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Estadinho

30.julho.2011 07:00:50

Reino azul

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O que será que essas criaturas azuis e fofinhas estão fazendo nesse túnel de água? Sê você quiser saber, vai ter de ler a capa do Estadinho de hoje. Já assistimos ao filme Os Smurfs e adoramos! Aliás, como a estreia está prevista para o dia 5 de agosto, você já deve ter ouvido falar nesses seres encantados. Mas fique sabendo que muito antes de chegarem aos cinemas, eles já passaram por quadrinhos e desenho animado. Aliás, provavelmente seus pais gostavam deles quando tinham a sua idade.

 

Clique nas páginas abaixo e leia a matéria completa!

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Gostou? Como dissemos nas páginas 1 e 2, os smurfs surgiram em 1958 nos quadrinhos. Depois, anos anos 1980, se tornaram mundialmente famosos com o desenho animado. A boa novidade é que você vai poder ler as histórias dessas criaturinhas em português.

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Imagens: reprodução

Em O Smurf Repórter, lançado pela L&PM Editores, você vai conhecer uma criatura que adora observar e aprender tudo! E mais: nada escapa de ser anotado. O Smurf repórter tem sempre um bloco e um lápis à mão. E sai por aí divulgando o que vê pela aldeia. Até jornal ela lançou! Mas nem sempre isso cai bem para os outros 99 habitantes da floresta. Tem gente que chama o repórter até de fofoqueiro!
Com tradução de Alexandre Boide, o texto e as ilustrações são originais do Peyo, o belga que criou os smurfs. E custa R$ 29.

 

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Por causa do filme, eles também ganharam um site com vídeos, fotos, várias informações sobre o longa e cinco games! Dá para ajudar o Desastrado a correr pelo Central Park, em Nova York, para encontrar os amigos, misturar as poções mágicas do Papai Smurf (em três níveis de dificuldade), ou então, ajudar o malvado Gargamel a capturar as minicriaturas em uma lojinhas de frutas.

Mas, se você ficou mesmo curioso para conhecer o desenho dos smurfs, veja os vídeos abaixo! Separamos o episódio do Ovo Mágico, que foi exibido no  Cartoon Network, nos anos 1990. Divirta-se!

 

 

Ah, ainda tem um outro assunto bastante curioso e engraçado sobre os smurfs. Sabe o que essas pessoas aí embaixo estão fazendo vestidas de azul? Elas estão comemorando o Dia Internacioanl dos Smurfs, que é a data de aniversário do Peyo, quem criou esses “bichinhos”. O evento é tão famoso que já ganhou até as páginas do livro dos recordes, o Guiness Book. Todo ano, milhares de pessoas saem às ruas de Londres fantasiadas de Smurfs. Só para você ter uma ideia, no dia dessa foto, mais de 4.891 estavam pintadas de azul da cabeça aos pés.

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Quer criar um porta-celular personalizado e bem animado? Basta ter uma embalagem de xampu vazia, retalhos de vinil adesivo e criatividade para dar uma cara bem bacana a seu porta-trecos (sim, ele pode guardar o que você quiser). Clique aqui para ver o passo a passo do Professor Sassá.

Se precisar, clique aqui para imprimir os moldes.

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29.julho.2011 17:19:50

Mãozinhas na massa

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Neste sábado e domingo (30 e 31/7), vai ser dia de brincar na cozinha. No evento Paladar Cozinha do Brasil, organizado pelo caderno Paladar do Estadão no Hotel Grand Hyatt São Paulo, as crianças terão oficinas próprias para elas. É a primeira vez que isso acontece. Assim, enquanto seu pai ou sua mãe participa das outras oficinas e palestras, com os mais renomados chefs de cozinha, você também coloca suas mãozinhas na massa ou põe seus sentidos para adivinhar do que são feitos alguns pratos. Tudo de uma forma muito divertida e de graça (atenção, as oficinas dos adultos são pagas).

“As oficinas têm como princípio aproximar as crianças dos ingredientes, seja experimentando ou executando uma receita”, conta a chef Betty Kövesi, da Escola Wilma Kövesi de Cozinha, que vai dar as aulas junto com Gabriela Martinoli. As duas oficinas foram desenvolvidas especialmente para o evento do Paladar e foram elaboradas com muitas brincadeiras e jogos de experimentação. Com certeza você vai se surpreender!

Amanhã (30), às 14 horas, a aula será para preparar um crumble de bananas, uma espécie de tortinha. A brincadeira começa na preparação, ao lavar a mão na pia. “Vamos falar dos cuidados de estar na cozinha, dos utensílios, de higiene e organização. Depois, as crianças vão descascar e explorar três tipos de bananas”, explica Betty. Então, ajudam a fazer a massa, a untar a forma, a polvilhar, a fazer a cobertura… Na hora de levar ao forno, elas vão só assistir às chefs trabalharem. E, depois de pronto, todo mundo prova o resultado e poderá dar sugestões até de troca de ingredientes. Mas isso é só um detalhe, porque o divertido mesmo é participar da preparação do prato!

No domingo (31), às 15 horas, a oficina será, na verdade, uma gincana. As crianças vão experimentar pratos de sabor doce, salgado, azedo e terão de adivinhar que ingredientes são usados em cada um. É um jogo divertido para colocar seus sentidos para funcionar! O bacana é que você pode se surpreender com as respostas corretas. E o melhor é que ninguém sai perdendo: todo mundo ganha. 

 As oficinas são gratuitas, por ordem de chegada e são indicadas para crianças a partir de 6 anos. Mas, atenção: as vagas são limitadas. Por isso, chegue antes e garanta seu lugar!

Clique aqui e veja toda a programação.

Paladar Cozinha do Brasil: Hotel Grand Hyatt São Paulo. Av. das Nações Unidas, 13.301.

 

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Havia um fazendeiro que tinha quase tudo o que queria na vida: muitos bois, uma fazenda enorme e bastante riqueza. Mas como nem tudo é perfeito, o tal homem tinha um filho mudo. Completamente calado, nunca tinha falado uma palavra. E olhe que já era rapaz!

Triste com isso, o fazendeiro fez uma promessa: daria sua fazenda a quem fizesse o filho falar. Mas se a pessoa falhasse, perderia sua cabeça. Muitos não conseguiram. Até o dia em que uma moça resolveu tentar, depois de um sonho.

Esse é só o começo de O Filho Mudo do Fazendeiro, um conto do livro No Meio da Noite Escura Tem um Pé de Maravilha, de Ricardo Azevedo. Este conto é feito de uma série de histórias, uma dentro da outra, que o grupo Contantes Contentes apresenta amanhã (dia 30), no Circuito Estadinho. Se você ficou curioso, não deixe de ir à Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos. A contação começa às 15 horas!

Circuito Estadinho: Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos (Av. das Nações Unidas, 4.777, Alto de Pinheiros). Sábado (30), às 15 horas. Grátis.

 

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28.julho.2011 18:11:07

O primeiro vingador

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Fotos: Sony Pictures/Divulgação

Primeiro veio o Hulk, depois o Homem de Ferro e, há poucos meses, foi a vez do Thor (aliás, você lembra da matéria que o Estadinho fez com ele? Clique aqui para ler).

Agora, o primeiro vingador criado pela editora Marvel Comics estreia amanhã (dia 29) nos  cinemas. Bem diferente de todos os outros heróis, Capitão América fecha o ciclo de filmes da Marvel, antes da grande estreia: Os Vingadores, prevista para julho de 2012.  É que a ideia da Marvel foi fazer quatro filmes separados, para depois reunir os heróis e outros amigos e inimigos em mais um longa!

Capitão América, em 3D, é muito bem feito e você deve assisti-lo quase como se fosse um videogame. Está liberado para quem tem mais de 10 anos, mas vamos logo avisando: é uma guerra só! Tem tiro para todos os lados e quando a pessoa morre, ela simplesmente desaparece da tela, sem deixar qualquer rastro.

O roteiro, bastante fiel ao quadrinho pop, narra a história de um soldado que era muito fraco, porém tinha um ótimo coração. Ele, então, é escolhido para ganhar uma força absurda e derrotar assim o Caveira Vermelha e seu grupo militar, um exército de nazistas.

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Criada em 1941, a história é bastante política e mostra os Estados Unidos, prestes a entrar na 2ª Guerra, contra os nazistas que avançavam na Europa. Nos quadrinhos antigos, só para você ter uma ideia, o próprio Capitão América aparecia nocauteando o líder alemão Adolf Hitler na capa!

O que é curioso, no entanto, é que a única arma do Capitão América é um escudo. Basicamente, ele só se defende. E, quando precisa, ataca jogando o escudo no inimigo.

 

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26.julho.2011 07:30:12

Assunto delicado

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Pra Voar Mais Alto não é um livro de aviação, não fala de pipas e nem de pássaros. O voo só acontece na imaginação de Quequé, toda vez que ele sente saudades, se perde em sonhos ou quer fugir de uma situação chata. É ele mesmo quem conta toda a história. E Quequé está enfrentando uma situação superchata: seu pai morreu há quatro anos e, agora, sua mãe arranjou um novo namorado. Veja só o que o Quequé diz:

“Daí o Rui chegou, tentando pegar o lugar do meu pai. Mas isso eu não ia deixar.

Ele foi chegando de mansinho. No início, nem dormia lá em casa. Mas tudo ficou diferente. Minha mãe não ligava mais pra mim e quando eu pedia pra ela deitar comigo, às vezes ela ia, às vezes não. Dizia que tava cansada, que eu já tava grande.

Eu bem que tinha vontade de gritar com todo mundo. De mandar ele ir embora e deixar minha mãe em paz. De falar que ele nunca ia tomar o lugar do meu pai. Mas eu não conseguia. Sempre fui caladão. Às vezes a raiva subia e parecia que eu ia explodir. Depois passava. Mas isso ia mudar.”

Esse é só um trechinho do começo de um livro que tem 136 páginas. Isso pode assustar um pouco quem ainda tenta domar as palavras, mas a leitura é bem fácil e há pouco texto em cada folha, para ler aos pouquinhos, o que facilita a leitura. O bacana desse livro é que ele fala de dois assuntos bem delicados, mas de uma maneira tranquila, com o vocabulário de um menino. E por isso você verá nesta história algo não muito comum de se ver nos livros: as palavras “para” e “estava” são escritas da maneira como falamos, ou seja, “pra” e “tava”.  

O primeiro tema delicado é a morte do pai de Quequé e toda a saudade que vem junto com isso. O outro é o fato de a mãe ter arranjado um namorado (o que pode acontecer também quando os pais se separam). Nem sempre é tranquilo aceitar outra pessoa na família. Com Quequé foi assim, ele não conseguia ver em Rui um amigo, só um intruso. Não importava o que Rui fizesse, Quequé achava que ele tinha de ir embora. Mas muitas coisas acontecem na história e, de repente, Rui não parece ser tão chato ou tão metido… Será que Quequé muda de posição? O final a gente não vai contar, mas podemos dizer que este é um livro bom para descobrir o que pode acontecer quando a gente dá chance às pessoas para conhecê-las melhor.

Pra Voar Mais Alto
Texto: Flávia Côrtes.
Ilustrações: Camila Matos.
Editora Biruta, R$ 34.

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(Fotos: Aryane Cararo/AE)

 

O Circuito Estadinho do último sábado (dia 23/7) foi cheio de histórias e de surpresas. Enquanto esperavam as crianças se acomodarem à sua frente, na Livraria Cultura do Shopping Market Place, Fernanda Ribeiro e Henrique ficaram cantando baixinho para recepcionar todo mundo.

 

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 Mas foi só Henrique sair um pouquinho da cadeira para Maria Fernanda Rodrigues de Freitas assumir seu lugar e começar a contar uma história. Tudo bem que Maria Fernanda não sabe ler ainda. Mas, no alto de seus 4 anos, isso nem fez diferença, pois ela tem uma imaginação incrível para inventar. E foi isso que fez: com o livro no colo, virou página por página contando a historinha que criou do pinguim. Contou duas vezes, para quem não a escutou. E sem esquecer de terminar tudo com um sonoro “fim”. Sua mãe disse que ela faz isso direto e que adora Toy Story e contos de fadas. Pode voltar mais vezes, Maria Fernanda. Vamos adorar ouvir suas historinhas!

 

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Então, Fernanda começou a contar as histórias dela. Henrique ficou ali com o violão e com uma série de instrumentos que imitavam o som de alguns personagens nos contos. A primeira história foi Jesuína e a Cabaça, sobre uma menina que desobedeceu a mãe e foi atrás da cabaça encantada, no alto do morro. Cada vez que Jesuína ia, escrevia um pouquinho na cabaça, que crescia e crescia. Cresceu tanto que se soltou e foi atrás da menina. Foi um corre-corre até a mãe de Jesuína quebrar o encanto e a cabaça espatifar. E de uma cabaça, cortada ao meio, surgiu o berimbau, instrumento usado para tocar em roda de capoeira.  

 

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Estava todo mundo muito concentrado, vejam só pela foto. A segunda história foi sobre a moça que ganhou da mãe um pente mágico. Toda vez que penteava os cabelos, caiam pérolas! O rei ouviu a história e disse que, se fosse verdade, se casava com a tal garota. Só que uma vizinha invejosa elaborou um plano para a baleia comer a moça e, assim, ficar com o pente dela. Ela queria que o rei se casasse com sua filha. Mas acontece que, na hora da filha da vizinha se pentear e provar ao rei, não foram pérolas que caíram e sim piolhos. Isso mesmo! A vizinha se deu mal e a moça foi salva da barriga da baleia.

 

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Então, Fernanda engatou a terceira história, sobre um homem muito mal-educado. Ele nunca cumprimentava ninguém e estava sempre de mau humor. Um dia, ele viajou e os vizinhos decidiram se livrar dele: pintaram sua casa de verde, trocaram sua plantação de batatas por cenouras e mudaram seus móveis de lugar. Quando o homem mal-comportado voltou, os vizinhos fizeram-no acreditar que ele não morava ali e que ninguém o conhecia. Afinal, estava tudo diferente! Ele ficou tão triste com isso que um menino resolveu contar a verdade. Mas com uma condição: que ele melhorasse seus modos. E assim foi.

No fim, todo mundo pode tocar um pouco os instrumentos do Henrique e fazer a festa na livraria. E foi nesse clima de descontração e alegria que mais um Circuito Estadinho terminou. Veja um pouquinho mais pelas fotos abaixo.

 

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Olha só a concentração dessas gatinhas! Gabriela Rocha Della Rosa (à esquerda) e Ana Sofia Napias Tavares, as duas com 6 anos, decidiram ficar de bruços no tapete para ouvir melhor. Gabriela entrou tanto nas histórias que sabia até o que ia saltar do pente da filha da vizinha: “Eu adivinhei que ia cair piolho”. Essa foi a história de que ela mais gostou. Já Ana Sofia preferiu a da Jesuína. Mas sabe de uma coisa que as duas têm em comum? Adoram as aventuras do Peter Pan! Ana Sofia explica que é porque ele voa. E se você pudesse voar como ele? “Eu ia lááá para os Estados Unidos ver minha tia”, contou ela.

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 Isabela de Oliveira Vilardo, de 4 anos, também achou uma posição bem confortável para ver a apresentação: o colinho da mãe. Gostou muito do pente mágico e disse que, se tivesse um, ele também soltaria pérolas. Ela adora passear na livraria, ainda mais quando tem histórias. Só é difícil convencê-la a ir embora. No sábado, Isabela já tinha escolhido quem a acompanharia até sua casa: vários livrinhos da Barbie. Mas a mãe revela sua preferida, que é a do livro Os lobos dentro das paredes. Volte sempre, Isabela!

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 Reparem no rosto desse loirinho fofo… Ele está até de boca aberta! Ricardo Bouza, de 5 anos, adora histórias e, se está muito envolvido por elas, fica assim de boca aberta. Ele também gosta muito de Peter Pan e de outros contos de fadas. Já sua irmã, Isadora Bouza, de 2 anos (a gatinha que está de blusa rosa atrás), não tem muita paciência para histórias. Ela gosta de agito…

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E foi só o Henrique começar a tocar umas músicas animadas que Isadora levantou e começou a dançar!

 

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Esse menino meigo é o Ian Marcondes Rocha Mendes Guerreiro, de 4 anos. Ele adora contos de fadas e, junto com seus irmãos Theo, de 6, e Lorena, de 1, pede para os pais contarem histórias todos os dias. Mas esse sorrisinho tímido esconde muita coragem! Durante a história de Jesuína, Ian foi o primeiro a dizer que sabia o que a garota tinha de fazer para acabar com a cabaça: “Eu ia pegar uma espada e bater!” Boa ideia, Ian!

 

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Mas então a Julia Policarpo Tibério, de 6 anos, lembrou que isso podia não dar muito certo: “Aí você se corta, porque vai espalhar pedaço de madeira”. É, acho que a ideia da espada fica para outra ocasião… Julia parece que entende um pouco do assunto. Ela adora histórias de monstros e de terror, mais do que as de princesas. Ah, e gosta muito de Toy Story também.

 

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 Durante a apresentação, Ana Guilhermina Moreno de Lima, de 6 anos, sua mãe e o irmão Francisco, de 3, até mudaram de lugar para ficar mais perto das histórias. Ela adora contos como o de João e Maria, João e o Pé de Feijão e A Bela e a Ferra. Ele prefere Ben 10. “Ele queria ter um relógio do Ben 10″, conta Ana sobre o irmão.

 

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 E até mesmo quem já está gostando de livros para pré-adolescentes, como a Ana Laura Moraes Lopes, de 10 anos, curtiu ouvir a história de Jesuína. Ela viu a apresentação ao lado do irmão João Victor Moraes Lopes, de 8 anos, que estava interessado no livro O Diário de um Banana.

 

Obrigada pela presença de todos e nos vemos no próximo Circuito Estadinho, no dia 30/7, com histórias do grupo Contantes Contentes. Até lá!

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23.julho.2011 07:00:41

Gatinho de recados

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Clique aqui para imprimir o molde.

Ele pode até não miar, mas vai fazer você não se esquecer dos seus compromissos. É só deixar um recado para o gatinho segurar. Se preferir, coloque uma foto para ele agarrar. Quer saber como? O Professor Sassá ensina. Clique aqui para ver como se faz.

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23.julho.2011 07:00:19

Literatura indígena

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Todas as histórias levam a gente para um lugar mágico, nos fazem sonhar. Mas quando se trata de animais misteriosos da natureza, lendas, mitos das florestas contados e recontados por velhos sábios e ensinamentos sobre o universo que somente os povos indígenas, dentro de suas aldeias, sabem passar, parece que é tudo mais interessante. É que, de fato, essas florestas existem e, muitas vezes, os super-heróis dali são reais!
Livros escritos e ilustrados por índios são cada vez mais comuns. Há grupos de autores envolvidos em levar para todas as sociedades a rica cultura indígena. E, apesar de as histórias serem centenárias, há agora um interesse maior nesse gênero da literatura. É só reparar na biblioteca do seu colégio ou nas prateleiras das livrarias!
Na reportagem de hoje, o Estadinho mostra uma entrevista com o escritor Daniel Munduruku e outra com a artista Vãngri Kaingáng. E ainda conta a lenda da criação de um povo indígena, além de dar dicas de livros.
Para ler a matéria completa, clique nas páginas abaixo. Feito isso, conheça melhor a história das obras selecionadas e visite um portal indígena, criado especialmente para crianças.

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Há muitos livros com histórias indígenas (feitos por índios ou não). Recomendamos alguns aqui.

1) Pindorama – Terra das Palmeiras
Muito antes de os portugueses desembarcarem no Brasil, os índios já estavam aqui. Naquela época, o 19 de abril nem era comemorado como Dia do Índio, porque todos os dias eram deles. Afinal, não havia outra sociedade, não é mesmo? No livro Pindorama, a escritora e ilustradora Marilda Castanha conta como tudo funcionava. Ela ainda revela como é que o povo indígena se comunicava com os espíritos, como era a vida na aldeia e como a relação com a natureza era tão importante, a ponto de ditar as regras do lugar. O bebê, por exemplo, não levava nove meses para nascer e sim dez luas. Técnica de pesca, confecção de instrumentos, pinturas corporais, artesanato e rituais também estão no livro. É uma obra muito rica, com textos e ilustrações para lá de interessantes, que toda criança, assim qualquer adulto, deveria ler. Para se ter uma ideia, o indígena e escritor Daniel Munduruku, na orelha do livro, diz: “Fiz uma longa viagem para dentro de mim como se quisesse fazer um retorno ao começo de tudo, para não esquecer de onde vim e de onde veio o nosso Brasil, solo sagrado que a todos acolheu e que, agora, pede nossa acolhida para não ser tragado pela ganância e ambição que o vão destruindo.”

Autora: Marilda Castanha
Editora: Cosac Naify, R$ 29

2) Histórias de Índios
Por falar em Daniel Munduruku, este é o primeiro livro dele. Mais do que isso: é o primeiro livro sobre a cultura dos índios escrito por um indígena. Após contar suas histórias como educador, uma criança perguntou onde seria possível ler sobvre o que ele dizia. Foi quando caiu a ficha e Daniel pensou: “Vou escrever um livro”. Ele reuniu alguns textos que mostraram a vida de um Munduruku (nome de sua etnia e, portanto, sobrenome de toda pessoa que nela nasce). Enviou o material para algumas editoras e a Cia. das Letrinhas publicou. O livro completa agora 15 anos, e está em sua 15ª edição. Nele, Daniel apresenta Kaxi e o seu povo. Além de mostrar a rotina na aldeia, na segunda parte do livro ele relata suas experiências no mundo dos brancos, com humor e sabedoria.

Texto: Daniel Munduruku / Ilustração: Laurabeatriz
Editora Cia. das Letrinhas, R$ 36

3) O Livro das Cobras
A cobra é uma animal sagrado na cultura indígena, considerada um símbolo da sabedoria. Nesse livro, Stela Barbieri e Fernando Vilela apresentam três contos de cobra: um indiano, outro africano e, por último, um indígena. O nome dele é Como surgiu a noite. Está com medo? Não fique! A história é muito interessante e começa assim:
“No princípio do mundo, só havia o dia. As pessoas não tinham a noite para descansar e, por isso, trabalhavam o tempo todo, ficando exaustas.
Quando estavam muito cansados, homens, mulheres e crianças deitavam na rede para cochilar, mas não conseguiam, pois o calor era infernal e a claridade muito intensa, de modo que era impossível ficar deitado mais do que algusn instantes.
Como dormiam pouco, brigava à toa e não tinham disposição para nada.
No meio da floresta, havia uma aldeia onde vivia um rapaz que era muito corajoso. Um dia, chegou da mata decidido a encontrar a noite. Então, foi falar com a mãe dele, que era muma mulher sábia, conhecedora de todas as ervas e mistérios da floresta”.
Então, como você acha que essa história continua?

Texto: Stela Barbieri/ Ilustração: Fernando Vilela
Editora DCL, R$ 28

4) Histórias que Li e Gosto de Contar
Mais um livro de Munduruku, nesse ele compartilha histórias que leu e ouviu em diferentes momentos de sua vida, com o povo Munduruku e outras etnias. O escritor sempre gostou muito de ler e, portanto, de ouvir histórias. E desde criança, vem acumulando sabedoria através desses relatos. No livro, cinco contos retratam os valores dos primeiros povos que habitaram as terras brasileiras. Logo de cara, em E Deus viu que tudo estava bom…, ele reconta a criação do mundo segundo a visão dos povos hebreus. E é muito interessante poder imaginar que “no princípio de tudo, nada havia. A Terra não tinha forma alguma.”

Texto: Daniel Munduruku / Ilustração: Rosinha
Editora Callis, R$ 26,90

5) Uma História Guarani
Para os guaranis, o animal mais sagrado é a aranha. É ela quem protege os recém-nascidos e cura feridas com sua teia. Mas não é nada fácil conseguir um pouquinho desses fios preciosos, que se desmancham até mesmo com os ventos mais frágeis. Nesse universo fantástico, um jovem índio guarani deve se tornar um homem bravo, admirado pela aldeia a ponto de merecer e conquistar o coração de uma jovem que sempre o esperou.
Entre as lendas guaranis mais famosas, esse rito de passagem da cultura indígena sul-americana é mostrado com poesia e ilustrações simples e muito sensíveis pela uruguaia Alicia Baladan.

Autora: Alicia Baldan
Edições SM, R$ 28

6) Mondagará
Roni, o escritor, reconta aqui uma história que seu avô costumava contar. Imagine que, neste conto, havia um velho narrador que queria mostrar para toda a comunidade o surgimento e a diversidade das cobras no mundo da floresta. Na verdade, o povo sabe que as cobras (e outros répteis) são seres muito importantes que, no passado, viveram junto ao Criador e, portanto, sabem tudo sobre o mundo. O mistério desse bicho envolve a história toda, que fala ainda sobre sentimentos e memórias ancestrais. No final do livro, um glossário de 16 palavras explica ainda mais sobre esse povo.
Roni Wasiry Guará, o escritor, é um indígena que nasceu em Boa Vista do Ramos, Amazonas, e pertence ao povo Maraguá (que habita o Maraguapi, uma reserva do rio Marimari, também no Estado do Amazonas).

Texto: Roni Wasiry / Ilustração: Janaina Tokitaka
Editora Formato, R$ 29,70

 

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Gostou dos livros? Conheça agora o site que está na foto acima! Ele se chama Povos Indígenas no Brasil e é feito para crianças. Além de vídeos e jogos, ele explica como os portugueses chegaram ao Brasil (e o que encontraram), quantos povos indígenas existem no País, onde eles vivem e mais um monte de coisas interessantes.
Recentemente, o site levou o terceiro lugar na categoria Digital e Interativa do Festival Prix Jeunesse Iberoamericano. Quer saber mais sobre esse assunto? Visite, então, o ComKids, que promove e produz conteúdo audiovisual dos bons para o público infantil e juvenil.

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Era uma vez  uma garota que ganhou um pente mágico de  sua mãe. Imagine que, sempre que ela penteava o cabelo, saltavam pérolas. Verdade! O rei ficou tão curioso que disse que se casava com a moça. Mas acontece que uma vizinha ficou com inveja e bolou um plano para ficar com o rei. Sabe o que ela fez?

Você vai ter de ouvir o resto da história no Circuito Estadinho de amanhã (dia 23), na Livraria Cultura do  Shopping Market Place, às 15 horas. Se escrevermos mais uma linha, a contadora Fernanda Ribeiro é que vai precisar bolar outro plano de histórias.

Lá, ela também vai falar sobre um homem sem educação. O vizinho dava bom dia e ele respondia bla bla bla. O outro desejava boa tarde e ele devolvia um ble ble ble. Ninguém suportava tanto mau humor. Até que os vizinhos elaboraram um plano para afastá-lo dali e… Puxa, você vai ter de ir mesmo ao Circuito para saber o final dessa e ouvir outra história surpresa.

Circuito Estadinho: Livraria Cultura do Shopping Market Place (Av. Dr. Chucri Zaidan, 902, Morumbi). Sábado, dia 23/7, às 15 horas. Grátis.

 

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Comentários recentes

  • olivio jekupe: hoje em dia os autores indígenas estão cada vez mais publicando seus trabalhos, aqui na nossa aldeia...
  • kellynha: adorei só algumas que é meio sem sentido !!!
  • loana de campos: Adorei a sua ideia, vou tentar fazer
  • Liane: Olha, isso da própria criança gerenciar sua leitura é bem interessante, assim como vários outros aspectos...
  • giovanna: nãão , gosteei muito ;[[

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