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Estadinho

29.setembro.2012 07:15:08

Hotel mal-assombrado

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Drácula é um pai superprotetor e todo meiguinho com a filha Mavis, dá para acreditar? Acredite! Na animação Hotel Transilvânia, da Sony Pictures, que estreia no dia 5 de outubro, o vampiro chama sua filha com todos os diminutivos carinhosos possíveis. Mas carinho de monstro é meio diferente: “minha bonequinha de vodu”, “minha praguinha”… Sua principal missão na vida é proteger a filha dos humanos. Para isso, ele constrói um hotel numa região livre de homens, onde os monstros podem relaxar sem precisar se esconder nas sombras.

Quando a adolescente Mavis completa 118 anos, seu pai resolve fazer um festão! Chama Frankenstein, Lobisomem, Múmia, Homem Invisível e todo tipo de fera, acompanhado de esposa e filhos, para comemorar. Acontece que, no meio da festa, um humano aparece. Jonathan é um mochileiro que pode levar o hotel à falência se descobrirem que ele não é totalmente livre de humanos. Drácula vai fazer de tudo para sumir com o rapaz. Mas nada dá certo e Jonathan acaba se fantasiando de monstro para não ser descoberto pelas assombrações verdadeiras. E Mavis, que só queria sair do castelo e conhecer o mundo, acaba se apaixonando pelo rapaz. Vai ser confusão na certa com Drácula!

 

Este filme tinha tudo para ser assombrador. Mas é muito, muito engraçado. Até seu pai vai achar divertido!

ENTREVISTA:

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Jonathan, o mochileiro, conta mais sobre as confusões no Hotel Transilvânia

Você pensou em fazer alguma coisa para se proteger enquanto estava no hotel?
Achei que com um dos meus chutes de caratê eu os colocaria no seu lugar, mas isso não funcionou.

O que você achou do Drácula?
Ele é meio tenso. Se você fizer algo de errado, ele se irrita. Mas, sabe, uma vez a gente disputou uma corrida voando sobre mesas-fantasmas de jantar e ele relaxou e se divertiu! Aquilo foi legal, ver um vampiro gargalhando.

E a filha dele? Vocês se deram bem, não?
É (risos), é… ela é bem legal. Tá legal, ela é demais! Quero dizer, uma garota inteligente e linda que pode voar? Qual é!

Vocês dois têm algum futuro?
Bom, a gente conversou sobre talvez viajarmos juntos, contanto que o pai dela não nos acompanhe! Seria péssimo. Quero dizer, seria totalmente legal e tudo, viajarmos como amigos, só nós dois.

 

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(Por Aryane Cararo)

O Senhor Brioche adora cozinhar. Sempre quis ser chef. Mas ele tem umas ideias meio estranhas. Dá para perceber pela ilustração acima, não? Chuchu com pastel, hambúrguer, milho, chocolate, catchup, muffin, queijo… vai tudo para uma só panela. É cada invenção maluca e cada sabor estranho que tem de ser um cliente muito diferente para comer suas receitas. Bom, ele ainda está apenas no livro A Receita de Sucesso do Sr. Brioche (ed. Memória Visual), feito pelo Mahani Siqueira e pela Bruna Assis Brasil, que são namorados e têm 25 e 26 anos.

Este é o primeiro livro do Mahani, mas a Bruna já ilustrou muitos e muitos livros por aí, como Branca de Neve e as Sete Versões (ed. Alfaguara, com texto de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta), A Maravilhosa Ponte do Meu Irmão (ed. Alfaguara, com texto de Ana Maria Machado), Café com Leite (ed. Mundo Mirim, com texto de Ilan Brenman), O Menino que Colecionava Guarda-Chuvas (ed. Globo, com texto de Alexandre de Castro Gomes). E a gente sempre adora seus desenhos!

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Quer saber mais sobre a dupla? Leia o restante da entrevista.

No começo da leitura, lembrei muito do filme Ratatouille, até pelas figuras da Baguete e do crítico Celesto Manjericão. Houve uma inspiração no ratinho?
Mahani: Os filmes da Pixar e da Disney são muito inspiradores, todos eles. O Sr. Brioche não foi diretamente inspirado no Ratatouille, mas, sem dúvida, a culinária é um ótimo assunto para histórias infantis, porque tem um apelo visual muito grande e permite uma aproximação muito legal com o dia a dia das crianças.

Vocês assistiram a este filme? Gostaram?
Bruna:
 Eu amo esse filme! Se pudesse, teria uma cozinha igual àquela na minha casa. Sem um ratinho dentro, de preferência.

Qual é a especialidade de um e de outro na cozinha?
Mahani:
 A Bruna faz um empadão de palmito delicioso. Vocês têm que experimentar.
Bruna: O Mahani faz um macarrão chamado Triplo Burro (com molho branco, presunto e queijo provolone). Mas de burro ele não tem nada, porque precisa ser muito inteligente pra fazer. Ou quase isso.

Tem alguma receita de família?
Mahani:
 A torta de maçã da Bruna, com certeza. A receita é da avó dela e faz sucesso em todos os almoços de domingo. Pena que agora estou de regime.

Já fizeram alguma mistura muito esquisita?
Mahani:
 Infelizmente, não somos tão ousados quanto o Sr. Brioche, mas um dia queremos experimentar aquele prato mexicano que mistura frango e chocolate.

Vocês já foram a um restaurante muito ruim? O que comeram?
Mahani:
 Uma vez, com a família da Bruna, fomos a um restaurante em Carcassone, na França (logo na França). Lá, eu e a Bruna pedimos um prato com salsicha e batatas fritas. Estava horrível e era a coisa mais esturricada que já tínhamos visto.

No livro, há uma afirmação assim: “Algumas pessoas conhecem seus dons desde crianças”. Vocês já conheciam o dom de vocês ? O que queriam ser quando crianças?
Mahani:
 Eu sempre adorei criar histórias e imaginar personagens. Então, posso dizer que consegui realizar um sonho publicando meu primeiro livro.
Bruna: Eu desenhava minhas próprias histórias e criava os livros mais loucos, com personagens destacáveis, objetos que se mexiam com imãs e até com massa de biscuit. E a aula de artes sempre foi a minha favorita.

O que foi mais difícil na hora de fazer o livro?
Bruna:
 O livro foi o meu projeto de conclusão de curso em design gráfico. Então, além de querer criar um livro superlegal, ainda estava preocupada com a nota e com a apresentação em público. No fim das contas, deu tudo certo, apesar de ter ficado um pouco (muito) sem ar na hora da apresentação.

E o que foi mais divertido?
Mahani:
Foi pensar nas receitas malucas que o Sr. Brioche inventa e ver o livro tomar forma a cada página que a gente fazia.

 

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29.setembro.2012 07:10:28

Contos de Grimm

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O Estadinho desta semana comemora um aniversário muito importante para a literatura infantil: os 200 anos do primeiro livro dos Irmãos Grimm. Talvez você não conheça esses irmãos, mas já ouviu muita história que eles também contaram: Chapeuzinho Vermelho, Branca de Neve, Bela Adormecida, Cinderela… Essas são só algumas dos contos de fadas que eles passaram para o papel, das 240 que eles coletaram e publicaram.

Se você não viu, abra as páginas abaixo, que contam mais de Jacob e Wilhelm Grimm e propõem um jogo muito divertido para chegar ao final feliz. É só chamar os amigos e se divertir, mas só depois de ler as versões dos contos de Grimm. É que elas são bem diferentes das que você aprendeu ou que a Disney mostra.

Página 1

Página 2

Página 3

Página 4

Você pode imprimir as páginas acima para jogar sem precisar virar as folhas do Estadinho. E continuar a leitura por aqui, pois têm muito mais coisa para contar.

Jogo de cartas:

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Quer brincar de inventar história? Clique aqui para abrir uma brincadeira de cartas muito legal!

Por que ler?

Você pode não perceber, mas os contos de fadas tratam de assuntos que geram dilemas para você. Repare que as histórias sempre envolvem a superação de obstáculos e problemas. “A criança necessita de conselhos simbólicos. A mensagem dos contos de fadas às crianças é que uma luta contra as dificuldades da vida é inevitável. Mas, se a pessoa não se intimida e enfrenta firmemente essas situações inesperadas e injustas, sairá, ao fim, vitoriosa”, escreve o psicólogo americano Bruno Bettelheim, em seu livro A Psicanálise nos Contos de Fadas. Leia os contos. Você vai ver como um dia tudo vai fazer sentido.

Mas, acima de tudo isso, a resposta é: porque é divertido! Tão divertido que fomos conversar com crianças sobre o que elas mais gostam nos contos de fadas (você vê na galeria de fotos abaixo). Mas, antes, veja a história que a Maria Teixeira Barbosa, de 7 anos, que mora em Recife, criou. Chama-se A Liga das Fadas.

 

 

Colaboraram na matéria especial sobre Grimm e contos de fadas: Bárbara Ferreira Santos, Renato Vieira, Luiza Vieira, Pedro Proença, Thiago Matoos, Breno Pires, Danielle Villela, Clarice Cudischevitch, Murilo Bonfim, Julio Ettore, Victor Vieira, André Cabette Fábio, Érica Teruel, Taisa Sganzerla/Especial para o Estado.

Edição: Aryane Cararo

 

Katia Canton explica a origem dos contos de fadas

Um pouco mais sobre os Irmãos Grimm

Outros escritores de contos de fadas

Versões diferentes para os contos que você conhece

Os contos de fadas no cinema e outros meios

Exposição 200 anos de Grimm

 

 

 

 

 

 

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Se não foram os Grimm nem o francês Perrault que inventaram os contos de fadas, quem, afinal, criou?

Ninguém! Ou melhor: um monte de gente. É assim: os contos são como as lendas e os mitos. Ninguém sabe bem como eles nasceram, mas sabemos que foram transmitidos por meio da fala. Uma pessoa contava para outra, que contava para outra… E, a cada vez que contavam, a história podia mudar um pouquinho, porque cada um se lembrava de um jeito e usava sua imaginação.

E por que começamos a contar histórias? Ora, porque precisamos! O ser humano conta histórias desde quando fazia pinturas nas cavernas. Aquela era a forma de se comunicar. Hoje, contamos nossas experiências a todo tempo: da conversa na hora do recreio até quando chegamos em casa e falamos o que aconteceu na escola. E ouvir ou ler histórias também é muito gostoso: os gibis estão aí para provar!

Por isso as histórias têm tantas versões. “Uma das coisas mais fascinantes que descobri em minha pesquisa sobre contos de fadas foi a variedade com que uma mesma história pode aparecer e reaparecer em diferentes lugares e momentos da humanidade”, diz a escritora e pesquisadora Katia Canton, autora do livro Era Uma Vez Irmãos Grimm. Leia a entrevista que ela deu ao Estadinho:

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 Paulo Giandalia/AE

O que são contos de fadas?
Katia Canton: Os contos de fadas não são feitos só de princesas e castelos. Contar histórias é uma qualidade que nós temos desde que os homens da pré-história começaram a se comunicar e contar seus próprios mitos com pinturas nas paredes das cavernas. Naquele tempo, não se via diferença entre texto e imagem. Tudo começa nas experiências reais do povo e na busca por coisas mágicas e fantásticas que ajudem as pessoas a enfrentar seus problemas no dia a dia.

A histórias sempre foram do jeito que são hoje?
Não. As histórias foram mudando com o passar do tempo. Antes, o ser humano não era civilizado e isso se refletia nos contos: era fácil encontrar algumas cenas bem violentas em histórias como Cinderela. Hoje, os textos estão adaptados às crianças.

Por que alguns contos de fadas não têm fada?
Quando dizemos “conto de fadas”, não quer dizer que tem uma fada no conto. Às vezes tem, mas não é uma regra. Dizemos “fada” para dizer “magia”. Os contos dos Irmãos Grimm são histórias populares de magia. Um exemplo disso é o Lobo Mau da Chapeuzinho Vermelho. Ele tem atitudes de um homem adulto. Como pode um homem ser um lobo? Magia!

Por que os Irmãos Grimm são tão importantes?
Eles foram dois escritores muito idealistas e buscaram histórias que pudessem mostrar os valores e a cultura do povo alemão. São contos para toda a família, que mostram a importância de agir com ética e fazer o bem para colher o bem, apesar de serem um pouco violentos. Os Grimm inspiraram várias outros livros, desenhos e filmes, como os de Walt Disney.

 

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29.setembro.2012 07:08:09

Um pouco mais de Grimm

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Era uma vez dois irmãos alemães: Jacob, que nasceu em 1785, e Wilhelm Grimm, em 1786. Eles moravam em um lugar que, muitos anos depois (só em 1871), seria chamado de Alemanha. Eles adoravam a vida no campo e conheciam muito bem os hábitos e superstições dos camponeses. Quando tinham 11 e 10 anos, respectivamente, o pai deles morreu e os dois se empenharam em sustentar a família. Eles eram os mais velhos de seis irmãos, em uma família camponesa e muito religiosa.

Quando jovens, no começo do século 19, eles foram estudar na cidade de Kassel e viraram professores. Como gostavam muito de história e literatura, resolveram reunir os contos que as pessoas transmitiam boca a boca, como forma de valorizar aquela gente e a cultura alemã. O primeiro livro é de 1812, Contos para Crianças e para a Família. Três anos depois, eles publicaram outras 70 histórias. Como ficaram muito populares, também entre as crianças, eles resolveram tirar um pouco da violência que as histórias tinham e publicaram novas versões em 1819. Houve muitas outras depois.

A região

Naquela época, ainda não existia um país chamado Alemanha. No lugar desta nação, havia uma série de reinos, principados, ducados… cada um com um nome e com líderes diferentes. Mas os habitantes desses locais tinham muitas semelhanças: a língua, os hábitos do dia a dia e até as crenças religiosas eram muito parecidos. Aos poucos, ganhava força a ideia de que todos deveriam se unir e formar um novo país. A ideia dos Irmãos Grimm não era apenas escrever um livro de contos infantis. Eles queriam que, quando os povos dos diversos reinos lessem as histórias, percebessem que, na verdade, eram um só povo.

Foram eles, aliás, que valorizaram a floresta e as matas como elementos importantes dos contos. Já notou que a natureza sempre está presente? Pode ver: sempre tem um bosque, um animal, uma fruta envenenada ou uma árvore encantada.

Dura realidade

As histórias contadas nas aldeias traziam elementos que faziam parte do cotidiano dos camponeses pobres. Imagine só: não era sempre que os camponeses conseguiam comer. Carne? Uma ou duas vezes ao ano. Além disso, estavam expostos a doenças e  guerras. Desse modo, não dava para imaginar que os contos fossem cheios de ternura e alegria, não é?  Muitas narrativas tinham elementos de violência.

 

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29.setembro.2012 07:07:05

Além dos irmãos alemães

Muitos outros autores colocaram no papel ou inventaram contos de fadas. Mas, se tivéssemos de eleger poucos representantes, Charles Perrault e Hans Christian Andersen estariam ao lado dos Grimm. Veja abaixo uma seleção de escritores:

Charles Perrault

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O francês Charles Perrault ficou conhecido como o primeiro grande escritor de contos de fadas. Ele reuniu diversas histórias, como Chapeuzinho Vermelho, Bela Adormecida e Barba Azul, e publicou no livro Histórias ou Contos do Tempo Passado com Moralidades, também conhecido como Contos da Mamãe Gansa, publicado em 1697. Foi ele quem tornou inesquecível o sapatinho de cristal da Cinderela, que representava o luxo da época na corte francesa. As histórias contadas por Perrault procuravam ensinar as crianças como elas deveriam se comportar. Na sua versão de Chapeuzinho Vermelho, por exemplo, não havia o caçador e a Vovó e a menina acabavam presas na barriga do lobo para sempre.

Hans Christian Andersen

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Depois de Perrault e dos irmãos Grimm, nasceu o Andersen, em 1805. O dinamarquês escreveu algumas histórias baseando-se na sua própria vida, como O Patinho feio. As características dos seus contos são o sentimento de deslocamento e a superação da dura situação vivida. Um exemplo é A Pequena Sereia, que acredita que não pertence ao mar e, no final, consegue realizar o sonho de viver entre os humanos. Ele também escreveu Soldadinho de Chumbo e A Pequena Vendedora de Fósforos.

 Giambattista Basile

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No século 17, o italiano Giambattista Basile foi outro escritor de contos de fadas. Na sua versão de Bela Adormecida, a princesa se corta com uma farpa ao mexer num tear e mergulha num sono profundo. O príncipe, que realizava uma caçada, a vê desacordada e resolve ficar com a moça. Ela engravida e tem um par de gêmeos.

 

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29.setembro.2012 07:06:10

Quem conta um conto…

Quer ver como os contos podem ser diferentes? Abaixo colocamos diversas versões de histórias, algumas até mais antigas que as contadas pelos Grimm.

 

Cinderela egípcia

Uma história muito parecida com a da Cinderela que conhecemos era contada no Egito, há mais de dois mil anos! Nessa versão, a menina se chama Rhodopis e é uma escrava. Um dia, seu dono fica encantado com a sua beleza e lhe dá um par de sapatos vermelhos. Um falcão rouba um dos sapatinhos e o deixa no colo do faraó (rei). Ele acredita que esse é um sinal dos deuses e decide que todas as meninas do Egito devem provar aquele sapato. A verdadeira dona do sapatinho seria a sua rainha.

 

João e Maria em russo

Baba Yaga, que significa “Bruxa Velha” em russo antigo, é uma conto popular da Rússia bem parecido com a história de João e Maria. Nessa versão, os irmãos são abandonados na floresta por uma madrasta malvada. Lá, encontram a casa de uma bruxa, que não é feita de doces, mas é bem estranha: ela era apoiada sobre pés de galinha gigantes e o telhado tinha a forma da crista de um galo.

 

A Pequena Sereia

Quando Hans Christian Andersen, outro nome importante para os contos de fadas, criou o conto da Pequena Sereia, ele não pensou em um final feliz. Diferente do que você vê nos filmes da Disney, Ariel não se casa com o príncipe. Ele se apaixona por outra mulher e a pequena sereia acaba virando espuma do mar.

Clique aqui para continuar lendo

 

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Existe um filme de contos de fadas que encantou crianças das gerações dos seus avós e dos seus pais. Branca de Neve e os Sete Anões, produzido em 1937, foi o primeiro longa-metragem de animação dos estúdios Walt Disney. Ele tomou como ponto de partida a versão dos Irmãos Grimm, mas o resultado final é bem diferente dos alemães. A diferença é que as histórias da Disney eram muito mais leves, doces, com menos maldade e sem tantos ensinamentos morais. Depois de Branca de Neve, foram feitos os filmes Pinóquio (1940), Cinderela (1950), A Pequena Sereia (1989), A Bela e a Fera  (1991) entre tantos outros.

A partir de 2010, um movimento interessante aconteceu: parece que os adultos começaram a sentir saudade dos contos de fadas! Por isso, surgiram filmes como Espelho, Espelho Meu (2012), Branca de Neve e o Caçador (2012) e A Fera (2011). Todos eles buscam as versões antigas, mais violentas, e atingem um público mais velho. Não são recomendados para crianças.

 

A Princesa e o Sapo (2009) – aparece a primeira princesa negra da história dos estúdios Disney.

 

 Veja mais (clique aqui)

 

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(Por Bárbara Ferreira Santos/Especial para o Estado)

Se você gosta de procurar livros de contos de fadas, saiba que, em São Paulo, há uma biblioteca especializada neste assunto: a Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. A partir do dia 15 de outubro, o espaço homenageará os 200 anos da publicação do livro Contos Para as Crianças e Para a Família, dos Irmãos Grimm, durante o 8º Festival A Arte de Contar Histórias.

Na exposição Era uma vez Grimm: Para celebrar 200 anos de magia, o público entra em uma grande floresta encantada, feita com tecidos e folhas secas, e encontra objetos típicos dos contos de fadas dos Irmãos Grimm, como a trança gigante da Rapunzel, a cesta de alimentos da Chapeuzinho Vermelho e os sapatos da Cinderela.

Haverá, ainda, contações de histórias e palestras com Giba Pedroza, Nelly Novaes Coelho, Katia Canton e Lenice Gomes e Fabiano Moraes. Confira abaixo a programação completa:

 

Abertura da Exposição “Era uma vez Grimm: Para celebrar 200 anos de magia”, com curadoria de Katia Canton. De 15 a 31 de outubro. De 2ª a 6ª feira, das 10 h às 18 h. Sábados, das 10 h às 16 h. Grátis.

 Biblioteca Pública Hans Christian Andersen. Av. Celso Garcia, 4.142,Tatuapé. Tel.: (11) 2295-3447. 

 

Vovó Nita conta Grimm: Narração de histórias com Ana Luisa Lacombe. Dia 15 de outubro, às 10h30

Show de lançamento do CD “Canções do faz e conta”: Ana Luisa Lacombe (voz e violão), Betinho Sodré (percussão e sonoplastia) e Milton Castelloi Veiga (violão e viola). Direção cênica de Paulo Rogério Lopes. Dia 15 de outubro, às 14h

Belazarte me contou: Narração de histórias com o Grupo Prosa de Janela. Dia 16 de outubro, às 10 h

Contos Africanos ou A casa das belezas: Narração de histórias com Lílian Marchetti. Dia 16 de outubro, às 14 h

Contos da Carochinha: Narração de histórias com Clara Haddad, fundadora e diretora da primeira Escola de Narração de Portugal. Dia 17 de outubro, às 10 h

A Princesa da Chuva: Narração de histórias com Letícia Liesenfeld. Dia 17 de outubro, às 10 h

Palestra: Contar Histórias – Colecionar Afetos: o encontro através da narrativa, com Clara Haddad. Dia 17 de outubro, às 14 h

Círculo de Giz, Roda de Gente, Mundo de histórias… Narração de histórias com a Cia. Fulô. Dia 18 de outubro, às 10 h.

A viagem de Ulisses. Narração de histórias baseado na narrativa grega, Odisséia. 6 a 14, com o Grupo Ruído Rosa. Dia 18 de outubro, às 14 h

Contos Encontados: Narração de histórias com Nosso Grupo de Teatro. Dia 19 de outubro, às 10 h

Histórias do que é e do que pode ser: Brinca com a possibilidade de dar novo significado ao objeto que já conhecemos, criando histórias, personagens e situações. Espetáculo que abre as atividades do Acampadentro. Com a Cia. Patética. Dia 19 de outubro, às 20 h

Palestra: “Contos de fadas e os Irmãos Grimm”. Mediação de Giba Pedroza. Com a Dra. Nelly Novaes Coelho, homenageada, e Katia Canton. Dia  20 de outubro, às 14 h

Bate-papo com Lenice Gomes e Fabiano Moraes. Bate papo com os organizadores do livro “Arte de encantar: o contador de histórias contemporâneo e seus olhares”, publicado pela Cortez Editora. Mediação de Alice Bandini. Dia  20 de outubro, às 16 h

Encerramento com narração promovida por ex–alunos do Curso Básico de Formação para Contadores de Histórias. Dia  20 de outubro, às 17 h

 

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28.setembro.2012 17:49:15

Papéis trocados

 

(Por Carla Miranda)

Antes mesmo de entrar no cinema, as duas já tinham escolhido seus papéis. “Eu sou a princesa”, disse Sofia Polato Trindade, de 6 anos. “E eu a pop star”, completou Beatrice Miranda de Freitas, da mesma idade.  E lá estavam as duas, lado a lado. Uma comendo pipoca, a outra tomando suco, prontas para fazer a crítica de A Princesa e a Pop Star, o mais novo filme da Barbie (lançado apenas em DVD, R$ 39,90).

A cada cena, um comentário. Com o conhecimento de quem acompanha a série de filmes da boneca, as duas iam comparando todos filmes, atentas aos detalhes na tela:

- “Nos filmes da Barbie, sempre tem uma passagem secreta, né?”, comentou Sofia, assim que a princesa Tori, herdeira do trono de Maribella, mostrou à amiga pop star, Keira, a árvore de diamantes do reino, escondida atrás de uma parede.

- “E também cachorrinhos”, disse Beatrice, tão logo viu os animais em cena. Cena, aliás, que virou bordão entre as meninas.

“Problema, problema. Você gosta de bacon? Ih… achei meu rabo”, falou o engraçado mascote da pop star, rodando em círculos. E as garotas morreram de rir.

A hora em que Tori e Keira decidem trocar de papéis também não passou em branco:

- “Parece com Barbie: a Princesa e a Plebeia, porque elas trocam de papel e gostam de cantar”, falou Sofia.

- “E elas cantam muito bem juntas, igualzinho ao filme Castelo de Diamantes”, emendou Beatrice.

Não demora muito para Tori descobrir que a vida de uma pop star é cheia de responsabilidades e decisões para tomar.  Enquanto Keira percebe que as princesas não fazem o que querem, muito pelo contrário.

Entre confusões mil,  um príncipe tímido  e um vilão-produtor que queria roubar a árvore de diamante do reino (tudo embalado a músicas pop), o filme passa rapidinho.

Difícil saber como isso acontece, mas, no fim da sessão, boa parte da música principal já tinha sido devidamente decorada pelas duas, com coreografia e tudo. “Aqui estou, sendo quem eu sou, dou tudo de mim sei o que quero. Lá vou eu com muita  emoção, brilho na escuridão.”

- “Adorei. E você, Sofia?”

- “Gostei muito, Bia.”

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Sofia e Bia, fãs das aventuras de Barbie, que assistiram ao filme

 

 

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  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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