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Estadão Urgente

08.março.2013 16:59:31

São Paulo está em estado de atenção por causa da chuva

Juliana Deodoro, Breno Pires e Luciano Bottini Filho e Danielle Villela – O Estado de S.Paulo

20h20 - A CET confirmou o novo de recorde de lentidão do ano para o período da tarde às 18h30 de 261 km. Esse é o quarto maior congestionamento da história, segundo o órgão,  desde o início da medição na década de 1980. O recorde foi em 1º de junho 2012 com 295 km às 19h.

20h - CET registra 161 km de lentidão em São Paulo. A pior situação é na região sul, que registra 59 km de lentidão.

Veja mapa com pontos de alagamento e falta de energia em SP
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Veja alguns vídeos publicados no YouTube sobre a chuva desta tarde.

   

18h52 - Na Rua Professor Ascendino Reis, ao redor do parque do Ibirapuera, vários carros foram encobertos por água a partir das 16h. Um cozinheiro identificado apenas como Gilmar, que trabalha num restaurante na rua, teve o seu Palio encoberto. O carro não tinha seguro.

Gestora do estabelecimento onde Gilmar trabalha, Joyce Mendes só não teve seu carro atingido porque o estacionou em uma área mais alta. Ela diz que é comum a região ter alagamentos.

“Foi muito rápido, coisa de dez minutos. Estávamos trabalhando e, de repente, o estrago já havia acontecido no carro do Gilmar. É um absurdo que a água suba tão rápido. O motivo a gente já conhece: falta de cuidado da Prefeitura”, disse Joyce.

18h36 - Túnel do Anhangabaú está alagado

18h33 - Reclamações e relatos dos transtornos causados pelas chuvas na tarde desta sexta-feira, 8, pipocaram na internet através de redes sociais como Twitter e Facebook. O leitor Luiz Araújo postou no Facebook do Estadão que as chuvas alagaram seu apartamento. “Eu disse, apartamento! Os ventos estavam tão fortes que a água passou pelas frestas da janela! Nunca vi isso na minha vida!”, comentou.

Denise Carneiro também publicou sobre os transtornos em Tatuapé, na zona leste. “Chove intermitentemente desde as 14h… Agora está diminuindo, mas os estragos já se veem… Falta de energia em alguns locais, devido à queda de uma árvore, atingida por um raio, aqui na Rua Monte Serrat”, publicou.

“Parou a chuva, mas a Alameda Lorena, perto da Rebouças, está parada”, relatou a leitora Beth Augusto.

18h25 - A cidade de São Paulo bateu o recorde de lentidão no trânsito do ano nesta sexta-feira, 8, às 17h30, com 215 km engarrafados. Às 18h, a cidade tinha 239 km de lentidão. O máximo registrado pela Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) neste ano foi de 187 km, às 19h, no dia 1º de fevereiro. O recorde histórico medido pela CET é de 295 km de lentidão, às 19h, no dia 1º de junho de 2012.

As fortes chuvas que atingiram a cidade de São Paulo complicaram o trânsito em diversos pontos da cidade, com quedas de árvores e granizo em algumas regiões. A principal via com congestionamento foi a Marginal Tietê, na pista expressa, no sentido Ayrton Senna, entre a Avenida Aricanduva e Ponte dos Remédios, com 20,5 km. Segundo a CET, 38 árvores caíram e 138 semáforos quebraram.

18h00 - Uma enxurrada que durou cerca de 30 minutos na tarde desta sexta-feira, 8, na região do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, deixou veículos boiando e várias árvores derrubadas, próximo ao Tribunal de Contas Municipal. As pessoas que estavam no edifício ficaram ilhadas com as águas na rua Ascendino Reis, no bairro Vila Clementino.

Outras quedas de árvores em diversos pontos da cidade aumentaram o congestionamento. Na Rua Bela Cintra, a via ficou completamente bloqueada próximo à Rua Antônio Carlos, na zona central. Na Rua da Consolação, sentido bairro, três faixas foram ocupadas, próximo à Alameda Lorena. A Rua Pio XI, no Alto de Pinheiros, zona oeste, teve duas faixas ocupadas perto da rua Cerro Corá. Também caíram árvores na Avenida do Estado, sentido Ipiranga, junto à Rua Ibiruna, na Avenida Rebouças, sentido bairro, e na Avenida Antônio de Moura Andrade, sentido centro.

17h47 - Entre as vias que ficaram sem energia, estão a Rua Cariaçá, na Vila Madalena, a Rua Havaí, em Perdizes, e a Alameda Lorena, perto da Av. Rebouças, nos Jardins, na zona oeste, bem como a Rua Apeninos, no Paraíso, e a Av. Cardoso de Melo, na Vila Olímpia, na zona sul. Segundo a Eletropaulo, já equipes já trabalham para o restabelecimento da energia nesses locais, mas ainda não há previsão para o retorno do serviço.


17h46 -
 Além das fortes chuvas e rajadas de vento, a capital paulista registrou ainda queda de granizo por volta das 15h30, em bairros como Consolação, no centro, e Moema, na zona sul. “Foi muito tempo, uns 10 minutos. Teve pane no escritório e muitas pessoas interromperam reuniões para ver o que estava acontecendo”, disse ao Estado a publicitária Bruna Alves, de 23 anos, que trabalha em frente ao Parque do Ibirapuera. “Estava sol na hora do almoço e do nada o céu ficou todo preto”, completou.

17h23 - A forte chuva que atingiu a capital paulista na tarde desta sexta-feira, 8, também causou transtornos nos sistemas do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Um raio atingiu a rede de alimentação elétrica dos trens da Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana), entre as estações Comendador Ermelino e São Miguel Paulista. Em nota, a CPTM informou que na Linha 12-Safira, os trens circulam por uma via no trecho afetado. O PAESE foi acionado para atender os usuários, com ônibus gratuitos entre as estações Comendador Ermelino e São Miguel Paulista, sem paradas intermediárias.

Outra descarga elétrica atmosférica também provocou danos no sistema de sinalização dos trens da Linha 9-Esmeralda, na região do Grajaú, com trens circulando com velocidade reduzida e maior tempo de parada nas estações.

A circulação do metrô também chegou a ser afetada na Linha 2-Verde e na Linha 3-Vermelha, mas voltou à normalidade antes das 18h, segundo a assessoria de imprensa do Metrô de São Paulo.

17h21 - O trânsito na cidade de São Paulo está com o tráfego congestionado acima da média do horário na tarde desta sexta-feira, 8, após fortes chuvas com granizo. Às 17h, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) registrou 130 km de lentidão – a média nesse horário fica entre 67 km e 101 km. O recorde neste ano foi em 1º de fevereiro, às 19h, com 187 km de engarrafamento.

A Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, na pista expressa, entre as Pontes Attílio Fontana e Jânio Quadros, está com 14 km de lentidão. Na pista local, entre a Rua Brazelisa Alves de Carvalho até a Ponte dos Remédios, são 10 km de engarrafamento. No sentido Interlagos, entre a Rodovia Castello Branco e a Ponte Cidades Jardins, a CET indica 9,3 km de lentidão.

17h18 - Internauta Daniella De Almeida Pascarelli relata do Facebook do Estadão que os semáforos da Faria Lima estão desligados

17h17 - Moradores de diversos pontos da cidade relataram falta de energia no fim da tarde, por meio de redes sociais. Entre os bairros atingidos, Perdizes, Pinheiros, Jardim Leonor e Morumbi, na zona oeste, Paraíso e Vila Olímpia, na zona sul, e Tatuapé, na zona leste.

A Eletropaulo ainda não informou à imprensa o prazo para o restabelecimento de energia, que pode ser mais lento devido ao tráfego gerado pelo alagamento de diversos pontos da cidade.

17h10 - O trânsito da capital está bem acima da média na tarde dessa sexta-feira, 8, com engarrafamentos em 19,8% das vias. Para este horário, a média superior é de 14,4%.

Em Congonhas, 11 voos foram cancelados e 20 atrasaram até às 17h.

Às 17h10, havia 21 pontos de alagamento ativos na cidade, 10 intransitáveis. A maioria deles se concentrava nos bairros de Pinheiros e Vila Mariana.

16h44 – O Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo ficou fechado por quase 1h30 na tarde dessa sexta-feira, 8. De acordo com a Infraero, a pista foi fechada para pousos e decolagens às 15h08. Às 16h, o aeroporto foi aberto para decolagens e às 16h27 para pousos. No momento, ele funciona com a ajuda de  instrumentos.  Por causa da chuva, até às 16h, oito vôos foram cancelados e três atrasados.

16h35 - O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo decretou estado de atenção em todas as regiões da capital por causa da forte chuva que começou no início da tarde dessa sexta-feira, 8. Já a região do Ipiranga, na zona sul da capital, entrou em estado de alerta.

Até às 16h30, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) registrava 28 pontos de alagamento na capital, todos ativos e 16 deles intransitáveis. Grande parte dos alagamentos se concentra especialmente na Vila Mariana, na zona sul, com acúmulo da água da chuva na Avenida 23 de Maio, na Alameda Macaratins e na Avenida Professor Abraão de Morais. Mais cedo, a chuva se concentrava especialmente nos bairros Campo Limpo, Butantã, Pinheiros e Lapa.

comentários (6) | comente

6 Comentários Comente também
  • 08/03/2013 - 20:36
    Enviado por: Kuki

    E este é o pais da copa. Preferia como cidadão que gastassem estes bilhoes que estão indo pelo ralo nos estadios, que fosse investido em infraestrutura em nossas cidades.
    Pobre São Paulo (estado mais rico) e Pobre Brasil (6a potencia mundial).

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  • 08/03/2013 - 20:44
    Enviado por: Sidnei da Silva Oliveira

    Durante a chuva que atingiu São Paulo nesta sexta-feira, no bairro do Butantã, no terminal de ônibus Butantã – localizado junto a Estação de Metrô Butantã, na esquina das ruas Pirajussara e MMDC, na Zona Oeste da capital – a nova estrutura de metal existente nas 4 plataformas de embarques apresentaram problemas, ou seja, não suportaram o volume d’ água produzido pela chuva.

    Embaixo e por dentro de todas as plataformas formaram-se “cachoeiras d’ água” que escoavam entre os ferros da estrutura (pois os telhados destas plataformas foram feitos em formas de V, e no centro de cada um existem calhas que deveriam escoar e conter a água da chuva, mas que têm e teve efeitos contrários, ou seja, mantiveram-se ineficientes por estarem entupidas dia-a-dia por folhas e gravetos das árvores próximas). Para completar, devido à aerodinâmica moderna do telhado em V, os fortes ventos sopraram a chuva para dentro das plataformas.

    Assim sendo, toda a população que ali esperava para embarcar nos ônibus e tentava se abrigar da chuva, foi pega de surpresa e ficou toda molhada. E ficou também contemplando as formas em que o dinheiro público é investido e lidado, ou seja, em estruturas de ferro novas (desenhadas e desenvolvidas em arquitetura moderna) que certamente serão depreciadas com maior rapidez, pois novas chuvas ter-se-ão em São Paulo, e novamente as plataformas serão afetadas – pois nas formas em que se apresentam são inapropriadas para conter chuvas e são apropriadas para se enferrujarem e se acabarem o quanto antes), e novamente a população será duplamente afetada, ficará molhada e verá seu dinheiro púbico ir por água abaixo.

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  • 08/03/2013 - 20:47
    Enviado por: Sidnei da Silva Oliveira

    Durante a chuva que atingiu São Paulo nesta sexta-feira, no bairro do Butantã, no terminal de ônibus Butantã – localizado junto a Estação de Metrô Butantã, na esquina das ruas Pirajussara e MMDC, na Zona Oeste da capital – a nova estrutura de metal existente nas 4 plataformas de embarques apresentaram problemas, ou seja, não suportaram o volume d’ água produzido pela chuva.

    Embaixo e por dentro de todas as plataformas formaram-se “cachoeiras d’ água” que escoavam entre os ferros da estrutura (pois os telhados destas plataformas foram feitos em formas de V, e no centro de cada um existem calhas que deveriam escoar e conter a água da chuva, mas que têm e teve efeitos contrários, ou seja, mantiveram-se ineficientes por estarem entupidas dia-a-dia por folhas e gravetos das árvores próximas). Para completar, devido à aerodinâmica moderna do telhado em V, os fortes ventos sopraram a chuva para dentro das plataformas.

    Assim sendo, toda a população que ali esperava para embarcar nos ônibus e tentava se abrigar da chuva, foi pega de surpresa e ficou toda molhada. E ficou também contemplando as formas em que o dinheiro público é investido e lidado, ou seja, em estruturas de ferro novas (desenhadas e desenvolvidas em arquitetura moderna) que certamente serão depreciadas com maior rapidez, pois novas chuvas ter-se-ão em São Paulo, e novamente as plataformas serão afetadas – pois nas formas em que se apresentam são inapropriadas para conter chuvas e são apropriadas para se enferrujarem e se acabarem o quanto antes), e novamente a população será duplamente afetada, ficará molhada e verá seu dinheiro público ir por água abaixo.

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  • 08/03/2013 - 20:50
    Enviado por: Olmir

    São problemas brasileiros, não exclusividade de são paulo, inundações que em muitos casos poderiam ser simplesmente extintos, lamentamos pelos danos e perdas, mesmo que sejam e ou especialmente o de pequenos comerciantes e ou moradias mais modestas, ou seja para essas pessoas a recuperação, reparação dos prejuizos geralmente é mais “dificil” e podem até danar completamente suas situações financeiras, isso é muito ruim. Com obras bastante simples, por exemplo com o uso de número e porte maiores para bu, calçamentos e pavimentos permeaveis, e até mais áreas arborizadas e ou com gramas. Ou seja é a cidade mais bonita, especialmente quanto a arborização, penas que deixem de fazer as podas e retiradas das árvores velhas em final de ciclo de vida, isso tem que ser coisa rotineira, a exemplo de evitar acidente tal como na Cardeal nesta tarde, belas mas com falta de cuidado gera riscos, isso os alagamentos e arborizações são coisas rotineiras do país, tem cidades com arvorizações espetaculares, mas quase sempre ousam adiar a retiradas das que representam riscos

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  • 08/03/2013 - 21:02
    Enviado por: José Lima Telles

    Eu pensava que o PT ia ao menos desentupir os bueiros, o que não é pedir muito.
    Triste ilusão.

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  • 09/03/2013 - 08:04
    Enviado por: marcos

    Enquanto a cidade continuar a eleger incompetentes, a realidade será esta.
    A saída são os piscinões, inaugurados, vejam só, por Maluf. Tokio resolveu seu problema de enchentes com estas estruturas, e por aqui a idéia parece ter sido abandonada pelos últimos incompetentes (sim, Serra ‘fala muito’, mas fez pouco também). Agora estamos assistindo ao novo prefeito fazendo reuniões pois não sabe o que fazer, onde na verdade já deveria estar aplicando seu plano de governo para a cidade, se este tivesse sido feito.

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