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Estadinho

30.março.2013 07:00:37

Terra de gigantes

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(Por Natália Mazzoni)

Você já leu o Estadinho desta semana? A nossa reportagem de capa fala sobre gigantes. Os das histórias para crianças e também os que aparecem no filme Jack: O Caçador de Gigantes. Não leu ainda? Clique nas páginas abaixo. Depois, continue aqui. Tem jogo e trailer do filme.

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Trailer do filme

Ficou com vontade de assistir ao filme? Para ver o trailer, clique no vídeo abaixo, mas, antes, lembre-se: o filme é indicado para crianças a partir de 10 anos.

Busca pela princesa

A Warner Bros. Pictures fez um jogo online do filme Jack: O Caçador de Gigantes. O objetivo do  Corrida Gigante é subir no topo do pé de feijão e resgatar a princesa Isabelle, desviando de corvos e rochas caindo, e coletando uvas, pães e frangos para ganhar pontos.

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Para jogar é só clicar aqui.

Outras histórias de gigantes

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Ernani Ssó, autor do livro Contos de Gigantes, da Companhia das Letras

O Estadinho pediu para Ernani Ssó, autor do livro Contos de Gigantes, contar mais histórias sobre esses personagens. Ele adorou a ideia e separou as duas de que mais gosta.

O Monstro de Sete Cabeças

Há muito, muito tempo, quando os bichos falavam e os reis eram justos, havia um monstro de sete cabeças. Ele morava numa caverna, na encosta de uma montanha. Descia para a planície e caçava carneiros, vacas e homens. Eram sempre dois carneiros, ou duas vacas, ou dois homens de cada vez.
Os camponeses suplicaram ao rei que fizesse alguma coisa. O rei ofereceu como recompensa um saco de moedas de ouro a quem matasse o monstro e convocou o noivo de sua filha, o príncipe guerreiro do reino vizinho, com seus soldados. O príncipe acampou na planície e fez mil fogueiras, porque diziam que o monstro tinha medo de fogo.

Perto dali, vivia uma viúva muito pobre com o filho, André. Ele pegou o arco, as flechas e disse:
— Mãe, vou tentar a sorte.
— Não, meu filho, é muito perigoso.
— Entre viver com fome ou morrer lutando, prefiro morrer lutando.

A caminho do acampamento, André passou por uma aldeia onde um grupo de homens espancava um morto. Em volta do grupo, um macaco pulava e guinchava.
André parou, curioso.
— O que vocês estão fazendo?

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João Mata-Sete

Há muito tempo, quando os bichos falavam, a lua era quente e o sol era frio, um homem ganhava a vida nas feiras, com um teatro de bonecos. Um dia, no incêndio de uma estalagem, ele ficou muito ferido e perdeu todos os bonecos, menos um. Antes de morrer, disse a seu filho:
— João, toda a minha herança é esse boneco. Cuide bem dele. Quando tiver fome, lhe dê comida. Quando tiver sede, lhe dê água. Quando você precisar de ajuda, ele o ajudará. Mas não fale disso com ninguém.

João prometeu que assim o faria. No outro dia, depois do enterro do pai, disse baixinho:
— E agora, o que farei?
— Vamos nos apresentar na feira — o boneco disse.
João passou a manhã na feira, se apresentando com o boneco. Mas ganhou apenas três moedinhas de cobre e um pedaço de pão velho. João ficou desanimado.
Nisso, passou uma vendedora ambulante anunciando:
— Geleia de ameixa! Olha a geleia de ameixa! Geleia boa e barata!
— Compre — o boneco disse.

João comprou e comeu o pão com a geleia, dividindo-o com o boneco. Como o boneco ficou com a boca suja de geleia, logo atraiu um monte de moscas. João pegou um pedaço de trapo e bateu nas moscas, matando-as todas. Contente com a proeza, contou-as e disse:
— Matei sete de um golpe só.
— Muito bem — o boneco disse. — Toda a aldeia deve saber disso. A aldeia? Não, o mundo todo deve saber disso. Por que você não borda um letreiro em seu cinturão? “Matei sete de um golpe só.”

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28.março.2013 07:00:20

Em conserto

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(Por Aryane Cararo)

Imagine que você vai precisar colocar aparelho nos dentes. E está preocupado pensando como seus colegas vão receber a novidade, se alguém vai rir de você. Então, alguém tem uma ideia genial: basta colocar um aviso colado dizendo “Fulano em conserto. Favor não chatear”. E você vai embora contente. É claro que não ia dar muito certo. Mas você tem de concordar que a ideia é engraçada, não é?

Foi assim que o pato conseguiu se livrar do seu problema no livro Ave em Conserto, no texto divertido de Mirna Pinsky, com lindas ilustrações e colagens de Ana Terra. Ele nadava tranquilo quando bateu no barco de um pescador e acabou levando uma remada na cabeça. Quebrou a asa e o coitado não conseguia mais nadar. Foi assim que ele começou a balançar ao sabor das ondas. E foi assim que Luciana e Oren o viram. Para resolver o problema, Luciana trouxe um parafuso para consertar. Mas o pato ficou com vergonha. O que os outros patos iriam dizer dele? E, por ideia de Luciana, ele saiu dali todo faceiro com este aviso colado na asa: “Ave em conserto. Favor não chatear”.

O que aconteceu depois a gente não sabe. Mas que o pato ficou feliz, ficou. E a gente fica aqui torcendo para que ninguém tenha rido do parafuso dele.

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Ave em Conserto. Texto: Mirna Pinsky. Ilustrações: Ana Terra. Editora Formato, R$ 33,90.

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(Por Aryane Cararo)

Quando a gente olha para nossos avós, parece que eles sempre foram assim, velhinhos. E nem sempre parecem muito interessantes. Afinal, o que pode fazer de tão legal ou surpreendente um avô ou uma vovó, além de bolinhos de chuva?Mas não! Eles já foram crianças, adolescentes e jovens, e viveram tantas histórias que nem podemos imaginar. É assim que o livro Vovô Frank É Um Show, do irlandês David Mackintosh, nos pega de surpresa.

Frank é um avô meio rabugento. Gosta só das coisas antigas e está sempre reclamando do barulho, das músicas novas, dos médicos, dos cortes de cabelo e de qualquer sabor de sorvete que não seja de creme. Quando o personagem principal dessa história, um menino, precisa apresentar alguém da família na escola, é claro que ele não pensa no vovô Frank. Mas ninguém ajuda e, então, só sobra o avô. Puxa, os tios, mães e pais dos outros colegas parecem tão mais interessantes! O que falar sobre o vovô Frank? É nesse dilema, e com certa vergonha, que o garoto apresenta seu avô. Ele só não imaginava que o vovô apareceria na escola para contar sua história. E que história! Ele já havia lutado até na guerra!

Um livro muito bem construído para mostrar o quanto podemos estar subestimando a história de nossos próprios familiares. Você já perguntou ao seu avô ou sua avó que aventuras eles têm para contar? Como foi a vida deles? Essa é uma boa oportunidade para começar!

Vovô Frank É Um Show. Autor: David Mackintosh. Caramelo, R$ 39.

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26.março.2013 07:00:49

Vai dar linha?

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(Por Aryane Cararo)

Era Uma Vez Duas Linhas. Assim começa o livro de Alonso Alvarez, que Marcelo Cipis ilustrou. Esse também é o título da obra. E é o começo para uma viagem sem tirar a caneta do papel. Eram duas linhas que saíram pela porta aberta para conhecer o mundo. Subiam montanhas, desciam vales, pulavam no mar e voavam com as nuvens. Um dia, distraídas, se perderam na cidade. Quando se encontraram, foi uma felicidade só, de embolar qualquer linha! Elas deram um abraço tão apertado que deu até um nó. E quando conseguiram voltar para a posição original, acabaram ficando presas e sumiram do mapa. Se você quiser saber como, terá de ver o livro.

Mas o Estadinho propõe agora outra brincadeira inspirada nessas duas linhas: pegue uma folha de papel em branco e um lápis (pode ser uma caneta). Coloque a ponta do lápis onde você quiser no papel. De agora em diante, você não pode mais tirar a ponta dele do papel. Então, desenhe o que vier à sua cabeça sem tirar o lápis do papel nem uma vez! Vamos ver quantos nós você terá de fazer para isso? Vai ser, no mínimo, divertido!

 

Era Uma Vez Duas Linhas. Texto: Alonso Alvarez. Ilustrações: Marcelo Cipis. Iluminuras, R$ 35.

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25.março.2013 07:01:03

Onde mora a felicidade

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(Por Aryane Cararo)

“Dizem que a infância é o período mais feliz da vida. Não para Paulina.”

É assim que começa o gracioso e tocante livro Paulina, escrito e ilustrado por Maria Eugenia. Perdi as contas de quantas vezes já ouvi essa frase: “A infância é o período mais feliz da vida”. E, toda vez que escuto, lembro bem de um dia quando eu era criança e estava bem triste. Não me recordo o que me fez ficar triste, mas lembro da sensação e das palavras que brotaram no meu pensamento e foram ditas diretamente para a parede: “Não sei porque dizem que a infância é o período mais feliz da vida. Todo mundo acha que criança não tem problema. Quando eu crescer, eu vou me lembrar bem disso e não achar que criança não sofre”. Pois é. Lembrei. E me lembro toda vez que ouço essa mesma frase. Foi como uma promessa para nunca ser injusta com uma criança.

Então, quando li o comecinho de Paulina, senti o coração batendo rapidinho. Que coisa bacana alguém ter feito uma história assim. E quer saber? Queria que Paulina tivesse existido quando era criança. Porque eu teria descoberto com o livro onde mora a verdadeira felicidade, coisa que só depois de muitos anos eu descobri.

No livro, Paulina estava triste. Sua mãe estava sempre brava. Seu pai foi embora. Ela teve de mudar para um apartamento. E, como se não pudesse piorar, seu cachorrinho não pôde ir com ela. Paulina chorou e chorou e chorou. Dormiu de tanto chorar. Então, descobriu um lugar onde todas as coisas boas estão: dentro dela própria. Foi assim que teve sonhos lindos e acordou feliz. Daquele dia em diante, descobriu como sempre transformar um dia ruim num dia ensolarado. Maria Eugenia, as crianças que um dia já se sentiram tristes vão agradecer por esse sábio conselho!

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Paulina. Autora: Maria Eugenia. Peirópolis, R$ 28.

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23.março.2013 07:00:42

Um rato!

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Você tem garrafa pet vazia na sua casa? O que acha de transformá-la num brinquedo? As meninas do ateliê Sucatinha de Luxo sabem como fazer. É simples, mas você precisa da ajuda de um adulto. Depois, chame os amigos para brincar.

Para ver a página em tamanho grande clique aqui.

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23.março.2013 07:00:14

Dia Mundial da Água

Capa blog_9.jpg(Por Natália Mazzoni)

Você já parou para pensar em tudo o que acontece com a água antes dela chegar até a torneira da sua casa? É uma viagem pela cidade! O Estadinho conta para você como é esse ciclo de uma maneira bem divertida. É só chamar os amigos, pegar um dado e passear pelo nosso tabuleiro. É nosso jeito de comemorar o Dia Mundial da Água, celebrado ontem (dia 22).

Você pode jogar na edição de papel, ou clicar nas páginas abaixo e imprimir o jogo.

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Entrevista

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(Foto: Felipe Rau/Estadão)

Abaixo, você lê a entrevista completa com a professora do curso de Ciências Biológicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie,  Paola Lupianhes. Ela fala mais sobre como a água “viaja” pela cidade e quais cuidados você deve ter para cuidar bem desse bem natural.

Estadinho: Depois que água sai da torneira, para onde ela vai?

Paola: A água que sai da torneira pode ser usada para beber, fazer comida, lavar a louça ou as roupas, tomar banho, dar a descarga no vaso sanitário entre outros usos. Porém, após usá-la, de um jeito ou de outro, ela vai para o ralo que está ligado por canos a outros canos maiores que formam a rede coletora de esgoto e que a levam até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Infelizmente, nem todas as casas têm seus ralos ligados à rede coletora de esgoto e à Estação de Tratamento, isso faz com que o esgoto chegue direto aos rios, córregos e oceanos, levando poluentes (sujeira, matéria orgânica e outras substâncias) que podem fazer mal à saúde dos animais, plantas e dos seres humanos.

Como é o tratamento do esgoto?

A Estação de Tratamento de Esgoto é o local onde substâncias prejudiciais à natureza e organismos causadores de doenças são retirados da água que foi utilizada e que passou a ser chamada de esgoto. Os processos realizados imitam o que ocorre naturalmente em rios e lagos, porém, nas estações de tratamento são muito mais rápidos e eficientes.

Ao entrar na Estação de Tratamento, o esgoto passa por diversas grades que funcionam como peneiras para separar as sujeiras de maior tamanho. Então, o esgoto fica descansando um tempo para que parte da sujeira que não foi retirada pelas grades desça até o fundo do tanque e possa ser removida. Após essa etapa, aumenta-se a quantidade de oxigênio na água para que bactérias usem rapidamente como alimento a matéria orgânica presente no esgoto, formada por restos de vegetais e animais mortos e suas excretas (urina e fezes).

Agora é a vez de retirar as bactérias que nos ajudaram a limpar a água. Como elas são mais pesadas e afundam, são facilmente separadas da água e reutilizadas para limpar mais esgoto. A qualidade da água está bem melhor e será avaliada para determinar se já pode ser devolvida à natureza. Caso ainda não esteja adequada, outros processos podem ser realizados.

Como funciona uma estação de tratamento de água?

A água contida nos mananciais, que são as fontes de água para abastecimento humano, animal e industrial, é levada até uma Estação de Tratamento de Água (ETA), onde passa por uma série de etapas para que sua qualidade seja melhorada.

A água que entra na estação de tratamento também passa por grades para a retirada de resíduos grandes como folhas e galhos. Então, vai para tanques onde é colocado cloro para matar vírus e bactérias que poderiam causar doenças.

Com a adição de algumas substâncias, as sujeiras pequenas são forçadas a se juntar e formar blocos que ficam pesados e vão para o fundo do tanque onde podem ser mais facilmente retiradas. A água passa, então, por filtros formados por carvão, areia, cascalho e pedregulho para ficar bem limpa e recebe mais um pouco de cloro. Finalmente, é colocado na água o flúor, uma substância que deixa os dentes mais resistentes às bactérias que causam a cárie (mas isso não é motivo para deixar de escovar os dentes após cada refeição, hein!)

Pronto, agora a água é transportada através de canos até a sua casa, pronta para ser usada sem desperdício. Então, nada de demorar muito no banho, escovar os dentes com a torneira aberta, nem lavar o carro, quintal ou calçada com a mangueira.

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(Foto: Heloísa Bortz/Divulgação)

(Por Aryane Cararo)

Penélope é repórter. Cor-de-rosa, que fique dito. E já está acostumada a escutar um montão de respostas diferentes dos entrevistados. Mas, ainda assim, deve se divertir a cada vez que interage com a plateia. Quem foi à reestreia da peça Penélope, a repórter cor-de-rosa, no Teatro Eva Herz, em São Paulo, certamente se divertiu, especialmente na parte em que as crianças sobem no palco e respondem a algumas perguntas dela. Mas isso acontece perto do final e, antes, há algumas risadas para contar e músicas para cantar.

Penélope é a personagem do programa de televisão Castelo Rá-Tim-Bum, interpretada na tevê nos anos 1990 e agora no teatro por Angela Dip. É uma perua cor-de-rosa: com sua roupa rosa, chapéu galináceo, óculos blindados, bolsa fofucha, supercaderninho rosa e máquina Laika, ou Lalá, como ela a chama. No espetáculo, a repórter mostra os bastidores de seu programa, com o estúdio e o camarim, e decide gravar seu programa sem o diretor chegar. Ela também explica porque só veste rosa e de onde vem seu nome. Tudo com muito humor e algumas músicas que fazem a plateia entrar no ritmo com palmas.

Quem tem curiosidade para saber como funciona um programa televisivo, vai gostar de ver as explicações muito bem explicadas de Penélope, que gosta de deixar tudo muito claro. A repórter, por exemplo, saca o bordão “é modo de dizer” toda vez que fala uma palavra que pode ter duplo sentido, como a arara que serve para pendurar roupas e não é o bicho, e mandachuva, que não tem nada a ver com chuva. E também faz o público cumprimentar todos os objetos de cena. Uma parte legal é quando ela explica como funcionam os recursos sonoros. A cada barulho que o pessoal do som coloca, ela tem de corresponder no palco. Assim, ela encena os barulhos de cavalo, moto, chuva, esgrima…

Mas o mais divertido é quando as crianças sobem no palco para serem entrevistadas e encenar um trechinho do mito de Ulisses e Penélope. Uma das perguntas feitas a elas é: o que você quer ser quando crescer?

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Clara Major Mendes, de 8 anos, quer ser jornalista. “Porque quando a gente é jornalista, a gente sabe das coisas.” Clara, que estava inteirinha de rosa, num look planejado para a peça, gostou muito da hora em que a atriz dançava, “porque ela dançava engraçado”, explicou.

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Mas foi Pedro Quadro Fonseca quem roubou a cena. Ele tem apenas 5 anos, mas é um menino muito desinibido que faz pose de garoto mais velho ou “sabedor das coisas”. Ele quer ser bombeiro. Deveria ser ator, pela presença de palco e de espírito! Quando ele ouviu uma garotinha chorando na plateia, levantou de seu lugar, foi até a ponta do palco com pose de herói e disse: “Alguém está chorando aqui?”. Puxa, será uma garotinha em perigo? “Vai lá salvar, Pedro!”, sugeriu Penélope. Ele foi quem aceitou o papel de Ulisses. Porém, na hora de pedir Penélope (interpretada por outra garota da plateia) em casamento, quem disse que Pedro pediu? Ele se recusou! Que história é essa de casamento, ora! Pedro está fora! Mas por que ele quis ser Ulisses? “Eu queria ser rei, mas ser rei é chato.” Apesar disso ele gostou da peça. “Da música e um monte de coisa”, garante.

Pedro não vai estar lá na próxima apresentação. Mas quem sabe não é você quem rouba a atenção da plateia? No mínimo, vai rir com Penélope e seus entrevistados.

 

Penélope, a Repórter Cor-de-Rosa. Teatro Eva Herz (Conjunto Nacional: Av. Paulista, 2.073, Bela Vista). Domingo, às 15 h. Até 28/4. R$ 20. Duração: 50 minutos. Com Angela Dip e Robson Villsac. Texto: Flavio de Souza. Direção: Carla Candiotto.

 

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20.março.2013 06:50:13

Para ler e voar

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(Por Aryane Cararo)

Primeiro, era só a paisagem. Um deserto de areia cruzado por uma estrada vazia. Depois, apareceu o movimento. O caminhão vermelho vinha rasgando o imenso chão amarelo cada vez mais perto até chegar a um desfiladeiro. Então, surge o elemento humano. Um homem de macacão azul sai do caminhão e abre a caçamba. Em seguida, acontece a magia: vários pássaros de cores diferentes saem em revoada, livres para o céu azul. Mas ainda falta o detalhe: um pássaro negro pequenino fica escondido na caçamba. Não quer sair. Ao que parece, não sabe voar. Por fim, vem a paciência do homem ao tentar ensinar e encorajar a ave pequenina. Estabelece-se ali uma relação de amizade e confiança. E, num salto, o pássaro voa. Mas vai deixar o amigo? Não! E aí vem a segunda magia: os pássaros fazem o homem voar.

Os Pássaros, este livro de ilustrações muito lindas da artista suíça Albertine, não tem palavras ao longo das páginas. É você quem as constrói. Eu construí assim. Como será que você construiria? Antes de fazer o exercício, leia com atenção o que o autor suíço Germano Zullo escreve na página anterior ao começo das ilustrações. “Não existe tesouro maior do que os pequenos detalhes. Um único desses detalhes e suficiente para enriquecer o instante que passa.” É, esse livro faz a gente voar. Não é à toa que ganhou prêmios na França  (Prix Sorcières 2011) e nos Estados Unidos (The New York Times Best Illustrated Children’s Books 2012, algo como o melhor livro ilustrado para crianças eleito pelo jornal The New York Times, em 2012).

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Os Pássaros. Autores: Germano Zullo e Albertine. Editora 34, R$ 39.

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18.março.2013 07:00:39

Amigos

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(Por Aryane Cararo)

Silvana Rando conseguiu fazer um livro tão fofo quanto Gildo e Peppa. Em Amigos, um livro que tem mais ilustração do que texto, ela mostra como são os amigos e o que fazem, juntos ou separados. Não tem frio, chuva ou sol demais que impeça amigos de se encontrarem. Eles sempre estão prontos para ver o outro. Amigos falam bastante. Mas também precisam escutar muito! Amigos tornam a vida mais engraçada, divertida. E também estão lado a lado quando é preciso chorar. Amigos até brigam, porém, logo esquecem. Porque não importa o motivo da briga ou a distância que os separa, não importa se pensam de forma parecida ou diferente, amigos de verdade nunca se esquecem.

Uma mensagem simples, como tem de ser. Só que com ilustrações tão encantadoras que faz o livro virar especial e nos desperta a vontade de ligar imediatamente para um amigo para dizer que está com saudades.

 

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Amigos. Autora: Silvana Rando. Editora Abacatte, R$ 31.

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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