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Estadinho

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A reportagem de capa desta semana traz dicas de como se preparar para o carnaval. Assim, você tem até o próximo sábado, dia 5 de março, para fazer sua fantasia, criar instrumentos para a sua bandinha e até pensar em compor uma marchinha. Até o Professor Sassá entrou na bagunça com sua máscara de pratinho de papel.

Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Mas antes, entre no clima do zum-zum-zum com a marchinha do Estadinho, criada pelo Furunfunfum.

Página 1
Página 2
Página 3 (Clique aqui para ver o molde das fantasias)
Página 4

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Música de sucata

Gostou dos instrumentos criativos da página 2? Eles foram feitos pelos irmãos Érico (5 anos), Lior (8) e Caubi Karman (10), alunos do Grão do Centro da Terra, uma escola de artes integradas que tem um curso anual muito bacana. Eles chamam de artes integradas porque reúne música, teatro, dança e artes plásticas. Ali, tudo vira brincaderia e expressão. Um cano se transforma em corneta, um rolo faz papel de espada e por aí vai. A ideia é que a criança possa soltar a imaginação, vivenciar e enxergar a arte do jeito dela. Dê só uma olhada nos garotos para ver como estão felizes! (Foto: Filipe Araújo/AE)

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Chocalho para vestir

E por falar em arte, você já ouviu falar de um artista chamado Hélio Oiticica? Para ele, a arte também estava nos olhos de quem a via. E foi pensando nisso que visitamos o Colégio São Domingos para ver o que o Oiticia tem a ver com o carnaval, outra forma de arte. “A ideia foi pesquisar os sons do corpo e criar instrumentos a partir do que a gente tinha aqui na escola”, conta a professor de música Mônica Huambo. (Fotos: Thais Caramico/AE)

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Assim nasceu o “carnangolé”, este chocalho (da foto) para vestir, inspirado no Parangolé, uma obra de arte do Oiticica, feita de capas, estandartes e bandeiras para vestir.
Assim como a obra do artista, os sons do chocalhos são revelados conforme as crianças se movimentam. “Se a criança roda, faz um som. Se pula, é outro. O legal é vivenciar, sentir como a ação faz diferença a expressão do corpo, quanto maior,  influencia no som final” conta a professora.
Durante um mês, a turma do 2º anos desenvolveu seus chocalhos para vestir assim: os alunos trouxeram um pote de iogurte vazio, encheram com coquinhos e sementes de árvores do pátio da escola, perceberam que aunto menos coquinho, o som é mais agudo e quanto mais coquinho, o som fica grave. Depois, fecharam e decoraram o objeto com tecidos. Amarraram um elástico nesses panos para, então, prendê-lo ao corpo de várias formas.

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Mônica ajudou João Pedro a vestir o instrumento

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Olha ele aí fazendo um som!

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Tiago achou o brinquedo legal porque faz muito barulho. E disse: “Quando você corre, ele vem atrás como se fosse o rabo de um cachorro”

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Daniel preferiu colocar no pescoço e girar a cabeça

Enquanto isso, o 4º anos compôs uma marchinha bem legal, inspirada na música Renascer das Cinzas, do sambista Martinho da Vila. E tudo para apresentar no festival do colégio, que acontece hoje. “Foi pensando na tragédia da chuva que tomou conta da região serrana, no Rio de Janeiro, que começamos a discutir uma letra de música a partir das coisas que seriam importantes para a gente, como se fosse mesmo uma mensagem que tivesse a ver com esperança”, conta Mônica. A música levou o nome de Amigo Rima Contigo. E a letra ficou assim:

“Vamos fazer novos amigos
Fazer de tudo pra ser possível
Rever as histórias da vida
Voltar no tempo
Fazer uma nova ida”

Ao som de uma marcha, que não é a mesma batida do samba, a música ganhou melodia e ficou bem legal! Se quiser conhecer outras marchinhas, pesquise por nomes como Chiquinha Gonzaga e Braguinha, dois grandes artistas reponsáveis por, até hoje, levar mais alegria e ritmo carnaval. E para ouvir a música do Martinho da Vila, clique aqui.

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Lila mandando ver no pandeiro

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E teve mais batuque!

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No final, Jonas pegou o microfone e fez um beatbox (aquela percussão vocal do hip-hop)

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Festa do Papangu

Para continuar a leitura pelo mundo divertido das festas de carnaval, vamos falar dos papangus. Se nunca ouviu falar, ao menos agora já conhece a cara dele. E não precisa se assustar! Na capa do livro abaixo há sete papangus.

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Mas quem são esse seres fantasiados que costumam aparecer nos dias de carnaval, que não dão sossego nem na Quarta-Feira de Cinzas?

“Nos tempos de antigamente,
no dia da procissão
da Quarta-Feira de Cinzas,
sempre tinha confusão.
Ali, no meio do povo,
bagunçava a molecada,
desrespeitando o cortejo
com as suas gargalhadas.
Era tanta gritaria
arruaça, perturbação
que o jeito foi inventar
um certo bicho-papão.
O seu nome é papangu:
protetor da procissão”

Assim começa o livro Quem Tem Medo de Papangu?, escrito por Goimar Dantas e ilustrado por Claudia Cascarelli. A autora é neta de papangu e, portanto, entende um bocado do assunto. Foi ainda criança, na pequena cidade de Japi, no Rio Grande do Norte, que descobriu que seu avô se vestia como tal. No livro, ela conta um pouco de suas memórias de infância. E narra, em versos, a história desse personagem tão divertido e misterioso do Nordeste, que é o papangu.
Hoje, às 11h, haverá lançamento do livro (R$ 23), com contação de história e oficina de máscaras, na loja da Cortez Editora: R. Monte Alegre, 1.074, Perdizes, São Paulo. O evento é gratuito.

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E atenção: o carnaval continua por aqui. Fantasia é o tema do Circuito Estadinho de março, que acontece todo sábado, às 15h, em alguma loja da Livraria Cultura. Dê uma olhada na programação:

  • 5/3: o artista plástico Lollo fará soldados e Cleópatras de papel ondulado na Cultura do Bourbon Shopping.
  • 12/3: contação de histórias e oficina “O que é um monstro?”, com Veronica Gentilin na Cultura do Market Place.
  • 19/3: o Professor Sassá vai fazer uma oficina de máscaras na Livraria Cultura do Market Place.
  • 26/3: na Cultura do Shopping Villa-Lobos, contação da história “Uma tarde inventada”, com Andi Rubinstein e Renata Mattar.

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22.novembro.2010 16:10:19

Uma lição do espaço

Você desiste fácil das coisas? Se tira uma nota ruim, você fica desanimado para estudar? Tem alguma fase de um game que você acha impossível passar? Pois saiba que a persistência pode ser o segredo para as coisas darem certo (e seus sonhos se realizarem).

Foi assim que o médico norte-americano Dan Barry se tornou astronauta. Antes de ser aceito na Nasa, ele foi recusado 13 vezes. Mas não desistiu do sonho até entrar para a Agência Espacial Americana. Ele já fez três viagens espaciais e hoje dá aula de robótica na Singularity University, a “Universidade do Futuro”, que fica nos Estados Unidos. No dia 12 de novembro, ele visitou os alunos do Colégio Módulo, em São Paulo, onde conversou sobre a importância de buscar sempre seus sonhos.

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A estudante Larissa Larrubia Pereira, de 11 anos, estava na plateia e conta um pouco como foi para o Estadinho: “A palestra que Dan Barry fez no colégio, sobre sua experiência como astronauta, foi muito legal e interessante. Ele contou sobre o seu sonho: um dia poder voar e ser astronauta, entrar na Nasa. O que mais gostei foi a mensagem que ele passou, que é a de não desistir dos sonhos, que foi o que ele fez. Muita gente achava que ele não ia conseguir, mas mesmo depois de reprovado por mais de 10 vezes, ele continuou buscando o seu sonho. Hoje, depois de muitos anos de tentativa, se transformou em um astronauta e já viajou três vezes para o espaço.”

* Larissa quer ser psicóloga ou cantora e já treina para realizar seu sonho: ela canta duas vezes por semana na igreja e participa de musicais de Natal, Ano Novo…

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08.julho.2010 16:54:01

Caretas e sorrisos

Você já viu no Estadinho impresso a seção “Eu faço careta…”, não é? Pois duas turmas do 5º ano do Colégio Santa Maria resolveram inovar e fazer, além de caretas, sorrisos. A ideia toda, conta a professora Veronice Leal Rocha, partiu dos alunos: inspirados pelo Estadinho, eles queriam fazer caretas e postar as fotos no blog da escola.

 

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“Eles curtiram bastante o novo formato. Desde o primeiro dia, a gente viu, gostou da ideia e eles quiseram fazer a deles para colocar no blog. Mas era época de provas e, depois, de ensaio para a festa junina, não deu tempo”, diz Veronice. No último dia de aula, porém, a professora foi para o colégio com máquina fotográfica e propos a atividade, com um acréscimo: “Eu sorrio quando…” E tudo foi parar no blog Jornal do Quinto Ano da Manhã (clique para ver mais caretas e sorrisos). E agora, vai também para o blog do Estadinho.

 

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Muito legal! Nós, do Estadinho, adoramos. A turma toda e a professora estão de parabéns!!!

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Olha só que legal o que essa turminha da escola St. Paul’s fez, em São Paulo. Toda segunda-feira, a professora Mariana Ferraz Boschi leva o Estadinho para seus alunos verem. Um dia, eles tiveram a ideia de fazer seus desenhos e mandar para cá.

Para ajudar a preservar o meio ambiente, eles desenharam no verso de papéis usados. A professora conta que toda a turma, que é de crianças de 6 anos, já está colaborando para o futuro do planeta, por isso utiliza sempre os dois lados do papel.

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Lembra que fomos até o Ceará para ver como as crianças falam de cordéis por lá? Pois então… conhecemos também um renomado poeta popular, cordelista e gravurista que já escreveu vários livros de cordel. O nome dele é Klévisson Viana (já até falamos um pouco disso aqui).

Fizemos uma roda de leitura e Klévisson explicou tudo sobre cordel. E ainda leu para as crianças os versos do livro O Professor Sabe-Tudo e as Respostas de João Grilo. Este último, João Grilo, é uma celebridade do sertão. Possui vários folhetos e já foi famoso na televisão. Ele é um herói adivinhão, alguém que responde a tudo sem demora e quase sempre tem razão.

Cheio de perguntas e respostas, assim o livro é construído do começo ao fim. Escolhemos duas charadas para você brincar!

Charada 1:

- Quero que João Grilo diga
(Pode tocar sua trombeta!):
Que será do cruzamento
Da minhoca e a borboleta?
Diga logo, sem demora,
Me responda, sem careta!

- Esta é fácil, professor!
Tá na ponta da caneta:
Se um bicho desses voar,
Nós chamamos “minholeta”;
Se o bicho andar rastejando,
“Borbonhoca”, não tem treta!

Charada 2:

- Responda agora, João Grilo,
Esta pergunta afiada:
O que possui pé de porco,
Tem focinho e tem rabada
Tem orelha e tem toucinho
E não é porco nem nada?

Disse João Grilo: – Isso é nada,
Já lhe respondo ligeiro
O que tem pé e focinho…
E nem ronca no terreiro,
São duas coisas meu mestre:
Feijoada e açougueiro!

Quer aprender a escrever cordéis? Leia a entrevista com César Obeid e depois veja mais aqui.

E fazer gravuras para ilustrar os seus folhetos? Aprenda aqui com a artista plástica e educadora Fernanda Simionato.

Para ler a história da Chapeuzinho Vermelho em cordel, clique aqui.

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O cordel é usado em escolas e projetos sociais de várias cidades do Nordeste. Através de oficinas e rodas de leitura, as crianças têm contato com a poesia popular e, assim, tomam gosto pelo assunto e começam a produzir suas rimas também.
No projeto Bom Jardim, de Fortaleza, no Ceará, conhecemos várias crianças que já escrevem cordéis. Com a ajuda do escritor Klévisson Viana e do arte-educador Valdeci de Carvalho, recolhemos quatro deles para você ler aqui.

Eu gosto (Francisca Dara Brito de Freitas – 8 anos)
Eu gosto de brincar
E gosto de diversão
Pulo muita corda
E assisto televisão
Gosto de jogar bola
E dormir no meu colchão

Comilão (Francisco Wanderson – 8 anos)
Eu gosto de chocolate
Mais gosto mais de mamão
Minha fruta preferida
Sempre foi melão
Passo o dia comendo
Sem parar não

Minha mãe (Leandro Carvalho de Araújo – 10 anos)
Minha mãe é bonita
Ela gosta de trabalhar
Ela gosta de sopa
Ela gosta de nadar
Um pouquinho fofoqueira
Ela não para de falar

Bob Esponja (Francisca Wanderlania – 10 anos)
Eu gosto de Bob Esponja
Ele é muito genial
E também atrapalhado
Como ele não tem igual
Ele é engraçadinho e amarelinho
Mas ele é um amarelo bem legal

Para ler a história da Chapeuzinho Vermelho em cordel, clique aqui.

De um jeito fácil e divertido, aprenda a fazer gravuras com a ajuda da artista plástica e educadora Fernanda Simionato. É só entrar aqui.

A repórter viajou para Fortaleza a convite da Bienal Internacional do Livro do Ceará.

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24.abril.2010 08:00:01

Maria o quê?

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Eles são alunos do Ensino Fundamental do Colégio São Domingos, em São Paulo, e também autores do Livro da Maria-fedida.

Tudo começou quando voltaram de férias e perceberam que havia uma série de bolinhas brancas espalhadas pelo pátio da escola. E foram atrás para saber o que era aquilo. Com a ajuda da professora Renata Aguiar Faria, descobriram que as bolinhas eram, na verdade, ovos de maria-fedida. E que a escola estava infestada, pois os bichinhos estavam perdendo suas moradias e invadindo outros espaços. “Percebemos que várias árvores na região haviam sido cortadas e os insetos estavam procurando outros lugares para morar”, diz a professora.

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A pesquisa durou um bom tempo, até que um dia a professora preparou um folheto explicativo para que os alunos levassem para casa e contassem aos pais tudo o que sabiam sobre o bichinho. A ideia foi tão legal que virou um livro, pela Editora Quincas.

Com ele, você aprende que a maria-fedida, de nome científico Nezara Viridula, também pode ser chamada de fede-fede e percevejo-verde. E que o ovo é branco só enquanto algum bicho está lá dentro. Depois, ele fica transparente. O livro também conta que a maria-fedida aparece mais no verão do que quando faz frio. E que o mau cheiro, que sai de suas asas, é produzido somente quando ela sente que está ameaçada. Por isso o nome popular.

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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