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Em Foca

Mais da metade do Curso já se foi. A constatação de que está passando rápido demais é unânime. Com 50% do caminho concluído, vem o questionamento: o copo está meio cheio ou meio vazio? As opiniões se dividem no Quartel-General dos Focas. Enquanto alguns vislumbram a cereja do bolo – nosso suplemento em dezembro – outros acreditam que a maior parte do aprendizado já foi conquistada.

Minha opinião é que o copo está sempre meio cheio. Em todas as ocasiões há espaço para aprender mais. Ainda teremos pela frente uma viagem a Salvador, duas pautas experimentais para a editoria de Vida e o esperado suplemento. Isso sem contar as palestras e outros possíveis textos que ainda não nos foram comunicados.

Para os que veem o copo meio vazio, a crença é que a evolução já pode ser percebida nos textos. De fato, talvez a fase de maior aprendizado já tenha passado. As aulas com Paco Sánchez devem ter surtido o efeito que todos esperavam. De uma forma ou de outra, acho que todos sairão mudados desses 100 dias. Temos mais um mês e meio pela frente. Mãos à obra!

Leonardo Berns Gorges, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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29.setembro.2011 10:47:51

A pegada da redação

Em conversa dia desses com o colega Davi Lira de Melo, ele me fez a pergunta: você não está sentindo falta de trabalhar em redação? Àquela altura, os focas estavam começando a se espalhar pelas editorias dos veículos do Grupo Estado após duas semanas e meia de aulas e palestras. Minha resposta foi sim, a adrenalina da redação me empolgava.

O simples fato de estar nesse ambiente faz com que você fique mais ligado. Estar na redação é sinônimo de sentidos à flor da pele. A passagem pelo Estadão.edu foi interessante nesse sentido, me fez voltar a sentir a “pegada da redação”, de ter que correr atrás da informação enquanto ela está acontecendo.

“O filé mignon do jornalismo é a reportagem”. A frase é do jornalista Roberto Godoy, repórter especial do Estadão. Concordo completamente. O momento da apuração é sem igual – seja no buraco, em uma tragédia ou na greve dos bancários.

Em outro papo, com outra colega, veio a dúvida: e até quando dá para aguentar esse pique? O ideal seria para sempre, mas há outras questões em jogo (dinheiro, família). Enquanto der, quero seguir nessa vida. Alguns chamam de masoquismo, mas prefiro pensar que todo bom jornalista tem de ter um pouco disso. Minha escolha já foi feita.

Leonardo Gorges, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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Achar pautas a partir de assuntos batidos não é fácil. Entre os focas, um assunto foi onipresente nesta segunda-feira: como achar uma matéria legal sobre um tema conhecido? O debate me fez lembrar minha curta experiência em jornalismo econômico. “Os assuntos se repetem e o desafio constante é trazer sempre uma nova abordagem, que faça o leitor querer ler algo que já foi escrito”, já diria o editor. Aliás, “sua excelência, o leitor”, nos avisou o coordenador do curso, Chico Ornellas.

A experiência de achar pautas no IML, delegacias de polícia, cemitérios, na Rua Augusta e na 25 de Março é uma amostra disso. Uma realidade com a qual teremos que nos confrontar muitas vezes, em um futuro que pode não estar tão distante assim. Eu mesmo me pego reclamando muitas vezes.

Desistir é sempre uma possibilidade. “Alguém quer?”. Já saímos de nossas zonas de conforto e ninguém disse que ia ser fácil. A solução? Vá para a rua, repórter! E que Deus abençoe a arte de sujar os sapatos.

Leonardo Berns Gorges, de 23 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

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