
(Por Aryane Cararo)
Rodonésia era uma bruxa diferente: não usava vassoura. Ela preferia os rodos. O problema é que rodo nenhum parava nas mãos da bruxa míope. Sem enxergar quase nada, ela vivia acertando urubus e satélites em seus voos para fazer maldades ou simplesmente levar suas filhas para a escola.
Um dia, ela resolve roubar o rodo de um menino cuja avó o ensinou a se defender dos feitiços das bruxas. Só que, em vez de espantá-la, ele resolve negociar com Rodonésia: em troca dos rodos, ela deveria encantar um só para ele dar suas voltinhas pelo céu. Mas, não sei se vocês sabem, não dá para confiar nas bruxas. E Rodonésia lança um feitiço toda vez que ele tenta convencer a bruxa. Em que ela transforma ele? A resposta está em Uma História Bruxólica, de Cláudio Fragata.
Uma História Bruxólica. Texto: Cláudio Fragata. Ilustrações: Lúcia Brandão. Editora Globo Livros, R$ 35.
O Estadinho não gosta de notícia triste, mas a morte do americano Maurice Sendak não poderia passar em branco. Ele é autor de clássicos da literatura infantojuvenil, como Os Sete Monstrinhos e Onde Vivem os Monstros, livro incrivelmente lindo, adaptado para o cinema por Spike Jonze, em 2009. Foram 60 anos de carreira e muitas histórias lidas por todo o mundo. A literatura perde um de seus gênios, mas nós sempre teremos suas obras.

Onde Vivem os Monstros, Maurice Sendak, Cosac Naify, R$ 49,90

DVD Onde Vivem os Monstros, Warner, R$ 19,90

(Por Aryane Cararo)
Natália gosta de brincar de esconde-esconde. Mas como se esconde um camaleão se ele já nasceu para se esconder? Bom, você já deve ter ouvido falar que os camaleões (aqueles répteis que se parecem com lagartos) têm a capacidade de mudar a coloração da sua pele de acordo com o ambiente. Isso se chama camuflagem. E quando eles fazem isso fica difícil para valer achar o lugar onde estão.
Mas Natália propõe a brincadeira justamente para outra camuflada: sua avó Anália. A vovó já conhece alguns segredos dos camaleões. Procura, procura, procura e, no fim, encontra a neta justo no momento em que Amália, mãe de Natália e filha de Anália, começa a procurar idosa. Então as duas, sapecas, ficam ali escondidas, a mais velha brincando de ser criança e a mais nova de ser experiente. Puxa, quanta palavra e papel trocado! Mas posso falar? Vale a pena ler essa doce confusão no livro Anália, Natália, Amália.
Anália, Natália, Amália. Texto: Lorenz Pauli. Ilustrações: Kathrin Schärer. Ed. Brinque-Book, R$ 29,90.
(Por Míriam Castro)
O personagem principal do Circuito Estadinho do último sábado, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, foi um balaio. Mas o que é um balaio? É uma cesta em que pode ser guardado qualquer tipo de coisa. No caso do balaio da contadora Andi Rubenstein, dá para guardar qualquer coisa mesmo! Lá dentro, havia penas, apitos e muito mais.
Andi colocava a mão no balaio e tirava um objeto, que era usado para contar uma história. A pena foi a primeira a sair. No conto, ela foi usada por um rei para decidir qual dos três filhos seria seu herdeiro. Todo mundo torceu pelo filho caçula, que era tímido, mas muito sortudo. Foi bem legal quando a contadora falou de uma panqueca que fugia de mesas rolando. Sempre que a panqueca rolava, tocava uma música e todo mundo dançava. Aliás, teve bastante dança, já que a Andi cantou muitas vezes. Quer ver as fotos de quem ouviu a cantoria?

(Por Natália Mazzoni)
Antes de sair correndo e treinar no gol, vale a pena ler um pouco mais da entrevista com Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1 (Editora Alameda, R$ 48).
Os goleiros existem desde o começo do futebol?
Na verdade, quando inventaram o futebol em 1863, na Inglaterra, os goleiros não existiam, os jogadores da linha defendiam a bola com o pé. Só oito anos depois foi criada a posição de goleiros, que jogava sem luvas. Foi assim que o futebol começou a tomar figura. Uma curiosidade é que ainda nesse começo do século 20 não tinham regras como hoje, que se alguém encostar e derrubar o goleiro acontece uma falta. Os jogares trombavam e derrubavam os goleiros à vontade e o gol valia.
Quando vieram as luvas?
Goleiro só começou a jogar com luvas no Brasil no começo dos anos 70. Um goleiro chamado Jaguaré Bezerra de Vasconcelos foi jogar na Europa nos anos 30 e voltou usando luvas, já que lá era muito frio. Mesmo assim não pegou, os goleiros daqui continuaram a jogar proteção nas mãos. Na Copa do Mundo de 70 já se usava, mas o goleiro do Brasil Felix não. Essa história é até curiosa, já que todos comentavam que ele era antiquado por jogar sem luvas. Chegou a final e ele colocou as luvas, fazendo com que todos ficassem com medo dele errar, por não estar acostumado. Mas deu tudo certo, o Brasil ganhou.
O nome do seu livro diz que goleiros são heróis e anti-heróis no futebol. Por que?
O goleiro é o único jogador em campo que não tem o direito de errar, é uma posição muito ingrata. Os atacantes perdem gols, perdem pênaltis. Mas o goleiro não pode, se ele frangar toma um gol e muda o rumo da partida. São anti-heróis, não deixam acontecer o que todos querem ver: o gol.
Na sua opinião, qual foi o maior frango da história?
O pior que eu já vi no estádio foi de um goleiro chamado Tonho, do São Paulo, em 1985. Ele achou que era uma falta indireta e que o jogador não poderia chutar direto para o gol. Mas a falta era direta, o jogador chutou para o gol, ele levantou os braços e reclamou para o juiz, achando que nada estava valendo. Tomou um frango por errar a regra.
Tem também um frango do Moré Moreira em 1935. O time dele estava atacando e ele aproveitou para perguntar a um torcedor o resultado de um outro jogo. O time adversário pegou a bola e um jogador aproveitou que ele estava conversando e fez o gol.
E uma defesa espetacular?
Teve uma sequência de defesas do Rodolfo Rodrigues do Santos, em 1984. Ele defendeu 5 bolas em 13 segundos. Foi bem espetacular. Tem também uma defesa do colombiano Higuita. Um jogador da Inglaterra chutou, ele deixou passar a bola por cima da cabeça dele, jogou o corpo para frente e defendeu com os pés. Foi inacreditável.
Ficou curioso para ver a defesa de Higuita? Olha só o vídeo.

Andi Rubenstein no Circuito Estadinho
Cada fruta da cesta que Andi Rubenstein vai levar amanhã ao Circuito Estadinho conta uma história. E quem aparecer por lá vai poder escolher as frutas e a ordem dos contos!
Ficou com vontade de participar? A atividade vai acontecer na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos às 15 h. E é de graça! Corra pra lá!
Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos: Av. das Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros.

(Por Natália Mazzoni)
O Estadinho conversou com o ídolo do gol Rogério Ceni para pedir conselhos de como ser um bom goleiro. Ouviu também profissionais que, por você ser criança, talvez não conheça, mas que já fizeram história defendendo em times brasileiros, como Zetti, Gilmar e Valdir dos Santos. E ainda conheceu uma turminha de comentaristas que entende muito de futebol.
Se você já pensou em ser goleiro, vale a pena descobrir as dicas desses grandes das traves. Vale também para quem joga no colégio ou com os amigos. Não leu ainda? É só clicar!
LIVRO
Se você é um menino (ou menina) apaixonado por futebol, pode se encantar com o livro Minha Vida de Goleiro, escrito por Luiz Schwarcz, que conta como ele, criança e filho único, imaginava ser um astro dos campos jogando botão sozinho na mesa de sua sala. Mas nesse livro, o futebol é apenas o pano de fundo para contar passagens da história de seus avós e seus pais que vieram para a América fugindo do nazismo. É uma leitura interessante.

Minha Vida de Goleiro, Luiz Schwarcz, Companhia das Letrinhas, R$33.

(Por Aryane Cararo)
Que cor a água tem? Se você procurar em um livro de ciências, vai descobrir que a água não tem cor, nem cheiro, nem sabor. Mas se, por acaso, abrir o livro Aquarela, da Janaina Tokitaka, vai descobrir que água tem cor sim, como um dia você já deve ter suspeitado.
Afinal, diga você, o mar não parece ser bem colorido? Às vezes, está verdinho, outras, azul claro. Mas, se estiver bravo, pode virar até marrom! Um lago, muitas vezes, pode ser verde ou em tons de marrom, mas, se for fim de tarde, toda a água pode ficar maravilhada com o adeus ao sol e ficar vermelha, amarela e laranja. E se for água de cachoeira, até espuma branca pode aparecer! Vá dizer agora que água não tem cor! Pelo menos no mundo da poesia ela tem, e muitas… Neste livro gostoso de ler e de fantasiar, com as delicadas ilustrações da Janaina, você descobre algumas cores (e depois inventa outras).
Aquarela. Autora: Janaina Tokitaka. Editora Brinque-Book, R$ 28,70.

Provavelmente você já deve ter ouvido falar que a inveja mata. Mas você sabe o que é a inveja? É um sentimento ruim que pode tomar conta da gente quando desejamos possuir a qualquer custo o que outra pessoa tem ou quando sentimos ódio ou desgosto pela felicidade de alguém. É como se fosse um bichinho que nos corroesse por dentro ao ver o sucesso ou bem-estar de outra pessoa. Coisa ruim, não é?
Pois foi exatamente o que Mariinha, a personagem do livro Inveja, sentiu. Ela era filha de empregados na fazenda de Seu Romeu. Ele tinha uma filha, a Roberta, que ficava na fazenda nos tempos de férias. Quando estavam só as duas, brincavam bastante. Mariinha não gostava quando outras amigas de Roberta vinham junto. Mariinha também não gostava de ver como os meninos olhavam para Roberta, tão bonita… Mariinha foi não gostando de um monte de coisas até que, um dia, a inveja a picou e ela caiu doente.
Além de uma história gostosa de ler, o livro tem um formato que vai revelando aos poucos que bicho era essa tal de inveja que a picou. Só vamos dar uma pista: o livro é em forma de sanfona e vai mostrando partes de um animal bem comprido…
Inveja. Texto: Renata Farhat Borges. Ilustrações: Silvia Amstalden. Editora Peirópolis, R$ 26.

(Por Natália Mazzoni)
O tempo perguntou para o tempo quando tempo o tempo tem. Afinal, quanto tempo o tempo tem? Pergunta estranha essa, não é? Foi assim que começou o Circuito Estadinho do último sábado, lá na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos.
As Contantes Contentes Kika Antunes e Renata Truffa contaram histórias que falavam sobre o tempo. Teve o conto de uma menina que deixava tudo para daqui a pouco, da formiga que perdeu tanto tempo reclamando que não viu a neve derreter e a de um pescador que passou 300 anos no fundo do mar. Essa última foi bem legal, e teve até quem ficou bem triste com o final da história. Mas, como no Circuito Estadinho todo mundo é feliz, as meninas quebraram o clima com uma adivinha muito engraçada. Nossa, quanta emoção! Quer ver as fotos de quem apareceu por lá?
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