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Estadinho

27.abril.2012 15:39:14

Contando o tempo

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Às vezes, o tempo passa muito rápido. Geralmente, esses dias são aqueles em que brincamos e nos divertimos muito. Mas tem horas que uma hora demora a passar… Como quando a gente tem prova ou uma aula de que não gosta. Afinal, quanto tempo o tempo tem?

Se você gostou do assunto não perca o Circuito Estadinho deste sábado (dia 28). Kika Antunes e Renata Truffa, do grupo Contantes Contentes, vão trazer histórias sobre isso. Será às 15 h, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos.

 

Circuito Estadinho: contação de histórias com Contantes Contentes na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros), às 15 h. Grátis!

 

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14.novembro.2011 19:38:47

Varal de histórias

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(Por Aryane Cararo)

Livraria é um lugar onde ficam “pendurados” livros, histórias e revistas nas prateleiras. Mas não é que a Andi Rubenstein resolveu pendurar roupas? Juro, juradinho! Aconteceu no Circuito Estadinho do último sábado (dia 12), na Livraria Cultura do Shopping Market Place.

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Ela levou um varal e colocou lá um lenço, um macaquinho, uma echarpe e um véu. As crianças tinham que escolher o que tirar dos prendedores de roupa. E para cada peça recolhida, Andi começava uma história, acompanhada do músico Gustavo Finkler.

- Alguém aí lava roupa? – perguntou a Andi.

E não é que os irmãos Lorena e Felipe Delgado, de 4 e 6 anos, disseram que sim?! Andi duvidou e perguntou como se fazia.

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- Esfregando! – respondeu Felipe. Andi esperava que ele dissesse: “Colocando na máquina.”

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Por causa dessa desinibição toda, os irmãos foram os primeiros a escolher uma peça. Mas na hora de tirar uma roupa do varal, foi difícil chegar a um consenso: Felipe queria uma, Lorena outra. No fim, eles concordaram em retirar o lenço. E lá foi a Andi começar a contar a história daquele lenço, que ela ganhou de uma amiga chamada Maria.

Maria era casada com João e eles tinham uma vaquinha. A mulher pediu ao marido para ir à cidade e trocar a vaca por alguma coisa mais útil para eles. Na primeira vez, ele trocou a vaca pelo cavalo. Na segunda, trocou o cavalo pela ovelha. Depois, a ovelha por um ganso, o ganso pela galinha e, por fim, ficou só com um saquinho com titica de galinha nas mãos. É com isso que João chega em casa, depois de um dia de trocas. O que será que Maria vai dizer? Que ele foi sabido ou ingênuo?

Sabe que tinha um João no Circuito? Ele era muito esperto!

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- Eu sou mais sabido de todo mundo! – afirmou o João Pedro Silva Rodrigues, de 5 anos. Ele adora histórias, principalmente as que envolvem animais (melhor ainda se for do fundo do mar, com tubarão). E costuma ser bem participativo e desinibido. A gente achou ele modesto também!

Se você perdeu a contação de histórias no Circuito, pode ler esse conto no livro João Boboca ou João Sabido?, de Rosane Pamplona, pela editora Brinque-Book. A gente não vai contar aqui o final. Em vez disso, perguntamos às crianças que estavam lá pelo que elas trocariam a vaca. Foi cada resposta…

 

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“Eu trocaria por um lobo! O bicho que eu mais gosto é o lobo!”, contou Felipe Franco Jordano, de 6 anos. Felipe adora as histórias do Barba Ruiva, mas ele ainda está terminando de ler o livro. E disse que gosta dos quadrinhos da Mônica que têm no Estadinho. Durante as histórias, Felipe lembrou que ter uma galinha na casa do João seria bom, porque dava para fazer coxinha, que é uma delícia. 

 

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E olhe só como ele ficou tenso quando a Andi estava contando a segunda história, de suspense. Felipe mergulha mesmo nas histórias!

 

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Mesmo quem não sabe falar ficou ali quietinha ouvindo. A Manuela Giopato Meneghin tem só seis meses, mas parecia estar entendendo tudo no colo da irmã, a Bruna G. Meneghin, de 3 anos, que adora histórias de princesas.

 

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Já o Enzo Maya Littério, de 4 anos, disse que não trocava a vaca “por um nada, nadinha”. Ele gostou mesmo foi da segunda história: ” Porque era um pouquinho engraçadinha”, explicou ele, muito exigente. Fã do Lanterna Verde, Enzo foi o mais participativo no Circuito. Ele queria ajudar a Andi a contar as histórias e estava tão compenetrado nesta tarefa que levantava o tempo todo para que fosse ouvido. Foi um assistente e tanto!

 

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Tanto que acabou escolhendo outra peça do varal, junto com a Gabriela Rocha Della Rosa, de 6 anos, que já participou antes do Circuito Estadinho! Olha ela lá na ponta à esquerda, de vestido preto, branco e rosa. Gabriela ficou o tempo todo ali, bem na frente, assim como a Heloísa Conti Belo, de 6 anos, na ponta à direita (de trancinha).

 

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Heloísa também é veterana de Circuito: já fez até um foguete numa das oficinas. Vejam que concentração! Ela morreu de rir com a interpretação da Andi.

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E por falar em gente que sempre aparece para ouvir uma história, vejam só a fofa da Marina Suppo (acima), de 3 anos, que foi lá com uma saia rodada linda e uma tiara de princesa. Quando viu o véu pendurado no varal, jurava que era vestido (de noiva). Mas era um mosquiteiro, aqueles véus que se colocam em volta da cama ou do berço para se proteger dos mosquitos.

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O Leonardo Costa, de 2 anos, e a Mariana Khoury, de 4, adoraram a contação e ficaram muito tristes quando ela acabou. Leonardo quis até dar um abraço em Andi. Ele gostou da história do saquinho, mas, no saquinho dele não tinha titica, só a galinha mesmo. A Mariana curtiu a do patinho. Acompanhe quanta troca eles fariam:

Leonardo disse: 

- Eu troquei por um cavalo, daí troquei por um burro. Eu ia trocar o burro por uma ovelha, mas escolhi um panda. Depois eu escolhi um pato.

E a Mariana:

- Troquei a vaca por um porco e levei para a lama. Depois, troquei por um patinho, que vai na água.

Legal, vocês gostam de que tipo de história?

- Eu gosto de história de caveira, gosto de cachorro e de bexiga e gosto de camiseta de futebol. Ah, e gosto de história de príncipe, aquele que salva a princesa! – disse o Leonardo. Já a Mariana contou que gosta mesmo de história de pato e da Chapeuzinho Vermelho, mas também adora assistir ao DVD da Bela e a Fera.

Se você perdeu esse Circuito, não perca o próximo, que vai ser bem diferente. Fábio Freire vai improvisar uma orquestra lá na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. E você vai tirar sons batendo no seu corpo e em objetos que não são instrumentos musicais! Vai ser no sábado, dia 19, às 15 horas.

 

 

 

 

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A Cia. Conto em Cantos faz mais uma apresentação no Circuito Estadinho amanhã (dia 5). No último sábado, Juliana Offenbecker e Priscila Harder falaram sobre lendas da amazônia e deixaram as crianças quase sem respirar durante as histórias de susto, mas também arrancaram muitas gargalhadas com o conto de Pedro Malasartes (veja aqui). Agora, Juliana se apresenta com o músico Beto Belinatti na Livraria Cultura do Bourbon Shopping. Juntos, eles vão contar três histórias:

1) O Grande Rabanete, uma história de Tatiana Belinky sobre um rabanete que cresceu mais do que o esperado e que mostra que nenhuma tarefa é impossível quando as forças se juntam;

2) A História de Orgulina, sobre uma moça que perdeu tudo o que tinha porque era muito orgulhosa;

3) O Menino e a Coca, um conto nordestino sobre um garoto que começa sua aventura carregando uma coca (uma espécie de abóbora) e termina levando uma viola.

Como isso tudo acontece? Não perca!

Circuito Estadinho: contação de histórias com a Cia. Conto em Cantos. Sábado (dia 5), às 15 horas, na Livraria Cultura do Borubon Shopping. Grátis.

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As meninas da Cia Conto em Cantos trouxeram histórias populares do Norte do País para contar às crianças que foram ao Circuito Estadinho no último sábado (dia 29), na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo. Teve história engraçada, teve outras de tomar susto, mas não teve ninguém que não tenha gostado dessas lendas do folclore popular brasileiro.

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Da amazônia, Juliana Offenbecker e Priscila Harder levaram não só histórias como a da Noiva do Cai-cai: elas vieram cheias de instrumentos para fazer os efeitos sonoros e também os efeitos de cena.

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Pois não é que até a cobra Boiúna elas trouxeram? Calma, não era uma cobra de verdade, mas um utensílio de palha usado pelos índios (esse que está nas mãos da Priscila).

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Marina Suppo, de 3 anos, nunca tinha visto instrumentos assim e ficou encantada muito antes de as histórias começarem. Ela queria tocar aqueles objetos todos, para saber que tipo de som cada um produzia. Ficou interessada em um tambor, mas teve de esperar a contação acabar para experimentar todos eles. No fim, ficou deslumbrada mesmo foi com o coco: ela nunca tinha visto som assim! Justiça seja feita: apesar de estar de olho nos objetos, ela prestou atenção em todos os contos e até sugeriu que a sobremesa de Pedro Malasartes fosse brigadeiro. E foi uma das voluntárias quando Priscila e Juliana pediram a ajuda para duas crianças corajosas.

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 O outro corajoso foi o Pedro Brito, de 6 anos, que participou da brincadeira. Bem no comecinho, ele estava meio tímido, olhando tudo lá do fundo da livraria. Aos poucos, foi chegando ao tapete lilás e, por pouco, quase levou uma patada da onça da história assim que arranjou um lugarzinho no meio.

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Depois, ele ficou bem à vontade e não desviou a atenção nem um minuto, porque sabe que para ouvir os contos atenção é fundamental. Ah, sabe o que ele disse que era preciso ter no jantar do Pedro Malasartes? Brócolis! Você diria isso também?

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A irmã de Pedro, Mariana Brito, de 4 anos, sugeriu um bifinho. Assim como Pedro, ela adora histórias e não perdeu um detalhe da contação.

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Ao lado dela, estava o participativo Arthur Taciano Fracalossi, de 3 anos. Ele sabe que para uma contação de histórias ocorrer é preciso ter livros e não dar atenção para ninguém. Foi por isso que ele só respondeu rapidinho que estava gostando de tudo, entre o intervalo de um conto e outro, e disse que precisava ouvir a música da história seguinte, que já estava tocando.

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Foi justamente a música que fez a festa de Carolina Santos Costa, de 2 anos. De pé quase o tempo todo, Carolina ia para lá e para cá toda vez que ouvia um som tocar. Gostou também de imitar os gestos das contadoras. Sua mãe contou que ela adora música e que faz balé. “E vai ser humorista também”, disse a mãe assim que Carolina fez essa carinha para a foto. Não ficou uma graça?

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Do lado dela, Beatriz Lopes, de 2 anos, também pediu para a mãe tirar os sapatos para ficar mais à vontade no tapete lilás. Ela ouvia com atenção, levantava na hora das músicas, imitava os gestos de terror e suspense das contadoras e queria participar de tudo. Adora histórias e pede sempre para a mãe ler muitos livros. E não se assustou com o véu da noiva assombrada: ela tinha visto algo parecido na comemoração de Halloween.

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Só tinha criança corajosa no Circuito. Rafaela Orrico Offenbecker, de 3 anos, prima da Juliana, era uma delas. De braços cruzados, boquinha apertada e queixo para cima, ela jurava que não tinha medo de nada, nadinha: nem da cobra Boiúna nem da noiva assombrada nem de nada. Mas sua irmã, a Laura Orrico Offenbecker, de 7 anos, disse que era mais corajosa que Rafaela. As duas moram na Bahia, estavam passeando por São Paulo e adoraram a tarde de histórias com a prima contadora. “Foi interessante e engraçado!”, disse Laura, que gostou mais da história da noiva. Ah, e até Maia Harder, de 6 meses, parece ter gostado de tudo: ficou atenta à contação da mãe Priscila.

Ficou com vontade de participar? Pois no próximo sábado (dia 5), Juliana Offenbecker está de volta no Circuito Estadinho, com histórias diferentes. Vai ser na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, às 15 h. Até lá!

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28.outubro.2011 07:27:23

Lendas amazônicas

 

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O Circuito Estadinho de amanhã (dia 29) vai trazer lendas diretamente do folclore amazônico. É que Priscila Harder e Juliana Offenbecker, as meninas da Cia. Conto em Cantos, foram coletar histórias no Amazonas e no Pará e agora as apresentam com objetos e instrumentos que vieram de lá. Entre os contos estão Como Surgiu a Noite, A Lenda da Vitória-régia e A Noiva do Cai-cai. Venha ouvir na Livraria Cultura do Shopping Market Place, às 15 horas.

 Circuito Estadinho: Contação de histórias com a Cia. Conto em Cantos na Livraria Cultura do Shopping Market Place (Av. Dr. Chucri Zaidan, 902, Morumbi). Sábado (dia 29), às 15 horas. Grátis.

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05.setembro.2011 18:26:03

Palavra-surpresa

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Foi uma surpresa só o Circuito Estadinho do último sábado (dia 3). A contadora de histórias Andi Rubenstein levou para a Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos uma bolsinha cheia de pedacinhos de papel. 

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Cada um tinha uma palavra, que puxava uma história ou, então, uma brincadeira. Logo no começo, Andi pediu para uma criança sortear um bilhetinho.

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E saiu PINGUE-PONGUE. Sabe o que aconteceu? Ela e o músico Gustavo Finkler já puxaram a música do contrário. Se ele cantava um verso com aberto, todo mundo tinha que cantar o contrário: fechado.

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Isso foi só o aquecimento para o que veio logo em seguida. Andi deu a bolsinha para Julia Schreier (a primeira, de blusa roxa), de 6 anos, pescar uma palavra. E lá veio BRINCO, que deu origem a uma história. Julia foi até o Circuito porque já conhecia (e gostava) do trabalho da Andi.

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Então foi a vez de sortear outro papel. Lucas de Faria Sottovia, de 5 anos, foi o escolhido. E que pescaria! Ele tirou justamente o papel que pedia: DÊ TRÊS PULINHOS.

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Como não sabia ler, foi sua irmã quem acabou dizendo qual era a tarefa. Sem demora, ele achou um espacinho e deu três saltos. Será que ele estava gostando? “Eu gosto de história de luta e de ficar acordado!”

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Enquanto isso, uma menina muito da fofa e da esperta, a Lívian Hayashi, de 4 anos, contribuía com várias ideias para Andi. Ela levantava a mão, respondia, cantava, vibrava, gargalhava e divertia todo mundo ao redor. O pai dela nos contou que Lívian adora contos de princesas e que a filha ficou tão desinibida assim porque já se sente à vontade em ambientes de contação de histórias. É um programa que a família costuma fazer sempre.

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Lívian não foi a única a dar muitas ideias. Pedro de Mello Fujita, de 5 anos, que segurava um balão verde, sugeriu alguns rumos para o que Andi estava contando. O que você disse mesmo, Pedro? ”Nossa Senhora da Achiropita, tenho que falar mais?” Ele adora contos do folclore brasileiro, especialmente o Lobisomem, o Saci, o Curupira e o Boitatá. E por que esses personagens? “O Boitatá é uma cobra que pega fogo. Queima.”

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Eduardo Antar, de 5 anos, também não queria muito papo com a gente. É que ele estava superconcentrado nas histórias. Olhe que foi difícil fazer essa foto! Teve de ser rapidinho. Em certo momento, o Eduardo até ajudou a Andi ao interpretar como se matava um mosquito. A mãe do Eduardo diz que ele está aprendendo a ler agora e que está adorando as letras e a leitura. Por isso ficou tão entretido!

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Quem também não desgrudou os olhos da Andi e do Gustavo foi a Nicolle Dellanoce, de 4 anos. Sentada no cantinho do tatame, ela ficou boa parte da contação com o dedinho na boca, daquele jeito que a gente tem certeza de que está prestando muita atenção. Ela gostou tanto dessa combinação de história e música que, no fim, fez questão de tirar uma foto com os dois.

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Natália Mello, de 7 anos, e seus primos Mariana Miura, de 6, e Felipe Miura, de 4,  ficaram até o final. Eles gostaram mais do segundo conto. “O do velhinho, porque ele era bravo!”, explica Felipe. Ele adora histórias de guerreiros antigos que lutam de espada. E as meninas gostam mesmo é de princesa. Natália prefere a Bela Adormecida e Mariana a Cinderela. Só que, na hora de escolher um livro preferido, Mariana opta por um caderno de atividades da kokeshi, aquela bonequinha japonesa de madeira.

No próximo sábado (dia 10), a tarde não será de histórias, mas de atividades. Com cola, tesoura e material colorido, o Professor Sassá vai ensinar a fazer um fantoche. Será na Livraria Cultura do Shopping Market Place, às 15 horas. Esperamos todos lá!

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Tempos atrás, a gente recebeu um material muito legal dos alunos do oitavo ano do Colégio Santo Antonio, que fica em Itapuí (SP). Eles escreveram contos de mistério durante as aulas de Língua Portuguesa e resolveram compartilhar o resultado com todo mundo que lê o Estadinho. Então, a partir de hoje, vamos publicar um conto por dia. Divirta-se com a leitura!

“Era uma vez uma pequena capela em Santa Fé que estava em reforma. E para finalizar só faltava fazer uma escada ligando a parte do coro ao chão.

As irmãs da capela procuraram em toda parte da região um carpinteiro disponível, mas todos estavam ocupados.

Um dia, decidiram fazer uma novena a São José para que aparecesse um carpinteiro para terminar a reforma. Quando elas terminaram a novena, um pobre homem apareceu com um jumento, uma caixa de ferramentas e disse:

- Eu estou disponível para fazer a escada.

As freiras ficaram contentes e disseram:

- Você pode começar amanhã, se quiser!

- Então vou começar a trabalhar amanhã, mas só com uma condição: trabalharei de portas fechadas!

Já no dia seguinte, o homem começou a trabalhar.

Passaram-se dois meses e o seu trabalho já estava concluído. As freiras ficaram surpresas pelo trabalho bem feito em pouco tempo e tinha mais uma coisa que surpreendeu mais ainda: ele não usou nenhum tipo de cola ou prego e não tinha nenhum apoio e era feito em formato de caracol.

No dia do pagamento, o homem desapareceu e as freiras procuraram ele por toda a parte e não acharam.

Agora todos dizem que o suposto homem era São José que veio fazer um milagre em troca da novena feita a ele.”

Murilo Lanza – 8º ano

 

E você? Também é um Pequeno Contador? Escreva uma história bacana e mande para a gente, por correio ou e-mail! Aí vão os endereços:

Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, Limão, 6º andar (para a redação do Estadinho), São Paulo/SP. CEP: 02598-900

 estadinho at grupoestado.com.br

 

 

 

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Havia um fazendeiro que tinha quase tudo o que queria na vida: muitos bois, uma fazenda enorme e bastante riqueza. Mas como nem tudo é perfeito, o tal homem tinha um filho mudo. Completamente calado, nunca tinha falado uma palavra. E olhe que já era rapaz!

Triste com isso, o fazendeiro fez uma promessa: daria sua fazenda a quem fizesse o filho falar. Mas se a pessoa falhasse, perderia sua cabeça. Muitos não conseguiram. Até o dia em que uma moça resolveu tentar, depois de um sonho.

Esse é só o começo de O Filho Mudo do Fazendeiro, um conto do livro No Meio da Noite Escura Tem um Pé de Maravilha, de Ricardo Azevedo. Este conto é feito de uma série de histórias, uma dentro da outra, que o grupo Contantes Contentes apresenta amanhã (dia 30), no Circuito Estadinho. Se você ficou curioso, não deixe de ir à Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. A contação começa às 15 horas!

Circuito Estadinho: Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros). Sábado (30), às 15 horas. Grátis.

 

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História enviada por Luiza Passamai Perez, 9 anos, São Paulo, SP:

 

“Era uma vez um dragão muito mau e com fome. Certo dia, o dragão soube de uma princesa muito bonita e esbelta e, sabendo disso, ele pensou:

– Já que ela passeia todos os dias no jardim do palácio, posso ir lá a essa hora, me transformo em príncipe (com a ajuda da bruxa Filomena), lhe convido para  passear na floresta  e a devoro!

No dia seguinte, o dragão foi para a casa da bruxa e ela concordou em lhe ajudar, mas suplicou:

– Irei lhe ajudar, mas não quero ficar com as mãos vazias, não senhor. Quero o dedão da mão direita dessa tal princesa.

O dragão concordou e foi embora, em direção ao castelo, em busca da princesa.  Ela estava passeando como de costume, quando viu uma coisa que não era flor nem árvore ou planta nenhuma. Foi se aproximando e lhe perguntou:

– Quem é você? De onde surgiu? O que faz aqui?

O sujeito se virou e, com uma fina e calma voz, respondeu:

– Sou Pedro 3º. Vim lhe convidar para um passeio. Seu pai permitiu carinhosamente que fizesse um passeio ao seu gosto, se quiser, é claro.

A princesa respondeu cuidadosamente:

– Adoraria. Passeios ao meu gosto são: canoagem, equitação, festas e passeios na floresta.

E o tal Pedro  3º respondeu:

– Então vamos à floresta, se quiser.

E Julieta concordou.

Então, foram à floresta passear. Quando Pedro 3º desapareceu, a princesa ficou desesperada, entrou floresta adentro e se perdeu lá. Foi quando ela começou a chorar e gritar:

– Buá! Pedrinho querido!!!

A princesa fechou os olhos e continuou a chorar. Então, ela desapareceu em um piscar de olhos e a floresta passou a ficar vazia. 

Quando abriu os olhos, ela se deparou com um dragão feio, sujo, nojento, enrugado, apavorador e resmungão e, ainda mais, dentro de uma caverna escura, molhada e tenebrosa.

Sem Julieta dizer nada, o dragão a engoliu de uma vez. Sem nem encostar nos dentes pontudos e amarelos. Sem que ninguém ouvisse, a moça ficou lá gritando e gritando dentro da barriga do dragão.

Sua fada madrinha, vendo tudo aquilo, não aquentou. Pegou outro príncipe muito belo, com os cabelos negros, olhos verdes, lábios rosados e uma bondade significante. Seu nome, Henrich.

Ele não era só bom, ele acreditava em monstros, bruxas e dragões. Só que seu pai não acreditava nisso tudo e tinha medo que ele saísse do palácio e corresse mundo afora. O príncipe recusava que seu pai lhe protegesse de coisas que ele não tinha medo. Com ajuda da fada madrinha, convenceu seu pai de que criaturas mágicas (como ela) existiam e que devia sair para salvar uma bela princesa que tinha sido comida por um dragão e coisinhas a mais.

O rei, entusiasmado, mesmo não querendo que o filho saísse de casa, o liberou por ter um grande sonho de que seu filho se casasse com uma bela moça, tivesse muitos filhos e que ele pudesse conhecer os seus netos.

A fada madrinha de Julieta levou o príncipe para o castelo do pai da princesa e, quando chegaram lá, o rei estava desesperado por já ser viúvo e perder a filha.

Já o corajoso e destemido príncipe se ofereceu como cavaleiro e foi atrás da princesa, mas recusou a ajuda da fada madrinha. Claro que ela ficou chateada por terem recusado sua ajuda, mas depois entendeu que o príncipe  conseguiria sozinho.

O príncipe, então, foi bater de casa em casa, vasculhando-as e revistando as pessoas.

Quando chegou à última casa do reino (que era a da bruxa Filomena), ele já estava exausto. Foi entrando e implorando por ao menos uma informação sobre quem tinha roubado a princesa, e a bruxa que não gostava de coisa com príncipe (porque sua irmã foi morta por um) rapidamente foi desembuchando:

– Eu não a raptei, mas sei quem foi.

– Quem?! – implorou o príncipe.

– Se te contar, você tem que prometer que vai me dar o dedão da mão direita dele, está bem?

– Está bem! – jurou o príncipe.

– Foi o meu amigo do presinho (Bruxos, Bruxas e Dragões), um dragão que mora no meio da Floresta dos Macacos, em uma caverna.

– Sim, muito obrigada e é claro que  lhe trarei o dedo – e saiu de lá dando risada.

O príncipe saiu galopando em direção ao centro da floresta para resgatar a princesa, matar o dragão e levar o dedão da mão direita dele.

Quando ele chegou no meio da floresta,  começou a procurar e procurar a tal caverna. Depois de umas duas horas e meia, ele achou a caverna e já foi entrando de supetão com a espada na mão e o escudo na outra. O dragão ficou muito assustado e espantado por não estar esperando ninguém, muito menos um príncipe com uma espada e um escudo nas mãos. Mas, para se proteger, já foi atacando, e o príncipe foi para cima também. Os dois começaram a brigar entre estalagmites e estalactites. No meio da luta, o príncipe arrancou o dedão da mão direita do inimigo e isso facilitou rasgar a barriga do dragão, pois o distraiu. O dragão, com muita dor, caiu no chão e, com a ajuda do príncipe, a princesa saiu de lá sem nenhum arranhão.

O príncipe a levou até seu cavalo, que era todo preto, e quando o sol batia nele parecia um cavalo de conto de fada, levando os dois para o castelo do pai de Julieta. Quando o pai a viu, lhe deu um grande abraço e um beijo, agradeceu ao príncipe por ter salvado sua filha, a ofereceu como esposa e ele aceitou. Mas queria saber se a princesa também o queria e ela o aceitou com muito gosto. Dias depois se casaram, a princesa  ficou grávida de trigêmeas.

O príncipe se lembrou do dedo do dragão e convidou sua esposa para acompanhá-lo até a casa da bruxa Filomena para entregar o dedo, pois era uma promessa. A princesa aceitou o convite, eles subiram em uma carruagem e foram até a casa da bruxa. Chegando lá, Filomena estava andando de um lado para o outro, esperando o dia da entrega do dedo. Quando viu o dedo na mão do príncipe, já foi dizendo:

– Finalmente! O meu jantar de segunda-feira retrasada, finalmente!!!

Quando o casal voltou para o castelo, veem todos se consolando sobre o rei. Então, chega a camareira da princesa e lhe diz:

– Sinto muito, querida, seu pai faleceu, mas tenho uma boa notícia. Vocês foram escolhidos pelo rei para obter o lugar dele!

Com isso, os dois se animaram e, depois de meses de espera, as princesas nasceram e cresceram e com isso todos viveram felizes para sempre.”

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Amanhã (dia 9), Kiara Terra conta a história Murucututu no Circuito Estadinho, às 15 h no Shopping Villa-Lobos. A contação vai ser baseada no livro Murucututu, a Coruja Grande da Noite, de Marcos Bagno, que fala sobre a relação entre uma avó e sua neta. A mais velha sabe de coisas que a outra ainda não tem idade para conhecer. Em compensação, a neta tem coragem para sobrevoar a cidade à noite, nas asas da temível coruja. Quer saber mais? Kiara conta logo abaixo:

“Essa é uma das minhas histórias preferidas. Vou contar um segredo: acho que é porque ela me dá saudades da minha avó. É uma história cheia de perguntas curiosas e comidas irresistíveis. O tempero é o medo e a coragem. Aquele medo gostoso de sentir no colo da mãe e do pai, aquele medo corajoso que faz o coração pular no peito. É daquelas histórias engraçadas e bonitas. Dá vontade de rir e uma pitada de saudades. Saudades de alegria boa. Vem abrir essa história comigo? Nela cabe o seu segredo. Pode vir! Eu vou gostar!”

 Circuito Estadinho. Contação de histórias na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av.das Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros). Sábado, dia 9, às 15 horas. Grátis.

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Comentários recentes

  • kauane: parabens muito esclarecedor e interesante
  • kauane: tambem gostei muito vou comentar com meus colegas de casse
  • quico: tb n entendi.
  • Julieta Miho Yamate: Angela Lago: seus livros pulsam a vivacidade e a perspicácia de uma criança. Seus desenhos e...
  • Marlene Mendes: muito legal. vou fazer para os meus alunos. ADOREI !!!!!!!!

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