O filme A Bela e a Fera foi lançado pela Disney em 1991. Parece muito tempo, não é? Mas é quase nada se comparado ao tempo de existência dessa história. Afinal, a Disney só recontou um clássico do conto de fadas que existe pelo menos desde o século 18.
A história foi publicada pela primeira vez na França, em 1740, pela Dama de Villeneuve, como era conhecida Gabrielle-Suzanne Barbot. E foi recontada 16 anos depois por outra mulher, madame Jeanne-Marie Leprince de Beaumont, que mudou um pouco a versão original e a deixou mais curta. Até chegar à versão da Disney, muita coisa foi modificada. Veja só como eram as primeiras versões, recontadas nas palavras do Estadinho:
Bela era a filha mais nova de um comerciante muito rico e tinha três irmãos e duas irmãs que adoravam o dinheiro, o luxo e a riqueza. Diferentemente das irmãs, que gostavam de mostrar seus lindos vestidos, Bela era uma moça simples, humilde e boazinha. Acontece que, por ironia do destino, o mercador ficou pobre. Só restou a ele uma casinha afastada da cidade. As irmãs de Bela morriam de vergonha e perderam todos os seus pretendentes. Mas ela tentava ajudar seu pai como podia, fazendo os serviços caseiros.
Um dia, o comerciante foi para a cidade, esperançoso em fazer bons negócios. As filhas mais ambiciosas pediram a ele joias e vestidos, mas Bela só pediu que lhe trouxesse uma rosa. Quando voltava para casa, caiu uma tempestade de vento e neve sem igual e o pai resolveu se refugiar em um castelo que havia no caminho. Que surpresa ele teve ao descobrir que o castelo era encantado. Pode ali comer e dormir muito bem, mesmo sem ter visto empregado nenhum.
No dia seguinte, o mercador decide partir. Ao passar pelo jardim do castelo, viu muitas rosas e se lembrou do pedido da filha mais nova. Então, retirou uma do roseiral. Isso despertou a fúria da Fera, que até então não havia se mostrado. O monstro ficou tão bravo com o comerciante que impôs uma condição para deixá-lo ir embora vivo: trazer uma de suas filhas para morrer em seu lugar ou retornar ele mesmo dali a três meses, no máximo. O homem não queria as filhas mortas, mas pensou que essa era uma oportunidade de dar um último abraço nelas.
Em casa, o pai contou a história toda e Bela se ofereceu para o sacrifÃcio, depois que suas irmãs a acusaram de condenar o pai à morte. Ela foi para o castelo com a certeza de que a Fera a mataria. Mas não foi isso que aconteceu. Aos poucos, o monstro foi mostrando um lado gentil e sensÃvel, e começou a pedir a moça muitas vezes em casamento. Bela o achava feio e meio rude, por isso recusava o convite, mas acabou se afeiçoando ao bicho.
Certa vez, Fera deixou que Bela visitasse sua famÃlia, pois seu pai estava muito doente. Mas com a condição de retonar no prazo de uma semana. Para isso, bastaria que a moça colocasse seu anel sobre a mesa e, num passe de mágica, ela estaria de volta ao castelo. Acontece que as irmãs de Bela ficaram com inveja dela, vendo seus vestidos bonitos e sua felicidade. Então, fizeram a moça ir ficando, ficando, ficando até que se passou mais de uma semana. As irmãs invejosas queriam que a Fera ficasse irritada com a Bela e a devorasse!
Um dia, Bela sonhou que o monstro estava morrendo e decidiu voltar. Seu sonho estava certo: ela encontrou Fera no jardim, morrendo porque não comia mais. Foi nesse momento que Bela percebeu que amava a Fera e aceitou seu pedido de casamento. Assim que falou isso, o monstro virou um lindo prÃncipe. Ele estava condenado a viver como Fera até que alguém aceitasse se casar com ele! No fim, eles se casaram e viveram felizes para sempre.
2012
2011
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