de contas, pensamos, um dia de sol como aquele as levaria para a praia, para o parque… E foi por isso que ficamos muito contentes de ver que vários meninos e meninas preferiram ir à Livraria Cultura no Shopping Villa-Lobos para participar da oficina de Varal de Volpi da escritora Katia Canton. Foi muito legal! Até quem estava só de passagem quis saber o que estava acontecendo, e no final, a área reservada para a oficina ficou lotada!

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Mas o que é esse tal varal de Volpi? Bom, é uma ideia criada pelo artista ítalo-brasileiro (metade italiano, metade brasileiro) Alfredo Volpi. Ele adorava fazer bandeirinhas muito coloridas, tipo aquelas de festas juninas mesmo. Inspirada na alegria que as cores trazem, Katia propôs que cada criança fizesse um desenho que mostrasse o que o mundo precisava para ser um lugar mais feliz.

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Na verdade, não precisava ser um desenho: quem quisesse podia fazer uma colegem, escrever uma história e preparar uma montagem com vários tipos de papéis diferentes. A regra era uma só: bastante cor em obras que representassem a felicidade. À medida que os trabalhos ficavam prontos, eram pendurados em um grande varal que ia de um lado a outro da área infantil da livraria. E não terminava ali! Katia vai juntar todos eles e fazer uma exposição no dia 18 deste mês, durante o aniversário de 97 anos do Parque Buenos Aires, que fica em Higienópolis.

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“Desenhei os latões coloridos para separar os tipos de lixo e reciclar. Assim, a gente ajuda a não poluir o mundo e os animais e as plantas não morrem.”
Jade Paes de Barros, 9 anos.

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“Roupas deixam o mundo mais feliz! E ainda fazem com que a gente não passe frio”, disse Carolina Soares Lee, 4 anos, que fazia um vestidinho em uma cartolina com fitas coloridas.

No próximo Circuito, dia 11/9, o colunista do Estadinho Professor Sassá vai dar uma oficina sobre esculturas feitas com papel alumínio. O evento será às 15h, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping (R. Turiassú, 2.100, Perdizes). A atividade é gratuita, mas as vagas são limitadas.

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Amanhã, dia 4, tem mais um Circuito Estadinho. E como este mês é muito importante para as artes no Brasil (é quando começa a 29ª Bienal de São Paulo), todas as atividades de setembro serão relacionadas às artes plásticas .

Para abrir nossa programação, convidamos a escritora Katia Canton, autora da Fabriqueta de Ideias, para falar sobre o pintor Alfredo Volpi. Numa oficina chamada Varal de Volpi, Katia vai estimular as crianças a fazer um texto, um desenho, uma bandeirinha, uma colagem ou um pedido por um mundo mais alegre. Depois, os trabalhos serão pendurados em um varal de verdade no Parque Buenos Aires, no dia 18, durante o aniversário de 97 anos do local.

Ah, Volpi adorava desenhar bandeirinhas e queria um mundo mais colorido. É esse o convite que fazemos a você!

Circuito Estadinho - Contação de histórias e oficina de artes com Katia Canton. Sábado (dia 4), às 15 horas, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. Nações Unidas, 4.777). Grátis.

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07.agosto.2010 07:15:38

O som da água

A Fabriqueta de Ideias da Katia Canton, publicada no Estadinho de papel de hoje (dia 7/8), fala sobre a água. E faz um convite a você para evocá-la pela música e pelas artes plásticas. Vamos lá?

Em 1909, bem no comecinho do século 20, o fenômeno da água (mais precisamente, o mar) intrigou um importante músico. O francês Claude Debussy (1862-1918) ficou famoso pela composição orquestral “La Mer” (em português, O Mar).

Ouça abaixo o som desta composição e perceba como o artista conseguiu passar a ideia de ondas estourando, espumando e dissolvendo-se na praia.

 

A ARTE MARINHA

Artistas plásticos também têm feito interessantes obras com o tema do mar e da água. Vamos falar aqui de dois brasileiros que, ao contrário de Debussy, atuam no nosso momento histórico.

1) Marcelo Moscheta está com uma exposição chamada Mare Incognitum no Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo, até o dia 10 de outubro. Usando desenhos, fotografias e colagens, o artista apresenta paisagens marinhas árticas, mudando a forma de representar esses espaços naturais inabitados.

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2) Sandra Cinto apresentou Imitação da Água, no Instituto Tomie Ohtake, até o dia 1º de agosto. Na exposição, havia paredes lindamente pintadas em vários tons de azul. Por cima delas, a artista desenhou ondas, utilizando caneta permanente prateada. Ela também mostrou barquinhos de papel, que fazem parte de uma longa pesquisa sobre os mares.

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Comentários recentes

  • kauane: parabens muito esclarecedor e interesante
  • kauane: tambem gostei muito vou comentar com meus colegas de casse
  • quico: tb n entendi.
  • Julieta Miho Yamate: Angela Lago: seus livros pulsam a vivacidade e a perspicácia de uma criança. Seus desenhos e...
  • Marlene Mendes: muito legal. vou fazer para os meus alunos. ADOREI !!!!!!!!

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