Aliar o curso do Estadão a tardes pelas redações do Grupo, aulas na faculdade e à finalização de um projeto experimental, também conhecido como trabalho de conclusão de curso (TCC). Esta tem sido a minha rotina, este é o meu maior desafio. Dentre os 30 focas da 22ª turma, seis ainda não têm o diploma em mãos. Destes, três – grupo no qual me incluo -, estão tendo que se dividir entre as aulas do curso e da faculdade.
Ao receber o e-mail que anunciava a minha aprovação para a segunda fase da seleção, esconder o orgulho e a felicidade tornou-se algo impossível. A empolgação, no entanto, não durou muito, ao menos não isoladamente. Logo uma questão passou a me atormentar: será que eu conseguiria dar conta do que estava me propondo a assumir? A insegurança começava a aparecer, não exatamente pelo curso em si, mas principalmente pelo projeto que estava – e ainda estou – escrevendo, um livro-reportagem sobre partos naturais realizados na cidade de São Paulo.
Em meio a uma série de dúvidas, acabei me deparando com um post aqui do Em Foca do Ivan Martínez, foca da turma que nos antecedeu. No texto, Ivan relatava as dificuldades que tivera para finalizar o livro que escrevia sobre usuários e ex-usuários de drogas e também como conseguiu contornar a difícil situação. O post me serviu como inspiração. Vi ali que era sim possível e que o sucesso só dependeria de mim.
Na entrevista, Chico Ornellas, perguntou-me logo de cara: “Se você passar, você vem para o curso?” Sem titubear, respondi positivamente. “Tem certeza?”, insistiu ele. “Certeza absoluta!” Estava assumido o desafio, provavelmente o maior que tivera até então.
Hoje, depois de pouco mais de um mês de curso e a um mês da entrega de meu TCC, confesso que não tem sido fácil. Pressinto que as próximas semanas serão regadas a muito café e não serão poucas as noites passadas em branco. De antemão, só posso dizer que os desafios assumidos têm valido, sim, a pena. Apesar da correria, em momento algum o arrependimento chegou a passar por minha cabeça.
Cristiane Nascimento, de 23 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
Paralelamente à matéria do Metrô, produzimos uma reportagem sobre o enterramento das linhas férreas que ligam a Lapa ao Brás. Para apurar, fomos a eventos, entrevistamos autoridades e especialistas, fizemos pesquisas para ver o que já tinha sido publicado sobre o assunto.
O secretário municipal do Desenvolvimento Urbano falou conosco sobre o projeto e percebemos que ainda estava muito incipiente. Àquele momento, havia apenas um termo de referência para apresentar as ideias – não tínhamos algo concreto (custos, previsões, documentos).
Outra fonte importante para termos mais noção de todo esse processo foi Franco Corsico, ex-secretário de Desenvolvimento Urbano de Turim, cidade italiana que também apostou na técnica de enterramento da linha férrea para aproveitar o espaço na superfície. Lá, a linha férrea era uma barreira física que atrapalhava o desenvolvimento de um dos lados da via.
Há um mês da veiculação do nosso suplemento, que saiu no dia 11, a grande dificuldade de abordar esse tema foi competir com os jornais e revistas que publicavam qualquer informação nova que surgisse. Para superar esse obstáculo, encontramos uma alternativa: ir a ruas próximas dos 12 quilômetros de linha férrea que será enterrada para saber a opinião de moradores e comerciantes. Essa seria uma prévia das audiências públicas a serem realizadas pela Prefeitura para descobrir os desejos da população em relação às obras. Essa iniciativa foi importante porque, ao fazer projetos de intervenção urbana em vários locais, nem sempre o poder público resolve problemas dos frequentadores diários.
Ao percorrer essa região, percebemos a degradação do entorno dessas estações – lixo, pichação, galpões (muitos abandonados ou desativados), pouco comércio e a sensação de insegurança são alguns dos problemas. Um dos entrevistados, por exemplo, ressaltou as 28 vezes que seu bar, do lado do trecho da Barra Funda, já foi assaltado.
Veja fotos de áreas vizinhas às linhas férrea
Acesse o PDF da matéria Moradores aprovam Operação Lapa-Brás
Amon Borges, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e estuda Filosofia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Gustavo Aleixo, de 24 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)
Em um caderno sobre o “subterrâneo” de São Paulo não poderia faltar um tema óbvio: o Metrô. Com o atraso na entrega da Linha 4-Amarela, tivemos a missão de descrever o andamento da construção da primeira fase. Conseguimos visitar as obras nas Estações Luz e República, passamos por Butantã e Pinheiros, além de conhecermos o trecho que já atende à população – Estações Paulista e Faria Lima. O foco nessa descrição foi uma alternativa para não dependermos tanto de informações da assessoria e mostrarmos algo novo ao leitor.
A ideia inicial, no entanto, era produzir uma matéria interessante a partir de perguntas que precisariam ser feitas para compor o infográfico do caderno – projetos de expansão, particularidades de cada linha, a receita gerada por anúncios, entre outros assuntos. Em todos esses casos, o primeiro passo é entrar em contato com a assessoria do Metrô de São Paulo. Procedimento seguinte: enviar e-mail com a solicitação e os questionamentos.
Sabíamos que o ritmo de jornais diários difere do de assessorias e, por isso, esperamos alguns dias para saber sobre previsões de retorno. Os contatos telefônicos e por e-mail não indicavam a existência de um matéria jornalística consistente e passamos a pensar em alternativas para falar sobre o Metrô. A busca por dados oficiais do Metrô no Diário Oficial do Estado foi muito útil, porém os relatórios continham informações dos anos anteriores, sem informações novas para um jornal diário. Para conseguirmos novidades sobre projetos dependíamos, de fato, da assessoria.
Uma das saídas foi contatar a assessoria da concessionária ViaQuatro, que administra a Linha Amarela. Também conseguimos conversar com representantes da Via Amarela, consórcio responsável pelas obras dessa linha, com quem obtivemos autorização para visitas. A partir de então, passamos a receber informações da concessionária – e a reportagem começou a ganhar formato. Em reunião com a editora, surgiu a ideia de fazer um mapeamento de cada estação da primeira fase.
Porém, a maneira de escrever seria um desafio: a proposta era tentar transmitir para o leitor as sensações de quem havia visitado as instalações. Tratava-se de uma tarefa difícil, mas que poderia gerar bons frutos. Essa situação caracteriza bem um caderno especial: pensar boas pautas, apurar demais, ter capacidade descritiva e informar.
Veja fotos das novas estações da Linha 4-Amarela
Acesse o PDF da matéria Por dentro das novas estações
Amon Borges, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e estuda Filosofia na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
Gustavo Aleixo, de 24 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)
A afirmação de Edmundo Leite, coordenador do Arquivo do Estado e blogueiro, não é novidade, mas ele não se refere somente a alguns cliques em buscadores. Bibliotecas de empresas e arquivos públicos também entram na conta. É preciso dedicação para achar dados que contextualizam e de onde podem surgir pautas.
Foi o que fez o repórter do Metrópole Victor Hugo Brandalise, foca da turma de 2007, ao buscar fotos no arquivo do jornal para a matéria Como o Rio caiu na mão das facções, escrita por Bruno Paes Manso. Para Brandalise, a prática ajuda a trazer para a história para a realidade. “Você consegue ser mais justo com o que está vendo”.
Edmundo Leite ressalta que este tipo de pesquisa ainda é pouco usada devido à falta de tempo e conhecimento de suas possibilidades. “A pessoa só busca se souber que existe”, diz. É bom ter à mão um arquivo organizado, especialmente para matérias online. Existem programas feitos para isso, como o Filemaker e o Evernote, além dos formulários do Google Docs.
No arquivo do Estado, além das diversas publicações que incluem edições da Província de S. Paulo, de 1875, e uma compilação da revista Careta, de 1909, há uma pasta dedicada ao Focas. A primeira matéria sobre o curso, publicada no Jornal da Tarde de 10 de setembro de 1990, mostra que a prova aconteceu no mesmo prédio em que fizemos a nossa seleção. Candidatos de outras regiões já se interessavam pelo curso desde a 3º edição e alguns vieram de ainda mais longe em 1997, quando dois participantes eram estrangeiros. A predominância feminina é antiga: em 1998, por exemplo, o curso tinha 77% de mulheres inscritas. E uma foto chama a atenção dos que hoje não sabem o que é datilografar em uma máquina de escrever:
Curso Estado forma sua 6ª turma de focas. Foto: Mabel Feres/AE
Há poucos dias, conversei com alguns focas sobre estes últimos três meses. Lembro que, no dia da prova, peguei emprestado o jornal do foca 20, Ivan Martínez, que hoje senta ao meu lado. Lembrei de nossa primeira matéria, quando, passeando com o professor Luiz Carlos Ramos pelo centro de São Paulo, vi um contrabaixo em uma janela da Rua Direita e descobri a antiga sede da Rádio Record. Lembrei de nossas viagens e das risadas nas tardes passadas na sala do curso.
E agora imagino se estas pessoas da foto acima ainda se conhecem, ainda se comunicam. Penso se eles guardaram estes momentos, que devem ter sido tão marcantes como os que vivi nos últimos meses. Vou guardar os meus com o método mais duradouro: lá nos fundos da memória, para nunca mais esquecer.
Henrique Bolgue, de 27 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), onde também cursa o último semestre de Audiovisual
Estamos na última semana dos cem dias do curso. Agora, é inevitável não olhar para o passado com certa nostalgia. De 30 desconhecidos, passamos a ser companheiros e cúmplices. Tenho a certeza de que tenho, em vários dos focas, verdadeiros amigos. Em todo o curso, tive a oportunidade única de ter aulas com excelentes jornalistas, trabalhar em um grande grupo de comunicação e ainda fazer minhas primeiras viagens de avião, sendo uma delas internacional. Só tenho a agradecer pelo que ganhei nesse período.
Hoje, aproveitando o clima saudosista, analisei essas e todas as atividades por que passei junto com os focas. Com isso, entendi como o curso nos prepara para a vida profissional, em diversos aspectos. Foram úteis as aulas, exercícios de texto e passagens em veículos do Grupo Estado porque nos deram a noção de como é o cotidiano de trabalho dos jornalistas em grandes redações.
Também, pudemos, em entrevistas coletivas, conhecer personalidades que são possíveis fontes. E nesse tempo, assim como os outros focas, iniciei a formação de uma rede de contatos e fontes, imprescindíveis em uma reportagem interessante. Participamos de entrevistas coletivas com o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge; com a cientista genômica Anamaria Camargo; com o superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, Gonzalo Vecina; e com o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega.
A importância desses momentos ficou evidente hoje, quando, ao ler o Estadão, me deparei com a matéria Ex-integrante do governo FHC é cotado para Saúde. Um dos nossos sabatinados, o médico Gonzalo Vecina aparece na notícia como um dos nomes mais cotados para assumir o posto de ministro da Saúde do próximo governo.
Para ser realista, se não fosse a visita ao hospital, jamais teria conhecido Vecina, nem tampouco saberia como pensa e quais as convicções do provável futuro ministro. Depois disso, passei a dar ainda mais valor às coletivas de imprensa e entrevistas. Para mim, essa é uma das lições mais marcantes desses 3 meses e 10 dias de Estado.
Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)
Hoje quero compartilhar com os leitores do blog uma das coisas que mais me afligiram durante todo o curso, mesmo que diretamente nada tenha a ver com suas atividades: o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), também chamado de Projeto Experimental. Eu e mais três focas estamos no último ano de nossas graduações, tendo que cumprir as obrigações acadêmicas, além das extensas e construtivas atividades no Grupo Estado. No dia 3 de novembro, com a entrega do projeto, teve fim um dos maiores sofrimentos pelos quais passei na minha vida acadêmica. Senti um alívio enorme, sentimento delicioso, como se um enorme peso fosse tirado da minha cabeça.
No processo de escolha do formato do projeto, desde o início decidi que não queria fazer uma monografia, apesar de gostar da linguagem acadêmica. Tinha vontade de produzir um livro-reportagem sobre algo que fosse de interesse social. Pensei em uma gama de assuntos diferentes, e acabei definindo como tema aquilo que me despertava maior interesse à época: o problema das drogas. Meu desejo era fazer um livro de perfis de usuários e ex-usuários. As maiores dificuldades que tive foram convencer os personagens a contarem suas histórias para um estudante de Jornalismo e ter tempo hábil para escrever o livro do modo que gostaria. No fim, deu certo… e as aulas de texto do curso Estado me foram extremamente úteis para que eu pudesse acelerar a escrita mantendo certa qualidade do conteúdo.
Mas se obtive o sucesso, deixo claro que não foi única e exclusivamente pelo meu esforço. Tive ajuda, e muita. Consegui entregar meu projeto graças aos meus amigos. Na faculdade, companheiros com os quais convivo há anos me auxiliaram para que eu tivesse força, inspiração e vontade para terminar meu TCC e entregá-lo no prazo. São amigos que escreveram o prefácio e uma das abas do livro que constitui meu projeto. No curso Estado, onde tenho passado a maior parte dos meus dias desde 1º de setembro, vários focas, que se tornaram grandes parceiros, colaboraram para que eu concluísse o TCC. Alguns leram meus textos, outros deram conselhos, muitos torceram por mim.
Escrevi isso para compartilhar a experiência que tive especialmente com os leitores que são estudantes de Jornalismo e estão prestes a iniciar a produção de seus TCCs. É possível, embora não sem alguns sacrifícios, conciliar os estudos e o projeto com a vida profissional. O determinante, além da própria garra, é ter a humildade de pedir ajuda quando bater o desespero. E quando atingimos o objetivo, a sensação é realmente ótima.

PS: Aproveitei o espaço para mostrar a vocês a capa do meu livro.
Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)
Na viagem que fizemos pelo curso à cidade de Santa Cruz do Sul (RS), tivemos a missão de apurar, e posteriormente, escrever um texto jornalístico no tamanho de 40 a 50 linhas de texto. O tema era livre, recebemos a recomendação de sermos criativos e estarmos atentos ao que fosse interessante.
Por isso, quando embarquei rumo a Santa Cruz, busquei me preparar para prestar atenção em tudo o que pudesse render uma matéria diferente. Essa não foi a primeira reportagem que tivemos que produzir sobre um local específico. Também não foi a primeira na qual os focas buscaram pautas não escolhidas por outro aluno.
Entretanto, ainda não havíamos produzido uma pauta em uma viagem patrocinada. Como o texto de Flávia abordou de maneira exata, a programação da visita, elaborada pela assessoria da indústria de cigarros Philip Morris Brasil (PMB), limitou o número de temas possíveis de se realizar, pois não deixava tempo livre para apuração. Aí surgiu o desafio: como não repetir o mesmo tema e como fugir da pauta óbvia?
Minha estratégia foi prestar atenção não só às palestras. Decidi dar importância especial a tudo o que fazíamos e víamos fora da programação oficial de palestras da visita. Precisava depender o mínimo possível da assessoria de imprensa da indústria, que provavelmente receberia depois da visita um volume grande de solicitações e poderia não atender todos no prazo do deadline.
Em um dos jantares que tivemos em Santa Cruz, quando assistimos à apresentação do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Tropeiros da Amizade (retratada no último texto de Bernardo), fomos recebidos por executivos da Philip Morris e de entidades ligadas à economia do tabaco. Cada um deles sentou em
à mesa junto a focas para conversar. Na minha, ficou o diretor da Philip Morris na América Latina.
A interação com os alunos fluiu bem e perguntei a ele sobre sua trajetória de vida profissional. Durante mais de uma hora falamos sobre sua carreira e sobre o que pensava ser essencial para obter o sucesso profissional. A história me chamou a atenção porque, filho de pequenos produtores de tabaco, ele havia trabalhado como office boy para pagar a faculdade. Depois, ingressou na indústria do fumo como trainee e deu início a uma carreira de rápida ascensão. Passou por três multinacionais do ramo e em todas chegou ao cargo de gerência. Decidi ali que meu texto seria o perfil do executivo e que traria o cigarro como elemento secundário e não como tema principal.
Não me arrependi, pois além de ter praticado a escrita de um dos gêneros que mais gosto no jornalismo, acertei na previsão sobre a assessoria de imprensa da PMB, que não conseguiu atender todas as solicitações de imprensa.
Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)
Em quase 45 dias no curso, produzimos dez textos cada um, isso sem contar os que fizemos em passagens pelos veículos do Grupo Estado. Nesse tempo, um dos principais medos enfrentados pelos 30 focas foi o da lauda em branco, que trava a inspiração e prejudica a fluidez dos textos.
Esse trauma aparece quase sempre quando vamos escrever a matéria. Nessa hora, surgem incontáveis dúvidas. Por onde começar o texto? Que enfoque ficaria melhor? Lide clássico ou criativo? Quais citações utilizar? A apuração feita é suficiente? As questões acabam confundindo e, em casos extremos, levam ao fenômeno do texto empacado, que pode durar horas e levar ao desespero quando ocorre perto do deadline.
Mas se é verdade que parte dos focas ainda sente esse medo, também é fato que as aulas e a prática que o curso proporciona fazem com que enfrentemos esses desafios. Em uma de suas aulas, por exemplo, nosso professor espanhol, Paco Sanchez, deu orientações que, quando bem aplicadas, ajudam bastante na escrita dos textos. Para ele, depois de apurar e antes de iniciar a matéria, é importante escrever uma lista com as informações que podem ser usadas. Isso facilita a escolha das informações e auxilia no começo da escrita.
O segundo conselho de Paco para evitar o problema é, depois de ter deslanchado na escrita, reler o início da matéria e deletá-lo sem dó quando necessário. O conselho é útil porque, geralmente, quando escrevemos as primeiras frases de uma reportagem, ainda estamos definindo seu enfoque. O risco de mantermos a estrutura inicial é ter como resultado um texto sem ritmo. Reescrever o início, nesses casos, é o melhor a fazer.
Considerei as dicas importantes e úteis. Tanto que, depois dessas aulas, fiz uma análise em textos que produzi anteriormente. Percebi faltas de ritmo que poderiam ser evitadas com os conselhos de Paco.
Ivan Martínez, de 21 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade de Taubaté (Unitau)
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