Era 1º de setembro e 30 jovens jornalistas entravam na sala em que passariam boa parte dos seus dias nos próximos três meses. Quase todos os rostos eram desconhecidos, um ou outro colega de sala, de corredor de faculdade, mas, no geral, um bando de estranhos. E naquela semana aprenderíamos sobre como, com esforço, poderíamos ter uma carreira tão promissora quanto boa parte dos mais de 600 ex-focas do Estadão.
Com dez dias escrevíamos a nossa primeira matéria para o professor Luiz Carlos Ramos, já éramos a foto da 21ª turma e começávamos a decorar os nomes uns dos outros. E já podíamos nos considerar colegas.
Em 1º de outubro, a língua portuguesa e a filosofia já tinham sido aprofundadas. Conversamos com jornalistas mais experientes, um deles, ministro. As aulas de como se portar em ambientes formais também tinha ficado pra trás. Começávamos a passar pelas primeiras editorias. Pessoalmente, nos conhecíamos um pouco mais, brincávamos com nossos sotaques e queríamos saber um pouco mais das trajetórias dos nossos colegas.
Duas semanas depois éramos muito diferentes. O espanhol Paco Sánchez, que desembarcou na sala dos focas, nos ensinaria tanto sobre jornalismo que, dali em diante, tínhamos a certeza de que sairíamos profissionais muito melhores do que quando entramos. Os perfis que fizemos uns dos outros traziam para mais perto mesmo aqueles que estavam sentados mais distantes. E o Em Foca nascia, com, ironicamente, uma reflexão do que havíamos passado até ali.
Novembro começava deixando para trás as experiências de dois turnos das eleições, o contato com boa parte do alto escalão do Grupo Estado e uma viagem para o Rio Grande do Sul. Olhando o tempo que passou, creio que foi lá, em Santa Cruz do Sul, que os laços se estreitaram por completo. Nas viagens de avião, de ônibus, nos restaurantes, no hotel, foram 72 horas unidos, quase inseparáveis. E ali víamos 30 amigos aproveitando as oportunidades que a vida lhes havia dado.
Ao longo de novembro, nossa rotina mudaria completamente. Era hora de montar nosso suplemento. Para isso conheceríamos a fundo (literalmente) a cidade de São Paulo, uma experiência nova não apenas para os “estrangeiros”, mas também para os que vivem na metrópole. Enquanto isso, começávamos a aprender um pouco mais de política e economia. E reclamávamos de como o tempo havia passado tão rápido.
Quando chega dezembro, retornamos da Argentina com aquele sentimento de fim de festa. Faltam dez, nove, oito dias… “Meu Deus, acaba esta semana!” E queremos ficar mais perto, passar mais tempo juntos. Somos uma família – meio estranha, é verdade, já que não há mais velhos ou mais novos – em que todo mundo ri, chora, discute e se abraça numa comunhão que nunca imaginei que pudesse se efetivar em 90 e poucos dias.
É hora de pensar no futuro. De cada um escolher seu caminho. Sozinho. O ciclo, infelizmente, se fecha. Mas adianto aos focas que virão no ano que vem: nada vai te enriquecer mais nestes meses do que os outros 29 focas. Não perca eles de vista. Nunca.
Rodrigo Rocha, de 24 anos, cursa o último semestre de Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP)
Quando o Repórter Esso falava que era “testemunha ocular da História”, resumia bem uma das funções do jornalismo. Pauta a pauta, dia a dia, narramos – com calor e furor – acontecimentos futuramente memoráveis. “O jornalismo faz o primeiro rascunho da História”, disse Paulo Sotero, ex-correspondente do Estadão em Washington em sua palestra no curso na sexta-feira.
Agora, 2010 e o curso estão perto do fim. Olhar para trás e recordar é fundamental para o sucesso das nossas futuras coberturas, afinal, notícias sempre vêm acompanhadas de contexto. Confira 97 dias de retrospectiva de fatos que vimos, vivenciamos e discutimos na sala dos focas e nas redações do Grupo Estado.
Você se lembra de algo mais?
Setembro
1, quarta
- No primeiro dia do curso, Marina Silva esteve no Estadão para um sabatina.
- O centenário do Corinthians deixou São Paulo em polvorosa: foi difícil dormir por causa dos fogos de artifício.
- O Jornal do Brasil passou a ser publicado somente em versão digital.
6, segunda
- Sabatina de José Serra no Estadão. A cobertura do evento foi a primeira atividade de texto feita pela 21ª turma do curso.
11, sábado
- Revista Veja publicou primeira reportagem sobre Erenice Guerra. As denúncias sobre corrupção e tráfico de influência repercutiram na imprensa e levaram à queda da ministra-chefe da Casa Civil no dia 16 de setembro.
21, terça
- Metrô de São Paulo sofreu pane e afetou 250 mil usuários. Primeira versão oficial culpou uma blusa por impedir o fechamento das portas de um trem – o que teria sido o ponto de partida dos problemas. Em novembro, laudo do Instituto de Criminalística negou a história inicial e apontou falha técnica como culpada.
23, quinta
- Capitalização da Petrobrás – maior operação do tipo já realizada no mundo – arrecadou R$ 120 bilhões para a estatal.
24, sexta
- Os focas participaram de entrevista coletiva com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Um dos assuntos abordados foi Erenice Guerra. Ela havia deixado o Conselho de Administração do BNDES – presidido por Miguel Jorge – apenas dois dias antes.
25, sábado
- Estado publicou o editorial O Mal a Evitar, no qual declarou apoio à candidatura de José Serra e criticou a postura do presidente Lula em relação à imprensa.
Outubro
3, domingo
- Primeiro turno das eleições brasileiras. Dilma Rousseff e José Serra foram para o segundo pleito e Marina Silva recebeu quase 20% dos votos. Em São Paulo, Alckmin foi eleito governador com pouco mais de 50% da votação.
7, quinta
- Mário Vargas Llosa venceu o Nobel de Literatura. O escritor peruano é também colunista do Estado.
8, sexta
- Lançamento de Tropa de Elite 2. Dez milhões de pessoas assistiram ao filme de José Padilha até o início de dezembro.
13, quarta
- Depois de 69 dias presos em uma mina de cobre, os 33 mineiros chilenos foram resgatados. O presidente do Chile, Sebastián Piñera, acompanhou de perto a operação, que durou quase 23 horas.
26, terça
- Aos 79 anos, morreu em São Paulo o senador Romeu Tuma. Ele foi palestrante em diversas edições do Curso Estado de Jornalismo.
27, quarta
- Morreu Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina, por problemas cardíacos. Na sala de treinamento dos focas, a notícia foi recebida com agitação.
31, domingo
- Segundo turno das eleições brasileiras. Depois de uma campanha que lidou com temas como aborto e uma suposta bolinha de papel atirada contra José Serra, Dilma elegeu-se com 55% dos votos.
Novembro
2, terça
- Eleições legislativas nos Estados Unidos. O presidente Obama, democrata, perdeu maioria absoluta na Câmara dos Deputados.
6, sábado, e 7, domingo
- Provas do Enem foram aplicadas em todo o País (4,6 milhões de estudantes se inscreveram). Estado foi o primeiro a noticiar o problema com o gabarito.
9, terça
- Descoberta a fraude contábil no Banco Panamericano. Grupo Silvio Santos fez aporte de R$ 2,5 bilhões.
14, domingo
- Jovens – supostamente homossexuais – foram agredidos por quatro menores na Avenida Paulista: câmeras de segurança registraram as cenas. Internados na Fundação Casa desde o fim de novembro, os menores aguardam julgamento.
21, domingo, e 22, segunda
- Paul McCartney atraiu cerca de 60 mil fãs em cada um dos dois shows em São Paulo. No sábado (20), o ex-Beatle passeou de bicicleta no Parque do Povo, zona sul da capital.
21, domingo
- Explodiu série de violência e conflitos na cidade do Rio de Janeiro. Arrastões começaram a chamar atenção, depois ônibus e carros queimados. Polícia atribuiu episódios a quadrilhas expulsas de favelas onde estão as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
23, terça
- Tensão entre Coreia do Norte e Coreia do Sul. O Norte disparou artilharia contra ilha Sul-coreana e deixou quatro mortos e 18 feridos.
28, domingo
- Documentos publicados pelo site WikiLeaks expuseram a diplomacia norte-americana.
- Polícias e Forças Armadas invadiram o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
29, segunda
- Em viagem à Argentina, os focas leram notícias sobre os conflitos no Rio de Janeiro em espanhol: Asaltan la favela más peligrosa y buscan a narcos casa por casa (Clarín).
Dezembro
2, quinta
- Nasa comemorou a descoberta de bactéria que sintetiza arsênico e o incorpora ao seu DNA. Essa forma de vida abriu precedente para a existência de diferentes seres em outros planetas.
- Rússia e Catar foram escolhidos para sediar a Copa do Mundo em 2018 e 2022, respectivamente.
3, sexta
- Começou a venda do iPad no Brasil, com preços entre R$ 1.650 e R$ 2.560.
5, domingo
- Depois de fugir do rebaixamento em 2009, Fluminense venceu Campeonato Brasileiro após 26 anos.
6, segunda
- O argentino Conca, jogador do Fluminense, foi reconhecido como melhor jogador do Brasileirão 2010.
Mariana Congo, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pós-graduada em Produção em Mídias Digitais pela PUC-Minas
Trinta cachorros habitam a gráfica do jornal argentino Clarín. Não no estacionamento ou num canil. Em meio a máquinas, funcionários e visitantes. E os cães ficam lá, observando.
Além do parque gráfico do diário La Nación, também visitamos, em Buenos Aires, as redações dos diários Olé e Clarín. Passamos quatro dias na Argentina, ficamos mortos e voltamos ao batente no dia seguinte, em São Paulo. Já passou uma semana do nosso retorno, mas não consigo parar de pensar nos cachorros do Clarín.
Deve ser coisa de jornalista. Curtir situações e contextos aleatórios e pouco usuais. A maioria das notícias não passa disso: ocorridos inesperados, inéditos e originais. Reportamos exceções. Pensamos sobre o sentido desses fatos, mas nem sempre compreendemos o significado real deles.
O curso termina na sexta-feira, 10. Os últimos três meses foram uma exceção na minha vida exatamente por conta dele. Em uma reportagem sobre a vida de Ramon Vitral, o curso não seria a principal notícia, mas teria destaque. Foi peculiar, assim como cada um dos meus 29 amigos focas.
Tenho consciência da intensidade da experiência pela qual estamos passando desde setembro e acaba daqui a quatro dias. No entanto, provável que somente em alguns anos possa compreender a importância real desse período.
Enquanto isso, a partir do dia 11, vou correndo atrás. E pensando nos cachorros do Clarín.
Ramon Vitral, de 24 anos, é formado em Jornalismo pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF)
Oi, pessoal,
Vocês já pararam para prensar como é feito um jornal?
Apuração, entrevista, pesquisa – essas coisas vocês já conhecem e já leram muito sobre elas neste blog. Mas é preciso uma forma de entregar essa informação, que envolve toneladas de tinta e papel, todos os dias.
Como vocês sabem, os focas de 2010 estiveram na Argentina recentemente e, entre outras visitas, conhecemos os parques gráficos do La Nación e do Clarín. O primeiro nos deixou filmar e “sacar fotos”.
Confiram no vídeo:
Frederico “Cedê” Silva, de 24 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)
Nesta semana, passamos quatro dias em Buenos Aires. Como em toda capital, os grandes jornais e grupos de mídia têm sede por lá (visitamos o Clarín e o La Nación), e as manifestações políticas estão na ordem do dia.
O embate da presidenta Cristina Kirchner com os diários Clarín e La Nación aumentou após a morte do ex-presidente e marido dela, Nestor Kirchner. Ambos os jornais são de oposição, apesar de sócios do governo na empresa de fornecimento de papel-jornal Papel Prensa.
Por toda a cidade há pichações do partido peronista em apoio a Cristina.
Fuerza Cristina! Néstor con Perón! El pueblo con Cristina!
E os enfrentamentos públicos estão na TV e nos jornais. Discute-se muito a função social da imprensa.
Aqui vão dois fragmentos bem interessantes dessa peleja:
- O La Nación publicou um artigo intitulado La nueva prensa militante
- A TV do Ministério da Educação, o Canal Encuentro, exibe uma série de programas documentais sobre o fazer jornalístico. Assisti ao episódio sobre as agências de notícia En El medio e recomendo.
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Ainda vende-se muito jornal impresso na Argentina. Vejam as tiragens dos diários, bastantes superiores às brasileiras.
Clarín
800 mil exemplares aos domingos
400 mil durante a semana
La Nación
350 mil a 400 mil exemplares aos domingos
170 mil exemplares durante a semana
Felipe Frazão, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e cursa Ciência Política na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio)
Sair do País em 2010 não fazia parte dos meus planos. O projeto de viagens internacionais era algo para daqui a quatro ou cinco anos: começaria pela Argentina, meu destino preferencial no exterior. E aconteceu mais rápido do que imaginava, durante o curso Focas, na segunda viagem de avião. Ótimo para quem, há três meses, nunca havia deixado a região Sudeste.
Escrevo estas linhas no voo em direção a São Paulo, após passar quatro dias em Buenos Aires. Lá, conhecemos projetos de infraestrutura e tivemos a oportunidade de visitar instalações de dois grandes jornais – Clarín e La Nación. Os diários, somados, têm tiragem superior a um milhão de exemplares aos domingos.
Em conversas nas ruas, percebemos o interesse dos argentinos sobre temas ligados ao Brasil. Perguntas sobre os conflitos recentes entre traficantes e forças policiais no Rio são bons exemplos, assim como questões referentes à política e ao futebol.
Nos meus planos, pretendia entender outros países a partir do meu ponto de vista, sem veículos de comunicação ou conhecidos com relatos de lugares fora do País. O que marcou na primeira viagem internacional? A troca de experiências e o conhecimento maior sobre semelhanças entre Brasil e Argentina. Essa foi a primeira etapa para pensar outros destinos de preferência. Talvez seja possível visitá-los antes dos próximos quatro ou cinco anos…
Gustavo Aleixo, de 24 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Depois de quatro dias na Argentina, estamos de volta ao Brasil. Na mala, trouxemos algumas boas lembranças, como as visitas aos jornais Clarín e La Nación. E voltando para casa também iniciamos nossa temporada de despedidas.
Essa foi nossa última viagem. Antes, fomos ao interior de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Ótimas oportunidades para conhecermos mais sobre algumas indústrias polêmicas. E uma chance para nos divertirmos fora da rotina no Estadão.
Além disso, teremos concluído nosso suplemento em poucos dias. Motivo de alívio e de orgulho. Tem sido um trabalho realmente grande lidar com o prazo apertado para produzir as matérias. Só espero que gostem do resultado no dia 11.
A última semana também se aproxima. É tempo de refletir sobre os últimos três meses e, entre uma aula e outra, de preparar estratégias para o pós-curso. Tarefa tão complicada quanto assustadora.
Por mais dolorido que pareça seguir em frente, sinto estar dando um passo necessário. Ou, como diriam os especialistas em administração de carreiras Vicky Bloch e Luiz Carlos Cabrera, fechando um ciclo. Aliás, o maior e mais intenso dos últimos tempos.
Gustavo Coltri Skrotzky, de 25 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Buenos Aires – Dias quentes e noites frescas. Esta é a primavera em Buenos Aires. De manhã, as bancas de jornal estão abertas e não são lojas de conveniência, como no Brasil. Vendem revistas, jornais e produtos relacionados a informação. Nada além.
As tardes estão quentes nesta época do ano. O sol brilha forte no céu e pancadas de chuvas, como as que ocorrem no verão brasileiro, se repetem por aqui.
No fim da tarde, próximo às 18h, trabalhadores do centro deixam suas empresas e se encontram nos cafés, muito comuns na região central da cidade.
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Esta foi a minha primeira imagem da capital argentina. Na viagem que fez parte do curso, nós, focas, fomos a Buenos Aires e não deixei passar a oportunidade de escrever como uma espécie de “correspondente no estrangeiro” do blog.
Chegamos à capital argentina no domingo e ficamos até ontem. No primeiro dia, conhecemos as gráficas dos jornais El Clarín e La Nación, além da redação do El Clarín, jornal com maior tiragem do país. Na terça-feira, fomos até algumas obras da Odebrecht, patrocinadora do curso, e fizemos um city tour na quarta-feira.
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Buenos Aires respira política. A morte do ex-presidente Nestor Kirchner deixou marcas profundas na sociedade. É fácil ver pichações nas paredes e muros se referindo a isso.
“Nestor con Peron. El pueblo con Cristina”, dizia uma, em frente à Casa Rosada, residência oficial da presidente. “No es posible apagar tanto fuego”, dizia outra, que servia de legenda para uma foto do líder morto.
Apesar do atual movimento, nem todos estão com o casal Kirchner. Bruno Rezende, vendedor de uma loja de doces no centro, culpa a falta de oposição pela atual adoração ao ex-casal.
“Não temos opção. Desde o começo da década, faltaram líderes que conseguissem mobilizar a nação e fazer algo de fato. Nestor e Cristina podem ser corruptos e autoritários, mas tiraram a Argentina da crise e ajudaram aos pobres”, afirmou.
Guilherme Waltenberg, de 25 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Oi, pessoal,
Fui um dos focas presentes na redação durante o fim de semana do Enem e tive a oportunidade de ajudar o editor Sergio Pompeu e a equipe do Estadão.edu na cobertura.
O Estadão.edu foi o primeiro a noticiar o problema no cartão-resposta, as falhas de impressão na prova amarela, as colas via Twitter, as ameaças de processo via Twitter (!) e, finalmente, a possibilidade de realização de uma nova prova.
No vídeo abaixo, converso com a sub-editora Carolina Stanisci e os repórteres Felipe Mortara e Carlos Lordelo sobre essa emocionante cobertura. Confiram!
Frederico “Cedê” Silva, de 24 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas)
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