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Estadinho

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 Molly Hardwick, Jacob e Raul Gibson, de 11 anos, são os integrantes da Mini Attack

(Por Natália Mazzoni)

O Estadinho desta semana falou sobre como montar uma banda (se ainda não leu a reportagem clique aqui). A galera da Mini Attack conversou com a gente e falou mais sobre isso. Eles contam como montaram a banda, como fazem as músicas e dão dicas para você fazer as suas.

Estadinho: Como vocês montaram a Mini Attack?

Molly: Eu estava cantando em um concerto quando Raul, pai de Jacob, me viu e disse que um dia ele gostaria de me ver cantando com seus dois meninos. Dois anos mais tarde, eles sugeriram que eu fosse para um estúdio cantar com eles.  Então, nós fizemos a banda e montamos um concerto na escola.

Como você escreve as canções?

Raul: Nós escrevemos a canção Gotta Rock Like This enquanto estávamos na Espanha, em um carro, indo para uma praia. A canção é sobre o sentimento que você tem quando está de férias. Nós escrevemos as letras primeiro e depois vieram os tambores.

Jacob: Às vezes, eu e meu irmão tocamos juntos e depois pedimos para a Molly cantar por cima e, em seguida, ela trabalha fora uma melodia. Depois, juntamos a letra e a melodia.

O que tem de mais legal em fazer músicas e montar uma banda?

Molly: Bem, você pode realmente experimentar. Se está chateado, você pode fazer uma música sobre isso. Você pode realmente expressar como está se sentindo.

Raul: Eu gosto da sensação de tocar música e divertir as pessoas.

Jacob: Eu gosto muito de trabalhar numa música e depois poder mostrar para as pessoas.

Vocês tem planos para viajar com a banda?

Molly: Nós queríamos ir para Londres. Esperamos ir para muitos lugares.

Jacob: Sim, nós realmente queremos, talvez América ou Paris.

Raul: Eu quero ir para Paris ,e no futuro, talvez Nova York.

Quais são seus ídolos na música?

Molly: Adele e Ed Sheeran.

Jacob: Flea do Red Hot Chilli Peppers, Larry Graham, Jaco Pastorius e James Brow.

Raul: Steve Gadd, ele é um baterista incrível, Chad Smith do Chilli Peppers, Buddy Rich e eu também gosto de Beastie Boys.

Quais são suas dicas para começar uma banda?

Molly: Você tem que amar  música e encontrar pessoas que trabalham bem com você.

Raul: O primeiro e mais importante é ter bons amigos. Juntos, vocês podem sentir qual é o som que gostam e como se sentem fazendo música.

Jacob: Ouça várias bandas para ter ideias e pensar sobre o tipo de música que você quer fazer. Depois, chame alguns amigos que toquem instrumentos. Pratiquem muito e tentem tocar músicas difíceis, vocês vão conseguir com o tempo.

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(Por Natália Mazzoni)

“Mamãe tamo chegando? Mamãe tamo chegando?” A música que faz parte do novo CD do Pequeno Cidadão grudou na cabeça da equipe do Estadinho e ninguém consegue parar de cantar! Mas não foi só essa de que gostamos: Ficar Estranho, Pirou na Batatinha, Dez, Todo Dia, Fim de Semana, Tá de Noitinha

Tudo é muito bom no segundo álbum do grupo formado por Edgar Scandurra, Taciana Barros, Antonio Pinto e seus filhos Lucas, Joca, Juca, Dani, Manu, Estelinha e Luzia, com participação especial de Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown.
A turma se apresenta no próximo sábado (dia 22) em São Paulo e promete aprontar muito no palco. Serão duas apresentações, às 11 h e às 15 h, no Sesc Pinheiros (Rua Paes Leme, 195 – Pinheiros  São Paulo).

Entrevista com Taciana Barros

Estadinho: O que mudou neste segundo álbum?
Taciana Barros: Nestes 3 anos de estrada em que viramos uma banda, o Daniel assumiu os baixos, as crianças cresceram e aprenderam muito. Aprenderam a entender como acertar o fone no estúdio, o monitor no palco, a saber o que falar para o técnico. Esse novo CD tem mais canções, todas podem ser tocadas no violão, tem menos colagens pós-produção. Também trabalhamos mais horas em cima de cada música, foi um processo bem longo e denso. Tínhamos mais de 20 músicas, gravamos 18 e escolhemos 14.

Como foi a criação das músicas Galáxia e Pirou na Batatinha?
Fiz uma viagem para o Atacama e fiquei obcecada com o céu do deserto, nunca tinha visto um céu tão estrelado na minha vida. Vi com a Luzia os Anéis de Saturno e a Via Láctea perfeitamente, e tantas outras coisas, foi incrível. Daí o Antonio fez a música e me passou. Inspirada nesse céu, e nas ideias que tinha quando criança de imaginar um céu no teto do meu quarto, fui encaixando sílaba por sílaba na melodia que ele criou. Pirou na Batatinha foi a primeira que fiz para o novo CD. Começou como uma brincadeira no carro. Fomos brincando de rimar comida com bichos até termos uma boa quantidade de rimas. Com a letra pronta, compus a música e apareceu o refrão que também falava de comida! Classificamos essa de rock dadaísta!

Vocês misturam arranjos musicais muito bacanas com letras simples e delicadas. Essa é a marca do grupo?
Acho que sim. Nós pensamos na música de uma forma ampla, sem a preocupação de ser para criança. Gostamos de deixar rolar os solos, os vocais, ir fundo mesmo. A gente percebeu que as crianças curtem som assim, como os adultos, e nesse segundo CD nossa mente estava mais livre.

Entrevista com Luzia Barros

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Luzia Barros, de 11 anos, filha da Taciana Barros, se diverte muito fazendo música.

Estadinho: O que o CD novo do Pequeno Cidadão tem de mais legal?
Luzia: Tem mais músicas das crianças e a gente cantou mais.

Como foram as gravações?
Gravamos em dois estúdios e isso foi legal. Um dos estúdios era do lado da minha escola e até minha prima de Salvador participou. Um dia, a gente teve ataque de riso no meio da gravação!

Qual sua música preferida do Pequeno Cidadão 2?
Minha preferida é a Dez, porque gosto do som e de cantar em várias línguas. 

O que você espera dos shows que irão fazer?
Espero me divertir, encontrar os meus amigos. Espero também que as crianças gostem.

Aplicativo Pequeno Cidadão

 

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Capa do CD Pequeno Cidadão 2

O grupo Pequeno Cidadão tem aplicativo para iPhone (com download gratuito) com 14 animações do primeiro CD e mais a música Pirou na Batatinha, do segundo álbum. Basta procurar na loja da Apple e digitar “Pequeno Cidadão”.

Na TV

Na segunda-feira (dia 24), o Canal Futura exibirá 14 clipes do primeiro CD do grupo. A atração vai ao ar às 21h30.

Bastidores

Não conhece ainda o som da banda? No vídeo abaixo você assiste aos bastidores da produção do CD e escuta trechos das músicas. Divirta-se!

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Os amigos Kevin Xu, Gustavo Chang, Cristina Dong Yang e Felipe Xu moraram no Japão.  (Foto: Daniel Teixeira/Estadão)

(Por Natália Mazzoni)

Você já viu a nossa matéria de capa da semana? (se não leu ainda, pode clicar aqui). O Estadinho falou sobre mudar de país, conhecer novas culturas, aprender outra língua e fazer amigos. A coordenadora pedagógica do Colégio Santo Américo, Elaine Conceição Marquezini, fala mais um pouco sobre o assunto e dá mais dicas. Olhe só.

Estadinho: Quais dicas você tem para uma criança que acaba de chegar em outro país?
Elaine: Seria interessante que a criança pudesse, logo de imediato, se identificar a algo ou alguém, isso auxilia nesse período. Exemplo: Se a criança vem de um país de língua inglesa, conhecer uma professora que fale bem inglês no momento da acolhida e nos primeiros dias seria de grande importância.

Quais são os maiores desafios na hora de ir para a escola?
A língua é sem dúvida o grande problema. Existe uma dificuldade real para a criança que é se inserir em um grupo já estabelecido. A criança estrangeira pode despertar interesse e curiosidade, mas também ameaça. A equipe da escola (professores, coordenação, assistentes) são importantes neste momento, assim como a família.

Qual a melhor forma de fazer amigos na escola?
Primeiramente o aluno deve estar seguro quanto a essa mudança. Qualquer resistência nesse momento é prejudicial.

Tem dicas de como aprender a nova língua?
Essa não é uma situação fácil, mas também não é tão complicada como seria para um adulto. A conversa com os outros alunos, a tentativa de fazer as tarefas, o contato com músicas, contação de histórias, filmes, uso de tradutor e dicionário eletrônico pode ajudar nesse processo.

 

 

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27.outubro.2012 06:30:09

Click!

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Daniel Warrer (Foto: Divulgação)

(Por Fernando Otto/Especial para o Estado)

O ator Daniel Warren, do Art Attack no Disney Channel, vai estrear nesta segunda-feira (dia 30), às 18h45, o novo programa dele no Gloob, o Click. A atração vai misturar várias formais legais de arte como música, dança, artes plásticas, teatro e oficinas de corte e recorte. O personagem principal é o próprio Daniel que, na história, mora no sótão de um prédio antigo rodeado por quadros, esculturas e outras obras de arte.

Ele não para de ter ideias curiosas e interessantes, que divide com o público a cada programa. Quem não gosta nada disso é o síndico do prédio, Seu Valter, que sempre fica irritado com a bagunça que a turma do Daniel faz. Na verdade, o que ele quer é saber o que acontece nas oficinas de arte. Em uma delas, Daniel ensina ao público como fazer uma apresentação de palhaço com direito a cambalhotas, pintura no rosto e outras brincadeiras.

O vizinho de cima, Zé Tom, é um músico maluco que tem ideias bem misteriosas. Daniel também tem um animalzinho, ou melhor, um animalzão: o cão farejador Xerlocão. Ele anda pela cidade com uma câmera na coleira para registrar novidades culturais da cidade. Daniel tem uma queda por uma moça que ele nunca consegue descobrir quem é: a Moça-do-Fusca-Cor-de-Rosa, que tem um carro que é uma obra-prima.

A maior parte dos personagens será vivida pelo próprio Daniel. Em alguns episódios, ele terá de interpretar dois papéis na mesma cena. “Outro dia, estava vendo um episódio e cheguei a tomar um susto me vendo contracenar comigo mesmo”, conta.

Em Click, cada episódio vai ter um tema ou assunto. A partir dele, serão pensadas as atividades para fazer em casa. Na primeira temporada, o programa vai falar sobre artes plásticas, música, teatro, dança, fotografia, circo, ciências e natureza. “É diferente de tudo o que já fiz na tevê, pois estou totalmente envolvido na concepção de tudo, do formato do programa à escolha de temas e artes, passando pelas várias etapas de produção”, conta Daniel.

Daniel Warren é ator, professor, produtor há 12 anos. Ele ficou famoso pelas oficinas de arte que faz desde 2000 no Art Attack do Disney Channel. Confira a entrevista:

Como é gravar conversas sem ninguém do outro lado?
Daniel:
Essa história de fazer todos os personagens está sendo um grande desafio. É muito divertido ver as cenas prontas depois. Outro dia estava vendo um episódio e cheguei a tomar um susto me vendo contracenar comigo mesmo! Eu nunca gravo as cenas sozinho. Durante as gravações, temos o ator Luis Fernando Delalibera, uma espécie de dublê, que contracena comigo. Isso me ajuda muito!

Como serão os quadros (formato do programa)?
A cada episódio, uma história vai se desenrolar em torno da oficina de artes do Daniel, personagem principal. Todo programa terá, no mínimo, uma atividade envolvendo arts&crafts (oficinas) e algumas dicas de atividades curiosas. Enquanto isso, os outros personagens que moram no prédio entram em cena. Por exemplo, o síndico Sr. Walter chega para implicar com o Daniel por causa do barulho em seu apartamento. Ou o vizinho Zé Tom, que é músico, faz uma visita ao Daniel trazendo alguma curiosidade sobre sons e música em geral. Ou a D. Feitosa, outra vizinha, chega ao apartamento do Daniel oferecendo uma de suas receitas. E temos a presença de um cachorro de verdade, o Xerlocão, um cão farejador de cultura. De vez em quando, ele vai aparecer na casa do Daniel trazendo novidades!

Como aprendeu a fazer tantos trabalhos diferentes? Na infância ou depois de ter se tornado adulto?
Tive a sorte de crescer numa vila em Pinheiros. Assim, brinquei muito e de muitas coisas que as pessoas da minha geração já não brincavam, como ficar até tarde na rua brincando de pega-pega, jogando bola, inventando clubinhos, subindo em muros e árvores. Foi minha escola de “brincar”. Isso, com certeza, tem a ver com o jeito que vejo o mundo hoje.

Quantos atores participam? De que maneira?
A equipe é bem grande. Estão envolvidas mais de 50 pessoas. Mas os atores são quatro. Eu, o Luis (Delalibera) que faz as cenas duplas para mim, a Andrea Dupré que faz a Moça-do-Fusca- Rosa e a Maristela Chelala, que faz a voz da Dona Matilde, a mulher do seu Walter.

CLICK COM DANIEL WARREN
Estreia: dia 29 de outubro, segunda-feira, às 18h45
Horário alternativo: segunda a sexta, às 12h30, e sábados, às 14h30
Clique aqui para mais informações.

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(Foto: Divulgação)

 

(Por Aryane Cararo)

Em um dos últimos dias da 22ª Bienal Internacional de Livros de São Paulo, o Estadinho se encontrou com a escritora Eva Furnari. Era tarde de autógrafos. E a fila era imensa. Pudera: Eva criou personagens tão mágicos, a começar pela bruxinha na década de 1980, que fizeram gerações sonhar com o mundo do impossível. Mas a espera valeu a pena. Além de Marilu, livro de 2001 reeditado agora pela editora Moderna, ela falou sobre os próximos livros, sobre o colorido do mundo e sobre o mundo digital (suas obras estão sendo passadas para os tablets e já saiu a versão animada de Felpo Filva). Acompanhe a entrevista completa (você pode escolher as perguntas que mais o agradam):

Clique aqui e veja o que saiu no Estadinho impresso.

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O que mudou nesta nova edição?
Mudou a capa, mas não as ilustrações. O que acaba acontecendo toda vez que se faz uma reformulação, e aconteceu com Marilu, é que eu olho com os olhos mais maduros para aquele livro.  Dez anos depois, a gente percebe muito mais coisa, o texto ficou mais redondo, acrescentei coisas, tirei outras, mas a história é a mesma. E o livro anterior era mais quadrado. A gente teve que fazer algumas alterações de imagem.

Como foi criar Marilu, em 2001?
Eu queria experimentar um desenho diferente, são todos recortados com tesoura, queria essas texturas. Houve também uma primeira versão da história todinha em versos que, depois, acabei abrindo mão. É que, para fazer poema, a gente acaba, às vezes, sacrificando o significado. Como era para criança pequena, achei melhor deixar o texto e fazer uma coisa mais organizada, de forma que tem só dois personagens, os donos da loja, que falam rimado. É como se fosse uma coisa um pouco mágica, como se eles não fossem de carne e osso.

Por que esse universo mágico sempre aparece nos seus livros?
Não dá para explicar. Eu realmente ando nesse mundo e não me interesso pelas histórias mais realistas. Mas acho que a gente não escolhe isso, a gente descobre que aquele é seu universo. E foi aos poucos, não foi uma coisa racional.

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O que colore o seu dia?
Fazer coisas assim, horríveis (ela mostra fotos de caretas no celular). Eu mudei de celular justamente para me divertir um pouco, porque ele tem uma câmera virada para a frente. Uma das coisas que colore o meu dia é exatamente tirar fotos como essa e mandar para meus filhos ou minha irmã com bilhetinhos meio esquisitos. Tem um monte, mas são tão horríveis que não posso mostrar. Adoro fazer caretas. E fazer meu trabalho também colore o meu dia. É um prazer. Claro, tem tem fases que são mais mecânicas, etapas mais trabalhosas, mas a parte mais agradável é criar histórias mesmo… leia mais (clique aqui)

 

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 (Por Natália Mazzoni)

Antes de sair correndo e treinar no gol, vale a pena ler um pouco mais da entrevista com Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1 (Editora Alameda, R$ 48).

Os goleiros existem desde o começo do futebol?
 Na verdade, quando inventaram o futebol em 1863, na Inglaterra, os goleiros não existiam, os jogadores da linha defendiam a bola com o pé. Só oito anos depois foi criada a posição de goleiros, que jogava sem luvas. Foi assim que o futebol começou a tomar figura. Uma curiosidade é que ainda nesse começo do século 20 não tinham regras como hoje, que se alguém encostar e derrubar o goleiro acontece uma falta. Os jogares trombavam e derrubavam os goleiros à vontade e o gol valia.

Quando vieram as luvas?
Goleiro só começou a jogar com luvas no Brasil no começo dos anos 70. Um goleiro chamado Jaguaré Bezerra de Vasconcelos foi jogar na Europa nos anos 30 e voltou usando luvas, já que lá era muito frio. Mesmo assim não pegou, os goleiros daqui continuaram a jogar proteção nas mãos. Na Copa do Mundo de 70 já se usava, mas o goleiro do Brasil Felix não. Essa história é até curiosa, já que todos comentavam que ele era antiquado por jogar sem luvas. Chegou a final e ele colocou as luvas, fazendo com que todos ficassem com medo dele errar, por não estar acostumado. Mas deu tudo certo, o Brasil ganhou.

O nome do seu livro diz que goleiros são heróis e anti-heróis no futebol. Por que?
O goleiro é o único jogador em campo que não tem o direito de errar, é uma posição muito ingrata. Os atacantes perdem gols, perdem pênaltis. Mas o goleiro não pode, se ele frangar toma um gol e muda o rumo da partida. São anti-heróis, não deixam acontecer o que todos querem ver: o gol.

Na sua opinião, qual foi o maior frango da história?
O pior que eu já vi no estádio foi de um goleiro chamado Tonho, do São Paulo, em 1985. Ele achou que era uma falta indireta e que o jogador não poderia chutar direto para o gol. Mas a falta era direta, o jogador chutou para o gol, ele levantou os braços e reclamou para o juiz, achando que nada estava valendo. Tomou um frango por errar a regra.
Tem também um frango do Moré Moreira em 1935. O time dele estava atacando e ele aproveitou para perguntar a um torcedor o resultado de um outro jogo. O time adversário pegou a bola e um jogador aproveitou que ele estava conversando e fez o gol.

E uma defesa espetacular?
Teve uma sequência de defesas do Rodolfo Rodrigues do Santos, em 1984. Ele defendeu 5 bolas em 13 segundos. Foi bem espetacular. Tem também uma defesa do colombiano  Higuita. Um jogador da Inglaterra chutou, ele deixou passar a bola por cima da cabeça dele, jogou o corpo para frente e defendeu com os pés. Foi inacreditável.

Ficou curioso para ver a defesa de Higuita? Olha só o vídeo.


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Kruti Parekh, ilusionista pelo bem (Foto: divulgação)

(Por Natália Mazzoni)

O Estadinho de papel mostrou a história de Kruti Parekh, uma jovem ilusionista que começou a dar palestras sobre como cuidar do planeta com apenas 13 anos. Dez anos depois, ela continua usando seu talento para chamar a atenção para questões ambientais. Tem mais do bate-papo com ela aqui, veja só:

A mensagem de suas palestras é “salvar o planeta não é uma ilusão”. Conte um pouquinho mais.
As consequências de não fazer algo de bom para o planeta são bem perigosas, já que temos problemas como o aquecimento global, problemas relacionados ao lixo e espécies ameaçadas de extinção. Com a ajuda da mágica e do ilusionismo, eu mostro coisas como o que pode acontecer se o lixo não for separado. Por isso, meu show de mágica é chamado de “Salve a magia da Terra”.

Como é sua vida hoje? Você ainda luta pelo bem da natureza?
Sim, a vida ainda está me ensinando a lutar pelo bem do mundo. Hoje, ensino mágica para crianças surdas e mudas, capacitando-as para fazer algo de bom para si mesmas e para o mundo. Isso faz com que eles criem um sentimento de realização maravilhoso. Participo também de um projeto em Mumbai (na Índia) chamado Escola Shard Mandir High, que ajuda crianças carentes e visito escolas rurais do interior da Índia levando treinamento da mente.

O que você diria para as crianças que querem fazer algo de bom no Dia Mundial da Boa Ação?
As crianças têm uma qualidade muito grande: elas são inocentes e apaixonadas pelo desejo de fazer algo de bom para o mundo. Eu gostaria, então, de dizer a todas as crianças do Brasil para seguirem os seus sonhos e suas paixões. Façam o bem para o meio ambiente, este é o nosso mundo e, por isso, temos de trabalhar juntos para fazer dele um lugar melhor. Você certamente irá enfrentar alguns problemas e desafios, mas eles farão de vocês vencedores.

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24.fevereiro.2012 07:00:36

Mais Furunfunfum!

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Para continuar só mais um pouquinho a comemoração do aniversário de 20 anos do Furunfunfum, essa dupla que nos diverte tanto, o Estadinho conversou com a Paula Zurawski, a dupla do Marcelo.
Vale lembrar que neste final de semana tem o espetáculo A Terra dos Meninos Pelados (dias 25 e 26, às 17h30 no Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro).

Estadinho: Como começou a história do Furunfunfum?

Paula: Nós nos conhecemos no final de 1986, na festa de aniversário do Marco Antonio Rodrigues, do Grupo Folias. Começamos a namorar e nos casamos no ano seguinte. Tanto eu quanto o Marcelo já havíamos trabalhado em produções infantis, mas que não eram criações nossas. Desde o nascimento do nosso primeiro filho, o Ivan, ficamos mais atentos a tudo que se referia ao universo infantil: livros, discos, partituras e filmes. Tocávamos e cantávamos essas músicas e líamos essas histórias. De repente percebemos que tínhamos um vasto repertório e resolvemos fazer um grupo de teatro, o Furunfunfum, que nasceu no final de 1992.
 
O que mudou nesses 20 anos de história?

Continuamos trabalhando com a mesma paixão e entusiasmo de 20 anos atrás. Mas os espetáculos foram ficando mais elaborados, com temáticas mais instigantes. Desenvolvemos uma linguagem particular, que mistura música, teatro e teatro de bonecos, e hoje também agregamos mais gente ao Furunfunfum: atores, músicos, circenses, que hoje fazem parte das produções das companhias.
 
Quais são os espetáculos  mais marcantes?

Temos um carinho especial por todos eles, mas O Macaco Simão, nosso primeiro espetáculo, sem dúvida é um dos mais marcantes, porque foi ali que tudo começou. Quando era criança, eu ouvia muito as histórias adaptadas pelo João de Barro, o Braguinha, gravadas em disquinhos coloridos na década de 60 e 70. Quando casei com o Marcelo, trouxe meus disquinhos (meu tesouro) comigo. Quando o Marcelo ouviu a história O Macaco e a Velha, que ele não conhecia, ficou apaixonado. E assim resolvemos criar um espetáculo de bonecos.
Gostamos muito também de O Flautista de Hamelin, pela questão ética da história, e pelo final interativo e surpreendente. Adoro fazer e muitas vezes choro na última cena.
 
Já aconteceram situações engraçadas nesses 20 anos de Furunfunfum?

Uma vez estávamos apresentando Rapunzel numa festa de aniversário. Nessa época, usávamos um cenário pesado, de madeira. Na cena em que a bruxa faz o príncipe cair da torre, o Marcelo pulava mesmo, dava um salto por cima do cenário e caía na frente dele. Mas nessa vez o pé dele esbarrou no cenário, que veio abaixo.  Os “bastidores” foram revelados e eu fiquei parada , segurando a bruxa e a Rapunzel nas mãos. E todo mundo olhando! Houve um minuto de silêncio, mas em seguida toda a plateia caiu na risada, e nós também. O Marcelo não perdeu o rebolado e foi logo arrumando o cenário, sem parar de interpretar o príncipe. Pena que não temos isso filmado, pois seria um documento importante dos 20 anos do Furunfunfum!
Outra história engraçada aconteceu com a gente em 2001. Estávamos voltando de uma temporada de apresentações do Macaco Simão na Irlanda e na Escócia, e a mala com os bonecos ficou perdida no aeroporto, em Londres. O problema é que já tínhamos marcada uma semana de apresentações em Bauru, no interior de São Paulo, que começava no dia seguinte à nossa chegada. Sem os bonecos, corri e comprei um fantoche de Macaco e um de Velha numa loja de brinquedos, adaptando-os da melhor maneira à nossa necessidade. Por sorte, tínhamos também um Boneco de Alcatrão antigo, que não usávamos mais, mas que estava sem o tabuleiro de bananas na cabeça.  Não havia tempo para fazer novas bananas de resina ou papel machê, então o jeito foi ir ao supermercado e comprar bananinhas de verdade, que grudamos no tabuleiro do Boneco de Alcatrão. Durante duas noites a gente guardou o boneco no frigobar do hotel, como se fosse um “cadáver”, para as bananas não estragarem. Morríamos de rir todas as vezes que imaginávamos o pessoal do hotel vendo aquilo!

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O quer você quer ser quando crescer? Bombeiro, fotógrafo, médico, astronauta ou desenhista de dinossauros? O quê? Será  que isso está certo?  Pois é, a profissão de quem desenha dinossauros existe de verdade e é chamada de paleoarte. E para ilustrar o Estadinho de papel desta semana, convidamos o paleoartista Leandro Sanches da Costa, que conversa aqui com a gente.

Leandro, desde quando você gosta de dinossauros?
Eu sempre gostei muito de todos os bichos. Já tive até coleção de lagartixa. Mas eu adorava os dinossauros não porque eles eram grandões. E sim porque eu sabia que esses bichos estavam muito mais perto da gente do que se podia imaginar. Afinal, as aves vieram deles.

Que trabalho legal o seu! Como é ganhar a vida desenhando dinossauros?
É bem legal e difícil, pois existem mais de mil espécies de dinossauros no mundo e, além de saber desenhar e deixar bonito, como arte, é preciso conhecer bem os animais para que cientificamente fique tudo certinho. Imagine se coloco cinco dedos em um dinossauro que só tinha quatro? Isso nunca pode acontecer… Então eu juntei minha formação como biólogo com o gosto pelo desenho e me tornei um especialista em ilustração desse tipo.

Como paleoartista, você desenha outras coisas?
Sim! Na verdade, o paleontólogo é alguém que estuda vestígios fósseis dos organismos que já passaram pela Terra. Além dos dinossauros, existem as plantas, as bactérias.

Que dica você dá para quem também quer ser um paleoartista?
Observar tudo para ter muitas referências. Olhar atentamente para um pássaro durante dez minutos, por exemplo, pode ser legal para ver os movimentos e detalhes que muitas vezes nunca percebemos. E essa sensibilidade para um desenhista faz toda a diferença.

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raines

Os adultos vivem dizendo que é preciso usar filtro solar, mas muitas vezes  nem explicam o porquê. Com a australiana Parrys Raines foi diferente. Ela odiava melecar a pele com o creme. E bastou sua mãe dizer que ele é feito para proteger dos raios solares ruins, por causa do buraco aberto na camada de ozônio, para ela se interessar e se transformar em especialista no assunto.

Na época, Parrys tinha apenas 6 anos. Aos 10, produziu seu primeiro vídeo, que ensinava as crianças a cuidar da natureza. Hoje, ela tem dois blogs e atende por “Garota Atmosfera”.

Aos 15 anos, ela coleciona títulos como “defensora do meio ambiente” e é sempre chamada para falar sobre o planeta em vários países. Também comanda eventos e projetos como gente grande. E assim faz com que o mundo das pessoas que a rodeiam seja melhor. Seu discurso continua sendo feito especialmente para crianças. Foi por isso que o Estadinho quis bater um papo com ela.

Aqui, em forma de dicas fáceis, ela preparou uma espécie de check-list que ensina você a ser mais legal com o planeta. Sabe por que ela acredita que as crianças são as melhores pessoas para isso? “Elas são curiosas e a curiosidade sempre leva a uma mudança. Por isso quis aprender e ensinar ”, diz. E você? É curioso o suficiente? Aproveite e conte aqui para a gente o que você faz para melhorar o mundo.

Saiba mais sobre a Climate Girl.

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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