ir para o conteúdo
 • 

Em Foca

Está muito claro que o Curso Estado gosta de provocar os focas. Somos desafiados a duvidar de opiniões formadas, a discutir o que pensamos sobre o jornalismo e jornalistas, e também a por nossas habilidades em perspectiva. Isto acontece de muitas maneiras.

O filósofo Luiz Felipe Pondé, por exemplo, foi incansável na tentativa de mostrar que ás vezes nossas opiniões podem ser apenas simples reproduções de alguma corrente de pensamento. Suas aulas sobre religião, ciência e ética nos fizeram meditar sobre aborto, relativismo cultural, preconceito, ateísmo e outros temas “simples” assim. O mundo se tornou um lugar mais complicado depois dos encontros com ele.

O que é ótimo. Como afirmou o professor espanhol Paco Sánchez, “Humildade é a virtude básica do jornalista”. Outro bom instigador, ele acredita que o repórter deve deixar a arrogância de lado e tentar enxergar as pessoas da forma como elas se enxergam.  Só assim entenderá melhor a sociedade e a natureza humana. Munido dessa compreensão, poderá, enfim, realizar um trabalho verdadeiramente relevante.

E, claro, com aquele texto perfeito, que o talento natural e os quatro anos de faculdade nos deram. Ou não? A jornalista Carla Miranda corrige nossas matérias e aponta o quanto insistimos em usar lugares-comuns, construções preguiçosas, clichês, obviedades, chavões. Todos os textos são projetados para a turma e os defeitos vistos em cada excruciante detalhe.

No final das contas essas provocações me fazem dar um passo à frente: pelo menos sou um jornalista que “sabe que nada sabe”.

Guilherme Fujimoto, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

sem comentários | comente

A calma e a segurança dos apresentadores de rádio geralmente não deixam transparecer, mas muitas vezes os programas de notícias passam por momentos de tensão e adrenalina. É o que pude perceber nesta segunda-feira, quando começou a passagem dos focas pelos veículos e editorias do Grupo Estado. Minha primeira experiência está sendo na Rádio Estadão / ESPN. Para sentir o clima e conhecer os bastidores de um programa radiofônico, eu e a Gabriela Forlin acompanhamos a
coordenação do “Direto da Redação” e do “Estadão no Ar 3ª edição”.

O produtor de cada programa elabora uma espécie de roteiro chamado “espelho”, que elenca quase minuto a minuto o que vai para o ar. Cada entrevista, chamada de repórteres na rua, sonoras e outros, estão dispostas para consulta dos produtores, apresentadores e chefes de reportagem e qualquer mudança aparece em tempo real para todos. Simples, certo? Nem tanto. Aconteceram dois imprevistos.

Primeiro, o repórter que entra ao vivo da redação do jornal impresso não conseguia, pouco antes de entrar no ar, ligar o seu microfone. Um técnico teria que subir em 1 minuto os quatro andares que separam as redações e restabelecer a conexão. Dedos cruzados enquanto o comercial terminava e… Bingo! Microfone ligado e o programa segue normalmente.

Depois, outro problema. Um entrevistado confirma pela manhã que vai participar do programa, mas, 30 minutos antes e com o “Direto na Redação” rolando, o assessor liga e avisa que ele não vai poder falar. Felizmente a coordenadora, em um momento no qual eu, pessoalmente, entraria em desespero, consegue entrar em contato com outra fonte e salva o dia.

Guilherme Fujimoto, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

sem comentários | comente

Começou. Quem diria, dentre os 1,5 mil inscritos para o 22º Curso Estado de Jornalismo, eu fui um dos 30 classificados para fazer parte deste grupo:

foca1.jpg

Quarto dia de atividades no quartel-general dos focas

As aulas e palestras ocorrem na sala de treinamento. Cada um tem seu lugar marcado e um codinome (por exemplo, Guilherme Fujimoto = Foca 09).

Até agora, aprendemos mais sobre os 137 anos de história do Estadão, recebemos dicas sobre desenvolvimento profissional, mercado de trabalho e jornalismo em geral. Também descobrimos que não sabemos descrever nem o caminho da portaria até o primeiro andar, nos aventuramos pelo centro da cidade e conhecemos o Hermes, o programa de editoração do jornal.

O primeiro semestre da faculdade é uma boa analogia para descrever como está sendo este começo do curso. Os focas andam em grupos, hesitantes, com medo de se perder na enorme sede do Estadão. Aos poucos vamos decorando os nomes dos colegas e conhecendo suas histórias de vida. Sentimos frio na barriga, vontade de mostrar serviço. E todos com aquele entusiasmo de alguém que se vê mais próximo de algo que sempre almejou.

Guilherme Fujimoto, de 22 anos, é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

sem comentários | comente

Comentários recentes

  • danielli: uau! adorei texto, e ainda mais achei o Lucas De Abreu Maia muito lindo e muito forte por nunca desistir
  • Isabella: Algumas pessoas nem se prepara, pensam que Jornalismo é aquela coisa, você escreve ganha dinheiro ou até...
  • Davi Lira: Excelente post para resumir a história da 22ª turma. Tá tudo aí: nas imagens, vídeos, no perfil e...
  • José Gabriel Navarro: “Agora, vamos. Aonde? Embora. Embora não saibamos aonde, vamos.” — Lindo,...
  • Thiago Lasco: Mandou bem, Betti. Vamos ver quem vai se aventurar a reunir a trajetória da nossa turma em dezembro de...

Arquivo