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Em Foca

Na quarta-feira retrasada fizemos uma visita à Câmara Municipal guiada pelo ex-foca e editor-assistente de política Iuri Pitta. O exercício proposto: achar uma pauta com o tema projeto de lei. Decidi fazer um levantamento sobre a relevância dos projetos apresentados neste ano, inspirado por trabalhos como os da ONG Transparência Brasil.
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A matéria experimental teve o título “30% dos projetos de lei da Câmara Municipal deste ano são irrelevantes”. Pitta apontou dois grandes erros no texto: não ter o outro lado, no caso as aspas dos 15 vereadores citados; e considerar um projeto como irrelevante – seria melhor dizer “de baixo impacto”. Minha desculpa esfarrapada é que não consegui ouvi-los a tempo de mandar o texto no prazo. Uma pauta como essa no jornal, quero acreditar, não teria um prazo tão rígido, e assim essa lacuna poderia ser facilmente preenchida.
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Rafael Abraham, de 24 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)

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29.setembro.2011 23:59:33

O novo novo jornalismo

Do chamado novo jornalismo você já ouviu falar: nasceu na imprensa norte-americana dos anos 60, dando tratamento literário ao texto da reportagem. Hoje está cada vez mais em evidência uma nova e fascinante forma de se fazer trabalho de ponta: o jornalismo de precisão, ou de dados, ou ainda computer-assisted reporting (CAR).

Escreve Philip Meyer, na obra seminal Precision Journalism: “Houve um tempo em que tudo o que se precisava era dedicação à verdade, muita energia e algum talento para escrever. Você ainda precisa dessas coisas, mas elas não são mais suficientes. O mundo ficou tão complicado, o aumento da informação disponível tão explosivo, que o jornalista precisa ser filtro e transmissor, organizador e intérprete, além de coletar e entregar fatos. Além de saber como colocar a informação na página ou no ar, também deve saber colocá-la na cabeça do receptor. Em resumo, um jornalista deve ser administrador de bases de dados, processador de dados e analista de dados.”

Meyer escreveu isso em 1969-70 antes de os criadores do Google terem nascido (eles são de 1973).

“Se até Gay Talese tem o seu próprio banco de dados, por que não nós?”, ouvi certa vez de José Roberto de Toledo, especialista em CAR. Talese, confesso desafeto de computadores, criou um banco de dados material – anotações em papel – com informações sobre seu casamento, que resultaram na obra A Mulher do Próximo.

“Saber trabalhar com planilhas no Excel é cada vez mais importante”, comentou en passant o repórter do caderno Metrópole e ex-foca Vitor Hugo Brandalise, no último dia 15. Seu colega, Edison Veiga, havia compartilhado uma história de apuração. Ele queria saber quais artistas mais tinham participado da Virada Cultural. A Secretaria Municipal de Cultura não tinha tempo de analisar os dados, e os mandou brutos, em arquivos de Excel. O repórter acabou fazendo a contagem à mão, “o que deu muito mais trabalho”. A boa notícia: Carla Miranda, professora deste curso, contou que teremos aulas de Excel com o pessoal da Contas Abertas, renomada ONG watchdog.

Rafael Abraham, de 24 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)

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14.setembro.2011 20:00:29

Serendipity


Foi com o icônico repórter Gay Talese que conheci o termo serendipity. Soa estranho a princípio, mas poderia ser traduzido de forma reduzida como “encontrar boas coisas por acaso” – no sentido de se deparar com algo melhor do que o objeto pretendido originalmente. Bom mesmo é sentir a serendipity na pele.
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Quando os focas receberam a missão de encontrar um personagem em pleno Parque do Ibirapuera de feriado, eu tinha duas coisas em mente: o Museu Afro Brasil, com belíssimas exposições da cultura negra; e o planetário, com ingressos esgotados para todas as sessões do dia. Para a minha infelicidade, nada entre oguns e iemanjá; e ninguém disponível no concorrido simulador de céu de interior.
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Acabei conversando com três praticantes de kenjutsu, a arte samurai da espada, que treinavam devidamente paramentados em meio às árvores colossais. “Não é o melhor, mas é o que tem”, consolei-me na sabedoria popular. Foi quando um quarto participante se aproximou da roda. Nos apresentamos. Era João Paulo Delicato, diretor dos planetários de São Paulo e da Escola Municipal de Astrofísica. Um samurai que queria ser astronauta. Habemus papam!
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Rafael Abraham, de 24 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo (Umesp)

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