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Em Foca

08.dezembro.2011 18:00:03

Fim da estrada

O Curso chegou ao fim. Nesse ponto da estrada, me despeço dos companheiros de viagem, para seguir o caminho sozinha. Resta saber, qual trilha eu escolho. Já que há uma encruzilhada e ir para o norte, o sul, o oeste ou o leste pode determinar o rumo que minha carreira irá seguir. É hora de pegar caneta e passar da mente para o papel as metas, os objetivos de curto e longo prazo e os sonhos que me motivarão para os próximos anos.

A necessidade de disciplina para organizar o tempo, planejar os estudos e tocar projetos pessoais urge nesse momento. Conhecer os próprios limites e conviver com as dificuldades torna-se essencial. No meu caso, o limite é a timidez diante do público ou de um grupo de pessoas. São características que trago há tempos e que o curso de Jornalismo ajudou a minimizar. Exercícios de reportagem e a “venda” de pautas me ajudaram a ter e pensar argumentos mais sólidos.

O convívio com os colegas auxiliou-me a definir o que devo mudar a partir de agora. Pude entender o que é, e como é importante, ter uma rede de relacionamentos para a evolução da carreira. Com os conselhos e informações que recebi, percebo que me conheço mais. Deixo o curso com mais certezas, que dúvidas e já posso antever com clareza maior quais os próximos passos a seguir e os frutos que espero colher no caminho.

Talita Matias, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas)

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O jornalismo surgiu na minha vida meio por acaso. Foi se lançando como uma ideia vaga, um sonho distante de quem escrevia poemas e achava que fazer jornal era como fazer um pedaço de livro todos os dias. Das aulas de português e literatura e de minhas leituras de Machado de Assis e Erico Verissimo, foi surgindo o desejo de ser escritora. Como caminho para chegar a esse sonho eu tinha duas opções: Letras e Jornalismo.

O primeiro esbarrava no meu medo de enfrentar uma sala de aula; o segundo parecia muito distante para minha realidade. Não me lembro exatamente quando tomei a decisão de que seria mesmo jornalista. Sei que nos últimos oito anos tenho lutado por esse sonho. Mesmo com dúvidas, medos, incertezas e inseguranças. Redação ou assessoria de imprensa? Setor público ou setor privado? Tive que mudar conceitos. Alguns mudaram completamente. O desejo de ser escritora foi acalmando aos poucos. Realizado em parte com o meu livro-reportagem feito como conclusão de curso, mas ainda esperando para desabrochar em algum canto de mim.

Descobri que nem todas as palavras rebuscadas que eu colecionava aqui e acolá em minhas leituras era adequada para os jornais em que eu trabalharia. Descobri também que não dava para ser jornalista e ter fim de semana. Não ia dar para sair às 17 horas em ponto, todos os dias, nem programar feriados. Talvez não fosse possível enriquecer logo após a formatura… Depois de entender tudo isso, que nem passava pela cabeça da adolescente tímida do interior de Minas Gerais, restava saber se a escolha era certa ou não. Confesso que ainda não sei a resposta.

Nas aulas do curso e nas redações do Estadão, entre uma pauta e outra, amplio a minha visão sobre a área e a atuação do profissional de jornalismo. Crio novos sonhos e faço amigos. Na manhã fria em que fiz a prova para o Curso, achei tudo muito difícil. Não me passava pela cabeça conseguir fazer parte deste grupo. Mas veio a resposta da prova, veio o resultado da entrevista. Amigos me incentivaram, a família me apoiou e estou aqui. Dizem que é ruim a gente sempre ter certeza das coisas. Enquanto eu não descubro as respostas que me afligem, invisto nessa profissão que me atrai por que possibilita descobrir e contar histórias, encontrar pessoas interessantes e usar meus textos para noticiar e informar, e desta forma, contribuir (nem que seja um pouquinho) para a construção da história.

Talita Matias, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas

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15.setembro.2011 19:00:22

Elegância à mesa

Após duas semanas de aulas, palestras e matérias, a expectativa para começar o rodízio na redação é grande. Preparados pela aula de marketing pessoal da consultora Renata Mello, estamos prontos para iniciar nossa jornada nas redações do Estadão com uma postura profissional e comprometida. Não faltaram dicas de como se vestir com conforto e elegância para o trabalho. E que venham os grandes eventos. Estamos preparados para uma boa cobertura e para jantares sofisticados.

Renata também abordou elegância à mesa. Mostrou como servir um vinho e como abrir uma garrafa de espumante. Ela ofereceu também uma demonstração de como comer com vários talheres, copos e pratos em uma recepção formal. Como usar o guardanapo de pano? Quais são os talheres para a carne e o peixe? O que fazer se eu derrubar uma bebida na mesa ou em alguém?

Essas perguntas foram respondidas pela consultora aos jovens jornalistas. E nada de fofoca ou discussão durante recepções formais! É regra de etiqueta evitar certos assuntos à mesa. Falar de doença ou apontar as calorias da sobremesa, por exemplo, nem pensar.

Talita Matias, de 23 anos, é formada em Jornalismo pela PUC-Campinas

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