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Estadão no SWU

Existe uma prática comum nas empresas durante viagens a trabalho: o reembolso do valor gasto em refeições.

Para isso, é preciso apenas guardar a nota fiscal para comprovar o que deve ser pago pela empresa ao funcionário.

Eis que, no final do festival SWU, surge uma surpresa: duas notas de refeição do restaurante da Fazenda Maeda estavam com o valor de R$ 0,01.

No cartão de débito, comprova-se o custo real: R$ 24 e R$ 25. Isso corresponde a 4 ou 5 reais gastos com bebidas e os R$ 20 reais do self-service no formato “coma à vontade”

Mas o cupom fiscal mostra que foi computado o valor do cartão e dado troco de R$ 24,99 e R$ 23,99 – o que não ocorreu.

Sorrindo, a chefia acaba de informar que o que vale é o que está na nota e que o reembolso será de 2 centavos.

Atualização às 16h40 de segunda-feira (18/10):

Do relato ocorrido, recebemos diversas opiniões – algumas dizendo até que o jornalista que vos escreve estaria sonegando também. Recebemos também da leitora Eduarda Verrino outra nota fiscal de 1 centavo…

… e, claro, entramos em contato com a Fazenda Maeda para saber o que tinha acontecido.

A resposta chegou nesta segunda-feira (18). De acordo com o gerente administrativo da Maeda Pesca & Lazer, Carlos Morichita, foram emitidas de fato notas no valor de 1 centavo.

Essas notas foram passadas com essa quantia por conta do sistema de fichas utilizado. Segundo ele, os diferentes produtos – refeição e bebida por exemplo – possuem tributação distinta e, como era passado um valor em fichas (de R$ 1,00) não era possível prever o que o consumidor solicitaria.

“Quando era feito o pedido, guardávamos as fichas em diferentes cumbucas. Uma para refeição, outra para refrigerante, etc. Depois do evento, fizemos novamente as notas com a declaração correta”, disse Morichita que, inclusive, ofereceu-se para enviar um cupom fiscal com o dado correto para o caso de reembolso aqui apresentado.

Já a assessoria do festival escreveu nos comentários:

Esclarecemos que o SWU não tem qualquer relação com a operação do restaurante Maeda, que é de responsabilidade exclusiva de seu titular.

Segue a resposta (na íntegra) encaminhada pela administração da Fazenda Maeda

Boa tarde!

Em esclarecimento sobre o ocorrido no dia do Festival (SWU) referente ao lançamento de cartao debito/credito. Para esse evento estavamos trababalhando totalmente diferente do cotidiano do estabelecimento. Para esses dias de evento devido ao grande fluxo de pessoas no pesqueiro estavamos trabalhando com fichas de valores de R$1,00 com cartela de R$ 20,00 e estavamos com a refeiçao e bebidas. Para agilizarmos o andamento das filas do caixa e todos eventos que ja frequentei é o mesmo sistema voce compra uma cartela de valores e troca no balcão por bebidas ou comidas afinal até no evento estava vendendo valores e nao item a item. Enfim, tanto no balcão de bebidas como de comidas existiam urnas que no final do evento foi contado e emitido NF referente ao respectivo consumo…o que ocorria era que se lançassemos uma DESPESA por exemplo de 20,00 e tirassemos em cartão estaria tributando em duplicidade pois iria tributar os 20 de despesa e os 20 em fichas que iriam para as urnas. Algumas pessoas chegavam e pediam: eu quero um almoço e um refrigerante e pagavam no cartao desta forma eu conseguia direcionar para que seria a nota fical e seus respectivos tributos e algumas pessoas a maioria chegavam e pediam vinte reais em ficha, alegando que nao sabiam o que iriam comer ou beber…se voce reparar ou posso até ter tributado em duplicidade alguns itens pois quem me da a certeza que a pessoal que pediu um almoço e um refrigerante não venha a trocar tudo por bebidas ou tudo por comida? assim emitimos NF de tudo que entrou em ficha nas urnas.Não sei o que você irá publicar estou simplismente contanto o real fato.

Agora vou te falar o funcionamento do pesqueiro…cada pessoa entra com um cartao de consumo onde tudo que ele consome é marcado neste cartão e no final do dia ele paga no dinheiro ou cartão e todos os itens vem discriminado em seu cupom fiscal. Tenho um fluxo de mil a mil e quinhentas pessoas como teria cartão e pessoas para trabalhar no caixa e espaço fisico para o caixa para um fluxo de pessoas de 10 mill?….

Espero a compreensão e tambem gostaria de te perguntar como o pessoal em evento grande assim faz sua emissao de NF…mesmo por que eles tambem trabalham com ficha!!!

Nunca deixamos de recolher impostos municipais e estaduais…

Desde de ja estamos trabalhando para podermos agilizar esta forma para outros eventos deste porte.

Qualquer duvida estou aqui para esclarecimento

Sem mais

William Maeda


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Marcelo Rubens Paiva comenta em seu blog o relato de amigos sobre a revista rigorosa no SWU:

“Todo e qualquer comprimido era barrado. Até desodorantes e pílulas anticoncepcionais.

E deram camisinhas.  Que paradoxo…

Não sabia que pílulas davam barato.

Nem desodorantes.”


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A Fazenda Maeda foi aprovada pelo organizador Eduardo Fischer e está cotada para ser o local do SWU do ano que vem. Só um porém…

Todo deslocamento nesse lugar exige uma boa caminhada por vias de terra ou brita (aquela pedrinha minúscula em lugar de asfalto). Se já é difícil para quem se locomove normalmente, imagine para quem possui necessidades especiais.

O Estadão coletou a opinião destes que sofrem com o local e mostra como eles fizeram para resolver os problemas. Um deles inclusive – o cadeirante Ricardo Maia – relatou trecho a trecho dos sacrifícios pelos quais passou. Veja só:

Ajuda de irmão
Irmão é aquele que te carrega até nas costas. Foi o que fez o advogado mineiro Tharcis Azevedo, de 26 anos, com sua irmã Vanessa nas costas, que está com a perna imobilizada há três meses, porque sofreu uma fratura e rompeu os ligamentos. “O problema é que as distâncias aqui são muito grandes. Não esperava por isso”, dizia ele

Ajuda do amigo
Mesmo sem carregar nas costas, é sempre possível ser ajudado por um amigo. O estudante de Administração Ricardo Maia, por exemplo, pode contar com o publicitário Fabiano Procópio, que o ajudou na locomoção até a área exclusiva de acessibilidade. Portador de paralisia desde o nascimento, Ricardo abandonou a muleta há cerca de um ano para ir a shows e outros eventos. “O problema é que tem muito bêbado que esbarra ou chuta a muleta. Aí pede desculpa e vai embora”, explicou. Para seu amigo Fabiano, os maiores problemas na hora de ajudar eram os lugares com pedrinha ou mesmo lama, que exigiam uma força extra. Por sorte, não choveu.

Na base da carona
Já o torneiro mecânico Luiz Gustavo Thomas, de 23 anos, valeu-se da boa vontade dos motoristas para conseguir carona. Ele disse que caiu de moto três vezes. Na terceira, ainda estava com a perna quebrada. “Não queria ir de ônibus para a fisioterapia, coloquei a muleta na garupa e fui de moto. Caí numa ladeira, véio.”

Sorte inesperada
O professor de educação Física, Vinicius Wilson, de 35 anos, foi ao SWU com um problema temporário. Ele tinha acabado de passar por uma cirurgia no ligamento cruzado anterior. Ficar de cama? Nem pensar.  Ele saiu de Belo Horizonte com seis amigos para ver o show do Rage Against the Machine. Na hora, disse que se separou deles para achar um lugar mais calmo. Aí viu uma galera entrando numa pequena plataforma mais alta.  “Quando o segurança veio expulsar as pessoas alegando que o local era para portadores de necessidades especiais, pensei: ‘Perfeito’”, conta o professor, que mostrou a faixa na perna e pode ver o show com mais tranquilidade, num lugar de boa visão do palco.

Área destinada a portadores de necessidades especiais foi invadida

Os sacrifícios por um show
(relato do cadeirante Ricardo Maia, 23 anos)

Rage Against the Machine. Comprei o ingresso de última hora. Na sexta, pela internet. Pensei que a sorte estava a meu lado. Não foi assim. Moro em Piracicaba e combinei com um amigo, Fabiano, e uma amiga, Denisse (sim, o nome dela é com dois ‘esses’), de ir ao show. Deixamos o carro em Itu e fomos de ônibus especial de lá. Pelo preço, deixar o carro no estacionamento do evento não valia a pena.

Como ia ficar longe, fui com uns 3 litros d´água, bolacha, chocolate, enfim, pronto para um dia inteiro fora. Chegamos às 14h. E na porta, o primeiro problema: os seguranças da entrada mandaram jogar toda comida e bebida fora. Um absurdo. No festival que diz reciclar o lixo, água e comida sendo jogados, literalmente, no lixo. O jeito era comer por lá. E aí, outra dificuldade. R$ 4 por uma água. R$ 6 por um refrigerante. R$ 10 por um cheeseburguer. R$ 20 por um almoço. Passar fome depois de ter jogado comida fora foi o primeiro sacrifício.

O segundo. Ficar numa área isolada, a mais de 200 metros de distância do palco. A visão era boa, mas por ser num palco superior, o vento começou a bater e o frio chegou logo. Eu tinha vindo de camiseta e bermuda, pelo calor durante a tarde. Onde estava o agasalho? Ficou no carro, lá em Itu.Você não faz idéia do frio que eu passei. Estava gelado, mas resisti finalmente até o show do RATM. Pela aglomeração no lado de fora da área para portadores de necessidade, eu jamais conseguiria ficar no lado de baixo. Não veria show nenhum. E ali estaria a vantagem: ver de longe, mas ver.

Aí acontece o terceiro problema: na hora do show, o pessoal invade a área. Muita gente querendo ver dali, da área exclusiva. Nas três primeiras músicas, tinha uma galera gigantesca lá em cima. Só depois que os seguranças tiraram todo mundo e entraram só alguns jornalistas.

Agora, sim. Tudo bem? Engano seu. O show para por conta da grade lá na frente. Só faltava essa. Depois do organizador pedir e ninguém dar bola, é a vez do Zack de La Rocha pedir em Inglês. E finalmente segue o show. E para 5 minutos depois. Lá atrás, não saia som nenhum nas caixas. Eu não ouvia absolutamente nada. Aconteceu isso por duas vezes. Assim que acabou o show, meu amigo e eu saímos o quanto antes.

Não adiantou. Uma bagunça pra voltar. Por causa do trânsito, o ônibus demorou 1h30 só pra sair da estrada de terra para pegar a de asfalto. Não bastasse isso, uma menina passou mal e não conseguiram abrir os vidros de emergência. Acabaram quebrando os vidros do ônibus, o que fez demorar ainda mais.

Eu e meu amigo chegamos em Itu, mas tivemos que esperar a Denisse, que se perdeu da gente e veio num outro ônibus, que quebrou no meio do caminho. Só nos encontramos às 4h na rodoviária de Itu. Ou seja, só fui dormir mesmo depois de quatro horas do show ter acabado. Não imaginava que seria tanto sacrifício. E olha que paguei caro por isso.

Com informações de Paulo Sampaio

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Por Renata Reps

A tradição de festivais de música por aqui acontecia em grandes centros urbanos: quando se fala em vários shows ao mesmo tempo, gente fazendo mapa e se dividindo para assistir à maior quantidade possível de apresentações, já se imagina logo que a farra é em São Paulo, Rio de Janeiro ou, de vez em quando, Porto Alegre. Fazer mala, pegar ônibus e acampar para um festival, eu mesma só vi quando o ritmo era eletrônico, com sons que imitam a batida do coração em festas como a XXXperience e a Universo Paralello, cujo público chega a 12 mil pessoas em seus oito dias de festa. Leia a íntegra no blog Moda

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Uma fazenda e barracas espalhadas por uma grande área livre. O cenário quase sempre associado a uma invasão ou assentamentos de sem-terra desta vez era apenas um divertido e inofensivo festival de rock com pretensões ecológicas. Mas a apresentação do Rage Against the Machine, sábado à noite no SWU, fez alguns crerem que algo mais importante acontecia por lá e que forças ocultas estariam por trás da interrupção da transmissão do show pelo canal Multishow.

O real motivo da interrupção, acreditam, teria sido o fato de o grupo oferecer uma música ao Movimento do Sem Terra e não os contratempos ocorridos durante o show: a queda de uma barreira de separação do público e o apagão do som. Como o canal é da rede Globo – alvo preferido do pessoal chegado a uma teoria da conspiração – a coisa começou a bombar na internet.

“Galera, com uma buta estrela vermelha no fundo, simbolo da esquerda, boné do MST, e tudo em meio as eleiçoes… vcs acham que os coronéizinhos da direita reacionária da globo iriam deixar rolar para todo país ver!!??” (Miguel – 11/10/2010 às 18:53)

Ahh, o lance de apoio ao MST e o “comando” p/ invadir a VIP ganhou muito destaque. Tá na cara que a Globo não quis parecer solidária dos caras…… Segundo turno por aí….. a globo não dorme no ponto…..” (Yo – 09/10/2010 às 23:49)

“é óbvio que a globo/multishow censuraram lindamente a apresentação do RATM…estrela vermelha, homenagem ao MST e Tom Morello usando boné do MST…e depois virão com esse papo sustentável verde católico pra boi dormir!”  (iraKaplan 10/10/2010 às 2:32)

O que era uma questão de direito de consumidor – um canal pago que anunciou algo que não transmitiu inteiramente – se transformou então, como mostram as mensagens acima, numa questão política.

A se acreditar mesmo que a organização do festival e seus patrocinadores e parceiros não soubessem quem eram o Rage Against the Machine e que foram surpreendidos pelo discurso dos rapazes, é possível imaginar a crise nos bastidores, com o Eduardo Fischer e diretores de programação do canal histéricos gritando “Quem foi que trouxe esses caras aqui!!??”, enquanto o grupo e integrantes do MST, clandestinamente infiltrados nos bastidores, comemoravam a revolução que começam a fazer junto ao público do festival com o ato subversivo.

No dia seguinte, em outro aparente descuido da organização, foi a vez do Teatro Mágico subir ao palco com a camisa vermelha do movimento. Era a revolução em andamento.

Seria até divertido, mas a realidade é outra. O próprio Multishow havia anunciado durante a promoção do festival que o Rage deu ingressos de graça ao MST.  Segundo o guitarrista Tom Morello, que durante o show chegou a vestir o boné do MST, “os ingressos são caros e sei que muita gente não pode comprar, por isso demos nossa cota para o MST”. A entrevista completa, anuncia o canal, vai ao ar no programa Bastidores, nesta sexta-feira (15/10) às 22h30.

Como o Eduardo Fischer já anunciou que pretende realizar novamente o festival no próximo ano, na mesma fazenda em Itu, não custa avisar: te cuida, Maeda.

Foto: Reprodução/Vinicius Mansur/MST.org

Fotos: Rage Against the Machine: Mauricio Acevedo e Vinicius Mansur/Reprodução site MST;  Teatro Mágico: Nicole Briones/Eldorado.

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O empresário Eduardo Fischer afirmou ao Estado que fará uma segunda edição do SWU em outubro de 2011, muito provavelmente na mesma Fazenda Maeda, em Itu. Fischer já esboça o que quer em um próximo evento. “Não temos o compromisso com o rock, então penso em dividir as noites por gêneros musicais. Seria um dia para o hip hop, outro para o rock, outro para o pop, por exemplo.” Outro ponto que quer crescer são os fóruns sobre sustentabilidade, aumentando capacidades nas tendas de 1 mil pessoas para 3 mil.

Sobre o acesso, muito criticado por fãs que andaram por horas para chegar ao local, Fischer tem planos de usar uma linha de trem que passa ao lado da fazenda e de disponibilizar até 40 trenzinhos para o transporte do estacionamento até o local dos shows. Ainda assim, relativizou: “No festival de Glastonbury (Inglaterra) as pessoas também andam muito.” Para Fischer, a Fazenda Maeda foi aprovada para continuar sediando o SWU. Leia a íntegra

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Por Jotabê Medeiros

Começou com uns três manés tocando Raul de madrugada, mas de manhã já havia umas 50 pessoas em volta de um violão e uma percussão improvisada, no meio de um parquinho infantil, tocando e cantando Twist and Shout! No playground roqueiro de Itu, as histórias corriam rápido. A gritaria no camping de madrugada? Bom, teve um namorado que encontrou os amigos no meio da muvuca e não teve dúvidas: largou a namorada na multidão e foi para o desfrute. Quando voltou, de madrugada, tentou entrar na barraca e ela o expulsou aos gritos e aos pontapés. As pessoas perdem o perfume natural, mas não a classe… Leia a íntegra no C2+música especial

Leia também:

# Mania de grandeza

# As tilápias do rock’n'roll

# A mais bela camponesa

# Colombianos bombásticos, pernambucano arretado

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Mesmo sendo a última apresentação da  noite, logo após o tão esperado Linkin Park , DJ Tiesto ainda conseguiu manter boa parte do pessoal que estava no SWU.

Com um set cheio de levadas rápidas e um telão de alta qualidade ao fundo, ele conseguiu reter o público que, se não estava dançando (nessas horas, o cansaço de três dias conta), pelo menos estava assistindo ao show.

Fim de festival com cara de rave depois de um dia cheio de apresentações de rock no palco principal. Assim foi a última noite do festival SWU.

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12.outubro.2010 02:53:09

Pôster do SWU

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Foi sob muita comoção da plateia que a banda surgiu no palco às 24h18. Com um som pesado, em altos decibéis, mostrou fortes influências de hip hop em suas primeiras músicas. Faint (a do refrão I Wont Be Ignored) gerou uma daquelas raras cenas de público verdadeiramente ensandecido.

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Pixies é uma banda que conversa pouco com o público. A maioria de seus músicos entra muda e sai calada. A única que falou foi a baixista Kim Deal (ex-Breeders), que soltou meia dúzia de obrigado’s.

Não precisava. A maioria das suas músicas já passa a mensagem que seu público quer ouvir. E não duvide. Há sim um público que veio para ver esse grupo e somente ele.  “Será que fico pro Linkin Park” era o que alguns diziam sobre a próxima banda.

Sobre o repertório, os fãs não tiveram o que reclamar. A maioria costuma curtir a música apenas chacoalhando um pouco a cabeça e cantando junto com a banda. Mas em cada início de canção,  sempre havia  um em algum canto pulando muito e dizendo que aquela era a música da sua vida.

Músicas da vida à parte, no final, todos pediram “Where is my Mind”, a trilha sonora do filme Clube da Luta. E de uma forma peculiar: soltando um grunhido agudo que inícia a música até o vocalista Black Francis dizer Stop (pare).

Era exatamente este o início da música mais esperada e que já ultrapassou há tempos o hit de rádio Here Comes Your Man no gosto de seus fãs.

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Os californianos do Incubus entraram no palco Água pontualmente. Megalomaniac, que causou polêmica quando foi lançada, em 2003, por ser um ataque ao governo Bush, abriu o show e o público acompanhou (veja fotos da apresentação). Seguiu-se um set equilibrado, intercalando canções menos conhecidas, dos discos mais recentes, como Ana Molly, com as favoritas do público, como Drive e Wih You Were Here. O show foi só correto, e acabou ofuscado pela catarse que instalou o Queens of the Stone Age, mesmo entrando no palco com quase uma hora de atraso.

A banda de Josh Homme não pediu desculpas pronunciadas ao público por ter demorado tanto. Mas sob os berros e xingamentos, acabaram tirando a má impressão equilibrando o setlist entre os clássicos da banda e mandando versões pesadíssimas de algumas canções mais recentes. Eles pareceram impressionados com a reação do público às músicas e os coros em Long Slow Goodbye e In My Head. Fecharam com a grande música da banda, No One Knows, que fez parte do set da primeira edição do game Guitar Hero.

Set list do Queens of the Stone Age

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11.outubro.2010 22:28:46

Queens of the Stone Age

11.outubro.2010 22:23:31

Aeroplane e o medo de voar

O DJ e produtor Vito de Luca. Foto: Divulgação/SWU

O SWU se propôs a ser um festival de música que reúne diversas tribos e, para deixar isso claro, montou aqui a tenda eletrônica. Nos três dias de evento recebeu nomes de peso da gringa e da cena nacional. Muitos deles, porém, apostaram em hits conhecidos. O Prodgy estava ali, com alguma frequência, nos cases deles. Ouvimos samplers de Eurythmics, Daft Punk e  Technotronic. E versões de músicas do Red Hot Chilli Pepers e Lenny Kravitz (heresia?).

A supresa do cair da noite deste último dia do evento foi a performance do Aeroplane. O espaço lotou aos poucos durante a apresentação do projeto, que era um duo e agora resume-se ao belga Vito de Luca. O set delicioso serviu de esquenta para o Mix Hell e o Gui Boratto que assumiram as pick ups na sequência.

“Tento fazer um set mais perto da disco music. Não toco minimal, nem dark”, disse o DJ/produtor. Vito gosta de se apresentar no Brasil. “São pessoas maravilhosas, que demonstram respeito com o seu trabalho, estejam gostando ou não”. Essa é a segunda vinda do DJ/produtor ao País. Ironia pura: o  frontman do Aeroplane tem medo de voar, e, por isso, não costuma dar muita pinta por aqui.

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Muita gente que está acampada em Itu ou foi lá só por um dia talvez não saiba, mas o SWU não é o primeiro festival de música realizado em uma fazenda no Brasil.  Em 1975, 1981, 1983 e 1984, aconteceu o festival de Águas Claras, na fazenda de mesmo nome localizada na  cidade de Iacanga, também no interior de São Paulo, mas bem mais distante da capital que Itu.

Assim com o SWU, havia áreas para camping e  gente vinda de várias partes para prestigiar uma variedade de artistas. A principal diferença, além de todas as outras inevitáveis  nesses 30 anos anos que separam os eventos, é que em Águas Claras só tinha artistas nacionais.

A história de Águas Claras está sendo resgatada por jovens cineastas que estão trabalhando para botar um documentário sobre o festival nas telas. Recentemente, reportagem de Fabiana Caso publicada no Estadão resgatou um pouco dessas histórias, como a do dia em que João Gilberto calou a fazenda enquanto o sol raiava em Iacanga. Vale a pena relembrar:  “Sexo, João Gilberto e rock and roll”

Ingresso da edição de 1983

Trecho do documentário em produção

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Ainda não há uma informação oficial sobre os motivos do atraso de mais de 50 minutos do show do Queens of The Stone Age, que estava previsto para as 20h57.

Segundo informações dadas por organizadores no fosso – área destinada a fotógrafos – essa demora se deve a questões técnicas. Pessoas localizadas na área premium, no entanto,  informam que abarreira de separação entre a pista premium e o fosso – ameaçou ceder. Lacres e reforços na estrutura teriam sido colocados  nesse período.

No último sábado, uma grade caiu entre a área comum e a premium, causando a paralização, por instantes, do show do Rage Against the Machine no sábado.

O show acaba de começar, às 21h52, com a polêmica Feel Good Hit of the Summer, que já foi proibida em outros eventos por trazer em sua letra o nome de várias drogas.

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Com informações de Bruno Salvagno e Lucas Nobile

O terceiro dia do festival recebeu um mar de camisetas pretas que foram assistir a Queen Of The Stone Age e Linkin Park.  E essas pessoas presenciaram, ao cair da tarde, uma porrada sonora denominada Cavalera Conspiracy, formada pelos irmãos Max e Igor, oriundos do Sepultura.

Quando eles entraram no palco, a verdadeira roda gigante (montada no evento) ficou pequena perto do círculo formado pelo empurra-empurra dos fãs.

No meio de tanto bate-cabeça, não faltaram jovens sendo socorridos pelos bombeiros e levados para o posto médico, desmaiados entre a pista comum e a premium.

O repertório dessa uma hora de show contou com Inflikted, Sanctuary, Terrorize, Wasting Away (do projeto Nailbomb, de Max com seu cunhado Alex Newport), Refuse/Resist (literalmente levantando poeira na plateia), Troops of Doom – uma das primeiras músicas gravadas pelo Sepultura, na década de 1980 -, a inédita War World e a emblemática Roots Blody Roots, que foi reproduzida depois de o sol já ter se posto.

O Cavalera Conspiracy deixou o palco diante de uma das maiores aclamações do SWU, deixando o público sedento por uma possível reunião da formação clássica do Sepultura.

# Veja as outras atrações de hoje
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Por Alexandre Mello

O organizador do SWU Eduardo Fischer divulgou os números oficiais do evento até às 14h desta segunda-feira (11/10).

Segundo o publicitário, todos os ingressos para o show foram vendidos. Com isso, é possível estipular uma média de 50 mil pessoas por dia. Apenas no primeiro dia, foram 50,5 mil (48 mil ingressos vendidos). No segundo dia, cerca de 56 mil estiveram no local.

 Fischer deu como principal destaque a eficiência na troca de palco. Entre um show e outro, teria demorado em média 7 minutos. Outro ponto que fez questão de ressaltar foi a não ocorrência de briga ou tumultos, assim como a inexistência de acidentes de trânsito nas proximidades.

 Ao todo, foram 160 atendimentos médicos nos três dias, sendo 40 deles apenas no show do Rage Against the Machine. Por delitos como furto, roubo ou porte de drogas, 76 pessoas foram detidas, sendo que 7 ou 8 pessoas (ele não soube especificar) ainda estão na delegacia.

SUSTENTABILIDADE

Poucos dados sobre sustentabilidade foram divulgados até o momento. Segundo a organização do evento, foram recicladas (ou estão em processo de reciclagem) 600 mil latinhas. Não há dados referentes à quantidade de plástico ou papel reciclado.

Quanto ao fórum de debates sobre sustentabilidade, os números de Eduardo Fischer são bem maiores. Enquanto no dia anterior, o coordenador de produção falou da presença de mil pessoas no primeiro dia, o publicitário divulgou uma média de 1,5 mil pessoas por dia. Disse ainda que pretende ampliar para 3 mil na próxima edição.

Segundo Fischer, já existem dez convites para levar o show para outros países, incluindo aí EUA, Canadá, países do Oriente Médio e da América Latina.

# Veja as atrações do último dia
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11.outubro.2010 20:10:17

Bailão Classe A

Por Nicola Pamplona

Enquanto os irmãos Cavalera quebravam tudo no palco principal, BNegão e os Seletores de Frequência mantinha a pressão alta também na tenda Oi Novo Som, totalmente ocupada pelo público. Começando com Funk até o caroço, a banda emendou uma sequência matadora que incluiu músicas como Prioridades, Qual é o seu nome, até o grande final em Dança do Patinho.

Empolgado, o rapper respondia à platéia com gritos de “Classe A” no intervalo entre as músicas. Devido ao pouco tempo da apresentação, a banda optou por tocar alguns trechos de músicas que não estavam previstas originalmente, além de uma música do novo disco que deve sair em maio do ano que vem, Em O processo, B Negão improvisou um beat box para acompanhar a linha de baixo, enquanto o público cantava o refrão.

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11.outubro.2010 18:34:18

Yo La Tengo – show em fotos

11.outubro.2010 18:27:06

Show do Crashdiet em fotos

11.outubro.2010 18:20:48

O roooock do Autoramas

O trio Autoramas acaba de deixar o palco Oi Novo Som, aqui no SWU. Antes, o local estava repleto de fãs da banda Mombojó, que deram lugar a novos rostos, agora de fãs do Autoramas.

Gabriel (vocal e guitarra), Flávia (baixo) e Bacalhau (bateria) levantaram poeira na tenda abrindo o show com as canções Mundo Moderno e Hotel Cervantes, ambas do álbum Teletransporte. Uma galera pulava no centro da tenda levantando uma densa poeira. A banda chegou ontem da Europa, onde fazia turnê, e veio direto para o SWU

A apresentação de apenas 45 minutos teve de ser compacta, mas deu para a banda tocar sucessos como Nada a Ver, Você Sabe, Catchy Chorus e Fale Mal de Mim. Além disso, Gabriel nem precisou esperar o público pedir por 1,2,3,4, música de sua antiga banda, Little Quail and The Mad Birds e hino da turma rockabilly.

Para encerrar com chave de ouro, o trio tocou o clássico do rockabilly, Surfin’ Bird, do The Trashmen, de 1960, levando a galera ao delírio. A apresentação do Autoramas no palco Oi Novo Som provou que nem só de bandas grandes e palcos gigantescos se faz o SWU.

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11.outubro.2010 17:43:15

A via crucis do banho

Hoje, no camping Premium, mais uma saga do banho. Foram pouco mais de 1h40 minutos para tomar uma ducha de 7 minutos. Com o tempo escasso, o chuveiro foi automaticamente desligado quando o repórter ainda tinha cabelo e corpo repletos de xampu e sabonete. Abriu a porta do box e pediu que o monitor lhe liberasse mais uns piedosos minutinhos de água. Chuveirada liberada, sendo assim para todos, a fila aumentava com o passar do tempo. Nem todas as cabines de ducha estavam funcionando. A fila, pelo menos tinha papo divertido, com o povo animado, comentando sobre os shows, mesmo debaixo de sol escaldante

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11.outubro.2010 17:29:25

A casa caiada de Mombojó

O Mombojó acaba de sair do palco Oi Novo Som. Antes da banda de Recife, teve apresentação do Tono. O primeiro show estava vazio. O Mombojó contava, no backstage que tocaria para 50 pessoas. Ledo engano. A tenda estava completamente tomada quando o quinteto pernambucano subiu ao palco, com temas de seu disco mais recente, como “Papapa” e “Casa Caiada” e dos álbuns anteriores. Pode ser que muita gente estivesse na tenda para se proteger do sol, é verdade. Mas a banda consolida um público fiel com o passar do tempo. É preciso avisar ao Mombojó que um show pegado desses é “prejudicial” à saúde da alma do público. Chacoalhão dos mais pesados.

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Enquanto não começa o show das bandas favoritas do público presente no SWU, eles têm aproveitado o tempo livre para produzir energia elétrica e dar um passeio de roda gigante. Quatro bicicletas conectadas a transformadores de energia produzem por hora 90w de potência apenas com as pedaladas do público.

Aproximadamente 70W dessa energia está sendo usado para movimentar uma roda gigante instalada em frente a entrada do evento e os outros 30% vão para um quiosque onde o público pode deixar o celular carregando.

Há filas tanto para dar uma volta na roda gigante quanto para produzir energia. Mesmo com fila, vale a pena esperar para ver o visual do alto da roda, que é incrível.

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Veja fotos de Alain Johannes, no palco Ar, e o Gloria, no palco Água:



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A área Premium é a mais próxima do palco e costuma ter mais espaço, com pessoas mais tranquilas e sossegadas. Bem… esqueça tudo isso. Mal começou a dia de shows no palco principal e o vocalista da banda Glória, que mistura rock pesado com vocais melódicos, já pediu “Abre uma roda aí” e emendou com um de seus hits: Anemia.

Na hora, surgiu o bate-cabeça com garotos (e até uma garota) na faixa dos 16 anos. Durou pouco tempo – cerca de 2 minutos – e não teve tantas pessoas envolvidas, mas já foi bem diferente do habitual naquele local.

Ainda estão previstos para hoje Linkin Park, Queens of Stone Stone Age, Incubus, Avenged Sevenfold (vídeo abaixo), entre outros.

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