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Em Foca

Mais difícil do que apurar uma pauta obscura e inovadora – daquelas que a gente nem sabe quem procurar primeiro – é escrever sobre um assunto já publicado inúmeras vezes. Esse foi nosso primeiro desafio quando escolhemos o tema das galerias abandonadas embaixo da Avenida Paulista para o suplemento publicado no dia 11. Não dava para deixar de abordar um problema dessa importância em um caderno sobre o subterrâneo de São Paulo. Mas o que trazer de diferente para o leitor?

O preço absurdo dos estacionamentos na região nos trouxe a resposta. A Paulista é um dos endereços mais caros da cidade, e a falta de espaço o torna ainda mais valorizado. Então, quanto valeriam as tais 22 galerias caso fossem postas em uso? Para fazer uma estimativa, cruzamos o preço do metro quadrado de cada trecho da avenida – fornecido por uma consultoria imobiliária – com as áreas de cada uma delas, calculadas com base em uma planta da Emurb. Chegamos à cifra de R$ 62 milhões. Pronto. A pauta começava a ganhar rosto. Agora precisávamos descobrir por que ninguém, em 37 anos, se apropriou de áreas tão valiosas.

Batendo de porta em porta, descobrimos que os espaços – resultado de desapropriações feitas na década de 1970 – pertencem à Prefeitura e que a sociedade civil já propôs discussões sobre o assunto que nunca foram concluídas. Entrevistamos urbanistas, ONGs, empresários que têm negócios na Paulista e a diretora da SP Urbanismo para entender os interesses envolvidos no suposto negócio. Descobrimos um grande abacaxi.

Segundo consta, as galerias estavam bastante deterioradas e só com um bom investimento estariam aptas a serem ocupadas. Para alguns entrevistados, existem meios de tirá-las do abandono; para outros, seria uma grande perda de tempo e de dinheiro. A assessoria de imprensa da Prefeitura (principal personagem de uma eventual solução) não quis falar sobre o assunto. Aí estava nossa matéria: a falta de consenso e de empenho para dar algum destino a valiosos 13 mil metros quadrados de patrimônio público.

Só nos faltava descer em uma das galerias para constatar com nossos próprios olhos as condições em que se encontrava e, claro, fotografá-la. Mais uma vez, houve resistência na Prefeitura em nos atender. Precisávamos de uma autorização para entrar com o Corpo de Bombeiros. Mas qual seria o departamento responsável por essa permissão? Ninguém soube responder. Depois de quase um mês de um jogo de empurra, ganhamos apoio de brigadistas particulares e descemos na galeria que fica em frente ao Conjunto Nacional – exatamente no último dia que nos restava de apuração. Abandono confirmado. Fotos lindas. Ganhamos a capa do caderno!

Acesse o PDF da matéria R$ 62 milhões esquecidos na Paulista

Érica Saboya, de 24 anos, cursa o último semestre de Jornalismo na PUC-SP

Felipe Tau, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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A ideia dessa pauta nasceu no dia em que apresentamos os possíveis temas para o suplemento dos focas. Quando decidimos que seria o subterrâneo de São Paulo, o editor-chefe do Estadão, Roberto Gazzi, logo sugeriu: “Podemos fazer uma matéria sobre os porões da cidade, as famílias que ainda mantém os seus porões, suas histórias”.

Estava dada a largada. Fomos procurar casas que tivessem porões. E não bastava ter porão, era preciso que a família utilizasse o cômodo há várias gerações e que disso resultasse numa boa história. O desafio dado pela editora Carla Miranda era grande. Nada que o entusiasmo e litros de gasolina não fossem capazes de vencer.

A procura por porões se estendeu por quase um mês. A pesquisa de lugares começou por indicações na internet. De um texto saudoso sobre um sapateiro que trabalhava no porão, nasceu nosso ponto de partida: a Rua Major Diogo, no Bexiga. Realmente a rua era cheia de porões, desde o do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) até um forró no porão conhecido como Buraco da Barata. Na mesma rua, encontramos casas antigas em que os porões viraram pensões para famílias de baixa renda, em especial, de migrantes vindos do Nordeste.

Todas as histórias dessa rua nos empolgaram, mas a editora ainda não estava satisfeita. Iniciamos então uma verdadeira saga atrás de famílias centenárias e seus porões. Batemos de porta em porta na Vila Clementino, Vila Mariana, Saúde, Campos Elísios e Bexiga… Nada de famílias centenárias! Percebemos que elas tinham abandonado há anos essas regiões. A pauta inicial começava a cair.

Observamos, porém, que muitos porões estavam alugados para comércios ou foram adaptados – como aquele do Bexiga – e se tornaram moradias de baixo custo e boa localização para os trabalhadores. Uma nova pauta surgia, pois a realidade tinha ultrapassado o contorno da pauta que havíamos traçado dentro da redação. E a editora concordava.

O resultado foi uma matéria de personagem, baseada em duas boas histórias. A rua nos mostrou um elemento básico do jornalismo que acaba sendo esquecido no dia a dia: a vida que o jornalista cria em sua cabeça muitas vezes está longe da que existe de fato, e é preciso humildade para deixar a realidade – com suas limitações e encantamentos – remodelar a pauta inicial.

Acesse o PDF da matéria Da Paraíba para os porões paulistanos

Érica Saboya, de 24 anos, cursa o último semestre de Jornalismo na PUC-SP

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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A manhã começou democrática. Os braços estendidos somados em maior quantidade apontavam a escolha do representante que levaria ao editor-chefe do Estadão, Roberto Gazzi, as três opções de temas que tínhamos para o suplemento dos focas, que saiu no sábado, 11.

Com um segundo turno apertado, ganhei a responsabilidade de representar os colegas e vender nossas ideias para o editor. Eu tinha em mãos um mês de trabalho que começou com 30 temas e depois foi filtrado para seis que passaram por um cuidadoso processo de desenho de pautas e estudo de viabilidade. Por fim, fechamos os três favoritos em mais uma eleição.

Para “vender” o caderno, isto é, convencer o editor que nosso mês de trabalho tinha resultado em três opções interessantes de temas, resolvi ouvir os representantes dos grupos e pegar as melhores ideias, as pautas mais fortes, tudo o que podia contribuir para a “venda” do produto.

Por um momento, me senti como os representantes de vendas de plano de saúde: eu tinha pacotes diferentes para o cliente e a obrigação de que ele comprasse pelo menos uma das opções de planos. Para a missão, fomos eu e a repórter-professora Carla Miranda.

Fomos recebidas na sala de vidro por Gazzi e seus óculos de massa em estilo Woody Allen. A caneta balançando e os olhos para cima demonstravam certa preocupação de Gazzi com os temas apresentados.

- “Bastidores de São Paulo”, apresentei.
- Acabamos de dar um especial parecido no aniversário da cidade, replicou Gazzi.
- “Tempo do paulistano”.
- Muito interessante, mas sem um especialista medindo o valor do tempo, vai ser um caderno de achismo.
- “Subterrâneo de São Paulo”?
- Pouco criativo.
- É… pensamos em mostrar para o público como funcionam as coisas debaixo da terra e que as pessoas não sabem. Tipo para onde vai a água do bueiro. Meu pai mesmo sempre pergunta o que vai acontecer com o subsolo brasileiro quando retirarem o pré-sal.
- Isso!, disse Gazzi. O caderno vai ser esse! Vamos puxar esse caderno nessa ideia do pré-sal e o que as pessoas não sabem do subterrâneo.

Sai feliz com a escolha de um dos temas e aprendi a lição: cuidado ao citar seu pai em uma reunião de pauta. Ele pode ter te pautado e você nem percebeu.

Confira o suplemento dos focas

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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03.dezembro.2010 13:50:32

O caminho do trem

“Taran”, a porta está aberta. “Pipipi”, corra, a porta vai fechar. Talvez para quem não pegue trem, esses sons não façam o mínimo sentido. Mas desde que eu comecei o curso eles viraram parte do meu cotidiano. Chegou ao ponto de eu associar o apito das portas do trem ao toque de recolher de um romance que estava lendo sobre a independência de Bangladesh.

Passar três horas diárias dentro de um trem trouxe uma série de novas habilidades. Antes eu não conseguia ler em movimento. Agora até arrisco umas páginas em pé. Sempre lotado, aprendi também a dar as minhas primeiras cotoveladas.

Outro dia, o trem estava bem mais cheio que o convencional. As pessoas se empurravam e a discussão tomou um rumo além do “ô meu, cala a boca”. Um rapaz com boné de propaganda começou a gritar. “Tá vendo, vocês não sabem votar. Votaram na Dilma e os trens vão continuar cheios.” Nisso, um burburinho de opiniões tomou conta do pouco espaço com ar dentro do trem. Até que uma voz mais ousada retrucou. “Realmente vocês não sabem votar, não sabem nem mesmo as competências dos seus governantes. Quem administra os trens é o Estado e a Prefeitura de São Paulo.”

Pronto. O burburinho continuou e nada de novos rompantes de opiniões. O aperto e a mínima procura por um espaço venceram qualquer propósito de discussão política. O apito tocou, a porta abriu e o som do burburinho foi substituído pelo som dos passos apressados subindo as escadas. A mínima revolta tinha se dissipado com o atraso e a pressa de chegar rápido ao trabalho, ao ganha-pão diário. Cada um voltou a seguir sua vida.

Esse episódio ficou vários dias na minha cabeça. Não sei se como repórter ou como cidadã. Aliás, é possível separar o ser repórter do ser cidadão? Convenço-me que um fortalece o outro: precisamos aprender a olhar de verdade a nossa realidade e a dos outros. A ideia é quebrar ao máximo a barreira do olhar. Um exemplo clássico é o tratamento exótico que a mídia dá para a riqueza e a pobreza. “Veja que iate bacana de R$ 15 milhões.” “Olha a casa de taipa desse ribeirinho, ela pode esconder barbeiros.”

Acho que a grande busca jornalística é tentar sair do lugar-comum. Para isso, histórias do dia a dia, muitas vividas no caminho do trabalho (literalmente no caso do trem) e nem sempre na hora da reportagem, precisam ser observadas, cuidadas e analisadas. Afinal, já que não conseguimos mudar o mundo mesmo, será que não conseguimos nem ao menos melhorar um pouquinho a vida das pessoas que estão ao nosso lado?

(Ah, como vocês podem ver, as três horas diárias de trem também me deixam bastante reflexivas.)

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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25.novembro.2010 13:23:01

Amor de estrada

O jornalismo é feito de gente. E é incrível como essa gente está disposta a ajudar: desde uma simples indicação de endereço até a confiança de contar sua história de vida para um estranho – o repórter.

Desde semana passada, eu e a foca Érica estamos percorrendo regiões de São Paulo à procura de casas que tenham porão (aliás quem conhecer alguma, nos conte!). Com algumas indicações de arquitetos, de amigos e do Google, percorremos vários bairros, observando as casas, tocando a campainha e perguntando:

- Tem porão na sua casa?

- Sim. (ou)

- Não. (ou)

- Temporão? O que é isso?

Os mais reservados apenas respondem. Os mais curiosos querem o saber o motivo da pergunta. Os mais interessados param, pensam, dão dicas de possíveis locais e, às vezes, até nos acompanham nessa empreitada.

Satisfeita com a ajuda, me questiono por que a maioria das pessoas se mostram tão dispostas, tão solícitas com o repórter. Que cumplicidade instantânea é essa? Qual o laço tão firme que fica preso por tão pouco tempo?

Afinal, nos conhecemos naquela hora e a afetividade daquele momento vai acabar quando nós, repórteres, deixarmos a porta da rua da casa do entrevistado. No muito, a amizade vai durar até a publicação da matéria. O mais interessante é que as pessoas sabem que esse vínculo é passageiro e, que, no outro dia, o repórter já estará apaixonado por outra história. No fundo, somos como caminhoneiros e seus amores explosivos de estrada: sabemos que não vamos voltar, mas nos despedimos com um “até logo!”

O que me intriga é que a relação provisória de confiança entre o repórter e um político ou empresário, por exemplo, é justificada por um jogo de interesses da mídia com o poder. Mas no caso de pessoas comuns que abrem suas casas para um desconhecido é difícil compreender. E cabe ao repórter agradecer a confiança e não desperdiçá-la.

Acabo me convencendo de que as pessoas querem ser ouvidas. E que é muito bom ter alguém que se interesse por sua história, mesmo que seja por uma tarde. Por isso, cabe a nós, contadores de histórias, retribuirmos a confiança com um bom texto, respeito e sinceridade com quem tanto nos ensina: as pessoas.

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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25.outubro.2010 15:20:09

As viagens de imprensa

Experimentar. Aguar os sentidos. Transpor fragmentos da vida para o papel. Esse acaba sendo o trabalho do jornalista: dar um recorte da realidade para o leitor. Quando o profissional ainda tem a oportunidade de sair do seu nicho, sua cidade, seu cotidiano para viajar por outras realidades, entendemos o quão encantador pode ser essa profissão e o motivo de muitos se apaixonarem por ela.

Histórias como a do repórter Lourival Sant’Anna, que viajou por 47 países a trabalho, nos inspiram como jovens jornalistas. Afinal, assistir a história ao vivo é um privilégio. Entre as experiências de Lourival estão a entrevista com Yasser Arafat, na Palestina, os dias que passou com membros do Taleban no Afeganistão, a cobertura da guerra na ex-Iugoslávia. A propósito, quem quiser conhecer melhor suas reportagens pode acessar o site de Lourival.

Porm, as viagens de Lourival e de outros repórteres como Patrícia Campos Mello, que cobriu a saída dos mineiros no Chile, são cada dia mais raras no jornal. Seja pelos custos, seja pela invasão das agências noticiosas. Por isso, hoje o mais comum são as viagens a convite de empresas.

Mas isso não significa a perda da independência de um jornal. Até porque nenhuma empresa obriga o jornalista a fazer uma matéria sobre o que ela quer. Entendo as viagens a convite mais como uma tentativa sofisticada da assessoria de emplacar o seu cliente e tentar pautar a mdia. O que muitas vezes dá certo, porque o jornal dificilmente libera um repórter para uma viagem se ele não for produzir algo.

Não critico as viagens a convite, até porque, nesses casos, o leitor é comunicado. Em casos de cadernos de consumo como Viagem e o de Autos, raras são as viagens não patrocinadas.

O que o repórter precisa é ter claro que, em viagens pagas por empresas, o tempo de apuração e da programação da assessoria de imprensa, não a dele. Aliás, difícil apurar além do proposto pela programação oficial, que geralmente apressada e movimentada. Sentimos isso na pele durante a expedição a Santa Cruz do Sul (RS), onde pudemos conhecer o processo produtivo da fumageira Philip Morris.

Com atividades nos três turnos, a empresa nos mostrou o que tinha de melhor e os benefcios que trazia para a região. De vez em quando, algumas situações pareciam artificiais, como a visita que fizemos a uma família produtora de tabaco. Entendi a visita como as que fazemos casa de um parente: ele sempre quer mostrar o que há de melhor em sua casa, por isso, ele vai arrumar a bagunça antes de você entrar e vai servir o melhor lanche.

Muitos colegas voltaram frustrados da viagem. Acho que esperavam aventuras como as de Lourival Santanna e Patrícia Campos Mello. Para mim, fica o aprendizado que a postura de uma viagem a convite difere de outra custeada pelo jornal. Não entendam como uma postura passiva frente a uma empresa anfitriã, mas que, de um convite, de uma tentativa de pautar a imprensa, é possível extrair muito aprendizado e possibilidades de pautas mais criativas do que se tivéssemos ficados sentados dentro de um prédio na redação.

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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Uma boa história convence pelos personagens marcantes e pela verdade das ações. Dessa forma, na hora de escolhermos quem serão os atores do texto jornalístico, sempre surge a dúvida de quem entrevistar e quais critérios deverão ser levados em consideração.

O curso já rendeu dicas valiosas. Seja na experiência dos outros repórteres durante as palestras, seja nos textos que produzimos.

Aprendemos com o coordenador e professor Francisco Ornellas que parentes, amigos e conhecidos nunca são personagens. Precisamos sair do nosso núcleo social, conhecer novas pessoas, novas realidades. Lugar de repórter é na rua. Parece óbvio, mas não é. O telefone é um convite ao comodismo.

Quanto à qualidade do conteúdo, definir os especialistas citados na matéria é uma escolha crucial. O repórter Alexandre Gonçalves, da editoria Vida do Estadão, aconselha que, em caso de uma matéria sobre ciência, sempre devemos consultar o Currículo Lattes do entrevistado. Até porque o contato desses especialistas sempre aparece no Lattes, ou então, tem o nome da universidade de origem, o que pode auxiliar na hora de conseguir os telefones e e-mails.

Apliquei a dica do Alexandre para a cobertura das eleições e deu certo. Resolvi fazer a matéria sobre a confusão das eleições para governador no Distrito Federal e, olhando o currículo dos especialistas em política, resolvi entrevistar o professor David Fleischer, professor emérito da Universidade de Brasília. Porém, não consegui falar com ele e consultei outro especialista, também da UnB, o professor Ricardo Caldas. Todos baseados pelo Currículo Lattes e a boa relação que eles têm com a imprensa – para isso, consultei o nome deles no Google e vi outras entrevistas concedidas.

Aprendi, então, que é sempre bom procurarmos as melhores fontes possíveis. A pluralidade nos socorre quando algum especialista não puder nos atender. É bom lembrar que as fontes não estão sempre à nossa disposição e precisamos encontrar as agendas. Além disso, as várias vozes e faces deixam a matéria mais rica e mais gostosa de montar, como um quebra-cabeça cheio de peças instigantes.

Flávia Maia, de 23 anos, é formada Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB)

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