(Por Fernanda Araujo)
É primavera! Já estamos na estação mais florida e colorida do ano, mesmo com esse friozinho. E foi inspirado na beleza dessa estação que o artista plástico José Carlos Lollo comandou o Circuito Estadinho, no último sábado (dia 24), no Shopping Villa-Lobos. Lollo chegou com a escritora Blandina, sua esposa, carregando um montão de sacolas.
Enquanto Blandina distribuía as sacolas, deixando a garotada curiosa, Lollo lembrou que o Circuito Estadinho é uma iniciativa do Estadão em parceria com a Livraria Cultura. Disse também que ele e a esposa faziam livros, como o infantil Quem Soltou Pum?, mas adoravam fazer pássaros nas horas vagas. Então, em homenagem ao colorido da primavera e ao gosto pelas aves, eles resolveram ensinar a fazer pássaros, com três modelos básicos e todos os outros que a imaginação pudesse bolar.
Fotos: Fernanda Araujo/AE

Dentro das sacolas, as crianças encontraram adesivos, penas,
placas de isopor e papéis coloridos com moldes de asas e bicos.
Julia Maciel, de 3 anos, foi uma das primeiras a recortar as asas do pássaro.

Laura Paulino, de 2 anos, ficou encantada.
Brincar com tesoura no colo do papai Luciano foi o máximo.

Lollo explicou a função das pecinhas e como transformá-las em um lindo pássaro.

Matheus Robles dos Santos, de 9 anos,
chegou com a irmã Helena Robles dos Santos, de 7.
Ele aproveitou para ler um livro, enquanto ela fez o pássaro. Aliás, um lindo pássaro.

E teve gente como o André Lage Salgado, de 3 anos, que resolveu criar uma
nova espécie de ave. “Tem bolinhas e voa bastante”, explicou ele. Alguém duvida?

E gente como a Veridiana Rabello da Silva Prado, de 4 anos,
que foi com um penteado bem lindo. E levou a mamãe e a boneca.

O Cainã Concette, de 2 anos, também foi com a mamãe e fez um pássaro cheio de detalhes.

Helena Martuscelli, de 4 anos, levou seu trabalho para que
o Lollo e a Blandina dessem uma olhadinha. Nota 10!

Nicholas Mac-Knight Gimenes, de 4 anos, também passou por lá.

Nicholas Menegatti Anastácio Hatanaka, de 3 anos, ficou entre os primos
Daniel Kikawa, de 8 anos, e Ana Carolina Kikawa, de 6 anos

Ave rara? Teve também! Olha só o Benny Casiuch, de 3 anos.
Gostou? Então, anote na agenda, pois semana que vem tem mais. O próximo Circuito Estadinho vai ser no dia 1/10, às 15 h, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, com a contadora de histórias Nanda Ribeiro. Esperamos você!
A gente adora desenhos e imagina que você também goste muito. Mas já imaginou ser o próprio desenho? A ideia não é muito divertida? ”Eu Posso Ser um Desenho” é o tema de um curso muito legal que a ilustradora e designer Laura Teixeira dá no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a partir de segunda-feira (dia 22).
Primeiro, as crianças vão construir objetos tridimensionais com vários tipos de materiais e técnicas. Durante as oficinas, vão aprender sobre a linha, a luz, as cores, as escalas… Então, cada uma começa a usar o próprio corpo para desenhar. Não entendeu direito? Então leia a entrevista da Laura aí embaixo. Ah, o curso é para crianças de 8 a 12 anos e dura quatro meses, com aulas sempre às segundas-feiras das 14 h às 17 h (custa R$ 200 por mês).

Laura, que ideia é essa de “Eu posso ser um desenho”?
É assim: através da construção de máscaras, chapéus, luvas, etc, cada um poderá desenhar livremente, com diversos materiais, usando o próprio corpo como suporte (e não o papel). A proposta é que cada um mergulhe no mundo da fantasia de seus desenhos, como se pudesse se transformar neles e, assim, brincar usando esse outro ponto de vista.
Como começa essa “brincadeira”?
Eu começo fazendo algumas perguntas para o grupo, como por exemplo: Como seria o meu rosto se tivesse um nariz verde brilhante? E se minhas mãos fossem gigantes? E se tivesse pés em vez de mãos? Já pensaram em ter olhos atrás da cabeça? E se minha cabeça tivesse a forma de um cubo? Se meus braços fossem mais compridos que as minhas pernas, como será que eu faria para andar por aí sem arrastá-las no chão? E assim por diante…
Se você realmente fosse um desenho, como seria?
É mais fácil responder essa pergunta desenhando… mas vou tentar! Se eu pudesse me transformar num desenho, eu queria que meu rosto fosse prateado, com brilhos dourados em algumas partes e bochechas vermelhinhas em degradê. Queria um cabelo bem comprido que parecesse um líquido (talvez feito com papel celofane)… Hmmm, que mais? Queria ter uma roupa escura, mas cheia de escamas transparentes e brilhantes. Pés e mãos feitos de nuvens branquinhas…Será que eles me fariam flutuar? Também usaria um par de chinelos de dedos. Acho que estou sentindo falta de mais cores… Talvez desenhasse umas formas vermelhas pelos braços. Será? Teria que testar isso. E colocaria um dragão lilás e dourado na cabeça, como se fosse um chapéu em forma de bicho.
Instituto Tomie Ohtake: Av. Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo, (11) 2245-1937.

Ilustrações: Carlinhos Müller
Nesta semana, o Estadinho que saber: o que é moda para você? Para nós, é sentir-se bem usando aquilo que se gosta. Não importa a marca nem de onde a roupa vem. E vale lembrar que moda também é uma arte, um jeito de se expressar. Já parou para pensar como o corpo também vira uma escultura? E nos movimentos culturais e sociais em que a moda está inserida? Por que será que alguns ídolos musicais têm o mesmo estilo?

Para ler a matéria completa e conhecer melhor a história de algumas peças, é só clicar nas páginas abaixo. E conferir ainda o bate-papo que tivemos com a inventora Miki W., autora do livro Vestida para Espantar Gente na Rua, e ver que bacana que é um grupo de amigas que comanda o Brechó Pop Camelô. Ah, sobre elas, você pode continuar lendo mais para baixo.

Mas não pare por aí. A ideia de falar de moda também virou brincadeira no Estadinho. Na edição de papel, todas ilustrações foram feitas para recortar e vestir os bonecos da capa, como você na imagem acima. As mesmas imagens estão disponíveis aqui para impressão (assim, se você ficar com dó de tirar um pedaço da sua edição impressa, tudo bem! Você pega do blog sem ter de “costurar” depois).

Daniel Teixeira/AE
O que você faz com as roupas que não servem mais? Aos seis anos, quatro amigas de colégio decidiram vender peças usadas para levantar uma grana e viajar para a Disney. Elas começaram a juntar roupas que não serviam mais, garimpar os armários das mães, tias e avós e o projeto deu certo. Hoje, aos 10, Giovanna Pezzuto, Estela Barone Rocha Pinto, Joana Fusco Ximenes e Marcela Magalhães organizam com muito estilo (e sem frescura) o Brechó Pop Camelô.
Até agora, quatro edições já foram feitas com sucesso! “A gente foi juntando tudo e colocou pra vender bem baratinho”, diz Giovanna. “O segredo é ter peças baratas. Assim, as pessoas compram bastante e quando você vê, já ficou um montão”, explica Estela. Na última edição, o brechó foi organizado em uma loja da Vila Madalena. “Foi muito bom. Até a dona da loja agradeceu a gente por ter emprestado o espaço, pois acabamos levando um monte de gente pra lá”, lembra empolgada a Joana. Já Marcela, conta mais sobre o que é aceito e como os preços são definidos: “Ah, existe meio que uma tabela. Por exemplo, uma blusinha simples vai custar R$ 5 ou R$ 10. Se ela tem algum detalhe, alguma coisa bem bonitinha, aí a gente pensa. Mas, no geral, quase tudo é entre R$ 5 e R$ 25. E temos bijuterias, skate, livros… Colocamos pra vender o que a gente consegue juntar”, diz.
O legal das meninas é que apesar de conhecer alguns nomes da moda e ter peças de marca, elas não ligam apenas para isso. “O que mais vejo é uma garota com shorts e camisa xadrez, sempre igual”, conta Giovanna, que comanda o blog Love Teen.
Com isso, as meninas já até fizeram parcerias com ONGs. E o mais legal não é que elas estão guardando dinheiro para realizar um sonho. E sim que dá para sentir, só conversando com elas, que o rola mesmo é uma ação de amizade supersaudável. Elas respeitam cada estilo (todas são bem diferentes) e ajudam os amigos a se vestir melhor sendo bastante elegantes. “Ah, a gente não fica falando muito. Mas por exemplo, se tem alguém que pede opinião e a gente vê que a roupa não tá legal, a gente tenta mostrar que fica melhor de outro jeito. Então a gente incentiva outro visual sem ficar falando mal do anterior”, conta Joana.

Para completar seu conhecimento de moda, há mais uma peça que não pode faltar no seu “armário”. Nesse livro Moda: Uma História para Crianças (Cosac Naify) de Katia Canton e Luciana Shiller, a moda é apresentada por períodos, fatos e curiosidades. Tem uma seção sobre o Egito, outra para falar de acessórios e uma bem legal que conta um pouco sobre estilistas famosos da alta-costura, como Chanel e Dior, por exemplo. E, no final, traz um texto bem interessante que diz: “A moda é feita não só pelos costureiros e artistas famosos, mas também por todos nós. A moda é criada nas ruas, no jeito como as pessoas se vestem. Seu próprio jeito de ser também faz parte da história da moda. Pense nisso”.

Foto: Juca Vieira / Divulgação
Quer aprender a fazer esse bichinho? Clique aqui e siga os passos do Professor Sassá. Mas antes, dê uma olhada neste modelo.

Foi assim, descontraídas, que as crianças do último Circuito Estadinho (que aconteceu no sábado, dia 16), criaram um personagem para chamar de ídolo. Primeiro, a artista plástrica Guga Szabzon reuniu os participantes em roda para discutir como seria esse personagem. Todo mundo teve de pensar em um nome, um roupa, um jeito de se comunicar. Depois, os participantes ainda imaginaram onde essa pessoa viveria e se poderia ter algum poder especial.

Feito isso, foi um tal de escolher papel colorido, canetinhas e fitas adesivas para montar um grande cartaz, como os pôsteres que vemos por aí em shows e peças de teatro.

Fada Chaib, de 7 anos, não sabia se desenhava ou escrevia. Até que falou: “Posso fazer os dois”. Assim, começou seu cartaz. O próximo passo foi decidir que nome o pôster teria. Mas ela ficou indecisa e acabou levando essa tarefa para casa.



Amanda, logo de cara, disse que iria fazer o Justin Bieber. Mas quando a atividade começou, ela mudou de ideia. “Vou fazer a Dami Lovato porque adoro o estilo dela”.

Vito Novelli começou desenhando monstros e chamou seu personagem principal de Homem Derretidor Superador de Vida. Ele não quis contar que poderes teria, mas parece que o resultado foi bom!

Letícia Hayashi Cardoso, de 8 anos, fez um cartaz lindo. E ainda inventou a maior história para sua obra de arte. Além de criar um ídolo, ela ganhou uma fã: eu! Mas também, olha só a história que ela me contou… “Desenhei duas bailarinas, a Alice e a Clara. Elas foram parar num reino muito longe onde a grama era colorida. Quando pisavam no gramado, dançavam muito bem. Mas elas nem sabiam que, na verdade, não eram seus pés, mas a grama mágica que fazia com que isso acontecesse. O rei e a rainha daquele mundo disseram que elas só voltariam para a vida normal se dançassem assim em cima da pedra vermelha, antes do sol ir embora. Quando isso aconteceu, uma borboleta dourada apareceu. E elas ficaram famosas naquele reino”.

Júlia Ikeda Moutinho, de 4 anos, quase desistiu do Circuito, pois falou ali, bem no meio, que tinha ido à livraria para comprar um DVD. Sorte nossa que não tinha o DVD e ela voltou correndo para a oficina. Assim, acabou participando e criando este lindo cartaz da foto. “É a Super Júlia, que voou, encontrou o céu e uma joaninha”.

Outra contadora de histórias é a Helena Revoredo Rodrigues Teixeira, de 8 anos. Ela estava um pouco tímida no dia, mas fez um cartaz maravilhoso. E que poderes aquela fada-princesa-sereia tem? “Ela voa e nada! Você conhece alguém que faz as duas coisas?” Bem, como eu não conheço, resolvi continuar aprendendo com as crianças sobre os poderes especiais que um ídolo pode ter.

E conheci a Super Inteligente! Uma figura feita por Evelyn Rodrigues, de 9 anos. “Ela é gigante e mora numa cidade muito pequena para ela, onde as outras pessas são minúsculas”. Será que Evelyn se inspirou na história As Viagens de Gulliver, que tinha uma pequena cidade chamada Lilliput? “Sim, pensei na história do homem gigante”, ela dissse.

Olha só como ficou a Demi Lovato da Amanda. “Sou fã dela e dos Jonas Brothers também. O estilo da Demi é lindo! Ela usa saia com meia e bota”, disse a fã da cantora.

Ivan Dias/AE
Fazer esse porta-recados vai ser fácil e divertido. Basta clicar aqui para seguir as instruções do Professor Sassá e depois guardar os bilhetinhos nas pontas dos dedos.

Ilustrações: Flávia Marinho/AE
O que alguém precisa ter para você virar fã? Ele tem de ser bonito? Loiro ou moreno? Precisa cantar ou atuar bem? Em geral, a gente nunca consegue escolher todas as características que gostaria para nossos ídolos. Imagine se você pudesse inventar um, seria legal, não é? No Circuito Estadinho você pode!
Hoje (dia 2), a artista plástica Jana Fragata vai propor uma atividade em que cada um cria seu próprio ídolo. Vai ser assim: ela distribuirá folhas só com cabeças ou corpos. O resto, você vai ter de inventar. Pode recortar imagens de revistas ou desenhar, colar adesivos coloridos ou etiquetas de bolinhas, escolher a roupa, enfeitar seu personagem com acessórios e montar o cenário que quiser
(um show, um filme, um esporte, um desenho animado…). Depois,
é só pensar nas suas manias e características.
É hoje: Livraria Cultura do Bourbon Shopping (Rua Turiaçu, 2.100, Pompeia). Grátis, às 15 horas.
VOCÊ É O ARTISTA: Desenhe o seu ídolo e mande para o e-mail estadinho at grupoestado.com.br
E prapare-se: No dia 9 de abril, o grupo Contantes Contentes fala sobre ídolos e heróis em três histórias na Livraria Cultura do Shopping Market Place, às 15 h.

Ilustração: Flávia Marinho/AE
Você é fã de alguém? E o que essa pessoa tem de tão especial? Agora, pense como seria se você pudesse juntar todas as características que gostaria e criar um novo astro, alguém para chamar de ídolo.
No Circuito Estadinho de amanhã (dia 2), isso é possível! A artista plástica Jana Fragata vai distribuir folhas só com cabeças ou corpos. O resto, você vai ter de inventar com recortes de revistas e etiquetas coloridas. Depois de fazer a parte física, você terá de criar (na imaginação, né?) as manias e gostos do seu personagem. E o melhor é que é possível juntar uma coisa de cada ídolo seu e montar a pessoa mais legal e admirável do mundo!
Amanhã: Livraria Cultura do Bourbon Shopping (Rua Turiaçu, 2.100, Pompeia). Grátis, às 15 horas.
VOCÊ É O ARTISTA: Desenhe o seu ídolo e mande para o e-mail estadinho at grupoestado.com.br

Foto: Ivan Dias/AE
Quer aprender a fazer um amigo esponja? Clique aqui e siga os passos do Professor Sassá. Mas, antes, imprima os moldes neste link. E corra para o banho!
E os desenhos da semana do Estadinho estão na galeria abaixo!
http://www.flickr.com/photos/estadinho/sets/72157626228455653/show/
Entre em nosso álbum e navegue à vontade. Se quiser ter o seu desenho publicado lá, envie para a gente, sem esquecer de colocar, no verso do papel ou no corpo do e-mail, todos os dados abaixo. Sem isso, ele não será publicado!
NOME:
IDADE:
CIDADE:
ESCOLA:
E-MAIL DO RESPONSÁVEL:
TELEFONE DE CONTATO:
Há duas formas de enviar seu desenho para a gente:
E-MAIL: estadinho@grupoestado.com.br
Ah, diz para o papai ou a mamãe que se for em formato .jpg é melhor.
ENDEREÇO: Redação do Estadinho. Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, Limão, 6º andar, São Paulo, SP. CEP.: 02598-900
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