
(Por Natália Mazzoni)
Antes de sair correndo e treinar no gol, vale a pena ler um pouco mais da entrevista com Paulo Guilherme, autor do livro Goleiros – Heróis e Anti-Heróis da Camisa 1 (Editora Alameda, R$ 48).
Os goleiros existem desde o começo do futebol?
Na verdade, quando inventaram o futebol em 1863, na Inglaterra, os goleiros não existiam, os jogadores da linha defendiam a bola com o pé. Só oito anos depois foi criada a posição de goleiros, que jogava sem luvas. Foi assim que o futebol começou a tomar figura. Uma curiosidade é que ainda nesse começo do século 20 não tinham regras como hoje, que se alguém encostar e derrubar o goleiro acontece uma falta. Os jogares trombavam e derrubavam os goleiros à vontade e o gol valia.
Quando vieram as luvas?
Goleiro só começou a jogar com luvas no Brasil no começo dos anos 70. Um goleiro chamado Jaguaré Bezerra de Vasconcelos foi jogar na Europa nos anos 30 e voltou usando luvas, já que lá era muito frio. Mesmo assim não pegou, os goleiros daqui continuaram a jogar proteção nas mãos. Na Copa do Mundo de 70 já se usava, mas o goleiro do Brasil Felix não. Essa história é até curiosa, já que todos comentavam que ele era antiquado por jogar sem luvas. Chegou a final e ele colocou as luvas, fazendo com que todos ficassem com medo dele errar, por não estar acostumado. Mas deu tudo certo, o Brasil ganhou.
O nome do seu livro diz que goleiros são heróis e anti-heróis no futebol. Por que?
O goleiro é o único jogador em campo que não tem o direito de errar, é uma posição muito ingrata. Os atacantes perdem gols, perdem pênaltis. Mas o goleiro não pode, se ele frangar toma um gol e muda o rumo da partida. São anti-heróis, não deixam acontecer o que todos querem ver: o gol.
Na sua opinião, qual foi o maior frango da história?
O pior que eu já vi no estádio foi de um goleiro chamado Tonho, do São Paulo, em 1985. Ele achou que era uma falta indireta e que o jogador não poderia chutar direto para o gol. Mas a falta era direta, o jogador chutou para o gol, ele levantou os braços e reclamou para o juiz, achando que nada estava valendo. Tomou um frango por errar a regra.
Tem também um frango do Moré Moreira em 1935. O time dele estava atacando e ele aproveitou para perguntar a um torcedor o resultado de um outro jogo. O time adversário pegou a bola e um jogador aproveitou que ele estava conversando e fez o gol.
E uma defesa espetacular?
Teve uma sequência de defesas do Rodolfo Rodrigues do Santos, em 1984. Ele defendeu 5 bolas em 13 segundos. Foi bem espetacular. Tem também uma defesa do colombiano Higuita. Um jogador da Inglaterra chutou, ele deixou passar a bola por cima da cabeça dele, jogou o corpo para frente e defendeu com os pés. Foi inacreditável.
Ficou curioso para ver a defesa de Higuita? Olha só o vídeo.

Kruti Parekh, ilusionista pelo bem (Foto: divulgação)
(Por Natália Mazzoni)
O Estadinho de papel mostrou a história de Kruti Parekh, uma jovem ilusionista que começou a dar palestras sobre como cuidar do planeta com apenas 13 anos. Dez anos depois, ela continua usando seu talento para chamar a atenção para questões ambientais. Tem mais do bate-papo com ela aqui, veja só:
A mensagem de suas palestras é “salvar o planeta não é uma ilusão”. Conte um pouquinho mais.
As consequências de não fazer algo de bom para o planeta são bem perigosas, já que temos problemas como o aquecimento global, problemas relacionados ao lixo e espécies ameaçadas de extinção. Com a ajuda da mágica e do ilusionismo, eu mostro coisas como o que pode acontecer se o lixo não for separado. Por isso, meu show de mágica é chamado de “Salve a magia da Terra”.
Como é sua vida hoje? Você ainda luta pelo bem da natureza?
Sim, a vida ainda está me ensinando a lutar pelo bem do mundo. Hoje, ensino mágica para crianças surdas e mudas, capacitando-as para fazer algo de bom para si mesmas e para o mundo. Isso faz com que eles criem um sentimento de realização maravilhoso. Participo também de um projeto em Mumbai (na Índia) chamado Escola Shard Mandir High, que ajuda crianças carentes e visito escolas rurais do interior da Índia levando treinamento da mente.
O que você diria para as crianças que querem fazer algo de bom no Dia Mundial da Boa Ação?
As crianças têm uma qualidade muito grande: elas são inocentes e apaixonadas pelo desejo de fazer algo de bom para o mundo. Eu gostaria, então, de dizer a todas as crianças do Brasil para seguirem os seus sonhos e suas paixões. Façam o bem para o meio ambiente, este é o nosso mundo e, por isso, temos de trabalhar juntos para fazer dele um lugar melhor. Você certamente irá enfrentar alguns problemas e desafios, mas eles farão de vocês vencedores.
Para continuar só mais um pouquinho a comemoração do aniversário de 20 anos do Furunfunfum, essa dupla que nos diverte tanto, o Estadinho conversou com a Paula Zurawski, a dupla do Marcelo.
Vale lembrar que neste final de semana tem o espetáculo A Terra dos Meninos Pelados (dias 25 e 26, às 17h30 no Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro).
Estadinho: Como começou a história do Furunfunfum?
Paula: Nós nos conhecemos no final de 1986, na festa de aniversário do Marco Antonio Rodrigues, do Grupo Folias. Começamos a namorar e nos casamos no ano seguinte. Tanto eu quanto o Marcelo já havíamos trabalhado em produções infantis, mas que não eram criações nossas. Desde o nascimento do nosso primeiro filho, o Ivan, ficamos mais atentos a tudo que se referia ao universo infantil: livros, discos, partituras e filmes. Tocávamos e cantávamos essas músicas e líamos essas histórias. De repente percebemos que tínhamos um vasto repertório e resolvemos fazer um grupo de teatro, o Furunfunfum, que nasceu no final de 1992.
O que mudou nesses 20 anos de história?
Continuamos trabalhando com a mesma paixão e entusiasmo de 20 anos atrás. Mas os espetáculos foram ficando mais elaborados, com temáticas mais instigantes. Desenvolvemos uma linguagem particular, que mistura música, teatro e teatro de bonecos, e hoje também agregamos mais gente ao Furunfunfum: atores, músicos, circenses, que hoje fazem parte das produções das companhias.
Quais são os espetáculos mais marcantes?
Temos um carinho especial por todos eles, mas O Macaco Simão, nosso primeiro espetáculo, sem dúvida é um dos mais marcantes, porque foi ali que tudo começou. Quando era criança, eu ouvia muito as histórias adaptadas pelo João de Barro, o Braguinha, gravadas em disquinhos coloridos na década de 60 e 70. Quando casei com o Marcelo, trouxe meus disquinhos (meu tesouro) comigo. Quando o Marcelo ouviu a história O Macaco e a Velha, que ele não conhecia, ficou apaixonado. E assim resolvemos criar um espetáculo de bonecos.
Gostamos muito também de O Flautista de Hamelin, pela questão ética da história, e pelo final interativo e surpreendente. Adoro fazer e muitas vezes choro na última cena.
Já aconteceram situações engraçadas nesses 20 anos de Furunfunfum?
Uma vez estávamos apresentando Rapunzel numa festa de aniversário. Nessa época, usávamos um cenário pesado, de madeira. Na cena em que a bruxa faz o príncipe cair da torre, o Marcelo pulava mesmo, dava um salto por cima do cenário e caía na frente dele. Mas nessa vez o pé dele esbarrou no cenário, que veio abaixo. Os “bastidores” foram revelados e eu fiquei parada , segurando a bruxa e a Rapunzel nas mãos. E todo mundo olhando! Houve um minuto de silêncio, mas em seguida toda a plateia caiu na risada, e nós também. O Marcelo não perdeu o rebolado e foi logo arrumando o cenário, sem parar de interpretar o príncipe. Pena que não temos isso filmado, pois seria um documento importante dos 20 anos do Furunfunfum!
Outra história engraçada aconteceu com a gente em 2001. Estávamos voltando de uma temporada de apresentações do Macaco Simão na Irlanda e na Escócia, e a mala com os bonecos ficou perdida no aeroporto, em Londres. O problema é que já tínhamos marcada uma semana de apresentações em Bauru, no interior de São Paulo, que começava no dia seguinte à nossa chegada. Sem os bonecos, corri e comprei um fantoche de Macaco e um de Velha numa loja de brinquedos, adaptando-os da melhor maneira à nossa necessidade. Por sorte, tínhamos também um Boneco de Alcatrão antigo, que não usávamos mais, mas que estava sem o tabuleiro de bananas na cabeça. Não havia tempo para fazer novas bananas de resina ou papel machê, então o jeito foi ir ao supermercado e comprar bananinhas de verdade, que grudamos no tabuleiro do Boneco de Alcatrão. Durante duas noites a gente guardou o boneco no frigobar do hotel, como se fosse um “cadáver”, para as bananas não estragarem. Morríamos de rir todas as vezes que imaginávamos o pessoal do hotel vendo aquilo!

O quer você quer ser quando crescer? Bombeiro, fotógrafo, médico, astronauta ou desenhista de dinossauros? O quê? Será que isso está certo? Pois é, a profissão de quem desenha dinossauros existe de verdade e é chamada de paleoarte. E para ilustrar o Estadinho de papel desta semana, convidamos o paleoartista Leandro Sanches da Costa, que conversa aqui com a gente.
Leandro, desde quando você gosta de dinossauros?
Eu sempre gostei muito de todos os bichos. Já tive até coleção de lagartixa. Mas eu adorava os dinossauros não porque eles eram grandões. E sim porque eu sabia que esses bichos estavam muito mais perto da gente do que se podia imaginar. Afinal, as aves vieram deles.
Que trabalho legal o seu! Como é ganhar a vida desenhando dinossauros?
É bem legal e difícil, pois existem mais de mil espécies de dinossauros no mundo e, além de saber desenhar e deixar bonito, como arte, é preciso conhecer bem os animais para que cientificamente fique tudo certinho. Imagine se coloco cinco dedos em um dinossauro que só tinha quatro? Isso nunca pode acontecer… Então eu juntei minha formação como biólogo com o gosto pelo desenho e me tornei um especialista em ilustração desse tipo.
Como paleoartista, você desenha outras coisas?
Sim! Na verdade, o paleontólogo é alguém que estuda vestígios fósseis dos organismos que já passaram pela Terra. Além dos dinossauros, existem as plantas, as bactérias.
Que dica você dá para quem também quer ser um paleoartista?
Observar tudo para ter muitas referências. Olhar atentamente para um pássaro durante dez minutos, por exemplo, pode ser legal para ver os movimentos e detalhes que muitas vezes nunca percebemos. E essa sensibilidade para um desenhista faz toda a diferença.

Os adultos vivem dizendo que é preciso usar filtro solar, mas muitas vezes nem explicam o porquê. Com a australiana Parrys Raines foi diferente. Ela odiava melecar a pele com o creme. E bastou sua mãe dizer que ele é feito para proteger dos raios solares ruins, por causa do buraco aberto na camada de ozônio, para ela se interessar e se transformar em especialista no assunto.
Na época, Parrys tinha apenas 6 anos. Aos 10, produziu seu primeiro vídeo, que ensinava as crianças a cuidar da natureza. Hoje, ela tem dois blogs e atende por “Garota Atmosfera”.
Aos 15 anos, ela coleciona títulos como “defensora do meio ambiente” e é sempre chamada para falar sobre o planeta em vários países. Também comanda eventos e projetos como gente grande. E assim faz com que o mundo das pessoas que a rodeiam seja melhor. Seu discurso continua sendo feito especialmente para crianças. Foi por isso que o Estadinho quis bater um papo com ela.
Aqui, em forma de dicas fáceis, ela preparou uma espécie de check-list que ensina você a ser mais legal com o planeta. Sabe por que ela acredita que as crianças são as melhores pessoas para isso? “Elas são curiosas e a curiosidade sempre leva a uma mudança. Por isso quis aprender e ensinar ”, diz. E você? É curioso o suficiente? Aproveite e conte aqui para a gente o que você faz para melhorar o mundo.
Saiba mais sobre a Climate Girl.

Júpiter, desde quando você é uma cientista maluca?
Eu comecei em julho de 2008. Antes eu era atriz.
Além da maluquice, o que é preciso ter para fazer um trabalho como o seu?
Gostar muito de trabalhar com crianças. Também tem de estudar muito, ler bastante, aprender como as coisas acontecem e pesquisar sobre tudo.
Alguma experiência já deu errado?
Nossa, sim! Uma vez estávamos no teatro para apresentar a peça Watchatchá, Uma Viagem Pela Ciência. Uma das experiências era sobre meio ambiente. E a gente usava acetona para mostrar como ela dissolve o isopor. Mas a acetona foi trocada por outro líquido e nada acontecia quando a gente mergulhava a bolinha dentro dela. No fim, foi até engraçado explicar os bastidores.
E o que mais pode dar errado?
Às vezes também pode acontecer de calcularmos uma quantidade errada de algum componente e a experiência sair estranha, ser mais ou menos barulhenta, ter mais ou menos reação…
Vocês fazem experiências o tempo todo?
Muitas e sempre. Além de ter os manuais que vêm do Canadá, estamos sempre prestando atenção no que pode ser legal de fazer por aqui.
E Júpiter, por que você tem este nome?
Bem, todo mundo lá na Mad Science tem um nome diferente. O meu nome completo é Jessi Júpiter. E tudo começou porque eu venho de um planeta gasoso. Quando nasci, eu ficava flutuando de um lado para o outro. Eu era muito sapeca e não parava quieta. Foi assim que peguei carona na cauda de um cometa e cai na Mad Science.
E o que aconteceu?
Eu dei de cara com dois cientistas, o Rick Radioativo e a Marta Meteoro. Eles me acolheram, viram que eu tinha cara de maluca e me deixaram ficar lá. Comecei a besbilhotar tudo até que fui aprendendo a fazer experimentos também.

Lembra que fomos até o Ceará para ver como as crianças falam de cordéis por lá? Pois então… conhecemos também um renomado poeta popular, cordelista e gravurista que já escreveu vários livros de cordel. O nome dele é Klévisson Viana (já até falamos um pouco disso aqui).
Fizemos uma roda de leitura e Klévisson explicou tudo sobre cordel. E ainda leu para as crianças os versos do livro O Professor Sabe-Tudo e as Respostas de João Grilo. Este último, João Grilo, é uma celebridade do sertão. Possui vários folhetos e já foi famoso na televisão. Ele é um herói adivinhão, alguém que responde a tudo sem demora e quase sempre tem razão.
Cheio de perguntas e respostas, assim o livro é construído do começo ao fim. Escolhemos duas charadas para você brincar!
Charada 1:
- Quero que João Grilo diga
(Pode tocar sua trombeta!):
Que será do cruzamento
Da minhoca e a borboleta?
Diga logo, sem demora,
Me responda, sem careta!
- Esta é fácil, professor!
Tá na ponta da caneta:
Se um bicho desses voar,
Nós chamamos “minholeta”;
Se o bicho andar rastejando,
“Borbonhoca”, não tem treta!
Charada 2:
- Responda agora, João Grilo,
Esta pergunta afiada:
O que possui pé de porco,
Tem focinho e tem rabada
Tem orelha e tem toucinho
E não é porco nem nada?
Disse João Grilo: – Isso é nada,
Já lhe respondo ligeiro
O que tem pé e focinho…
E nem ronca no terreiro,
São duas coisas meu mestre:
Feijoada e açougueiro!
Quer aprender a escrever cordéis? Leia a entrevista com César Obeid e depois veja mais aqui.
E fazer gravuras para ilustrar os seus folhetos? Aprenda aqui com a artista plástica e educadora Fernanda Simionato.
Para ler a história da Chapeuzinho Vermelho em cordel, clique aqui.
Olá, pessoal!
Quer saber mais sobre cordel? O Estadinho conversou com o escritor César Obeid, que tem vários livros publicados e costuma contar suas histórias por aí. Além de falar um pouco sobre esse gênero da literatura, ele também ensina a fazer rimas.

César, conta para a gente como você define o cordel.
A literatura de cordel brasileira, nascida e desenvolvida no interior de alguns estados nordestinos, é uma forma de contar histórias ou poesias sempre com rimas.
É possível trabalhar qualquer tema nesse gênero?
Eu acredito que sim. Mas é fundamental que o poeta goste e conheça bastante o assunto tratado.
Por que as histórias regionais são as mais conhecidas?
Porque o cordel nasceu no sertão nordestino e os poetas, como representantes do povo, contam fatos relevantes a eles. Não podemos esquecer das histórias não-regionais que também são super conhecidas, como Pavão Misterioso, Princesa do Reino da Pedra Fina, entre outras.
Quando criança, você já gostava de escrever em versos?
Não. Fui descobrir o cordel depois que saí da escola, aos 17 anos.
Quando você começou a escrever livros de cordel?
Comecei a escrever folhetos e peças de teatro de cordel há mais de 13 anos. O meu primeiro livro só foi publicado foi em 2005.
Quais as maiores dificuldades em escrever cordéis?
Acho que é a metrificação, que é o tamanho de cada verso, pois no cordel precisamos obedecer a contagem silábica, ou seja, o verso não pode ter sílabas sobrando ou faltando.
Que dicas você dá a quem quer escrever um cordel?
Primeiramente, o jovem poeta aspirante precisa ler bons folhetos e livros, assim vai dominar o “jeitão” de contar histórias dos poetas populares. Se puder ouvir CD’s de repentistas de viola também será de grande valia. Depois, é só seguir o esquema do “XAXAXA”. É simples.
Agora, clique aqui e veja como criar os versos.
E também anote na agenda: no sábado, dia 15 de maio, às 16h, César vai estar no Sesc Santana para contar as estripulias do Saci Pererê.

O cordel é usado em escolas e projetos sociais de várias cidades do Nordeste. Através de oficinas e rodas de leitura, as crianças têm contato com a poesia popular e, assim, tomam gosto pelo assunto e começam a produzir suas rimas também.
No projeto Bom Jardim, de Fortaleza, no Ceará, conhecemos várias crianças que já escrevem cordéis. Com a ajuda do escritor Klévisson Viana e do arte-educador Valdeci de Carvalho, recolhemos quatro deles para você ler aqui.
Eu gosto (Francisca Dara Brito de Freitas – 8 anos)
Eu gosto de brincar
E gosto de diversão
Pulo muita corda
E assisto televisão
Gosto de jogar bola
E dormir no meu colchão
Comilão (Francisco Wanderson – 8 anos)
Eu gosto de chocolate
Mais gosto mais de mamão
Minha fruta preferida
Sempre foi melão
Passo o dia comendo
Sem parar não
Minha mãe (Leandro Carvalho de Araújo – 10 anos)
Minha mãe é bonita
Ela gosta de trabalhar
Ela gosta de sopa
Ela gosta de nadar
Um pouquinho fofoqueira
Ela não para de falar
Bob Esponja (Francisca Wanderlania – 10 anos)
Eu gosto de Bob Esponja
Ele é muito genial
E também atrapalhado
Como ele não tem igual
Ele é engraçadinho e amarelinho
Mas ele é um amarelo bem legal
Para ler a história da Chapeuzinho Vermelho em cordel, clique aqui.
De um jeito fácil e divertido, aprenda a fazer gravuras com a ajuda da artista plástica e educadora Fernanda Simionato. É só entrar aqui.
A repórter viajou para Fortaleza a convite da Bienal Internacional do Livro do Ceará.
O DVD e o Blu-Ray de Alvin e os Esquilos 2 está sendo lançado hoje e, por isso, aproveitamos a data para bater um papo com os bichinhos. Veja agora trechos da entrevista exclusiva feita com essas estrelas do rock e da música pop.

Esquiletes, como podemos definir o estilo fashion de vocês?
Brittany (de rosa): Eu gosto de ser feminina, adoro a cor rosa e amo acessórios diferentes.
Eleanor (de verde): Eu gosto de estar na moda, mas preciso de roupas confortáveis para poder me mexer. A cor verde realça os meus olhos.
Jeanette (de roxo): Eu não penso muito nesse assunto. Mas eu gosto de roxo porque, historicamente, é a cor da nobreza e da sabedoria.
Vocês têm algum ritual, alguma coisa para trazer sorte antes do show?
Brittany: Sim, entrelaçamos os rabos.
Eleanor: Eu faço alguns exercícios, mas sem forçar muito para não me machucar.
Jeanette: Eu vivo querendo fazer algo assim, mas sempre esqueço.

Esquilos, como foi se apresentar com as esquiletes pela primeira vez?
Alvin (de vermelho): Eu estava preocupado por elas não serem tão experientes como nós. Mas deu tudo certo! Elas são fantásticas!
Simon (de azul): Foi muito bom, pois nossos estilos musicais eram semelhantes. Alvin ficou surpreso ao ver o quanto elas são boas.
Theodore (de verde): Eu estava animado. Agora somos uma família ainda maior.
Quais são suas canções favoritas? Isso vale para as atuais e de todos os tempos.
Alvin: Minha música favorita de todos os tempos é “The Song Chipmunks”. Nós amamos tocar e as pessoas adoram ouvir. Quanto à música atual, provavelmente a canção “I Gotta Feeling”.
Simon: A minha música favorita de todos os tempos é do Elton John, a “Rocket Man”. É um clássico sobre viagens espaciais. E a minha favorita atual é do The Black Eyed Peas, “Will.I.Am”.
Theodore: Essa é fácil. É uma que cantamos no filme: “We Are Family”. E de todos os tempos? Beatles, “With a Little Help From My Friends”. Definitivamente.
Agora a pergunta é para os esquilos e para as esquiletes, ok? O que vocês costumam levar em uma turnê internacional?
Alvin: Taylor Swift no meu iPod. Eu gosto de relaxar ouvindo suas músicas.
Simon: Eu sempre levo guias sobre os países que vamos visitar. Também carrego algumas fitas de idiomas e remédios de enjoo.
Theodore: Eu sempre levo um travesseiro ultramacio.
Brittany: Muitas malas! Sério. Às vezes, eu tenho que mudar o figurino três vezes por dia!
Leonor: Eu só pego uma pochete para caminhar.
Jeanette: Eu não viajo sem o meu laptop e o livro que estiver lendo no momento.
Dos seis, quem de vocês dança melhor?
Alvin: A resposta é óbvia (apontando os dois polegares para si).
Simon: Definitivamente, Eleanor.
Theodore: Eleanor.
Brittany: Depende do tipo de dança. Obviamente, Eleanor é muito atlética e ágil. Eu sou mais… Qual é a palavra mesmo?
Alvin: Ridícula?
Brittany: Não era essa a palavra que eu estava procurando, Alvin.
Eleanor: Na verdade, estou bastante impressionada com os movimentos do Alvin.
Jeanette: Desculpa, o que você perguntou mesmo? Melhor dançarino? Bem, a Eleanor. Não, acho que a Brittany.
Alvin, como você divide seu tempo entre o esporte e a música?
Isso é fácil. Meu tempo só complica mesmo quando tenho muita lição de casa.
Simon, como você encontra tempo para ler enquanto está em turnê?
Aproveito quando estou no avião. Quando estamos viajando de ônibus, fica difícil, pois o Alvin vive dizendo que a luz em cima do banco atrapalha o seu sono.
Theodore, como foi ter de comer tanta coisa durante o filme? E qual é sua comida predileta?
Era o paraíso. Mas, às vezes, eu até enjoava. E meu lanche favorito é waffles com waffles.
Brittany, você sempre fica nervosa antes do show?
Nem sempre. O que mais me preocupa mesmo é saber se está tudo certo com os instrumentos…
E você pode dar alguma dica para nossos leitores sobre como cantar e não ter medo de se apresentar em público?
A coisa mais importante é ter confiança. Além disso, fingir que você está sozinho em seu quarto. Dessa forma, você pode realmente se soltar. E, claro, vestir algo bem bonito.

FOX Filmes
Classificação Indicativa: livre
Duração: 88 minutos
DVD: R$ 29,90
Blu-Ray: R$ 79,90
2012
2011
2010