
O que será que essas criaturas azuis e fofinhas estão fazendo nesse túnel de água? Sê você quiser saber, vai ter de ler a capa do Estadinho de hoje. Já assistimos ao filme Os Smurfs e adoramos! Aliás, como a estreia está prevista para o dia 5 de agosto, você já deve ter ouvido falar nesses seres encantados. Mas fique sabendo que muito antes de chegarem aos cinemas, eles já passaram por quadrinhos e desenho animado. Aliás, provavelmente seus pais gostavam deles quando tinham a sua idade.
Clique nas páginas abaixo e leia a matéria completa!
Gostou? Como dissemos nas páginas 1 e 2, os smurfs surgiram em 1958 nos quadrinhos. Depois, anos anos 1980, se tornaram mundialmente famosos com o desenho animado. A boa novidade é que você vai poder ler as histórias dessas criaturinhas em português.

Imagens: reprodução
Em O Smurf Repórter, lançado pela L&PM Editores, você vai conhecer uma criatura que adora observar e aprender tudo! E mais: nada escapa de ser anotado. O Smurf repórter tem sempre um bloco e um lápis à mão. E sai por aí divulgando o que vê pela aldeia. Até jornal ela lançou! Mas nem sempre isso cai bem para os outros 99 habitantes da floresta. Tem gente que chama o repórter até de fofoqueiro!
Com tradução de Alexandre Boide, o texto e as ilustrações são originais do Peyo, o belga que criou os smurfs. E custa R$ 29.

Por causa do filme, eles também ganharam um site com vídeos, fotos, várias informações sobre o longa e cinco games! Dá para ajudar o Desastrado a correr pelo Central Park, em Nova York, para encontrar os amigos, misturar as poções mágicas do Papai Smurf (em três níveis de dificuldade), ou então, ajudar o malvado Gargamel a capturar as minicriaturas em uma lojinhas de frutas.
Mas, se você ficou mesmo curioso para conhecer o desenho dos smurfs, veja os vídeos abaixo! Separamos o episódio do Ovo Mágico, que foi exibido no Cartoon Network, nos anos 1990. Divirta-se!
Ah, ainda tem um outro assunto bastante curioso e engraçado sobre os smurfs. Sabe o que essas pessoas aí embaixo estão fazendo vestidas de azul? Elas estão comemorando o Dia Internacioanl dos Smurfs, que é a data de aniversário do Peyo, quem criou esses “bichinhos”. O evento é tão famoso que já ganhou até as páginas do livro dos recordes, o Guiness Book. Todo ano, milhares de pessoas saem às ruas de Londres fantasiadas de Smurfs. Só para você ter uma ideia, no dia dessa foto, mais de 4.891 estavam pintadas de azul da cabeça aos pés.


Fotos: Sony Pictures/Divulgação
Primeiro veio o Hulk, depois o Homem de Ferro e, há poucos meses, foi a vez do Thor (aliás, você lembra da matéria que o Estadinho fez com ele? Clique aqui para ler).
Agora, o primeiro vingador criado pela editora Marvel Comics estreia amanhã (dia 29) nos cinemas. Bem diferente de todos os outros heróis, Capitão América fecha o ciclo de filmes da Marvel, antes da grande estreia: Os Vingadores, prevista para julho de 2012. É que a ideia da Marvel foi fazer quatro filmes separados, para depois reunir os heróis e outros amigos e inimigos em mais um longa!
Capitão América, em 3D, é muito bem feito e você deve assisti-lo quase como se fosse um videogame. Está liberado para quem tem mais de 10 anos, mas vamos logo avisando: é uma guerra só! Tem tiro para todos os lados e quando a pessoa morre, ela simplesmente desaparece da tela, sem deixar qualquer rastro.
O roteiro, bastante fiel ao quadrinho pop, narra a história de um soldado que era muito fraco, porém tinha um ótimo coração. Ele, então, é escolhido para ganhar uma força absurda e derrotar assim o Caveira Vermelha e seu grupo militar, um exército de nazistas.

Criada em 1941, a história é bastante política e mostra os Estados Unidos, prestes a entrar na 2ª Guerra, contra os nazistas que avançavam na Europa. Nos quadrinhos antigos, só para você ter uma ideia, o próprio Capitão América aparecia nocauteando o líder alemão Adolf Hitler na capa!
O que é curioso, no entanto, é que a única arma do Capitão América é um escudo. Basicamente, ele só se defende. E, quando precisa, ataca jogando o escudo no inimigo.

Não podia ser diferente: a reportagem do Estadinho de hoje (dia 9) é sobre a saga do bruxinho mais corajoso do mundo, o Harry Potter! De 2000 para cá, foram sete livros e oito filmes. O último só vai estrear no cinema na sexta-feira, dia 15. Ou seja: você tem, a partir de hoje, sete dias para rever ou conhecer essa história.
Clique nas páginas abaixo para ler a matéria completa. E depois veja o trailer e a resenha de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2. É que assistimos antes para contar aqui para você. Ah, importante: só entra sozinho no cinema quem tiver mais de 12 anos.
Chegou a hora de Harry Potter enfrentar, de uma vez por todas, o malvado Voldemort. A segunda parte de As Relíquias da Morte coloca um ponto final na história de uma geração (se bem que, cá entre nós, é uma aventura para levar para a vida toda, não? E ainda bem que em outubro será lançado o site do Harry).
Mas, voltando ao filme, os fãs ficarão bem contentes com o resultado. Em 3D, ele é bonito, assustador, revelador e muito emocionante. Hoje, durante a exibição aos jornalistas, muita gente até chorou de soluçar. Harry está mais velho e Hogwarts toda cinza, comandada por Snape e aquele exército de bruxos maus. O garoto, decidido, continua à procura das horcruxes (faltam três!). Para isso, conta com a ajuda de sempre: Rony e Hermione, agora namorados assumidos!
Outros amigos também resolvem acompanhá-lo na batalha. Juntos, eles voltam à escola de magia e procuram os pedaços da alma de Voldemort. Só assim Harry conseguirá vencer o inimigo e levar paz àquele lugar. Mas não será fácil. No meio de cada acontecimento, ele irá descobrir coisas que jamais imaginou. E vai ter de encarar os fatos e a própria realidade. É que o maior mistério de todos está relacionado a ele mesmo, a algo que aconteceu quando era ainda um bebê, no dia em que seus pais morreram. E aí, já sabe do que estamos falando?
Com muitos efeitos especiais, várias cenas do passado irão revelar o futuro. Até o dia em que o próprio senhor das trevas (ou aquele que não se deve dizer o nome) convoca Harry para encontrá-lo na Floresta Proibida. Ele vai sozinho e acaba acontecendo uma coisa muito ruim. No entanto, a história não para por aí. Uma outra luta acontece em Hogwarts, que, segundo as palavras do mestre Dumbledore, sempre ajudará aos que merecerem. Nesse momento, dá para entender o porquê de Harry ter sido o “escolhido”.
Ele vive no quarto de quase toda menina como bicho de pelúcia. Quem não tem ou teve, ao menos conhece uma garota que possui. É fofinho, veste uma camiseta vermelha apertada e adora mel (aliás, ele tem cor de mel). Seus amigos são um tigre, uma coruja, um leitão, um coelho, uma canguru, um menino e um burro. E a partir de hoje (dia 8 ) ele também está no cinema. Adivinhou?

Sim, é o ursinho Pooh (ou Puff, para seus pais), que está no filme Winnie The Pooh. A história gira, primeiro, em torno da cauda de Ió (Bisonho). Um dia, ele acorda com aquele ânimo todo e ela simplesmente não está lá. Desapareceu! Então, todos os animais se unem à procura de um novo rabo para o burrinho. Um concurso é organizado. Mas nada cai tão bem quanto sua própria cauda. Nesse meio tempo, Pooh vai à casa do menino Christopher e encontra um bilhete que gera outra confusão. Ninguém entende direito o que está escrito e todos acham que o amigo foi sequestrado por um bicho da Floresta dos Cem Acres. E o atrapalhado Pooh e seus amigos vão se envolver em muitas aventuras para tentar salvar Chris. Ah, sim, e o guloso ursinho vai tentar o tempo todo conseguir um pouquinho de mel.

Veja o trailer do filme:
A última vez que Pooh foi para o cinema foi em 1977. A Disney o trouxe de volta porque John Lasseter (diretor de Toy Story) resolveu bancar o filme. A animação, que é bem curta (tem pouco mais de uma hora), não vem em 3D e é indicada para crianças mais novas. Meninas de até 7 anos vão gostar do filme (talvez um pouquinho mais). Assim como Pooh, a história toda preserva um clima de ingenuidade.
A ideia foi trazer o ursinho mais ou menos como o vemos nos livros e, por isso, o filme começa com o livro de Pooh, escrito por A. A. Milne em 1926, sendo aberto. É como se os personagens, desenhados à mão no estilo clássico da Disney, saíssem do livro para viver a aventura. Em muitas cenas eles acabam brincando com os próprios parágrafos, palavras e letras. Para quem sabe inglês, vai ser divertido entender essas brincadeiras, como na cena em que letras empilhadas se transformam numa escada. Quem não sabe, pode pedir ajuda dos pais, não é mesmo?

A reportagem de hoje do Estadinho é sobre corrida. O filme Carros 2 estreou na última quinta-feira no cinema, mas o mundo do automobilismo é bem maior. Conversamos, portanto, com três crianças que levam o kart a sério. E também entrevistamos o bicampeão mundial Émerson Fittipaldi, para saber um pouco sobre a carreira dele nas pistas, e também como foi dublar um dos personagens do filme.
Clique nas páginas abaixo e leia a matéria completa. Depois, corra para ver o trailer na TV Estadão.

Na academia e no cinema, o assunto é um só: kung fu. É que a arte marcial chinesa pode ser praticada ou vista em filme Kung Fu Panda 2, que estreou ontem na telona. O Estadinho fala disso na matéria de hoje, que você pode ler no papel ou clicando nas páginas abaixo.
Gostou? Então, é hora de brincar! Assim como no primeiro filme, o panda Po está sempre cercado dos seus amigos, os Cinco Furiosos. Veja o trailer aqui. Agora, conheça um pouco sobre a personalidade deles e escolha qual você gostaria de ser. Lembre-se: todos esses animais também são posições do kung fu. E foram criadas justamente com base nos movimentos e características deles!
Tigresa
Ágil e rápido, este animal enxerga de longe e tem uma força fora do comum. Com as mãos fechadas, como garras à espera do inimigo, ele é capaz de derrubar qualquer bicho com um movimento perfeito.
Garça
Delicada e leve, ela também usa sua forma para levar vantagem e escapar de muitos golpes. Mais do que isso, é capaz de torcer o corpo e fazer movimentos muito perigosos. É que com o bico, pode acertar pontos vitais.
Macaco
Ele usa braços e pernas para atacar e se defender. Lutar com ele é, portanto, como se estivesse contra quatro animais. E tem um impulso absurdo de forte, capaz de subir a lugares altíssimos e dar grandes saltos.
Louva-a-deus
Ele tem mais de 300 posições, com cerca de 30 formas em cada uma delas. Calculista, ele pensa muito antes de atacar a vítima e, como símbolo de vitória, costuma comer sua cabeça.
Serpente
Rápida e totalmente flexível, ela consegue escapar de vários golpes e surpreender o inimigo de repente. É que a cabeça é sempre mantida firme, pronta para o ataque.
Para fazer essa reportagem, o Estadinho conversou com três professores e cinco crianças de duas academias de São Paulo. Quer saber mais sobre esses lugares e os estilos de kung fu que elas ensinam? Conheça a Peng Lai Brasil, especialista em Louva-a-Deus e a Hon Kit Wushu, do professor Thomaz hon Kit Chan, que é filho do grão-mestre Chan Kowk Wai, um dos responsáveis por trazer o kung fu para o Brasil.
Tem ainda a história da dança do leão, uma arte típica chinesa e que está ligada à tradição do kung fu. Em festas e datas comemorativas, os chineses fazem uma apesentação dessa linda e difícil dança. Para realizá-a, é preciso que cinco pessoas trabalhem em sincronia. Duas vestem a fantasia e três tocam os instrumentos. Veja neste vídeo a história da dança do leão, que além de ritmo, mistura vários movimentos da arte marcial.
E se você faz kung fu e quer contar o que essa arte marcial significa para você, escreva para estadinho at grupoestado.com.br, ou aproveite e comente aqui no post!

O Estadinho de hoje (30) é do barulho! Literalmente. Tudo por causa do Thor, o deus do trovão, que estreou ontem nos cinemas e virou nossa reportagem de capa. O filme é baseado nas histórias em quadrinhos da Marvel, assim como o Homem de Ferro e o Hulk. Mas você sabia que os quadrinhos foram buscar inspiração num personagem muito antigo, cultuado pelos vikings? Pois é, Thor, seu pai Odin, seu irmão Loki e outros personagens que aparecem no filme vieram, na verdade, da mitologia nórdica. Mas há diferenças entre o filme e as lendas. Thor, por exemplo, não era loiro como no cinema. Quer saber mais? Leia as páginas abaixo:
UM THOR DIFERENTE
Está vendo este menino? Esse é o Thor. Ele também não é loiro. E ainda não tem a altura nem a força do deus do trovão. Mas tem se esforçado bastante e comido muito feijão para ficar forte como o herói. Coragem nas batalhas de brincadeira não lhe falta. É um Thor legítimo, registrado em cartório como Thor Langer. E, se não bastasse, está vestido como viking e conhece tudo sobre mitologia nórdica, apesar de ter só 6 anos.
É claro que o Thor não se veste assim todos os dias. Essa foi uma roupa que sua mãe, a Luciana, mandou fazer para um simpósio de estudos celtas e germânicos que aconteceu no Maranhão, onde ele mora. Quase deixou a costureira doida, porque ela nunca tinha feito uma roupa viking antes. Luciana pesquisou nos livros e levou o desenho para a mulher costurar. E Thor apareceu com essa calça, camisa, machadinha e um colar com o pingente do martelo Mjolnir.
O garoto é fanático por Thor e tem tudo dele: 12 camisetas, lápis, borracha, estojo, caderno, quadrinhos, desenho animado. Nem dormiu direito nas últimas noites, ansioso pela estreia do filme. Uma vez, um colega perguntou para o Thor (o Langer) se ele era humano. Ele é. Mas a gente acha que ele tem até poderes especiais: uma super memória e muita simpatia. Quer saber mais sobre ele? Leia abaixo:
Você gosta do Thor? Por quê?
Sim, porque parece o meu nome. É o meu herói preferido, porque ele tem o martelo e os bodes que puxam a carroça.
Quem é o Thor?
O Thor morava em Asgard. Ele ajudava as pessoas. Era um herói. A arma dele era o Mjolnir, que o Thor jogava e voltava para a mão dele. Ele usava para destruir os gigantes e as montanhas para ele poder andar. E ele batia no chão e aparecia a ponte do arco-íris.
Se você pudesse ter o Mjolnir, o que você faria?
Eu carregava e jogava para ele voltar na minha mão. Eu ia destruir alguma coisa, uma montanha. E sabe de uma coisa? Só o Thor pode carregar o martelo! Ninguém mais. Porque ninguém era mais forte, ninguém comia feijão. Só o Thor que comia feijão.
E você come feijão?
Como, feijão preto e marrom.
Então você também pode carregar o martelo, não pode?
Sim, eu tinha aquele martelo de brinquedo, mas perdi.
Você gosta de outro herói?
O Odin, porque ele tem um olho só e dois corvos, Hugin e Munin. E eu gosto daquele que o lobo fecha a boca e come a mão, sabe? O deus Tyr!
O que você acha mais legal nas histórias dos vikings?
Eu gosto do barco, dos escudos e das espadas. Olha como papai contou a história: “Era um dia que o Thor queria pescar a Serpente do Mundo. Aí ele foi lá na fazenda do gigante e matou um boi. Os dois, amigos que eram, entraram numa canoa. Aí jogaram a isca do boi e a serpente comeu a cabeça e o Thor ficou com o olho vermelho, pegou o martelo, já ia jogando, mas o gigante que ia com ele cortou a isca. Ele não queria que a Serpente do Mundo destruísse a canoa.”
PARA FICAR FORTE QUE NEM OS VIKINGS
Você sabe o que os vikings comiam? Dê uma olhadinha nesta foto. Se quiser imitar um viking, vai ter de incluir no cardápio muito peixe, pão e frutas. Luciana de Campos, a mãe do Thor Langer, que estuda gastronomia histórica, conta que no dia a dia eles se alimentavam de salmão, arenque e bacalhau, mas também de frango e carne de porco, todos assados ou ensopados. A refeição tinha muitos pães: de farinha de cevada, de aveia, de centeio. Além de frutas e doces de maçã, pistilo e amora, todos adoçados com mel. Eles gostavam até de sopa de espinafre com alho-poró, acredita?
Junior é um coelho que precisa herdar os negócios da família: distribuir os ovos de Páscoa. Mas o que ele quer ser mesmo é um astro do rock. Por isso, ele vai para Hollywood para tentar a sorte como baterista. E vai causar muita confusão na vida de Fred, que o atropela. Veja um pouquinho mais do filme Hop – Rebelde sem Páscoa, que é do mesmo diretor que fez o Alvin e os Esquilos (Tim Hill).

A capa do Estadinho de hoje é sobre Rio, a nova animação em 3D, em cartaz nos cinemas. Clique nas páginas abaixo para ler a reportagem completa. E depois, saiba mais sobre outros tipos de araras-azuis na entrevista feita com a bióloga Neiva Guedes!
Foto: Divulgação
Mas, afinal, que bicho é esse?
Esse aí de cima é a Arara-azul, que está no livro Aves do Brasil – Pantanal e Cerrado. Você sabia que existe mais de uma espécie de arara-azul? Conversamos com a bióloga Neiva Guedes, do Projeto Arara Azul para entender melhor essa história. Veja:
A arara-azul é um animal brasileiro? De que região?
Praticamente, pois sua maior área de ocorrência era o Brasil Central. Hoje, a população é conhecida em três locais diferentes:
No Pantanal, com maior parte da população, cerca de 5 mil indivíduos, abrangendo estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, além das áreas que fazem parte da Bolívia e do Paraguai. No Paraguai, elas foram praticamente extintas e hoje são vistas só para se alimentar, não tem registro de ninhos. Já na Bolívia, dois biólogos de lá estudaram a população e relataram que hoje tem mais ou menos 150 indivíduos. Então, por isso essa arara não é só brasileira. No Norte, no estado do Pará, Serra de Carajás, há cerca de 500 indivíduos. E na Região de Gerais, onde se encontram os estados de Tocantins, Piauí, Maranhão, Bahia e Goiás, há cerca de 1000 indivíduos. Totalizando 6500 aves, aproximadamente em ambiente natural.
Quando o Projeto começou, a estimativa era apenas 1500 aves para o Pantanal todo, e como pode perceber acima, agora já são 5000. Já podemos perceber que a população do pantanal não apenas aumentou de número, mas também tem expandido para outras áreas onde não era mais encontrada, como cidades mais ao sul do Pantanal e na Bolívia.
Quantos tipos ou espécies de arara-azul existem?
O gênero Anodorhynchus, do qual a arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus faz parte, inclui três espécies de araras: A A. glaucus que está atualmente extinta, pois não é vista há cerca de 100 anos; A A. leari ou Arara-azul-de-lear, que se encontra muito ameaçada na natureza; e a arara-azul do Pantanal. Mas a ararinha-azul Cyanopsitta spixii, que agora só existe em cativeiro, não pertence a este gênero. (Clique aqui se quiser saber mais).
O que elas comem?
Araras-azuis são aves especializadas na alimentação. Comem basicamente castanha de coco. Desde recém nascido, quando comem papinha de coco regurgitado pelos pais, até a fase adulta, quando quebram cocos extremamente duros para comer a castanha.
Quais são os hábitos dela?
Elas acordam 15 minutos antes do sol nascer. Depois, se espreguiçam por uma meia hora. Comem entre 7 horas e 9 horas e descansam, brincam, pousam e voam. Nos horários de sol mais quente, elas só repousam. E às 15 horas, fazem um novo período de alimentação. Voam para o dormitório ainda antes do sol se por.
Araras são aves bastante sociais e por isso, ao longo do dia fazem preening, uma espécie de carinho, que consiste na limpeza de penas desde a base até a ponta. Isso serve para tirar as peles que recobrem as penas em crescimento. Também fazem alopreening (essa limpeza de penas que fazem nelas mesmas). Ficam sempre juntas: família ou bandos. Quando estão reproduzindo dividem a tarefa de cuidado do filhote.
Como se reproduzem e de quanto em quanto tempo?
Elas se reproduzem de julho a dezembro. Esse é o pico, mas alguns casais podem antecipar a postura para junho e outros retardar até dezembro. Ai vão criar os filhotes até março/abril.
A maioria dos casais só se reproduzem a cada dois anos. Outros, se reproduzem todos os anos. Eu não fiz a proporção de cada um ainda.
Está ameaçado de extinção? Por quê?
O status atual da arara-azul Anodorhynchus hyacinthinus é ameçada de extinção na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, publicada pelo MMA em 2003 e 2004; é citada como em perigo pela IUCN (União Mundial para Conservação da Natureza) em 2003 e está listada no apêndice I do CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas). As principais ameaças que a arara azul Anodorhynchus hyacinthinus enfrenta atualmente é o tráfico, a descaracterização ambiental (que resulta em perda de hábitat e escassez de cavidades) e a própria característica da espécie que tem baixa taxa reprodutiva.
Apenas para citar um exemplo sobre o tráfico, em Novembro 2004, um traficante foi preso com oito filhotes de arara azul em Corumbá-MS. Menos de 15 dias depois, o mesmo indivíduo foi preso novamente, numa rodovia do interior do estado, com mais dois filhotes. Além disso, através de informações de um pesquisador boliviano, constatamos que ele conseguiu embarcar mais de 10 filhotes de Arara Azul em Santa Cruz na Bolívia, com destino a Colômbia e pelo menos outros 5 foram parar no Uruguai. Assim, verificamos que o tráfico infelizmente continua intenso, exceto no Pantanal, onde se não acabou, pelo menos diminuiu muito. Falamos isso, baseado nas fiscalizações que tem sido mais atuante no estado de Mato Grosso do Sul; da população humana que está mais atenta, informada e por isso faz mais denúncias e pelos resultados das análises genéticas que tem mostrado que as aves apreendidas nos últimos anos tem mais probabilidade de serem do Norte/Nordeste do Brasil do que do Pantanal.
O que é uma ave extremamente social?
É que não vive sozinha na natureza. Vive nos primeiros anos de vida com pai e mãe (que são fies e só se separam com a morte de um dos indivíduos) e quando jovenzinhos vão para um bando de jovens, os teens. Aqui os teens do pantanal chegam a formar bando de até 80 indivíduos, sendo mais comum 14-20. São extremamente dependentes dos pais quando nascem para receber comida e calor. Precisam de cuidados como uma criança. Pais fazem limpeza de penas. Tem conversa específica entre pais e filhos. Eles se reconhecem no meio de um bando…
Já está nos cinemas a primeira animação brasileira feita em 3D: o Brasil Animado! A história é divertida e leva o espectador para várias cidades do País, como Jericoacoara, no Ceará, Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul e Foz do Iguaçu, no Paraná. Tudo porque seus dois protagonistas, os cachorros Stress e Relax, resolvem sair em busca do Grande Jequitibá Rosa. A diretora da animação, Mariana Caltabiano, conversou com o Estadinho sobre o processo de filmagem e tudo o mais. Olha só! (Por Fernanda Araújo)

Divulgação
Por que você misturou cenas reais com animação?
Eu já tinha feito isso no média-metragem Gui, Estopa e a Natureza. A ideia surgiu de um encontro com o cinegrafista Lawrence Whabba, que normalmente faz imagens do fundo do mar. Ele conseguiu captar umas imagens lindas de bichos do Brasil e o filme acabou fazendo muito sucesso no Cartoon Network e no Projeto Escola do Cinemark. Decidi fazer o mesmo no Brasil Animado, só que, desta vez, com recursos a mais: o 3D e, em alguns momentos, os personagens Stress e Relax interagindo com o mundo real. Seria difícil reproduzir em animação a grandiosidade de alguns pontos turísticos e belezas naturais do Brasil.
Como foram feitos os desenhos?
Eles foram animados da forma tradicional. Ou seja, feitos a mão. Para cada segundo de desenho que você vê na tela, há em média 12 desenhos. O computador foi utilizado para pintar, juntar as animações com os cenários e editar o filme.
Puxa, que trabalhão! Por que você escolheu esse processo?
Gosto mais desse tipo de animação. Lembra os desenhos que eu cresci vendo e os que meus filhos adoram, como Bob Esponja e Simpsons. Como diria o Relax: “É mais orgânico, bicho”.
E quando vocês gravaram as cenas reais, aconteceu alguma coisa engraçada?
Na Bahia, uma senhora invadiu o set de filmagem quando estávamos fazendo a cena da capoeira. Os capoeiristas não perderam o jogo de cintura e começaram a dançar com ela, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Essa cena acabou sendo mantida no filme. Teve outra coisa engraçada também. Na Amazônia, encontramos uma comitiva do governo da China. E, logo em seguida, em Foz do Iguaçu, cruzamos com eles de novo. Os chineses ficaram curiosos e perguntaram o que estávamos fazendo. Expliquei o projeto e eles ficaram encantados. Sugeriram que eu fizesse um filme com Stress e Relax viajando pela China.
Para assistir ao trailer, é só clicar aqui.
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