Foto: Lucas Sampaio
Conhecemos Francisco Ornellas, coordenador do Curso Estado de Jornalismo, em meados de agosto, durante as entrevistas com os pré-classificados para as atividades deste ano. Na ocasião, ele disse que os trabalhos consumiriam nossas 24 horas do dia, nossos sete dias da semana. Quando o Curso começou efetivamente, no dia 1º de setembro, “Chico” fez questão de jogar o recado mais uma vez.
Muitos, a princípio, consideraram o aviso algo surreal. Nem um dia de descanso? Nem um encontro com os amigos? Nada disso? Na verdade, não foi bem assim. Mesmo com as inúmeras matérias, as variadas palestras, os meses de passagem pela redação, todos conseguiram alguns dias de descanso e se encontraram com os amigos. Mas, curiosamente, o Curso nos acompanhou.
Seja nas discussões sobre matérias, nas conversas a respeito do Jornalismo, na – marcante e deliciosa – união entre os focas, o 22º Curso Intensivo de Jornalismo Aplicado de O Estado de S. Paulo esteve presente nas nossas 24 horas do dia, nos nossos sete dias da semana. Tudo girou em torno desses 100 dias de Curso. Não dá para negar que “Chico” tinha razão. Só estava equivocado quanto à duração dessa experiência. Na realidade, o Curso estará sempre conosco.
José Roberto Gomes, de 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
Maquete mostra como ficará a nova Arena Fonte Nova
Na última segunda-feira (31), os focas do Curso Estado de Jornalismo tiveram a oportunidade de conhecer uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2014, Salvador. A convite da construtora Odebrecht, visitamos as obras da nova Arena Fonte Nova, estádio localizado na região central da cidade e próximo a um famoso ponto turístico, o Dique do Tororó.
Em teoria, a obra é uma das mais adiantadas em relação às demais arenas para o Mundial – 30% de todo o projeto já foram concluídos. De fato, o ritmo das obras está acelerado, mas a menos de três anos da competição, percebe-se que ainda há muito a se fazer. Se considerarmos que Salvador pode sediar jogos da Copa das Confederações, em junho de 2013, o prazo fica ainda mais apertado.
30% da Arena Fonte Nova já foram construídos
Além disso, o transporte público deixa a desejar. Bem próximo à Arena Fonte Nova, há uma linha de metrô desativada; ir de ônibus ou carro é uma opção, mas o trânsito caótico pode assustar quem não é da cidade.
Já o Aeroporto Internacional de Salvador aparenta estar preparado para a movimentação em 2014: instalações modernas e poucos atrasos. O setor hoteleiro também “caminha” bem: a previsão para o ano da Copa é de 70 mil leitos, contra os 50 mil atuais. E de acordo com o Chefe de Gabinete da Secretaria para Assunto da Copa, Renan Araújo, o porto da cidade será reformado até lá para receber mais navios de cruzeiro.
A viagem a Salvador foi de vital importância para formular impressões acerca de um tema, de uma pauta. Pessoas que conheciam a cidade, como eu, puderam constatar que as versões oficiais sobre o lugar não são tão verdadeiras assim. Tudo caminha bem, mas 2014 já desponta no horizonte. Trabalhar muito e sem erros é algo bem-vindo a partir de agora para a capital soteropolitana.
José Roberto Gomes, de 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
Só o texto já não basta. Cada vez mais, matérias reproduzidas na mídia impressa vem acompanhadas de elementos que dão um “up” no conteúdo. E o que seriam esses elementos? Fotos, infográficos ou qualquer material artístico, segundo o diretor de Arte do Grupo Estado, Fábio Sales, que conversou com os focas na segunda-feira, 17. De fato, jornais e revistas enfrentam a dura realidade de se atualizarem como meios de comunicação para fazerem frente ao advento e avanço da internet.
Segundo Fábio Sales, os textos impressos precisam ser diferentes daqueles encontrados na web. Do contrário, o leitor não se interessa – afinal, por que ele compraria um jornal se é possível ler a mesma coisa, de graça, em um site? Opinião, análise, bastidores e a sempre bem-vinda infografia são os chamativos para a boa leitura de um periódico.
Para ilustrar o que dizia, Fábio Sales recorreu à reforma gráfica do Estadão, concluída em março de 2010. Com mais fotos e material infográfico, os leitores consideram o jornal, agora, mais “leve e simples de se ler”. “E suja menos as mãos de tinta”, brincou Sales.
Curioso para conhecer as artes do Estadão? Acesse a página dos Especiais do jornal.
José Roberto Gomes, de 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
Uma conversa franca, direta e descontraída. Foi assim o bate-papo dos 30 focas com o jornalista Boris Casoy na última terça-feira, 4. E o profissional mostrou o quão importante é ter amor pela profissão.
“Eu adoro o que faço”, repetia ele. Sua rotina, por sinal, não deixa dúvidas de que é uma pessoa dedicada à notícia. Acorda às 11h e ouve as últimas do rádio. Na sequência, parte para os jornais. Depois, faz exercícios físicos e almoça. No final da tarde, comenta ao vivo – e de casa – na programação da rádio BandNews FM. Às 20h30, chega à Band para fechar os últimos detalhes do jornal que apresenta, no início da madrugada. De volta ao lar, por volta das 3h, ele ainda dá uma checada nas principais notícias que pipocam pela internet. E vai dormir.
Sobre o futuro dos meios de comunicação, Boris reconhece que a tendência é mesmo a convergência de mídias – um smartphone é exemplo por excelência – e que as novas gerações de profissionais da comunicação devem estar preparadas para tal “fenômeno”. “Mas o que importa é o jornalista ter conteúdo”, afirmou.
Como terminou o encontrou? Não poderia terminar de outra forma senão esta:
José Roberto Gomes, 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
O Curso Estado de Jornalismo Aplicado “engatou” de vez. Desde segunda-feira, 19, os focas estão passando pelos veículos de comunicação do Grupo Estado (O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Rádio Estadão/ESPN e Agência Estado) e acompanhando as atividades das editorias de cada um.
Com isso, os 30 focas estão espalhados pela empresa. Mas se há um lugar comum a todos, este é o 1° Mezanino do prédio administrativo, onde fica a famosa sala de estudos e de prática de redação do Curso. Não deixa de ser o “cantinho” dos focas.
Veja, abaixo, algumas fotos deste andar e conheça o local por onde circulam os alunos do Curso.
Clique nas fotos para ampliar:
Ex-Libris

Um vitral exibe o famoso brasão d’O Estado de S. Paulo. O desenho mostra o imigrante francês Bernard Gregoire anunciando a venda de exemplares do jornal no final do século XIX.
Os fundadores
Um quadro de Cândido Portinari, além de decorar o andar, exibe os fundadores do Estadão, criado em 4 de janeiro de 1875 com o nome de A Província de São Paulo.
A escada
Estes degraus merecem registro: são neles que os focas posam para a foto oficial do Curso.
Leitura
Mesas e poltronas espalhadas pelo 1°M são um atrativo em especial para se ler o jornal ou um bom livro.
História
Painéis contam a trajetória do Estadão, desde a fundação até a chegada do novo milênio; as capas exibem fatos importantes noticiados pelo jornal.
Sala, doce sala

E esta é a sala de aulas e de prática de redação do Curso Estado.
José Roberto Gomes, 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero
Na noite de 10 de novembro de 2009, falhas em três linhas de transmissão da Usina Hidrelétrica de Itaipu causaram um blecaute de proporções colossais. Metade do País ficou às escuras. Internet e televisão, de repente, não ajudavam em nada. Mas eis que surge, durante o caos que se formou nas horas seguintes, um aparelhinho tímido, até esquecido por muitos, disposto a dar as informações necessárias: o rádio.
Eu, por exemplo, pude acompanhar a cobertura sobre o apagão graças às ondas do AM 700 da Rádio Eldorado que chegavam ao celular. O caso ilustra bem a importância do rádio como meio de comunicação e destaca toda a agilidade que possui em transmitir a notícia. Essa foi uma das discussões que os 30 focas tiveram na manhã desta quinta-feira, 8, com a editora- chefe da Rádio Estadão/ESPN, Filomena Salemme.
Além de falar sobre a estrutura da emissora, “Filó” destacou a mudança pela qual a rádio passou em março deste ano, vinculando-se fortemente ao conteúdo do jornal O Estado de S. Paulo e expandindo a cobertura esportiva por meio da parceria com a ESPN – e eis que surgiu a Estadão/ESPN.
Perguntas não faltaram. Temas como a linguagem utilizada pelo veículo, o modo de agir com entrevistados ao vivo, as funções existentes dentro de uma emissora, os números da audiência e as questões envolvendo o rádio digital foram comentados por Filomena.
Muito além disso, contudo, a editora-chefe da Estadão/ESPN convenceu a todos de que o rádio continua firme e forte como um importante meio de comunicação. Mas fez um alerta: quem passar pela redação corre o risco de se apaixonar pelo trabalho da emissora. Se for assim, imagino que os focas vão querer passar por esse risco.
José Roberto Gomes, 22 anos, cursa o último ano de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero
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